CAPÍTULO V – SUPERNOVA
"Se as coisas são inatingíveis, ora! Não é motivo para não quere-las...que tristes os caminhos se não fosse a presença distante das estrelas"
Mário Quintana
Era como se a chuva tivesse o poder de espalhar a dor do cosmo de Kamus por todo o Santuário...Cada gota que caia pelas pilastras era sentida na alma do Cavaleiro de Aquário como uma lágrima, banhando seu coração...Já que seu rosto se transformara num mármore tão frio quanto a construção que o rodeava...
Entrei com muito cuidado...completa escuridão da noite...um relâmpago, e vi a silhueta de Aquário no meio do amplo salão, envolto apenas por pequenos pontos prateados...prata essa que seguramente estava em todo o ambiente: gelo.
- Kamus, você deve vir comigo.
Me surpreendi com a gravidade de minha voz, nunca havia falado de tal maneira com ele...
- Vá embora.
Sua voz retumbou como o trovão que caiu...pude perceber que mesmo o corpo dele estava como que envolto por diamantes...suspirei...o vento levava minha capa para o céu...um leve perfume de rosas selvagens inundou o local inóspito...em poucos instantes o cosmo de Kamus enfraqueceu...e pude ver em seus olhos não o frio de antes, mas o pavor da perda de controle sobre si mesmo...sobre seu corpo.
- Teria sido mais fácil se você aceitasse meu convite.
Virei-me acendendo meu cosmo fracamente, iluminando apenas o nosso caminho...nosso, pois Kamus seguia-me através de meu comando...a Casa de Aquário agora poderia sentir a chuva, antes das gotas de congelarem...
- Muitos não conhecem o poder dessas flores...acho que nem imaginam o que posso fazer com elas...
Falava subindo as escadarias no jardim, para acalmar meu próprio coração, que estava angustiado depois de todo o ocorrido...a água escorria por nós...meus cabelos respingavam...ótimo! Esconderia minhas lágrimas, sempre fui um sensível, esperava poder ajuda-lo.
- Porque está fazendo isso, Afrodite?
Ele já desistira de lutar contra minha magia...eu sorri, entrando no templo lhe entregando uma toalha...aos poucos sua percepção voltaria...
- Talvez, Kamus, o destino não tenha cruzado nossos caminhos antes justamente por causa disso...
O chão manchado com a lama de nossos pés...podia ver que também eu manchava de dúvida o coração de meu amigo...fui em direção a um corredor:
- Os deuses sabem o que fazem? Ou não?
Parei em frente a uma porta...o efeito da magia praticamente nulo, e Kamus me olhava fixamente...imaginei se ele não precisava apenas de alguém que o escutasse para que então todo seu ser se derramasse, enfim...aquela sensação sem nome que só o amor pode causar...foi difícil ter de deixa-lo sozinho, mas era algo que eu já decidira fazer:
- Certas coisas parecem futilidades...mas em alguns momentos elas talvez não sejam.
Dei um meio sorriso ante a expressão séria de Kamus, e abri a porta lentamente continuando a falar:
- Descubro agora que minha futilidade...pode salvar um coração...
A luz se faz presente, minha sala de vídeo...observo a expressão de Kamus se modificar radicalmente, e a respiração falhar...durante tanto tempo foi meu tesouro: pilhas de revistas, livros, vídeos...de Anuska Kornikova...ele deu dois passos e parou, passando a mão pelo rosto, de costas...não sabia por onde começar...
- Mesmo sabendo que sua decisão sobre Anuska já esta tomada...eu espero que faça bom proveito do que tenho aqui...
Coloco o controle remoto do vídeo sobre a cama e vou até a porta...
- Para que veja como foi a vida dela nesses 10 anos...
E fechando-a, saindo lentamente, completo:
- Leve o tempo que precisar...
Deixo-o então com a Anuska que ele não sabia existir, com as controvérsias de uma alma conturbada, esperando com todas as minhas forças que eu pudesse ajudar de alguma forma.
(...)
Cisne ficou a procurar a "irmã" por muito tempo, se perguntando diversas vezes como ela podia fugir dele assim, quero dizer, como conseguia sumir sem que ninguém a visse...E mal sabia ele que fora o que ela sempre fizera...fugir...
