AUTHOR: Lady F., Lady K, Towanda
DISCLAIMER: Todos os personagens da série "Sir Arthur Conan Doyle's The Lost World" são propriedade de John Landis, Telescene, Coote/Hayes, DirecTV, New Line Television, Space, Action Adventure Network, Goodman/Rosen Productions, e Richmel Productions.
SPOILERS: OUT OF TIME (1º Temporada)
COMMENTS:
Um esclarecimento: Às vezes nos reviews surgem algumas perguntas, criticas e/ou sugestões. E que os reviews realmente continuem assim pq tudo que vocês escrevem é muito importante para nós. Como não temos respondido nos comments, pode parecer que não estamos prestando atenção, mas não é verdade. Tudo o que vocês tem escrito, está anotadinho meninas. E na medida do possível, vamos procurar aparar estas arestas diretamente na estória (como o tempo de permanência do Thomy na casa cobrado pela Rosa, entre outras coisas).
Nessa Reinehr, Gio, Taíza, Rosa, Nay, Mary. Muito obrigada pelo carinho e atenção de vocês. Milhões de Beijox
Esperamos que continuem gostando do que estão lendo tanto quanto estamos gostando de escrever.
........................................................
Se Tudo Fosse Diferente – Capítulo Oito
"Pois suas almas moram na mansão do amanhã, que vós não podeis visitar nem mesmo em sonho."
Gibran Khalil Gibran – "O Profeta"
........................................................
Quando Malone chegou a base da casa da árvore olhou para todos os lados, mas não viu nenhum sinal de Thomy e Verônica. Ainda correu a esmo e como não achou nada voltou para encontrar Roxton e Marguerite perto da horta também procurando. Ele passou furioso pelo caçador que o segurou com certa dificuldade.
"Eu vou matá-lo" – disse tentando libertar-se.
"Não, você não vai" – mantendo Ned firmemente preso pelos ombros Roxton continuou – "Marguerite, pegue nossas coisas." – Ela entrou no elevador sabendo que não era o momento de discutir qualquer ordem. John continuou olhando nos olhos do jornalista – "Preste atenção. A coisa mais importante é encontrarmos Verônica e Thomy. O resto fica para depois. Entendeu isso?" – Malone assentiu abaixando a cabeça. Roxton abraçou o jornalista com força enquanto Marguerite chegava entregando-lhes as armas e mochilas.– "Você e Summerllee cuidam de Challenger."
"Tomem cuidado." – respondeu a herdeira.
........................................................
Challenger sentara em um banco no canto do laboratório olhando fixamente para o chão quando Summerllee juntou-se a ele colocando a mão em seu ombro. Marguerite chegou alguns minutos depois entregando uma caneca de água cada um dos homens.
"Obrigado" – disse Summerllee.
"George? Você está bem?" – preocupou-se ela. O cientista esboçou um sorriso débil e ela notou que suas mãos tremiam.
"Você sabe que ambos perderam qualquer razão que pudessem ter não sabem?"
"Por favor, Summerllee, não venha me dar lição de moral ou alguma bronca como se eu fosse uma criança".
"... Só estou mostrando a você que os dois se exaltaram de maneira errada, desenterrando assuntos que pensei já estarem enterrados conosco".
Olhando ainda mais no fundo da xícara de chá Challenger respondeu. "Eu sei Arthur...".
Summerllee e Marguerite preocuparam-se com Challenger que quase não saia do laboratório. Eles até transferiram uma das camas de campanha para lá. Marguerite tinha que ameaça-lo para que ele se alimentasse e para que dormisse. Summerllee sempre acrescentava alguma coisa ao seu chá. Quase não falava nada e mal tocava em suas experiências. E ele não correspondia a qualquer tentativa que se fizesse de falar sobre qualquer assunto. Ninguém jamais o vira tão entristecido. Todas as noites, desde que Verônica se fora, ia para na varanda e ficava olhando e procurando por algum sinal. Mas estava tão perdido em seus pensamentos que mesmo se visse alguma coisa não enxergaria. E a casa da árvore nunca esteve tão silenciosa.
