Em Busca da Felicidade
Cap. 5
"Palavras, Somente palavras... Momentos, somente momentos..."
Estava há mais de uma hora alí, não sabia se subia ou se deveria ter telefonado logo. Estava nervoso. Mas porque diabos estaria nervoso? Nem ele mesmo sabia. Estava no carro parado a frente do prédio, onde ela morava. Fazia quase trinta minutos que estava alí. Ainda estava viva na memória a conversa com Sano.
"-Como assim, "festa"?! Eu não marquei NENHUMA festa!
-Ah, marcou sim.
-S-A-N-O-S-U-K-E! - Ele diz batendo na mesa.
-Meu nome. - Respondeu o outro, abrindo a porta da sala e fazendo sinal para que Kenshin saísse. Kenshin entendeu o sinal e saiu furioso, ouvindo Sano fechar a porta, mas antes que pudesse entrar no elevador ouviu seu nome ser pronunciado de novo. - Kenshin! - O outro olhou. - Antes que me esqueça, a festa é a fantasia! Sano só teve tempo suficiente para fechar a porta antes que o que quer que Kenshin houvesse jogado nele não o atingisse."
Às vezes toda aquela relação parecia ser tão infantil, mas sabia que aquele sim era seu amigo. Mas, assunto passado, Deus, será que ela estaria em casa? Será que não seria muito incômodo? Afinal eram meio-dia. Seus pensamentos foram quebrados ao ouvir uma batida no vidro. Como eram com película, só viu a silhueta e, ao abaixar o vidro, deparou-se com uma curiosa Kaoru.
-Kenshin?
Sano já estava naquela empreitada há horas.
-Megumiii!
-Não, Sano.
-Vai! A festa será este final de semana!
-Eu não vou com você, Sano!
-Megumi-channn!
-Sano! Não!
-Aposto como você não tem com quem ir!
-E eu preciso ir com alguém para essa festa?
-Você não leu o convite?
-O que tem ele? - perguntou Megumi, pegando de dentro de uma das gavetas o papel.
-Aqui, ó. - falou Sano, mostrando umas letrinha miúdas no final do cartão, que diziam: "Festa para casais". Megumi olhou furiosamente para Sano e, vendo-se sem saída, resolveu aceitar, dando um longo suspiro antes.
-Tá certo, Sanosuke. Mas não se atrase, ouviu?! Oito e meia em ponto na minha casa ouviu?!
-Oito e meia?! Mas a festa é só nove horas!
-Não quero desculpas depois! Mas se não quiser, eu irei com outra pessoa. Não tem só você de homem nessa empresa.
-Não, não! Oito e meia em ponto, né?
-Isso!
-Mas iremos de quê?
-Aoshi-san. Minha decisão está tomada. A menina já sabe de muitas coisas; não é a primeira vez que ela trabalhava nesse tipo de emprego, pelo menos é o que parece, apesar de eu não obter muitas coisas quanto a ficha dela. Mas já está na hora de me retirar. Por isso vim me despedir do senhor.
-Tem certeza, Kane-san?
-Absoluta!
-Então nada posso fazer.
-Vai continuar com ela? - Aoshi "torceu" o rosto, o que encantou Kane: ele havia gostado dela.
-Sim. - Disse ele, ainda com dúvidas.
-Então, até um dia.
-A senhora não irá para a festa?
-Não, já não tenho mais idade para isso, senhor, mas se quer um conselho, vá com ela.
-Pensarei em seu conselho, Kane-san.
-Então... Foi um prazer trabalhar para sua família por tantos anos. Desejo-lhe boa sorte.
-O mesmo. - Ele levantou e deu-lhe um abraço, coisa nunca esperada por ela.- Você me ajudou muito, senhora.
-Não há de quê, Aoshi. Agora irei chamá-la, certo?
-Certo. - Poucos minutos depois, ele ouve uma suave batida na porta. Seu coração acelerou, sua mãos estavam suando.
