Capítulo 3 – A festa n'A Toca
A campainha tocou dez minutos depois que Gina tinha tomado banho. Ela estava fazendo pipoca pra comer assistindo televisão (é, morando como uma trouxa, ela tinha televisão e particularmente ela adorava) já que o trabalho tinha dado uma folguinha antes do feriado. Era duro morar sozinha, geralmente esses eram os programas a se fazer depois de um dia cansativo de trabalho. No entanto, ao ver quem estava diante da porta, Gina soube que a noite seria longa...
- Heather! O que você faz aqui? – Gina disse ao abraçar a amiga.
- É muito bom te ver também, Gina! - Desculpa, mas é que você é a última pessoa que eu esperaria bater na minha porta. Quanto tempo! Entra aí, nós temos muito que conversar! Heather sentou no sofá enquanto Gina pegava a pipoca. Sentando no sofá ela disse: - Vai ser uma noite longa e eu agradeço por você ter vindo, ou eu iria ter que ficar assistindo televisão e engordando com essa pipoca sozinha.
- Televisão? - É... Sabe como é... Meu trabalho envolve trouxas, então eu preciso ficar por dentro de tudo o que acontece com eles, portanto eu tenho um monte dessas coisas que eles fazem pra se comunicar já que não usam magia... – Heather pôde ver o laptop e o celular sobre a mesa da amiga. - É, eu lembro quando você me contou nas cartas, você trabalha no...? - Departamento de Relações Internacionais Mágicas, ou simplesmente D.R.I.M. Agora me conta, depois de quase dez anos em Paris, o que você veio fazer aqui? Eu jurava que você ia continuar morando lá... - É, eram esses os meus planos, mas é que eu estava, há tempos, pedindo uma transferência para Londres, pois David queria vir morar aqui, e eu achei que já estava na hora de voltar...
- David? Que David? - Por Deus, Gina! Eu não lhe contei nas cartas? – Heather mostrou o anel no dedo – Eu estou noiva há seis meses! Gina soltou um grito dentro do apartamento de tanta surpresa: - Nossa, olha o tamanho desse anel! Como você esquece de me contar isso, sua má! - Desculpa, eu estava tão atordoada com o trabalho no hospital que acabei não contando... - Você mencionou esse cara em uma ou duas cartas, mas eu não imaginava que ia dar em casamento!
- Eu gosto muito dele, Gi... Espero que dê certo... - Como assim espero? Você vai casar, Heather, você tem que ter certeza se quer passar o resto da vida com esse cara... - Você sempre consegue me deixar confusa, Gina... Mas...
- Não me diga que você ainda lembra do Malfoy... - E como eu pude esquecer, se foi por causa dele que eu fui para Paris e fiquei lá por todo esse tempo... - E como você iria desistir do David? Se o Malfoy viesse atrás de você?
- Não sei... Ah, eu vou casar em um mês, não posso ficar assim...
- Um mês??????????????? - Os convites começarão a ser distribuídos amanhã, já está quase tudo pronto. - Ai, que ótimo! Fiquei feliz por pelo menos uma de nós não ficar pra titia... - Falando nisso, e você, Gina? Não tem me aprontado muito ultimamente, não é? - Ah, homens... Quem precisa deles? O último cara com quem saí, há uns dois meses, pediu pra casar comigo, sendo que nós nos conhecíamos há uma semana... E quando eu disse não, ele disse que desse jeito não daria certo e terminou porque eu não tenho a mesma opinião que ele... Pode um negócio desses? Completamente louco! - Eu não acredito, casamento, em uma semana? Que loucura! Mas e depois, mais nada? - Depois dessa eu decidi dar um tempo nesses relacionamentos sem futuro... Resultado: continuo sozinha... Além do mais...
- Além do mais o que?
- De vez em quando ouvir falar DELE ainda mexe comigo... - Eu posso imaginar... Do jeito que sempre tão falando dele por aí... é amiga... Nós estamos presas ao passado... Só não entendo por que... - Acho que foi o tempo em que eu fui mais feliz, por isso é inesquecível, apesar de tudo o que passamos com o Tom...
- Você ainda o chama pelo antigo nome...
- Certas coisas são difíceis mudar... Mais difícil ainda esquecer... Gina e Heather continuaram conversando até altas horas da noite, tanto que uma acabou dormindo na casa da outra... Nem mesmo a distância de oito anos conseguiu abalar essa amizade.