Era noite e a chuva não cessava quando o cavaleiro de bronze resolveu voltar ao local onde tudo ocorreu...e qual não foi seu espanto quando a viu sentada sobre uma pilastra...primeiramente achou se tratar de apenas uma estátua que não vira da primeira vez...mas à pouca luminosidade de seu cosmo...fez ele lembrar... que estátuas não choram...
- Anuska?...
Um trovão ressoa nas paredes gastas por cenas do drama...talvez as rochas jamais tivessem presenciado ali a realidade do ser humano...
- Que me vale o sonho...se não tenho o amor?...que me vale...tudo o que ganhei...se o perdi?
Hyoga a fitou pesaroso...o corpo dela enxarcado da chuva, os braços lânguidos ao lado, pálidos...como o mármore...maquiagem manchando o rosto...pura dor...o choro silencioso descia, como as gotas do céu...e, com tudo isso, ainda era tão linda...fazendo Cisne segurar a respiração um instante antes de se aproximar...segurou delicadamente uma das mãos da ninfa:
- Você não o perdeu
- Sim, eu o perdi...
Ele sentiu gotas quentes do rosto dela descerem por sua mão e sorriu abaixando-se para olha-la diretamente:
- Você nunca o perdeu, Anuska.
Um primeiro soluço...ela coloca a mão na boca...a esmeralda de seus olhos caia...de forma cristalina...choro...forte, desesperado, infantil...ele envolve os ombros dela com o braço...conforto, um ombro que confiava, finalmente...Cisne se compadece...
- Venha, vamos para um lugar mais aconchegante e quente...
Ajuda-a a se levantar, lentamente, e completa olhando os templos do Santuário em meio a relâmpagos:
- Você precisa saber o que aconteceu com meu mestre...
Andam pela chuva em direção ao saguão:
- ...depois que você se foi.
(...)
Aurora...parece que o perfume das plantas se acentuara devido a chuva da noite, agora que os raios de sol tocavam-lhes em primeiro lugar...levantei- me sentindo o cheiro de terra molhada. Curioso, como sempre fui, a primeira coisa que fui fazer (antes mesmo de pentear os cabelos, tão preocupado estava) foi me certificar que Kamus estava bem. Qual não foi minha surpresa em não vê-lo no quarto? Baixei os olhos...como eu saberia que ele realmente vira tudo?
Dei um bocejo, estava quente, mesmo eu estando apenas com um short...resolvi tomar um banho para depois tentar saber sobre meu vizinho...mas antes, claro, fui ver se meus queridos gatinhos estavam bem...e então...
- Minha...Deusa...!
E mal eu havia recuperado o inchaço de meus olhos...lá estava eu a chorar novamente. E eu que, no fundo de minha admiração, sempre tive um pouco de inveja de Anuska...agora sentia ainda mais...
Meu vaso de centro...presente de minha mãe...solitário em sua beleza...agroa era acompanhado de belíssimas e eternas rosas. Eternas no gelo eterno do poder de Aquário...rosas frias e tão quentes ao mesmo tempo, quentes no carinho do agradecimento...o obrigado tímido e silencioso de Kamus...
O dia ia alto quando resolvi por dar uma volta no Santuário (depois de me recuperar e reorganizar minhas coleções de Anuska)...e, andando pelo Coliseu com uma calça capri e uma camisa de tecido leve, percebi que havia algo sendo murmurado...o baixo tom dos aspirantes a cavaleiros me fez perguntar o que ocorria. Foi quando encontrei Saga e Aioros.
- Então é melhor deixarmos assim...
Falou o atual mestre com expressão séria...e Aioros sorriu acenando, ao me ver...
- Eu acho que ele está melhor do que imaginamos...(Aioros)
- Kamus?
Perguntei cumprimentando-os...e Saga então apontou para um local verdejane próximo ao Coliseu...o Cavaleiro de Aquário, só em meio ao campo, vestindo a armadura sagrada de ouro. Fazia-se envolver por um cosmo poderoso e acolhedor...em pé, tão somente, olhos fechados...
- Está lá desde que o sol nasceu... (Aioros)
Me pergunto se não passou a noite ali depois do que (Saga)
- Ele não passou a noite ali.
A energia dele estava diferente...era tranqüila e aberta agora. Os dois olharam para mim indagadores...e foi a partir desse momento que nós, cavaleiros de ouro, resolvemos não mais interferir, porque eu contei a eles o que eu fizera.
