Nota(s) da Autora: Duas semanas!! Não foi tanto tempo assim, né? Bem, antes de qualquer coisa, queria agradecer a todos que leram e revisaram o fic. ^_^ Agora esclarecendo suas dúvidas - algumas que por acaso estavam nas antigas reviwes (que "sumiram" quando eu deletei - sem querer - a história) mas que ainda podem ser acessadas através da minha bio/profile...

1º) Sorry... mas não. Mesmo eu sendo muuuuito fã de SLASH/YAOI, esta história em especial não tratará do tema. Até porque... romance definitivamente não será um assunto focado. Acho que James e Lily já suprem mais do que o suficiente a nossa necessidade básica de açúcar, né? =^_^=

2º) Harry um tanto... bobo? Hum... além dele estar com apenas 11 anos, por tratar-se de uma realidade alternativa, digamos que é complicado (para não dizer incoerente) retratá-lo exatamente como o garoto é nos livros. Levando-se em conta de que nesta história ele teve uma criação completamente diferente, com os pais, sendo filho único e todo resto, acho que seria perfeitamente normal Harry tornar-se um garoto mais doce e talvez um pouco er... mimado. Em todo caso, creio que nosso pequeno Potter ainda irá surpreender muito nessa história, aguardem! *sorriso de 'eu sei vocês não sabem, eu sei vocês não sabem'*

3º) Como já disse anteriormente, enquanto houver pessoas interessadas no fanfic eu não tenho a mínima intenção de deixá-lo de lado. Independente da Sra. Rowling matar o elenco todo e fazer o "auê" que quiser na série oficial... simplesmente porque Assassinato em Hogsmeade se passa num universo alternativo, não havendo assim a menor necessidade de se seguir os livros, oras! XD~~

>> Well, well... acho que é só. Novamente muito obrigada pelo interesse e boa leitura a todos vocês!
Assassinato em Hogsmeade

Por Dana Norram
Parte Oito: Formalidade Empoeirada "Isso não vale! Não andamos quase nada..."

Sirius tinha pedido que Harry esperasse na porta da Igreja, enquanto dava um rápido pulo até a pensão de seus pais para buscar a moto. O investigador não demorou nem cinco minutos. E a 'viagem' de moto da igreja até a delegacia levou a metade disto.

Harry olhava meio de lado e Sirius segurava-se para não rir da expressão indignada que estava estampada no rosto infantil. Cruzou os braços, enquanto o menino enfiava ambas as mãos dentro nos bolsos das calças e fungava pesadamente.

"Eieiei Harry, não precisa fazer essa cara. Olhe..." Sirius abaixou o corpo, ficando com seus olhos escuros na altura dos de Harry e sorriu-lhe. "Depois que terminarmos por aqui, que tal se você me levasse para dar um giro pela cidade? Eu não conheço absolutamente nada por aqui..."

O menino imediatamente arregalou os olhos e um enorme sorriso iluminou toda sua face. "Grande Sirius! A gente também podia tomar um sorvete... que você acha?"

A imagem de Lily surgiu como um flash em sua mente, mas Sirius sequer pensou em dizer "não" a Harry. Simplesmente estendeu a mão para que o menino a apertasse e em seguida usou a mesma para apoiar-se no ombro dele, se erguendo do chão.

Com um olhar incisivo ao garoto, Sirius dirigiu-se até a porta logo à frente. E precisava acrescentar que se não houvesse, bem encima da mesma uma velha e apagada placa identificando o lugar, ele teria passado batido pela construção de aspecto velho e decadente.

Sem bater, os dois entraram e Sirius rodou os olhos pelo lugar com o canto da boca tremendo ligeiramente.

Em três palavras, a sala em que se encontravam era: Pequena, suja e escura. Parecia um escritório de detetive particular daqueles filmes dos anos setenta. A quantidade de pó acumulado nas janelas era tanta, que dali de dentro era impossível dizer com precisão se estava sol ou nublado na rua.

Sirius escutou Harry espirrar ao seu lado e quando voltou o rosto, reparou que os óculos do menino tinham escorregado até a ponta do nariz. Segurou um sorriso, enquanto assistia ele esfregar o rosto na manga de sua camisa de domingo, mas logo voltou sua atenção à delegacia.

