Capítulo 7 – Tempos inesquecíveis.
A mansão estava perfeitamente decorada. Os elfos tinham caprichado. A festa de dez anos de casados de Sirius e Narcisa tinha tudo para jamais ser esquecida. Seria uma espécie de baile de máscaras e todos viriam a caráter.
Narcisa planejou tudo cuidadosamente e tinha certeza de que todos iriam comparecer. Fez questão de convidar todas as pessoas que foram ao seu casamento e mais alguns outros amigos. Com certeza ela era a mais ansiosa com o evento. Após anos sonhando em ver Sirius livre e poder estar com ele, ela nem acreditava que estava casada com ele há dez anos. Olhava tudo atentamente na casa, já que estava pronta. Narcisa estava com os longos cabelos ondulados e com um belíssimo vestido azul celeste com pequenos enfeites meio perolados. Com a máscara na mão, ela caminhava pela casa, lembrando de tudo que tinha acontecido em sua vida até lá. Lembrou-se de quando contou a Sirius que casaria com Lúcio, no sétimo ano de Hogwarts:
- Fique calmo Sirius, ou alguém vai ouvir a gente.
- Calmo? Como você quer que eu fique calmo? A minha namorada vai se
casar com o cara que eu mais odeio no mundo, que maravilha! Vamos
beber champanhe para comemorar!
- Sirius, não torne tudo mais difícil! Por favor...
- Difícil? Pra você deve ser muito difícil mesmo ter que casar com um
milionário – Sirius sentia o corpo fervendo de tanta raiva. Passou a
mão pelo rosto e perguntou – Por que? Por que Narcisa? O que eu fiz
pra você fazer isso comigo? Um dia, você é minha namorada e depois das
férias você está noiva de outro – ele chutou uma cadeira, Narcisa
tremeu – E logo de um Malfoy!!!!!!!!
- Por favor, Sirius, vão nos descobrir! Fique calmo!
- EU NÃO QUERO FICAR CALMO! QUE SE DANE SE NÓS FORMOS DESCOBERTOS! Sirius se sentou em uma cadeira e colocou as mãos na cabeça. Narcisa se aproximou dele. Quando seus dedos se aproximaram dos cabelos dele, Sirius se esquivou. Disse:
- Não, Narcisa... Por favor... Apenas responda... Por que?
As lágrimas caiam livremente pelo rosto da garota. Ela disse:
- Os Malfoy... Eles... Ofereceram pagar aos meus pais todas as nossas
dívidas e em troca, eu me casaria com Lúcio... Silêncio... Sirius olhava para Narcisa, que chorava silenciosamente. Perguntou:
- Você fugiria comigo?
- O que?
- Sim, fugir... De Hogwarts, de tudo...
- Sirius, eu não posso... Já disse que...
- É... Pelo visto você não me ama como eu pensei que... Narcisa se aproximou de Sirius e com as duas mãos segurou o rosto do namorado, fazendo-o olhar fixamente para ela, enquanto dizia:
- Você pode achar tudo, Sirius Black, mas nunca, nunca duvide dos meus
sentimentos por você. Eu te amo...
- Então fuja comigo...
- EU NÃO POSSO! SERÁ QUE É DIFÍCIL VOCÊ ENTENDER QUE O DESTINO DA
MINHA FAMÍLIA ESTÁ EM JOGO COM ISSO?
- Eu não entendo... Pra mim você é fraca, Narcisa... E não consegue
dizer não aos Malfoy – a garota soluçava enquanto Sirius, ainda frio,
falava – Desejo a você muitas felicidades, que você seja feliz ao lado
do Malfoy. Sirius saiu da sala de Astronomia, deixando Narcisa sozinha. Ela chorou muito aquela noite e só depois seguiu para seu quarto na Corvinal. Sirius, por sua vez, não foi para a torre da Grifinória. Transformou-se em cachorro e foi até a Floresta Proibida e lá passou a noite. Muitos uivos puderam ser ouvidos naquela noite.
