Belo Adormecido – Um conto de fadas ao estilo Gundam

Avisos:- Paródia, deturpação de um conto-de-fada, fic em terceira pessoa, humor descarado beirando o bizarro .", lime e fluffy.

Casais:-1x2x1, 3x4

Spoilers:- Nem unzinho sequer .", a não ser que você considere o uso de Gundams como um spoiler...

Disclaimer:- Ontem,eu tive um sonho no qual eu via o Wall Disney dentro de um esquife de gelo. Eu lia minha história diante do bloco gelado e de repente ele acordava gritando que iria me processar por danos morais...portanto, por mais que eu queira, eu ainda não sou dona dos direitos de "A Bela Adormecida" e nem dos Garotos Gundam ou outros personagens relacionados a série. Isso aqui é um trabalho de ficção sem fins lucrativos (infelizmente TT)

Quanto ao fic:- Por favor, ao ler esse fic mantenha em mente o tempo todo que trata-se de uma paródia ok? Ou seja, coisas supostamente "fora do lugar" são para ser assim mesmo .". Este fic é minha primeira tentativa na narrativa em terceira pessoa , e vai ser consideravelmente mais curto que todos os meus outros fics, por ser mais simples também. Ah, e por favor, não peçam um lemon deste fic, por que deste não vai sair! Isso iria estragar o final do conto-de-fadas e...ah, eu já fiz coisas o suficiente com ele. Mas eu lhes darei belos limes e cenas fluffys para compensar tá bem? ."

Esse último capítulo vai dedicado a todas as pessoas que acompanharam e incentivaram essa pequena doidera. Em especial, a mami Evil, que desde o íncio, sempre foi uma grande fã desse pequeno projeto


As três fadas e o príncipe correram pelos corredores escuros do castelo sendo perseguidos de perto o tempo todo pelas detestáveis criaturas obedientes à Relena.

Ao chegarem ao fim de um longo túnel, finalmente a pouca luz do lado de fora do castelo podia ser avistada, e os quatro jovens correram mais rapidamente. Uma vez fora, eles ainda tinham de passar pela enorme ponte levadiça e por mais rápido que fossem, dificilmente a tarefa seria realizada com êxito.

Foi quando Heero avistou um animal correndo diretamente em sua direção.

'J !!!', o jovem exclamou satisfeito, parando ao lado de seu fiel companheiro, e imediatamente montando o cavalo sem cerimônia. Ele então virou-se para as fadas. 'Usem aquele truque para diminuir, e subam no meu ombro.'

Os demais jovens seguiram sua ordem com rapidez, e uma vez acomodados no ombro do príncipe, seguraram-se nas vestes do rapaz enquanto o cavalo trotava a toda a velocidade em direção a ponte do castelo.

Todos falharam em notar que durante sua saída, os pequenos subordinados de Relena haviam deixado de correr atrás deles dirigindo-se ao controle da ponte. Estes agora, puxavam as manivelas com força, fazendo com que a gigantesca estrutura de madeira começasse a mover-se.

'Não vai dar para passar!', Quatre exclamou, notando a movimentação rápida da ponte.

Heero porém, não deu qualquer comando para que seu cavalo parasse ou diminuísse o ritmo frenético que haviam adquirido.

Ao perceber que ele tinha toda intenção de praticamente se jogar da ponte na tentativa de ultrapassá-la, Trowa pôs-se em movimento. 'Vai dar sim!', ele exclamou, levantando vôo, e indicando para as outras fadas para que estas o seguissem. 'Não pare de cavalgar Heero', a fada verde gritou, enquanto voava na direção da ponte, seguida de perto por seus outros dois companheiros. O príncipe apenas assentiu com a cabeça, sem nunca puxar as rédeas que possuía em mãos.

As fadas prostraram-se no gigantesco vão entre a ponte e o outro lado, esperando até o momento em que Heero chegasse ali.

'Vocês sabem o que tem de fazer não sabem?', a fada verde perguntou aos outros dois, que assentiram com olhares igualmente determinados.

