Capítulo 2 – Um noivado inesperado!
No orfanato, Shiryu e Shunrei se divertiam com as crianças enquanto Seiya procurava Minu, para que conversassem.
- Oi, Seiya. – cumprimentou a garota, de repente.
- Oi, Minu.
- Quanto tempo, não é?
- Pois é, né?...
Seguiu-se um silêncio constrangedor. Depois de alguns minutos, Seiya finalmente criou coragem. Tinha que abrir logo o jogo com a amiga.
- Escuta, Minu –
- Eu já sei, Seiya. – interrompeu a garota
- Já sabe o que eu vou dizer??
- Não, sei quanto é dois mais dois! Claro que sei o que você quer dizer. Você vai dizer que gosta de mim como amiga, que ama outra. Eu não me importo mais, Seiya!
- Não se importa?
- Não, não me importo! Quando alguém diz "prometo que vou voltar" e não volta, acho que não é pra se importar...
- Eu sinto muito, Minu. Talvez, se eu não tivesse passado por tudo o que passei fosse diferente e –
- Você não manda no seu coração, Seiya. E não tem que me dar satisfação de nada, nunca fomos mais que amigos mesmo...
- Nossa, Minu, que bom que você entende. Espero que você não fique triste.
- Que nada, meu filho! – a garota agora sorria – Eu já to em outra!
Seiya parecia não acreditar no que ouvia, estava realmente confuso.
- Que bom Minu! – ele sorriu meio sem jeito
- Quero que você conheça o meu noivo, Seiya... Na verdade, acho até que vocês já se conhecem...
De dentro do orfanato saiu alguém que lhe era muito familiar.
- E aí, Seiya? Como é que vai?
Seiya quase caiu.
- Jabu!!!
Seiya não sabia se devia rir ou não. Jabu nunca escondeu de ninguém a sua quedinha por Saori, embora ele não fosse o que Seiya poderia chamar de rival e agora isso? Apesar de estar achando aquele noivado muito estranho – além de muito engraçado, Seiya conseguiu soltar um "Parabéns!" naquela hora. Foi salvo de conversar com o casal por Shiryu, que lembrou que deviam voltar para a mansão para receber Fleur, a namorada de Hyoga.
- Vem com a gente, Shunrei! – convidou Seiya
- Mas eu nem a conheço... Será que eu não vou incomodar?
- Claro que não, a Fleur é uma boa pessoa. Depois eu te trago de volta para a mansão. – disse Shiryu
- Então eu vou.
No aeroporto, Hyoga esperava ansiosamente a chegada de sua amada. Como o destino havia sido cruel com eles... Tinham tudo para dar errado, afinal, em uma de suas lutas como Cavaleiro, o inimigo foi o homem que Fleur um dia amara. Ele lembrava de como tinha sido ruim passar por tudo aquilo, mas que havia valido a pena, pois ele estava com ela agora.
Hyoga lembrava bem do dia em que, depois de tanto tempo e tantas batalhas, ele reencontrou Fleur. Quando chegou em Asgard e dirigiu-se ao palácio onde ela morava com a irmã, Hilda, nem precisou procura-la, sabia exatamente onde ela estaria. Se havia um lugar preferido para Fleur em Asgard, eram os jardins floridos do palácio. Lá, ela sentava na grama só para apreciar as flores de diversas cores, todas tão diferentes do branco gélido da neve... E lá estava ela.
"- Fleur, tem alguém aqui que quer vê-la. – anunciou Hilda
Quando Fleur se virou, mal pôde acreditar. Ele havia voltado... Voltado para ela...
- Hyoga! – ela sorria. Sua felicidade era tamanha que não pôde conter as lágrimas. Correu até ele e o abraçou; enfim seriam felizes...
- Fleur, eu te deixo triste com esta visita? – perguntou ele assustado por vê-la chorando tanto
- Claro que não... Eu estou muito feliz de ver você, sabia que você voltaria...
- Eu nunca mais a deixarei, Fleur. Eu prometo."
Ele se dirigiu para o salão de desembarque e abriu um sorriso... Lá estava ela.
- Está feliz porque eu cheguei, amor? – ela perguntou sorrindo
Ele a abraçou e a beijou apaixonadamente.
- Mais feliz impossível!
Enquanto isso, na mansão, Shun tentava manter Seiya longe dos biscoitos especiais que tinha feito para comemorar a chegada de Fleur.
- Só um, vai! Ela nem vai notar!
- Eles estão arrumados, Seiya! Se você pegar um, qualquer unzinho que seja, vai danificar toda a estrutura dos biscoitos!
Seiya pareceu confuso.
- Estrutura dos biscoitos? Do quê você está falando, hein? Você ta ficando paranóico com esses biscoitos, viu?
Enquanto Shun fazia cara de raiva, Shiryu e Shunrei riam. Não demorou muito e Hyoga chegou com Fleur. Logo todos já estavam sentados jantando e Fleur e Shunrei conversavam como velhas amigas.
- Rapazes, - chamou Shunrei – Fleur acabou de ter uma ótima idéia. Que tal se fizéssemos uma festa para comemorar a chagada de Saori?
- Quando é que ela vem, Seiya? – perguntou Fleur
- Ela não me disse o dia exato...
- Por que você não liga pra ela e pergunta? – insistiu Fleur
- É mesmo, Seiya. Por que você não fala logo de uma vez com a Saori? – perguntou Hyoga
- Que horas são? 10 e meia? Dá pra ligar, sim! – disse Fleur sorrindo
Diante da insistência dos amigos, Seiya pegou o telefone e ligou para Saori. Ele ainda tentava disfarçar sua paixão pela garota, mas estava transparente.
- Seiya, que bom que você ligou...
Como era bom ouvi-la falar assim...
- Saori... – a voz dela era tão doce que ele teve de se concentrar ou não conseguiria dizer nada – Eu... Nós todos queremos saber quando é que você vem...
- E u devo estar chegando no final da tarde. – respondeu ela feliz
- De amanhã??
- Sim...
- Isso é maravilhoso, Saori. – ele mal se conteve de alegria – Vamos estar esperando por você.
Ao mesmo tempo, na sala de jantar, Shun reclamava que a estrutura de seus biscoitos havia sido violada! Shunrei despediu-se de todos e pediu a Shiryu que a levasse de volta ao orfanato. Quando chegaram lá, Shiryu a acompanhou até a porta. Um raio do belo luar iluminou a face da garota e ele pôde ver como ela era linda quando sorria. Sentia uma grande satisfação por vê-la sorrir desse jeito, pois em todas as batalhas, Shunrei sempre sofria e rezava pela sua segurança e nos momentos mais difíceis ela sempre esteve ao seu lado. Agora que tudo estava bem, ele queria muito dizer a ela o quanto gostava dela, o quanto estava agradecido por tudo que ela já havia feito por ele.
- Boa noite, Shiryu. – despediu-se ela
Ela já estava quase fechando a porta quando ele a chamou:
- Espere, Shunrei.
- Sim, Shiryu?
- Eu queria que você soubesse o quanto eu sou grato por tudo o que você já fez por mim e que...
Shunrei sorria envergonhada. Ele não precisava agradecer... O que ela mais queria ouvir do Dragão certamente não eram palavras de gratidão...
- ...você é muito especial para mim. – continuou ele
- Shiryu...
Ela o abraçou. Ouvir aquelas palavras de Shiryu era como um sonho que se realizava.
- A verdade é que eu gosto muito de você, Shunrei. Acho que sempre gostei...
- Eu sinto o mesmo, Shiryu...
Shiryu a abraçou e a beijou.
- Até amanhã, Shunrei.
- Até amanhã...
