NA.: Dedicado a todos que deram suas vidas por nossa liberdade

Harry Potter e a Tábula de Transmora

Capítulo 16: O herói

Harry e Hermione passaram por momentos difíceis pra chegar até as masmorras. Ficaram o tempo todo entrando em salas para não serem vistos pelos Comensais que passavam pelos corredores. Quando Harry e Hermione não estavam escondidos, estavam com as varinhas em punho e com os olhos alertas a qualquer movimento de outros se aproximando.

Estavam quase chegando às masmorras quando Harry ouviu, mais uma vez, o barulho de mais comensais se aproximando. -Espere - ele disse, diminuindo o passo e esticando o braço para parar Hermione.

Abriram uma sala próxima e entraram apressados. Esperaram do outro lado da porta, ouvindo.

Em segundos, dois pares de passos apressados ecoavam cada vez mais alto no corredor. A julgar pelos tons de voz, os passos pertenciam a dois bruxos. Era difícil descobrir o que diziam porque estavam ofegantes, as frase entrecortadas. Harry e Hermione conseguiram entender as palavras reunir, morto e escapar.

Quando os passos estavam diminuindo, Hermione fez menção de abrir a porta. -Vamos esperar um pouco - Harry sussurrou, colocando sua mão sobre a dela. -É melhor ter certeza que eles já foram.

Hermione concordou com a cabeça, enquanto tiravam as mãos da maçaneta e olhou preocupada pra ele. -Será que Rony e Meg chegaram na cozinha? Acha que os elfos-domésticos vão ajudar?

-tenho certeza que sim - Harry sussurrou. -Estou mais preocupado com Sabrina e Maddie. Me pergunto se Malfoy vai conseguir ajudá-las do jeito que precisam.

-Madame Pomfrey provavelmente está trancada com os outros professores, então ele terá que fazer o melhor que puder para ajudar. - Hermione respondeu.

-Sei, é isso que me preocupa. - disse Harry,

Hermione concordou e o olhou nos olhos. -Como você está?

-Como se quisesse acabar com isso - Harry respondeu.

-Harry! Você acabou de derrotar Voldemort. Ainda não caiu a ficha?

-Na verdade não, mas não consigo parar de comparar com aqueles atletas que passam na televisão, sendo entrevistados logo após de ganhar o campeonato. Sabe, quando o repórter diz "Sr. Superstar, acabou de ganhar o campeonato mundial. O que vai fazer agora?"

Hermione sorriu. -Acho que isso não é muito parecido com a Disney, não é?

-Não mesmo. A não ser que a gente esteja preso numa versão bizarra do Aprendiz de feiticeiro.

Hermione riu nervosa e eles ficaram em silêncio por alguns segundos, ouvindo.

-E você? - Harry sussurrou. -Acabou de vencer os quatro fundadores de Hogwarts em um duelo.

-Estou tentando não pensar muito sobre isso. Se não fosse por toda ajuda que recebi, provavelmente estaria morta - ela disse. -Vou ficar muito aliviada quando isso acabar.

-Tá certo então - Harry disse. - Nós dois precisamos de umas longas férias depois disso. Vamos, acho que agora já está seguro.

Quando finalmente viraram o corredor que dava onde os alunos estariam, viram dois guardas. As portas das masmorras estavam abertas e parecia que os alunos tinham ido embora.

Hermione sussurrou -O que vamos fazer se eles tiverem machucados os alunos?

-Isso é bem improvável - Harry disse, dando tapinhas no ombro de Hermione. -Por que você sempre pensa no pior caso?

-Alguém tem que fazer isso - Hermione disse, mordendo o lábio.

Nesse instante, os guardas sorriram e acenaram pra eles.

-Eles esperam que a gente acene de volta? - Harry disse.

-Por que estão guardando as varinhas? - Hermione perguntou.

Harry não parou nenhum segundo esperando por uma explicação. As varinhas dos dois Comensais da Morte já estavam indo pra sua mão quando ele disse -Venha, vamos ver se eles podem nos dizer algo.

