Oi povo! Demorou um pouquinho, mas finalmente o capítulo novo de A Medalha está na rede!
Nesse capítulo finalmente aparece o Rei Thranduil. Mandem reviews, por favor.
Agradeço
Porque agradecer não dói e é muito bom.
Sadie-Minha querida beta, fonte de inspiração e agora mestra, valeu !
Kakau-Irmãzinha fico feliz por você estar acompanhando minha fic.
Myriara-Parabéns mamãe!
Galadriel-Minha belinha, sua opinião continua sendo muito importante para mim.
Kwannom-Obrigada pela ajuda amiga.
Maria Regina- Minha quase xar�, beijinhos.
Lady Eowyn- My Lady, muita saúde para você.
Nimrodel- Que bom que você está gostando da minha fic , valeu.
LordWitchKing-Uma nova amiga.
Ann-Krol-Outra nova amiga.
Mirkwood
O restante da viagem a Mirkwood transcorreu tranqüila.
No meio da tarde eles avistaram as margens da floresta. Ela era densa, fechada e escura.
Surpreendentemente, ao entrarem na floresta, perceberam que ela era muito agradável. Nadeshiko comentou o fato com Angrod que respondeu.
"Essa parte da floresta está sob a proteção dos elfos, por isso ela é tão agradável! Infelizmente a maior parte dela é habitada por criaturas malignas."
"No passado toda floresta era como essa área." Completou Legolas tristemente.
Nadeshiko sentiu a tristeza dos elfos e tentou consol�-los:
"Não se preocupe! Mestre Shinji é um sacerdote de grande poder!" Seus olhos brilhavam ao dizer isso. "É só pedir que ele fará um exorcismo para purificar a floresta de bom gosto! Toda a Mirkwood ficará tão bela quanto é aqui!"
Legolas e Angrod sorriram encantados com o oferecimento da menina.
"O Rei e o Príncipe de Mirkwood acreditam que um dia a paz voltará a reinar na floresta!" Angrod sorria. "É por isso que eles trabalham tanto e são tão amados pelo seu povo."
"O Rei e o Príncipe são tão bonitos quanto o capitão?"
Angrod sorriu com gosto:
"Sim." Rindo. "Principalmente o Príncipe!"
Legolas deu um tapa na nuca do amigo tentando fazê-lo parar de rir. Mas a atitude surtiu efeito contrário, Angrod teve uma crise de risos o que provocou o riso nos outros membros da comitiva. Legolas, por fim, rendeu-se e riu também.
XXX
Via-se que aqueles youkai eram muito disciplinados. Apesar da evidente curiosidade sobre a presença de humanos em suas terras, eles não se desviavam de suas tarefas.
Shinobu e Nadeshiko acompanhavam a capitão pelos corredores largos e arejados, escavados nas entranhas da terra. O chão de tão polido refletia as imagens daqueles que passavam e as paredes claras refletiam uma luz que os humanos não sabiam de onde vinha.
O capitão parou em frente de uma porta dupla feita de madeira clara esculpida, os desenhos da porta retratavam uma bela árvore com os youkais daquele reino em seus galhos.
Legolas abriu as duas portas e entrou, seguido pelos humanos.
XXX
A porta se abriu revelando seu filho, seguido por dois humanos.
Legolas fez a reverencia élfica.
'Senhor, meu Rei! Trago a vossa presença esses humanos, vindos de terras muito distantes! Eles pedem nosso auxílio, pois o mal, na forma de orcs, invadiu suas terras e atacou seu povo.' Explicou.
O Rei encarou o capitão com olhar severo.
'Você confia o suficiente nesses humanos para trazê-los à presença de seu Rei?' Perguntou Thranduil .
Legolas olhou nos olhos do Rei. Eles permaneceram assim por uns instantes, o bastante para pai ver a verdade no olhos do filho.
'Durante o tempo em que viajamos juntos eles demonstraram prezar muito a honra. Não creio que tenham qualquer tipo de má intenção.' Disse Legolas.
Thranduil olhou pela primeira vez para os humanos, eles estavam próximos à porta, olhos voltados para o chão, silenciosos, aguardando respeitosamente o chamado de Rei.
"Estes são, Mestre Shinobu, líder dos humanos, e sua filha Nadeshiko, interprete do grupo, ela domina perfeitamente a língua comum e já conhece várias palavras em sindarim." Apresentou Legolas na língua comum.
"Aproximem-se!" Ordenou o Rei.
Com um sinal quase imperceptível de Nadeshiko, ela e o pai se aproximaram respeitosamente e prostraram-se diante dele.
