6º Capitulo

- Tás –me a dizer que o kai estava a chorar?- perguntou Brien limpando o beyblade

- ya…-disse Tala bebendo um sumo sentado na cama de Brien.

- E mandou-te apanhar gambusinos, certo? – perguntou novamente Brien.

- Ya…-disse Tala bebendo mais um gole de Sumo.

- Beijaste-o?- perguntou Brien olhando para Tala equanto limpava o anel de ataque.

Tala parou de beber o sumo e olhou em frente.

- Então? O que é foi? O gato comeu-te a lingua? Fala!-disse Brien.

- Eu acho que vou vomitar…-disse Tala metendo a mão á frente da boca.

- Ei para de desmarcar!Beijaste-o ou não?- perguntou Brien franzindo o sobrolho.

Tala levantou-se e correu em direcção da casa de banho.

- Acho que ele não está a fingir Brien…-disse Spencer em cima da sua cama.- Acho que é a sério…

-Achas? – perguntou brien fazendo uma cara preocupante.

Este levantou-se e pegou na lata de sumo que Tala estava a beber e vereficou o prazo de validade.

-05-04-05…upss…-disse Brien olhando para Spencer.

Brien correu para a casa de banho onde Tala estava debruçado na sanita a vomitar.

- Desculpa Tala…não te devia ter dado o sumo sem antes ver o prazo…desculpa!-disse Brien lançando um sorrisinho de arrependimenro.

- Pois…-disse Tala ofegante.

" Eu não devia ter chorado, mas porquê chorar?" pensou Kai. "Não faz parte da minha natureza…não devia… e o tala….Tala….não…também não o devia ter beijado…não sei onde é que estava com a cabeça…"

Kai saíu do seu quarto com o Drawser na mão,com uma expressão de determinação e de confiança.

Abriu a porta das escadas e desceu, Tala tinha abrido a porta do quarto de Brien naquele preciso momento também quando pareçeu-lhe ver Kai.

" Aquele…aquele era o Kai não era?" perguntou o ruivo para si próprio.

Só havia uma maneira de saber, era segui-lo.

Tala segui Kai até um edificio branco gasto com várias fendas e buracos nas paredes.Era um edificio enorme, antes de ter ido provavelmente á falência, deveria ter sido uma grande empresa de marketing. O ruivo segui-o calmamente e devagar de rápidamente deu-se a si prórpio dentro do gigantesco edificio.

Kai entrou dentro de uma sala e fechou a porta fazendo tala caminhando ainda mais caltelosamente e vagarosamente para não dar nas vistas, pois não seria nada agradável ser encontrado pelo o Kai, que proválmente iria o acusar de o ter seguido (o que era verdade) mas teria de ter cuidado.

O capitão da New Borg levou o olho á fechadura e tentou expreitar mas não conseguiu. Tentou mais uma vez desta vez movendo-se para a direita, mas um enorme barulho de algo a partir-se aos bocados invadiu completamente o espirito de concentração de tala, fazendo-o cair de Rabo no chão.

" Mas o que é que se passou?" pensou tala preocupadissímo ao não ouvir mais a mover-se.

Ele estava bastante inquieto, queria ver o que é que se tinha passado dentro daquela porta e o mais importante, se Kai estava bem.

Tala não quis pensar uma terçeira vez e levou a mão á maçaneta e rodou-a por completo e meteu a cabeça dentro da porta expreitando lá para dentro.

Os olhos azuis cor de céu de Tala focaram Kai que estava encostado á parede de braços cruzados equanto olhava para a jenela estilhaçada.

- O que é que se passou kai?- perguntou Tala entrando dentro do gabinete velho com vidros nos chão. – Estás bem?

Kai não abriu a boca e nem se mexeu…

- Estás bem?- perguntou novamente Tala dirijindo-se ao japonês.

- Estou…-disse Kai finalmente.

Tala olhou em volta , e logo de seguida olhou para Kai.

- Eu sei que não estás bem…olha eu não sei dos teus problemas, nem das tuas recordações, mas sei que não estás nada BEM…-disse Tala falando a sério.

Kai virou a cabeça na direcção de Tala e disse Simplesmente:

- Não é fácil Ivannov, não é fácil….-disse Kai.

- Só ficas com mémorias inuteis porque tu queres…- rematou tala.