-Posso entrar, Aoshi-sama?
-Sim. - Disse ele, ainda tentando se recompor. -Sente-se, por favor. Aoshi a viu sentou-se e depois começou:
-Eu a chamei aqui porque... - De repente, Sano entra pela porta da sala de Aoshi.
- "Hum... A menina... Vou provocar o Aoshi um pouco, perfeito!" - Sano sorriu maliciosamente para Misao, que estranhou o sorriso que lhe era direcionado.
-Pode entrar, Sanosuke... Ops! Você já entrou. - Disse Aoshi com ódio nos olhos e sarcasmo.
-HÁHÁHÁHÁHÁ Assim você me mata de rir, Aoshi! Como não tinha ninguém na sala e a porta estava aberta, eu resolvi entrar.
-Diga logo o que você quer. Temos coisas a fazer. - Misao ruborizou com o "temos".
-Bem. - Sano aproximou-se de Misao e ajoelhou-se a sua frente. - Na verdade, eu vim falar com esta bela senhorita, se me permite. - Disse ele, pegando em uma das mãos dela. - A senhorita gostaria de me acompanhar na festa que Kenshin dará neste final de semana?
-Eu.. Eu.. - Misao não sabia o que responder quando viu Aoshi levantando-se furioso.
-Ela vai comigo. - Disse ele imponente, assustando Sano e Misao.
-Ah, que pena... Mas com certeza você poderá me acompanhar no almoço novamente, não é?
-Eu... - Mas uma vez Aoshi interrompeu, não deixando-a falar.
-Ela vai trabalhar muito!
-Ei! Eu não vou trabalhar muito, não! Será que eu posso falar agora? - ela disse, levantando-se e fazendo os dois "perceberem" sua presença naquela sala.
-Desculpe-me, Misao. - Disse Aoshi.
-"Misao?! Ele me chamou pelo nome! Sem sufixo nenhum, sem nada, somente Misao! Ele ainda não havia nem ao menos dito meu nome!" - Os olhos de Misao brilharam.
-Menina? - Chamou Sano.
-Desculpe, Sano, mas eu ficarei com Aoshi-sama. - Disse ela, sorridente e correndo para o lado do chefe. Sano começou a rir, surpreendendo os dois.
-"Como são idiotas esses dois..." - pensou - Bem, de qualquer jeito, eu já ia com a Megumi. - Disse ele, saindo da sala.
-Finalmente!
-É somente uma tarde, Yahiko.
-Mas podemos fazer muitas coisas numa tarde! - Não era a intensão, mas Tsubame corou com aquilo e Yahiko percebeu. - Algo de errado?
-Não, não. Vem, vamos pro parque. - Disse ela pegando em sua mão e arrastando-o, mas ele não a seguiu e a puxou de volta.
-Quem disse que iríamos para o parque?
-Bem, não tinhamos decidido isso ontem?
-É... É mesmo, mas agora vamos para outro lugar.
-Como assim, "outro lugar"?
-Vem. - Disse ele, puxando-a.
-"O que será que ele ficou fazendo a manhã todinha?" - pensou Tsubame.
-Algo de novo, Soujiro? - perguntou Shishio enquanto analisava alguns papéis.
-Não, não.
-Vocês estão muito lentos!
-Senhor, estamos esperando o advogado de Yukishiro! Ele que irá revelar o conteúdo da herança.
-Kamiya sabe disso?
-Acho que ela nem desconfia. A única coisa que sabe, de acordo com o espião que o senhor contratou, é que o advogado ligou avisando que ficasse em Tokyo e que logo estaria chegando.
-E quando foi isso?
-Semana passada, senhor.
-Então talvez as coisas acelerem um pouco agora. - O telefone tocou e Shishio atendeu. - Pode deixá-lo entrar.
-Quem é? - Pergunta Soujiro.
-Alguém especial que contratei por fora. - Quem entra é Jine.