O Rei piscou algumas vezes diante daquele ato inusitado e olhou para o filho em busca de auxílio, mas Legolas não demonstrou nenhuma reação, era com se aquela atitude fosse a mais normal possível.
Thranduil ergueu uma sobrancelha, ele conhecia o filho, apesar da postura altiva e silenciosa, Legolas estava se divertindo e ele não daria nenhuma pista de como responder corretamente à saudação dos humanos.
O Rei estufou o peito e ergueu o queixo.
"Levantem-se!" Ordenou.
Nadeshiko transmitiu o comando ao pai e eles levantaram. Quando olharam para o Rei ele parecia ainda mais imponente.
"Sejam bem vindos às terras de Mirkwood." Fez a saudação élfica."Meu capitão relatou que vocês são guerreiros valorosos." Sorriu. "E que você, pequenaé uma criaturinha excepcionalmente inteligente."
Os humanos sorriam satisfeitos e inclinaram o corpo à 90º.
'Arigatô Gozaimasu (muito obrigado).' Disseram.
"Vossa humilde serva apenas gosta de aprender, honorável Rei youkai."
Thranduil ergueu uma sobrancelha "youkai?" Pensou.
"Senhor, meu Rei." Fez a reverencia élfica "Agora vou deix�-lo com seus convidados e cuidar de minhas tarefas."
Legolas saiu antes que Thranduil esboçasse reação.
XXX
Ithildin (lua) já estava na segunda metade de sua viagem, Legolas caminhava pelos corredores do palácio cuidadosamente, ele parou no início do corredor que levava até seus aposentos, para chegar a seu quarto ele teria que passar pelo quarto do pai.
Legolas estava entrando no corredor quando ouviu a porta do seu quarto se abrir, ele correu, se esconder e espiou, era o elfo responsável pela água do banho. Suspirou aliviado saiu do seu esconderijo e abordou o elfo.
'Onde está o Rei?' Perguntou sussurrando.
'No gabinete, como sempre, senhor.' Respondeu o outro no mesmo tom.
Legolas agradeceu e correu para o seu quarto, imaginando como aquele elfo sempre sabia quando o príncipe voltaria para o quarto para deixar o banho preparado para ele.
O elfo, deixado para trás tentava a todo o custo conter o riso.
Legolas abriu lentamente a porta de seu quarto e espiou, quando constatou que estava de fato vazio, entrou rapidamente e fechou a porta encostando a testa nela.
'Ufa! Consegui.' Suspirou.
Quando se virou recebeu um travesseiro no rosto, antes que pudesse se recuperar foi atingido por dúzias de travesseiros, a única alternativa era se abaixar e esperar o ataque cessar.
Quando finalmente a investida parou Legolas estava embaixo de uma montanha de travesseiros. Ele levantou a cabeça, fazendo o travesseiro que estava no alto da pilha rolar do topo. Para receber em seguida outra travesseirada no rosto.
'Ada, que maldade!' Gritou indignado.
'Você achou que ia aprontar a traquinagem de me deixar com aqueles humanos tão diferentes sem orientação de como agir e sair sem castigo?' O pai sorria largamente.
Legolas levantou-se, espalhando os travesseiros e pegando um deles.
'Agora eu sei porque cada vez que eu volto de uma patrulha o número de travesseiros aumenta mais e mais.' Jogou o travesseiro com força no pai, mas este o pegou no ar, atirando-o de volta e acertando o rosto do filho mais uma vez.
A batalha começou! Legolas pegava os travesseiros no chão e atirava-os contra o pai.
Thranduil era ágil e esquivava-se com facilidade. Algumas vezes ele pegava um travesseiro no ar e atirava-o de volta acertando o alvo sempre.
Legolas era um bom guerreiro,mas nunca superou o pai (principalmente na guerra de travesseiros).
'Eu me rendo!' Disse erguendo as mãos. 'Eu nunca vou vencer você nessa brincadeira.'
'Fico feliz por você reconhecer minha superioridade.' Riu.
Legolas mostrou a língua e deu as costas ao pai para entrar na sala de banho, recebeu outra travesseirada na nuca fazendo-o perder o equilíbrio.
'Ada, que maldade!' Disse, voltando-se para o pai.
'Você mostrou a língua, elfinho malcriado.' Brincou.
Legolas fez cara de "cachorro molhado".
'Perdão, ada.' Disse com voz chorosa.
'Está perdoado, agora vá se banhar, pois seu cheiro está chegando aqui.' Fez uma careta e riu.