Nesse exato momento, o príncipe entrou cavalgando na ponte, ignorando por completo a movimentação que esta fazia, subindo cada vez mais rápido, e tornando o vão que jogaria quem tentasse atravessá-la em um precipício sem fim, cada vez maior.

No instante em que o príncipe alcançou a borda da ponte, Trowa gritou, ao mesmo tempo em que levantava sua varinha no ar. 'Pule, Heero!', e sem qualquer hesitação, o príncipe saltou.

Quatre e Wufei levantaram suas varinhas no ar ao mesmo tempo que Trowa, e infinitas fagulhas voaram em direção ao cavalo de Heero, dando ao animal o restante do impulso que lhe era necessário para chegar ao outro lado do vão.

O cavalo planou por alguns segundos no ar, cavalgando sobre o nada, e chegando com sucesso em terra firme, sem que seu cavaleiro sofresse sequer um arranhão.

As fadas pularam no ar com um grito de vitória, e a fada verde virou-se para a fada azul, encontrando esta com um olhar de completa descrença em sua face.

'Qual é o problema Quatre?', Trowa perguntou, aproximando-se de seu amante para verificar se ele havia sofrido algum dano até então. Sem encontrar nenhum sinal de ferimento, o jovem moreno colocou suas duas mãos nos ombros do loiro, a fim de chamar sua atenção.

'Trowa', a fada azul exclamou, praticamente em um sussurro, sem nunca tirar os olhos da direção do príncipe, que ainda cavalgava pela estrada em direção ao Reino de Oz. ' Ele é...ele é completamente suicida!', ele exclamou, lançando um olhar agravado na direção de seu companheiro.

Os olhos da fada verde suavizaram-se diante da exclamação, tornando-se praticamente orgulhosos. 'Eu sei', ele respondeu, olhando para Wufei, e encontrando no rosto de seu parceiro um olhar muito semelhante ao seu. 'Isso faz com que ele seja um dos nossos' [1], ele concluiu.

Os olhos de Quatre arregalaram-se em horror por um momento diante daquela exclamação, e no instante seguinte, ao finalmente perceber as expressões no rosto de seus dois companheiros, ele compreendeu, e um sorriso adentrou sua face. 'Tem razão.'

O momento de orgulho das fadas foi quebrado por um som horrivelmente agudo e desprezível. Era o corvo de Relena, que havia presenciado toda a cena, e agora voava a toda velocidade na direção da torre principal do castelo, aonde provavelmente gralharia tudo o que havia acabado de ver diretamente para a bruxa.

'Mas não vai MESMO!', a fada azul exclamou resolutamente, e em seguida pôs-se em vôo , atrás do odioso pássaro.

Notando que estava sendo seguido, a ave voou com mais rapidez, tentando a todo custo alcançar o alto da torre gralhando estridentemente durante todo o percurso. Ao mesmo tempo, Quatre apontava sua varinha com destreza, lançando feitiços na direção do corvo.

Quando finalmente a ave amarela alcançou a enorme janela da torre e pousou sobre seu parapeito, a fada azul mirou sorrateiramente, acertando o animal em cheio e transformando-o em uma estátua de pedra.

Satisfeito com o resultado de seu feitiço, Quatre afastou-se, juntando-se em seguida as outras duas fadas, que juntas rapidamente partiram atrás de Heero pela estrada.

Alarmada pelos sons estranhos próximos a sua janela, Relena aproximou-se desta, imediatamente avistando seu animal de estimação petrificado sobre o parapeito.

'Dorothy!!!', a bruxa exclamou em horror, abraçando o pedaço de pedra contra o peito. 'Meu querido corvo... quem? quem foi o responsável por essa atrocidade terrível ?' a bruxa perguntou, como se o simples ato da fala fosse capaz de fazer com que o corvo voltasse a vida.

Nesse momento, os olhos de Relena viraram-se na direção da estrada ao Reino de Oz, avistando o cavalo que corria a toda velocidade na direção do castelo, carregando em suas costas a figura do príncipe Heero.

'MAS É IMPOSSÍVEL!!!', a abominável criatura rosa exclamou furiosamente, buscando desesperadamente por seu cajado. Encontrando o objeto, a mulher retornou para a janela, apontando-o ameaçadoramente para os céus sobre si.