- Gina acabou de me mandar uma coruja, Arthur. Ela disse que virá para a festa de Rony, já que é feriado e no outro dia não haverá trabalho. - Ótimo, ótimo! Será que ela poderá trazer aquela teleblisão que tem na casa dela? - Não invente Arthur, Gina não vai chegar aqui com um trambolho daqueles pra você acabar querendo abrir pra ver com funciona. O que me preocupa, no entanto, Arthur, é que Harry virá para a festa também...
- O que há de errado nisso Molly, querida? - Até parece que você não lembra... Eles não se falam há anos... Depois do que aconteceu... Você sabe...
- Ah, sim! Claro! Você acha que acontecerá alguma coisa?
- Não sei... espero que tudo saia bem...
No dia marcado para a festa, Rony chegou n'A Toca antes de todos. Sua mãe havia preparado tudo e só faltavam os convidados. Estava conversando com Sr. Weasley na sala:
- Meu filho, você não sabe o quanto eu estou orgulhoso! - Obrigado, pai, significa muito pra mim... Eu nunca pensei que eu pudesse conseguir ser artilheiro do Cannons, trabalhar com meu melhor amigo... É tudo o que eu queria...
- Nenhuma garota está nesse seu plano de vida? - Até agora, o que importa é o meu trabalho... não quero nada sério...
- Você é quem sabe... Nesse instante, Fleur e Gui aparatam na casa. Logo depois surgem Carlinhos e sua esposa, Sabrina, com seu filho de seis anos Paul, Percy e Penélope, Fred e Angelina, sua noiva e George, Katie e as gêmeas Hallie e Anne. Algum tempo depois, Sirius, Narcisa e Katrina chegaram e Harry, por fim, apareceu. A festa havia começado.
- Como foi na casa da sua amiga, Heather? - Muito bom! Conversamos a noite inteira... – Heather sentou no sofá, ao lado de David, que pegou uns papéis em cima da mesa – O que é isso David?
- São os papéis do casamento... Acordo pré-nupcial e etc...
- Ah... - Algo errado? Nós não havíamos combinado de que faríamos tudo isso? - Claro que sim! Mas eu não achei que fosse tão rápido... David sorriu. - Nós nos casamos daqui a um mês, temos que nos apressar, não é? - É, acho que você está certo... – E começaram a assinar os papéis.
- Harry... Quando vai começar o torneio?
- Daqui a duas semanas... - Bom, é o tempo que eu tenho para arrumar tudo... Vou ficar hospedado em um hotel aqui em Londres enquanto a minha casa não fica pronta.
- Onde você está construindo? - Não muito longe daqui... Carlinhos – Rony perguntou ao irmão que estava por perto – Tem notícias de Hagrid?
- Ele e Madame Maxime estão na Noruega passando as férias... De repente, muito perto de onde eles estavam, Ginevra Weasley aparece. Carlinhos para de falar e vai cumprimentar a irmã:
- ...Gina! Quanto tempo irmãzinha! - Pensei que não viesse mais, filha – disse a Senhora Weasley voltando da cozinha. - Eu que pensei que não iria poder vir – disse ela cumprimentando Sirius, Katrina e Narcisa. – Fiquei acordada até tarde... Quando as pessoas se dispersaram novamente, Gina, depois de dar um abraço na mãe e no pai, percebeu que alguém a observava silenciosamente. "É ele..." pensou... Harry estava ao lado de Rony, mas ela fingiu não ter percebido isso. Chegou até o irmão e, dando um abraço nele, falou: - Você não sabe a quantidade de café que eu cuspi quando vi a sua foto no jornal! Você é um irmão desnaturado, devia ter me mandado uma coruja! Eu tive que trocar de roupa, sabia? - Eu também tava morrendo de saudades, Gina! – respondeu irônico Era inevitável. Ela teve que fazer isso. Ela não podia deixar de cumprimentá-lo. Ele ainda não havia tirado os olhos dela e seria uma falta de educação da sua parte não falar nada. Rony estava calado apenas observando e era o único a perceber o clima entre os dois, pois os outros estavam conversando, entretidos. O coração de Gina Weasley batia forte... Poucas foram as palavras que conseguiram sair. Poucas, porém firmes:
- Olá, Harry.
- Olá...Gina... – ele respondeu. Nenhum sorriso. Uma aparência fria e firme. Foi assim que ela falou com ele. Sem olhar nos olhos dele. E foi assim que ela se retirou. Foi até a cozinha falar com a mãe.
- Harry... Acorda... - Han? Quê? Nossa... – ele passou a mão pelo rosto sentindo o coração apertado – Ninguém conseguiria entender o que eu senti agora...