........................................................
Marguerite aproximou-se de Summerllee inclinado no gradil da varanda.
"Se sentindo culpado Arthur?" – ele olhou para ela.
"Você também?"
"Confesso que sim."
"E você acha que temos razão para estarmos assim?"
"Podíamos ter feito melhor. Isso eu sei." - Marguerite deu um suspiro.
"SE...SE eu tivesse feito isso...SE eu não tivesse dito aquilo." – continuou Summerllee – "E o pior de tudo é que quando surge o SE na nossa mente, é porque já é tarde demais. Boa noite querida."
"Boa noite professor."
........................................................
Roxton e Malone retornaram dois dias depois, sujos, cansados e sozinhos. Haviam mantido contato usando os espelhos por todo o tempo. Marguerite e Summerllee encontraram os homens que saiam do elevador.
-E então? – perguntou a herdeira.
"Procuramos em todos os lugares e nada. Como se tivessem desaparecido no ar."
"Precisamos voltar Roxton" – insistia Malone – "Eles podem estar feridos, precisando de ajuda."
"Ela não quer ser encontrada, isto é obvio. E se tivesse acontecido alguma coisa nós saberíamos. Talvez ela só precise de algum tempo" – Tentou convencer-se Roxton – "Como está o George?"
"Não muito bem. Eu nunca o vi neste estado."
"Conversaram com ele?"
"Nós tentamos. Mas ele não parece querer falar muito, pelo menos não conosco."
"Eu vou lá." – Roxton sinalizou para que Summerllee se aproximasse – "Pode cuidar de Malone professor? O garoto está uma pilha de nervos."
"Pode deixar John."
Roxton desceu até o laboratório onde encontrou Challenger deitado muito quieto. E puxou uma cadeira para perto do amigo.
"Olá George. Como você está?"
"Bem John."
Roxton deu um ligeiro sorriso.
"Estou vendo."
"Vocês a encontraram?"
"Não. Nenhuma pista, nada. Acho que como você, tudo o que ela quer agora é ficar sozinha." - Challenger deitou-se de costas para Roxton que entendeu o recado – "Descanse meu amigo" – disse John saindo.
........................................................
Marguerite entrou sem bater no quarto de Roxton que acordou assustado.
"O que aconteceu?"
"Malone desapareceu" – O caçador pulou da cama só de cuecas pegando as calças e colocando rapidamente. Continuou andando enquanto se vestia.
"Summerllee não deu alguma coisa pra ele dormir ontem?"
"Deu. Mas parece que ele acordou e saiu antes do amanhecer. Pegou a mochila e armas."
Roxton terminou rapidamente de se vestir, pegou suas coisas e entrou no elevador.
"Droga, droga, droga, droga..."
Sempre resmungando, o caçador seguia o rastro recente de Malone.
"Você é um estúpido John Roxton. Eles são seus amigos e tudo o que você fez foi ficar passando a mão na cabeça deles. Seu burro, você ficou com medo de perder a amizade de um dos dois e não puxou a orelha deles quando teve chance e antes que fosse tarde demais. Você é um estúpido John Roxton."
Eram pistas fáceis de serem seguidas. Roxton concluiu que o amigo saíra a menos de uma hora e correu para alcança-lo. Quando avistou Ned percebeu que ele andava decidido sempre em frente, mas sem observar nada a sua volta. John correu pegando-o pelo braço.
"O que pensa que está fazendo?" – gritou Roxton furioso.
"Eu vou atrás deles." – Ned desvencilhou-se e continuou a andar. John seguiu-o.
"E ai acontece o que? Você se perde, Verônica volta e temos que começar tudo de novo. Vai voltar comigo agora ou..."
"Ou o que?" Malone estava tão furioso e gritava tanto quanto seu amigo – "Não quer vir comigo, então não venha. Aliás, eu nem te chamei."
"Seja sensato Malone."
"E nós fomos sensatos Roxton? Nenhum de nós quis realmente ajudar a resolver o problema entre eles. Ficamos só olhando."
