Capítulo 5 – Pai e filha.
Maureen estava no jardim de sua mansão. Era o seu lugar favorito e ela gostava de ir lá todos os dias. Cuidava de todas as flores do jardim, plantando, regando, enquanto Katrina brincava no balanço. Era um jardim totalmente fechado e só ela e Narcisa tinham a chave para abri-lo. Enquanto espalhava sementes de jasmim pela terra, ela pensava: "Ultimamente tenho sonhado muito com ele... Será que ele virá em breve? O tempo está próximo, acho". Era comum Maureen ter esse tipo de pensamento, pois sempre foi muito intuitiva e sensitiva. Ninguém sabia, mas Maureen dominava alguns poderes mágicos bastante avançados para uma criança de sua idade como mover objetos com a mente. Além disso, sentia a presença de pessoas quando estavam muito próximas e todo esse poder psíquico não era pra qualquer um, havia um forte motivo para Maureen ser uma criança especial e nem ela sabia disso. Pouco antes de ela nascer, seu pai, Lúcio Malfoy, fugira em conseqüência da forte perseguição que os aurores estavam fazendo deixando Narcisa e Draco sozinhos. A mansão tinha sido destruída e Draco teve que levar sua mãe, que estava grávida de Maureen, para o Caldeirão Furado, e lá se hospedaram por um bom tempo, por dois motivos: por não terem mais onde morar e por tentarem fugir de Lúcio que deixou bem claro que ainda voltaria. Na noite do nascimento de Maureen, Narcisa dormia no quarto de hospital enquanto Maureen estava no berçário. Lúcio Malfoy aparatou no berçário e localizou Maureen. Pegando sua filha no colo, disse tais palavras:
- Finalmente. Nasce a sétima filha do sétimo filho. Do mesmo sangue do
primogênito, saiba que terás saúde que cura aqueles que usufruem do
teu sangue. Teus poderes serão grandiosos e quando a hora certa
chegar, junto a mim você conhecerá o poder. Em seguida, Lúcio colocou a pequena Maureen de volta ao berço e com a varinha, mirou a cabeça da filha. Pronunciou algumas palavras e um jorro de luz cinza a envolveu, sumindo rapidamente. Logo, Lúcio desapareceu. Aquelas palavras ficaram na cabeça de Maureen para sempre, mesmo sem saber quando e porque elas haviam lhe sido dito, sabia também que fora o seu pai que as pronunciara. Maureen nunca vira seu verdadeiro pai pessoalmente, tão pouco recebera alguma carta dele. Mas se algum dia visse Lúcio na rua, saberia que era ele, pois seu pai aparecia freqüentemente nos seus sonhos e neles, ele sempre avisava que seu retorno se aproximava. Maureen não sabia o porquê desse retorno, mas ela o esperava ansiosamente. Maureen olhou para o céu. Estava quase no final da tarde e não demoraria muito para escurecer. Levantou-se ajeitando o vestido e chamou a irmã:
- Katrina! Já está tarde! É melhor entrarmos em casa.
- Tudo bem, estou indo!
As duas saíram do jardim e Maureen logo o trancou com chave. Katrina
perguntou observando-a:
- Eu terei uma chave dessas também?
- Claro que sim.
- Você irá me ensinar a cuidar das flores?
- Sim. É só você ajudar-me a cuidar delas que logo aprenderá tudo.
- Maureen! Katrina! Venham logo, está escurecendo!
