Olá Pessoas.

Já repararam que não adianta dizer "Até breve" ou "prometo atualizar logo"? Nunca dá certo! Por que será? Além de preguiça da minha parte, sinceramente não sei.

Well... aconteceram "n" coisas na minha vidinha desde o último capítulo – algumas muito boas, outras nem tanto – mas todas deram sua contribuição para minha falta de produtividade – sim produtividade, porque 'tempo' eu confesso que tive.

E, bem, imagino que devido a esta ENORME demora algumas pessoas tenham até mesmo desistido de acompanhar o fanfic. Uma pena, afinal devagar e sempre, vocês sabem que eu atualizo!

Estou ligeiramente estimulada. Semana passada aconteceu o show da banda alemã Lacrimosa, aqui em São Paulo – e como são deles todas as canções que inspiram esta fanfic, bem... vejamos no que vai dar. Peço desculpas novamente e lhes desejo uma boa leitura!

Assassinato em Hogsmeade
Por Dana Norram

Parte Doze: Perturbado descanso

O pio alto da coruja não assustou aos três homens que subiam as alamedas escuras da necrópole, cada um com uma lanterna elétrica em mãos.

O Sr. Weasley também carregava uma enorme pá, devidamente apoiada sobre suas costas curvadas.

Sirius ia logo atrás, seguindo suas indicações – curiosamente acompanhado da horrível sensação de estar sendo observado de muito perto. Vez ou outra o investigar chegava a olhar por cima do ombro, para então, frustrado (e no fundo, aliviado) descobrir que não havia nada além de velhos túmulos atrás de si. Daí, xingava-se intimamente por estar sendo tão tolo.

Wood por sua vez, tinha os olhos em alerta, mas não parecia dar a menor atenção a maioria dos ruídos que se ouviam.

Passaram por dezenas e dezenas de jazidos perpétuos, a pálida luz da lua aos poucos revelando detalhes das graciosas estátuas. Anjos de feições delicadas – com suas mãos corroídas estendidas para céu noturno, vigiavam o avanço dos três homens em encantador silêncio.

"Mas onde diabos enterram essa menina?!" - perguntou Sirius em tom ácido, após olhar mais uma vez para trás e dar-se conta de que já não via a entrada do cemitério.

"Logo ali na frente..." respondeu o Sr. Weasley em voz baixa, seus ralos cabelos ruivos sendo bagunçados pela brisa noturna.

Olhando adiante, Sirius encontrou fileiras e fileiras de cruzes em madeira, pintadas de branco e dispostas a pequenos intervalos de distância. Não havia mais túmulos de pedra, austeros e respeitosos.

Com cuidado os três foram passando entre elas, sabendo que sete palmos abaixo, alguém de poucas posses estava sepultado.

"Foi um pouco complicado arranjar espaço, mas achamos por bem deixá-la ao lado da mãe e...".

A voz do Sr. Weasley morreu junto de seus passos.

"Santa Maria Mãe de Deus..." – Wood deixou escapar, ficando completamente extático logo em seguida. O Sr. Weasley fez o sinal da cruz, seus velhos olhos castanhos totalmente arregalados. Sirius o imitou, mas diferente de seus acompanhantes ele não parecia assustado. Na verdade, a julgar pelos lábios embranquecidos como que por encanto, o investigador era pura cólera. Hesitante, ele jogou a luz da lanterna para frente.

Iluminou uma grande pilha de terra negra próxima ao alto muro – onde uma velha e suja pá encontrava-se apoiada, um buraco no solo rodeado de terra e por fim a tampa do caixão escancarado, quebrada em vários e disformes pedaços.

Houve alguns segundos de silêncio, pontuado pelo ruído distante da cidade e do vento batendo contra as árvores do cemitério. Sirius inspirava e expirava sem parar, como se quisesse conter sua interna ira que crescia a olhos vistos. Enfiou a mão dentro do bolso do casaco e apertou o cabo do revólver, tentando sentir alguma segurança, querendo ter certeza de que havia uma boa explicação para tudo aquilo.

"Que palhaçada é essa, senhores?" sibilou, os dentes rilhando. O suor frio escorrendo pela têmpora, uma nova tragada do ar carregado, o cheiro de terra. Terra dos mortos. Fui enganado.

"Juro que não sei de nada, Sr. Black!" Disse o Sr. Weasley, e a julgar pelo seu tom, Sirius concluiu que ele parecia sincero. "Fechei todas as portas do cemitério ao cair da noite, claro que o muro não é tão alto... mas de qualquer forma, nunca aconteceu... nunca tivemos esse tipo de vandalismo por aqui!"

Sirius soltou uma risada que mais parecia um latido. Wood parecera recuperar os movimentos e olhou meio de lado para o investigador, provavelmente achando que o momento não pedia gargalhadas.

