N.A: Ainda de ressaca, mas lúcida o suficiente para vir aqui e postar um capítulo para vocês. Espero que gostem. Beijões.
-Com esse bando de gente vai ser difícil conseguir alguma coisa. – Duo resmungou, colocando a fita dentro do seu gravador e olhando por cima da cabeça das dezenas de repórteres e fotógrafos em frente à delegacia. –Se não fosse por mim esses idiotas nem estariam sabendo sobre o que estava acontecendo.
-Sempre se vangloriando, heim Maxwell? – uma mulher aproximou-se do trio, dando um sorriso enviesado para ele.
-Srta. Une, o que a editora chefe do Daily Notice está fazendo aqui? – perguntou o homem com um certo desdém.
-Você acha que eu mandaria um repórter para poder cobrir essa matéria? O senador Kelly era o que tinha a maior popularidade entre os eleitores, e agora com esse escândalo, não deixaria um furo como esse na mão de qualquer um. – comentou pressurosa, jogando os cabelos castanhos por sobre o ombro.
-Certo, eu deveria esperar isso. Afinal, no Daily Notice não tem repórter que preste. – rebateu malicioso, fechando o gravador com um estalo e dando um sorriso matreiro a Une, embrenhando-se rapidamente na multidão de jornalistas. Une apenas ficou alguns segundos perto do furgão do Winner Press, olhando com superioridade para os dois jovens que estavam encostados no carro, e depois voltou para junto do restante da imprensa.
-Não entendi. – Kohako voltou-se para Oliver, com uma sobrancelha erguida.
-Lady Une foi professora de Duo na faculdade, e os dois nunca se bateram muito bem sabe. Apesar de ter a fama de ser um repórter que pode acabar com a vida de alguém apenas com uma matéria, Duo ainda sim é um profissional com ética. Ele apenas joga uma matéria no jornal se tiver certeza de que ela é 100% verdadeira. Nunca mentir, é o lema dele. Agora aquela mulher lá… - o rapaz indicou com a cabeça a morena alta e esguia em meio à multidão. -… ética não faz bem parte do seu vocabulário. Por isso eles não se entendem, diferença de opinião.
-Escuta… se Duo é tão talentoso assim, porque ele ainda não foi promovido? – perguntou a garota, curiosa, ajeitando a câmera em suas mãos.
-Porque ele simplesmente não quer. Sr. Winner, presidente do jornal, o editor de país, Sr. Chang, e ele estudaram juntos. Quando Quatre Winner assumiu a presidência do jornal feito pela sua família, chamou os amigos para trabalharem com ele. Depois de alguns meses como repórter, Wufei Chang foi promovido a editor, pois sempre foi muito observador e perfeccionista, perfeito para o cargo. Sempre soube selecionar as melhores matérias. Duo também foi promovido, mas recusou a oferta. Disse que prefere ficar nas ruas, apurar as coisas, que não tem saco de ficar dentro de uma sala o dia inteiro. Bem, você pôde perceber que Maxwell não é nada ativo, não é? – terminou o relato e riu um pouco, fazendo Kohako dar um pequeno sorriso.
-Eu notei. Também fiquei sabendo que ele tem fama de encrenqueiro.
-Coisas das más línguas. Duo tem tantos inimigos quanto tem amigos, por isso trabalhar com ele pode ser um pouco arriscado. Ele não mede limites para conseguir o que quer. Tem certeza que você quer esse emprego? Ser parceiro de Duo é viver uma eterna aventura.
-Bem, me parece bem interessante então. – retrucou a jovem, passando a alça da câmera sobre o pescoço. –Agora eu só preciso arrumar uma maneira de conseguir uma foto. – disse, olhando para o aglomerado do outro lado da rua. Nunca conseguiria se infiltrar no meio daquele bando de fotógrafos enormes, que mais pareciam um armário. Com os seus 1.68 m de altura seria meio difícil quebrar aquela barreira humana.
-Esqueci de mencionar que Duo também é bastante exigente com o que quer.
