NA: This chapter is dedicated to all of the Brazillian readers of this fic. Beijos! (Esse capítulo é dedicado a todos leitores brasileiros dessa fic! Beijos)
NT: Esse capítulo também tem referências ao quinto livro... um pouco mais até que o 14. Mas não acho que seja nada que vá tirar a graça da leitura do original, nem que conte nenhum fato importante.
Harry Potter e a Tábula de Transmora
Capitulo 15: O duelo
Todos olhavam para Harry, ele no centro do salão, a varinha em punho, a expressão firme. Seu corpo tremia de nervoso e pura adrenalina, mas estava pronto. Depois de alguns segundos em silencio, olhou para Maddie.
-O que estamos esperando?
-Certo - Maddie disse, andando com grande dificuldade até o Livro do Conhecimento. Ela o pegou e abriu na página correta.
-Não tão rápido - Hermione disse, na hora em que Maddie ia abrir a boca para falar. Os olhos de Hermione estavam fixos em Harry e as mãos dela estavam na cintura.
-Por favor, não tente impedir isso - Harry disse, lutando para manter uma voz calma.
-Não posso deixar que morra - Hermione respondeu. -Rony? Concorda comigo?
-Harry pode decidir sozinho - Rony respondeu, franzindo a testa. -Preferia não vê-lo arriscar, mas se ele acha que há uma chance de derrotar Você-Sabe-Quem fazendo esse feitiço, então talvez ele deva fazê-lo.
Harry sentiu uma enorme gratidão por Rony. Tomar a decisão de fazer o feitiço foi muito difícil e estava feliz por ter o apoio de pelo menos um de seus amigos, afinal faria algo que tinha o potencial de salvar a vida de milhões de pessoas.
Seguiu-se outra pausa antes que Draco cruzasse os braços e falasse. -Odeio me intrometer nesse debate sobre a vida de Potter, mas alguém poderia me dizer o que está acontecendo? Estou ficando entediado, assistindo a todos trocando olhares e acho que preciso de uma razão pra ficar por aqui. Um showzinho com fogos de artifício seria ótimo, então se me disseram que isso está na programação, talvez eu lhes dê o prazer de minha companhia durante mais um tempinho.
-Cala boca, Malfoy! - Harry, Rony e Hermione gritaram.
-Você não vai sair daqui - Maddie disse para Draco. Ela balançou a varinha e eles ouviram um "clique" na porta. -A porta está trancada então você, Draco, não pode sair. Não queremos que saia correndo pra contar nossos planos a seu pai.
Draco olhou feio pra ela. -E eu achando que tínhamos nos entendido.
-Longe disso - Maddie respondeu baixinho. Parecia pálida, cansada e dava a impressão de estar com muita dor por causa do ferimento que conseguira durante sua batalha com a Quimera.
Hermione virou-se impaciente para Draco, seus olhos arregalados. -Estamos prestes a fazer um feitiço que provavelmente matará Harry. Resumindo tudo, o encanto conjura os espíritos dos Quatro Fundadores para ajudarem a derrotar um inimigo dentro do castelo. O bruxo que invoca o feitiço deve ter uma ligação com o inimigo, por isso Harry é o único que pode fazê-lo. Ele está ligado a Voldemort por sua cicatriz. Isso responde sua pergunta?
Draco não falou nada, apenas desviou seu olhar de Hermione, que tinha os olhos cheios de lágrima, para Harry que corria a mão pelos cabelos e depois pra Maddie, que cambaleava onde estava.
-Segurem ela! - gritou Rony, na hora que Maddie desmaiou, caindo pra trás e derrubando o livro.
Harry foi o primeiro a reagir. Apontou sua varinha para Maddie e disse -Vingardium leviosa. Ao invés de cair no chão de pedra, ela flutuou alguns centímetros acima dele, seu corpo inconsciente repousando pacificamente.
-Precisamos acordá-la - Harry disse -Precisamos dela para o feitiço.
-Por que? - Draco perguntou, se juntando aos outros que agora faziam um circulo ao redor de Maddie.
-Pra fazer o feitiço, o conjurador precisa de uma pessoa de cada casa de Hogwarts para ajudar. Por isso eu estou aqui. - Sabrina respondeu.
-Ela perdeu sangue demais - Megan disse, depois de balançar a varinha sobre Maddie algumas vezes. -Mas aposto que podemos acordá-la se tentarmos. Vamos todos entrar em posição primeiro. Não sei quanto tempo ela vai conseguir ficar consciente.
Depois que todos se colocaram em posição, Harry não conseguiu evitar a sensação de esperança e ansiedade. Finalmente estava acontecendo. Teria uma chance de derrotar Voldemort de uma vez por todas. Seus olhos encontraram os de Hermione e sentiu o coração apertar. As lágrimas dos olhos dela mostravam que embora tivesse se conformado, ainda estava triste. Não tentaria atrapalhar, mas ele podia dizer que ela estava usando todas suas forças para não interferir. Vê-la tão triste assim quase o fez desistir. Mas então lembrou o que ela lhe disse antes. Tinham que colocar seus interesses pessoais de lado para ajudar a salvar as milhares de vida que Voldemort ameaçava.
-Eu vou representar a Grifinória - resmungou Rony, colocando uma mão sobre o ombro de Hermione e apertando um pouco, tentando passar confiança. Ele olhou para Harry e acenou com a cabeça.
-Onde devemos ficar? - Sabrina perguntou.
Harry pegou o Livro do Conhecimento que Maddie derrubara no chão. O livro se abriu sozinho, na página correta.
-Parece que vocês precisam ficar nas direções Norte, Sul, Leste e Oeste de mim. Não deve ser difícil descobrir isso. Oriente-me - ele disse. Sua varinha rodou em sua mão e apontou para o Norte.
-Rony, porque não fica no Norte. Megan, você fica no leste. Maddie fica no Sul e você, Sabrina, pode ficar à Oeste. Que tal?
-O Livro diz qual casa fica onde? - Hermione perguntou, usando um tom bastante acadêmico. -A Ordem errada pode fazer com que o feitiço falhe.
-Não sei - Harry disse, apertando os olhos para ler.
-Deixe comigo - ela disse, tirando o livro gentilmente das mãos dele. -Já que vai fazer esse feitiço, é melhor que faça direito. Não acha?
Hermione folheou as várias páginas dedicadas ao Feitiço dos Quatro Fundadores, e depois fez Sabrina e Megan mudarem de lugar. Feito isso, instruiu que os participantes puxassem suas varinhas e apontassem para Harry, que olhava para Rony.
Quando tudo parecia no lugar, ela virou para Draco.
-Acorde Maddie, por favor.
Draco fez que sim e se ajoelhou junto a Maddie, que estava no chão na parte Sudoeste do circulo. -Enervate! - disse, apontando a varinha para o peito dela.
Ela se mexeu e seus olhos se abriram. -O que está havendo?
-Estão prontos para começar o feitiço - Draco disse gentil. -Você está bem o bastante?
-Claro que ela está bem o bastante - Hermione falou - Vamos com isso.
-Estou bem - resmungou Maddie. Draco a ajudou a levantar e ela cambaleou da mesma forma que antes.
-Ela vai cair de novo! - Rony gritou.
-Não vai não! - Maddie replicou, recuando para poder usar a parede como apoio. -Hermione está certa. Precisamos ir em frente.
-Apenas lembre de ficar posicionada ao Sul do círculo - Hermione explicou.
Maddie acenou com a cabeça e puxou a varinha.
Estavam prontos.
******
-Então ela acha que eu consigo resolver tudo isso sozinha – Gina disse em voz alta para si mesma. –Pois achou errado. Como eu posso fazer todos aqueles alunos passarem desses guardas e fugirem do castelo?
Gina estava perdida em seus pensamentos quando alguém atrás dela falou. –O que foi, Gina? – Era Luna Lovegood.
-Luna! – Gina disse. –Que bom que te encontei..
Luna pareceu indiferente a essa recepção animada. Ficou olhando pra Gina com seus olhos esbugalhados como se estivesse observando um esquilo comendo uma noz.
-Você precisa me ajudar. Precisamos descobrir uma maneira de escapar das masmorras e sair de Hogwarts. Não estamos seguros aqui. A professora Monroe disse que Você-sabe-quem planeja explodir a escola!– Gina disse, num fôlego só.
-Você realmente acha que ele vai explodir a escola? – Luna perguntou, ainda desligada.
-Sim!!- Gina gritou. –E dá pra parar de olhar pra mim como se não tivesse nada errado e ficar com medo do que está acontecendo pra poder me ajudar a descobrir como vamos sair daqui?
Luna mostrou a cópia do "Quibbler" que estava em sua mão. -Aqui tem uma matéria falando que Você-sabe-quem quer transformar a escola num campo de treinamento de lobisomens. Não acho que ele vai explodir tudo se quer usá-la pra treinamento.
Gina fez um barulho de impaciência antes de falar. Precisou usar toda a paciência que tinha pra não gritar com Luna. -Certo. Mesmo que o plano dele não seja explodir a escola, provavelmente devemos sair no caso dele querer treinar os lobisomens, não acha?
-Bem pensado - Luna disse, enrolando a revista e colocando-a embaixo do braço. -Por que não pergunta a ele? – disse, apontando pra um dos guardas. –Ele está meio aéreo desde que a Professora Monroe saiu da masmorra.
-Porque ele é o guarda, nós somos prisioneiras. Ele não vai me dizer como sair, vai? – Gina respondeu.
-Se não tentar, nunca vai saber – Luna disse, cantando.
Luna foi direto até o guarda com Gina logo atrás. Quando chegaram e ficaram em frente a ele, Gina notou que ele tinha uma expressão estranhamente vazia. Talvez Luna estivesse certa.
-Com licença, - Luna disse. –Mas como alguém poderia sair daqui?
-Seguindo a estrada de tijolos amarelos. – ele respondeu.
- O quê? – Gina disse.
-Você é uma bruxa boa ou uma bruxa má? – ele perguntou, sorrindo com bondade.
-Uma bruxa boa – Luna respondeu, um pequeno sorriso ameaçando aparecer em seus lábios. Ela apontou pra Gina. –E ela também.
-Então vocês podem sair pra ver o Bruxo – o guarda disse, dando um passo pro lado e cumprimentando-as.
-Nós já voltamos – Gina disse, segurando o pulso de Luna e puxando ela de volta pra dentro da Masmorra.
-Por que me puxou de volta? – Luna perguntou. –Queria ver a estrada de tijolos amarelos.
-Precisamos espalhar as notícias pra todos os alunos – Gina sussurrou. –É hora de deixar o Kansas.
**********
Hermione foi até Harry, segurando o livro do Conhecimento. -Siga as instruções em vermelho. Ela disse, entregando o livro a ele.
-Obrigado - respondeu. Não sabia o que mais dizer, mas queria expressar o quanto a ajuda dela significava. Decidiu dar um sorriso.
-Você vai se sair bem- disse a ele. Ela se aproximou e sussurrou no ouvido dele. - Não esqueça que te amo. Essa é a ligação mais forte, sabe. Se algo acontecer, eu sempre estarei com você.
-E eu te amo - sussurrou em resposta. -Não importa o que aconteça. - uma mistura de emoções o dominou e ele se curvou para beijá-la.
Algo dentro de Harry ameaçou ferver enquanto a beijava. A maciez dos lábios dela, o gosto salgado das lágrimas que agora escorriam livremente; isso tudo tocava a alma dele e ele não queria deixá-la ir. Mas antes que pudesse soltar o livro e abraçá-la mais forte, ela fungou e recuou, secando as lágrimas. Com cuidado, saiu do círculo formado por Rony, Sabrina, Megan e Maddie de modo que ficou na frente da porta, mais pra trás e pra direita de Rony.
-Boa sorte, amigo - Rony disse. -Vamos começar a festa.
-Certo. - Harry respondeu -Aqui diz que tenho que dizer o primeiro encanto com a varinha de todos vocês apontadas pra mim. Se o feitiço estiver pronto para ser completado, então as pontas de suas varinhas vão ficar da cor de suas casas.