"Falei com Challenger, Marguerite falou com Verônica."
"E eu Roxton? Eu fiz o que? Nada. Fiquei lá brincando com o menino e só. Me diga. E quando ela se foi eu fiquei ali parado, incapaz de me mexer. Podia ter impedido e não fiz nada. Será este o apoio que ela esperava de mim?"
"Pelo menos vamos parar e pensar para onde ela pode ter ido." – Mas Malone não parava.
"É justamente este o problema. Ned Malone só pensa, pensa, pensa."
Foi ai que a paciência de Roxton se esgotou. Agarrou o jornalista pelo ombro, virou-o de uma vez e o acertou no queixo. Ned caiu tonto e John puxou-o pela camisa.
"Me solta."
"Por um acaso já percebeu onde está indo? Para um ninho de raptors. Se fosse esperto saberia que ela jamais viria para cá principalmente com Thomy. Agora levante seu idiota." – Roxton praticamente ergueu Malone pelo colarinho puxando-o para perto do seu rosto – "Vamos continuar procurando até o entardecer e se começar a chover voltamos também. E você vai fazer o que eu mandar ou vou amarra-lo. Além do mais você é um péssimo rastreador."
Ele soltou Malone que continuava furioso. Mas Ned também sabia que Roxton tinha razão. Como rastreador ele era muito ruim mesmo.
........................................................
Com Thomy nos braços Verônica pegou a sacola com as coisas do menino que costumava levar em seus passeios e entrou na selva. A única coisa que pensou foi em não ser seguida por isso teve o cuidado de esconder qualquer sinal que pudesse levar alguém até ela. Sabia de lugares que ninguém conhecia e partiu direto para uma área que ela tinha certeza de oferecer pouco perigo a Thomy. Após algumas horas de caminhada parou em uma caverna na qual brincara quando criança. Fez uma cama de folhas, cobriu uma parte com um dos lençóis que Marguerite havia costurado e acomodou Thomy. O menino dormira boa parte do caminho, mas ainda estava cansado e não foi difícil faze-lo retomar o sono após alimenta-lo, cobri-lo e aproximar-se acariciando sua cabeça cantando baixinho uma canção como costumava fazer todas as noites. E só depois disso ela sentou-se encolhida agarrada aos joelhos e chorou.
Embora em lugares tão distantes um do outro o sentimento e a angustia que envolvia Challenger e Verônica era idêntico. Nenhum dos dois se lembrava das palavras com as quais haviam sido ofendidos, mas recordavam com clareza cada detalhe, cada palavra cruel que haviam dito para o outro. E foi por isso que totalmente envergonhados afastaram-se também de seus amigos.
"Eu não tinha o direito" – diziam para si mesmos a respeito de seus atos.
Challenger permanecia no laboratório, evitando conversar com todos, enquanto Verônica passou os dias cuidando de Thomy ao mesmo tempo em que esquecia cada vez mais de si mesma.
........................................................
Sentados na mesa de jantar Summerllee, Marguerite, Roxton e Malone mal conseguiram tocar na comida. Estavam desolados não só por não saber o que fazer, mas principalmente por se sentirem tão inúteis.
Malone não se conformava em ficar na casa da árvore, mas Roxton tentou fazer com que ele pensasse logicamente. Saiam todos os dias, mas sempre a tempo de retornarem antes do anoitecer. Roxton também vigiava Malone muito de perto cuidando para que ele não fosse atrás de Challenger. Ned queria tomar satisfações, mas os outros o convenceram de que a prioridade agora era outra. E Challenger não precisava de ninguém para lembrar-lhe da gravidade do que tinha acontecido.
Quando o barulho do mecanismo do elevador ecoou pela sala, Malone e Roxton praticamente pularam de suas cadeiras e instintivamente pegaram suas armas. Logo em seguida ouviram um choro alto e forte de criança. Mas foi só quando a cabine do elevador parou na entrada da sala de estar da casa da árvore e eles viram Verônica fortemente abraçada a Thomy que chorava incontrolavelmente foi que perceberam que, alguma coisa estava muito errada.