-Eu também. – murmurou Kohako, vendo que havia um movimento por detrás das portas de vidro da delegacia. O senador com certeza estava sendo liberado, e precisava tirar uma foto dele. Olhou a sua volta, procurando um ponto que pudesse usar para se sobrepor a multidão, até que virou-se para a van. Abaixou-se rapidamente, catando algumas pedras soltas do asfalto e pisou no pára-choque no carro, começando a escalar o veículo.
-Mesmo que você consiga tirar daí de cima, vai ser meio difícil pegar o rosto do homem. – Oliver comentou, observando com interesse a garota ajoelhada no teto da van.
-Vamos ver se não. – rebateu Kohako, pegando uma das pedras em sua mão e jogando em direção a multidão assim que o senador saiu, sendo escoltado por seguranças, indo em direção ao carro. Deu um pequeno grito de vitória quando viu a cabeça do homem se erguer e ele esfregar uma parte dela com a mão, virando-se para todos os lados para saber de onde tinha vindo a pedra. Quando ele virou-se em direção a ela, a jovem começou a apertar o disparador da máquina freneticamente. Como não viu quem tinha jogado a pedra, o homem entrou no carro e sumiu, cantando pneus, da frente da delegacia.
-Nenhuma declaração. O cara 'tá ferrado, deveria era mesmo abrir a boca para ver se limpava um pouco a sua barra. – Duo aproximou-se do carro, jogando o gravador em suas mãos pela janela do veículo em cima do banco de passageiros.
-O assessor de imprensa dele deve tê-lo aconselhado a ficar calado. – Kohako comentou, atraindo a atenção de Duo para a garota em cima do furgão.
-E o que você está fazendo aí em cima? – perguntou o americano, com um sorriso divertido.
-Você não disse que queria uma foto do homem saindo da delegacia? Estava fazendo a sua foto.
-Daí de cima?
-Queria que eu fizesse de onde? Você já viu o tamanho daqueles brutamontes? Eu poderia até bater neles para tirá-los do caminho, mas aí eu que iria sair no jornal, não é? Fotógrafa espanca colegas de profissão. – falou, traçando uma linha com as mãos no ar, como se estivesse destacando uma manchete de jornal.
-Você tem que ser contratada garota. Nem que eu tenha que perturbar o Q, eu vou ter você como minha parceira. – disse Duo, já gostando do modo como a garota trabalhava. Os dois pareciam ter uma certa sintonia que era o necessário para se o melhor na profissão.
-Melhor voltarmos à redação para ver como ficaram as fotos da Kohako, pois se Silvia não aprovar, não vai ter senhor Winner que mude a decisão dela, você sabe disse Duo. – Oliver comentou, entrando no carro e já ligando o veículo.
-Eu dobro os dois, apenas basta um pouquinho de jeito. – respondeu Duo, ajudando Kohako a descer do carro. –E muita lábia.
-Que é o que não lhe falta, não é? – Oliver provocou e Duo riu.
-Seis e trinta e cinco. – Heero murmurou, tomando seu enésimo copo de café e olhando fixamente para o relógio na parede. –Ela ainda não me ligou. – resmungou, tamborilando mais os dedos sobre a mesa. –É isso! – levantou-se bruscamente de sua cadeira, caminhando até o sofá que tinha a um canto de sua sala e sentando-se pesadamente nele. –Eu vou dar um celular para essa garota. – e continuou resmungando uma coisa ou outra sob a respiração, bebendo o seu café já frio.
-Heero? – Trowa entrou no escritório do amigo, sem nem ao menos bater. –Temos um cliente. – disse sem rodeios, caminhando até o japonês e parando na sua frente. Heero ergueu os olhos azuis e mirou a expressão séria do amigo.
-O expediente acabou, mande voltar amanhã. – murmurou, levantando-se e caminhando até a sua mesa, recolhendo os processos e começando a atulhá-los em sua pasta.
-A questão não é ele voltar amanhã, mas sim a grandiosidade de seu caso. – murmurou o homem, sentando-se em frente a mesa do amigo, elegantemente. –Você deve ter lido os jornais ultimamente, não deve? – o japonês apenas olhou para o colega de trabalho, ponderando se deveria responder aquela pergunta idiota. Ele sempre lia os jornais, gostava de se manter informado. –Foi uma pergunta retórica, Yuy. – Trowa respondeu rapidamente ao ver o olhar do amigo. –De qualquer maneira com certeza está a par do caso do Senador Kelly.