- Vamos, Harry, vamos falar com o Gui e a Fleur. A festa foi muito boa. Todos estavam se divertindo. Rony estava muito feliz pelo fato de estar com todos os seus amigos reunidos e também por estar comemorando uma vitória tão quista. Gina parecia radiante, sempre com um sorriso no rosto, mas por dentro, ela estava nervosa, angustiada, pois o choque do reencontro foi muito grande. Harry, por sua vez, não conseguia parar de olhar para Gina e o silêncio dela fez ele sentir seu coração mais apertado. Ambos foram os primeiros a sair da festa. Gina foi primeiro com a desculpa de que tinha que fazer um relatório e Harry se despediu de Rony, sem nem explicar o motivo, pois não foi preciso dizer nada. Rony viu nos olhos de Harry que ele queria estar sozinho.
Ao chegar em casa, Harry caiu na cama. Estava ali, pensativo e seu celular tocou. Era Jule, uma outra garota que vivia atrás dele. Ignorando a ligação, ele desligou o celular. Continuou a pensar... Nela... Ao vê-la, ele viu uma nova Gina. Adulta, madura, porém com o mesmo ar inocente. E aquilo tudo ainda o encantava. Só que uma coisa, além da inocência, ainda permanecia nela. O fato de ela trata-lo sempre com frieza e de nunca, nunca olhar nos seus olhos. Ela sabia que aquilo o perturbava e um misto de raiva e dor começou a surgir. Raiva de si mesmo por ter perdido a garota de sua vida... Dor por ter posto tudo a perder...
Nota da Escritora:a seguir, uma música que tem tudo a ver com que Harry está sentindo no momento. A música se chama Black, do Pearl Jam e é muito linda. Espero que vocês gostem!
Black – Pearl Jam
Hey...oooh...
Sheets of empty canvas, untouched sheets of clay
(Lençóis de tela de pintura vazia, ilesos lençóis de lama)
Were laid spread out before me as her body once did
(Estavam esparramados sobre mim como seu corpo outrora esteve)
All five horizons revolved around her soul
(Os cinco horizontes girando ao redor de sua alma)
As the earth to the sun
(Como a terra ao redor do sol)
Now the air I tasted and breathed has taken a turn
(Agora o ar que eu provei e respirei teve uma virada)
Ooh, and all I taught her was everything
(Ooh, e o que eu ensinei a ela era tudo)
Ooh, I know she gave me all that she wore
(Ooh, eu sei que ela me deu tudo que ela podia)
And now my bitter hands chafe beneath the clouds
(E agora minhas mãos cortadas impacientam-se diante sob o céu)
Of what was everything?
(O que era tudo?)
Oh, the pictures have all been washed in black, tattooed everything...
(Todas as pinturas estão sendo lavadas em preto, tatuando tudo...)
I take a walk outside
(Eu dou um passeio lá fora)
I'm surrounded by some kids at play
(Eu sou cercado por algumas crianças que brincam)
I can feel their laughter, so why do I sear
(Eu posso sentir suas risadas, então por que eu me entristeço?)
Oh, and twisted thoughts that spin round my head
(Oh, e giram pensamentos e círculos ao redor da minha cabeça)
I'm spinning, oh, I'm spinning
(Eu estou girando, eu estou girando)
How quick the sun can, drop away
(Como o sol pode cair rápido à distância)
And now my bitter hands cradle broken glass
(E agora minhas mãos ásperas embalam um vidro quebrado)
Of what was everything?
(O que era tudo?)
All the pictures have all been washed in black, tattooed everything...
(Todas as fotos que foram pintadas de preto, tudo tatuado)
All the love gone bad turned my world to black
(Todo amor virou mal e levou meu mundo pro escuro)
Tattooed all I see, all that I am, all that I'll be...yeah... (Tatuando tudo que eu vejo, tudo que eu sou, tudo que eu poderia ser...)
Uh huh...uh huh...ooh...
I know someday you'll have a beautiful life, I know you'll be a star (Eu sei que um dia você terá uma vida maravilhosa, eu sei que você será uma
estrela)
In somebody else's sky, but why
(No céu de outro alguém)
Why, why can't it be, why can't it be mine
(Mas por que? Por que não poderia ser isto, por que não poderia ser no
meu?)
Ele sabia que aquilo era a única coisa que ele não poderia ter feito, mas mesmo assim fez. Trata-lo com frieza é apenas o preço que ele tinha que pagar por ter magoado a mais bela de todas as rosas...