CONTINUA...
DISCLAIMER: Todos os personagens da série "Sir Arthur Conan Doyle's The Lost World" são propriedade de John Landis, Telescene, Coote/Hayes, DirecTV, New Line Television, Space, Action Adventure Network, Goodman/Rosen Productions, e Richmel Productions.
SPOILERS: OUT OF TIME (1º Temporada)
COMMENTS:
Um esclarecimento: Às vezes nos reviews surgem algumas perguntas, criticas e/ou sugestões. E que os reviews realmente continuem assim pq tudo que vocês escrevem é muito importante para nós. Como não temos respondido nos comments, pode parecer que não estamos prestando atenção, mas não é verdade. Tudo o que vocês tem escrito, está anotadinho meninas. E na medida do possível, vamos procurar aparar estas arestas diretamente na estória (como o tempo de permanência do Thomy na casa cobrado pela Rosa, entre outras coisas).
Nessa Reinehr, Gio, Taíza, Rosa, Nay, Mary. Muito obrigada pelo carinho e atenção de vocês. Milhões de Beijox
Esperamos que continuem gostando do que estão lendo tanto quanto estamos gostando de escrever.
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Se Tudo Fosse Diferente – Capítulo Oito
"Pois suas almas moram na mansão do amanhã, que vós não podeis visitar nem mesmo em sonho."
Gibran Khalil Gibran – "O Profeta"
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Quando Malone chegou a base da casa da árvore olhou para todos os lados, mas não viu nenhum sinal de Thomy e Verônica. Ainda correu a esmo e como não achou nada voltou para encontrar Roxton e Marguerite perto da horta também procurando. Ele passou furioso pelo caçador que o segurou com certa dificuldade.
"Eu vou matá-lo" – disse tentando libertar-se.
"Não, você não vai" – mantendo Ned firmemente preso pelos ombros Roxton continuou – "Marguerite, pegue nossas coisas." – Ela entrou no elevador sabendo que não era o momento de discutir qualquer ordem. John continuou olhando nos olhos do jornalista – "Preste atenção. A coisa mais importante é encontrarmos Verônica e Thomy. O resto fica para depois. Entendeu isso?" – Malone assentiu abaixando a cabeça. Roxton abraçou o jornalista com força enquanto Marguerite chegava entregando-lhes as armas e mochilas.– "Você e Summerllee cuidam de Challenger."
"Tomem cuidado." – respondeu a herdeira.
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Challenger sentara em um banco no canto do laboratório olhando fixamente para o chão quando Summerllee juntou-se a ele colocando a mão em seu ombro. Marguerite chegou alguns minutos depois entregando uma caneca de água cada um dos homens.
"Obrigado" – disse Summerllee.
"George? Você está bem?" – preocupou-se ela. O cientista esboçou um sorriso débil e ela notou que suas mãos tremiam.
"Você sabe que ambos perderam qualquer razão que pudessem ter não sabem?"
"Por favor, Summerllee, não venha me dar lição de moral ou alguma bronca como se eu fosse uma criança".
"... Só estou mostrando a você que os dois se exaltaram de maneira errada, desenterrando assuntos que pensei já estarem enterrados conosco".
Olhando ainda mais no fundo da xícara de chá Challenger respondeu. "Eu sei Arthur...".
Summerllee e Marguerite preocuparam-se com Challenger que quase não saia do laboratório. Eles até transferiram uma das camas de campanha para lá. Marguerite tinha que ameaça-lo para que ele se alimentasse e para que dormisse. Summerllee sempre acrescentava alguma coisa ao seu chá. Quase não falava nada e mal tocava em suas experiências. E ele não correspondia a qualquer tentativa que se fizesse de falar sobre qualquer assunto. Ninguém jamais o vira tão entristecido. Todas as noites, desde que Verônica se fora, ia para na varanda e ficava olhando e procurando por algum sinal. Mas estava tão perdido em seus pensamentos que mesmo se visse alguma coisa não enxergaria. E a casa da árvore nunca esteve tão silenciosa.