-Acusado de tráfico de drogas e uso de dinheiro ilícito para sua campanha de re-eleição ao senado. Sim, o que tem ele? – perguntou, abaixando-se para poder pegar no carpete uma caneta que tinha derrubado da mesa.
-Ele está lá fora, pedindo para falar com você. – Heero ergueu-se tão rápido que o movimento brusco fez os cabelos já revoltos ficarem ainda mais bagunçados.
-Como? Não sei se o que os jornais falam é totalmente verdadeiro… mas o sujeito está com lama até o pescoço, Trowa. – falou com uma voz desprovida de emoções.
-E é por isso que ele procurou os melhores, para poder livrá-lo dessa confusão que ele se meteu. – Heero olhou longamente para o moreno a sua frente, sentando-se vagarosamente em sua cadeira, cruzando as mãos em frente ao queixo e apoiando a cabeça sobre elas.
-Acha mesmo que é bom para a imagem de nossa firma defendermos esse cara? – perguntou lentamente, prendendo seus olhos nos do amigo.
-Não somos ninguém para julgar nada, sabe disso Heero, quem julga é o Juiz.
-Que será…?
-Treize Khushrenada. – Heero sentou-se ereto, descruzando as suas mãos e as apoiando no descanso da cadeira.
-Vai ser um caso difícil.
-Sim, Treize é famoso por ser difícil de levar…
-Mas também é justo e imparcial, sabe farejar mentiras a distância. Mas não é o juiz que me interessa, quem é o promotor? – perguntou, embora soubesse que era inútil. Em um caso com grande repercussão como esse, o promotor só poderia ser uma pessoa.
-Zechs Marquise. – sentenciou Trowa. Ele sabia que era só falar o nome do loiro que Heero pegaria o caso rapidamente. Os dois eram conhecidos por suas disputas acirradas nos tribunais. –Quanto está à cotação? Dois a dois? Quem vai desempatar dessa vez? Será que você vai vencer, ou ele? – o homem brincou, vendo a expressão de Heero ficar ainda mais fechada.
-Mande o senador entrar. – o japonês soltou um pequeno suspiro, enquanto Trowa erguia-se da cadeira onde estava. –Talvez falando com ele o tempo passe mais rápido.
-Sua irmã ainda não deu noticias? Talvez ela tenha conseguido o emprego e por isso não tenha tido tempo de te ligar.
-Pare de se justificar por ela, isso não vai diminuir a bronca que ela irá levar quando chegar em casa. – resmungou o homem, ajeitando a sua gravata e desenrolando as mangas de sua camisa, para poder ganhar um ar mais formal.
-Ela sabe falar a nossa língua, não sabe? Sabe o endereço de sua casa. Você me disse quê, assim como você, ela também aprendeu artes marciais quando era pequena. Creio que ela ficará bem.
-Mas ela nunca esteve aqui na América. – Heero murmurou, vestindo o paletó de seu terno.
-Melhor eu mandar o senador entrar antes que você tenha um surto por causa da sua irmã. Realmente, Yuy, esse é um lado seu que eu pensei que morreria antes de conhecer.
-Ah, cala boca. – disse mal humorado enquanto Trowa saia da sala para falar com o novo cliente da firma.
-Hum… bom… muito bom… - Wufei comentava baixinho à medida que ia passando as fotos em suas mãos. –Gostei dessa, o ângulo ficou bom. Acho que seria boa para a sua matéria, Duo. – comentou mais uma vez, os olhos ainda presos nas fotos. Do outro lado da mesa, Kohako lançou um olhar para Duo, que sorriu e fez um sinal positivo com os polegares.
-E então sr. Chang? – perguntou incerta, torcendo os dedos de uma mão com a outra, os estalando de vez em quando.