- Esqueçes-te de um dia para o outro quando tiveste que vender o corpo?- perguntou Kai fitando a janela.

Tala suspirou fundo e olhou para Kai.

- O que é que te fizeram…-Perguntou Tala com a cabeça baixa, de uma maneira tão calma que ne parecia uma pergunta.

Kai hesitou responder, mas ao ver que Tala não ia perguntar uma segunda vez respondeu-lhe.

- Nada…-mentiu Kai.

- Não me mintas…-disse Tala caminhando em direcção de Kai.- Não te conheço há muito tempo , mas conheço-te á tempo suficiente para saber o que é que está bem ou mal contigo…

- Nada…já te disse…-continuou Kai.

- NÂO ME MINTAS HIWATARI!-disse Tala apontando-lhe o dedo.- Primeiro, vêns com essa merda , que se o que sentia-mos deveria ser dito, mesmo que tudo fosse diferente da maior parte das pessoas! Depois, desatas a chorar! E ainda POR CIMA dizes-me que não está a aconteçer NADA?Fogo kai, eu sou teu amigo, pensava que poderias confiar em mim como eu confio em ti….

Kai descrusou os braços olhando para o ruivo. Kai tinha os olhos todos vermelhos prontos para chorar.

- Tu….uhm….-hesitou Tala andando de uma lado para o outro.- Tu és….Tu és uma pessoa muito especial para mim, Significas muito para mim…acho-te parecido comigo…és a primeira pessoa desde á muito tempo em que posso confiar! Ainda não precebes-te?

Kai fechou os olhos e deixou-se escorregar pela a parede até cair , sentando-se no chão com o cabelo á frente dos olhos.

- Tala…-disse Kai numa voz tremula.

- Eu sou um tipo frio….nunca tive sentimentos, nunca tive coração…não me importava com os outros. Só me importava comigo e com as minhas necesiades. Eu passei por muito Kai, e eu sei que tu também… nos meus 17 anos de vida Kai,nunca pensei passar por coisas que um miúdo de 10 anos pensaria passar tão cedo…olha , eu já desisti de te tentar ajudar….não insisto mais…-disse Tala caminhando em direcção da porta.- Acabou….

- A CULPA TAMBÈM FOI MINHA TALA! – Disse kai de uma maneira tão espontânia, que parecia que tinha aquilo dentro da garganta á que séculos.- também foi minha….

Tala parou de caminhar ao ouvir o berro de Kai ao ecoar pela a sala e entrando dentro dos seus ouvidos e escutou.

- Isto não me saí da cabeça…mas…-disse kai passando as maos pela a cara.- Eu não me reconheço mais Tala…

- O que é que fizeste Kai?- perguntou novamente Tala, desta vez virando-se em dircção do japonês.

- Eu…eu não o quis fazer!-disse Kai levantrando-se e olhando para tala.O tyson…eu não…

- O que é que têm o Tyson, Kai…-disse Tala calmamente.

Kai olhou para Tala e disse:

- O Tyson…e…eu…-disse kai com a voz ainda mais tremúla.- Eu…eu e o Tyson…eu não quis mas…

Tala não deixou kai acabar a frase e supôs logo o que seria.

- Voçês o quê?Voçês…fizeram….voçês fizeram sexo?- perguntou Tala Franzindo as sobrancelhas e sentindo uma pitada de raíva a crescer dentro dele.

- O meu corpo…não eu Tala…-disse Kai.- Eu não fiz Sexo com o Tyson, mas sim o meu corpo…mas eu não queria, ele teve culpa e eu também! Eu sou um estúpido, deveria ter-lhe esmurrado ali mesmo antes que ele avança-sse com as coisas para, mais longe…sou mesmo estúpido…

- Isso…isso é porque sentias alguma coisa por ele…-disse baixinho Tala.

Kai franziu as sobrancelhas e olhou para Tala.

- Pelo o Tyson?-perguntou Kai.- Eu nunca senti nada muito forte por ele…-disse Kai.

- Basta isso…-disse Tala infellíssimo.- Basta isso para o decorrer das coisas… E agora não concegues esqueçer é isso?

- Eu quero esqueçer Tala, acredita que sim…-disse kai aproximando-se do Russo.- Eu não quero pensar nos erros…

- Então esqueçe!-disse Tala Regalando os olhos. – ESQUEÇE ISSO DE UMA VEZ KAI!