(...)
Anuska acordou e o sol já passara do meio do céu...milhares de recados e ligações...não atendeu a nenhum deles...não conseguia esquecer um minuto de tudo o que ouvira de Hyoga na noite anterior...o amigo foi embora pouco antes do raiar do dia, tantas foram as palavras trocadas e ouvidas entre eles...e agora...ela só precisava...refletir, recordar, deixar tudo o que se lavou em lágrimas, toda a maldade, egoísmo, tristeza, saudade, angustia...tudo de ruim que havia...ir...simplesmente...abrindo espaço para que o amor que ela sempre teve por Kamus pudesse voltar a tomar todo o seu ser.
O calor estava mais ameno devido a chuva do dia anterior. Com um vestido simples, semelhante a uma túnica, quase branco...levemente amarelo, ela caminhava pela cidade, buscando acalmar sua alma...enriquecer seu espírito...em meio a oliveiras via os imponentes templos das 12 casas dos signos de ouro...o vento bateu levando seus cachos dourados como o sol...cheiro de maresia...sorriu...areia feita de cascalhos, tirou as sandálias...água fria sobre seus pés...o oceano em toda sua imensidão...fechou os olhos. Tantas vezes imaginara, a olhar para o eterno gelo da Sibéria, como seria o mar...e se entristecia no vilarejo...e quando isso acontecia, Kamus lhe sorria a dizer que um dia ela eria belos dias de sol...e o mar...ao lado dele. Sonhavam os dois...sonhavam tanto...e, tão interessante pensar, que ali estavam tão próximos de tornar tudo realidade...ela estava tão perto de ter sua vida real...realmente como sonhara...sua juventude cegara sua lucidez há anos atrás...mas agora...
(...)
Ninguém vira Hyoga durante todo o dia...até aquele momento. A noite começava...um púrpura cobria o céu...assim como minha blusa, especialmente escolhida para a ocasião com decote em V, semi-transparente...calça social CK, grafite...sorri, meus cabelos estavam mais claros devido a luz da lua...prendi-os com uma fita da cor da camisa...olhei ao redor. Ironicamente, sem combinarmos, todos nos encontramos nas ruínas do Coliseu...todos belamente vestidos, não era sempre que tínhamos uma ocasião como aquela...as amazonas de Águia e Cobra chamavam a atenção em seus vestidos preto e vinho, respectivamente...e sem sombra de dúvida eu me sentia entre deuses olímpicos...a ousadia de Miro, a simplicidade de Mu, a força de Aioria, a alegria de Aldebaran...tudo refletido em suas roupas...e, sem palavras, fitávamos o motivo de tudo...seu cosmo a correr cada canto da escuridão que repousava sobre a Terra...Kamus permanecia em sua armadura...parecia-nos que nem se movera desde a manhã...foi quando vimos Cisne, e eu fiquei impressionado com sua beleza...um terno negro finamente cortado, conjunto com uma camisa de um azul tão claro quanto seus olhos. Se aproximou do mestre intensificando o cosmo brevemente...e vimos uma miscelânea de luzes...sérios, esperamos uma resposta. Hyoga sorriu...se encaminhou até nós, e nos disse de expressão alegre:
- Vamos!...
Sorrisos, risos..conversa...animados fomos para o Parthenon, onde estavam ocorrendo o desfile...mas, um de nós ficou...só mais um pouco:
- Você não vai ter...
- Eu não tenho.
Kamus abriu os olhos a primeira vez em horas..que, para ele, pareceram anos, e olhou o amigo:
- Não tenho nenhum ressentimento...só tenho a agradecer, Miro.
O Cavaleiro de Escorpião sentara numa pilastra perto de Kamus e deu um meio sorriso seguido de um resmungo, percebendo que Aquário terminara sua "meditação":
- Quando Afrodite me contou o que tinha feito, quase o matei!!! – ele riu – Ora, porque não fez antes? Teria me poupado aquela encenação de briga... – uma careta – e, claro, meu olho...
Riram os dois lembrando do dia que ela chegara...parecia tanto tempo...Miro se levantou, limpou a calça de couro preta...ajeitou a camisa vermelha, com desenhos geométricos também pretos (eu disse ousado)...e percebendo o amigo a olhar para um determinado ponto...sorriu...não imaginava tamanha mudança em Kamus em tão pouco tempo...