- Viu? Mamãe está nos chamando, é melhor nos apressarmos. Katrina e Maureen seguiram seu caminho e entraram em casa. Levaram para Narcisa as mais belas orquídeas que encontraram, o que deixou a mãe encantada. Maureen foi então para seu quarto tomar banho para ir jantar. Ao entrar no quarto, certificou-se de que não havia nenhum elfo e com magia, fechou sua janela. Sorriu ao lembrar que ela não precisava de nenhuma varinha para fazer isso. De repente, seus profundos olhos cinzas pousaram sobre uma carta em cima da mesa endereçada a ela. Era estranho, pois ela não conhecia aquela caligrafia. Abriu a carta e ao ler, achou tudo muito estranho. A carta era breve e sem remetente:
Maureen,
A doença é um sinal de fraqueza e a fraqueza não faz parte de você. O dia se aproxima, estamos a cada dia mais perto de dar o passo para o que é certo, seja cuidadosa.
"Ser cuidadosa? Que coisa mais estranha". Maureen ficou pensativa, pensou até em mostrar a carta a Sirius e Narcisa, mas sabia que sua mãe e seu padrasto poderiam ficar preocupados. Tinha uma pequena suspeita de quem era o autor daquelas palavras, mas não sabia o que elas queriam dizer. Decidiu desvendar aquelas palavras sozinha, antes de dormir. Deixou a carta embaixo do travesseiro e foi tomar banho para jantar.
Narcisa e Sirius estavam sentados à mesa quando Maureen e Katrina se acomodaram. Começaram a comer em silêncio, até que Narcisa disse:
- Hoje eu enviei os convites a todos, Sirius. Acho que as corujas
chegarão ao seu destino em menos de um dia, no máximo dois.
- Quando será a festa, mãe?
- Daqui a duas semanas, Katrina.
- Você tem certeza de que não esqueceu de ninguém, Narcisa?
- Absoluta. Ah, meninas, não esqueçam de que nesse sábado iremos
comprar nossas roupas para a festa, ok?
- Tudo bem – as duas responderam.
- Narcisa, a decoração e tudo mais, você acha que os elfos darão
conta?
- Não se preocupe, querido, tenho certeza de que tudo irá dar certo na
nossa festa. As mãos de Sirius e Narcisa se encontraram e Narcisa apertou a mão do marido, passando-lhe confiança. Sirius sorriu. O jantar, então, prosseguiu calmamente.
Maureen estava no jardim de sua mansão. Era o seu lugar favorito e ela gostava de ir lá todos os dias. Cuidava de todas as flores do jardim, plantando, regando, enquanto Katrina brincava no balanço. Era um jardim totalmente fechado e só ela e Narcisa tinham a chave para abri-lo. Enquanto espalhava sementes de jasmim pela terra, ela pensava: "Ultimamente tenho sonhado muito com ele... Será que ele virá em breve? O tempo está próximo, acho". Era comum Maureen ter esse tipo de pensamento, pois sempre foi muito intuitiva e sensitiva. Ninguém sabia, mas Maureen dominava alguns poderes mágicos bastante avançados para uma criança de sua idade como mover objetos com a mente. Além disso, sentia a presença de pessoas quando estavam muito próximas e todo esse poder psíquico não era pra qualquer um, havia um forte motivo para Maureen ser uma criança especial e nem ela sabia disso. Pouco antes de ela nascer, seu pai, Lúcio Malfoy, fugira em conseqüência da forte perseguição que os aurores estavam fazendo deixando Narcisa e Draco sozinhos. A mansão tinha sido destruída e Draco teve que levar sua mãe, que estava grávida de Maureen, para o Caldeirão Furado, e lá se hospedaram por um bom tempo, por dois motivos: por não terem mais onde morar e por tentarem fugir de Lúcio que deixou bem claro que ainda voltaria. Na noite do nascimento de Maureen, Narcisa dormia no quarto de hospital enquanto Maureen estava no berçário. Lúcio Malfoy aparatou no berçário e localizou Maureen. Pegando sua filha no colo, disse tais palavras:
- Finalmente. Nasce a sétima filha do sétimo filho. Do mesmo sangue do
primogênito, saiba que terás saúde que cura aqueles que usufruem do
teu sangue. Teus poderes serão grandiosos e quando a hora certa
chegar, junto a mim você conhecerá o poder. Em seguida, Lúcio colocou a pequena Maureen de volta ao berço e com a varinha, mirou a cabeça da filha. Pronunciou algumas palavras e um jorro de luz cinza a envolveu, sumindo rapidamente. Logo, Lúcio desapareceu. Aquelas palavras ficaram na cabeça de Maureen para sempre, mesmo sem saber quando e porque elas haviam lhe sido dito, sabia também que fora o seu pai que as pronunciara. Maureen nunca vira seu verdadeiro pai pessoalmente, tão pouco recebera alguma carta dele. Mas se algum dia visse Lúcio na rua, saberia que era ele, pois seu pai aparecia freqüentemente nos seus sonhos e neles, ele sempre avisava que seu retorno se aproximava. Maureen não sabia o porquê desse retorno, mas ela o esperava ansiosamente. Maureen olhou para o céu. Estava quase no final da tarde e não demoraria muito para escurecer. Levantou-se ajeitando o vestido e chamou a irmã:
- Katrina! Já está tarde! É melhor entrarmos em casa.