-Boa tarde a todos.
-O que tem a nos dizer?- perguntou Shishio.
-Vasculhei o apartamento dela.
-Achou algo útil?
-Somente essa conta de banco. - Disse ele, entregando-lhe o papel. - Mas imagino que seja dela.
-Então não trouxe algo de útil!
-As coisas não são assim, Makoto. O terror que irá se tornar a vida dela está só para começar.
-Kenshin?
-Kaoru... Estava à sua espera.
-Demorei muito?
-Não!
-Bem... Eu estava indo almoçar, você gostaria de me acompanhar?
-Claro!É muito longe daqui?
-É logo alí na esquina. - Disse ela apontando.
-Ah sim. - Ele tirou o paletó, a gravata, abriu um pouco a camisa e saiu do carro, trancando-o em seguida.-Vamos? - Disse ele, mostrando-lhe seu bbraço, o qual ela aceitou prontamente.
-O que fez você me procurar?
-Gostaria de lhe fazer um convite. - Disse ele por vez. Era melhor ficar sem rodeios.
-Convite?
-Sim. Acho que se lembra de Sanosuke, não?
-O alto, de cabelos espetados?
-Isso mesmo. Ele está organizando uma festa em minha casa, para comemorar o fechamento de mais um contrato.
-Ah, sim.
-E a festa é a fantasia e para... - Kenshin ficou vermelho. - Casais.
-Ah. - Kaoru ententeu para onde a conversa iria rumar. Precisava se distrair, se ele a convidasse, iria aceitar. Ele era uma boa pessoa.
-E não querendo ser muito... Hum... Avançado, afinal, só convivemos há pouco tempo. Eu gostaria de saber... Se... Se... A senhorita gostaria de ir comigo?
-Sim, Kenshin. - Disse ela sorridente. Logo um peso saiu das costas de Kenshin.
-Bem, chegamos. Vamos comer?
Ao chegar em casa, Saitou estranhou o silêncio em que a mesma se encontrava, apesar do cheiro de comida estar presente. Mas onde estaria sua mulher?
-Tokio?! - Ele gritou, estranhou o silêncio como resposta. - "Talvez... Alguém tenha invadido." - Ele resolveu revistar a casa. Foi em todos os quartos, faltava somente o seu. Ao abrir a porta, ele a encontrou dormindo tranquilamente na cama. Apesar do pouco tempo, sua barriga era aparente. - "Seria certo ter esse filho?" - perguntou-se várias vezes, sua vida era aquela, mal podia dedicar-se como queria à mulher, ou até mesmo à si próprio, como seria com uma criança? A verdade era o que ele não queria admitir: estava com medo, medo de ser pai. O seu pai não era o melhor exemplo. Ele também não fora o melhor exemplo de filho. Ficou um tempo obervando-a, ela parecia estar chorando antes de adormecer... Será ainda pela última briga que tiveram?
-"Eu estou grávida Saitou!
-Disse bem, você está, eu não tenho obrigação nenhuma com essa criança, você é quem está gerando.
-Mas fomos nós dois que o fizemos!
-Talvez você pense que isso irá salvar o nosso relacionamento. Mas eu só o vejo afundar.
-O que você está tentando dizer? Que eu fiquei assim porque quis? Eu não preciso de filho para agarrar homem algum! E se você tem medo, Saitou, não posso fazer nada, mas esse filho é seu também! "- Disse ela, indo para o quarto. Os soluços, mesmo que ela tentasse conter, podiam ser ouvidos da sala. Sim, era o medo, nunca havia se dado tão bem com uma mulher como ela, ela o estava transformando! Mas o medo de que tudo aquilo pudesse ruir estava prejudicando todo o relacionamento de cinco anos. Longos cinco anos... Ele despertou de seus pensamentos ao sentir olhos o encararem. Ela se sentou na cama, ele a encarou, ela lhe sorriu, ele levantou-se, ajoelhou-se em sua frente. Ficaram durante um longo tempo, encarando-se Até que Saitou pegou suas mãos e disse palavras que jamais imaginaria que sairiam de sua boca.