'Mas eu não vou permitir que ele chegue até o príncipe Duo!', ela gritou, e com isso, uma gigantesca nuvem rosada juntou-se sobre a torre, girando descontroladamente, e em seguida cobrindo os céus com sua cor pavorosa.

Lançando o cajado na direção do castelo de Oz, a bruxa lançou seu feitiço.

'Que os arredores do castelo sejam cobertos com a mais desprezível das substâncias, e impeçam o príncipe de Heero de chegar à torre.', a bruxa exclamou, e imediatamente, as nuvens voaram em direção do castelo, descendo sobre este e seus arredores como um pesado manto cor-de-rosa.

Heero, notando a movimentação anormal a sua volta e sendo surpreendido pela presença da nuvem logo a sua frente, puxou as rédeas com força, parando seu cavalo a tempo, antes que os dois tivessem adentrado a área afetada diretamente pela maldição recém-lançada por Relena.

Em questão de segundos, e diante dos olhos estarrecidos do príncipe e das três fadas que haviam parado logo atrás dele, as nuvens assentaram, espalhando-se praticamente por toda a extensão do Reino, e transformando-se em uma imensa floresta de gigantesco pon-pons cor de rosa.

Diante daquilo, Heero olhou das fadas para a floresta, para então olhar as fadas novamente.

'Isso é algum tipo de brincadeira, certo?', o príncipe indagou em um tom de voz irritado.

Trowa deu de ombros enquanto Wufei cobria os olhos com uma expressão de total e completo desgosto, tentando evitar olhar na direção da recém surgida floresta. Quatre porém adiantou-se, retornado a seu tamanho normal, e colocando-se ao lado do príncipe.

'Heero, tome muito cuidado.', a fada azul advertiu. ' Esses pon-pons podem parecer inofensivos, mas eles são altamente venenosos. Você não pode encostar neles, por que caso isso aconteça, você aos poucos irá começar a apreciar a cor rosa, e coisas felpudas, e antes que perceba... teremos perdido você para o lado negro.'

Heero olhou Quatre diretamente nos olhos, tentando assegurar-se de que aquilo não era uma brincadeira de extremo mal gosto partindo daquela fada. Nada era impossível, afinal, eles eram homens que usavam vestidos.

Convencido da honestidade do jovem loiro, Heero empunhou a espada e o escudo, e assentindo com a cabeça diante do conselho que havia acabado de receber, partiu na direção do castelo, adentrando a horrível floresta pink.

Com a ajuda da espada, o príncipe abriu seu caminho com destreza pela felpudez a sua volta, sendo seguido de perto por Trowa, Quatre e Wufei, que o auxiliavam na tarefa de extinguir tanto quanto fosse possível daquela horrível massa rosa.

Em pouco tempo, os quatro jovens haviam chegado ao meio do caminho, sem jamais diminuir o ritmo de sua corrida e aproximando-se cada vez mais do castelo.

'Duo, agüente mais um pouco', Heero pensou, lançando a espada sem piedade sobre mais um dos pon-pons à sua frente. 'Eu estou chegando...'

Do outro lado, na região ainda encoberta pela escuridão, Relena assistia a cena completamente horrorizada e caminhando para um estado de fúria descontrolada.

'Ele está conseguindo!!!', a mulher exclamou para si mesma, observando a ação através de sua bola de cristal com olhos que gradualmente tornavam-se vermelhos pelo ódio da iminente derrota.

'Mas eu não permitirei!!!', e com isso, a bruxa arremessou o objeto redondo para longe, batendo seu cajado no chão com violência, o que fez com que sua peculiar nuvem juntasse-se a sua volta, efetivamente fazendo com que seu corpo desaparecesse em meio a esta.

Enquanto isso, Heero havia praticamente alcançado a frente do castelo e cavalgava a passos largos pela praticamente exumada floresta rosa em direção a torre principal, quando uma nuvem explodiu a sua frente, fazendo com que seu cavalo parasse imediatamente diante do perigo.

No meio da nuvem, surgiu Relena, braços abertos e olhar ameaçadoramente lançado na direção do príncipe.

