Capítulo VI

Quando chegou ao último quarto estremeceu. Era a sua última chance de achar Aaron. Pegou a varinha e a segurou em posição de ataque. Abriu a porta vagarosamente, mas uma voz fez a porta se fechar de repente.

Então, realmente estava certo. Harry estava ali.

E agora vamos ver, se o menino-que-sobreviveu, venceria mais uma vez.

Empunhou a varinha em posição de luta. Abriu a porta com um chute e assim que adentrou o cômodo viu Aaron em cima de uma cama. Aproximou-se do garoto, mas foi impedido por Harry que o atacou.

"Potter, seu maldito."- disse Draco deitado no chão- "Então foi assim que você venceu o Lorde das Trevas? Atacando-o pelas costas?"

O outro nada respondeu. E para piorar a situação Draco não podia vê-lo, provavelmente estava com a capa de invisibilidade.

"Potter, eu nunca imaginei que você fosse tão covarde! Apareça!"

O outro permaneceu calado, mesmo assim raios de cores variadas continuavam atingindo Draco, tentou ver de onde vinham os ataques, mas partiam de vários lugares, possivelmente Harry estava correndo.

Tentou se concentrar, mas era impossível, então teve a idéia de trocar os feitiços de defesa que estava usando, pelo os de ataque. Sem ter um alvo certo, proferiu o feitiço Expelliarmus e para sua surpresa acabou atingindo Harry. Viu quando os objetos que estavam na escrivaninha voaram longe.

Correu até o móvel e tirou a capa de Harry.

"Então, até que enfim nos vemos de novo, não é mesmo?"- disse rindo para o outro.

"Malfoy, devolve a capa do meu pai!"

"Ah, o Pottyzinho ficou triste porque o Malfoy mau pegou a capa do papai dele?"

"Malfoy, eu..."

"Eu o quê? Vai chamar o 'bicho-papão'?"- riu um pouco e continuou- "Não seja ridículo! Não tenho medo de você e não vou devolver isso para você. Agora você vai lutar comigo. E lutar como um homem, se é que você é isso."

"Eu vou te matar, Malfoy."

"Pelo menos, tente, Potter."

E o que aconteceu a seguir foram cenas de extrema violência. Os dois se engalfinharam como selvagens. Trocaram socos por muito tempo, só pararam quando um deles perdeu os sentidos. E esse alguém foi Harry.

Draco olhou o corpo do inimigo no chão e sentiu-se satisfeito. Enfim conseguira a vingança. Pegou Aaron que continuava na cama dormindo e o olhou pela última vez. Despediu-se do garoto e não pôde conter as lágrimas que teimavam em cair. Não era seu filho biológico, mas era seu filho do coração, cuidou dele, viu seu nascimento, mas agora tinha que ir embora. Não podia continuar casado com Ginny quando ela amava o seu pior inimigo.

Aparatou para a Mansão Malfoy e encontrou Ginny no quarto do bebê, ainda chorando. Quando a mulher viu Draco entrar com o garoto, pareceu não acreditar. Correu até onde o marido estava e pegou o filho no colo. Chorou muito mais, fazendo com que Aaron chorasse também. Minutos depois olhou para Draco e disse:

"Obrigada Draco."

"Não se preocupe. Mas fique sabendo que o seu filho estava com Potter."

"Sério?"

"Não, Ginevra, eu estou mentindo. O menino sempre esteve comigo, aqui dentro do meu bolso."- disse com amargura.

"Draco, desculpe-me."

"Não se incomode com desculpas. Eu sei que não são verdadeiras. Agora eu já vou. Até nunca mais, Ginevra."- e sem esperar resposta aparatou novamente.

Voltou para a casa de Sirius e pegou o corpo desmaiado de Harry. Aparatou novamente e o deixou na porta do St.Mungos. Aparatou de novo e foi para o Beco Diagonal. Passaria alguns dias hospedado lá no Caldeirão Furado até que a separação saísse e decidisse qual caminho seguir.

.E TUDO VALEU A PENA.

Estava separada de Draco há um mês. Recebera várias vezes o pedido de separação legal, mas não assinou, não assinaria, porque ainda tinha esperança que os dois podiam ficar juntos.

Ia para o trabalho, mas as coisas por lá não eram mais iguais desde da saída de Draco. Nunca pensou que sentiria tanto a falta dele.

Tentou descobrir o local em que ele estava, mas parecia que a terra tinha aberto um buraco e Draco tinha entrado nele.

Mas tudo começou a melhorar em um dia que Ginny estava de folga e resolveu ir ao Beco Diagonal, mais precisamente no Caldeirão Furado.