Os guardas cooperaram, apesar de estarem confusos. Harry e Hermione os deixaram uns dez minutos depois e foram para Hogsmeade. Se os guardas estivessem dizendo a verdade, achariam os estudantes lá, sãos e salvos.

********

Harry e Hermione não tiveram que ir até Hogsmeade para receber noticias dos alunos. Logo na saída do castelo, encontraram Parvati Patil e Lilá que contaram que os alunos estavam reunidos no 3 Vassouras esperando a ajuda do Ministério. Apesar de assustados e cansados, estavam a salvos.

Elas também disseram a Harry e Hermione que alguns dos moradores da cidade descobriram que algo bloqueava por fora a saída de Hogsmeade e Hogwarts.

-Não estou surpreso - Hermione disse. -Tenho certeza que isso tem a vez com o feitiço que fez todos as vassouras pararem de funcionar.

-Então por que vocês duas se separaram dos dois alunos? - Harry perguntou.

-Estávamos preocupadas com Gina, Dino e Neville - Lilá disse.

-Eles ficaram pra trás pra tentar ajudar os reféns do Salão Principal. Eu disse que era loucura eles irem - Parvati completou.

-Quando eles não se juntaram a nós em Hogsmeade como disseram - Lilá falou - decidimos procurar por eles.

-É melhor irmos andando - Hermione disse, puxando a manga de Harry. -É melhor irmos atrás.

Pediram a Parvati e Lilá que voltassem a Hogsmeade e avisassem aos alunos que eles deveriam ficar lá, até que soubessem que era seguro voltar. Depois voltaram correndo pro castelo. Quando passaram por uma pequena porta, um jato de luz verde passou raspando a cabeça de Hermione.

-Venha pra trás de mim! - Harry gritou, se esquivando e puxando e Hermione de volta pela porta.

Outro jato, dessa vez vermelho, acertou a porta, logo à esquerda de Harry, mas ele não pôde ver de onde vinha.

-Quem está atirando na gente? - Hertmione perguntou - De onde estão vindo?

Harry deu outra olhada pela porta.

Smash! Algo ou alguém bateu nele com força total, o empurrando pela porta e por cima de Hermione. A cabeça dele parecia ter sido atingida por um martelo e sua visão ainda estava turva quando cambaleou pra ficar de pé.

-Harry? Você está bem? O que te acertou? - hermione perguntou.

Harry tentava falar, mas ainda não tinha recuperado o fôlego. Outra voz respondeu a pergunta. -Fui eu.

Harry balançou a cabeça para clarear as coisas e viu Draco Malfoy rastejando no chão. -Feche a porta, Granger - Draco disse. - a não ser que goste de ver a Maldição Mortal vindo em sua direção.

Hermione bateu a porta. -Colloportus - ela disse, apontando a varinha para maçaneta. Trancou com um clique.

Vários outros feitiços acertaram a porta. Alguém tentou girar a maçaneta várias vezes antes de xingar e gritar instruções para os outros. Depois de alguns segundos, se fez silêncio.

-O que raios pensa que está fazendo, Malfoy? - Harry perguntou depois de recuperar sua voz. Estava tão frio que sua respiração embaçava seus óculos.

Draco se levantou ofegante e limpando algumas folhas secas de suas vestes. -Estava tentando escapar de uns cinco Comensais - conseguiu dizer. -Eles não parecem muito felizes comigo. Não sei porque, não fui eu quem matou o Senhor das Trevas.

-Mas você enfiou uma faca na barriga dele - Hermione o lembrou. -Eles não podem ficar muito felizes com isso.

-É mesmo - Draco respondeu, sua voz escorrendo de sarcasmo mesmo estando sem fôlego. -Tinha esquecido, talvez por isso que eles estão tentando me matar - Hermione olhou feio, mas ele continuou -Nunca vi nada daquele jeito. Teve uma hora que havia dezenas de maldições voando em minha direção.

Harry e Hermione trocaram um sorriso irônico, mas não falaram nada.

-Que foi? - Draco perguntou.

-Isso acontece comigo o tempo todo - Harry disse.

-Bem, me desculpe, garoto-herói, mas não é todo dia que bruxos me perseguem pelos corredores com jatos de feitiços verdes batendo nas paredes.