Legolas balançou a cabeça rindo, se voltou para entrar na sala de banho e levou outro travesseiro na nuca.
'Ada!' Olhou para a pai com olhos arregalados.
'Eu não resisti!' Thranduil imitou a cara de cachorro molhado do filho.
Os dois riram com gosto e entraram na sala de banho.
Thranduil ajudou o filho a se despir e entrar na grande banheira, como fazia quando ele era um elfinho, Legolas mergulhou na água para molhar os cabelos e o pai começou a lav�-los enquanto ele se banhava.
'Como foi a patrulha?' Perguntou.
'Enfrentamos muitos Orcs ...' Comentou como que para si mesmo.
'Por isso esse cheirinho maravilhoso?' Riu acompanhado pelo filho.
'É sério, ada!' Tentando parar de rir 'Orcs invadiram toda a região em torno de Mirkwood vasculhando por toda a parte.'
'Vasculhando?' Tentando entender.
Thranduil jogou um pouco de água na cabeça do filho para enxaguar.
'Sim, como se estivessem procurando algo.' Legolas estava intrigado.
Thranduil ponderou sobre as palavras do filho.
'Muitos orcs?' Perguntou.
'Eles atacaram Esgaroth.' Disse tristemente.
'A cidade foi muito prejudicada?' Thranduil estava surpreso e preocupado.
'Chegamos a tempo para impedir maiores perdas, mas eles precisarão de ajuda para reconstruí-la.'
O filho saiu da banheira e o pai entregou-lhe o roupão e uma toalha.
Legolas saiu do quarto de banho, secando os cabelos, Thranduil saiu em seguida pensativo.
'Vou conversar com Lorde Elrond a respeito disso, talvez ele ou Mithrandir tenham alguma idéia do que está acontecendo.' Comunicou.
Legolas sentou-se na cama e começou a rir.
O pai olhou-o intrigado.
'Enok ajudou no parto de uma humana.' Falou
'Como é que é!' Perguntou o pai surpreso.
'Ele quase desmaiou.' Riu.
'E ele ainda diz que quer ser como Elrond.' Disse Thranduil 'Desse jeito vai demorar milênios que consiga chegar perto.' Tentando não rir.
'Ah, mas foi justificado. Foi um parto muito difícil, a humana e o bebê poderiam ter morrido.' Legolas defendeu o amigo.
Thranduil se interessou pela história.
'Conte-me tudo, com detalhes.' Disse, sentando-se na cama.
Pai e filho conversaram até serem vencidos pelo sono.
XXX
Uma semana se passou desde a chegada dos japoneses a Mirkwood. Eles foram hospedados em uma ala isolada do palácio, onde havia um gracioso jardim de inverno.
A eles não foi dada a permissão de circular livremente pelas terras do Rei.
Eles não tinham contato com o capitão ou qualquer um de seus companheiros de viagem.
Os únicos contatos que tinham com os habitantes daquele reino era o casal de elfos silenciosos que lhes traziam cestos com pães e frutos e água limpa para o banho e consumo.
Os japoneses decoraram o hall de entrada da ala à maneira de seu povo com os poucos adornos que trouxeram na viagem.
Eles sabiam que estavam sendo observados e analisados pelos elfos silenciosos, o que ofendia seu orgulho, mas também sabiam que aquele era um reino em guerra e entendiam a atitude dos elfos, por isso esperavam pacientemente.
XXX
Angrod pediu licença e entrou, lembrando a recomendação dos elfos que serviram os humanos naquela semana, ele tirou os sapatos antes.
"Bom dia, meus amigos." Disse aceitando o convite para sentar num estranho tapete feito de finas tiras da madeira clara.
'Ohayo gozaimasu, Angrod (Bom dia,Angrod). Irashaimassê (seja bem vindo).' Disse Shinobu.
"Passaram bem essa semana?" Angrod se divertia com a habilidade de Nadeshiko de traduzir quase simultaneamente tudo o que era dito.
'Sim, Angrod. Fomos muito bem tratados.' Disse o líder. 'Os youkais silenciosos são muito gentis.'
Angrod sorriu, "youkais silenciosos", pensou, certamente ele ia atormentar por semanas os pobres Cilmo e Lindë com essa história.
Ele olhou ao redor analisando os aposentos.
"Vocês fizeram uma revolução aqui!" Sorriu. "Ficou muito bonito!"
Os humanos ficaram satisfeitos com o elogio e inclinaram as cabeças inúmeras vezes agradecendo.
"Ficamos felizes que tenha gostado, redecoramos esse ambiente para nos recordarmos de nossa terra." Explicou Nadeshiko. "Mas será que o Rei não vai ficar aborrecido com o que fizemos?" Perguntou preocupada.