-Desculpe-me... Você tem razão. Estou com medo.
Ela havia ficado totalmente encantada com todo aquele clima que ele havia criado. - "Mas porque tudo isso?" - perguntava-se, mas deixou isso para o final.
-Gostou? - Disse ele terminando de tirar tudo de cima da mesa.
-Muito! - Disse ela, estendendo-lhe a mão para que ele a levantasse. Mas ela parou, encarando-o.
-Ei, o que você tem?
-Yahiko... Esqueci alguma data importante?
-Na verdade, essa data você não sabia.
-Que dia é hoje?
-O dia em que eu descobri que te amava. - Ela sorriu como nunca havia sorrido antes. Yahiko tinha certeza disso, ele finalmente a levantou, os dois se encararam e beijaram-se, dessa vez sem ninguém que pudesse interrompê-los, já que Tae havia ficado no restaurante. Um calor subia pelo corpo dos dois, não sabiam explicar que sentimentos eram aqueles, mas não queriam parar, não pelo menos Yahiko. Tsubame tropeça no mar de almofadas, caindo com Yahiko sobre si, mas nem isso os fizera parar. Yahiko tomara coragem e deposita sua mão em um dos seios de Tsubame, com todo aquele misto de sentimentos ela nem percebe, mas ao sentir a outra subindo por sua perna o afasta si imediatamente, correndo para seu quarto. Com isso, Yahiko socou uma das almofadas com raiva.
Os dois conversavam animadamente, ainda mais do que na outra vez. Kaoru estava com medo de que a conversa terminasse da mesma forma que a outra, pois o destino parecia estar contra ela.
-Acho que eles não estão gostando muito da nossa companhia, não é? - Disse Kenshin, apontando discretamente para os garçons. Kaoru riu.
-É... Acho melhor irmos embora. - Kenshin paga a conta e os dois vão para o apartamento de Kaoru. Quando chegam e param em frente ao mesmo, ficam se observando.
- Então... Você... - Kaoru hesitou um pouco. - Não quer subir? - Ficou vermelha.
-Eu... "Megumi vai me matar, mas..." Sim. - Ele diz sorridente, Kaoru suspira internamente. Os dois pedem o elevador depois, o mesmo chega quase que imediatamente.
-Então... Como iremos para a festa?
-Eu virei pegar você.
-Acho que não precisa, Kenshin, afinal a casa é sua não? Você tem que ficar lá para receber os convidados.
-A casa é minha, mas foi Sano que organizou tudo. A verdade é que eu não moro lá... Só a uso para festas, na verdade moro em um apartamento.- O elevador parou e os dois saíram. Kaoru pega a chave e se vira para perguntar:
-Ah... Mas... De que iremos? - Ela perguntou, abrindo a porta. Não escutou a resposta dele, pois o que viu a deixou aterrorizada.
Continua...
Notas: Brigas, reconciliações, aproximação, até ceninhas hentais teve XD Esse fic tá com tudooo!!! XD Desculpem a demora novamente! Provas, provas e mais provas, eu nem deveria estar aqui, mas meu vicio é maior ..'''... Mas bem, obrigada a quem mandou coments e a quem não mandou, mas lê, pelo menos mande um né? :/ Prometo mais para o próximo! E claro, agradeço principalmente a Shampoo, por revisar essa fic. Muito obrigada mesmo! : Ah! Antes que eu esqueça, alguem tem sugestões para fantasias?
Respondendo Reviews:
SM-Lime-chan: Que bom que vc está gostando, e eu fico preocupada quanto a isso, em deixar algum personagem de fora o.o Obg pelo coment E Meu Porto Seguro tá muito bom! Parabéns
Shampoo: A festa eu axo q será no próximo O sano tá um intrometido metido a cupido XD
Cap. 5
"Palavras, Somente palavras... Momentos, somente momentos..."