"É... parece que foi só eu botar os pés nessa cidade que tudo começou a acontecer! OK, Sr. Weasley... vamos ver o que o nosso ladrão de corpos deixou como pista...".

Entregando sua lanterna para Wood, Sirius fez sinal para que ele o seguisse. Hesitante, o rapaz acabou por erguer a ambas, dando uma claridade maior ao terreno revolvido.

A pequena cruz branca cujo nome A. Johnson vinha escrito em tinta escura estava caída, quase oculta por um punhado de terra. O cheiro de carne podre era forte, mas não insuportável, o que incomodava de verdade era o perfume das flores mortas, que jaziam espalhadas junto de pedaços de madeira e algo que se parecia com giz branco.

Respirando fundo, Sirius fez sinal para que Wood se aproximasse um pouco mais e iluminasse dentro do buraco escancarado. O rapaz obedeceu, mas como seus olhos castanhos recusavam-se a olhar de perto, ele somente ergueu uma das lanternas sobre a cova, o rosto virado noutra direção.

Sirius acocorou-se e apoiou uma das mãos no chão, abaixando o cabeça na tentativa de examinar o lugar mais atentamente.

Como era de se esperar, estava vazio. Bem, ainda havia o caixão de madeira, as lascas da tampa que fora arrancada de qualquer jeito – até se podia ver alguns pregos retorcidos e vários pedaços de tecido misturados à uma enorme quantidade de terra.

"Serviço de porcos!" – pensou Sirius balançando a cabeça, voltando a se erguer.

"Escutem. Preciso fazer uma 'limpeza' nesse lugar... ninguém pode se aproximar... porque seja lá quem fez o serviço, fez nas coxas. Deve haver pistas aos montes."

O Sr. Weasley e Wood trocaram um olhar confuso. Era bem claro de que não sabiam nem por onde começar. Sirius fez um gesto impaciente com os olhos e as mãos.

"Wood, preciso que você avise a policia... ou melhor..." - um maldoso sorriso formou-se no rosto de Sirius. "Vá chamar o delegado..."


"... Tenho certeza de que ele saberá tomar as medidas cabíveis."

Uma fina linha de expressão formou-se na testa rija e pálida do delegado Snape. Ele apoiou o queixo nas mãos, sobre a mesa, onde seus cotovelos descasavam em cima de uma montanha de papéis. Repentinamente seus frios olhos escuros pareciam muito vivos e ameaçadores.

"Sr. Wood, se importaria de repetir isso novamente?"

Wood conteve a vontade de rodar os olhos e pacientemente, repetiu o que o investigador Black lhe dissera. Tomou até o cuidado de usar um tom de voz parecido, carregado de um exímio sarcasmo.

Snape ergueu o rosto e estalou as juntas das mãos com força. Repentinamente abriu os lábios, mas pareceu pensar melhor e ficou em silêncio.

Levantou-se, a barra do enorme sobretudo escuro raspando de leve no soalho cheio de pó. Os cabelos negros e oleosos caiam lado a lado do rosto, por cima da gola alta, o nariz grande a adunco sobressaindo-se no rosto pálido.

Wood torceu as mãos atrás da costas e respirou fundo enquanto o delegado enfiava um calibre 38 no coldre, por dentro do casaco. Procurava não encará-lo – não porque tivesse medo, mas já tivera sua dose suficiente de coragem para um dia. Prudência ainda era a melhor forma de se agir em Hogsmeade.

"Ouça, rapaz. Eu irei contatar o Prefeito e chamar a perícia. Diga ao Sr. Black que assim que pormos os pés naquele cemitério, ele estará dispensado por hoje. Pode ir."

O jovem assentiu levemente com a cabeça, sentindo em seu íntimo que o investigador não ir gostar nadinha daquela "ordem".

Assim que Wood desapareceu pela porta, Snape trancou-a rapidamente e de um dos bolsos internos puxou um moderno telefone celular, discando um número de cabeça. Aguardou alguns segundos e ouviu-se um "click" do outro lado da linha.

"Sr. Malfoy?"

Continua...


N.A: É, meio pequeno, eu sei (não que os anteriores fossem muito grandes em todo caso) mas ao menos saiu. Não prometo um próximo MUITO maior, mas ao menos prometo o próximo. Aguardo seus comentários, all right? Aquele abraço!


Harry Potter e seus personagens pertencem exclusivamente à J.K. Rowling e Warner Bros.
Esta fanfic me pertence e eu vou azarar aquele que se meter a besta de copiá-la, ao ainda, postá-la em algum lugar sem minha prévia autorização. Gostou? Quer colocar no seu site? Blog? Fórum? Me mande um e-mail ), não há motivo para eu negá-lo a você! Plágio é crime.
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