A expressão de Heero não moveu um músculo sequer, permanecendo intacta e fria como o gelo.

'Eu lhe avisei que não permitiria isso, Príncipe Heero. Você poderia ter passado todos os dias pela eternidade ao meu lado, mas NÃOOOOOOO, você teve de fugir para salvar o seu precioso Duo, você TEVE de contrariar a minha vontade!!!', a bruxa declarou, gritando a plenos pulmões, fazendo com que as janelas do castelo tremessem, e as fadas instintivamente colocassem as mãos em suas orelhas.

Diante da exclamação da bruxa, o príncipe lentamente levantou uma de suas mãos, e em seguida, um de seus dedos, em um sinal universal de discórdia. [2] Quatre pôs uma de suas mãos sobre a boca diante do gesto.

'Eu preferia morrer comido por aquele seu corvo maldito, do que ter que passar um dia que fosse ao seu lado.', o príncipe respondeu, empunhando a espada com força, pronto para atacar.

Essa declaração fez com que Relena perdesse o último fio de sua razão, explodindo em fúria.

'Você vai se arrepender amargamente disso Heero!!!', a bruxa gritou, novamente batendo seu cajado no chão, e sendo encoberta por uma nuvem enorme.

Em poucos momentos, a nuvem dissipou-se, revelando um gigantesco dragão cor-de-rosa, que imediatamente atacou Heero com sua labaredas. O príncipe salvou-se graças ao enorme escudo de Gundanium que segurava em suas mãos.

'ISTO só pode ser uma brincadeira!', o jovem exclamou, aproximando-se das fadas em busca de ajuda.

'Cuidado!', Trowa gritou, fazendo com que todos abaixassem-se e esquivassem uma segunda rajada de fogo lançada naquela direção.

'Rapazes', Wufei falou , fazendo com que a atenção das outras duas fadas e do príncipe voltassem-se imediatamente para ele, 'só existe um jeito de derrotar esse monstro.'

Os olhos de Quatre e Trowa arregalaram-se em união, enquanto Heero franziu o cenho.

'Você não quer dizer o...', a fada azul perguntou incerta, ao que o jovem chinês respondeu com um simples balançar de sua cabeça.

'Mas nós não temos nenhum deles em condições de batalha!', Trowa falou, olhando seriamente para Wufei, tentando de todas as formas acreditar naquela solução com a mesma força que seu companheiro exibia naquele momento.

'Sim, nós temos UM.', a fada vermelha exclamou, lançando um olhar resoluto para seus outros dois parceiros, esperando que eles compreendessem o que ele queria dizer.

Heero apenas acompanhava a troca sem compreender o que estava sendo decidido a sua volta.

As três fadas olharam longamente uma para a outra, e assentiram rapidamente com a cabeça. Os jovens então colocaram suas três varinhas juntas, fechando os olhos, e apontando-as em união para o céu.

Uma nuvem negra formou-se repentinamente, crescendo de maneira assustadora em direção aos céus. Quando a fumaça dissipou-se , revelou uma enorme máquina negra de aparência indestrutível.

O príncipe olhou para o gigantesco robô deitado, com óbvio espanto. 'O que diabos é isso???'

As três fadas colapsaram no chão ao mesmo tempo, exaustas pelo esforço de transportar a máquina através da união de suas forças mágicas.

' Isso... é um Gundam... é o Gundam... de Duo. Só...somente ele....pode acabar com Relena.', Wufei falou, entre suspiros, ainda no chão junto a seus companheiros, sem ter reunido forças o suficiente para poder levantar-se.

Heero obviamente já tinha ouvido falar dos Gundams, as maravilhosas máquinas que haviam ajudado a resgatar o Reino de Oz à muitos anos. Mas ele não tinha sequer uma vaga idéia de como aquele gigantesco objeto poderia ser colocado em movimento.

Um terceiro ataque de labaredas retirou o príncipe de suas indagações e o colocou em ação.

Correndo na direção de uma pequena porta no peito da máquina, Heero socou um botão, fazendo com que o compartimento abrisse para recebê-lo dentro do robô, exatamente a tempo de escapar de mais um ataque vindo do enorme dragão rosa.