Estava há mais de uma hora alí, não sabia se subia ou se deveria ter telefonado logo. Estava nervoso. Mas porque diabos estaria nervoso? Nem ele mesmo sabia. Estava no carro parado a frente do prédio, onde ela morava. Fazia quase trinta minutos que estava alí. Ainda estava viva na memória a conversa com Sano.
"-Como assim, "festa"?! Eu não marquei NENHUMA festa!
-Ah, marcou sim.
-S-A-N-O-S-U-K-E! - Ele diz batendo na mesa.
-Meu nome. - Respondeu o outro, abrindo a porta da sala e fazendo sinal para que Kenshin saísse. Kenshin entendeu o sinal e saiu furioso, ouvindo Sano fechar a porta, mas antes que pudesse entrar no elevador ouviu seu nome ser pronunciado de novo. - Kenshin! - O outro olhou. - Antes que me esqueça, a festa é a fantasia! Sano só teve tempo suficiente para fechar a porta antes que o que quer que Kenshin houvesse jogado nele não o atingisse."
Às vezes toda aquela relação parecia ser tão infantil, mas sabia que aquele sim era seu amigo. Mas, assunto passado, Deus, será que ela estaria em casa? Será que não seria muito incômodo? Afinal eram meio-dia. Seus pensamentos foram quebrados ao ouvir uma batida no vidro. Como eram com película, só viu a silhueta e, ao abaixar o vidro, deparou-se com uma curiosa Kaoru.
-Kenshin?
Sano já estava naquela empreitada há horas.
-Megumiii!
-Não, Sano.
-Vai! A festa será este final de semana!
-Eu não vou com você, Sano!
-Megumi-channn!
-Sano! Não!
-Aposto como você não tem com quem ir!
-E eu preciso ir com alguém para essa festa?
-Você não leu o convite?
-O que tem ele? - perguntou Megumi, pegando de dentro de uma das gavetas o papel.
-Aqui, ó. - falou Sano, mostrando umas letrinha miúdas no final do cartão, que diziam: "Festa para casais". Megumi olhou furiosamente para Sano e, vendo-se sem saída, resolveu aceitar, dando um longo suspiro antes.
-Tá certo, Sanosuke. Mas não se atrase, ouviu?! Oito e meia em ponto na minha casa ouviu?!
-Oito e meia?! Mas a festa é só nove horas!
-Não quero desculpas depois! Mas se não quiser, eu irei com outra pessoa. Não tem só você de homem nessa empresa.
-Não, não! Oito e meia em ponto, né?
-Isso!
-Mas iremos de quê?
-Aoshi-san. Minha decisão está tomada. A menina já sabe de muitas coisas; não é a primeira vez que ela trabalhava nesse tipo de emprego, pelo menos é o que parece, apesar de eu não obter muitas coisas quanto a ficha dela. Mas já está na hora de me retirar. Por isso vim me despedir do senhor.
-Tem certeza, Kane-san?
-Absoluta!
-Então nada posso fazer.
-Vai continuar com ela? - Aoshi "torceu" o rosto, o que encantou Kane: ele havia gostado dela.
-Sim. - Disse ele, ainda com dúvidas.
-Então, até um dia.
-A senhora não irá para a festa?
-Não, já não tenho mais idade para isso, senhor, mas se quer um conselho, vá com ela.
-Pensarei em seu conselho, Kane-san.
-Então... Foi um prazer trabalhar para sua família por tantos anos. Desejo-lhe boa sorte.
-O mesmo. - Ele levantou e deu-lhe um abraço, coisa nunca esperada por ela.- Você me ajudou muito, senhora.
-Não há de quê, Aoshi. Agora irei chamá-la, certo?
-Certo. - Poucos minutos depois, ele ouve uma suave batida na porta. Seu coração acelerou, sua mãos estavam suando.