Harry leu as palavras do primeiro feitiço várias vezes, numa rápida sucessão para memorizá-las. Tinha que estar com as mãos para cima, a varinha ainda não mão direita, e dizer as palavras sem ler.
As quatro casas se reuniram através de um representante, cada um forte e verdadeiro. Mostrem-nos agora, adorados fundadores, o que devemos fazer.
Uma rajada de vento acompanhou a última palavra, fazendo suas vestes esvoaçarem e várias tochas se apagarem. Era tão forte que Harry teve que cobrir seus olhos, que agora ardiam por causa da poeira e do ar frio.
Quando o vento parou, ele girou, olhando as varinhas de todos. A de Rony tinha faíscas vermelhas douradas, a de Megan estava amarela e preta, a de Sabrina azul e bronze, mas a de Maddie não tinha nada. Ela olhava para varinha irritada.
Draco riu. -Feitiço legal o seu, Potter.
Ninguém disse nada, Harry apenas olhou para feio pra Draco que tinha andado até onde Maddie estava.
-Talvez devêssemos tentar de novo - Harry sugeriu.
-Não - Hermione disse. -Espere. Eu vou pesquisar.
-Nem todo problema pode ser resolvido por um livro - Rony disse, observando Hermione vir e pegar o Livro do conhecimento.
-Pode ser sim - Sabrina replicou, com as mãos no quadril, indignada.
-Ei! - Megan disse - Rony tem razão.
Sabrina revirou os olhos e observou Hermione que tinha aberto o livro e o folheava.
-Ah! Achei. Sabia que tinham um PMF - Hermione disse.
-Um PMF? O que raios é um PMF? - Draco perguntou.
-Perguntas mais freqüentes. - Hermione alfinetou. -Se tivesse freqüentado "Estudo Trouxa" saberia.
Eles esperaram com um silêncio tenso enquanto Hermione procurava nas páginas. Harry se aproximou dela, e leu por cima do ombro.
-Achei! - ela disse. -Diz que se a ponta da varinha não acendeu, então você deve olhar na página 457. - ela virou até a página e leu muito rápido.
Quando Harry leu a passagem sobre requisitos para os representantes das casas, ficou com dor de cabeça. Era obvio o porquê a varinha de Maddie não acendera. Ela não se encaixava em um dos critérios. Ele e Hermione se entreolharam. Maddie não podia ser a representante da Sonserina no feitiço. Teria que ser outra pessoa.
-Diz que o representante da casa deve estar estudando no momento na escola - Hermione disse, dando uma olhada de lado para Harry. -Por isso não funcionou pra você, Maddie.
-Então vamos ter que deixar que Draco entre em meu lugar - Maddie apenas declarou.
-Sem chance! - Rony gritou, se juntando a Harry e Hermione.
-É o único jeito - Maddie disse, parecendo usar toda força que tinha para se manter consciente. Seu ferimento derramava sangue sobre o chão novamente. -Deixe seu orgulho para trás, Weasley e deixe-o ajudar.
-A gente pode pegar alguém na masmorra. -Rony disse. Qualquer Sonserino serve.
-Não temos tempo pra isso, Rony - Megan disse.
-Qual o problema em usar Draco? Sabrina perguntou.
-A decisão cabe a Harry - Maddie disse. -Ele é o conjurador. Ele toma as decisões. O que quer fazer, Harry?
-Não tenho certeza - Harry disse.
-Você não parecia ter tantas dúvidas se queria minha ajuda da última vez que precisou - falou Draco. -Claro que a situação era um pouco diferente. A única coisa em jogo era a vida de sua querida Hermione e agora são as vidas de milhões de inocentes. Entendo porque é uma decisão tão difícil pra você.
-Sabe, era de se esperar que mencionasse isso - Harry replicou -Você nunca vai mudar, Malfoy. Não sei o que deu em você pra atacar Voldemort e salvar Hermione e eu naquela hora, mas acho que bolou algum plano maligno que está tentando executar. Foram ordens de seu paizinho? Diga Malfoy, como se sente sendo uma marionete nas mãos de seu pai?
-Grande declaração, vinda da marionete de Dumbledore. - retorquiu Draco.
-Então foi assim que vocês dois escaparam? - Rony perguntou, interrompendo. - Draco salvou vocês?
-Agora não, Rony! - Hermione disse.
-Por que não? - Draco perguntou. -Por que não quer dizer a ele? Tá com medo do que pode acontecer se admitirem que eu salvei a vida de vocês? Ainda estão com raiva de mim, a ponto de não dizer a seu amigo que eu salvei o pescoço de vocês?
-Não fale com ela desse jeito! - Harry gritou, sua varinha agora apontava para Draco, que puxou a dele e a apontou pra Harry.
-Falo como ela como eu quiser. Não tenho nada a perder, Potter. Depois que isso terminar, meu pai vai considerar morto. Na verdade, não ficaria surpreso se descobrisse que o Lorde das Trevas está me procurando neste momento - Draco gritou de volta.
-Bem vindo ao clube - Harry caçoou - Bem-vindo a minha vida, desde que tenho um ano de idade. Não é tão bom assim, não é mesmo, Malfoy?
-Harry, pare - Hermione disse, empurrando a varinha dele para baixo. -Precisamos da ajuda dele e nosso tempo está acabando!
-Sim, podemos prosseguir por favor? - Maddie disse. Apesar de estar pálida, de alguma forma ela conseguiu falar num tom imponente e de forma superior, muito parecido com seu jeito de sempre.
-Certo - respondeu Harry. -Malfoy pode ajudar.
-Não ouvi o por favor - Draco zombou, seus olhos cinzentos fixo em Harry. -E o que te faz pensar que eu quero ajudar? Foi Maddie que me voluntariou. Não quer dizer que eu queira.
Harry olhou feio pra ele, bem como as outras pessoas no salão.
-Certo, certo. Eu participo. Vocês não têm humor não? - Draco riu, indo para o lugar de Maddie e apontando sua varinha para Harry.
-Não gosto da idéia de ficar de costas para ele. -Harry disse, seus olhos indo de Rony pra Hermione.
Eles deram um olhar que indicava que iam cobrir as costas dele. Ele virou e levantou as mãos pro altos enquanto os quatro representantes das casas apontavam suas varinhas pra ele.
Dessa vez, as pontas das quatro varinhas brilharam com as faíscas, como esperado. Harry teve uma estranha sensação de uma força mágica se juntando dentro dele, querendo sair. O Livro do Conhecimento estava aberto na pagina correta a seus pés; a página com as últimas palavras do feitiço. Ele leu a frase surpreendentemente curta várias vezes, até ter certeza que tinha decorado. Então, respirando fundo, fechou os olhos e se concentrou com todas suas forças enquanto dizia o encantamento.
-Eu invoco Domus Quattor, os quatro fundadores, o poder de todos.
Um alto "Craque" se ouviu e Harry podia ver luzes brilhantes através de seus olhos fechados. O que ele viu quando abriu os olhos, fez sua respiração ficar presa na garganta.
Rony, Malfoy , Megan e Sabrina estavam brilhando, as cores de suas casas reluzindo de dentro deles como se tivessem engolido centenas de lâmpadas coloridas. O barulho continuou e Harry instintivamente olhou para cima, esperando que chuva ou raios e trovões caíssem do céu. Hermione e Megan pareciam estar gritando algo para ele, mas ele não conseguia escutar com todo esse barulho que estava ficando tão alto que parecia que ia ficar surdo. Tentou gritar também, mas elas não o ouviam.
Enquanto observava, os quatro alunos que faziam o circulo ao redor dele começaram a aumentar um pouco de tamanho e a ficar meio translúcidos. Todos tinham uma expressão de surpresa no rosto, suas varinhas ainda apontadas para Harry. Seus rostos, seus corpos e até mesmo suas roupas pareciam se transformar bem na frente de seus olhos.
Rony foi o primeiro a mudar, seus brilhantes cabelos vermelhos crescendo, seu rosto achatando, seu nariz diminuindo e seu queixo ficando mais proeminente. No lugar das vestes que estava vestindo para o torneio, agora estava de vestes simples, vermelho escuras com um leão dourado bordado no peito. Seus braços ficaram mais grossos e seu peito se alargou. Até parecia alguns centímetros mais baixo. A mudança mais radical foi em seus olhos que agora tinham um tom verde brilhante. Um bruxo com mais ou menos vinte e cinco anos olhou confuso para Harry e depois virou pra olhar seus companheiros se transformando enquanto o barulho continuava.
Quem se transformou em seguida foi Megan. Ela aumentou de tamanho, seu cabelo ganhou um tom loiro bem claro e depois formou um coque. Seus lábios ficaram mais finos e seus olhos mais largos, suas bochechas expandindo pra acompanhar o crescimento. Suas vestes rodadas foram substituídas por simples, porém elegantes, vestes pretas com um pequeno emblema do que parecia um texugo no chapéu pontudo que completava a roupa. Ela parecia ter mais ou menos a mesma idade do bruxo que se transformou de Rony. Quando ela o viu olhando pra ela, sorriu pra Harry e piscou para o bruxo que tinha se transformado de Rony, e virou-se pra olhar os outros.
A mudança de Sabrina foi instantânea. Num momento estava usando as vestes da escola, seu cabelo preso num simples rabo de cavalo e no momento seguinte tinha se transformado numa mulher muito alta, de ar bastante intimidador, de cabelos castanhos e nariz pontudo, que acomodava os óculos. Harry se lembrou de Madame Pince, exceto que ela era bem mais nova - da mesma idade dos outros dois. Não foi surpresa pra Harry ver que ela estava com vestes azuis claras, mas o que não esperava era o corvo negro e bronze que repousava em seu ombro.
Com o último "craque" a figura de Malfoy foi substituída por um bruxo que parecia muito com Sirius. Na verdade, Harry quase abaixou a mão por acidente, em reação à surpresa de vê-lo. Mas ele não tinha a mesma expressão de bondade no rosto que Harry associava a seu padrinho. O bruxo usava vestes verdes e prateadas com prendedores prateados em forma de serpentes no lugar dos botões. Olhou com desprezo para Harry antes de acenar com a cabeça pra seus companheiros.
-Parece que todos voltamos - o bruxo da Grifinória gritou com a voz aumentada, levantando a varinha. -Hora de libertar os alunos e acabar a brincadeira, eu acho.
Com uma pequena sacudida, o barulho parou. Depois, com um pequeno "pop" Rony, Draco, Megan e Sabrina apareceram, nas costas dos quatro bruxos e bruxas que tinham tomado seus lugares momentos antes. Harry abaixou o braço e correu pra checar Rony.
Rony, Draco e Megan, todos pareciam intactos, mas não Sabrina. Ela estava inconsciente no chão.
-Sabrina! - Hermione disse, correndo até ela.
-É o efeito da Ressonância Mágica - disse a bruxa que agora estava curvado sobre Sabrina, seu corvo voando sobre sua cabeça. -Parece que vocês três - ela olhou para Draco, Megam e Rony - têm a mesma ressonância mágica. Mas ela não. Quando fizeram o feitiço juntos, teve tanta força que causou um nocaute mágico. Ela vai acordar em algumas horas, sem nenhuma seqüela.
-Isso explica porque Rony conseguiu puxar a varinha deles! - Megan se intrometeu, fazendo com que todas as cabeças se virassem em sua direção.
-Não quero parecer mal-educado nem nada - Harry disse, fazendo com que os recém-chegados se fixassem nele -mas quem são vocês? São os fundadores?
-Sim, querido - disse a bruxa que estava mais próxima a Megan. -Sou Helga Hufflepuff. Mas por favor, me chame de Helga.
-Sou Rowena Ravenclaw - disse a bruxa com o corvo. -Vocês podem me chamar de Professora Ravenclaw.
-Sua vaca pretensiosa! - disse o bruxo de vestes vermelhas escuras, fazendo todos rirem. Balançou a cabeça e disse -Sou Godrico Gryffindor, e você pode me chamar como quiser, não ligo nem um pouco.
