Capítulo V
Corrida: Uma das habilidades que Harry adquiriu quando morava com os tios na Rua dos Alfeneiros. E ele tinha que agradecer ao seu "querido" primo, Duda. Tudo bem que naquele momento ele tinha que correr carregando um bebê de 4kg, mas isso não seria um problema.
Tudo ficaria mais fácil se pudesse aparatar, mas se fizesse isso todo o seu plano seria em vão. Se aparatasse, descobririam seu esconderijo. Por isso, ignorou o cansaço que começava a sentir e continuou correndo.
Depois de muitos minutos, parou em frente a um carro. Abriu a porta e acomodou Aaron na parte de trás, em seguida entrou no veículo e seguiu para a antiga casa dos Black, no Largo Grimmauld.
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Quando chegou em casa, encontrou a esposa no quarto de Aaron, chorando. Foi até o berço da criança e o encontrou vazio. Olhou para Ginny e disse:
"Onde está Aaron?"
"Eu não sei. Estava dormindo, quando ouvi o choro dele. Vim até o quarto e já encontrei o berço vazio. Perguntei a Mya se viu alguém entrar, ela disse que não. Draco, seqüestraram o nosso filho."- disse a mulher desesperada.
"Mas quem poderia ter feito isso?"
"Não sei. Alguém que não quer ver nossa felicidade."
Draco pensou por alguns instantes até dizer:
"Potter! Mas é claro! O maldito e infeliz Harry Potter."
"Não, Draco. Ele não faria isso com o próprio filho."
Ver Ginny defender aquele canalha era o que mais lhe doía. E uma raiva repentina começou a tomar conta dele.
"Não seria capaz? Eu não acredito que você está defendendo o Cicatriz."
"Ele não é mau!"
"Não? Então por qual motivo ele não assumiu o filho? E por que traiu a mulher?"
"Bem...ele tem os motivos dele."
"Ginevra, eu não posso acreditar. Depois de tudo que ele te fez e do que aconteceu entre nós você ainda defende aquele canalha."
"Eu não estou defendendo o Harry."
"Você ainda o ama, não é?"
Ginny permaneceu calada. E isso foi muito pior do que mil palavras.
"Idiota. É isso o que você é! Ele não te ama e o pior de tudo, seqüestra seu filho. Mas o que você faz? Continua amando o canalha incondicionalmente, sem se preocupar com os meus sentimentos ou com a vida do seu filho."
Ginny quis falar algo, mas foi interrompida pelo marido:
"Não diga nada. Eu já me cansei. Vou provar que ele é o culpado do desaparecimento de Aaron e depois nunca mais eu quero te ver, Ginevra."
E saiu sem se preocupar com a voz da esposa, que o chamava insistentemente.
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Não podia mentir.
Realmente não acreditava que Harry seria o autor do seqüestro de Aaron. Tudo bem que nos últimos anos o moreno mostrou-se diferente do que costumava ser quando estudava em Hogwarts, mas seqüestro? Harry não seria capaz, ainda mais se a vítima fosse o próprio filho.
Amava Draco, mas também amava Harry. Podia parecer contraditório ou estranho, mas era a verdade. Harry foi seu primeiro amor, desde a época da Escola, não tinha como negar que o amava, mesmo que não fosse como antes. Era mais um amor fraterno do que um amor carnal. Já Draco era o amor que sonhou ter para a vida toda, mas agora sabia que talvez o tivesse perdido.
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Foi para o escritório.
Tinha que pensar em algo para trazer Aaron de volta.
Pensou nos possíveis locais em que Harry estaria: a casa que dividia com Luna foi o primeiro lugar a ser descartado, além de ser óbvio demais, seria estranho a mulher aceitar o filho da "outra". Os outros lugares vieram à sua cabeça, mas todos eram muito impossíveis ou muito óbvios. Então, o único local que ninguém se lembraria seria a antiga sede da Ordem da Fênix, Draco ainda se lembrava do local, na época em que passou para o lado do bem. Aparatou para a casa imediatamente.
Viu-se em frente a duas casas, uma com número onze e a outra com número treze. Mentalizou o número doze e minutos depois uma casa surgia entre os números onze e treze. Por ter sangue Black podia entrar na casa sem permissão do morador, por isso abriu a porta com o mínimo possível de silêncio e entrou no lugar. (N.a: Gente, esse negócio é fruto da minha imaginação, por isso nem liguem se eu estiver equivocada, ok?hehehehe)
A casa parecia abandonada. Os móveis estavam repletos de poeira e tudo parecia muito mais sombrio do que já era. Subiu as escadas bem devagar, qualquer movimento brusco poderia acordar o quadro da Sra.Black. Seguiu pelo corredor onde estava os quartos, procurando Harry por todos os dormitórios, com o maior cuidado possível.
Quando chegou ao último quarto estremeceu. Era a sua última chance de achar Aaron. Pegou a varinha e a segurou em posição de ataque. Abriu a porta vagarosamente, mas uma voz fez a porta se fechar de repente.
Então, realmente estava certo. Harry estava ali.
E agora vamos ver, se o menino-que-sobreviveu, venceria mais uma vez.
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Nota da Autora: Putz...cada vez ta pior...eu estou achando horriver...mas uma noticia boa p/ vcs: próximo capitulo eh o penúltimo! Aeeee p/ mim! Hehehehehehehehehe
Gente, muito obrigada pelas reviews, ta? Quem for comentar deixa o e-mail, que eu responderei pelo e-mail...:D Bem, já vou...hihihihi...não me matem por a cada dia piorar, mas fazer o quê...
Beijos!
Manu Black (Snape)