Ninguém aparecera para recebê-los e Sirius pensou rapidamente se por acaso havia alguém de plantão naquele lugar. Na verdade, tinha sinceras dúvidas de que alguma viv'alma pisara ali nos últimos meses, se excluirmos claro, a enorme quantidade de aranhas que deviam habitar as muitas teias, grudadas junto ao forro de madeira.

Tomando cuidado para não inspirar mais poeira do que oxigênio, Sirius começou a examinar o ambiente com atenção. Viu um velhíssimo e pequeno ventilador esganiçando-se para funcionar, pousado sobre um arquivo de ferro enferrujado ao canto. Passou os olhos por uma mesa encostada numa das paredes, completamente atulhada de papéis - em vários e distintos estágios de conservação - pastas de plástico amarelo e azul, xícaras de porcelana sujas e ainda uma impressionante quantidade de clips de papel (detalhe: todos retorcidos ou quebrados). Havia também uma sineta de cobre, mas Sirius sequer reparou nela, praticamente oculta em meio tamanha desordem.

Tossindo alto e andando pesadamente, na tentativa de chamar atenção, Sirius olhava para os lados de segundo em segundo como se achasse que alguém - ou algo - saltaria de uma daquelas sombras em cima deles.

Harry se aproximara da mesa, provavelmente forçado pelo tédio e curiosidade, parecendo se conter para não mexer nos documentos jogados displicentemente sobre a superfície. Ainda pensando no que faria, caso aquele delegado não desse as caras, Sirius comentou em voz alta o que lhe passava pela cabeça naquele instante:

"A última vez em que esse lugar viu um espanador, eu ainda brincava de mocinho e bandido com o seu pai, Harry..."

"Então não deve fazer tanto tempo assim, Sr. Black". disse uma voz fria atrás dele. "E você, menino Potter. Tire já suas mãos daí!"

Severus Snape encontrava-se parado na entrada do que Sirius imaginou ser um pequeno e escuro corredor - de fato era tão baixo que Harry poderia tocar o teto caso desse um pulo com força, enquanto Sirius teria de se dobrar em dois para atravessá-lo.

Parecendo que literalmente brotara do chão, o delegado encarava os dois a sua frente com um olhar atento e os lábios finos se torcendo de um jeito zombeteiro e mordaz. Harry estava com uma das mãos estendidas, na direção da sineta, completamente paralisado sob o olhar fixo de Snape.

Limpando a garganta, Sirius ensaiou seu melhor - e mais falso - sorriso, ajeitando o sobretudo negro que usava, e em seguida postou-se atrás de Harry, puxando-o para longe da mesa.

"Bom dia, Delegado". disse com todo sarcasmo que conseguiu reunir naquela pequena e simples frase. "Esperamos não estar incomodando".

Snape ergueu os cantos dos lábios tão rapidamente quanto seu rosto transformou-se numa nova carranca.

"Sinto desapontá-lo, Sr. Black, mas creio que estão sim". disse o homem sem rodeios. "Portanto se tiver a amabilidade de dizer de logo de uma vez o que deseja... eu ficaria imensamente grato".

Sirius apertou suas mãos sobre os ombros de Harry e rangeu os dentes, sentindo uma vontade louca, quase incontrolável de socar o enorme nariz de Snape - até deixá-lo proporcional ao restante daquela face lúgubre e macilenta. Sabendo porém que Lily provavelmente o esfolaria vivo, caso ele puxasse uma briga debaixo do nariz do filho dela, o investigador se conteve.

"Muito bem..." disse Sirius entredentes. "Conseguiu toda papelada?"

Em resposta, Snape virou-se de costas e somente naquele instante Sirius pode examinar o local de onde o delgado surgira, surpreso dele na verdade não se tratar de um corredor e sim de um hall com uma escada.

Pra onde ela levaria? - perguntou-se Sirius, mas teve sua linha de pensamento repentinamente cortada por um alto e irritante ruído de metal enferrujado sendo puxado e empurrado contra uma superfície em igual estado. Sentiu os cabelos de sua nuca de arrepiarem com tão ou mais intensidade do que se tivesse ao lado de um quadro negro sendo arranhado por unhas imensas, e ouviu Harry clamar baixinho quando apertou suas mãos sobre os ombros do garoto com mais força.

Sem dizer uma única palavra, o delegado estendeu uma pasta de papel pardo na direção de Sirius, e lançou-lhes um olhar categórico antes de puxar uma cadeira de rodinhas e sentar-se atrás daquela atulhada mesa, enfiando seu enorme nariz adunco em meio a uma confusão de papéis.