- Tudo bem, estou indo!
As duas saíram do jardim e Maureen logo o trancou com chave. Katrina
perguntou observando-a:
- Eu terei uma chave dessas também?
- Claro que sim.
- Você irá me ensinar a cuidar das flores?
- Sim. É só você ajudar-me a cuidar delas que logo aprenderá tudo.
- Maureen! Katrina! Venham logo, está escurecendo!
- Viu? Mamãe está nos chamando, é melhor nos apressarmos. Katrina e Maureen seguiram seu caminho e entraram em casa. Levaram para Narcisa as mais belas orquídeas que encontraram, o que deixou a mãe encantada. Maureen foi então para seu quarto tomar banho para ir jantar. Ao entrar no quarto, certificou-se de que não havia nenhum elfo e com magia, fechou sua janela. Sorriu ao lembrar que ela não precisava de nenhuma varinha para fazer isso. De repente, seus profundos olhos cinzas pousaram sobre uma carta em cima da mesa endereçada a ela. Era estranho, pois ela não conhecia aquela caligrafia. Abriu a carta e ao ler, achou tudo muito estranho. A carta era breve e sem remetente:
Maureen,
A doença é um sinal de fraqueza e a fraqueza não faz parte de você. O dia se aproxima, estamos a cada dia mais perto de dar o passo para o que é certo, seja cuidadosa.
"Ser cuidadosa? Que coisa mais estranha". Maureen ficou pensativa, pensou até em mostrar a carta a Sirius e Narcisa, mas sabia que sua mãe e seu padrasto poderiam ficar preocupados. Tinha uma pequena suspeita de quem era o autor daquelas palavras, mas não sabia o que elas queriam dizer. Decidiu desvendar aquelas palavras sozinha, antes de dormir. Deixou a carta embaixo do travesseiro e foi tomar banho para jantar.
Narcisa e Sirius estavam sentados à mesa quando Maureen e Katrina se acomodaram. Começaram a comer em silêncio, até que Narcisa disse:
- Hoje eu enviei os convites a todos, Sirius. Acho que as corujas
chegarão ao seu destino em menos de um dia, no máximo dois.
- Quando será a festa, mãe?
- Daqui a duas semanas, Katrina.
- Você tem certeza de que não esqueceu de ninguém, Narcisa?
- Absoluta. Ah, meninas, não esqueçam de que nesse sábado iremos
comprar nossas roupas para a festa, ok?
- Tudo bem – as duas responderam.
- Narcisa, a decoração e tudo mais, você acha que os elfos darão
conta?
- Não se preocupe, querido, tenho certeza de que tudo irá dar certo na
nossa festa. As mãos de Sirius e Narcisa se encontraram e Narcisa apertou a mão do marido, passando-lhe confiança. Sirius sorriu. O jantar, então, prosseguiu calmamente.