Uma vez dentro do cockpit, o jovem apertou uma série de botões conforme sua vontade, e antes que pudesse compreender exatamente o que cada um deles fazia, a máquina tomou vida, seus enormes olhos verdes brilhando na escuridão da noite, e colocando-se a frente do monstro.

Em resposta a isso, o dragão avançou na direção de Heero atacando-o com suas garras.

A máquina foi jogada para trás, enquanto seu piloto tentava estabilizar-se dentro do cockpit.

O dragão continuou seu ataque incessantemente, até o momento em que o Gundam viu-se colocado exatamente entre a gigantesca criatura, e um precipício. O monstro rosa grunhiu longamente em satisfação, e levantou sua cabeça, abrindo sua boca para desferir seu último e fatal golpe.

Dentro do robô, Heero recusava-se a desistir, olhando desesperadamente a sua volta procurando por algo que lhe desse alguma dica de como ele poderia contra atacar.

Seus olhos avistaram uma alavanca aonde havia uma etiqueta com os dizeres, 'Em caso de emergência, puxe.'

Com as duas mãos firmemente apoiadas sobre a alavanca, Heero preparou-se para acionar o dispositivo. Um pensamento passou por sua mente.

'Duo, eu não vou deixar que você durma para sempre. Espere por mim!' E com isso, a alavanca foi puxada no exato instante em que o dragão preparava-se para o ataque.

Imediatamente, o Gundam moveu um de seu braços levantando neste um gigantesco bastão. O bastão subiu aos céus revelando em seguida uma lâmina de chamas verdes que descendeu sem piedade sobre o dragão, cortando o monstro com sucesso em duas partes, antes mesmo que este tivesse notado a presença da foice sobre seu corpo.

Dentro do cockpit, o príncipe assistiu incrédulo ao resultado de suas ações, ficando completamente paralisado durante um momento, enquanto recuperava seu fôlego e sua mente processava tudo o que havia acabado de acontecer diante de seus olhos.

Do lado de fora, as três fadas finalmente colocaram-se de pé, Wufei jogando os braços para cima em alegria diante da vitória, enquanto Trowa e Quatre dividiam um beijo apaixonado e emocionado.

Recuperando-se rapidamente, Heero deixou o compartimento do Gundam correndo na direção das fadas.

'Onde está Duo ?' , o príncipe perguntou.

'Ele está no topo da torre', Wufei gritou em resposta. 'Corra!'

Antes mesmo de ouvir o último comando da fada, Heero já havia colocado-se a toda a velocidade na direção do castelo, subindo as escadarias como se essas nem sequer existissem.

Wufei observou a movimentação do príncipe com um pequeno sorriso brincando em seus lábios. Seu momento foi interrompido por uma mão suavemente pousando sobre seu ombro. Ele olhou para trás, seus olhos imediatamente encontrando os enormes olhos azuis de Quatre.

'Vamos Wufei', a fada azul falou em um tom de voz emocionado. 'Nós ainda temos de acordar todo o reino, para a comemoração.'

O jovem chinês assentiu com a cabeça, e as três fadas entraram em ação.

Heero subiu as escadas do castelo a toda velocidade, até finalmente chegar ao fim dessas. Ao notar que estava adentrando um quarto, o príncipe diminuiu seus passos, deixando que seus olhos acostumassem-se com a suave luz que iluminava o lugar, revelando uma enorme cama no meio do cômodo.

Sobre esta, e imóvel como uma bela estátua do mais puro mármore, estava Duo.

Heero observou-o por alguns momentos, bebendo de sua beleza como se esta fosse um copo de vinho. Passou pela sua cabeça a idéia de que Duo realmente era a figura mais esplêndida na qual ele já havia colocado os olhos durante toda a vida.

O jovem então aproximou-se da figura adormecida, colocando suas duas mãos em seu rosto.

Heero aproximou-se até que finalmente seus lábios uniram-se em um beijo doce que lançou uma onda de pura eletricidade em ambos os corpos.