A campainha tocou dez minutos depois que Gina tinha tomado banho. Ela estava fazendo pipoca pra comer assistindo televisão (é, morando como uma trouxa, ela tinha televisão e particularmente ela adorava) já que o trabalho tinha dado uma folguinha antes do feriado. Era duro morar sozinha, geralmente esses eram os programas a se fazer depois de um dia cansativo de trabalho. No entanto, ao ver quem estava diante da porta, Gina soube que a noite seria longa...
- Heather! O que você faz aqui? – Gina disse ao abraçar a amiga.
- É muito bom te ver também, Gina! - Desculpa, mas é que você é a última pessoa que eu esperaria bater na minha porta. Quanto tempo! Entra aí, nós temos muito que conversar! Heather sentou no sofá enquanto Gina pegava a pipoca. Sentando no sofá ela disse: - Vai ser uma noite longa e eu agradeço por você ter vindo, ou eu iria ter que ficar assistindo televisão e engordando com essa pipoca sozinha.
- Televisão? - É... Sabe como é... Meu trabalho envolve trouxas, então eu preciso ficar por dentro de tudo o que acontece com eles, portanto eu tenho um monte dessas coisas que eles fazem pra se comunicar já que não usam magia... – Heather pôde ver o laptop e o celular sobre a mesa da amiga. - É, eu lembro quando você me contou nas cartas, você trabalha no...? - Departamento de Relações Internacionais Mágicas, ou simplesmente D.R.I.M. Agora me conta, depois de quase dez anos em Paris, o que você veio fazer aqui? Eu jurava que você ia continuar morando lá... - É, eram esses os meus planos, mas é que eu estava, há tempos, pedindo uma transferência para Londres, pois David queria vir morar aqui, e eu achei que já estava na hora de voltar...
- David? Que David? - Por Deus, Gina! Eu não lhe contei nas cartas? – Heather mostrou o anel no dedo – Eu estou noiva há seis meses! Gina soltou um grito dentro do apartamento de tanta surpresa: - Nossa, olha o tamanho desse anel! Como você esquece de me contar isso, sua má! - Desculpa, eu estava tão atordoada com o trabalho no hospital que acabei não contando... - Você mencionou esse cara em uma ou duas cartas, mas eu não imaginava que ia dar em casamento!
- Eu gosto muito dele, Gi... Espero que dê certo... - Como assim espero? Você vai casar, Heather, você tem que ter certeza se quer passar o resto da vida com esse cara... - Você sempre consegue me deixar confusa, Gina... Mas...
- Não me diga que você ainda lembra do Malfoy... - E como eu pude esquecer, se foi por causa dele que eu fui para Paris e fiquei lá por todo esse tempo... - E como você iria desistir do David? Se o Malfoy viesse atrás de você?
- Não sei... Ah, eu vou casar em um mês, não posso ficar assim...
- Um mês??????????????? - Os convites começarão a ser distribuídos amanhã, já está quase tudo pronto. - Ai, que ótimo! Fiquei feliz por pelo menos uma de nós não ficar pra titia... - Falando nisso, e você, Gina? Não tem me aprontado muito ultimamente, não é? - Ah, homens... Quem precisa deles? O último cara com quem saí, há uns dois meses, pediu pra casar comigo, sendo que nós nos conhecíamos há uma semana... E quando eu disse não, ele disse que desse jeito não daria certo e terminou porque eu não tenho a mesma opinião que ele... Pode um negócio desses? Completamente louco! - Eu não acredito, casamento, em uma semana? Que loucura! Mas e depois, mais nada? - Depois dessa eu decidi dar um tempo nesses relacionamentos sem futuro... Resultado: continuo sozinha... Além do mais...
- Além do mais o que?
- De vez em quando ouvir falar DELE ainda mexe comigo... - Eu posso imaginar... Do jeito que sempre tão falando dele por aí... é amiga... Nós estamos presas ao passado... Só não entendo por que... - Acho que foi o tempo em que eu fui mais feliz, por isso é inesquecível, apesar de tudo o que passamos com o Tom...
- Você ainda o chama pelo antigo nome...
- Certas coisas são difíceis mudar... Mais difícil ainda esquecer... Gina e Heather continuaram conversando até altas horas da noite, tanto que uma acabou dormindo na casa da outra... Nem mesmo a distância de oito anos conseguiu abalar essa amizade.
