Capítulo II - Assumindo compromisso.
Aparatou para casa. Estava acabado. Parecia que seu corpo tinha sido atropelado por um milhão de trasgos. Sentia que alguma costela tinha sido quebrada, devido a forte dor em seu tórax. Devia ter pensado antes de falar besteira. Agora estava quase morto e tudo por causa de Ginny. Não, era tudo por causa daquele sentimento imbecil chamado amor.
Quando ele desenvolvera aquele mal? Por que aquilo ERA um mal, se já não bastasse o sofrimento de gostar de alguém que lhe odeia, também experimentava o gostinho de levar uma surra sem nem ter culpa.
Fez poções para seus ossos voltarem ao normal e outras para aliviar a dor. Nos dias seguintes não apareceu no Ministério, não queria ver ninguém, quanto mais longe estivesse de Ginny, a sua integridade física estaria a salvo.
Voltou para o Ministério depois de uma semana, era incrível como aqueles seis brutamontes da cabeça de fogo tinham força. E o pior de ter sentido as dores era pensar que de nada adiantou seu "ato heróico".
Entrou na sala que dividia com a garota Weasley, sem pronunciar uma palavra sequer. Sentou-se em frente à mesa e começou a fazer seu trabalho. Viu a ruiva olha-lo atentamente como se perguntasse o por quê de ainda estar vivo, quando ouviu a porta ser aberta com um estrondo. Por ela passaram seis cabeças vermelhas e Draco, instantaneamente, começou a rezar (sem nem mesmo saber nenhuma reza).
"Malfoy, precisamos falar com você."- dizia o ruivo mais velho dos seis.
"Falar? Eu pensei que vocês não tinham desenvolvido essa técnica, com vocês não é tudo na base da porrada?" - provocou, mesmo sabendo que esteja em desvantagem.
"Se você quiser nós podemos te bater de novo..." - disse o ruivo mais novo, que Draco reconheceu como sendo Ronald.
"Rony, calma... Nós só viemos conversar aqui sobre o futuro da nossa irmãzinha." – dizia um outro ruivo.
"Meu futuro?"- a voz de Ginny foi ouvida pela primeira vez- "Quem vocês pensam que são?"
"Seus irmãos, Gininha."- disse um dos gêmeos.
"Fred, não me faça dizer o quê é Gininha. Vocês não têm o direito de decidir sobre a minha vida. Não fiquem forçando o Malfoy a nada."
"Como não? Ele é o pai do seu filho, ele tem que assumir."
"Gui, nós vivemos em um mundo moderno. Eu posso muito bem cuidar do meu filho sozinha, sem ajuda do pai. Não são vocês que vão me obrigar a nada."
"Mas nós vamos." – disse uma voz masculina, vinda da porta.
Mais duas cabeças ruivas surgiram e Draco reconheceu como sendo o Sr. E a Sra. Weasley.
Agora sim, estava morto.
"Malfoy." – disse Arthur, acenando com a cabeça.
"Sr.Weasley."
"Gui, Carlinhos, Fred, Jorge, Rony e Percy, saiam da sala."
"Mas papai...".
"Eu disse para vocês saírem."- disse o homem olhando os filhos, sério.
Depois que os rapazes saíram, o pai de Ginny começou:
"Bem, Malfoy, eu penso que você deve arcar com as conseqüências dos seus atos."
"Sim."
"Você deve entender que minha filha não pode ficar falada por todo o mundo mágico."
"Sim."
"Então o casamento deve ser o mais breve possível, pois a barriga dela começará a aparecer em breve."
"Tudo bem."
"Então, se estamos combinados, eu vou embora. Mas lembre-se que devem se casar imediatamente."
Depois que o casal saiu, a garota falou:
"Ficou louco, Malfoy?"
"Sim."
"Você sabe que o pai do meu filho não é você. Por que você está fazendo isso?"
"Eu não sei, Weasley."
"Então é só porque você é um idiota mesmo?"
"Talvez."
Depois de um longo período de silêncio, Draco voltou a falar:
"E quem é o pai do seu filho?"
"Não te interessa."
"Não? Então seu futuro marido não pode saber quem é o pai dessa criança?"
"Não."
"É o Potter, não é?".
Silêncio.
"É o Potter! Merlim! Ele é casado! Com sua melhor amiga!"
"E qual o problema?"
"Problema? O problema é que você é uma sem vergonha! Tudo bem, eu esperava coisas ruins do Potter, mas de você? A Weasleyzinha mosca morta? A santinha? Pelo amor de Merlim, nem a sua melhor amiga você respeitou!"
Estava com ódio. Ele não se preocupava com o fato de Ginny ter traído a Granger, o único motivo de sua raiva era ser Potter o pai daquele bebê.
