Capítulo 6 – Apenas amigos
Finalmente um feriado. Gina teria um dia inteiro para descansar, já que o trabalho tinha lhe dado uma folga. Estava tomando café quando uma coruja entrou pela janela. Gina reconheceu, como a coruja de Hermione. Após ler a carta, disse:
- Tomara que ela venha logo, faz tempo que não vejo Mione. Decidira ir até o parque, próximo a sua casa, aproveitar para ler um bom livro. Era o que Gina costumava fazer quando morava n'A Toca. Ela acordava bem cedinho, pouco antes de amanhecer, levava um pote de biscoitos, um livro e seu diário, e caminhava para o bosque, o mais distante possível, onde tinha uma árvore que a esperava com uma sombra acolhedora e a fazia esquecer o mundo por horas. Tinha vezes, que ela nem voltava para almoçar e o pote de biscoito, antes cheio, voltava só com farelos. Isso foi antes de Hogwarts, pois depois vieram as tarefas e responsabilidades do colégio. Além do mais, quando havia tempo livre, ao invés de ocupar a mente com um bom livro, como costumava fazer quando criança, sua mente era ocupada por um par de olhos verdes. Gina lembrou das horas que passava pensando no melhor amigo de seu irmão e o quanto aquilo lhe machucava, pois quanto mais pensava nele, maior era a dor que sentia. Essa lembrança fez uma lágrima cair do rosto de Gina, que só então acordou do breve momento nostálgico e foi se arrumar para sair.
- Rony, diga a Sra. Weasley que fico devendo uma visita. - Pode deixar, Harry. Mas vê se não demora muito, temos que dormir cedo pois amanhã temos treino final para o jogo de sábado.
- É, eu não esqueci. Mas eu preciso ir a Gringotes. Espero que seja
rápido. Harry saiu do hotel e aparatou na frente do Caldeirão Furado. Foi até o Beco Diagonal e logo que chegou a Gringotes, resolveu o problema. Quando retornou a Londres dos trouxas, decidiu andar um pouco e arejar a cabeça. Andava pensando na vida, sem saber qual caminho tomava. Acabou chegando a um parque e ficou a observar as pessoas. Até que seus olhos se fixaram em uma figura que estava sentada encostada em uma árvore. Aqueles compridos cabelos ruivos ligeiramente presos eram inconfundíveis. Por mais simples que Gina estivesse, em qualquer lugar, Harry a reconheceria, pelo simples fato de jamais ter esquecido daquele rosto que tanto o encantou. Pensou em falar com ela. Não sabia como seria recepcionado, mas só ia saber tentando. Estava disposto a qualquer coisa para que ela o olhasse nos seus olhos. Sempre desejou ter a amizade de Gina novamente, já que não podia ter o seu amor. Aquela garota fez dele uma outra pessoa, conseguiu tirar toda a raiva e o rancor que ele tinha dentro de si, durante tanto tempo. Foi por causa dela que ele conseguira derrotar Voldemort e ele nunca esqueceria isso. Pensando em como era acolhedor ver aquele sorriso tão sincero, tomou coragem e foi andando até Gina. Ela estava tão entretida no livro que mal notou sua presença. Só percebeu a presença de alguém quando Harry se abaixou ao seu lado e disse:
- Lindo dia, não é? Melhor ainda quando se tem um livro tão bom em
mãos – ele pegou o livro das mãos de Gina, um dos mais conhecidos
livros bruxos, e olhou a capa cuidadosamente, sem desmarcar a página.
- Olá, Harry... Com certeza é um belo dia. – Gina respondeu friamente
sem transparecer sua surpresa.
- Por quanto tempo você vai ficar assim? – Harry sentou-se ao lado
dela e, ainda com o livro nas mãos, olhou para Gina fixamente. Decidiu
ir direto ao ponto.
- Assim como? – Ela tentava não olhar naqueles olhos.
- Sem olhar para mim. – Delicadamente, Harry pegou no queixo de Gina e
vagarosamente levantou sua cabeça. Seus olhos se encontraram. Parecia
que ficariam assim para sempre. Gina não conseguia desviar daqueles olhos, por mais que tentasse. Respirou fundo e depois de um tempo disse:
- Satisfeito – Ela encostou-se novamente na árvore. – O que você veio
fazer aqui?
- Falar com você...
- Sobre o que? Nós não nos falamos há mais de sete anos, o que você
tem pra falar comigo?