- Gina acabou de me mandar uma coruja, Arthur. Ela disse que virá para a festa de Rony, já que é feriado e no outro dia não haverá trabalho. - Ótimo, ótimo! Será que ela poderá trazer aquela teleblisão que tem na casa dela? - Não invente Arthur, Gina não vai chegar aqui com um trambolho daqueles pra você acabar querendo abrir pra ver com funciona. O que me preocupa, no entanto, Arthur, é que Harry virá para a festa também...
- O que há de errado nisso Molly, querida? - Até parece que você não lembra... Eles não se falam há anos... Depois do que aconteceu... Você sabe...
- Ah, sim! Claro! Você acha que acontecerá alguma coisa?
- Não sei... espero que tudo saia bem...
No dia marcado para a festa, Rony chegou n'A Toca antes de todos. Sua mãe havia preparado tudo e só faltavam os convidados. Estava conversando com Sr. Weasley na sala:
- Meu filho, você não sabe o quanto eu estou orgulhoso! - Obrigado, pai, significa muito pra mim... Eu nunca pensei que eu pudesse conseguir ser artilheiro do Cannons, trabalhar com meu melhor amigo... É tudo o que eu queria...
- Nenhuma garota está nesse seu plano de vida? - Até agora, o que importa é o meu trabalho... não quero nada sério...
- Você é quem sabe... Nesse instante, Fleur e Gui aparatam na casa. Logo depois surgem Carlinhos e sua esposa, Sabrina, com seu filho de seis anos Paul, Percy e Penélope, Fred e Angelina, sua noiva e George, Katie e as gêmeas Hallie e Anne. Algum tempo depois, Sirius, Narcisa e Katrina chegaram e Harry, por fim, apareceu. A festa havia começado.
- Como foi na casa da sua amiga, Heather? - Muito bom! Conversamos a noite inteira... – Heather sentou no sofá, ao lado de David, que pegou uns papéis em cima da mesa – O que é isso David?
- São os papéis do casamento... Acordo pré-nupcial e etc...
- Ah... - Algo errado? Nós não havíamos combinado de que faríamos tudo isso? - Claro que sim! Mas eu não achei que fosse tão rápido... David sorriu. - Nós nos casamos daqui a um mês, temos que nos apressar, não é? - É, acho que você está certo... – E começaram a assinar os papéis.
- Harry... Quando vai começar o torneio?
- Daqui a duas semanas... - Bom, é o tempo que eu tenho para arrumar tudo... Vou ficar hospedado em um hotel aqui em Londres enquanto a minha casa não fica pronta.
- Onde você está construindo? - Não muito longe daqui... Carlinhos – Rony perguntou ao irmão que estava por perto – Tem notícias de Hagrid?
- Ele e Madame Maxime estão na Noruega passando as férias... De repente, muito perto de onde eles estavam, Ginevra Weasley aparece. Carlinhos para de falar e vai cumprimentar a irmã:
- ...Gina! Quanto tempo irmãzinha! - Pensei que não viesse mais, filha – disse a Senhora Weasley voltando da cozinha. - Eu que pensei que não iria poder vir – disse ela cumprimentando Sirius, Katrina e Narcisa. – Fiquei acordada até tarde... Quando as pessoas se dispersaram novamente, Gina, depois de dar um abraço na mãe e no pai, percebeu que alguém a observava silenciosamente. "É ele..." pensou... Harry estava ao lado de Rony, mas ela fingiu não ter percebido isso. Chegou até o irmão e, dando um abraço nele, falou: - Você não sabe a quantidade de café que eu cuspi quando vi a sua foto no jornal! Você é um irmão desnaturado, devia ter me mandado uma coruja! Eu tive que trocar de roupa, sabia? - Eu também tava morrendo de saudades, Gina! – respondeu irônico Era inevitável. Ela teve que fazer isso. Ela não podia deixar de cumprimentá-lo. Ele ainda não havia tirado os olhos dela e seria uma falta de educação da sua parte não falar nada. Rony estava calado apenas observando e era o único a perceber o clima entre os dois, pois os outros estavam conversando, entretidos. O coração de Gina Weasley batia forte... Poucas foram as palavras que conseguiram sair. Poucas, porém firmes:
- Olá, Harry.
- Olá...Gina... – ele respondeu. Nenhum sorriso. Uma aparência fria e firme. Foi assim que ela falou com ele. Sem olhar nos olhos dele. E foi assim que ela se retirou. Foi até a cozinha falar com a mãe.
- Harry... Acorda... - Han? Quê? Nossa... – ele passou a mão pelo rosto sentindo o coração apertado – Ninguém conseguiria entender o que eu senti agora...