Sirius e Harry - que massageava os ombros com uma careta de dor - entreolharam-se por alguns segundos. Então tomando o silêncio do delegado como um adeus, ambos viraram-se ao mesmo tempo, caminhado em direção da saída.

"A propósito..." a voz de Snape lhes alcançou antes que Sirius fechasse a porta, mas quando olhou por cima do ombro, notou que o delgado não o encarava. "O legista só estará na cidade na parte da noite, recomendo-lhe que deixe uma eventual visita ao posto para depois do pôr-do-sol..."

Com uma paciência que não lhe era característica, Sirius aguardou junto à porta, imaginado que Snape ainda daria maiores informações sobre como proceder, mas o delegado permaneceu decididamente taciturno.

Sirius sentiu seu casaco ser puxado por Harry e quando ia abrir a boca, Snape - ainda de cabeça baixa - disse com uma voz suave e sussurrante, parecendo flutuar como a poeira dentro daquela sala: "Isso é tudo, Sr. Black. Passar bem".

Rangendo os dentes, Sirius voltou os olhos para a rua e inspirando fundo deu um passo adiante, fechando a porta com o máximo de suavidade que conseguiu - sendo assim, apenas alguns homens que jogavam dominó frente a um boteco na esquina, ergueram suas cabeças para verificar de onde viera o barulho que sacudira metade da rua.

Sorrindo debilmente e sentindo-se repentinamente mais aliviado, o investigador enfiou a pasta dentro de seu casaco e pegou os capacetes equilibrados sobre a moto. Uma brisa suave bateu contra a face de Sirius, enquanto ele estendia um deles a Harry, que por sua vez ainda esfregava os ombros com uma das mãos.
***
'E olhei eis um cavalo amarelo, e o que estava assentado sobre ele tinha por nome Morte; e o inferno o seguia; e foi-lhes dado o poder para matar a quarta parte da terra, com espada, e com fome, e com a peste e com as feras da terra...'

Fechando a bíblia que tinha nas mãos, Lupin colocou uma rosa seca para marcar a página que estivera lendo - Apocalipse, capítulo 6 e versículo 8, uma das passagens mais mórbidas de todo o Livro Sagrado. E aquela que ele achava ter mais a ver com sua... deficiência, já que não conseguia imaginar 'fera' melhor do que aquela que lhe perturbava todos os meses...

Debruçando-se sobre sua mesinha, o Padre rabiscou um punhado de anotações que pretendia usar numa futura missa, para em seguida morder a ponta do lápis antes de guardar todo o material na única gaveta que havia disponível - as demais estavam cheias até a borda com livros, em sua maioria de temas religiosos.

Passando uma das mãos sobre os olhos cansados, Lupin sentiu sua visão ligeiramente turva, obviamente culpa da noite que passara em claro... pensando em seu problema.

E que problema.

Apoiando os braços para erguer a cabeça, Lupin olhou para o relógio-cuco num dos cantos da sala e suspirou em resignação.

No dia anterior conseguira 'escapar' da conversa com o investigador, alegando que ele já tivera um dia cheio... mas hoje não haveria desculpa.

E se ele descobrisse?

"Não!" disse para si com severidade, os cantos de seus lábios se contraindo. "Não há como ele descobrir coisa alguma. Não há o quê descobrir... não foi minha culpa. Não foi minha culpa..."

Lupin baixara o tom de voz até parecer que estava rezando. O que de fato começou a fazer segundos depois, pedindo intimamente desculpas por estar tentando se enganar, por estar tentando parecer que era inocente. Levantou um par de olhos castanhos para cima, encarando o enorme Cristo crucificado preso a parede.

A expressão de dor e aflição no rosto da imagem sempre lhe comovia. E comovia-lhe não pelo excelente trabalho do artesão que a esculpira, mas sim porque ele sabia o que era a dor.

Tinha certeza de que poucas pessoas no mundo realmente conheciam o significado da palavra dor. Passar horas e horas sentindo a pele ser rasgada... dilacerada por pontas mais do que afiadas... sentir a morte se aproximando a cada segundo, mais e mais perto... sem contudo ter o direito de morrer... de descansar. Sabendo que aquela não seria a última vez, e que se quisesse continuar vivendo teria de agüentar semelhante tortura ainda por muitos e muitos anos...