Sirius estava colocando seu relógio. Estava praticamente pronto. Olhou para um retrato na cabeceira da cama e sorriu. Era uma foto dele e Narcisa no jardim da mansão. Ainda olhando para foto, Sirius lembrou-se de quando ele viu Narcisa pela primeira vez após Azkaban: Ele estava dentro de Hogwarts, era o quinto ano de Harry e ele estava lá para proteger o afilhado caso algo acontecesse (depois do que houve no Torneio, ele não saiu mais de Hogwarts). Era uma tarde de outono e Harry estava na aula de herbologia. Sirius aproveitou para andar pelos aposentos do colégio. Quando passou próxima a sala de Dumbledore, sentiu seu coração parar. Narcisa Malfoy se encontrava há poucos metros de distância, ela admirava os quadros de Hogwarts, que igualmente a admiravam. Ela logo percebeu que alguém a observava e viu um cachorro enorme parado olhando-a fixamente. Ela sorriu, sempre gostou de cachorros e ao se aproximar do animal, abaixou-se e fez carinho em sua cabeça. O cachorro a olhava fixamente. Ela disse:
- Você só aparenta ser bravo, mas na verdade é um amor, não é? Sirius não acreditava. Decidiu fazer uma loucura. Transformar-se novamente em humano. Para isso, ele levou Narcisa até uma sala vazia. Ela não entendia, mas o seguiu. Foi então que ele se transformou.
- Si... sirius... Você é um...
- Animago, sim.
- Você matou toda aquela gente? – ela foi direta.
- Não... Nunca... – ele respondeu imediatamente.
- Eu sempre soube – ela disse sorrindo.
- O que você faz aqui?
- Pergunto o mesmo a você.
- Protegendo Harry, contrário do que muita gente pensa.
- Sim, entendo.
- Narcisa – ele se aproximou dela e a abraçou com força – me perdoe...
- Perdoar do que? – ela ficou assustada com o que ele fez, mas logo se
acostumou – eu entendo sua raiva naquele dia, já passou... – ela
encostou a cabeça no ombro dele.
- Você sabe de alguma coisa sobre Voldemort? Você não se tornou
comensal, tornou?
- Claro que não – eles se separaram, mas continuaram próximos – o que
eu sei é muito pouco, Sirius, não sei se...
- Me diga tudo o que sabe, Narcisa, por favor, toda informação é
preciosa.
- Bem, Lúcio e os outros comensais têm se reunido na mansão com muita
freqüência. Estão planejando um ataque a Little Hangleton. Voldemort
está em um esconderijo distante, fora da Grã Bretanha, mas não muito
longe dela. É tudo o que sei.
- Você me promete uma coisa?
- Sim.
- Mantenha contato. Mande qualquer informação. Sei que é arriscado,
mas precisamos acabar com tudo isso.
- Eu entendo. Mandarei uma carta caso saiba de algo. Agora é melhor eu
ir, Lúcio deve estar terminando sua conversa com Dumbledore, não
gostará de me encontrar aqui. Sirius olhou para baixo. Aquele nome o incomodava. Olhou novamente para Narcisa e colocando uma mecha dos longos cabelos loiros atrás de sua orelha. Disse:
- Não se esqueça de mim, Narcisa.
- Eu nunca esqueci – ela disse sorrindo. Sirius se aproximou mais um pouco de Narcisa e a beijou. Um beijo breve, mas que dizia tudo o que ambos sentiam. Eles se abraçaram mais uma vez e Narcisa saiu da sala. Sirius transformou-se novamente em cachorro e ficou a olhar o campo de Quadribol da janela. Teve certeza de que aquela sempre seria a mulher de sua vida.
Sirius desceu as escadas da mansão e encontrou Narcisa no parapeito da escada que levava a entrada da mansão. Ela logo percebeu sua presença e virou-se. Sorriu e disse:
- Pensei que iria demorar mais.
- Pois aqui estou – ele disse pegando na mão da esposa – pronta para a
festa?
- Sim. Nervosa, mas sim, estou.
- Vai dar tudo certo. Você está linda. Ele a abraçou por trás e os dois olharam para o céu recheado de estrelas. Seria uma noite perfeita. Maureen e Katrina apareceram correndo, ambas prontas para a festa:
- Olha quem chegou... – disse Sirius pegando Maureen no colo.
- Mamãe, vamos entrar, os convidados estão quase chegando. – disse
Katrina pegando Narcisa pela mão.
- É, é melhor entrarmos. – ela disse sorrindo para Sirius. Os quatro entraram e esperaram os convidados para a tão esperada festa.