-Ouçam, vocês dois - Hermione disse -Precisamos de uma estratégia. Os bruxos que estavam perseguindo Draco logo vão estar aqui atrás da gente. Não temos muito tempo.

-Estava tentando chegar no Salão Principal quando encontrei meia dúzia deles em conferencia no Saguão de Entrada - Draco disse. -Esse caminho está bloqueado.

-Como estão Maddie e Sabrina? - Hermione perguntou.

-Estão bem - Draco disse. -Quando cheguei na ala Hospitalar estava deserta. Fiz Maddie beber uma poção restauradora de sangue que deve sustentá-la até que a gente ache ajuda. Sabrina ainda está inconsciente, mas não parece estar em perigo.

-Bom - Harry disse. -E você viu mais alguém?

-Não - Draco respondeu. -E os alunos? Tiraram eles do castelo?

Harry e Hermione contaram a Draco o que tinham ouvido de Parvati e Lilá. Ele ouviu com uma Expressão neutra até que mencionaram que Gina, Luna, Dino e Neville não estavam lá.

-Por que Gina tinha que fazer algo tão idiota? - disse com raiva.

-Ah, mas tudo bem a gente estar fazendo o mesmo? - Hermione disse com as mãos nos quadris.

-Talvez encontremos Gina e os outros quando estivermos perto do Salão Principal - Harry se intrometeu. -E não fale mal de Gina na minha frente, Malfoy. Estou quase sem paciência.

Draco olhou feio pra ele, mas ele não respondeu. Ele começou a andar de um lado pra outro.

-Pare de ficar de um lado pro outro. Precisamos descobrir um jeito de chegar perto do Salão Principal.

-O que acha que estou fazendo, Potter? - Draco disse. -Me dê um minuto.

-Já sei! - Hermione disse. - Vamos criar uma distração o mais perto possível da entrada. Quando eles vierem verificar, a gente faz nossa parte.

-Gostei - Harry disse. -Vamos.

-Eu odiei. - Draco disse -Além de ser um clichê terrível, o que vamos fazer com os outros Comensais que ainda estão guardando a porta?

-Já ouviu falar de duelos, Malfoy? - Harry perguntou. -É uma coisa que a gente faz com a varinha.

Draco deu um olhar de desprezo para Harry e saiu andando para Entrada Principal.

-Ele parece chateado que Gina não está segura - Hermione sussurrou pra Harry.

-Ele está sempre de mal-humor, esse canalha. - Harry disse, aumentando a voz para Draco pudesse ouvi-lo.

Eles se aproximaram da Entrada principal o mais silencioso possível. Não era fácil se mover na grama ao lado do castelo. Pequenos galhos protuberantes se enroscavam nas vestes de Hermione a todo momento. Harry ficava parando para ajuda-la a se soltar. Quando finalmente podiam ver as portas de carvalho, Draco virou para os dois como se fosse falar.

Mas antes que pudesse dizer uma palavras, as pesadas portas de carvalho se abriram. Um bruxo foi lançado para fora e caiu a alguns metros deles, inconsciente. Os três olharam pra forma imóvel alguns segundos antes de olharem pra figura no topo das escadas.

-Sirius! - Harry gritou, saindo de seu esconderijo e indo até seu padrinho. Sirius estava com um olho roxo, mas fora isso estava bem e parecia satisfeito consigo mesmo. A mãe de Lilá Brown estava perto dele, seu cabelo bagunçado, mas seu rosto tinha a mesma expressão de triunfo.

Hermione Draco saíram detrás dos arbustos e seguiram Harry. Os três laçaram perguntas em Sirius, como se ele estivesse em um programa de perguntas e respostas.

-O que aconteceu?

-Voce está bem?

-Estão todos livres?

-Você viu Gina?

A Sra. Brown ficou na ponta dos pés antes da sussurrar algo no ouvido de Sirius. Ele fez que sim e ela acenou para eles antes de se virar e entrar no castelo.

-Todos estão bem- Sirius disse, guardando a varinha. -Acabamos de recuperar o controle do Salão Principal. Os Professores apareceram na hora certa.