Sentou-se em uma mesa afastada e ficou olhando o movimento do Bar. Viu bruxos e bruxas adolescentes e idosos entrando alegres, outros tristes, alguns apenas sérios, até que um chamou sua atenção.

Sentado em uma mesa do outro lado bar, vestido com uma capa preta e com o rosto coberto pela escuridão, Ginny apenas podia ver os olhos acinzentados do homem. Não podia ser, podia? Aquele era Draco?

Aproximou-se lentamente do indivíduo, quando estava bem próxima da mesa o homem saiu e Ginny o seguiu. Saíram do bar e quando estavam bem longe do local, o estranho parou e a mulher parou logo atrás e disse:

"Draco?"

O homem não respondeu.

"Draco, eu sei que é você."

O homem permaneceu calado.

"Draco, eu..."

"Por que você não assinou a separação?"

"Bem, eu não quero me separar de você."

"Mas não passou pela sua cabecinha que eu quero?"- disse Draco com raiva.

"Mas por que? Você arranjou outra?"

Draco virou-se para a esposa e disse:

"E seu tivesse outra?"

"Bem, eu mataria a safada!"

"Não me faça rir, Weasley. Você com ciúmes de mim?"

"Por que? Eu te amo, Draco... você é meu marido."

"Sim, agora você me ama, não é mesmo? Mas agora é tarde."

Ginny sentiu que as lágrimas começariam a cair e então, sem agüentar mais, gritou:

"O QUE VOCÊ QUER QUE EU FAÇA PARA VOCÊ ACREDITAR? GRITE PARA TODO MUNDO AQUI QUE EU TE AMO? QUE ESSE MÊS SEM VOCÊ FOI PÉSSIMO? QUE EU NÃO CONSIGO MAIS IMAGINAR NEM MAIS UM DIA SEM VOCÊ?"

Draco a olhou perplexo, percebendo que muitas pessoas na rua começavam a olhar para eles.

"Ginny, cala a boca."

"NÃO VOU CALAR! ATÉ VOCÊ ENTENDER QUE EU TE AMO."

"Por Merlim, eu já entendi."

"NÃO ENTENDEU NÃO, DRACO MALFOY! POR ISSO, EU GRITO PARA TODOS VOCÊS, EU AMO ESSE HOMEM!"- disse desesperada, começando a se tornar quase ridícula.

Draco, sem agüentar mais a vergonha, puxou Ginny para o beco mais próximo e disse:

"Você enlouqueceu?"

"Enlouqueci. Draco, eu sei que errei, que te tratei mal, mas porque você não me perdoa? Eu não amo o Harry, eu só quero você. Por que você não entende?"- disse começando a chorar

Draco odiava ver mulheres chorando, ainda mais se essa mulher era Ginevra. Chegou perto dela e acariciou o rosto da esposa, secando suas lágrimas com as costas das mãos. Nunca deixou de amá-la, apenas não conseguia aceitar que ela não amava mais o Cicatriz.

"Por que você não me entende?"- disse a mulher olhando Draco

"Naquele dia você disse que amava o Potter."

"Merlim, o que eu disse naquele dia não conta mais. Eu não amo o Potter, eu odeio, ele seqüestro nosso filho e quando falo nosso, digo meu e seu, e eu não o perdoarei jamais. Assim que ele saiu do Hospital eu o prendi, você soube?"

"Sim."

"Então, como você pode achar que gosto dele?"

"Sei lá."

"Sinceramente..."

"Desculpe."

"Tudo bem. "

"Desculpe-me, eu sou um idiota. Todos esses dias que passei longe de você e de Aaron, foram os piores dias da minha vida. Mas eu estava louco de ciúmes."

Ginny se aproximou mais de Draco e segurando o rosto do marido disse:

"Esqueça. Vamos viver o presente. O passado só vai nos servir para dizer que tudo que nós passamos valeu a pena."- disse sorrindo para ele

Ele apenas concordou com a cabeça e em poucos segundos, sem agüentar mais de saudade, beijaram-se apaixonadamente. E agora seria para sempre.

FIM.

Nota da Autora: peloamordedeussss...uma porqueira..a fic inteirinha...:( Desculpa, viu gente! Agradeço a todos que comentaram, adorei os comentários! Adoro vocês (sem falsidade, é sério), sem vcs nem continuaria com essa fic.

Beijos e se puderem, mandem reviews c/ emails p/ eu poder responde-los, ok?

Beijo bem grande e até as próximas...

Manu Black.