- Eu sei. E é por causa disso que eu estou aqui. Já faz tanto tempo
que tudo aquilo aconteceu, vamos simplesmente esquecer...
- Eu disse a você que eu não queria mais nada de você, que eu não
preciso de nada vindo de você.
- Deixe de ser orgulhosa, Gina. Eu sei que durante todo esse tempo,
você não esqueceu. Nossa amizade era muito forte e não podia ser
esquecida tão rapidamente. Gina estava prestes a ter um acesso. Era revoltante aquela situação. Ela queria sair correndo dali, acordar daquele pesadelo, não, não podia estar acontecendo. Harry ainda conseguiu piorar: - Eu sinto falta Gi... Da amizade que tivemos, de tudo o que passamos. Sinto falta de você... Gina preferia a morte a ouvir aquilo. Ele continuou:
- Eu sei que eu não posso ter você de novo, mas pelo menos me dê a sua
amizade. - Ami... Amizade? Tem certeza que é só isso que, que, que você quer? Porque é a única coisa que eu posso tentar te dar...
- Sim, apenas amigos... – Ele estendeu a mão. -...Espero que você cumpra sua parte – ela apertou a mão de Harry de volta. Sentiu que podia fazer aquilo. Harry sorriu. Estava muito feliz por ter conseguido. Gina sorriu de volta e ele perguntou:
- Topa tomar um sorvete? - Pode ser... Ei, calma aí! – Tarde demais. Harry a puxou com força e correu em direção ao sorveteiro que passava. Os dois caminhavam pelo parque e conversavam como bons amigos. Harry, ao mesmo tempo em que sentia uma alegria inexplicável por ter uma amiga de volta, sentiu um pedaço de si morrer. Esse pedaço era um pequeno fio de esperança que ele tinha, de que tudo pudesse ser como era antes. Mas ele sabia que por mais que ela o amasse, jamais o perdoaria, seu orgulho era muito grande. Mesmo depois de tantos anos, mesmo depois de tantas desculpas. Teriam que ser apenas amigos.
Nota da autora: Por favor, foi muito complicado escrever esse capítulo, tentar passar o clima e etc, preciso de opiniões, mandem um e-mail! Apesar da caixa estar cheia e eu estar devendo um monte de respostas, prometo responder!!
Finalmente um feriado. Gina teria um dia inteiro para descansar, já que o trabalho tinha lhe dado uma folga. Estava tomando café quando uma coruja entrou pela janela. Gina reconheceu, como a coruja de Hermione. Após ler a carta, disse:
- Tomara que ela venha logo, faz tempo que não vejo Mione. Decidira ir até o parque, próximo a sua casa, aproveitar para ler um bom livro. Era o que Gina costumava fazer quando morava n'A Toca. Ela acordava bem cedinho, pouco antes de amanhecer, levava um pote de biscoitos, um livro e seu diário, e caminhava para o bosque, o mais distante possível, onde tinha uma árvore que a esperava com uma sombra acolhedora e a fazia esquecer o mundo por horas. Tinha vezes, que ela nem voltava para almoçar e o pote de biscoito, antes cheio, voltava só com farelos. Isso foi antes de Hogwarts, pois depois vieram as tarefas e responsabilidades do colégio. Além do mais, quando havia tempo livre, ao invés de ocupar a mente com um bom livro, como costumava fazer quando criança, sua mente era ocupada por um par de olhos verdes. Gina lembrou das horas que passava pensando no melhor amigo de seu irmão e o quanto aquilo lhe machucava, pois quanto mais pensava nele, maior era a dor que sentia. Essa lembrança fez uma lágrima cair do rosto de Gina, que só então acordou do breve momento nostálgico e foi se arrumar para sair.
- Rony, diga a Sra. Weasley que fico devendo uma visita. - Pode deixar, Harry. Mas vê se não demora muito, temos que dormir cedo pois amanhã temos treino final para o jogo de sábado.