-Então a luta acabou? - Hermione perguntou.

-Quase - Sirius disse. -Temos que fazer rondas no resto do castelo e isso não deve ser tão difícil. Todos tiveram um ataque quando sentiram a Marca da Morte queimar em sua pele e depois desaparecer repentinamente.

-Então eles sabem - Harry disse.

Sirius se aproximou de Harry e colocou a mão no ombro dele. -Sim, eles sabem que Voldemort está morto. Você o confrontou, não foi?

Harry fez que sim. Sentiu várias coisas quando Sirius deu vários tapinhas em seu ombro e disse -Muito bem, Harry. Muito bem.

*********

Eles fizeram menção de ir pro castelo, mas Sirius interrompeu Draco. -De que lado você está? - ele perguntou.

-Do meu lado - Draco respondeu, olhando feio pra ele. -Agora saia de meu caminho.

Os olhos de Sirius escureceram e ele puxou a varinha.

-Tudo bem, Sirius. Ele está nos ajudando - Hermione disse, tentando acalmar os ânimos. -explicamos depois.

Draco abriu caminho por Sirius, passou pelo meio de uma multidão de ex-reféns e desapareceu no Salão Principal. Harry e Hermione o seguiram.

-Ali está Luna! - Harry disse. -E Neville! E Dino!

Ao ouvir Harry gritar, os três se viraram e foram na direção dele, suas expressões cheias de preocupação. Draco os interceptou antes que chegasse a Harry e Hermione.

-Onde está Gina? - ele perguntou quando Harry e Hermione os alcançaram.

-Não sabemos. - Dino respondeu.

-Esperávamos encontrá-la depois que fossemos libertados do Salão Principal, mas ninguém a viu ainda e Dumbledore disse pra ficarmos aqui - Neville disse.

-Tem idéia de onde ela pode estar? - Draco perguntou, sua voz meio em pânico.

-Seu pai a levou - Luna disse. Os outros concordaram.

Draco colocou as mãos na cabeça por um momento e depois ficou reto. Seus olhos estavam vazios e ele estava mais pálido do que o de costume.

-Draco? - Hermione disse suave, estendendo a mão para ele, mas ele a ignorou.

-Temos que encontrá-la! - Harry disse.

-Dumbledore disse que não era pros alunos ficarem nos corredores até que se certifiquem que é seguro - Dino disse. -Não se preocupem, os professores a encontrarão.

-Encontrar quem? - veio uma voz que fez todos virarem. Era Rony. Ele e Megan tinham acabado de chegar e estava ao lado de Luna.

-Gina - Hermione disse. -Achamos que Lucio Malfoy está com ela em algum lugar do castelo.

O queixo de Rony caiu. -Dumbledore disse pra ficarmos aqui enquanto inspecionam o castelo. Ele não falou nada de Gina não estar segura.

-Nós contamos a ele uns minutos atrás. Ele e os outros professores foram procurar por ela - Dino disse.

-Não ligo pro que Dumbledore disse, vou procurar minha irmã! - Rony disse. -Quem sabe o que aquele maluco vai fazer com ela?

-Aquele maluco - Draco disse - é meu pai.

Ignorando Draco, Rony continuou. -Aposto que ele vai pro quarto da Tabula de Transmora. Você não disse que eles tentaram te matar sobre ela, Hermione? Talvez tente matar Gina em seu lugar.

-Não, ele não a levou pra lá - Draco disse. -Não perca seu tempo.

-Ah, é? - Rony disse, agitado. Ele estava na cara de Draco. -Como você sabe?

-Confie em mim, ele não tentaria matá-la na Tabula. -Draco disse. -Agora saia de minha frente antes que eu te amaldiçoe, Weasley.

-Não confio em você, Malfoy. Nunca confiei. Você pode ter salvado Harry e Hermione, mas eu ainda não confio em você, nem acredito em você. - rony disse. Ele recuou e puxou a varinha. -Vou pro quarto da tabula para impedir que aquele maníaco mate minha irmã. Quem vai comigo.

-Rony, acho que Draco pode ter razão. - Hermione disse, sua voz mais alta que o normal, devido ao nervoso. -Por que Lúcio tentaria matar Gina na Tabula? O que conseguiria?