- Não é fácil Tala!-disse kai olhando para o companheiro.- Não é nada fáci. E tu sabes disso!

- FOGO KAI! AINDA NÂO PERCEBESTE?NÂO?EU AMO-TE!-disse Tala batendo com o punho fechando na madeira da porta fazendo-a ficar amolgada.- AINDA NÂO DEU PARA PERCEBER ISSO?

Kai estava em estado de choque não sabia o que dizer.

- Eu…eu…-disse Kai adimíradissimo.

- Têms razão….és mesmo um grande estupído…principalmente por não teres percebido isso…-disse tala abrindo a porta.

A mente de Kai lembrou-se dos momentos em que passara com o Russo. Desde a sua apresentação, até hoje. Mas algo na mente de Kai falou mais alto. O beijo…sim, o beijo que tinha dado a Tala. Kai não tinha pensado muito bem porque é que tinha dado o beijo…Estava a pensar em coisas passadas e estava carente, e aí ocorreu o beijo.

Algo fez com que Kai acorda-se para a vida, algo abanou-o… e esse algo, era Tala, o capitão da New Borg, o seu capitão.

- Quero que saibas que Têns alguem que te compreende de verdade e que gosta muito de ti Kai…-disse Tala sem olhar para trás.

Kai não disse nada, não tinha argumentos, e só lhe restou ver o capitão de equipa , Tala Yury Ivannov a demostrar os seus verdadeiros sentimentos e a sair daquele cenário de admiração e confições.

- Olha a cara do gajo!Eh! EH! Xiii olha lá o outro!-disse Brien apontando para a televisão com a boca cheia de pipocas e coma tigela no colo.

- Como é que eles fazem isso?- perguntou Spenccer com um braço envolto em Brien.- Nem o Jackie Chan fazia aquilo meu…

- Sei lá…estes tipos agora fazem tudo…Pipocas Spency?- perguntou Brien esticando o balde de pipocas a Spenccer.

- Dá-me um beijo primeiro…-disse Spenccer olhando sedutoramente para Brien.

- Uhm…não achas que já estás abusar ahm? Pipocas, sumo, beijinhos…umh…vê lá vê….-disse Brien na brincadeira.

Spencer sorriu e Brien Também. Fecharam os olhos e aproximaram as cabeças e…

- FODA-SSE!-Uma asneira Russa e um violento bater de porta ecoa pelo o quarto fazendo Brien e Spencer deslargando-se apressadamente e bastante atrapalhados.

- Fogo!Olha-me para isto!-disse Brien batendo com as mãos nas pernas.- Ok Tala poderias se um bocadinho mais bem disposto e educado…Chegas aqui…e Pronto, desatas aos berros!Assustas uma pessoa!

Spenccer ia dizer algo mas brien fez um sinal com a mão para que não disses-se nada.

- O que é que é se passou afinal, ahm?- perguntou Biren.- AH! Já sei, como é que eu não me lembrei! Foi o Psicopata não foi?

- Não venhas tu também!-disse Tala entrando dentro da casa de banho e batendo com a porta.

- Mas…mas o que é que lhe deu? – perguntou Spencer apanhando as pipocas.

- De certesa absuluta que foi aquele japonês de merda…-disse Brien abanando a cabeça negativamente e apanhando as pipocas também.- O que é que ele têm de especial?

- E o que é que eu tenho de especial?- perguntou Spencer olhando para Brien.

Brien parou de apanhar as pipocas do chão e olhou para o seu namorado.

- Eu amo-te Spenccer, basta isso…-disse Brien.

- Ora aí têns a resposta…-disse Simplesmente Spencer.

Bastou aquelas palavras para Brien puder pensar um pouco o que é que se estava a passar e encerrar o assunto

" Eu sou tão estupido…tão estupido.."Pensou Kai encostado á parede." Eu nunca pensei…que…que o Tala senti-sse alguma coisa por mim…eu sou apenas um Puto mimado, que aprende com os seus próprios erros…eu mudei, já não sou o Kai de antes…algo me fez mudar…o quê?O que é que me fez mudar? Desculpa por não ter percebido antes isso Tala…Desculpa…"

kai estava Hiper confuso, Com tanta recordação de Tyson, com o combate que iria ter com ele,e o que lhe iria dizer? E Tala? O que iria fazer? O que sentia em relação a ele? E ainda em sexto o que iria fazer perante aquele situação toda?"