-É bem de seu feitio, não colocar os alunos nos devidos lugares - caçoou o bruxo que Harry assumiu que devia ser Slytherin. -Se vocês ainda não descobriram, eu sou Salazar Slytherin. Mas prefiro que me chamem de Lorde Slytherin.
Harry teve a impressão de ouvir Malfoy rir.
Os fundadores se reuniram e começaram a conversar como se estivessem fazendo estratégias antes de um jogo enquanto Harry foi onde Maddie e Hermione estavam. Hermione tinha conjurado um lençol para Sabrina e levitou para o lado do salão que parecia mais seguro.
Os alunos e Maddie tinham sua própria discussão.
-Uau! Os Fundadores! Nunca pensei que fosse vê-los pessoalmente. E vocês? - Rony disse, impressionado.
-Me pergunto o que eles vão fazer agora - Hermione disse, um olhar ansioso no rosto.
-Que tal essa idéia? Vamos dizer o que queremos. Talvez seja como o gênio da lâmpada. A gente esfregou então temos que fazer um pedido. Quantos será que vamos ter? - Draco zombou.
-É bem de seu feitio, achar que vamos sair dessa - disse Hermione criticando, fazendo Draco levantar uma sobrancelha.
Harry não disse nada, mas continuou lançando olhares para o outro lado do salão, onde os quatro fundadores estavam concentrados na conversa.
Quando terminaram com a conferência, os fundadores ficaram lado a lado e Gryffindor falou com Harry.
- Agora que nos trouxe até aqui, achamos que é importante que saiba de algumas regras. Só podemos trabalhar em objetos e pessoas localizados dentro da escola. Não podemos fazer mudanças por nós mesmos, mas podemos dar a você, como conjurador, o poder de fazer essas mudanças acontecerem. Existe um preço que você conhecerá quando tudo estiver terminado. Alguma pergunta?
-Não consigo pensar em nenhuma - Harry disse, olhando para os outros em busca de ajuda. -Vocês conseguem?
Hermione levantou a mão. -Sim, Srta... - disse Gryffindor.
-Granger - Hermione respondeu, seu rosto corando.
-Prossiga.
-Ele pode decidir se quer pagar o preço antes de pedir a ajuda de vocês? Quero dizer... e se o preço for muito alto?
-É um risco que ele assume - Slytherin alfinetou, numa voz que dizia que não queria ouvir nenhuma pergunta.
-Certo - Harry disse -Então, como isso vai ser feito?
-E seu nome é... - disse Gryffindor.
-Harry Potter.
-Muito bem, Harry - Gryffindor disse, sorrindo pra ele. -Quando inventamos o feitiço, duvidamos que alguém teria a coragem e habilidade pra fazê-lo. Você realmente é um bruxo notável por ter chegado ate aqui.
-É, bem, faço o que posso. - foi tudo o que Harry conseguiu dizer. Sempre se sentia envergonhado quando era elogiado por qualquer pessoa e ouvir isso de um dos Fundadores que fora trazido de volta a vida era perturbador.
-E o que o grande Harry Potter quer de nós? - caçoou Slytherin.
Rony se remexeu desconfortável. O salão estava tão quieto que Harry podia ouvir as gotas de água escorrendo dos canos dentro das paredes.
-Desejo libertar o mundo de Lorde Voldemort. Ele é o bruxo mais cruel que existe, que já matou e pretende continuar matando em sua busca por poder. - Harry respondeu.
Os fundadores se entreolharam por um momento antes que um deles falasse novamente.
-Você quer matar meu herdeiro. Por qual motivo? - Sonserina reclamou.
-Achei que ele foi bem claro quanto a isso. - Rony respondeu, a agitação evidente em sua voz. -Seu herdeiro, ou como quer que o chame, causou alguns estragos nesses últimos anos. Ou você não notou?
-Rony! - Hermione disse, lançando pra ele um olhar de reprovação.
-Não preciso que uma sangue-ruim me defenda das ofensas de um idiota - Slytherin zombou. -O que ela está fazendo aqui afinal?
Todo o salão, exceto Draco, ficaram chocados com a falta de educação com Hermione.
-Ei, ei, Salazar. Quando dissemos que você podia ser parte do feitiço, achamos que você prometeu não falar essas vulgaridades - Gryffindor disse. Slytherin revirou os olhos e cruzou os braços.
-Está perfeitamente claro porque ela está aqui. - Ravenclaw respondeu. -Está aqui por causa do garoto. Ela o ama.
Gryffindor deu uma rápida olhada em Harry e Hermione antes de continuar. -O que você vai pedir pode custar sua vida, Harry. Está disposto a arriscar isso?
-Estou - Harry respondeu com firmeza. -Não tenho medo de morrer.
-Deixa só eu esclarecer uma coisa - Draco se intrometeu. -Você disse que pode custar a vida dele. Isso quer dizer que não tem certeza?
-Parte do pacto que Harry fez ao invocar esse feitiço é que ele está disposto a pagar o preço apropriado pelo que ele nos pedir - Gryffindor respondeu.
Agora foi a vez de Draco revirar os olhos e cruzar os braços.
-Então vamos logo- Harry disse. Ele queria acabar com isso antes que perdesse a coragem.
-Um momento para reunião - Griffyndor disse, se juntando a seus companheiros num bolo.
Harry os olhou conversando, um nó apertado se formando em seu estômago. Olhou cauteloso pra Hermione, que o encarava. A tristeza no olhar dela, o fez desviar os olhos.
-Estamos prontos - Gryffindor finalmente disse quando o bolo se abriu. Os Fundadores puxaram suas varinhas e apontaram para Harry.
-Por favor, puxe sua varinha, Harry, e siga minhas instruções - Gryffindor ordenou.
Harry fez o que mandou.
-Primeiro, vamos transportar Tom Riddle para cá, usando a ligação que tem com ele através de sua cicatriz. Pode doer, então esteja pronto. Depois você vai tentar fazê-lo assinar um contrato mágico pra que ele desista de praticar artes das trevas e pare de tentar dominar os mundos mágico e trouxa. - Gryffindor parou um segundo, durante o qual olhou impaciente pra Slytherin.
-Que piada! - Rony disse.
Gryffindor continuou -Se ele se recusar, vamos precisar canalizar nossos poderes combinados através de você. Vai precisar de todos nós para derrotar a magia negra que ele colocou em si mesmo pra evitar que sua alma morresse. Um simples Avada Kedrava não vai ser suficiente neste caso. Achamos que sabemos o que pode matá-lo, mas vai ter que ser canalizado através de você, então vai ter que agüentar também.
-De que tipo de poder estão falando?- Harry perguntou, apesar de achar que já sabia a resposta.
-É o que Dumbledore te falou no quinto ano, Harry. É o poder que Tom Riddle não entende, o poder que fez sua mãe desistir da vida por você, o poder que pode te machucar e voltar mais forte do que poderia ficar sem ele. O Amor. Essa energia pode ser transformada na magia mais forte que existe; o tipo de magia que transcende a morte e desafia a razão.
Harry, que desviara a atenção para Hermione quando Gryffindor disse a palavra amor, respirou fundo, se acalmando. Uma única lagrima escorreu pela bochecha de Hermione, e ela a secou, lhe dando um sorriso corajoso.
-O que preciso fazer? - Harry perguntou, voltando sua atenção pra Gryffindor.
-Primeiro, - Hufflepuff disse gentil. -Precisamos nos certificar que seus amigos não vão interferir.
Com um rápido balanço na varinha, as varinhas de Hermione, Rony, Megan, Draco e Maddie vieram para mão de Hufflepuff.
-Ei! - Rony disse.
-Malditos fundadores - Malfoy começou a reclamar, mas foi interrompido.
Hufflepuff balançou a varinha novamente e os pés dos cinco ficaram grudados no chão, com um feitiço silenciador sobre eles. Harry observava enquanto Draco tentava dar um passo pra frente, aparentemente falando alguma coisa com raiva, mas não conseguia se mover, nem pronunciar nenhuma palavra. Harry suprimiu uma risada.
-Isso deve ser suficiente - Hufflepuff disse, sorrindo.
-Agora ouça, Harry. Por favor execute minhas instruções exatamente como eu digo - Gryffindor falou.
-Certo.
-Se estiver pronto, por favor aponte sua varinha para frente e feche os olhos - Gryffindor disse, os quatro fundadores formando um semi-circulo atrás de Harry. -E se concentre em sua cicatriz.
Harry fez como lhe disseram. Enquanto se concentrava em sua cicatriz, podia senti-la ficando cada vez mais quente. Os baixos murmúrios vindo detrás dele, significavam que os fundadores também faziam sua parte. Apesar de estar de olhos fechados, Harry tinha visões. Voldemort apertava a barriga e gritava ordens para os Comensais. Nagini estava atrás de seu mestre, olhando preocupada em sua direção. Quando Voldemort ia acariciar a cabeça dela, Harry sentiu como se sua cicatriz tivesse se rompido.
A dor fez seus olhos arderem apesar deles estarem fechados. Um som constante se espalhou pelo salão, mas ele ainda manteve seus olhos bem fechados, desesperadamente tentando se concentrar com todas suas forças em sua cicatriz. Quando achava que não suportaria mais a dor, um som pesado ressoou e Harry caiu no chão.
-Pode abrir os olhos, Harry. - Gryffindor disse.
-Se não é o grande Harry Potter - Voldemort falou com sua voz fria enquanto Harry ficava de pé.
******
Como estavam sem as varinhas e por isso não eram considerados uma ameaça, os reféns que estavam no Salão Principal tinham permissão de andar à vontade, contanto que ficassem longe das portas e janelas. Cinqüenta bruxos e bruxas, alguns convidados da festa, outros que foram para lá depois do ataque, montavam guardas na periferia do grande salão, as varinhas em punho e os olhos sempre procurando algum sinal de problema.
A cabeça de Sirius latejava enquanto ele lutava para tirar a fita negra amarrada em seu pulso. Além de fazê-lo se sentir mal, também o impedia de se transformar, algo que seria extremamente útil no momento.
-Não vai sair – veio uma voz bastante familiar à sua esquerda. –Eu os vi enfeitiçarem em você quando estava desacordado. Vai ter que esperar alguém com uma varinha que esteja disposto a ajudar.
-Val – Sirius disse, sem levantar os olhos. –Como vai?
Quando Valerie Brown deu a volta para encará-lo tudo o que conseguia pensar era o quão pouco ela mudara em mais de dezesseis anos. Ela ainda tinha a habilidade de desarmá-lo com um simples sorriso.
-Estou bem - respondeu, olhando preocupada para ele. –Mas como você está? Esse machucado em sua cabeça dói?
Tentou tirar seus olhos dela, mas não conseguiu. –Minha cabeça não é o problema, é essa fita que colocaram em mim.
-É pra impedir que se transforme, eu acho. – Valerie disse.
Sirius concordou.
-Quer se sentar? – Valerie disse, indicando um sofá vazio perto deles. –Quem sabe quanto tempo vamos ficar aqui.
Como já tinha falado com os membros da Ordem sobre os planos para escapar, Sirius não tinha mais nada a fazer no momento a não ser esperar. Mas ainda assim, hesitava em acompanhá-la. Por que ela estava sendo tão amigável com ele depois de tudo que se passou entre os dois?
Ela sorriu gentilmente pra ele. –Não adianta remoer o passado, Sirius. Deixei o que passou pra trás, e você deveria fazer o mesmo.
-Acho que não sinto como se estivesse tão para trás assim – ele disse. – passei vários anos em Azkaban, se você se lembra. Quando saí, foi incrível ver o quanto da minha vida tinha mudado, sem minha interferência ou meu consentimento.
-Deve ter sido difícil pra você – ela disse, chamando para que se sentasse com ela no sofá. -Por que não me conta como foi?
-Por que você não me conta como se tornou a Sra. Brown? – perguntou em resposta.