-Posso entrar, Aoshi-sama?
-Sim. - Disse ele, ainda tentando se recompor. -Sente-se, por favor. Aoshi a viu sentou-se e depois começou:
-Eu a chamei aqui porque... - De repente, Sano entra pela porta da sala de Aoshi.
- "Hum... A menina... Vou provocar o Aoshi um pouco, perfeito!" - Sano sorriu maliciosamente para Misao, que estranhou o sorriso que lhe era direcionado.
-Pode entrar, Sanosuke... Ops! Você já entrou. - Disse Aoshi com ódio nos olhos e sarcasmo.
-HÁHÁHÁHÁHÁ Assim você me mata de rir, Aoshi! Como não tinha ninguém na sala e a porta estava aberta, eu resolvi entrar.
-Diga logo o que você quer. Temos coisas a fazer. - Misao ruborizou com o "temos".
-Bem. - Sano aproximou-se de Misao e ajoelhou-se a sua frente. - Na verdade, eu vim falar com esta bela senhorita, se me permite. - Disse ele, pegando em uma das mãos dela. - A senhorita gostaria de me acompanhar na festa que Kenshin dará neste final de semana?
-Eu.. Eu.. - Misao não sabia o que responder quando viu Aoshi levantando-se furioso.
-Ela vai comigo. - Disse ele imponente, assustando Sano e Misao.
-Ah, que pena... Mas com certeza você poderá me acompanhar no almoço novamente, não é?
-Eu... - Mas uma vez Aoshi interrompeu, não deixando-a falar.
-Ela vai trabalhar muito!
-Ei! Eu não vou trabalhar muito, não! Será que eu posso falar agora? - ela disse, levantando-se e fazendo os dois "perceberem" sua presença naquela sala.
-Desculpe-me, Misao. - Disse Aoshi.
-"Misao?! Ele me chamou pelo nome! Sem sufixo nenhum, sem nada, somente Misao! Ele ainda não havia nem ao menos dito meu nome!" - Os olhos de Misao brilharam.
-Menina? - Chamou Sano.
-Desculpe, Sano, mas eu ficarei com Aoshi-sama. - Disse ela, sorridente e correndo para o lado do chefe. Sano começou a rir, surpreendendo os dois.
-"Como são idiotas esses dois..." - pensou - Bem, de qualquer jeito, eu já ia com a Megumi. - Disse ele, saindo da sala.
-Finalmente!
-É somente uma tarde, Yahiko.
-Mas podemos fazer muitas coisas numa tarde! - Não era a intensão, mas Tsubame corou com aquilo e Yahiko percebeu. - Algo de errado?
-Não, não. Vem, vamos pro parque. - Disse ela pegando em sua mão e arrastando-o, mas ele não a seguiu e a puxou de volta.
-Quem disse que iríamos para o parque?
-Bem, não tinhamos decidido isso ontem?
-É... É mesmo, mas agora vamos para outro lugar.
-Como assim, "outro lugar"?
-Vem. - Disse ele, puxando-a.
-"O que será que ele ficou fazendo a manhã todinha?" - pensou Tsubame.
-Algo de novo, Soujiro? - perguntou Shishio enquanto analisava alguns papéis.
-Não, não.
-Vocês estão muito lentos!
-Senhor, estamos esperando o advogado de Yukishiro! Ele que irá revelar o conteúdo da herança.
-Kamiya sabe disso?
-Acho que ela nem desconfia. A única coisa que sabe, de acordo com o espião que o senhor contratou, é que o advogado ligou avisando que ficasse em Tokyo e que logo estaria chegando.
-E quando foi isso?
-Semana passada, senhor.
-Então talvez as coisas acelerem um pouco agora. - O telefone tocou e Shishio atendeu. - Pode deixá-lo entrar.
-Quem é? - Pergunta Soujiro.
-Alguém especial que contratei por fora. - Quem entra é Jine.