Tala queria resfriar a cabeça de todos os problemas seje de qual for a maneira. O ruivo abriu a torneira da água fria e enfiou-se lá dentro com roupa com tudo e sentiu a água gelada a espalhar-se pelo o corpo…

O seu cabelo vermelho cor de Sangue que herdara da mãe estava mais bonito que nunca, mas Tala não se estava a preocupar com isso, apenas se preocupava se o que tinha feito ao longo destes dias que estava com Kai se era o acertado. Poderia jurar que Kai não sentia rigorosamente nada por ele se não acreditasse na esperança, " a esperança é sempre a última a morrer.."

Mas quem é que queria morrer ou desapareçer naquele momento era ele, queria não sentir nada, queria que o seu sentimento por Kai nunca tivesse sido desperto.

" A mente nem sempre está certa…- pensou tala equanto passava a água no cabelo." Mas o coração é Traiçoeiro…até de mais…"

- Ahm…queres uma toalha ?- Perguntou Brien do outro lado da porta.

Algo fez com que Tala pensa-se mais fundo, pensa-se na vida, o que seria de si…também lembrou-se que a vida é feita de armadilhas, mas para superar isso tudo tinha os seus amigos. O amor pode ser uma arma mortal para uns e alegria para outros…Até uma pessoa que tenha um coração frio,apaixona-se.

- Sim…-disse Tala.

- Posso entrar?- Perguntou Brien.

Tala sorriu e pensou em brien e no Spencer, estes não faziam a mínima ideia que Tala sabia de tudo a cerca deles.O quanto amava-se, as noites quentes que fazia-lhe corar e o respeito e a amizade que tinham um pelo o outro.

Brien sempre o ajudou no que fosse preciso e dava tudo, para que as pessoas que amava ficassem contentes e Bem.

Spenccer sempre foi um rapaz também não muito faaldor, mas que gostava muito dos elementos da equipa que tinha e também era capaz de tudo para os ajudar. Era um rapaz determinado, sem tabus e não têm medo do que os outros digam sobre ele.

" uhm, quem me dera ter um pouco de cada um….tchh…estúpido, já tenho…dentro de mim…" Sorriu novamente Tala.

- Podes…-disse Tala saíndo da banheira.

Brien abriu a porta da casa de banho e entrou com uma toalha de turco nos braços.

- Toma.-disse brien olhando para Tala que estava molhado da cabeça aos pés.

- Obrigada…-disse Tala começando a tirar as roupas e enxugando-se.

- Tala…-disse brien,- Eu sei que não estás bem…eu conheço-te. Algo não está bem…Mas se não quiseres falar sobre isso, tudo bem…Mas aviso-te de uma coisa Yuri Ivannov…é pior para ti…-disse brien metendo as roupas molhadas de tala no cesto.- A vida é tua Tala…

tala não disse nada e enxugou a cabeça.

- Mas uma coisa eu tenho a certeza…estás assim por causa do Kai…-disse Brien calmamente, olhando para os azuleijos da casa de banho.- Vê-se nos teus olhos Yuri…tu podes negar…mas os teus olhos não, os teus olhos não mentem…

Tala olhou para Brien com os olhos azuis cor de céu bastante brilhantes…

-Porque é que não queres chorar Tala?- Perguntou Brien.- Não são só as mulheres que choram…um homem também chora, um homem não é de ferro…Chora Tala…descarrega tudo…chora…- continuou Brien,abraçando o ruivo como um irmão e ao mesmo tempo como amigo.

Tala olhou para cima e suspirou fundo e olhou de novo para Brien com os olhos mais bonitos do mundo naquele momento, prontinhos para chorar.

Mas porquê? Mas porquê chorar por uma coisa que não valia a pena?Porquê? Mas era mais forte que ele, e já era tarde de mais…Tala sentiu a sua primeira lágrima de tristesa e sofrimento desde alguns anos trás.

Brien sentiu o peito de tala a inspirar fundo e com força e deitar tudo para fora com um leve suspiro misturado com um suluço, e sentiu agora mais duas lágrimas a escorrerem-lhe pela a cara e caíndo no ombro do amigo como gotas de chuva…pesadas e grossas.