-Nada!- Draco gritou. -Não aconteceria nada. A tabula só funciona quando o sacrificado é puro. Meu pai sabe disso.

Todos, exceto Harry e Hermione olharam pra Draco, confuso com o que ela acabara de dizer.

-Não tenho idéia do que vocês estão falando - Dino disse, olhando de Draco, pra Harry, pra Hermione e Rony.

-Esqueça - Draco falou.

-Você dormiu com ela, não foi? - Harry disse, sua voz apertada de raiva e nojo.

Quando Draco fez que sim, Rony foi pra cima dele. Draco deu um passo pro lado, fazendo com que Rony caísse de cara no chão. Levantando devagar, Rony apertou a bochecha que batera com o chão de pedra. -É melhor retirar o que dusse, Malfoy. - ele disse.

-Por que deveria? - Draco disse, sai voz mais sincera que nunca. -A verdade é que eu e ela estivemos juntos, mais de uma vez. Mas não é o que você pensa. Eu a amo, não que isso seja de sua conta.

-Bem, o fato de você a amar não vai adiantar muito se ela já estiver morta, não é? - Neville se intrometeu. -Podemos por favor deixar essa merda de discussão de lado e ir procurar pela Gina?

Olhando feio um para o outro, Harry, Rony e Draco balançaram a cabeça que sim e puxaram as varinhas. Hermione ficou olhando para Neville, de queixo caído.

-Neville - ela disse abismada. -Não sabia que você xingava.

Neville deu de ombros.-Só em emergências.

*******

Harry ficou a favor deles se separarem para cobrir uma área maior em suas buscas por Gina. Isso não significava, no entanto, que tinha ficado livre da sensação de angustia que o envolveu quando o desconhecido se apresentou a sua frente na forma de uma porta fechada ou de um armário fechado.

Ele abriu a porta de uma das salas da masmorra. Estava escuro e quieto a princípio, mas ele ouviu um barulho abafado do outro lado da sala.

Antes que Harry pudesse acender sua varinha, uma voz fria falou, -Expelliarmus!

A varinha de Harry saiu voando de suas mãos enquanto o raio de luz do feitiço iluminava o rosto pontudo e com um sorriso de Lucio Malfoy.

A porta bateu atrás de Harry e todas as tochas da sala se acenderam, revelando o que Harry procurava. Gina estava ao lado de Lucio Malfoy. Estava amarrada por alguma força mágica invisível. Havia lágrimas em seus olhos e ela tinha um machucado em sua bochecha esquerda. Lutou para gritar alguma coisa, mas não fez som algum.

-Solta ela! - Harry disse, aproximando-se deles devagar.

-Você não está em posição de dar ordens, Potter - Malfoy disse. -Esse você der mais um passo em nossa direção, vou cortar a garganta dela e você poderá vê-la morrer.

Harry congelou, pensando desesperado em como tirar ele e Gina dessa situação. Lera uma vez um livro de um policial durão fez algo heróico para salvar a vida de uma vitima de refém, mantida na ponta da faca. Mas Harry nunca imaginou que se encontraria em situação similar, e ainda sem a vantagem de uma arma escondida ou de um parceiro leal, escondido nas sombras para causar uma distração na hora certa.

-O que você quer? - Harry perguntou.

-Completar a visão do Lorde das Trevas - Lúcio Malfoy respondeu. Harry olhou fixamente para ele, sem conseguir pensar no que dizer. -E pra começar - Malfoy continuou. -Vou matar você.

Ao ouvi-lo dizer isso, a porta abriu atrás de Harry e ele ouviu a voz irônica de Harry atrás dele. -Você é tão silencioso quanto um gigante faminto, Potter. Eu ouvi a porta bater...

-Expelliarmus! - gritou Lúcio Malfoy, quando Draco passou pela porta. A varinha de Draco voou pelo ar e caiu fazendo barulho aos pés de seu pai.

-Pai - Draco disse, andando até o lado de Harry. -Que bom te ver.

-Estou surpreso que ainda esteja vivo - Lúcio falou.