-Boa tarde a todos.
-O que tem a nos dizer?- perguntou Shishio.
-Vasculhei o apartamento dela.
-Achou algo útil?
-Somente essa conta de banco. - Disse ele, entregando-lhe o papel. - Mas imagino que seja dela.
-Então não trouxe algo de útil!
-As coisas não são assim, Makoto. O terror que irá se tornar a vida dela está só para começar.
-Kenshin?
-Kaoru... Estava à sua espera.
-Demorei muito?
-Não!
-Bem... Eu estava indo almoçar, você gostaria de me acompanhar?
-Claro!É muito longe daqui?
-É logo alí na esquina. - Disse ela apontando.
-Ah sim. - Ele tirou o paletó, a gravata, abriu um pouco a camisa e saiu do carro, trancando-o em seguida.-Vamos? - Disse ele, mostrando-lhe seu bbraço, o qual ela aceitou prontamente.
-O que fez você me procurar?
-Gostaria de lhe fazer um convite. - Disse ele por vez. Era melhor ficar sem rodeios.
-Convite?
-Sim. Acho que se lembra de Sanosuke, não?
-O alto, de cabelos espetados?
-Isso mesmo. Ele está organizando uma festa em minha casa, para comemorar o fechamento de mais um contrato.
-Ah, sim.
-E a festa é a fantasia e para... - Kenshin ficou vermelho. - Casais.
-Ah. - Kaoru ententeu para onde a conversa iria rumar. Precisava se distrair, se ele a convidasse, iria aceitar. Ele era uma boa pessoa.
-E não querendo ser muito... Hum... Avançado, afinal, só convivemos há pouco tempo. Eu gostaria de saber... Se... Se... A senhorita gostaria de ir comigo?
-Sim, Kenshin. - Disse ela sorridente. Logo um peso saiu das costas de Kenshin.
-Bem, chegamos. Vamos comer?
Ao chegar em casa, Saitou estranhou o silêncio em que a mesma se encontrava, apesar do cheiro de comida estar presente. Mas onde estaria sua mulher?
-Tokio?! - Ele gritou, estranhou o silêncio como resposta. - "Talvez... Alguém tenha invadido." - Ele resolveu revistar a casa. Foi em todos os quartos, faltava somente o seu. Ao abrir a porta, ele a encontrou dormindo tranquilamente na cama. Apesar do pouco tempo, sua barriga era aparente. - "Seria certo ter esse filho?" - perguntou-se várias vezes, sua vida era aquela, mal podia dedicar-se como queria à mulher, ou até mesmo à si próprio, como seria com uma criança? A verdade era o que ele não queria admitir: estava com medo, medo de ser pai. O seu pai não era o melhor exemplo. Ele também não fora o melhor exemplo de filho. Ficou um tempo obervando-a, ela parecia estar chorando antes de adormecer... Será ainda pela última briga que tiveram?
-"Eu estou grávida Saitou!
-Disse bem, você está, eu não tenho obrigação nenhuma com essa criança, você é quem está gerando.
-Mas fomos nós dois que o fizemos!
-Talvez você pense que isso irá salvar o nosso relacionamento. Mas eu só o vejo afundar.
-O que você está tentando dizer? Que eu fiquei assim porque quis? Eu não preciso de filho para agarrar homem algum! E se você tem medo, Saitou, não posso fazer nada, mas esse filho é seu também! "- Disse ela, indo para o quarto. Os soluços, mesmo que ela tentasse conter, podiam ser ouvidos da sala. Sim, era o medo, nunca havia se dado tão bem com uma mulher como ela, ela o estava transformando! Mas o medo de que tudo aquilo pudesse ruir estava prejudicando todo o relacionamento de cinco anos. Longos cinco anos... Ele despertou de seus pensamentos ao sentir olhos o encararem. Ela se sentou na cama, ele a encarou, ela lhe sorriu, ele levantou-se, ajoelhou-se em sua frente. Ficaram durante um longo tempo, encarando-se Até que Saitou pegou suas mãos e disse palavras que jamais imaginaria que sairiam de sua boca.