Depois de jogar uma pergunta dessas pra cima dela, Sirius achou que talvez agora fosse a hora de sentar. Ele queria encorajá-la a contar a verdade, e relaxar um pouco talvez o ajudasse a manter sob controle esses fortes sentimentos reprimidos que tinha por ela – tanto os bons quanto os ruins.
Valerie suspirou fundo, sua expressão mudando subitamente como se um véu negro estivesse sobre seu rosto. –O que quer saber?
-Sabe de uma coisa? Mudei de idéia. Não me importa nem um pouco. Vamos falar de algo mais divertido, como o tanto de dinheiro que ele tinha, ou quanta fama e poder você conseguiu casando com ele. – Sirius disse.
Ela fez uma careta como se ele a tivesse apunhalado e ele imediatamente se arrependeu do que disse. Quando ela começou a se levantar do sofá, ele tocou o pulso dela.
-Por favor, não vá – ele disse. – estou amargando muitas coisas e estou de mau humor hoje. Desculpe por ter sido rude, Val.
-Meu pai me obrigou a casar com ele. – Valerie disse. –Disse que me deserdaria se eu continuasse a namorar você. Ele não aprovava sua ligação com a Ordem nem sua separação de sua família. O que eu deveria fazer?
-Mas porque justo quando íamos anunciar nosso noivado secreto? Por que não foi logo no inicio, quando começamos a namorar dois anos antes? - Sirius perguntou.
Valerie cruzou o olhar com o dele. –Pensei que soubesse a resposta.
-Tenho minhas suspeitas, mas nunca ouvi a verdade da sua boca. – Sirius disse. –Minhas fontes não são confiáveis e uma delas inclusive usou do fato de saber de nosso relacionamento pra tentar me capturar. Então, se você puder, gostaria de saber porque seu pai te forçou a casar com Brown.
-Ele descobriu uma coisa que indicava que nosso relacionamento era mais sério do que eu deixava parecer – ela disse. –Acho que ele não tinha percebido ainda.
-O que ele descobriu? –Sirius perguntou, se preparando para resposta. Ele estava prestes a descobrir se a informação de Maddie era verdadeira, quando ela tentou capturá-lo disfarçada de sua ex-noiva, Valerie Brown.
-Ah, Sirius – ela disse, lágrimas enchendo seus olhos. –Ele descobriu que eu estava grávida.
*******
Harry estava cara a cara com o bruxo de olhos vermelhos, rosto de serpente que se entitulava Lorde Voldemort. O bruxo estava circundado por uma energia branca, parecida com a de um furacão, uma energia que parecia impedir que ele fizesse algum feitiço em Harry.
Procurando mais instruções, Harry se virou pra perguntar a Gryffindor, mas ele não estava lá. Harry olhou por cima do ombro, pra esquerda e pra direita. Os Fundadores não estavam em lugar algum. Quando ia entrar em pânico, uma voz sussurrou em seu ouvido.
-Estamos aqui, mas nenhum de vocês dois podem nos ver. Não vamos anunciar nossa presença até que seja necessário.
Harry concordou com a cabeça, e apontou a varinha para Voldermor, que estreitou os olhos.
-Parece - disse Voldemort - que você descobriu como fazer feitiços de teletransporte dentro do castelo. Acho que devo dar os parabéns. Nem eu consegui descobrir como superar essas proteções da escola.
-Tive uma pequena ajuda de meus amigos - Harry respondeu, o tom de sua voz mais firme do que realmente se sentia.
-Estou me cansando disso - Voldemort sibilou. Balançando a capa, desfez o campo de força que o circundava.-Posso não ter minha varinha, mas ainda tenho muitos poderes a meu dispor.
Quando ia responder, Harry viu um pergaminho cair do céu, aos pés de Voldemort.
-Pegue - Harry disse, apontando a varinha para o coração de Voldemort.
-Antes vou fazer uma coisinha - Voldemort respondeu, fechando os olhos com força. -Cruccio!
Ao invés de sentir a dor física que Harry já experimentara quando foi submetido à Maldição Cruciatus, sua mente foi torturada com lembranças. Pela ligação através da cicatriz, Voldemort encheu a cabeça de Harry com lembranças dolorosas até a alma, algumas que não pertenciam a ele.
Ele viu seu pai morrer, sua varinha apontada inutilmente para Voldermort e sua expressão cheia de surpresa quando a luz verde o acertou. A mãe dele gritou enquanto caia no chão, deixando Harry olhando surpreso para o bruxo que acabara de matar seus pais. Quirrel agarrava seu braço e urrava de dor. Um bruxo que não conhecia era torturada na frente de seus olhos. Gina estava quase morta na Câmara Secreta. Uma dúzia de crianças trouxas era transformada em pedra enquanto as risadas enchiam seus ouvidos. Cedrico estava no chão, morto. Hermione estava desmaiada na ala hospitalar.
-Não! - Harry gritou, piscando e balançando a cabeça numa tentativa de fazer as imagens pararem. A risada de Voldemort ecoava em seus ouvidos.
Juntando todas suas forças, Harry se concentrou bastante em tirar Voldemort de sua cabeça. Ele olhava de volta, encontrando aqueles olhos vermelhos sem piedade e pensando com força em lembranças que guardava como um tesouro para poder lutar contra as lembranças de horror com as quais estava sendo atacado.
A primeira vez que disseram que ele era um bruxo. O trasgo da montanha no banheiro feminino estava no chão, derrotado. A memória do Tom Riddle de dezesseis anos virava pó na câmara secreta. Sirius escapava montando Bicuço. Finalmente pegara o ovo dourado. O pomo estava em sua mão na final do campeonato contra Sonserina. Hermione lhe dizia que o amava.
Quando teve esse último pensamento, o salão se encheu com o canto da Fênix. Fawkes fazia um vôo circular, suas asas vermelhas e douradas batendo gentilmente.
-Minha paciência está acabando - Voldemort zombou.
Ele pegou o pergaminho a seus pés, leu e depois o rasgou em pedacinhos. Harry teve a impressão de ouvir um leve Eu te disse atrás dele.
-Se você escolhe não assinar o contrato, você escolhe morrer - Harry disse. -Eu te trouxe até aqui para por um ponto final. Bem aqui. Neste instante.
-E como pretende me matar? - Voldemort perguntou. -Você é apenas um garoto, Harry. Você não tem nenhuma prática em assassinatos. Talvez eu deva lhe ensinar.
-Talvez você deva calar a boca - Harry disse, engolindo seco.
-Olha a educação, garoto - Voldemort disse, seus lábios formando um sorriso. -Dumbledore parou de dar boa educação a seus alunos?
-Deixe-o fora disso - Harry respondeu. -Esse é o dia que você deixa de existir e o primeiro dia do resto de minha vida.
-Quero ver você tentar - caçoou Voldemort, cruzando os braços e olhando para ele desafiadoramente.
-O feitiço que deve usar é Amora Transmora - uma voz gentil sussurrou para ele. -Repita várias vezes, até que tenha acabado com ele.
Preocupado com a falta de ação de Voldemort, Harry levantou a varinha, e disse o feitiço antes que sentisse medo.
-Amora Transmora.
Enquanto dizia o feitiço, Harry sentiu uma força mágica se acumulando dentro dele. Uma luz de varias cores disparou de sua varinha e acertou Voldemort direto no peito. Com uma expressão de espanto no rosto, ele foi jogado contra a parede atrás dele. Uma luz brilhante parecendo poeira começou a cair, cobrindo o cabelo de Harry e ele viu Voldemort se encolher de medo. Disse o feitiço mais uma vez e a luz de sua varinha continuou.
-Amora Transmora.
Voldemort retaliou, usando sua ligação com Harry para contra-atacar. Uma sensação terrível de tristeza e perda cortou a alma de Harry. Seu corpo ficou pesado, como se não dormisse há semanas. Lutou para manter seus olhos abertos. A última coisa que precisava agora era desmaiar e deixar que Voldemort escapasse.
-Se você me matar, também vai se matar - voz de Voldemort ecoou na cabeça de Harry,
Harry o ignorou e disse o feitiço mais uma vez.
-Amora transmora!
A mesma alegria que sentiu quando estava começando a amar percorreu seu corpo e ele teve que lutar contra a vontade de sorrir. Seu estômago revirava e ele se sentia tonto. Vodemort começou a ficar meio embaçado. Surpreso, Harry percebeu que estava chorando e secou as lagrimas dos olhos.
Voldemort soltou um grito alto, ensurdecedor, arranhando a parede, agora de costas para Harry. Ele urrou de dor quando a luz da varinha de Harry deixou de ser multicolorida pra um branco brilhante. Uma luz caiu do céu ao redor dos dois bruxos, mas Harry não se mexeu. Apesar do barulho e energia à sua volta, manteve a varinha apontada pra seu alvo.
Fawkes aterrissou no ombro de Harry, e o peso sólido e quente o fortificou. Harry nunca vira alguém morrer assim antes. E apesar de odiar Voldemort mais que qualquer pessoa que tenha odiado, ainda assim doía em Harry ter que matá-lo. Sem a força de Fawkes, ele achava que isso seria insuportável.
-Eu não morrerei! - gritou Lorde Voldemort quando a luz brilhou e o envolveu.
E depois dessas últimas palavras, ele morreu - seu corpo pálido, sem vida, jogado no chão de pedra.
******
Por algum milagre que não podia explicar, Gina - e com a importante ajuda de algumas pessoas - conseguiu tirar todos os alunos do castelo.
Os monitores controlavam todo mundo, se certificando que a fuga de Hogwarts fosse o mais silenciosa possível. O plano era os alunos irem pra Hogsmeade procurar um lugar seguro pra ficar enquanto alguns sétimo-anistas procurariam ajuda.
Gina, Luna, Dino, Parvati, Ernie e Neville estavam separados do grupo. Gina pediu pra falar com eles, que se juntaram a ela logo depois da abertura que usaram para escapar do castelo.
-Ouçam - ela disse depois de limpar a garganta -Precisamos ver se podemos ajudar os outros que ficaram no castelo.
-Como podemos fazer isso? - Parvati perguntou. -Não podemos lutar contra Comensais da morte.
-Ah, podemos sim! - Neville respondeu. -Mas com sorte não vamos precisar - completou.
-Mas e todos aqui? - Parvati perguntou. -Vão ficar a salvo?
-Os monitores vão ficar de olho neles e mantê-los juntos. Acho que vão ficar bem. Você-sabe-quem não está atrás deles. - Gina disse, torcendo pra estar certa.
-É, ele provavelmente está atrás de Harry, não é mesmo? - Neville perguntou.
Gina concordou, sentindo o nó em seu estomago se apertar. Ainda não tinha certeza com quem ela estava mais preocupada: Harry, Rony, Hermione ou Draco. Mas não tinha tempo pra pensar sobre isso agora. Alguém precisava tomar a liderança e tentar fazer alguma coisa antes que Voldemort explodisse o castelo com todas aquelas pessoas lá dentro.
-Então, quem vai comigo? - Gina perguntou. -Quem está pronto pra lutar?
*****
-Você conseguiu, Harry! - veio a voz de Hermione.
Ele virou, e viu Rony, Meg e ela correndo em sua direção. Fawkes sumira de seu ombro, mas Harry estava aliviado demais pra se preocupar pra onde ele fora.
Harry abriu os braços pra segurar Hermione e a abraçou forte. Enquanto a abraçava, podia senti-la tremendo. Rony deu um tapinha em seu ombro e Megan batia palmas e dançava, radiante. Hermione tentou limpar um pouco de sangue do rosto dele, mas ele gentilmente afastou a mão dela.
-Depois eu vejo isso - ele sussurrou.
Rony deu outro murrinho no ombro de Harry, radiante como Megan. -Já vi uns feitiços bem legais, mas esse foi brilhante. Você viu todos aqueles trovões caindo em cima de você? Nossa, pensei que você ia morrer.
Todos olharam para o corpo de Voldemort, suas expressões sérias de repente.