O príncipe afastou-se para observar o efeito de sua ação, e assistiu fascinado enquanto os olhos de Duo lentamente abriam-se para o mundo a sua volta.

Duo suspirou longamente, acordando do melhor sonho que tivera em sua existência. Piscou algumas vezes, tentando recuperar o foco em suas pupilas, e quando estas finalmente permitiram que ele enxergasse novamente, a primeira coisa que ele viu foram os olhos profundamente azuis daquele que havia preenchido seus sonhos.

'Heero...', ele exclamou, ainda sem forças para mover-se, '...é mesmo você?'

O príncipe de Peacecraft apenas assentiu com a cabeça, dando um longo sorriso na direção de seu amado, assegurando-o de que sua presença era mais do que real.

Diante de tal exibição, Duo imediatamente recuperou a força em seu corpo, lançando-se na direção de Heero, suas mãos instintivamente fechando-se atrás do pescoço do outro jovem, efetivamente segurando-o contra seus lábios famintos e exigentes em um beijo apaixonado.

Enquanto isso, as fadas assistiam enquanto a população lentamente voltava a vida.

Um dos cidadãos, avistando a enorme máquina prostrada praticamente ao lado do castelo, exclamou em surpresa: 'OH! É UM GUNDAM!' [3], e a simples menção da frase fez com que Wufei colocasse uma de suas mãos instintivamente sobre sua têmpora em um sinal claro de irritação.

O jovem então sentiu os braços de Trowa pousarem suavemente em seus ombros. A fada verde olhou divertidamente para seu companheiro de profissão, encaminhando-o na direção da torre do castelo.

'Vamos lá, Wufei', o jovem falou em um tom sarcástico, 'você não pensava realmente que iria se safar desse comentário, não é mesmo?'

O rapaz chinês suspirou longamente. 'Por alguma razão, eu pensei que sim.'

Rindo suavemente, as três fadas voaram escadaria acima na direção do quarto no alto da torre. Ao chegar no grande cômodo, os três jovens pararam diante da cena à sua frente.

E ficaram vermelhos.

Sobre a cama do quarto estava o futuro príncipe de Oz, deitado e com o paletó e a camisa abertos, seus braços possessivamente fechados envolta do corpo a sua frente. Sobre ele estava Heero, suas pernas prostradas nos dois lados do corpo de Duo e completamente sem camisa.

Ambos estavam engajados em um caloroso beijo, que os impedia de sequer notar a presença das fadas.

Quatre limpou sua garganta produzindo um som alto que chamou a atenção dos dois príncipes para o fato de que haviam espectadores no recinto.

Os dois separaram-se imediatamente, arrumando suas roupas em seguida.

Quando novamente apresentáveis, Duo abraçou longamente cada um de seus padrinhos agradecendo-os por toda sua bondade. Heero trocou cumprimentos com cada uma das fadas, agradecendo-os pela valiosa ajuda.

No grande salão do castelo, os reis Treize e Zechs também acordavam lentamente junto ao restante do reino. Recuperando a consciência pouco a pouco e reconhecendo seus arredores, ambos os réis olharam em volta.

'O que você dizia , Zechs?', o rei de Oz perguntou, um pouco confuso quanto a seu 'branco' repentino, mas lembrando-se rapidamente sobre o assunto que havia estado tratando com seu amigo apenas momentos atrás.

'Eu?', o rei loiro perguntou, tentando acompanhar a linha de raciocínio de seu companheiro e finalmente lembrando-se. 'Sim, é claro, eu estava prestes a lhe dizer que Heero...'

Mas antes que Zechs pudesse terminar sua sentença, todas as atenções do local voltaram-se para a escadaria principal do castelo, na qual as trombetas soavam alegremente anunciando a tão esperada chegada do príncipe.

Pela escada, desceram suavemente Heero e Duo, seus braços entrelaçados, e olhares fixos um no outro.

'Mas...é...é Duo!', o rei de Oz exclamou em uma voz repleta de emoção.

'É...é Heero!', o rei de Peacecrat exclamou por sua vez, não acreditando completamente no que seus olhos mostravam diante de si.