"Não creio. Nosso Rei gosta muito do que é belo. Com certeza ele vai adorar o que vocês fizeram aqui!" Sorriu.
'Angrod não veio até nós para elogiar nosso trabalho, certo?' Perguntou Shinobu.
Angrod riuà cada instante ele achava os humanos mais interessantes.
"Mestre Shinobu está certo. Minha presença aqui é para comunicar que o Rei Thranduil de Mirkwood os convoca para uma reunião no salão de audiência, todos vocês." Falou.
Os humanos ficaram muito empolgados com a notícia.
"Neste exato instante?" Perguntou Nadeshiko preocupada.
"Por que? Algum problema?" Angrod ficou intrigado.
"Não, mas não podemos nos apresentar diante do Rei numa convocação oficial nesses trajes." Ela indicou a si própria e aos outros, que estavam vestidos à maneira de sempre.
Angrod não conseguia ver nada de errado nas roupas dos humanos, aquelas roupas exóticas eram tão bonitas! Mas a expressão nos rostos dos homens indicava que eles também estavam preocupados com isso.
"Não se preocupem, a reunião será daqui uma horaé tempo suficiente?" Comunicou.
"Claro que é!" Respondeu Nadeshiko empolgada. "Está quase tudo pronto. Obrigada."
"Então, em uma hora estarei de volta." Disse Angrod levantando.
Ele foi acompanhado até a porta por Nadeshiko, que agradeceu mais uma vez quando ele saiu.
XXX
Angrod acompanhou os japoneses até o mesmo salão em que Shinobu e Nadeshiko estiveram no seu primeiro dia em Mirkwood.
Desta vez o salão estava cheio de elfos, no fundo havia uma área mais elevada e sobre ela dois tronos .
No maior estava o Rei, suas roupas eram verdes como a floresta numa manhã de primavera, sua coroa, feita de ramos frescos, combinava perfeitamente com seus olhos verdes.
À esquerda do Rei no outro trono estava o príncipe, suas roupas eram prateadas e os cabelos estavam adornados com uma delicada tiara de prata.
Os humanos ficaram surpresos ao reconhecer no príncipe o capitão Legolas.
Os japoneses se aproximaram, Shinobu, Nadeshiko e Shinji, que trazia um objeto coberto por um pano vermelho com detalhes em dourado, iam à frente, eles estavam impressionantes em seus trajes, suas roupas assemelhavam-se a robes, mas a riqueza dos tecidos e a forma como eles os usavam, deixavam claro que aqueles eram trajes de gala.
As roupa dos homens eram longas, chegando até o tornozelo, os tecidos sem estampas, as vastas mangas e no abdome uma larga faixa presa por uma corda.
Mas foram as roupas de Nadeshiko que encantaram os elfos, a eles parecia que ela estava vestindo uma pintura.
Sua roupa era tão longa quanto a dos homens, branca. No abdome uma grossa faixa de tecido cor de rosa, que era preso em um estranho arranjo, semelhante a um laço, que lhe cobria completamente as costas, abaixo da faixa estava pintada uma graciosa garça com uma pata mergulhada em um lago cercado de juncos e a outra levantada, acima estavam pintados ramos folhas verdes, nas mangas largas lindas flores com varias pétalas de um azul delicado, cercadas por flores menores cor de rosa de cinco pétalas.
Quando eles estavam próximos dos soberanos, prostraram-se todos.
'Honrados soberanos.' Disse Shinobu e Nadeshiko traduziu. Agradecemos humildemente vossa gentil hospedagem. Em agradecimento a ajuda de nobres youkais o honorável Imperador manda presentes.'
Shinji levantou-se e entregou a Thranduil o objeto que carregava, feito isso se afastou sem dar as costas para o Rei e fazendo reverências.
Thranduil puxou o pano vermelho que deslizou como água pela peça para revelar um suporte de madeira onde estavam duas espadas iguais as que os samurais carregavam.
O Rei pegou a estada maior e desembainhou, a lâmina brilhava como se as estrelas estivessem nela, provocando um murmúrio de admiração entre os elfos.
"Estas espadas foram forjadas pelo maior ferreiro do Japão. Mestre Ishizaky forja pessoalmente as espadas do Imperador." Explicou Nadeshiko.
Olhando com mais atenção Thranduil notou inscrições na lâmina.
"É uma oração para proteger o portador dessa espada." Explicou Nadeshiko novamente.