-Você teve que fazer isso, amigo - Rony disse, entendendo o olhar sombrio no rosto de Harry. -Não havia outro jeito.
-É, não se sinta culpado Harry. Você teve que se defender. Era pra ser assim - Megan completou. Rony colocou o braço sobre o ombro esquerdo dela e eles deram meia volta.
Maddie foi até eles, apertando o ferimento e andando como alguém que acabara de ficar girando. Rony soltou Megan para segurar Maddie antes que ela caísse no chão.
-Você deveria ter ficado descansando no lugar - ele disse.
-Preciso limpar isso - ela murmurou, puxando a varinha e se endireitando.
Com um movimento no pulso, transfigurou o corpo de Voldemort numa pulseira de esmeraldas. Quando a transformação se completou, ela o pegou e colocou no pulso, sob as caretas dos quatro alunos que olhavam.
-Por que fez isso? - Harry perguntou, quando ela sentou contra a parede do outro lado.
-Procedimento padrão de Auror - ela disse. -Sempre transfiguramos o corpo em algo que possamos tirar facilmente da cena. Depois, no quartel general, transfiguramos de volta pra fazer os exames post-mortem.
-Não sei você, mas não gostaria da idéia de usar Você-sabe-quem no meu pulso - Megan disse, olhando ansiosa pra Hermione.
-É, eu geralmente faço uma tornozeleira, mas queria tentar algo novo - Maddie disse.
Hermione balançou a cabeça sem acreditar em Maddie e depois virou o pescoço pra olhar pra trás. Harry, Rony e Megan fizeram o mesmo.
Draco Malfoy levantou o queixo quando todos olhavam pra ele -Parabéns Potter - ele finalmente disse. Levantando as mãos devagar, ele bateu palmas três vezes, o som ecoando por todo salão.
Harry abriu a boca pra dizer alguma coisa, mas antes que pudesse falar, os quatro fundadores entraram em cena.
Todos eles, exceto Slytherin, pareciam muito sombrios. Hufflepuff secava os olhos com um lencinho e Gryffindor apertava os lábios.
-E agora - Slytherin disse - recebemos nosso pagamento.
-O que? - Hermione gritou. -Pensei que já tivessem feito isso.
-É - Rony disse -o sangue no rosto de Harry...
-O que vocês querem? - Harry perguntou, com medo da resposta.
-O único pagamento por uma vida é outra - Slytherin respondeu, seus lábios se curvando maldosamente. Hufflepuff soluçou.
-Não! - Hermione gritou apertando Harry. -Vocês não podem! Não é justo!
-Existe um custo para todos os feitiços, Srta. Granger, como você bem sabe. Harry sabia dos riscos. Afaste-se ou terei que amaldiçoá-la. - Slytherin respondeu, puxando a varinha.
-Espere! - Hermione disse, indo na direção de Slytherin, como se quisesse conversar alguma coisa.
Mas ele a ignorou. Sem avisos, Slytherin levantou a varinha e apontou para Harry. Tudo escureceu.
******
A primeira coisa que Harry ouviu quando acordou foi Slytherin e Gryffindor discutindo. Sentia uma dor horrível na nuca e podia sentir a mão de alguém em sua testa.
Seus olhos se abriram, e o rosto de Hermione entrou em foco. -Não estou morto? - ele disse, percebendo um segundo depois que fizera uma pergunta idiota.
-Não - ela respondeu, com os olhos cheios de lágrimas.
-Não tem como passarmos por isso? - Slytherin urrou, fazendo Hermione olhar na direção dos Fundadores. -Então não temos escolha além de tirar de outra pessoa.
-Mas quem, Salazar? - Gryffindor disse, sua voz apertada e impaciente.
-Façam o garoto decidir - Ravenclaw sugeriu.
-Levante-se! - Slytherin ordenou para Harry.
-Dá um tempo pra ele - Rony reclamou - ele acabou de acordar.
Rony e Draco serviram de apoio para Harry se levantar. Rony e Harry olharam confusos para Draco, e Harry consertou suas vestes. Era estranho ter Draco ajudando. Harry não sabia se algum dia se acostumaria com isso.
-Tentamos tirar sua vida como pagamento, mas você não disse que não tem a liberdade para entregá-la. - Slytherin disse quando Harry o encarou.
-Não sei do que está falando - Harry respondeu, ainda se endireitando. -Está tentando dizer que tentou me matar e não conseguiu?
-De certa forma sim - Gryffindor disse. -Entenda, Harry, você deve ter autoridade total sobre sua vida para oferecê-la como pagamento. Mas você não tem. Há uma bruxa que te reivindicou. Sem o consentimento dela, não podemos tirar sua vida como pagamento. É um ramo da magia bastante antigo e não temos habilidade para ultrapassá-la.
-Minha mãe - Harry murmurou, sentindo um nó na garganta.
-Não - Gryffindor disse. -A proteção dela era do mesmo estilo, mas existe outra bruxa que tem autoridade sobre sua vida agora.
-Quem? - Harry perguntou.
-Sou eu - Hermione disse, corajosamente dando um passo pra frente, as mãos na cintura, para encarar Slytherin. -E não lamento o que eu fiz. Sabia que algo desse tipo poderia acontecer e estava certa.
-Hermione? Mas como?
Ela continuou a encarar Slytherin, seus olhos cizentos. -Lembra que você me deu o diário de sua mãe pra eu traduzir?
-Sim, mas...
Ela virou pra encarar Harry, os olhos cheios de lágrimas. -Lamento, Harry. Mas menti quando disse que estava demorando demais pra traduzir. Não demorou nada pra fazer isso. E quanto terminei, tinha em minhas mãos o feitiço que sua mãe fez e podia usá-lo pra te proteger. Eu o fiz da última vez que você veio no meu quarto. Não estava fazendo uma experiência com aquela luz que você me perguntou o que era. Era um feitiço reivindicatório.
Harry não sabia como reagir a essa noticia. Ele não sabia o que se significava esse feitiço, alem do fato de ter salvo a vida dele.
-Por favor, me diga que não vai me odiar por isso - ela sussurrou, se aproximando dele. -Por favor, não fique com raiva.
-Não estou com raiva - Harry disse percebendo uma coisa. -Teria feito a mesma coisa se estivesse em seu lugar. Mas por que não me contou?
-Você parecia mais que decidido a fazer esse feitiço - ela disse. -Sabia que se eu te contasse, você nunca me deixaria fazê-lo porque não ia querer que um feitiço interferisse no outro e o colocasse em risco.
Harry acenou com a cabeça, ainda confuso, mas preferindo pensar sobre isso depois. Ele tocou de leve a bochecha dela com um beijo e a afastou pro lado pra que pudesse conversar com Slytherin.
-Não é minha culpa que não podem levar seu pagamento - Harry disse. -E posso garantir que Hermione não vai consentir que tirem minha vida, então acho que chegamos a um impasse.
-Por isso você está numa posição tão desagradável.
-Não entendo.
-Já que não pode fazer o pagamento, deve designar alguém que possa tomar o seu lugar. Precisa se decidir agora.
-Ele não precisa decidir nada. - Maddie falou. -Podem me matar.
-Sem chance! - Harry gritou, olhando irritado pra maddie. -Cala boca, Maddie.
-É meu trabalho. - ela disse. -Não fique em meu caminho enquanto estiver fazendo meu trabalho, Potter.
-Concordo - disse Slytherin, um sorriso cruel no rosto. -Mas vai ser triste ver uma Sonserina tão boa deixar o mundo terreno.
Harry, Rony e Hermione se olharam horrorizados.
-Isso não é justo! - Megan gritou.
-O que podemos fazer? - Rony perguntou, pensando com Harry e Hermione.
-Tem que haver algo - Harry disse, olhando pra Maddie, que lutava pra se levantar.
-Se me deixam interferir - veio a voz de Draco. Rony franziu a teste, mas abriu espaço pra que ele se juntasse ao grupo -Talvez possamos barganhar com Slytherin. Talvez haja outra coisa que ele esteja disposto a levar.
-É a idéia mais idiota que já ouvi - Rony disse.
-É mesmo? Não vejo ninguém com uma sugestão melhor.
-Já sei! - Hermione disse. -Acho que pode funcionar. De certa forma é uma barganha.
-O que é? - Harry perguntou. Os três garotos olhavam ansiosos para ela.
Ao invés de responder a eles, Hermione deu meia volta, puxou a varinha e apontou para Slytherin.
-Eu te desafio a um duelo pela vida dela - ela declarou. A varinha dela não tremeu e ela falou cada palavra claramente, se certificando que fosse entendida.
-Não, ela não desafia não! - Harry gritou, olhando irritado pra Hermione.
-Desafio sim! - gritou mais alto que ele. -E não posso voltar atrás agora que eu disse mesmo, então nem tente.
-Não seja ridícula - Draco disse, parecendo irritado e se apressando para ficar entre ela e Slytherin.
-Hermione, não! - Harry gritou, segurando-a pela cintura e puxando para trás. -O que acha que está fazendo?
-Salvando a vida dela - respondeu confiante.
-Devia deixar que eu fizesse isso - Harry respondeu.
-Ou eu - Draco disso. -Aposto que posso com ele.
-Obrigada pela intenção, Hermione - Maddie disse. -Mas não é a hora certa.
Os fundadores estavam em conferencia enquanto os outros falavam. Rony e Megan limparam a garganta e fizeram um gesto pra que Harry prestasse atenção no que estava acontecendo. Todos viraram para olhar os fundadores.
-Temos que aceitar - Gryffindor disse, curvando-se para Hermione. -Pelas tradições de nossos ancestrais, se perder então deve entregar sua vida e a dela. Esse é um desafio que não pode ser retirado. Escolha seu padrinho e decida qual de nós quer enfrentar primeiro.
-Qual quer enfrentar primeiro? - Rony disse. - Ela tem que enfrentar todos vocês?
-O débito é com todos nós. É assim que funciona, Sr. Weasley - Ravenclaw respondeu direta.
-Espere um pouco - Megan disse. -Se ela soubesse disso, talvez não tivesse feito o desafio.
-É por isso que é bom perguntar as regras antes de entrar no jogo - falou Draco, abaixando a voz e olhando preocupado para Hermione. -é melhor decidir logo, antes que eles decidam por vocês.
-Eu duelo no lugar dela - Harry disse.
-Desculpe, não pode fazer isso, garoto herói - Slytherin caçoou. Ele parecia estar se divertindo.
Harry virou pra Hermione. Ele colocou as mãos nos ombros dela e se aproximou. -Não consigo pensar na idéia de te perder. - ele disse. -Por que tinha que fazer isso?
-Por que acho que posso vencer. - sussurrou em resposta.
-O que posso fazer pra ajudar? - ele perguntou.
-Ser meu padrinho?
-Combinado - ele respondeu, fazendo o possível para ficar sério antes de se afastar dela.
-Por favor, tome cuidado. -Rony disse, a preocupação evidente em seus olhos.
-Vou ter - Hermione disse, e lhe deu um beijo no rosto.
-Certo, estou pronta. - ela disse a Gryffindor. -Meu padrinho será Harry, e quero enfrentar Ravenclaw primeiro.
-Rowena - Gryffindo disse, saindo do caminho.
O corvo de Ravenclaw grasnou alto e voou de seu ombro. Ela sorriu para Hermione, veio para frente e balançou a varinha algumas vezes. Uma cadeira e uma mesa apareceram. Com outra sacudida, um longo pergaminho, uma pena e tinta entraram em cena, em cima da mesa. Harry sentiu Hermione se endireitar junto a ele, alinhando os ombros.
-Meu duelo será um teste de conhecimento - Ravenclaw disse. -Nesse pergaminho, há três questões de múltipla escolha sobre meu assunto favorito. Responda corretamente e você terá ganho esse duelo. Seu padrinho poderá te ajudar, mas não poderá decidir por você. Tem cinco minutos. O tempo começa quando pegar a pena.
-Hermione, você vai detonar nesse daí! - Rony disse, radiante. -Não há um duelo mais perfeito pra você.