- Não importa tala….descarrega…chora…-disse Brien passando a mão na cabeça do amigo.- Não importa…eu estou aqui.

A cabeça de Kai não estava a responder as suplicas de Kai, girava á volta de problemas e de mais problemas, entrando assim , não sabe como, numa espécie de café e sentando-se num lugar junto á janela.

- Deseja alguma coisa senhor? – Perguntou a rapariga com tótos de patins.- Tu…eu conheço-te…tu és o Kai Hiwatari não és?'Oh meu deus!Eu sou uma super, mas super…não…HIPER fã tua! Eu tenho várias coisas em casa sobre ti! Recortes de jornais, de revistas! Oh meu….eu nem acredito que estou a falar contigo!AH é verdade eu tenho também uma entrevista gravada em Dvd que deste na BeyTV! Ah além disso…

Kai estava presente de corpo mas de mente não estava lá. A rapariga falava, falava, e mais falava sem se fartar. Mas Kai não estava a prestar atenção nenhuma, apenas olhava pela vitrine vendo os carros passar, pensando na sua vida.

Kai levou os dedos á boca e sorriu, lembrara-se do beijo com o russo,agora navegava num universo completamente diferente…Tudo lhe estava a correr mal, e além do mais, não sabia o que fazer.

Kai levou a mão á cara e obervou as pessoas a passarem na rua e o resto dos seres moventes que se movimentava na rua e pensando no que tinha passado.

Este fechou os olhos por um bocado de tempo mas abriu-os logo de seguida olhando em volta.

A rapariga pareçia ter desistido e desapareçido dali. Este olhou em volta e achou um pouco estranho o ambiente do café. As pessoas entravam e saíam apressadamente dos estabelecimentos sem comprarem rigorosamente nada.

Kai saíu dali e caminhou sem Rumo, as ruas estavam cheias de gente, quase tornando-se impossiveis de caminhar.

As pessoas passavam por ele sem lançar algum comentário nem com olhares. O Japonês sentiu algo a esbarrar-se contra ele, fazendo-o perder o equilibrio e quase caíndo.

- EI! Saí da frente miúdo!-disse um homem de gravata e com uma pasta na mão.- Não vês que agora é hora de ponta?Vê por onde andas Puto!

-Eu…eu não…-disse kai olhando para o homem.

O homem abanou a cabeça negativamente e saíu dali o mais depressa que pode sem ouvir o comentário de Kai.

Olhou em volta e observou os edificios que lhe rodiava…nunca os tinha visto…o que era? Ou demais…onde é que estava?

Tudo que estava na sua frente não pareceia real, as pessoas pareciam rõbos e o cenário era estranho e inrreal.

" Onde estou?" Perguntou Kai para si próprio. " Porque é que ninguém está comigo? Onde é que se meteu toda a gente?"

Kai andou um pouco mais sem rumo e parou á frente do edificio que tinha entrado á poucas horas. Mas…mas algo estava mudado…o prédio enorme estava pintado e com tudo intácto, além disso várias pessoas entravam dentro do edificio com pastas na mão. Olhou para cima e e fitou o predio mais uma vez…

A visão de Kai focou vivamente o dia a ficar noite e ficando de novo dia e assim sucesivamente simplesmente em segundos.

Kai regalou os olhos e lançou um supiro alternado…

Agora via o edificio a ficar velho, cada vez mais velho á medida que o tempo passava tão rápido como o som. Rápidamente o edificio ficou Feio e cheio de fracturas nas paredes e sem ninguém para trabalhar nele. Mas algo despertou a atenção de Kai…

Aproximou-se e viu-se a si próprio a entrar dentro do edificio olhando para os lados. Pouco tempo a seguir kai viu Tala a entrar do edificio também.

- O que é que se está a passaer?- disse Kai baixinho passando a mão pelo o cabelo.- Alguém me ouve? Alguém me ajude por favor!

Nunca teve tanto medo até hoje…sentia-se perdido, sozinho…e…com as oportunidades a passarem-lhe á frente do nariz sem as aproveitar…

Este começou a ficar tonto e olhou mais uma vez para o prédio…não foi porque vira mais alguma pessoa mas sim porque o prédio estava-se a começar a desmornar-se completamente fazendo um barrulho incrivel.