A mansão estava perfeitamente decorada. Os elfos tinham caprichado. A festa de dez anos de casados de Sirius e Narcisa tinha tudo para jamais ser esquecida. Seria uma espécie de baile de máscaras e todos viriam a caráter.
Narcisa planejou tudo cuidadosamente e tinha certeza de que todos iriam comparecer. Fez questão de convidar todas as pessoas que foram ao seu casamento e mais alguns outros amigos. Com certeza ela era a mais ansiosa com o evento. Após anos sonhando em ver Sirius livre e poder estar com ele, ela nem acreditava que estava casada com ele há dez anos. Olhava tudo atentamente na casa, já que estava pronta. Narcisa estava com os longos cabelos ondulados e com um belíssimo vestido azul celeste com pequenos enfeites meio perolados. Com a máscara na mão, ela caminhava pela casa, lembrando de tudo que tinha acontecido em sua vida até lá. Lembrou-se de quando contou a Sirius que casaria com Lúcio, no sétimo ano de Hogwarts:
- Fique calmo Sirius, ou alguém vai ouvir a gente.
- Calmo? Como você quer que eu fique calmo? A minha namorada vai se
casar com o cara que eu mais odeio no mundo, que maravilha! Vamos
beber champanhe para comemorar!
- Sirius, não torne tudo mais difícil! Por favor...
- Difícil? Pra você deve ser muito difícil mesmo ter que casar com um
milionário – Sirius sentia o corpo fervendo de tanta raiva. Passou a
mão pelo rosto e perguntou – Por que? Por que Narcisa? O que eu fiz
pra você fazer isso comigo? Um dia, você é minha namorada e depois das
férias você está noiva de outro – ele chutou uma cadeira, Narcisa
tremeu – E logo de um Malfoy!!!!!!!!
- Por favor, Sirius, vão nos descobrir! Fique calmo!
- EU NÃO QUERO FICAR CALMO! QUE SE DANE SE NÓS FORMOS DESCOBERTOS! Sirius se sentou em uma cadeira e colocou as mãos na cabeça. Narcisa se aproximou dele. Quando seus dedos se aproximaram dos cabelos dele, Sirius se esquivou. Disse:
- Não, Narcisa... Por favor... Apenas responda... Por que?
As lágrimas caiam livremente pelo rosto da garota. Ela disse:
- Os Malfoy... Eles... Ofereceram pagar aos meus pais todas as nossas
dívidas e em troca, eu me casaria com Lúcio... Silêncio... Sirius olhava para Narcisa, que chorava silenciosamente. Perguntou:
- Você fugiria comigo?
- O que?
- Sim, fugir... De Hogwarts, de tudo...
- Sirius, eu não posso... Já disse que...
- É... Pelo visto você não me ama como eu pensei que... Narcisa se aproximou de Sirius e com as duas mãos segurou o rosto do namorado, fazendo-o olhar fixamente para ela, enquanto dizia:
- Você pode achar tudo, Sirius Black, mas nunca, nunca duvide dos meus
sentimentos por você. Eu te amo...
- Então fuja comigo...
- EU NÃO POSSO! SERÁ QUE É DIFÍCIL VOCÊ ENTENDER QUE O DESTINO DA
MINHA FAMÍLIA ESTÁ EM JOGO COM ISSO?
- Eu não entendo... Pra mim você é fraca, Narcisa... E não consegue
dizer não aos Malfoy – a garota soluçava enquanto Sirius, ainda frio,
falava – Desejo a você muitas felicidades, que você seja feliz ao lado
do Malfoy. Sirius saiu da sala de Astronomia, deixando Narcisa sozinha. Ela chorou muito aquela noite e só depois seguiu para seu quarto na Corvinal. Sirius, por sua vez, não foi para a torre da Grifinória. Transformou-se em cachorro e foi até a Floresta Proibida e lá passou a noite. Muitos uivos puderam ser ouvidos naquela noite.