- É, eu não esqueci. Mas eu preciso ir a Gringotes. Espero que seja
rápido. Harry saiu do hotel e aparatou na frente do Caldeirão Furado. Foi até o Beco Diagonal e logo que chegou a Gringotes, resolveu o problema. Quando retornou a Londres dos trouxas, decidiu andar um pouco e arejar a cabeça. Andava pensando na vida, sem saber qual caminho tomava. Acabou chegando a um parque e ficou a observar as pessoas. Até que seus olhos se fixaram em uma figura que estava sentada encostada em uma árvore. Aqueles compridos cabelos ruivos ligeiramente presos eram inconfundíveis. Por mais simples que Gina estivesse, em qualquer lugar, Harry a reconheceria, pelo simples fato de jamais ter esquecido daquele rosto que tanto o encantou. Pensou em falar com ela. Não sabia como seria recepcionado, mas só ia saber tentando. Estava disposto a qualquer coisa para que ela o olhasse nos seus olhos. Sempre desejou ter a amizade de Gina novamente, já que não podia ter o seu amor. Aquela garota fez dele uma outra pessoa, conseguiu tirar toda a raiva e o rancor que ele tinha dentro de si, durante tanto tempo. Foi por causa dela que ele conseguira derrotar Voldemort e ele nunca esqueceria isso. Pensando em como era acolhedor ver aquele sorriso tão sincero, tomou coragem e foi andando até Gina. Ela estava tão entretida no livro que mal notou sua presença. Só percebeu a presença de alguém quando Harry se abaixou ao seu lado e disse:
- Lindo dia, não é? Melhor ainda quando se tem um livro tão bom em
mãos – ele pegou o livro das mãos de Gina, um dos mais conhecidos
livros bruxos, e olhou a capa cuidadosamente, sem desmarcar a página.
- Olá, Harry... Com certeza é um belo dia. – Gina respondeu friamente
sem transparecer sua surpresa.
- Por quanto tempo você vai ficar assim? – Harry sentou-se ao lado
dela e, ainda com o livro nas mãos, olhou para Gina fixamente. Decidiu
ir direto ao ponto.
- Assim como? – Ela tentava não olhar naqueles olhos.
- Sem olhar para mim. – Delicadamente, Harry pegou no queixo de Gina e
vagarosamente levantou sua cabeça. Seus olhos se encontraram. Parecia
que ficariam assim para sempre. Gina não conseguia desviar daqueles olhos, por mais que tentasse. Respirou fundo e depois de um tempo disse:
- Satisfeito – Ela encostou-se novamente na árvore. – O que você veio
fazer aqui?
- Falar com você...
- Sobre o que? Nós não nos falamos há mais de sete anos, o que você
tem pra falar comigo?
- Eu sei. E é por causa disso que eu estou aqui. Já faz tanto tempo
que tudo aquilo aconteceu, vamos simplesmente esquecer...
- Eu disse a você que eu não queria mais nada de você, que eu não
preciso de nada vindo de você.
- Deixe de ser orgulhosa, Gina. Eu sei que durante todo esse tempo,
você não esqueceu. Nossa amizade era muito forte e não podia ser
esquecida tão rapidamente. Gina estava prestes a ter um acesso. Era revoltante aquela situação. Ela queria sair correndo dali, acordar daquele pesadelo, não, não podia estar acontecendo. Harry ainda conseguiu piorar: - Eu sinto falta Gi... Da amizade que tivemos, de tudo o que passamos. Sinto falta de você... Gina preferia a morte a ouvir aquilo. Ele continuou:
- Eu sei que eu não posso ter você de novo, mas pelo menos me dê a sua
amizade. - Ami... Amizade? Tem certeza que é só isso que, que, que você quer? Porque é a única coisa que eu posso tentar te dar...
- Sim, apenas amigos... – Ele estendeu a mão. -...Espero que você cumpra sua parte – ela apertou a mão de Harry de volta. Sentiu que podia fazer aquilo. Harry sorriu. Estava muito feliz por ter conseguido. Gina sorriu de volta e ele perguntou:
- Topa tomar um sorvete? - Pode ser... Ei, calma aí! – Tarde demais. Harry a puxou com força e correu em direção ao sorveteiro que passava. Os dois caminhavam pelo parque e conversavam como bons amigos. Harry, ao mesmo tempo em que sentia uma alegria inexplicável por ter uma amiga de volta, sentiu um pedaço de si morrer. Esse pedaço era um pequeno fio de esperança que ele tinha, de que tudo pudesse ser como era antes. Mas ele sabia que por mais que ela o amasse, jamais o perdoaria, seu orgulho era muito grande. Mesmo depois de tantos anos, mesmo depois de tantas desculpas. Teriam que ser apenas amigos.
Nota da autora: Por favor, foi muito complicado escrever esse capítulo, tentar passar o clima e etc, preciso de opiniões, mandem um e-mail! Apesar da caixa estar cheia e eu estar devendo um monte de respostas, prometo responder!!