- Nunca vi sua constelação brilhar tanto...
- É Anuska...
Kamus sorriu como nunca fizera...
- Hã?
- Mon etóile...Anuska... (minhas estrela...Anuska)
(...)
- Hu Yigquiu Dohko
- Shaka Kabir Surya
- E Carlo Bortoletto Lastori
O evento era de uma enorme proporção...ganhamos crachás especias de convidados VIP´s, nada como ser uma modelo internacional...Meu maior prazer era ver Carlo com certo ciúme, mesmo percebendo que meu verdadeiro interesse era a coleção de verão e, claro, Anuska em si...
O desfile não demorou muito para começar, e em lugares privilegiados, pudemos assistir a absolutamente todos os detalhes (apesar de os meus detalhes serem bem diferentes dos de Saga e Miro, por exemplo)...alguns estavam mesmo era curtindo o fato daquela ótima oportunidade de se entreter, depois de tanto tempo, mesmo assim, no momento que ela, a deusa mortal, cruzou a passarela...todos sorrimos...ela sorriu, belamente...e, assim vimos que, mesmo ela tendo percebido a não presença de quem ela esperava, estaria bem...porque com certeza tudo se resolveria.
No coquetel, após a apresentação das coleções, todos nos divertimos muito...principalmente pela grande maioria ter sido abordada por fotógrafos (!!!)...eu tomava champagne, quando vi ela se aproximar de Mu...usava um longo vestido azul, com detalhes prateados que fazia-me olhar para o céu estrelado e confundi-lo com ela...
- Eu espero não ter causado problemas...
O Ariano sorriu:
- Você só trouxe soluções, srta...por mais que não pareça, ainda...
Por um tempo ficaram conversando, juntando-se a eles Hyoga e também Shaka e Marin com Aioria...me distrai um momento conversando com Carlo e Aldebaran , que se encontrava maravilhado...e no próximo segundo:
- Ah! Então é você...quem diria que o único a não conhecer seria você, Afrodite!
O sorriso dela me inebriou...completamente...senti Carlo apertar minha mão e me deixar a sós com ela, levando os outros...ele sabia que aquele momento era importante para mim.
Depois de algumas palavras:
- Disseram-me que... você...
- Dei um empurrãozinho? – ri – As vezes a febre de um fã serve para alguma coisa!
Ela fitou diretamente meus olhos:
- Obrigada...
Tomei sua mão delicadamente...
- Eu também amo, Anuska...eu sei o que é sofrer por um amor distante...por algo que parece te impedir de amar... – fitei o céu pensativo – e sei também...o que é abandonar tudo por esse amor. Requer coragem...
Olhei pra ela um instante para depois observar Carlo a se divertir com Shura e Shina...abaixei-me dizendo num sussurro brincalhão:
- Mas quer saber? – ela me olhou curiosa – No fim das contas é a coisa mais fácil e gostosa do mundo!
(...)
Noite alta...madrugada...e Anuska, com aquele sentimento dentro de si, prestes a explodir...não conseguia mais permanecer na festa...parecia-lhe que tudo se encontrava em preto e branco, e por mais que as pessoas rissem e conversassem...sentia-se em meio ao mais profundo silêncio. Não havia tristeza em seus olhos, mas, sim, uma vontade constante de gritar...que enfim seria livre.
Passou pela cozinha do local, chamando a atenção de todos ali...e, por uma discreta porta lateral...saiu para a quietude...semi-iluminada pela lua...envolveu seus ombros com a echarpe, no frescor da escuridão...e observou o céu...estrelas...Aquário...sorriu abertamente e resolveu descer pela pequena escada até a rua, para observar melhor...o que de fato ocorrera...ele nunca a deixou...e nunca a deixaria...e enquanto descia, pode ver...uma sombra conhecida...e seus olhos sorriram para ele úmidos...Kamus sai para o luar e se aproxima...um conjunto social azul marinho...uma única e singela rosa em sua mão...olhava para ela com sentimento, como antigamente. Anuska percebeu isso, e caminhando lentamente, chegou mais perto dele...por alguns instantes permaneceram assim...respiração falhada e mais rápida que o normal, de ambos...uma lágrima rolou pelo rosto da modelo, enquanto reunia forças pala falar...
- Será que você poder me perdo...