Os dois príncipes aproximaram-se de Treize e Une, e Duo deu um longo e emocionado abraço em seus pais, que retribuíram o carinho do filho que não viam a longos dezesseis anos. Em seguida, Duo aproximou-se de Zechs dando-lhe também um abraço, que fez com que o rei esquecesse qualquer declaração que estivesse prestes a fazer, deixando-o com um grande sorriso nos lábios.

Em seguida, Duo e Heero dirigiram-se para o centro do enorme salão.

Heero pegou a mão de Duo guiando-o suavemente na valsa tocada pelos músicos do castelo.

Observando a cena de um dos grandes balcões do lugar, as três fadas suspiraram em união, o sentimento de 'missão cumprida' invadindo os seus seres trazendo consigo uma enorme sensação de alívio e alegria.

A fada azul deu um longo abraço em seu amante, e Wufei, aproveitando-se dessa distração, apontou sua varinha para Duo, fazendo com que seu traje voltasse a ser vinho.

Ainda envolto nos braços de Trowa, Quatre abriu os olhos no exato momento em que a roupa mudou de cor. A fada imediatamente apontou sua varinha na direção do príncipe, fazendo com que o tecido voltasse a ser azul-marinho.

Não satisfeito, Wufei apontou sua varinha novamente, e o traje voltou a ficar vinho.

E em seguida ele voltou a ser azul-marinho.

Os dois príncipes giravam magicamente pela extensão do salão enquanto a roupa mudava de cor até o momento em que ambos pararam. Heero olhou diretamente para aonde as fadas encontravam-se, lançando-lhes um olhar que prometia a morte [4], caso aquilo continuasse.

Trowa agilmente levantou sua varinha, fazendo com que o traje do príncipe adquirisse um tom negro como a noite. A fada verde foi recompensada com olhares desgostosos de seus companheiros e uma pequena piscadela de Duo, que ele respondeu da mesma forma.

Voltando seu olhar para o belo rosto à sua frente, Duo viu Heero olhando-o de volta com uma admiração gigantesca.

'Felizes para sempre?', o rapaz trançado indagou, deixando que um amplo sorriso cobrisse seu rosto.

'Eu não vejo por que não', o príncipe de Peacecraft respondeu, apertando seu braço contra as costas de seu parceiro de dança, fazendo com que seus corpos aproximassem-se ainda mais, antes de continuar a girar pelo salão.


FIM /

[1] A razão pela qual Trowa e Wufei orgulham-se da atitude de Heero é muito simples: TODOS os Gundam Boys são suicidas. Ponto. Durante toda a série isso é esfregado na cara do espectador, até que eles tomam vergonha e passam a gostar mais da vida...tipo que até no Endless Waltz eles cogitam se matar. E se ISSO não é ser suicida, eu realmente não saberia dizer o que é! "

[2] O Heero mostrando o dedo do meio pra Relena. Ok, esse foi um sonho meu que eu realizei / Hehehe, se eu não pude ver na série, pelo menos estou vendo no meu fic.

[3] OH É UM GUNDAM! Essa é a frase mais dita durante TODA a série, e eu simplesmente NÃO podia deixa-la de fora do fic. Primeiro por que ela é extremamente engraçada (Aê Lien, e Daph /) e segundo por que...poxa, ela é um clássico XD

[4] Olhar 'Omae o Korosu', outro clássico que não podia faltar

Belo Adormecido é o quinto fic que eu termino ( o terceiro deles que é um multi-partes) e este bebezinho aqui me rendeu muito mais do que eu inicialmente esperava. Eu sinceramente não imaginava que as pessoas fossem aceitar esse tipo de fic tão bem quanto ele foi aceito.

Tudo o que posso dizer é que foi muito divertido escrevê-lo ( esse fic era praticamente meu laboratório de piadas sem noção – a maioria de vocês provavelmente notou isso com facilidade ") e eu sentirei sua falta. Pelo menos, agora eu posso pensar em nossos projetos de paródias – e estou aberta a sugestões.

Obrigada a todos que acompanharam, mandaram reviews, e incentivos. Eu espero que vocês tenham apreciado o final, tanto quanto eu.
Até a próxima /"