Hermione sorriu para ele enquanto ela e Harry se dirigiam até a mesa. Era bastante ornamentada e provavelmente pertencera à própria fundadora.
Harry puxou a cadeira pra ela, olhando desconfiado pra Ravenclaw. O duelo parecia fácil demais pra ser verdade. Hermione sorriu para Harry enquanto desenrolava o pergaminho e olhava a primeira questão. Harry leu por cima do ombro dela e franziu a testa. Ele não tinha idéia como responder. Respirando fundo, Hermione pegou a pena e começou a escrever no pergaminho, consultando Harry apenas uma vez, pra conferir sua resposta sobre uma passagem secreta pra Hogsmeade.
Apesar dessa ser Hermione, e Harry saber que ela amava fazer testes, ainda assim, ficou impressionado com como ela se comportava sob pressão. O rosto dela estava um pouco corado, mas seus olhos estavam cheios de determinação e confiança. Enquanto observava, não pode evitar o sentimento de grande admiração por ela.
Depois de três minutos, ela checou as respostas e depois sentou normal na cadeira. -Acho que respondi todas corretamente. Devo entregar agora, ou esperar que o tempo termine?
-Já corrigiu tudo? - Harry perguntou, olhando para o pergaminho.
-Já corrigi duas vezes. Esse teste é bem fácil pra alguém que já leu Hogwarts, uma história.
Harry sorriu. -Então entregue e vamos passar pro mais difícil. Talvez deva escolher Slytherin agora. Acho que ele vai escolher algo difícil, então é melhor que você vai ter energia pra ele.
-Você deve está certo. - Hermione respondeu, levantando.
-Já terminou? - Ravenclaw perguntou.
Hermione fez que sim e entregou o pergaminho preenchido. -Sim, obrigada.
*********
Não foi surpresa pra Rony que Hermione tivesse derrotado Ravenclaw. Ele não conseguia imaginar um duelo mais perfeito pra ela. Mas agora parecia que teria bem mais trabalho. Ela e Harry estavam se aproximando de Slytherin, que sorria maliciosamente para os dois.
-Como meu duelo, eu te desafio pra um jogo de Xadrez Bruxo - Slytherin disse, enrolando as mangas de suas vestes.
Slytherin balançou a mão e um tabuleiro antigo de xadrez bruxo apareceu, sobre uma mesa simples com duas cadeiras. -Por questão de tempo, coloquei as peças numa posição final bastante comum. Os dois lados possuem chances iguais de vencer.
-Eu sou péssimo em xadrez - Harry disse enquanto Hermione olhava transfixada para o tabuleiro.
Rony não pode evitar a lembrança da única vez que ele e Hermione jogaram xadrez bruxo. Ela foi tão mal que a partida durou menos de um minuto. Seu coração bateu mais forte ao lembrar que Harry, apesar de conhecer as regras, não era um jogador forte.
-Ela vai perder - Draco sussurrou, assustando Rony. Ele não percebera que Malfoy estava ao seu lado.
-O que?
-Eu disse - Draco falou - que ela vai perder. É melhor você dizer adeus logo pra sua amiga de cabelos lanzudos. Slytherin é bem conhecido por suas habilidades no xadrez bruxo. Ele ajudou a inventar algumas regras.
Rony preferiu ignora-lo e passou a olhar Harry e Hermione. Os dois se aproximaram devagar do tabuleiro, sussurrando um para o outro.
-Espere - gritou Rony, indo na direção deles. -Deixe que eu seja seu padrinho nessa, Hermione.
-Eu posso fazer isso? - ela perguntou. Todos se viraram para Gryffindor.
-Sim, pode, mas devo te avisar. Se fizer isso agora, vai ter que mudar de padrinho em todos os duelos. Está pronta pra isso? - Gryffindor disse.
-Acho que não tenho escolha - respondeu Hermione, indicando pra Rony que continuasse.
-Boa sorte - Harry disse, dando um beijo na bochecha de Hermione. -E obedeça ao Rony disser.
-Claro que vou obedecer o que ele disser - Hermione disse, franzindo a testa. -Você acha que eu sou tão burra?
-Burra não, Hermione - Rony disse. -Só teimosa.
Rony olhou a expressão dela e notou que suprimia um sorriso, apesar dela estar de braços cruzados e parecendo realmente ofendida.
-Está pronta? - Slytherin perguntou, olhando em reprovação para os dois.
-Sim, Hermione disse, remexendo na cadeira e olhando para Rony, que colocara a mão no ombro dela.
-Então vamos começar - Slytherin sibilou.
Cada um tinha feito cinco jogadas quando Rony começou a ficar nervoso. Slytherin, apesar de ser conservador, fazia jogadas que Rony não reconhecia de nenhuma das táticas que estudara. A cada peça que Hermione movia, a expressão de Slytherin ficava mais arrogante. Já tinham perdido um cavalo e se não tomassem cuidado, a rainha seria a próxima.
-Seu amigo dá conselhos como se achasse que você vai perder - sibilou Slytherin.
-Nós provavelmente estamos a duas jogadas de te vencer - defendeu Hermione, que virou o pescoço pra olhar Rony.
Ele estava pensando a mais tempo do que deveria, considerando que havia Comensais da morte no castelo. Até esse ponto, as próximas cinco ou seis jogadas estavam claras pra ele. Mas agora não. Ele não sabia o que era, mas tinha a sensação que algo não estava certo.
Olhou para Harry. Ele estava do lado esquerdo do tabuleiro, ao lado de Megan. Malfoy e Maddie estavam à frente deles, do lado direito, Malfoy de vez em quando murmurando alguma coisa no ouvido dela.
Quando ele ia acusar Slytherin de estar roubando, a solução apareceu. O cavalo restante dele acenou e piscou. Rony olhou para rainha, que olhava para todas as peças com ares de superioridade, exceto para o peão do rei. Parecia gostar dele. Estavam na posição perfeita para o Dilema de Merlin. Ele só torceu pra que Slytherin não conhecesse a jogada.
-Mova seu peão duas casas para frente - Rony disse a Hermione.
-Mas ele vai tomar tantas peças - ela sussurrou em resposta.
-Não confia em mim? - perguntou.
-Sim - ela sussurrou e fez a jogada.
-Isso foi um erro - Slytherin disse, sua expressão cheia de triunfo.
Ele tomou a rainha. Ele tomou o cavalo. Ele tomou o peão. Mas não notou que fez isso na seqüência errada.
-Cheque - Slytherin declarou, sentando-se mais confortavelmente em sua cadeira.
-Mova seu bispo pra aquela casa preta ali - Rony disse, apontando.
Ele desistira de usar a nomeação convencional das casas com Hermione. Ela estava muito nervosa pra descobrir o que é que ele estava falando a cada vez.
Quando ela pegou no bispo, Rony quase não conseguia se segurar com a alegria da vitória iminente. Slytherin sentou tenso na cadeira quando viu Hermione pegar o bispo e todos olhavam, muito quietos.
-Agora você diz "Cheque-mate" - Rony disse, sorrindo de orelha a orelha.
-Cheque-mate - Hermione disse, radiando e batendo palmas juntos com os outros, comemorando a vitória de Rony.
-Nunca fui derrotado em toda minha vida... ou morte - Slytherin disse, amargo, olhando para os outros fundadores, que também batiam palmas com os alunos e Maddie.
-Há uma primeira vez pra tudo. - Rony disse, de repente sentindo uma onda de alivio e alegria. Não só ele ajudara a salvar Hermione, mas ele derrotara Salazar Slytherin no xadrez bruxo. Qualquer tristeza por ter perdido o resto do torneio de xadrez agora era uma lembrança distante.
*****
Rony, Harry e Hermione conferenciaram por uns cinco minutos depois que Slytherin foi derrotado. Enquanto isso, o fundador conjurou uma cadeira para si, sentou nela e ficou revezando olhar feio para eles, depois pra Megan, depois pra Sabrina e depois pra Draco. A raiva surpreendeu Megan, que sempre admirara os Sonserinos pela habilidade de esconder suas decepções.
Quando terminaram a discussão, Rony voltou pra Megan, seu rosto muito pálido.
-Decidimos por Hufflepuff agora - ele disse, olhando para Hermione e Harry.
Megan não sabia como reagir a essas notícias, então não disse nada. Ela apenas apertou a mão de Rony, dando apoio e olhou em seus olhos. A expressão de alegria que aparecera depois que ele e Hermione venceram o duelo já havia desaparecido.
-Meu duelo será um teste de sua habilidade de fazer amigos que permaneçam fieis a você, acima de seus interesses - Helga Hufflepuff disse. -Seu padrinho passará por um minuto de tortura, pra saber como é. Depois disso, ele terá que escolher entre suportar uma hora da tortura, que pode ser letal, ou não ser torturado, traindo você e assim perdendo o duelo.
-Eu vou - Harry disse.
-Não pode - Hermione lhe disse. -Lembra? Eu tenho que usar um padrinho diferente pra casa fundador. Então só ficamos com...
-Comigo - Draco disse, indo até Hermine.
-Malfoy? - Rony disse. -que piada.
-Pense nisso como uma retribuição ao que eu te fiz passar. -Draco disse, sem desviar o olhar de Hermione. -Te dou minha palavra que não te decepcionarei.
-E sua palavra vale tanto quanto ouro de Leprechaun. -Harry disse, cruzando os braços.
-Fique fora disso, Potter - Draco zombou. - Não estava falando com você.
-Então, o que exatamente você me fez passar? - Hermione perguntou a Draco. -Se posso confiar em você, me responderá sinceramente.
Draco cruzou os braços e acenou pra que Hermione se aproximasse, mas ela não se mexeu.
-Se há alguma coisa que quer me dizer, vai ter que me dizer na frente de todos - Hermione disse, seus olhos reluzindo com mais raiva do que Megan já vira.
Draco olhou para Maddie, que olhava para ele com os olhos estreitados.
-Achava que já tinha esclarecido isso na sala da tábula de transmora.
-Quero mais detalhes - Hermione disse.
-Certo - Draco falou irritado. -Roubei uma substância mágica que me permitiu fazer você acreditar que ficamos na véspera do seu aniversario. Isso nunca aconteceu; fiz isso pra manter você e Harry afastados. Se isso não te faz querer me ver sendo torturado, não sei o que pode fazer.
-Eu devia te amaldiçoar agora - Harry disse, indo pra cima de Draco com a varinha em punho. Rony estava logo atrás dele, com a varinha a postos também e Megan não ia segurá-lo.
-Mas o que ele não contou é que é minha culpa você ter continuado a sofrer com os efeitos do pó - Maddie interrompeu. -Sabia que tinha sido usado em você, mas ao invés de te aliviar dos efeitos, usei isso como vantagem para tentar manipular Draco e fazer com que ele revelasse seus planos.
Ao invés de ficar com raiva, Hermione apenas balançou a cabeça e trocou um olhar significativo com Harry.
-Então há um jeito de fazer as memórias desaparecerem? - Hermione perguntou.
-Sim - Maddie respondeu. -É só tomar uma poção. Tenho um pouco no meu quarto que podemos usar quando isso terminar.
-Isso significa que os efeitos negativos em mim vão parar? - Draco perguntou.
-Não há efeitos negativos no bruxo que o usa - Maddie disse, quase sorrindo.
-Você inventou isso - Draco disse, parecendo impressionado. -Eu devia saber.
-Odeio interromper, mas não acham que Hermione deve escolher o padrinho antes que Hufflepuff diga que o tempo acabou? - Megan disse.
Megan começava a se sentir cada vez mais nervosa com a tarefa a seguir. Era óbvio pra ela que ela seria a madrinha de Hermione no duelo contra Hufflepuff. Adiar o fato não o deixaria mais fácil, e essa conversa com Draco, apesar de ser interessante, não deixava Hermione mais próxima da vitória no duelo contra os quatro fundadores.
-Sim, vamos em frente. - Hermione disse.