"E daí, Malfoy? Eu traí a Hermione e você traiu seu pai, o que ainda é pior! Eu não pedi para você assumir meu filho, não preciso de ninguém, nem de você, nem de Harry, nem dos meus pais. Eu posso me cuidar muito bem sozinha. Agora não entendo porque você fez essa besteira de dizer que era o pai dessa criança. Você não entende que desgraçou mais ainda a minha vida? Um filho de um Malfoy é muito pior do que um filho sem pai."
Draco manteve-se calado, porque sabia que se falasse acabaria se declarando e aquela, definitivamente, não era hora para declarações de amor.
"Ah, Malfoy, você sabe que é verdade, não é? Por isso não fala nada. Tudo bem, eu vou casar com você, mas eu quero que fique claro que nunca, NUNCA vou ter nada com você. Será um casamento fictício, na frente da minha família tudo será maravilhoso, mas quando eles não estiverem vendo, eu vou continuar fingindo que nem conheço você."
Depois a mulher saiu sem dar chance para Draco proferir sequer um "ai".
O rapaz apenas sentou-se em sua cadeira e recomeçou os seus trabalhos.
DGDGDGDGDGDGDGDGDGDGDGDGDGDGDGDGDGDGDGDGDGDDGDGDG
Depois de duas semanas o casamento dos dois aconteceu. Draco, apesar de saber que aquilo tudo era uma mentira, sentia-se nervoso. E se a garota desistisse na hora do casamento? Cada minuto em que ela não chegava o fazia sentir um vazio no estômago.
Quando a viu entrando pela sala, aliviou-se um pouco. Mas a calma só veio realmente quando ouviu que ela dizia "sim", de muita má vontade, para ele.
Percebeu a presença de Harry, sentado em uma das cadeiras do fundo, e teve que controlar a vontade de surrar o safado. Deixaria isso para outro dia...
Os dois decidiram morar na Mansão Malfoy, visto que a Toca era muito pequena para "hospedar" Draco, Ginny e o bebê que estava chegando. Quando chegaram no "novo lar", a garota tirou o sorriso que apresentou durante toda a noite, trocando-o por uma expressão de puro desgosto.
Draco fez um pequeno passeio por toda a Mansão, narrando fatos ocorridos em cada canto da casa, mas Ginny não prestava atenção em nada. O último canto a ser visitado foi o quarto do casal (que antigamente era o quarto de Draco), o qual estava todo pintado de branco e possuía um guarda-roupa, uma poltrona, uma escrivaninha e uma cama.
"UMA CAMA?" – dizia Ginny aos berros.
"Sim, mas veja que é de casal e cabe nós dois sem problemas."
"COMO ASSIM? ENLOUQUECEU DE VEZ? EU NÃO VOU DORMIR COM VOCÊ."
"Não? E você vai dormir onde?"
"Essa casa tem uns seiscentos quartos, eu escolho qualquer um."
"Tudo bem, mas eu devo dizer que eles são assombrados".
"Assombrados, Malfoy? Ah, essa não cola."
"Tudo bem, se você quer tentar, fique a vontade."
"Certo, mas você não vai me mostrar um?"
"Não, se quiser, querida, procure um sozinha. Eu tenho que dormir."
A garota saiu do quarto e Draco ficou no seu pensando em como seria difícil conquista-la. Aliás, seria possível?
Estava absorto em seus pensamentos, quando ouviu um grito.
Saiu correndo do quarto e viu Ginny parada próxima a porta do quarto do casal, com uma mão no peito e outra apoiada na perna.
"O que houve?"
"É que...bem... eu fui me trocar e alguém abriu os botões do meu vestido."
"Eu disse que eram assombrados... você não quis acreditar."
"Tudo bem, Malfoy, eu vou dormir com você, mas nós teremos que fazer algumas adaptações."
Draco apenas concordou.
Os dois entraram no cômodo e ela disse:
"Primeiro, eu vou me trocar, mas nem tente me ver nua, está ouvindo?"
"Sim."
A mulher entrou no banheiro e minutos depois saiu vestida com uma camisola que cobria desde o pescoço até o pé. Era impossível Draco ver alguma coisa.
"Certo. Agora vamos fazer o seguinte. A gente pega esse cordão aqui e coloca assim"- disse ela colocando um cordão de uma ponta a outra do quarto, deixando o cômodo dividido em dois- "depois, eu pego esse lençol aqui e coloco em cima do cordão. Pronto. Eu fico com o lado direito e você com o esquerdo. E NEM OUSE VIR PARA O MEU LADO DURANTE A NOITE, VIU? SE VOCÊ TENTAR, EU TE MATO!"
Draco apenas concordou com toda aquela situação ridícula, mas no fundo tinha a esperança que ainda ia conquista-la.
E seria em breve.
Nota da Autora: Nhá, esse capítulo não saiu bom, mas pelo menos saiu. Gente, obrigada pelas reviews, espero que vcs continuem mandando, pq eu a-d-o-r-o heueheueeueeuehueheueheue
Beijocas,
Manu Black
