Nota da Autora: Mil DESCULPAS a todos pela demora em postar este capítulo. Sei que prometi ser mais rápida, mas ainda estou sem Internet e anda muito complicado conseguir atualizar o fanfic com todos os outros projetos que tenho em andamento (maiores informações vide meu Profile) e ainda com o trabalho na revista para qual escrevo. Se não fossem vocês, provavelmente eu já teria aberto mão desta história, pois mesmo gostando de escrevê-la, digamos que não é exatamente minha "área" e preciso confessar que às vezes fico um pouco perdida... sem saber ao certo como continuar.
Peço encarecidamente que continuem lendo e comentando. Prometo não desistir do fanfic enquanto alguém estiver interessado nele, ainda que demore um pouco para postar o capítulo seguinte, OK? Se tiverem críticas ou sugestões, deixem uma review ou mandem uma mensagem pro meu e-mail (dananorram@yahoo.com.br). Mais uma vez, desculpe-me pela demora, obrigada pelo apoio e boa leitura a todos vocês!
>> Um último aviso... vcs devem ter reparado que as reviews "vupppp" aparataram, né? Pois é... eu consegui a façanha, eu tive a esperteza de deletar a história tooooda!!! e daí? Tive que hospedar tudo outra vez (ao menos o texto agora tá revisado)!!! >________ (aliás, as reviwes antigas podem ser vistas no meu profile, tem um link lah!)
>> Então se vc leu, POOOR FAVOR... deixe uma review, sim? *__* Eu acho que chorei por meia hora depois de ter feito essa tremenda burrada! *se enforcando com o fio do mouse*
Por Dana Norram
Parte Sete: Interlúdio
O padre Lupin não estava a vista quando os três Potter e Sirius se sentaram num dos bancos de madeira polida, na pequena Igreja de Hogsmeade. O investigador não demorou a notar - com uma ponta de irritação - que praticamente metade dos presentes lhe dirigiam olhares extremamente compridos. Embora tão logo recebessem um olhar feio dele, virassem rapidamente as cabeças, fingindo conversar com seus respectivos acompanhantes.
"Não se preocupe, Sirius". Disse Lily colocando uma delicada mão sobre o ombro dele. "Logo se acostumaram com você..."
James passou um dos braços ao redor dos ombros da esposa e acrescentou calmamente: "Lily tem razão... Daqui alguns dias teremos uma quermesse e você perderá o sabor da novidade, velho amigo".
Sirius não pode deixar de sorrir aos dois em resposta. Então com um suspiro, voltou os olhos escuros para o teto da igreja, que para uma cidadezinha do interior como aquela, não era pouca porcaria... Um belo trabalho em afresco podia ser visto para qualquer lado que se olhasse. Não que Sirius morresse de amores por temas religiosos, mas sabia apreciar a beleza de uma pintura bem feita quando a encontrava. Aquilo devia ter bem mais que dois séculos, com toda certeza. Estranho. Não imaginava que a cidade fosse tão velha...
"Harry, que bom que você cheg---"
Distraído que estava em observar o afresco, Sirius não repara que um garoto se aproximara deles. Devia ser da mesma idade que Harry, embora parecesse mais alto, tinha sardas por toda face e também os cabelos mais ruivos que ele já vira num menino. Reparou ainda que o garoto repentinamente estancara ao cruzar com seu olhar, como se tivesse sido atingido por uma espécie de raio.
Que belo trabalho de intimidação, Sirius Black, até consegue assustar criancinhas... - pensou com uma ponta de amargura.
"Venha até aqui, Ron" disse Harry, levantando-se do banco e puxando o amigo pelo braço. Sirius viu a garoto ruivo arregalar os olhos e tentou improvisar um sorriso, o que não deu muito certo, pois o menino deu um passo para trás e teve de ser literalmente arrastado por Harry.
"Bom dia, Ron". cumprimentaram o Sr. e a Sra. Potter ao mesmo tempo. "Como estão seus pais?"
"B-Bem..." gaguejou o menino, ainda com os olhos fixos em Sirius. "Eu... acho que... eu... eu que tenho de ir..."
Harry - que ainda agarrava o amigo pelo braço - começou a sorrir, segurando uma risada. James e Lily se entreolharam da mesma forma e apenas Sirius e Ron não pareciam achar graça da situação.
"Não precisa fazer essa cara, garoto. Não sou de outro planeta". Resmungou Sirius entredentes, ainda fingindo sorrir.