-Deixe que eu seja sua madrinha então - Megan disse, aproximando-se de Hermione. -Sou a única verdadeira escolha que você tem e estou pronta.
-Meg! - Rony disse.
-Vou ficar bem - Megan disse, dando um sorriso confiante para ele.
-Obrigada - Hermione disse, abraçando Megan enquanto Draco cruzava os braços e balançava a cabeça.
Hermione virou para encarar Helga Hufflepuff.
-Está pronta? - Hufflepuff perguntou a Megan.
Megan respirou fundo, tentando relaxar, mas seu coração pulsava tão forte do nervoso que ela não sabia se tinha feito algum efeito. Balançou a cabeça que sim em resposta e tentou relaxar seu corpo para o choque que estava prestes a atingi-la.
Mas nada poderia tê-la preparado para a dor que sentiu no minuto seguinte. Sua pele parecia estar queimando em seu corpo por soda cáustica. A dor a fez gritar involuntariamente e seus olhos se encheram de lágrimas. Ela caiu no chão, suas pernas muito fracas para suportá-la. Quando tudo estava ficando preto, a tortura parou.
-Vocês não podem confortá-la - Hufflepuff disse.
-Ah! - Rony gritou - mas ela é minha namorada!
Quando Megan abriu os olhos viu o rosto preocupado de Rony. Ao lado dele estava Hermione, que mordia o lábio, ansiosa e Harry que coçava a sobrancelha.
-Ela não me deixa tocar em você - Rony disse, esfregando a marca que Hufflepuff acabara de deixar nele. -Você está bem?
Apesar de nunca ter se sentindo mais fraca na vida, Megan não ia desistir. Fez que sim com a cabeça e tentou levantar. Mas não contava com os efeitos prolongados da tortura. Seus joelhos fraquejaram e ela caiu no chão.
-Não pode fazer isso com ela! - Rony gritou para Hufflepuff. -Isso não é justo. Você pode matá-la!
-É ela quem deve escolher. Se tentar interferir, vou te deter - Hufflepuff disse.
-Se achar que pode morrer, então é melhor desistir - Hermione sussurrou para Megan. -Não poderia suportar pensar que morreu por minha causa. Não seria certo.
-Hermione! - Harry disse, mas Hermione o silenciou com um olhar.
-Vai aceitar uma hora da tortura que acabou de experimentar para salvar sua amiga? - Hufflepuff perguntou a Megan.
Uma imagem de Hermione brigando com Lilá e Parvati na aula de Herbologia cruzou a mente de Megan.
-Sim - Megan disse.- estou pronta.
Se seguiu um momento de silêncio enquanto Hullfepuff olhava Megan e Harry segurava Rony.
-Você é um orgulho para sua casa - Helga Hufflepuff disse finalmente. -Venceu o duelo provando sua lealdade. Nunca pretendi fazer a segunda tortura. Está livre.
Num segundo, Rony, Harry e Hermione corriam até ela, comemorando. Até mesmo Draco batia palmas e oferecia seus parabéns. Quando Rony a pegou nos braços, o corpo dela parecia como novo e sua alma cantava com as rápidas emoções e alivio.
*******
Depois de derrotar Hufflepuff, Hermione pareceu ficar bem mais relaxada do que Draco esperava. Talvez ela acreditasse que o duelo final - contra Gryffindor - seria mais fácil porque ele facilitaria por ela ser da casa dele. A principio, ela parecia estar certa.
-Como meu duelo, escolho a antiga arte de Esgrima Bruxa. Creio que está familiarizada? - Gryffindor perguntou a Hermione.
-Estou - ela respondeu, olhando nervosa para Potter.
-Então escolha seu padrinho e se prepare - Gryffindor disse.
-Quem eu devo escolher? - perguntou a Potter e Weasley.
Weasley olhou na direção de Draco. Potter sussurrou algo no ouvido de Hermione ela foi até Maddie que estava sentada no chão, as costas apoiadas na parede.
-Maddie? - ela disse - aceita ser minha madrinha? Você não vai ter que fazer muita coisa, só me dar alguns conselhos.
Maddie fechou os olhos, como se organizasse os pensamentos. -Sim, eu aceito.
-Só tem que me prometer que não vai morrer. Se o fizer, a gente vai ter passado por tudo isso por nada - Hermione disse, tocando o ombro de Maddie gentilmente.
As duas mulheres trocaram um sorriso e Maddie, com a ajuda de Potter e Weasley, se levantou.
-Lamento mas não pode usá-la - Gryffindor disse.
Maddie se largou no chão, fazendo uma careta de dor.
-Por que não, senhor? - Hermione perguntou. Havia um certo tom de impaciência em sua voz.
-Ela é a pessoa quem está salvando. Está proibida de usá-la como madrinha. Acredito, srta. Granger, que só tem uma alternativa - respondeu Gryffindor, olhando para Draco.
Todos seguiram o olhar do fundador. Draco levantou a sobrancelha e se apoiou relaxado contra a parede. Por um momento, ninguém disse nada. Mas Weasley quebrou o silencio.
-Talvez a gente consiga acordar Sabrina - ele disse.
-Mas ela sabe duelar com espadas? - Potter perguntou.
-Não sei - Hermione respondeu, seu olhar ainda fixo em Draco.
-Acho que isso realmente só te deixa com uma alternativa - Draco disse, tentando ao máximo parecer entediado. Não foi muito difícil, pra dizer a verdade, esse duelo estava se arrastando por tempo demais pra seu gosto.
-O que você fez comigo.... foi cruel - ela disse.
-Eu lamento - Draco respondeu, sem desviar o olhar. Ele queria que ela acreditasse. Ele fizera tanta coisa questionável. Mas dessas coisas, uma que se arrependia era magoá-la. Depois de saber como era estar apaixonado, sabia que interferir nesse sentimento como ele fez era algo que qualquer consideraria um crime imperdoável.
-Então eu te perdôo. - Hermione disse. -quer você aceite ou não ser meu padrinho. Só tem que me prometer uma coisa.
-O que?
-Que nunca mais vai magoar a mim nem ninguém de minha família, nem meus amigos.
-Isso é fácil - Draco disse, um sorriso brincando em seus lábios. -Prometo. - o que ela não sabia era que ele recentemente fizera a mesma promessa pra outra mulher, em circunstâncias completamente diferentes.
-E eu serei seu padrinho, Granger - ele continuou. -Vai precisar de toda ajuda que puder ter.
******
Sirius esperou um minuto para digerir as palavras de Valerie.
-Então é verdade - ele disse, apoiando as costas no sofá e passando a mão. -Lilá é minha filha?
-Sim - Valerie respondeu, balançando a cabeça que sim enquanto lágrimas corriam por seu rosto. Mesmo chorando, ela estava linda.
-Mas como você conseguiu esconder? - Sirius perguntou. -Olhei os registros e não tem meu nome em lugar nenhum.
-Meu pai tem alguns amigos no Ministério e conseguiu alterar os registros. Não queria nenhuma ligação com você.
-Queria que tivesse me contado. - ele disse, tentando suavizar a voz. -Mas tive que descobrir de uma Auror obcecada que me perseguia.
-Desculpe - ela disse - mas não tinha escolha. Era manter em segredo e concordar em casar com Mark ou meu pai mandaria te matar. Não suportaria se algo acontecesse com você. Quase morri quando te colocaram em Azkaban. A única coisa que me fez agüentar foi tomar conta de Lilá.
-Eu quase morri quando descobri que você tinha casado e mudado pra França. Se não fosse por Tiago...
-Quando voltamos para Inglaterra, tentei te visitar em Azkaban, mas não me deixaram - ela disse. -Eu queria realmente te dizer o que aconteceu, mas quando você escapou, fiquei com medo do tipo de pessoa que Azkaban poderia ter te transformado.
Sirius olhou o salão principal e deu uma risada.
-Qual é a graça? -Valerie perguntou.
-É incrível o que as pessoas dizem quando acham que vão morrer - ele disse. -Mas deixe eu te contar um segredo: não vamos morrer. Vai ficar tudo bem.
-Não estou te contando isso porque estou com medo de morrer - Valerie disse. -estou te dizendo isso porque agora estou livre pra te dizer o que quiser. Mark se foi. Ele não tem mais o controle sobre mim e você foi inocentado de todos os crimes de que te acusaram. Acredite, Sirius, já faz muito tempo que penso em como ter essa conversa com você.
-Sente falta dele? - Sirius perguntou, sem ter certeza se queria saber a resposta.
Valerie parou, sua expressão tensa. -Não tínhamos um bom casamento. Às vezes me preocupava com Lilá. Nós dois brigávamos muito.
-Desculpe - ele disse, cobrindo a mão dela com a dele. -Eu não sabia.
-Fingíamos muito bem - ela disse, secando as lágrimas. -Mas era apenas isso, fingimento.
Alguns momentos se passaram enquanto os dois pensavam no que foi dito. Tantos sentimentos passavam por Sirius que sabia que precisaria de uns dias para organizá-los. Havia uma pergunta que precisava fazer antes que começasse a refletir em silêncio.
-Ela sabe? - ele perguntou, imaginando onde Lilá estava naquele momento.
-Não - Valerie respondeu. -Mas tenho a impressão que ela às vezes sabe que não é filha de Mark. Ela tem seu gênio e seus cabelos pretos.
-Ela se parece muito com a mãe - Sirius disse -linda.
*******
Era o duelo do século: antigo contra o novo, bruxo contra bruxa, experiência contra treinamento.
-Escolha sua arma - Gryffindor disse, mostrando a caixa de madeira que ele havia conjurado do nada, que quando aberta, revelou duas espadas de duelo, simples, porém elegantes.
-Escolha a da esquerda - Draco sussurrou para ela. -Eu sempre escolho a esquerda.
Hermione fez uma careta. -Mas eu sempre escolho a direita.
-Certo. Faça o que quiser, mas se perder, não vai ser minha culpa.
-Que belo padrinho você é - Hermione respondeu, pegando a espada da direita e olhando desafiadora para ele.
Gryffindor e Hermione se aproximaram. Levantaram as espadas e se saudaram.
Hermione fez o primeiro movimento, deu um agressivo impulso para frente, que Gryffindor defendeu prontamente, fazendo Hermione dar alguns passos para trás pra recuperar o equilíbrio.
Tomando vantagem desse desequilíbrio, Gryffindor acertou seu ombro, atravessando as vestes e tirando sangue.
-Hermione! - Potter gritou. Draco olhou para trás e viu que Weasley segurava Potter. O que o idiota achava que podia fazer nessa hora?
Quando Draco voltou sua atenção para luta, ficou satisfeito em ver que Hermione estava na ofensiva. Ela avançava e atacava tão rápido que sua espada parecia um borrão cinzento. O som de metal contra metal enchia o salão com Gryffindor respondendo às investidas delas, contra-ataque atrás de contra-ataque.
-Sua técnica é excelente - Gryffindor disse - entretanto, tem pouca experiência com a parte mágica dessa arte antiga. Essa vai ser sua perdição. Treinamento e coragem só podem te levar até certo ponto, Srta. Granger.
-Pensava que isso era o melhor dos Grifinórios - Hermione disse, dando um passo na diagonal pra evitar um ataque. -Coragem. Não deveria ser suficiente para você?
-É o suficiente pra mim em meus alunos, mas não em meus adversários. - Gryffindor disse, com um sorriso fácil.
Um dos rápidos ataques de Hermione raspou o ombro de Gryffindor, rasgando o tecido. Parecendo impressionado, Gryffindor deu um rodopio em sentido horário e atacou Hermione pelo lado. Mas ela antecipou o movimento e desviou antes que a lâmina lhe atingisse.
-Entenda - ela disse -Eu quase fui parar na Corvinal, então tenho alguns outros talentos além da ousadia e coragem.
-Claro - Gryffindor disse. -Mas será que agüenta isso?
Quando suas espadas se cruzaram, Hermione gritou - aparentemente de dor - e caiu pra trás, pousando sobre os ombros. Draco se adiantou e a colocou de pé enquanto Gryffindor avançava.