-Você tem talento, isso não se pode negar. – Wufei jogou as fotos sobre a mesa, olhando diretamente nos olhos da jovem, que ainda estava em pé a sua frente e parecia tensa.
-Talento? – Duo deu um salto e rapidamente pôs-se de pé, caminhando até Kohako e passando um braço sobre os ombros dela, a abraçando fortemente. –Essa menina é um gênio. E eu senti sintonia, Fei-fei, me entende?
-É Wufei… - ia começar a corrigir o amigo, quando viu o sorriso maroto no rosto dele. –Esqueça, não sei porque ainda tento. De qualquer maneira, Silvia me falou sobre os trabalhos que você fez no Japão, e juntando com essa pequena prova de campo, eu não vejo porque não. Parece que você e o imbecil do Maxwell…
-Hei! – Duo gritou, com uma expressão indignada. –Eu ainda estou na sala.
-… se entenderam bem, mesmo nas poucas horas que passaram. – Wufei continuou, ignorando o protesto de Duo. –Sendo assim… - o chinês levantou-se e estendeu uma mão para Kohako, que a recebeu prontamente. -… seja bem-vinda ao Winner Press.
-Muito obrigada sr. Chang. – a jovem abriu um grande sorriso e sentiu o ar sumir dos pulmões quando foi envolvida em um abraço poderoso de Duo.
-Eu estou tão feliz! Finalmente eu tenho uma fotógrafa. Bem-vinda à família Kk!
-Kk? – indagou a garota, olhando por cima do ombro de Duo para Wufei, que tentava a todo custo esconder um sorriso. –Gostou? É o seu novo apelido, tem algo contra ele?
-Iie Duo-san. – respondeu e o americano fez uma expressão totalmente confusa.
-Me chamou de quê?
-Desculpe, é japonês, às vezes eu deixo deslizar.
-Você é japonesa? – o rapaz de trança a olhou de cima abaixo, depois mirou as íris estupidamente azuis da garota. –Você está usando lentes de contato?
-Minha mãe é alemã. – foi a resposta automática dela cada vez que alguém questionava a sua etnia.
-Bem, agora que você é minha nova parceira, o que você acha de eu te dar uma carona para casa? – começou a tagarelar, segurando na mão da garota e a arrastando sala afora.
-Obrigada novamente sr. Chang. – Kohako ainda conseguiu dizer enquanto era carregada por Duo.
-Me diga uma coisa? – o americano falava a mil por segundos, mesmo eles estando dentro do elevador. A jovem apenas se perguntava como ele conseguia respirar entre uma frase e outra. –Você veio de onde? Nasceu aqui mesmo em Boston? Veio de fora, de outro estado, de outro país?
-Eu vim do Japão, vim para estudar em Harvard. – conseguiu responder quando ele lhe deu uma brecha para falar. Deu um pequeno sorriso, com certeza Duo conseguiria interpretar um monólogo sem dificuldade alguma.
-Harvard? Eu tenho um irmão que estuda em Harvard. Medicina, segundo ano, tem estômago ele. Mas na minha família profissão de ninguém bate com ninguém. Meu pai é engenheiro mecânico, aposentado é claro, hoje ele tem uma oficina de fundo de quintal de onde tira uma renda extra. Minha mãe é produtora, mas depois que se divorciou do meu pai resolveu tentar um emprego melhor em Los Angeles. Quando dá eu sempre vou visitá-la nas férias. E eu… bem eu fiz jornalismo porque gosto de escrever. Mas me diga, você veio sozinha para a América?
-Não… - Kohako conseguiu processar uma resposta, mesmo estando tão absorta com a rapidez com que Duo falava. -… Eu vim morar com o meu irmão. Ele já vive aqui há alguns anos.
-Bom… mas se você precisar de um tour pela cidade pode contar comigo, parceira. Se bem quê, nesse emprego você vai conhecer cada buraco daqui. Ah, chegamos. – calou-se um pouco quando o elevador finalmente parou na garagem, abrindo as suas portas. Caminhou a passos largos em direção a uma moto que estava parada entre duas caminhonetes, e puxou o capacete sobre ela. –Melhor colocar. – entregou o capacete à garota, abrindo o selim da moto para poder pegar um reserva que estava dentro dele, e depois enfiou a sua bolsa no espaço vazio. Kohako segurou o capacete entre as mãos, olhando estranhamente para a moto a sua frente.