Ron ofegou e ficou pálido por debaixo das sardas. E Harry, talvez achando que já se divertira o suficiente com o companheiro, tratou de tranqüilizá-lo.
"Ron, este é Sirius Black". Disse estendendo uma das mãos na direção do homem alto. "E Sirius, este é Ron Weasley".
"Devo dizer muito prazer?" perguntou Sirius sarcasticamente, estendendo a mão para o garoto ruivo, que a mirou com apreensão. Acabando por apertá-la mediante um aceno afirmativo de Harry, mesmo que estivesse tremendo dos pés a cabeça. Mas assim que Sirius o soltou, Ron virou-se nos calcanhares e saiu correndo desabalado entre os bancos. Harry ergueu as sobrancelhas em confusão e depois de um rápido olhar aos pais, saiu atrás do amigo.
"Parece que não sou exatamente uma pessoa popular..." comentou Sirius com a expressão fechada.
"Não se martirize à toa, companheiro..." disse James tranqüilamente, segurando um sorriso diante da cena. "Veja a situação, você me chega na cidade de cara fechada, com aquela moto imensa, óculos escuros e esse cabelo comprido... Não quero nem imaginar o que metade das mães de família devem ter ditos a suas pequenas crianças..."
Sirius não pode deixar de sorrir debilmente diante daquela perspectiva. Pelo menos nenhum idiota tentaria abusar de sua boa vontade naquele lugar... E falando em pessoas tolas... - disse Sirius para si, vendo toda a Igreja ficar de pé - Veja só quem acaba de chegar...
Vestindo uma sotaina negra e parecendo que tivera uma péssima noite, o Padre Lupin deu inicio a cerimônia sem delongas. Mesmo estando tecnicamente distante do altar, era possível reparar nas manchas escuras debaixo dos olhos castanhos de Lupin. Imaginando o que o Padre teria de tão preocupante para perder o sono, Sirius inspirou fundo, começando a prestar atenção nas palavras deste.
Fazia exata uma semana que a menina Johnson falecera e Black sentiu seu estômago contorcer-se ao descobrir que iria assistir a uma missa de 7º dia. A última em que estivera já fora há quase 9 anos, e não tinha exatamente as melhores lembranças dela...
"Pobre Angelina..." Sirius escutou duas moças comentando no banco à sua frente. "Soube que nenhum de seus parentes da cidade vieram..."
"Se levarmos em consideração que nem no enterro apareceram, Katie..." suspirou a colega ao lado, balançando a cabeça em resignação.
Então a Srta. Johnson tinha outros parentes? - pensou Sirius erguendo as sobrancelhas - Curioso...
Que motivos levariam todos esses parentes não quererem saber de uma menina, que segundo a descrição de todos era um exemplo de jovem? Que ficara órfã recentemente e todo resto? É... era algo para se levar em consideração.
"Lily..." chamou Sirius baixinho. A ruiva desviou a atenção da missa e piscou os olhos na direção dele.
"Sim?"
"Aquelas ali..." sussurrou ele, indicando com a cabeça o banco da frente. "Eram amigas da Srta. Johnson?"
Sirius viu Lily juntar as sobrancelhas, como se puxasse pela memória, antes de responder-lhe com um aceno afirmativo. "Por quê?"
"Mera impressão..." respondeu-lhe sem dar margem a demais perguntas, fingindo começar a prestar atenção na missa. Mas logo se arrependeu, o padre lia uma passagem do livro Apocalipse numa voz de além túmulo e Sirius sentiu seu café da manhã se revirar no estômago. Torcendo os lábios em desgosto, Black voltou sua atenção as duas garotas no banco a sua frente, mas as mesmas tinham parado de conversar para também prestarem atenção na cerimônia.
Com um suspiro, Sirius largou-se no banco, apoiando os braços no encosto, olhando ao redor com ar de puro tédio. Quanto tempo aquilo levaria para acabar? Uma, duas horas? Que ótimo... Ele duvidava que conseguisse agüentar mais que dez minutos.
Sirius foi acordado por um cutucão de James. Ergueu os olhos escuros e sonolentos para o amigo, que o fitava divertido.
"Dormir na missa é novidade pra mim, Sirius. Você me surpreende a cada minuto, companheiro". disse tomando a mão de Lily entre a sua e erguendo-se do banco. Várias pessoas lançavam olhares repreensivos ao investigador que bocejou longamente, sem dar-lhes a mínima atenção.
"Eu tinha me esquecido de como esse negócio era chato..." defendeu-se Sirius, fazendo uma careta e coçando a barba por fazer. "Perdi algo importante?"