"É uma bela obra de arte!" Disse o Rei admirando a espada. "Diga a seu Imperador que eu estou honrado com o presente e agradeço a gentileza." Thranduil usou a palavra honrado, pois percebeu que os japoneses gostavam muito dela e a usavam com freqüência.
O Rei sorriu, embainhou a espada e guardou-a no suporte entregando-o em seguida juntamente com o tecido a um elfo que estava próximo.
Nadeshiko levantou-se e constrangida, aproximou-se do príncipe e, quando estava diante dele, retirou da manga do quimono um cata-vento feito em papel branco, trabalhado como se fosse renda e entregou-o a Legolas.
"Desculpe, tínhamos entendido que o príncipe era filho do Rei e não irmão, quando vimos como o Soberano era jovem imaginamos que o príncipe era uma criança, por isso fizemos esse brinquedo para presente�-lo."
Legolas sorriu divertido com o engano.
"O Rei é meu pai de fato." Afirmou. "Na verdade ele é bem mais velho do que aparenta." Completou.
Nadeshiko olhou demoradamente para o Rei tentando entender a afirmação do príncipe. Depois se voltou para Legolas.
"Mesmo assim, vossa alteza deve ter sido pai muito jovem."
Legolas sorriu para Nadeshiko que voltou ao seu lugar sem dar as costas aos soberanos, como mestre Shinji havia feito antes.
Naquela audiência os humanos voltaram a contar sua história e renovaram o pedido de ajuda.
O Rei então começou a falar.
"Há muito tempo temos enfrentado criaturas nefastas, orcs, wargs, trolls, aranhas... creio que temos informações suficientes sobre essas criaturas." A tristeza tomou o belo rosto do Rei enquanto ele falava.
"Sobre os orcs sabemos que eles detestam água e não suportam a luz do sol... são cruéis, inimigos que não devem ser subestimados."
"A verdadeira origem dos orcs é um mistério para nós." Começou a explicar o Rei. "Dizem que num passado longínquo eles eram nossos parentes e foram capturados pelo Senhor do Escuro e através de torturas e outros métodos cruéis foram manipulados, corrompidos e escravizados." O Rei suspirou. "Não sabemos o que há de verdadeiro nessa história. Esse é um reino guerreiro, acredito que elfos mais sábios que vivem em terras mais pacíficas possam responder a essa questão com mais clareza."
"Particularmente não consigo entender como esses supostos parentes foram corrompidos de tal modo que perderam todo o vínculo com nosso povo. É assustador pensar que essa história é verdadeira e mais ainda que ela pode se repetir."
Por um instante uma sombra de pesar caiu como um pesado manto sobre os belos elfos.
Os humanos perceberam que aquele era um assunto delicado para os youkais. Por isso evitaram fazer mais perguntas naquele momento.
O restante da audiência transcorreu tranqüila. Foi determinado que os humanos permaneceriam em Mirkwood o tempo necessário para aprenderem tudo sobre os orcs e as demais criaturas do escuro.
Continua...
Making off
A Caminho de Mirkwood
Esse foi o capítulo das mudanças .
A fic mudou de nome, que a principio era para se chamar "Os Samurais" para "A Medalha". Os elfos Enok e Angrod ganharam mais importância (Enok nem nome tinha). E até o título do segundo capítulo mudou.
Tudo por causa de um arcoíris!
Às vésperas do Natal, no final da tarde, caiu uma chuva forte aqui em casa, mas o Sol no crepúsculo brilhava lançando seus raios nas grandes gotas.
Resultado?
Um belo arcoíris se formou! Ele era lindo, o arco completo, perfeito, as sete cores nítidas e definidas! E para completar, um pouco acima dele se formou outro, mais opaco, mas igualmente lindo (claro que eu lembrei de fazer meu pedido para os arcoíris irmãos).
Eu não pude deixar de coloc�-lo na fic (pena que eu esqueci de colocar os dois).
Por fim a cena do arcoíris ficou tão forte que ela só poderia ser o fim do capítulo. Com isso três páginas foram transferidas para o terceiro capítulo, mas essa é uma história para outro making off.
Sobre os personagens
Enok e Angrod são os melhores amigos de Legolas em Mirkwood. A diferença de idade entre eles é pequena até para os humanos, por isso foram criados juntos, praticamente como irmãos.
Enok é filho da curadora-mor do reino. Seu maior ídolo é o Lorde Elrond, ele sonha em seguir os passos do Mestre curador.
Angrod está sempre brincando e fazendo piadas, mas quando necessário sabe ser sério e responsável, adora animais e se dá muito bem com crianças .
Giby a Hobbit