Lupin cerrou os olhos com toda força que conseguiu, enterrando o rosto nas mãos entrelaçadas.

"Me perdoe, Senhor. Eu mereço essa punição... se em meu caminho estava destinado a acontecer tamanha tragédia... eu mereço toda a dor que a criatura me causa, eu mereço tudo..."

Quando o relógio-cuco anunciou as 4 horas da tarde, Lupin tinha adormecido. Debruçado sobre a mesa, com o rosto úmido de suor enfiado entre seus braços magros.
***
Uma inocente mentirinha e um rápido telefonema a pensão dos pais de Harry resolvera o problema a respeito do almoço. Sirius dissera que o delegado precisaria dele por algumas horas e que depois ele mesmo levaria Harry para almoçar em algum lugar...

"Não seria melhor Harry vir pra casa, Sirius?" perguntara uma Lily ligeiramente preocupada ao telefone. "Ele vai acabar atrapalhando!"

Sirius sabia perfeitamente bem que se levasse Harry para casa, a probabilidade de Lily liberá-lo para outro passeio era quase nula. E realmente queria dar um giro pela cidade... Talvez ao lado de Harry ele descobrisse alguma pista interessante.

Certo disto, então tratou de convencer Lily de tudo estaria bem e que estaria de volta com o menino até as 5 horas - até porque tinha um compromisso marcado. A contra gosto, Lily acabara aceitando, sobretudo após o argumento de Sirius - que ela e James precisavam de uma folga. Não tinha certeza, mas poderia quase apostar que a ruiva enrubescera do outro lado da linha.

"Quer começar por onde?" perguntou Harry, enquanto os dois saiam da sorveteria - onde uma atendente se atrapalhara ao dar o troco para um Sirius que fez questão de sorrir sonsamente, enquanto assistia a jovem se ajoelhar em busca das moedas que haviam caído de suas mãos trêmulas.

O investigador mordeu um pedaço da casquinha juntamente do sorvete e juntou as sobrancelhas, olhando de um lado para o outro.

"Não sei... o senhor é o guia, se esqueceu?"

Dar-lhe uma responsabilidade pareceu fazer muito bem a Harry, que inflou o peito e erguendo-se na ponta dos pés também olhou de um lado para o outro da praça com atenção. Parecia decidido a encontrar logo um destino agradável.

Repentinamente o rosto do garoto foi coberto por uma expressão de quem tinha acabado de saber o que ganharia de natal. Ele sorriu ligeiramente e mordendo mais um pedaço de seu sorvete, puxou o casaco de Sirius para chamar-lhe atenção.

"Que tal ali?" sugeriu apontando para o sul, onde acima de uma íngreme colina, depois de onde terminavam as casas, começava um imenso descampado de terreno irregular e que parecia abandonado.

Apertando os olhos, Sirius ainda pode identificar o que deveria ser uma grande casa, totalmente isolada do restante da cidade. De fato, a impressão que se tinha, era de que tudo ali tinha sido construído na intenção de se fugir dela.

"Que lugar é aquele, Harry?" perguntou, tirando um minúsculo binóculo de um dos muitos bolsos de seu sobretudo.

Então, olhando através dele, Sirius reparou que a casa em questão era realmente bastante velha, pois se tratava de uma construção típica do começo do século. Em seguida, ao aumentar o zoom do aparelho pode reparar em outros detalhes da mesma, que serviram para a pergunta que fez logo em seguida: "E a casa grande... com as janelas pregadas?"

O investigador escutou Harry dar uma risadinha antes de responder-lhe num tom de voz quase teatral.

"Ah... ela? Nós a chamamos de Casa dos Gritos". Continua... >> E aí? Melhorou? Pelo menos eles se mexeram um pouco né? Bem... não esqueçam de me dizer o que acharam. Deixem sua revisão ou mande-me um e-mail (dananorram@yahoo.com.br)! =^o^= Aguardem maiores emoções para a próxima parte (que está praticamente pronta!). See ya!
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Harry Potter e seus personagens pertencem exclusivamente à J.K. Rowling e Warner Bros.
Esta fanfic me pertence e eu vou azarar aquele que se meter a besta de copiá-la, ao ainda, postá-la em algum lugar sem minha prévia autorização. Gostou? Quer colocar no seu site? Blog? Fórum? Me mande um e-mail (dananorram@yahoo.com.br), não há motivo para eu negá-lo a você! >_ Plágio é crime.
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