James levantou as sobrancelhas por alguns segundos, mas não respondeu, torcendo os lábios num sorriso constrangido. Deu um tapa amigável nos ombros do homem mais alto, e fez sinal para que ele se levantasse. Dando os ombros, Sirius puxou seus óculos escuros de dentro do sobretudo e colocou-os nos cabelos, tirando a franja da frente dos olhos.
"Que pretende fazer agora? Vai deixar sua investigação para amanhã e vir para pensão almoçar conosco?" perguntou James esperançoso.
Sirius fez uma careta em resposta.
"Espero que não se importe que eu leve Harry comigo, vou dar um pulo até a delegacia, e aproveito para pagar o passeio que prometi a ele".
James e Lily entreolharam-se demoradamente.
"Ele não vai atrapalhar, Sirius?" perguntou Lily seriamente. "Harry pode ser uma tremenda espoleta quando quer..."
Sirius sorriu e fez que 'não' com a cabeça. "Muito pelo contrário... tenho certeza de que aquele delegado idiota vai fazer questão de me dar um belo chá de cadeira... pelo menos Harry daria uma volta e me faz companhia..."
"Bem... se você diz..." falou James mediante um sorriso constrangido de Lily. "Ele deve estar na escola dominical agora... fica ali, no fim do corredor. Tenho certeza de que ele vai adorar..."
"Mas tente voltar a tempo do almoço, certo Sirius? E não deixe Harry se entupir de besteiras na rua. Depois fica sem comer direito e acaba doente". disse Lily com uma ponta de severidade.
Sirius fingiu bater continência e com um sorriso maroto ao casal a sua frente, despediu-se com um aceno e virou nos calcanhares, começando a caminhar na direção apontada por James.
Ainda havia uma quantidade considerável de pessoas na Igreja, e olhando rapidamente por cima de ombro, Sirius viu James e Lily serem subitamente assediados por um grupo de senhoras, que ele tinha certeza, deviam estar doidas para saber o que um casal tão respeitado fazia em companhia de um homem como ele...
Sorriu, descendo os óculos para frente dos olhos, escurecendo sua visão ali de dentro, mas ao menos poderia assistir a todos aos presentes... sem denunciar-se.
Chegando a sala, onde uma certa quantidade de casais aguardavam seus respectivos filhos, Sirius sorriu maldosamente a cada um que lhe lançava um olhar mais comprido. Viu uma mulher de enormes óculos se afastar, arrastando uma menina loirinha pelo braço e fazendo várias vezes o sinal da cruz. Precisou segurar-se para não cair na risada.
"Que prazer em vê-lo, Sr, Black".
Sirius respirou fundo e forçando um sorriso virou-se, na verdade com uma vontade louca de mandar aquele religioso pregar sustos nos malditos paroquianos dele. Estendeu sua mão ao Padre, que o cumprimentou sem a menor hesitação, em seguida fazendo sinal para que ele entrasse na sala.
Algumas crianças ainda rabiscavam algo em suas carteiras, e várias delas ergueram a cabeça, arregalando os olhos e começando a cochichar entre si. Sirius acenou para Harry, o menino encontrava-se no fundo da sala e conversa animadamente com Ron, que quase caiu de sua cadeira ao ver o investigador.
"Sinto que tenha achado a missa tão entediante, Sr. Black..." comentou Lupin casualmente, indicando uma cadeira a sua frente para que o homem mais alto se sentasse. Entretanto Sirius não tinha a mínima intenção de ouvir algum tipo de represália educada sobre seu comportamento durante a missa, então erguendo as mãos recusou a oferta, arreganhado os dentes num sorriso amarelo.
"Vim apenas buscar o menino Harry Potter". disse casualmente, arrancando um olhar mais atento do Padre, que rapidamente se recuperou, parecendo puxar algo pela memória.
"Oh... acho que ouvi Harry dizer algo sobre isso... então é velho amigo de James Potter, que feliz coincidência, não?" sorriu o Padre, colocando as mãos magras atrás das costas,s em desviar os olhos de Sirius.
"Realmente". disse Sirius entredentes, começando a ficar irritado com toda aquela polidez e sorrisos do Padre. "A propósito, espero que esteja livre na parte da tarde, Padre".
O rosto de Padre foi tomado repentinamente por uma sombra, que logo deu lugar a uma expressão de alerta. Sirius sorriu intimamente, satisfeito em ter varrido aquele sorriso bobo da face do Pároco.