-Desculpe-me... Você tem razão. Estou com medo.
Ela havia ficado totalmente encantada com todo aquele clima que ele havia criado. - "Mas porque tudo isso?" - perguntava-se, mas deixou isso para o final.
-Gostou? - Disse ele terminando de tirar tudo de cima da mesa.
-Muito! - Disse ela, estendendo-lhe a mão para que ele a levantasse. Mas ela parou, encarando-o.
-Ei, o que você tem?
-Yahiko... Esqueci alguma data importante?
-Na verdade, essa data você não sabia.
-Que dia é hoje?
-O dia em que eu descobri que te amava. - Ela sorriu como nunca havia sorrido antes. Yahiko tinha certeza disso, ele finalmente a levantou, os dois se encararam e beijaram-se, dessa vez sem ninguém que pudesse interrompê-los, já que Tae havia ficado no restaurante. Um calor subia pelo corpo dos dois, não sabiam explicar que sentimentos eram aqueles, mas não queriam parar, não pelo menos Yahiko. Tsubame tropeça no mar de almofadas, caindo com Yahiko sobre si, mas nem isso os fizera parar. Yahiko tomara coragem e deposita sua mão em um dos seios de Tsubame, com todo aquele misto de sentimentos ela nem percebe, mas ao sentir a outra subindo por sua perna o afasta si imediatamente, correndo para seu quarto. Com isso, Yahiko socou uma das almofadas com raiva.
Os dois conversavam animadamente, ainda mais do que na outra vez. Kaoru estava com medo de que a conversa terminasse da mesma forma que a outra, pois o destino parecia estar contra ela.
-Acho que eles não estão gostando muito da nossa companhia, não é? - Disse Kenshin, apontando discretamente para os garçons. Kaoru riu.
-É... Acho melhor irmos embora. - Kenshin paga a conta e os dois vão para o apartamento de Kaoru. Quando chegam e param em frente ao mesmo, ficam se observando.
- Então... Você... - Kaoru hesitou um pouco. - Não quer subir? - Ficou vermelha.
-Eu... "Megumi vai me matar, mas..." Sim. - Ele diz sorridente, Kaoru suspira internamente. Os dois pedem o elevador depois, o mesmo chega quase que imediatamente.
-Então... Como iremos para a festa?
-Eu virei pegar você.
-Acho que não precisa, Kenshin, afinal a casa é sua não? Você tem que ficar lá para receber os convidados.
-A casa é minha, mas foi Sano que organizou tudo. A verdade é que eu não moro lá... Só a uso para festas, na verdade moro em um apartamento.- O elevador parou e os dois saíram. Kaoru pega a chave e se vira para perguntar:
-Ah... Mas... De que iremos? - Ela perguntou, abrindo a porta. Não escutou a resposta dele, pois o que viu a deixou aterrorizada.
Continua...
Notas: Brigas, reconciliações, aproximação, até ceninhas hentais teve XD Esse fic tá com tudooo!!! XD Desculpem a demora novamente! Provas, provas e mais provas, eu nem deveria estar aqui, mas meu vicio é maior ..'''... Mas bem, obrigada a quem mandou coments e a quem não mandou, mas lê, pelo menos mande um né? :/ Prometo mais para o próximo! E claro, agradeço principalmente a Shampoo, por revisar essa fic. Muito obrigada mesmo! : Ah! Antes que eu esqueça, alguem tem sugestões para fantasias?
Respondendo Reviews:
SM-Lime-chan: Que bom que vc está gostando, e eu fico preocupada quanto a isso, em deixar algum personagem de fora o.o Obg pelo coment E Meu Porto Seguro tá muito bom! Parabéns
Shampoo: A festa eu axo q será no próximo O sano tá um intrometido metido a cupido XD