Kai agaixou-se e levou os braços á cabeça para se proteger.Este espreitou entre os seus braços o resultado daquele estrondo…apenas via escombros e estilhaços.

Este tinha vontade de chorar…tinha medo…muito medo…e não sabia o que fazer.

Levou as mãos aos ouvidos e fechou os olhos gritando:

- AJUDEMME POR FAVOR!- gritou Kaia aflitivamente.

Rapidamente o barulho do prédio a desmornar-se e as imagens das pessoas a correr como se fosse uma parte de um video já não completavam a sua visão.

Levantou-se devagar e olhou em volta.

O ambiente era diferente, o ar, o cenário…era ainda mais assustador, o fundo preto lembrando a morte acompanhado por um sofá vermelho no fundo da sala.

A respiração de Kai estava bastante acelarada e o seu coração batia cada vez mais rápido, levou a mão ao bolso á procura da coisa que tinha mais afecto de que outra coisa, mas não estava lá…Dranser não estava no seu bolso…

- Drawser…-murumurou Kai preocupado.

Um cheiro a tabaco espalhou-se rapidamente pela a sala e logo de seguida pelas as suas narinas.

Olhou para trás e avistou a melhor coisa que poderia ter visto alguma vez…Tala. O russo estava sentado no chão cantarolando uma canção baixinho e fumando descontraídamente um cigarro deitando o fumo fora e olhando para o cigarro.

Tala era uma Luz…Claro uma Luz…Tala…estava salvo! Ainda bem…

- Tala!-gritou Kai correndo em direcção de tala.- Tala!

Kai correu bastante mas parecia não estar a sair do mesmo lugar, a distância estava rigorosamente a mesma.

" Mas o que é que…" Pensou Kai olhando para o chão.

- Tala! TALA!Estou aquI!-gritou kai acenando e começando a correr de novo.- Sou eu o kai!

O Ruivo continuava a cantarolar a musica e acabou de fumar o cigarro olhando para o chão sem ouvir uma única palavra de Kai, ou talvez não quisese ouvir.

-TALA! AJUDAME! NÂO ME DEIXES SOZINHO!-gritou Kai com todo o seu folêgo.

Tala levantou-se , sacudiu as calças e caminhou em direção oposta de Kai caminhando para o escuro.

Kai caíu de joelhos e apenas observou o ruivo a desapareçer dali.

- Porquê…-disse Kai agarrando-se a si próprio com os braços.- Tala…fica comigo….não me deixes…por favor…

Kai assustou-se ao sentir algo a poisar em cima do seu ombro.

- Procuras alguém?- disse uma pessoa encarapuçada com uma voz um tanto familiar.

- Quem és tu?- perguntou Kai recuando.

- Procuras alguém?- perguntou de novo a figura encarapuçada.

- Eu quero sair daqui…-disse kai olhando para os lados á procura de mais algém.- Apenas isso…eu quero sair daqui…

A figura não disse nada e só voltou a falar alguns segundos depois.

- Então porque é que chamavas aquele rapaz com todo o teu folêgo?- perguntou.

Kai obeservou a figura encarapuçada que lhe pareçia muito familiar e não deu qualquer tipo de resposta.

- Por acaso…-disse a figura apontando para trás de Kai .- Não é ele que procuras?

Kai olhou para trás e viu Tala sentado no sofá limpando o Wolborg.

- Tala…-murmurou Kai caminhando em direção do ruivo.- TALA!

Kai começou a correr novamente com todas as suas forças e sentia e via que se estava a aproximar cada vez mais de Tala.

- Tala!-dise Kai.

Tala guardou o Wolborg dentro das calças e tirou a blusa que custumava ter quando combatia e deitou-se no sofá.

Kai parou em frente deste sorriu:

- tala…-murmurou Kai com um sorriso na Cara.- Perdoa-me…

O ruivo abriu os olhos e olhou para o japonês que estava na sua frente e sentou-se.

- Eu conheço-te?- perguntou a voz fria de Tala.

- Sou eu tala, o kai!-disse Kai estranhando o comportamento de tala. –Uhm…o nome não me é estranho…mas …

Este encolheu os ombros e deitou-se novamente no sofá.

- Não fasso a mínima ideia de quem sejas…- disse tala fechando os os olhos.

- Mas Tala…não… não te lembras de mim?-Perguntou Kai. – E…e o que me disseste? Não te lembras?ahm?