"Entendo..." murmurou desviando os olhos castanhos. "Tenho algumas famílias para visitar, mas creio que por volta das 5 horas estarei livre. É um bom horário para o senhor?"
Sirius acenou afirmativamente e acrescentou. "Espero então que Harry já esteja dispensando, Padre... Tenho muito que fazer".
"Claro que sim..." disse Lupin voltando a sorrir e virando a cabeça para o fundo da sala. "Ei, Harry!"
O menino caminhou até eles, puxando Ron pelo braço novamente. "Sirius onde estão meus pais?"
Colocando uma das mãos sobre os ombros do garoto, Sirius sorriu-lhe. "Foram na frente, Harry... Então, que tal se dermos aquele passeio agora?"
O rosto do menino iluminou-se e ele voltou-se ao amigo radiante. "Você ouviu, Ron? Eu vou andar de moto! Aposto que aquele nojento do Malfoy nunca andou em uma na vida!"
Sirius viu uma garota sentada na primeira carteira rodar os olhos diante das palavras de Harry e em seguida voltar o rosto ao padre Lupin, que lhe sorriu docemente. Sentiu seu estômago revirar outra vez.
"Vamos indo então..." Sirius apertou sua mão em torno no ombro do menino de óculos e assim que Harry se despediu do Padre e de Ron, os dois saíram rapidamente da sala.
"É ele quem veio investigar a morte de Angelina, não é?"
Lupin deu um longo suspiro e voltou-se para Hermione, ainda sentada numa das carteiras da sala dominical, mesmo depois de todos já terem saído. A menina fitava-o seriamente, com o olhar machucado. Sorriu-lhe com o máximo de sinceridade que conseguiu reunir.
"É sim, Hermione".
Hermione também suspirou e abaixou a vista, fechando o caderno que tinha sobre a mesa e passando a juntar seu material. "Ele é bem diferente... eu o vi entrando aqui ontem à tarde, quando estava indo para casa..."
O padre sentou-se na mesa da professora e fitou Hermione atentamente. "Realmente este senhor esteve aqui ontem, minha querida".
"Ele queria falar comigo, certo?" perguntou, erguendo a cabeça.
Juntando as sobrancelhas, Lupin encarou a menina com redobrada atenção. "Como sabe?"
A garota deu os ombros, acrescentando casualmente enquanto tirava a espessa franja da frente dos olhos. "Esse homem esteve na minha casa também, conversou com vovó... ela quem me contou".
Lupin soltou um baixo "oh" de compreensão e respirou fundo ao perguntar: "Você não quer falar com ele ou é impressão minha?"
Hermione inspirou pesadamente e apoiou o rosto nas mãos. "Eu... eu não sei... imagino que devido às circunstâncias meu testemunho é necessário, mas..."
Saltando da mesa e caminhando até junto da menina, o Padre Lupin abaixou o corpo e passou um dos braços em torno do encosto da cadeira. A menina ainda tinha o rosto apoiado nas mãos, os espessos cabelos castanhos caindo pelas costas. "Não queria ter de recordar de tudo aquilo, Padre..."
Lupin fechou os olhos e acariciou o topo da cabeça da garota, sentindo-se extremamente culpado por ser o causador de toda aquela situação.
"Eu entendo, Hermione".
Continua...
Ps1. Comentários? Deixe uma review ou mande-me um e-mail, pooooooor favor, sim?
Ps2. É eu sei, também foi um capítulo beeem parado, mas que precisava ser escrito. Entretanto, não se preocupem, a partir do próximo teremos ação de verdade! Afinal Sirius precisa começar logo essa maldita investigação, não é?
Ps3. Caso interesse, Assassinato em Hogsmeade também está sendo atualizado no meu site pessoal (), lá os capítulos sofrerão constantes revisões e tem até um banner de divulgação feito por euzinha! Basta procurar pelo link "Fanfics" no menu, seguido de "Books" e por fim "Harry Potter". Aguardo a visita de vocês!
Harry Potter e seus personagens pertencem exclusivamente à J.K. Rowling e Warner Bros.
Esta fanfic me pertence e eu vou azarar aquele que se meter a besta de copiá-la, ao ainda, postá-la em algum lugar sem minha prévia autorização. Gostou? Quer colocar no seu site? Blog? Fórum? Me mande um e-mail (dananorram@yahoo.com.br), não há motivo para eu negá-lo a você! >_ Plágio é crime.
Copyright © Novembro de 2003. Todos os direitos reservados.