-O que foi? Nunca andou de moto?
-Não.
-Não esquenta, é fácil, basta ter equilíbrio. Você tem equilíbrio e reflexos rápidos?
-Tenho, mas…
-Então sobe aí. – dando de ombros, Kohako colocou o capacete e subiu na moto, prendendo a mochila firmemente entre o seu corpo e o deu Duo e passando os braços em volta da cintura dele. Com um solavanco, Duo deu a ignição na motocicleta e em segundos ambos ganharam as ruas de Boston.
Uma hora depois a moto com ambos os passageiros estacionava na calçada em frente a um luxuoso prédio residencial de Boston. Duo retirou o capacete e olhou para o edifício, soltando um pequeno assobio.
-Seu irmão mora aí? – perguntou, voltando os olhos para o hall de entrada, impecável. –Deve ter muita grana.
-Bem, ele é dono do próprio negócio, junto com um amigo, acho que é um dos melhores da cidade.
-Não duvido. E eu ainda morando com o meu pai. – disse divertido.
-O seu salário não é bom? Pelo que já ouvi de você no primeiro dia, achei que você fosse bem remunerado.
-Não me entenda mal. – Duo riu diante da expressão da garota. –Q paga muito bem os seus funcionários. Mas acontece que é muito mais prático dividir despesas com a família do que morar sozinho. E além do mais, na minha casa só tem eu e meu pai. Vez ou outra meu irmão aparece para ficar conosco. Sem contar que a casa é grande, e eu não queria deixar meu pai sozinho lá.
-Entendo. Mas e se você arrumar uma namorada e… sei lá… se casar? Vão morar com o seu pai? – o americano gargalhou diante da pergunta inocente dela. Às vezes Kohako fazia uma expressão que parecia de uma menininha curiosa.
-Primeiro eu encontro grandes impossibilidades nessa coisa de ter uma namorada.
-Por quê? Você é um homem bonito. – disse e rapidamente corou.
-Oras, obrigado. – Duo respondeu, divertido com o elogio dela. –Mas mulheres e eu apenas nos entendemos no quesito amizade, se você me compreende. – a japonesa olhou longamente para o seu novo parceiro de trabalho, para logo depois piscar intensamente.
-Ah… sim, entendi! Mas e se você arrumar um… namorado?
-Aí é mais homem deixando o assento da privada levantado naquela casa. – respondeu e a garota soltou uma grande gargalhada. Tinha realmente gostado do Duo. Ele era inteligente, divertido e bem humorado. Se não fosse por um detalhe, talvez até tentaria investir nele. Era de uma pessoa assim que Heero estaria precisando na sua vida. "… nenhuma mulher que encontrei até hoje me satisfez." As palavras de Heero voltaram rapidamente a sua mente. "Nenhuma mulher, heim?" Pensou, com um sorriso traquinas surgindo no rosto.
-Bem, Duo, obrigada mesmo pela carona. – disse, descendo da moto e entregando o capacete a ele. –E se eu bem conheço o meu nii-chan ele deve estar nesse momento andando de um lado para o outro na sala do apartamento, como uma fera enjaulada, se perguntando onde raios eu me meti.
-Eu até entendo, primeiros dias na cidade e você até conseguiu um emprego. Quanto tempo o seu irmão deve ter levado para poder fazer o mesmo?
-Muito tempo… se você conhecesse o meu irmão… - "o que eu espero que seja logo, pois eu vou dar um jeito nisso." -… veria que ele é o sujeito mais anti-social do universo. – Duo ensaiou uma tremida, dando uma careta.
-Anti-social? Realmente não é comigo minha cara. Mas se ele tiver os seus olhos, quem sabe até podemos ser amigos.
-Quem sabe. – respondeu, dando um sorriso enigmático. –A gente se vê amanhã. – e entrou no prédio, pronta para encarar a fera que estaria a esperando em casa.