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Marguerite aproximou-se de Summerllee inclinado no gradil da varanda.
"Se sentindo culpado Arthur?" – ele olhou para ela.
"Você também?"
"Confesso que sim."
"E você acha que temos razão para estarmos assim?"
"Podíamos ter feito melhor. Isso eu sei." - Marguerite deu um suspiro.
"SE...SE eu tivesse feito isso...SE eu não tivesse dito aquilo." – continuou Summerllee – "E o pior de tudo é que quando surge o SE na nossa mente, é porque já é tarde demais. Boa noite querida."
"Boa noite professor."
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Roxton e Malone retornaram dois dias depois, sujos, cansados e sozinhos. Haviam mantido contato usando os espelhos por todo o tempo. Marguerite e Summerllee encontraram os homens que saiam do elevador.
-E então? – perguntou a herdeira.
"Procuramos em todos os lugares e nada. Como se tivessem desaparecido no ar."
"Precisamos voltar Roxton" – insistia Malone – "Eles podem estar feridos, precisando de ajuda."
"Ela não quer ser encontrada, isto é obvio. E se tivesse acontecido alguma coisa nós saberíamos. Talvez ela só precise de algum tempo" – Tentou convencer-se Roxton – "Como está o George?"
"Não muito bem. Eu nunca o vi neste estado."
"Conversaram com ele?"
"Nós tentamos. Mas ele não parece querer falar muito, pelo menos não conosco."
"Eu vou lá." – Roxton sinalizou para que Summerllee se aproximasse – "Pode cuidar de Malone professor? O garoto está uma pilha de nervos."
"Pode deixar John."
Roxton desceu até o laboratório onde encontrou Challenger deitado muito quieto. E puxou uma cadeira para perto do amigo.
"Olá George. Como você está?"
"Bem John."
Roxton deu um ligeiro sorriso.
"Estou vendo."
"Vocês a encontraram?"
"Não. Nenhuma pista, nada. Acho que como você, tudo o que ela quer agora é ficar sozinha." - Challenger deitou-se de costas para Roxton que entendeu o recado – "Descanse meu amigo" – disse John saindo.
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Marguerite entrou sem bater no quarto de Roxton que acordou assustado.
"O que aconteceu?"
"Malone desapareceu" – O caçador pulou da cama só de cuecas pegando as calças e colocando rapidamente. Continuou andando enquanto se vestia.
"Summerllee não deu alguma coisa pra ele dormir ontem?"
"Deu. Mas parece que ele acordou e saiu antes do amanhecer. Pegou a mochila e armas."
Roxton terminou rapidamente de se vestir, pegou suas coisas e entrou no elevador.
"Droga, droga, droga, droga..."
Sempre resmungando, o caçador seguia o rastro recente de Malone.
"Você é um estúpido John Roxton. Eles são seus amigos e tudo o que você fez foi ficar passando a mão na cabeça deles. Seu burro, você ficou com medo de perder a amizade de um dos dois e não puxou a orelha deles quando teve chance e antes que fosse tarde demais. Você é um estúpido John Roxton."
Eram pistas fáceis de serem seguidas. Roxton concluiu que o amigo saíra a menos de uma hora e correu para alcança-lo. Quando avistou Ned percebeu que ele andava decidido sempre em frente, mas sem observar nada a sua volta. John correu pegando-o pelo braço.
"O que pensa que está fazendo?" – gritou Roxton furioso.
"Eu vou atrás deles." – Ned desvencilhou-se e continuou a andar. John seguiu-o.
"E ai acontece o que? Você se perde, Verônica volta e temos que começar tudo de novo. Vai voltar comigo agora ou..."
"Ou o que?" Malone estava tão furioso e gritava tanto quanto seu amigo – "Não quer vir comigo, então não venha. Aliás, eu nem te chamei."
"Seja sensato Malone."
"E nós fomos sensatos Roxton? Nenhum de nós quis realmente ajudar a resolver o problema entre eles. Ficamos só olhando."
"Falei com Challenger, Marguerite falou com Verônica."