-Tsk, tsk! - Draco respondeu. -Ainda está chateado por eu ter enfiado a adaga no Lorde das Trevas? Achei que estaria. Acreditaria se eu dissesse que o Potter me colocou sob a Maldição Império?

-Já chega! - Lúcio disse. Ele colocou a varinha no pescoço de Gina novamente e desse vez, algumas gotas de sangue escorreram pelo pescoço até as vestes.

-Não, Já chega digo EU - Draco disse, sua voz mais contundente do que antes. -Solte a Gina.

-Me dê uma boa razão - Lúcio disse.

-Porque eu a amo - Draco disse, seus olho em Gina -E não vou deixar que você a machuque.

Harry ficou parado, abismado com a cena que decorria em sua frente. Tudo o que podia fazer era ficar olhando para os dois homens que se encaravam. Estavam se olhando com tanto ódio que se não fossem tão parecidos, um conhecido distante esqueceria que os dois eram pai e filho.

-Você está louco - o pai de Draco disse. -é a única explicação que posso aceitar por seu comportamento.

-Chame como quiser, mas não vou ficar aqui parado e deixar que a machuque - Draco disse.

-Vai deixar sim - Lucio disse. -Mas antes, vai me ver matar o Potter - tirou a varinha do pescoço de Gina e apontou para Harry.

-Avada Kedrava!- Lúcio Malfoy gritou. Harry ficou lá, congelado no mesmo lugar. Ele não tinha defesa. Sabia que acabara.

Quando o jato de luz verde saiu da varinha de Lúcio, Draco gritou -Espere! - e pulou na frente de Harry com os braços esticados. A luz verde acertou Draco direto no peito e ele caiu para trás, aos pés de Harry, fazendo um grande barulho, seus olhos sem vida e seu corpo imóvel.

-Nãooooooo - Lúcio gritou, seus olhos cheios de surpresa e choque.

-Draco! - Gina gritou.

Aparentemente livre quando Lúcio fez a Maldição da Morte, Gina saiu correndo e caiu no chão, soluçando. Ela verificou se ainda sentia o batimento no pulso de Draco.

Harry se sentia como se alguém tivesse tirado todo seu ar. Sua visão embaralhou e ele ficou ofegando quando viu corpo sem vida de Draco. Não era possível que o garoto que acabara de dar sua vida para salvar a de Harry fosse o mesmo que o odiara desde o dia que se conheceram há quase sete anos. Harry perdera as contas de quantas vezes tinha desejado mal a Draco ou se imaginara amaldiçoando-o em milhões de pedacinhos. Parado ali olhando seu colega que fora seu grande inimigo, tudo o que Harry podia pensar era no quanto era errado Draco estar morto.

Harry virou para encarar Lúcio Malfoy, esperando que ele, Harry, fosse o próximo. -Como você pôde? - Harry disse rouco, olhando horrorizado para Lúcio. Os soluços de Gina aumentaram. -ele é seu filho. Você acabou de matar seu filho.

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NA: Harry e Gina vão conseguir escapar vivos de Lúcio Malfoy? Harry e Hermione vão conseguir suas férias? Como todos vão reagir à morte de Draco?

O próximo capítulo será o último. Vermos o funeral de Draco e também uma das cenas mais esperada nessa fic.

Um nota mais pessoal, foi muito difícil escrever esse capítulo, apesar de ter sido um dos mais curtos. Sabia que essa morte teria que acontecer para completar o tema da história, mas foi muito difícil escrever quando finalmente cheguei a ela.

NT: Bom pessoal, finalmente atualização da tábula... demorou mas chegou. A culpa da demorar não foi exclusivamente minha... tem menos de 2 semanas que o capítulo original saiu, e eu tava viajando. Traduzi no mesmo dia que cheguei (domigo), mas não publiquei pq estava esperando o capítulo ser corrigido (que por acaso ainda não é esse) e tb porque essa semana fiquei bastante ocupada...
Então é isso... agora voltamos à espera de sempre, fazendo votos que Elia publique o último capítulo (snif snif.. tah acabando) antes de dar luz ao filho dela.. bjos!