O ruivo abriu de novo os olhos e olhou para Kai.

- O que é que eu te disse? peguntou Tala franzindo o sobrolho.

Kai olhou para baixo bastante corado.

- O que é que eu disse vá?-Perguntou Tala sentando-se de novo.- Podes me dizer?

-ahm….disseste-me que….que me amavas…-disse Kai sentindo o coração a bater mais rápido.

Tala começou a rir falsamente e olhou para Kai.

- Olha uma coisa…se eu nunca te vi… como é que eu ia dizer que te amava?- disse Tala olhando para Kai.

Kai olhava chocado para Tala, não sabia o que dizer…será que este tempo esteve iludido? Será que isto não é real? Não isto não pode ser real…não….

- Olha uma coisa…-disse tala levantando-se do sofá.- Eu nunca te vi e além disso não me lembro de ter dormido com nenhum Kai…Eu tenho mais que fazer do que amar…não vale a pena amar…não vale a pena…amar não está no meu dicionário…Olha eu tenho que ir…Tenho mais que fazer…

Kai estava chocado…

" Digam-me que isto não é verdade por favor…não é real…"

Kai sentiu 2 mãos a passarem sedutoramente pelo o seu corpo e olhou para trás.

A figura encarapuçada esfregava-se no japonês como se o já conheçe-se á muito tempo conheçendo-lhe os pontos fracos.

Mas Kai conheçia aquealas mãos, conheçia aquelas caricias.

O japonês tirtou vagarosamente o carapuço e regalou os olhos e abriu a boca.

- Tu…-disse Kai num suspirou.- Tu só me deste trabalhos…sai daqui…

- Não…o tala não te quer…ele não existe…ele não é nada para ti….fica comigo…ele não existe…

- Isso é mentira! Mentira!- disse Kai.

- Não! Ele próprio te disse isso na cara… não te conheçe… não ama… não é nada…apenas não existe…-disse a figura.

Kai sentia a lingua da pessoa que tinha descoberto quem era a explorar o seu pescoço deixando rastos de saliva.

Kai fechou os olhos e lançou um leve gemido de satisfação…

" NÂO KAI! NÂO! ELE NÂO È A PESSOA QUE AMAS!NÂO! ACABA COMI SSO!JÀ!"

Algo fez com que kai desperta-se…algo que lhe chamou a atenção.

Kai virou-se e levantou o punho e cerrou-o e aproximou-o da cara do tipo fazendo-o cair redondo no chão agarrado á cara.

- Mas kai…-disse.

- Nunca mais Tyson…nunca mais….Perdeste…saí da minha cabeça…não vou pensar mais em ti…eu venci-te agora e vou te vençer na arena…PERDESTE!-disse Kai caminhando em Frente vendo um túnel de Luz.

- Ei Vais me dar o autografo ou não?Ei Tás a ouvir?-Perguntou a rapariga dos totós e dos patins abanando KAi e frazindo a testa e as sobrancelhas olhando para Kai que provávelmente tinha viajado para outro sitio.- EI!

Kai acordou repentinamente e olhou para a rapariga que lhe olhava atentamente.

- O QUE È QUE ESTÀS A FAZEER CARIE?VAI ATENDER A A MEESA DOIS!-Gritou um homem gorducho olhando do balcão para a rapariga loira.

- Ahm, Vou já patrão!-disse a rapariga.- Eu já venho ok? Por favor não saias daqui por nada deste mundo! Quero um autografo!Eu já venho…

A rapariga deslizou para a mesa 2 e começou a escrevinhar o pedido dos clientes.

Era a oportunidade de Kai fugir dali. Este levantou-se calmamente sem dar nas vistas e olhou para o papel e para a caneta que estava em cima da mesa e escrevinhou algo á pressa deixando lá em cima da mesa e saíndo do estabelecimento o mais depressa que pode.

- Mas…onde é que ele se meteu?- Perguntou a rapriga á procura de Kai.

Supirou de infeliciadade e olhou para baixo e viu uma mensagem em cima da mesa onde tinha deixado a folha.

" Desculpa por não ter falado contigo…mas obrigado por teres me ajudado a adormeçer,Carie... Kai Hiwatari"

A rapariga sorriu e levou o papel ao peito. Era a rapariga mais feliz do mundo naquele momento.