Sirius estava colocando seu relógio. Estava praticamente pronto. Olhou para um retrato na cabeceira da cama e sorriu. Era uma foto dele e Narcisa no jardim da mansão. Ainda olhando para foto, Sirius lembrou-se de quando ele viu Narcisa pela primeira vez após Azkaban: Ele estava dentro de Hogwarts, era o quinto ano de Harry e ele estava lá para proteger o afilhado caso algo acontecesse (depois do que houve no Torneio, ele não saiu mais de Hogwarts). Era uma tarde de outono e Harry estava na aula de herbologia. Sirius aproveitou para andar pelos aposentos do colégio. Quando passou próxima a sala de Dumbledore, sentiu seu coração parar. Narcisa Malfoy se encontrava há poucos metros de distância, ela admirava os quadros de Hogwarts, que igualmente a admiravam. Ela logo percebeu que alguém a observava e viu um cachorro enorme parado olhando-a fixamente. Ela sorriu, sempre gostou de cachorros e ao se aproximar do animal, abaixou-se e fez carinho em sua cabeça. O cachorro a olhava fixamente. Ela disse:
- Você só aparenta ser bravo, mas na verdade é um amor, não é? Sirius não acreditava. Decidiu fazer uma loucura. Transformar-se novamente em humano. Para isso, ele levou Narcisa até uma sala vazia. Ela não entendia, mas o seguiu. Foi então que ele se transformou.
- Si... sirius... Você é um...
- Animago, sim.
- Você matou toda aquela gente? – ela foi direta.
- Não... Nunca... – ele respondeu imediatamente.
- Eu sempre soube – ela disse sorrindo.
- O que você faz aqui?
- Pergunto o mesmo a você.
- Protegendo Harry, contrário do que muita gente pensa.
- Sim, entendo.
- Narcisa – ele se aproximou dela e a abraçou com força – me perdoe...
- Perdoar do que? – ela ficou assustada com o que ele fez, mas logo se
acostumou – eu entendo sua raiva naquele dia, já passou... – ela
encostou a cabeça no ombro dele.
- Você sabe de alguma coisa sobre Voldemort? Você não se tornou
comensal, tornou?
- Claro que não – eles se separaram, mas continuaram próximos – o que
eu sei é muito pouco, Sirius, não sei se...
- Me diga tudo o que sabe, Narcisa, por favor, toda informação é
preciosa.
- Bem, Lúcio e os outros comensais têm se reunido na mansão com muita
freqüência. Estão planejando um ataque a Little Hangleton. Voldemort
está em um esconderijo distante, fora da Grã Bretanha, mas não muito
longe dela. É tudo o que sei.
- Você me promete uma coisa?
- Sim.
- Mantenha contato. Mande qualquer informação. Sei que é arriscado,
mas precisamos acabar com tudo isso.
- Eu entendo. Mandarei uma carta caso saiba de algo. Agora é melhor eu
ir, Lúcio deve estar terminando sua conversa com Dumbledore, não
gostará de me encontrar aqui. Sirius olhou para baixo. Aquele nome o incomodava. Olhou novamente para Narcisa e colocando uma mecha dos longos cabelos loiros atrás de sua orelha. Disse:
- Não se esqueça de mim, Narcisa.
- Eu nunca esqueci – ela disse sorrindo. Sirius se aproximou mais um pouco de Narcisa e a beijou. Um beijo breve, mas que dizia tudo o que ambos sentiam. Eles se abraçaram mais uma vez e Narcisa saiu da sala. Sirius transformou-se novamente em cachorro e ficou a olhar o campo de Quadribol da janela. Teve certeza de que aquela sempre seria a mulher de sua vida.
Sirius desceu as escadas da mansão e encontrou Narcisa no parapeito da escada que levava a entrada da mansão. Ela logo percebeu sua presença e virou-se. Sorriu e disse:
- Pensei que iria demorar mais.
- Pois aqui estou – ele disse pegando na mão da esposa – pronta para a
festa?
- Sim. Nervosa, mas sim, estou.
- Vai dar tudo certo. Você está linda. Ele a abraçou por trás e os dois olharam para o céu recheado de estrelas. Seria uma noite perfeita. Maureen e Katrina apareceram correndo, ambas prontas para a festa:
- Olha quem chegou... – disse Sirius pegando Maureen no colo.
- Mamãe, vamos entrar, os convidados estão quase chegando. – disse
Katrina pegando Narcisa pela mão.
- É, é melhor entrarmos. – ela disse sorrindo para Sirius. Os quatro entraram e esperaram os convidados para a tão esperada festa.