A rosa pousa nos lábios dela...Kamus sorri, passando a flor, então, delicadamente sobre a lágrima dela...sua mão tocando de leve o rosto da amada...
- Está tudo bem agora...
Os olhos ternos passam a se transformar lentamente...ela da um meio sorriso...fechando os olhos ao toque leve dos dedos de Kamus, junto a flor, sobre seus lábios...paixão...e um desejo crescente e belo...
- Kamyu...
Ele não a deixa continuar...toma uma das mãos dela entre a sua, colocando-a sobre seu peito...se aproxima mais, murmurando...
- Se eu pudesse mudar algo em minha vida, jamais teria deixado você partir por aquela porta, Anuska...
Seus corpos próximos...respiravam o mesmo ar agora...e ela coloca sua mão sobre a dele em seu rosto...
- E talvez por perceberem que separados sofreríamos a eternidade...os deuses quiseram nos fazer encontrar novamente...
O rosto, tão perto...e a voz dele falha:
- E eu não vou cometer o mesmo erro...
Ela olha fixamente para ele...lábios entreabertos na tentativa de controlar a respiração:
- Eu não vou te deixar partir...
Anuska sente o ar faltar...ele toca o ombro dela, enquanto a mão da amada continua pousada em seu peito...tremula...Kamus sorri...prende levemente a rosa nos cabelos dela, acarinhando o angélico pescoço da ninfa...
- Etóile... – os olhos umidecem – nunca mais te deixarei partir...porque você foi feita para brilhar em meu coração...
Realidade...nada mais de sonho...tudo se consumava...ela sentia o perfume dele...ele o sabor dos lábios dela...um beijo pleno de saudade...cheio de amor...repleto de desejo. Os braços a envolveram de forma como para protege- la...as mãos agarravam-se às vestes dele na ânsia de te-lo junto a si...de não perder aquele instante...um momento eterno...eternizado na hora escura antes do sol nascer...e assim, quem sabe, a providencia divina pudesse finalmente entender..que não havia algo ou alguém que os separasse...mesmo que a missão de cada um deles fosse imensamente diferente...estariam juntos os dois...Kamus e Anuska...porque uma estrela não vive sem uma constelação...e uma constelação não existe...sem estrelas...
FIM...
"Ouvir Estrelas
- Ora (direis) ouvir estrelas! Certo,
Perdeste o senso! E eu vos direi, no entanto,
Que, para ouví-las, muita vez desperto
E abro a janela, pálido de espanto. E conversamos longo tempo, enquanto
A Via Láctea, como um pálio aberto,
Cintila. E, ao vir o sol, saudoso e em pranto,
Ainda as procuro pelo céu deserto. Direis agora: - Tresloucado amigo!
Que conversas com elas? Que sentido
Tem o que dizem quando estão contigo? E eu vos direi: - Amai para entendê-las,
Pois só quem ama pode ter ouvido
Capaz de ouvir e de entender estrelas! "
Olavo Bilac
N/A: Bem, e chega ao fim a bela história da estrela de Kamus...e por mais curioso que possa parecer... há alguns dias atrás eu descobri o significado do nome Anuska...hunf...eu havia escolhido o nome por ser forte e sonoro...jamais iria imaginar que Anuska significa "aquela que brilha"...coincidências...
Então...é isso! Agradeço tremendamente a todos(as) que acompanharam a história até aqui, e desejo de todo o coração que possam ler meus próximos trabalhos com o mesmo carinho que fizeram com esse!
Mari Marin e Pipe...um obrigada especial a vcs duas, por mandarem suas reviews tão logo eu postava o cap!!! Valeu mesmo!!!
Na minha opinião foi o melhor cap...acho que a sensibilidade de Afrodite ajudou muito na narração...um yaoizinhu beeeeemmmm leve... o único casal yaoi que eu admiro (e admito!).
Sobre o título: Supernova é o grau máximo de brilho de uma estrela...é a explosão desta para que um novo universo e novas estrelas possam ser criadas...é a renovação.
Sobre os nomes dos cavaleiros:
Hu Yingquiu Dohko - na China o sobrenome vem antes de tudo (Hu - tigre em chines), depois vem o nome de família (Yingquiu) e o nome (Dohko)
Shaka Kabir Surya - Kabir é o nome de uma família indiana e Surya quer dizer sol
Carlo Bortoletto Lastori - nomes de famílias importantes da Itália