- Vamos, Harry, vamos falar com o Gui e a Fleur. A festa foi muito boa. Todos estavam se divertindo. Rony estava muito feliz pelo fato de estar com todos os seus amigos reunidos e também por estar comemorando uma vitória tão quista. Gina parecia radiante, sempre com um sorriso no rosto, mas por dentro, ela estava nervosa, angustiada, pois o choque do reencontro foi muito grande. Harry, por sua vez, não conseguia parar de olhar para Gina e o silêncio dela fez ele sentir seu coração mais apertado. Ambos foram os primeiros a sair da festa. Gina foi primeiro com a desculpa de que tinha que fazer um relatório e Harry se despediu de Rony, sem nem explicar o motivo, pois não foi preciso dizer nada. Rony viu nos olhos de Harry que ele queria estar sozinho.
Ao chegar em casa, Harry caiu na cama. Estava ali, pensativo e seu celular tocou. Era Jule, uma outra garota que vivia atrás dele. Ignorando a ligação, ele desligou o celular. Continuou a pensar... Nela... Ao vê-la, ele viu uma nova Gina. Adulta, madura, porém com o mesmo ar inocente. E aquilo tudo ainda o encantava. Só que uma coisa, além da inocência, ainda permanecia nela. O fato de ela trata-lo sempre com frieza e de nunca, nunca olhar nos seus olhos. Ela sabia que aquilo o perturbava e um misto de raiva e dor começou a surgir. Raiva de si mesmo por ter perdido a garota de sua vida... Dor por ter posto tudo a perder...
Nota da Escritora:a seguir, uma música que tem tudo a ver com que Harry está sentindo no momento. A música se chama Black, do Pearl Jam e é muito linda. Espero que vocês gostem!
Black – Pearl Jam
Hey...oooh...
Sheets of empty canvas, untouched sheets of clay
(Lençóis de tela de pintura vazia, ilesos lençóis de lama)
Were laid spread out before me as her body once did
(Estavam esparramados sobre mim como seu corpo outrora esteve)
All five horizons revolved around her soul
(Os cinco horizontes girando ao redor de sua alma)
As the earth to the sun
(Como a terra ao redor do sol)
Now the air I tasted and breathed has taken a turn
(Agora o ar que eu provei e respirei teve uma virada)
Ooh, and all I taught her was everything
(Ooh, e o que eu ensinei a ela era tudo)
Ooh, I know she gave me all that she wore
(Ooh, eu sei que ela me deu tudo que ela podia)
And now my bitter hands chafe beneath the clouds
(E agora minhas mãos cortadas impacientam-se diante sob o céu)
Of what was everything?
(O que era tudo?)
Oh, the pictures have all been washed in black, tattooed everything...
(Todas as pinturas estão sendo lavadas em preto, tatuando tudo...)
I take a walk outside
(Eu dou um passeio lá fora)
I'm surrounded by some kids at play
(Eu sou cercado por algumas crianças que brincam)
I can feel their laughter, so why do I sear
(Eu posso sentir suas risadas, então por que eu me entristeço?)
Oh, and twisted thoughts that spin round my head
(Oh, e giram pensamentos e círculos ao redor da minha cabeça)
I'm spinning, oh, I'm spinning
(Eu estou girando, eu estou girando)
How quick the sun can, drop away
(Como o sol pode cair rápido à distância)
And now my bitter hands cradle broken glass
(E agora minhas mãos ásperas embalam um vidro quebrado)
Of what was everything?
(O que era tudo?)
All the pictures have all been washed in black, tattooed everything...
(Todas as fotos que foram pintadas de preto, tudo tatuado)
All the love gone bad turned my world to black
(Todo amor virou mal e levou meu mundo pro escuro)
Tattooed all I see, all that I am, all that I'll be...yeah... (Tatuando tudo que eu vejo, tudo que eu sou, tudo que eu poderia ser...)
Uh huh...uh huh...ooh...
I know someday you'll have a beautiful life, I know you'll be a star (Eu sei que um dia você terá uma vida maravilhosa, eu sei que você será uma
estrela)
In somebody else's sky, but why
(No céu de outro alguém)
Why, why can't it be, why can't it be mine
(Mas por que? Por que não poderia ser isto, por que não poderia ser no
meu?)
Ele sabia que aquilo era a única coisa que ele não poderia ter feito, mas mesmo assim fez. Trata-lo com frieza é apenas o preço que ele tinha que pagar por ter magoado a mais bela de todas as rosas...