"E eu Roxton? Eu fiz o que? Nada. Fiquei lá brincando com o menino e só. Me diga. E quando ela se foi eu fiquei ali parado, incapaz de me mexer. Podia ter impedido e não fiz nada. Será este o apoio que ela esperava de mim?"
"Pelo menos vamos parar e pensar para onde ela pode ter ido." – Mas Malone não parava.
"É justamente este o problema. Ned Malone só pensa, pensa, pensa."
Foi ai que a paciência de Roxton se esgotou. Agarrou o jornalista pelo ombro, virou-o de uma vez e o acertou no queixo. Ned caiu tonto e John puxou-o pela camisa.
"Me solta."
"Por um acaso já percebeu onde está indo? Para um ninho de raptors. Se fosse esperto saberia que ela jamais viria para cá principalmente com Thomy. Agora levante seu idiota." – Roxton praticamente ergueu Malone pelo colarinho puxando-o para perto do seu rosto – "Vamos continuar procurando até o entardecer e se começar a chover voltamos também. E você vai fazer o que eu mandar ou vou amarra-lo. Além do mais você é um péssimo rastreador."
Ele soltou Malone que continuava furioso. Mas Ned também sabia que Roxton tinha razão. Como rastreador ele era muito ruim mesmo.
........................................................
Com Thomy nos braços Verônica pegou a sacola com as coisas do menino que costumava levar em seus passeios e entrou na selva. A única coisa que pensou foi em não ser seguida por isso teve o cuidado de esconder qualquer sinal que pudesse levar alguém até ela. Sabia de lugares que ninguém conhecia e partiu direto para uma área que ela tinha certeza de oferecer pouco perigo a Thomy. Após algumas horas de caminhada parou em uma caverna na qual brincara quando criança. Fez uma cama de folhas, cobriu uma parte com um dos lençóis que Marguerite havia costurado e acomodou Thomy. O menino dormira boa parte do caminho, mas ainda estava cansado e não foi difícil faze-lo retomar o sono após alimenta-lo, cobri-lo e aproximar-se acariciando sua cabeça cantando baixinho uma canção como costumava fazer todas as noites. E só depois disso ela sentou-se encolhida agarrada aos joelhos e chorou.
Embora em lugares tão distantes um do outro o sentimento e a angustia que envolvia Challenger e Verônica era idêntico. Nenhum dos dois se lembrava das palavras com as quais haviam sido ofendidos, mas recordavam com clareza cada detalhe, cada palavra cruel que haviam dito para o outro. E foi por isso que totalmente envergonhados afastaram-se também de seus amigos.
"Eu não tinha o direito" – diziam para si mesmos a respeito de seus atos.
Challenger permanecia no laboratório, evitando conversar com todos, enquanto Verônica passou os dias cuidando de Thomy ao mesmo tempo em que esquecia cada vez mais de si mesma.
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Sentados na mesa de jantar Summerllee, Marguerite, Roxton e Malone mal conseguiram tocar na comida. Estavam desolados não só por não saber o que fazer, mas principalmente por se sentirem tão inúteis.
Malone não se conformava em ficar na casa da árvore, mas Roxton tentou fazer com que ele pensasse logicamente. Saiam todos os dias, mas sempre a tempo de retornarem antes do anoitecer. Roxton também vigiava Malone muito de perto cuidando para que ele não fosse atrás de Challenger. Ned queria tomar satisfações, mas os outros o convenceram de que a prioridade agora era outra. E Challenger não precisava de ninguém para lembrar-lhe da gravidade do que tinha acontecido.
Quando o barulho do mecanismo do elevador ecoou pela sala, Malone e Roxton praticamente pularam de suas cadeiras e instintivamente pegaram suas armas. Logo em seguida ouviram um choro alto e forte de criança. Mas foi só quando a cabine do elevador parou na entrada da sala de estar da casa da árvore e eles viram Verônica fortemente abraçada a Thomy que chorava incontrolavelmente foi que perceberam que, alguma coisa estava muito errada.
CONTINUA...