-Você precisa quebrar a concentração dele - Draco sussurrou. -Tente pensar em algo que vai desviar a atenção dele.
-Como o que? - Hermione perguntou.
-Pense em algo que vai chateá-lo bastante. Lembra como Maddie te venceu?
-Mas isso não é roubo? - Hermione perguntou, desviando de outra investida de Gryffindor.
-É parte do jogo - Draco disse.
Ela pareceu realmente levar a sugestão a sério, porque ao invés de continuar a pequena discussão com Gryffindor, ela parou de falar e parecia estar pensando no que dizer. Mas isso era um problema, porque ela começou a cometer alguns erros.
-Sua falta de concentração está começando a aparecer, Srta. Granger. Os duelos te cansam? - Gryffindor perguntou.
-Não.
Nesse instante, Draco viu algo em Gryffindor que o lembrou assustadoramente de Potter. Eles tinham os mesmos olhos.
-Já sei! - Draco gritou. -Manobre até aqui.
-Mais fácil dizer do que fazer - Hermione disse entre os dentes cerrados.
As espadas se cruzaram várias e varias vezes. Finalmente, Hermione deu um rápido passo para o lado enquanto Gryffindor atacou agressivamente e ela conseguiu se aproximar de Draco.
O rosto dela estava vermelho e seu nariz pingava de suor enquanto ela se aproximava dele. Alguns fios de cabelos que escaparam de seu pente agora estavam grudados em suas bochechas e em seu pescoço.
-Está vendo os olhos dele? - Draco disse. -Ele tem os mesmo olhos do Potter. Quer apostar quanto que eles são parentes?
-Harry nunca disse nada sobre isso - Hermione disse, recuando alguns passos para evitar os novos ataques de Gryffindor.
-Ele provavelmente não sabe. - Draco respondeu. -Tente lembrá-lo que se ele te matar, não terá nenhum parente vivo. Isso vai fazê-lo parar um pouco.
-Você quer dizer, se ele me matar, ele mata Harry?- Hermione disse. -Mas isso não é verdade.
-Pode não ser verdade, mas não quer dizer que você não possa falar. Não há nenhuma regra dizendo que você não pode mentir. - Draco sussurrou.
-Vou tentar - Hermione respondeu, desviando rapidamente ao ataque de Gryffindor com sua espada.
Ela correu para frente, um movimento que Gryffindor parecia não esperar. A espada dela cortou uma mecha de seu cabelo e ele franziu a testa. Ela aproveitou a oportunidade pra olhá-lo nos olhos e pareceu chocada com o quanto eles eram parecidos com os de Potter.
-Você não pode usar legimância durante um duelo - Gryffindor disse, piscando e desviando o olhar.
-Não estava fazendo isso - Hermione disse. -estava apenas observando como seus olhos são parecidos com os de Harry. Vocês são parentes?
-Talvez - Gryffindor disse depois de uma pequena pausa. -Mas no momento, isso não é de seu interesse.
Hermione desviou outro golpe de Gryffindor antes de responder. -Ah, me interessa sim. Entenda, eu e Harry temos uma ligação muito especial. Ele me salvou da Maldição de Morgana, e se você me matar, vai matá-lo também.
Gryffindor hesitou um pouco.-Isso não me preocupa.
-Ah, mas devia. - Hermione disse, sentindo seu rosto esquentar. -Porque ele é a última pessoa com seu sangue, não é? Por isso ele conseguiu puxar sua espada do chapéu, não foi?
-Talvez - Gryffindor disse. As espadas deles se cruzaram num X, seus peitos contra as lâminas.
-Então, se você me derrotar, a linhagem Gryffindor não terá continuidade - Hermione sussurrou, lambendo o suor de seu lábio superior enquanto tentava com todas suas forças empurrar Gryffindor.
Gryffindor olhou para Potter, que olhava a luta como se sua vida dependesse dela.
-Você está certa - Gryffindor disse. -Ele é o último da linhagem Gryffindor. Mas preciso cumprir minha tarefa.
-E eu preciso cumprir a minha - Hermione disse.
Com isso, ela avançou pra frente, sua espada apontando para o coração dele. Gryffindor, surpreso com esse movimento agressivo, desviou e contra-atacou. Quando Hermione ia fazer a volta para se virar, a espada dele se enterrou no ombro dela, fazendo-a gemer de dor.
Ela caiu no chão, aparentemente inconsciente por causa do golpe. Porter, Weasley e Draco, todos avançaram para ajudá-la, mas Gryffindor os impediu.
-Ela não está mortalmente ferida. Preciso terminar isso e vocês não podem interferir - ele disse.
Gryffindor se aproximou de Hermione, a espada em punho. -Lamento que tenha que acabar desse jeito, Srta. Granger.
Ele puxou a espada para enterrá-la no coração dela. Quando ele ia dar o golpe final, Hermione rolou e derrubou Gryffindor, que caiu de cara no chão. Ela segurou a espada com a outra mão já que a direita estava ensangüentada e inutilizada.
Ela enfiou a espada nas costas de Gryffindor e depois removeu rapidamente. -Acho que isso significa que eu venci.
Gryffindor levantou, fazendo uma careta. Estava com um buraco onde a Hermione enfiara a espada, mas não parecia estar sentindo dor. Enquanto observavam, o buraco desapareceu e Gryffindor parecia novo. Ele então se ajoelhou na frente de Hermione e segurou sua espada à sua frente.
-Você venceu o duelo, Srta. Granger. Eu te saúdo. - Gryffindor declarou. O resto dos fundadores se curvaram para ela e depois desapareceram no chão de pedra.
*********
Gina, Luna, Dino e Neville estavam apertados num pequeno armário de vassouras, o mais próximo do salão principal que eles conseguiram chegar sem ser vistos pelos comensais da morte que faziam guarda.
Por estar mais próxima da porta, Luna ficou com a tarefa dele olhar através do buraco da fechadura, procurando qualquer falha na defesa que indicasse uma oportunidade de uma emboscada.
Estavam lá a quase quinze minutos e os braços de Gina estavam ficando dormentes.
-Ai - Dino sussurrou. -Esse é meu pé, Neville.
-Desculpe - Neville disse, a voz meio abafada.
-Isso não está dando certo - Gina disse. -estou ficando cansada de ficar aqui. Precisamos achar um jeito de entrar no Salão Principal sem chamar muita atenção.
-Por que não vemos as outras entradas? - Luna sugeriu.
-Estou disposta a tentar qualquer coisa... desde que a gente não morra - Gina disse.
-Conheço o lugar ideal - Dino disse. -Me sigam.
-Vamos pode ajudá-los - Luna disse para Gina. -Não se preocupe. Depois da tempestade sempre vem mais chuva.
-Isso era pra me inspirar? - Gina perguntou.
-Foi só uma brincadeira - Luna disse, abrindo um pouco a porta.
Antes que Gina pudesse dizer pra Luna tomar cuidado, foi puxada com força pra trás, pra cima de Neville e Dino, que reclamaram.
-Ai!
-O que foi isso?
Gina não teve a chance de responder, enquanto olhava Luna cair pra frente, estufeita, o corpo de Lucio Malfoy fechando a porta. Apesar de não poder ver seu rosto por causa da luz vinda detrás dele, Gina sabia que ele estava com raiva.
*******
Não havia palavras pra expressar o imenso alivio que todos sentiram ao ouvir que Hermione vencera.
Harry foi o primeiro a alcançá-la. Ele a pegou pela cintura e a rodou enquanto Rony e Megan batiam palmas e davam gritos de alegria e todos dançavam. Até Draco celebrava a seu modo, batendo palmas e sem evitar o sorriso de seu rosto enquanto se aproximava do grupo. Maddie, mais pálida que nunca, sorria e tentava levantar para poder se juntar à festa.
-Como está seu braço? - Harry perguntou.
Hermione o examinou e notou que estava completamente curado. Os fundadores deviam ter curado-a.
Antes que a celebração terminasse, um flash de luz piscou. Uma única pena de fênix e um pedaço de pergaminho caíram no chão.
-É Fawkes - Harry disse, correndo para pegar o pergaminho. -É um aviso.
A letra era inconfundível apesar de ter sido escrito às pressas. Rony, Hermione, Draco e Megan se juntaram enquanto Harry lia o bilhete em voz alta.
Estou preso com os professores na sala dos Professores, cercado por Dementadores e sem chances de escapar. Os alunos são a primeira prioridade. A escola deve ser evacuada antes que os Comensais da Morte a destruam. Os convidados do torneio estão como reféns no salão principal. Mande um elfo domestico com uma varinha disfarçada para a sala dos professores.
APWBD
Um silêncio chocado se seguiu. O ar do salão mudara abruptamente de uma alegria quente para uma fria preocupação.
-Ser herói é um trabalho em tempo integral, não é? - Draco zombou. -Não há tempo pra te dar parabéns por uma vitória antes que esteja na batalha seguinte. Talvez isso explique porque você sempre está de mal humor, Potter.
-Imagino porque ele quer que a gente mande um elfo - Rony disse, ignorando o comentário de Draco.
-Elfos-domésticos são imunes aos efeitos dos dementadores - Hermione disse. -Não prestou atenção na aula de Trato das criaturas mágicas?
-Ah, certo. Como pude me esquecer? - Rony disse, revirando os olhos.
-Precisamos de um plano - Harry disse, olhando a sua volta para o grupo; -Talvez seja melhor nos dividirmos.
-Se eu não ficar com Malfoy - Rony disse, olhando desconfiado para Draco.
-Pedi a Gina para tentar tirar os alunos das masmorras da última vez que a vi - Maddie disse, ignorando o comentário de Rony. -Precisamos de alguém para se certificar que ela conseguiu.
-Que tal assim? - Draco disse. -Weasley e Megan podem ir até a cozinha e escolher um elfo-doméstico para ajudar os professores. Vamos tentar mandar mais de uma varinha. Com a quantidade de dementadores lá, vão precisar de toda a ajuda que conseguirem. Potter e Granger podem evacuar os alunos. Vou levar Maddie e Sabrina até a ala hospitalar e encontro todos vocês no salão principal pra vermos como vamos libertar os reféns.
Todos olharam para ele, abismados.
-É um bom plano - Hermione finalmente disse.
-É - Harry concordou.
-Uau - sussurrou Megan.
-Como vamos saber que você não vai largar Maddie e Sabrina e nos dedurar para algum comensal da morte? - Rony perguntou, estufando o peito como se fosse um frango numa briga.
-Weasley - Draco respondeu. - Você realmente acha que eles vão acreditar em algo que eu digo? Provavelmente vão me matar assim que me verem. Eu enfiei uma adaga no Senhor das trevas, se lembra?
-Ah. É - Rony disse, parecendo meio perdido. -Talvez seja melhor você ficar na ala hospitalar então, Malfoy. Você chama muita atenção.
-E perder a diversão toda? Sem chance - Draco respondeu.
-Vamos com isso - Harry disse, pegando a mão de Hermione e indo pra porta.
-Pra frente e avante - disse Megan, piscando para Rony enquanto eles avançavam.
-Vamos lá, minhas belas acompanhantes - Draco disse, ajudando Maddie a ficar de pé e depois fazendo um feitiço de levitação em Sabrina.
Uma estranha sensação se abateu sobre o grupo enquanto deixavam o salão da ordem. Pela primeira vez desde que foram escolhidos em sua casa, parecia que nenhuma distinção de casa os separava.
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N/A: eles vão conseguir salvar os reféns? Os professores? O que acontecerá com Gina? O que Draco fará quando descobrir? Como todos vão reagir à queda de Voldemort? Harry e Hermione vão conseguir ficar em paz?
No próximo capítulo veremos a tentativa dos alunos de resgatar os professores e libertar os reféns do salão comunal. Há mais dois capítulos depois desse, e não posso expressar em palavras como essa história tem sido divertida de escrever. Espero que tenham gostado até agora e mal posso esperar para compartilhar a conclusão com vocês.
