Olá!
Aqui está o capítulo 9 da minha fic. O que terá acontecido com o nosso elfo louro?? Fica a incógnita...
Dezenas de obrigados as pessoas que nunca deixam de mandar suas opiniões. Especialmente a talentosa Lady-Liebeque está com histórias novinhas para o deleite de seus fãs. Não deixem de ler!! E a sempre presente Kagura Bakura que me presenteia com suas opiniões a cada capítulo novo. Obrigada!
Ao pessoal que anda sumido Misao-dono(quando tem novidades na sua fic?) e Mitraaum grande abraço. Estou esperando as reviews de vocês.
Aqui vai o capítulo 9.
9
Vários dias se passaram e as patrulhas sempre voltavam sem notícias. Elrond escreveu para seus amigos e as cartas que recebia não traziam nenhuma novidade que lhe desse alguma esperança. Ninguém conseguia se conformar com aquilo. Mesmo para um elfo da floresta era tempo demais sem dar uma notícia sequer. Elrond esperava que ao menos alguém o visse em algum lugar. Ele esperava que um boato, uma notícia qualquer surgisse e o levasse a descobrir o paradeiro do elfo de Mirkwood. Mas nada aconteceu. Legolas tinha realmente desaparecido como num passe de mágica.
Aos poucos a família se viu obrigada a voltar a sua rotina. Os gêmeos partiram em suas patrulhas para o norte e Estel foi cumprir seus compromissos com os Dunadain e Mithrandir. A despedida do caçula nunca fora tão triste quanto daquela vez. Elrond abraçou-o e fez todas as promessas que o guardião pediu. Prometeu avisar-lhe sobre o menor sinal, a menor pista que recebesse do paradeiro do príncipe, mesmo que fosse a mais tola possível.
Mas Estel deixou Rivendell e foi o Dunadain, foi Strider, foi Aragorn, foi Thorongil e muitos outros nomes, mas nunca mais teve notícias do príncipe e nunca mais voltou para casa durante muitos e muitos anos. Uma tristeza invadiu seu coração e ele não era mais o mesmo. Parecia que na vida agora só restava a ele os dias difíceis, as lutas sangrentas, as batalhas ganhas e as batalhas perdidas. Algumas vezes quando se aproximava do norte encontrava uma patrulha de elfos e pedia notícias da família, ou recebia uma carta que Elrond muitas vezes entregava a cada patrulha na esperança de que por ventura encontrassem o guardião. Aragorn não sentia mais vontade de voltar para casa, de reviver as lembranças boas e ruins da vida de Estel. Sua amargura o fez querer esquecer quem era e ele deixou que esse sentimento invadisse seu coração e o transformasse num andarilho triste que só era útil nos campos de batalha e nas conversas diplomáticas. Ele procurava não fazer grandes amigos ou criar qualquer laço de afetividade com seus homens, pois estava com seu coração machucado e tinha medo de que ele voltasse a doer muito.
Um dia Gandalf pediu a ele que fosse a um encontro mais ao norte, próximo a Mirkwood. Ele não gostou da idéia de se aproximar da terra de Legolas e trilhar os mesmos caminhos que costumava trilhar rindo com seu amigo, nas diversas vezes em que ia passar uma temporada no reino do príncipe.
"Mithrandir, por favor. Por que eu?" Indagou Aragorn angustiado. O mago conhecia bem sua história e por isso mesmo o guardião não entendia por quê o istari insistia que fosse ele o executor de tal missão.
"Por que você já conhece bem a região, Aragorn, filho de Arathorn." Respondeu Gandalf sorrindo pacientemente. Uma coisa que Estel detestava vê-lo fazer, fingir que algo era simples e obvio quando na verdade era complexo e doloroso.
"Você sabe ser cruel." Declarou o guardião irritado.
"Tenha esperanças, meu amigo." Disse o mago fazendo com que o outro se virasse para ele como se não tivesse entendido bem o conselho recebido.
"O que disse?" Aragorn franziu a testa.
"Eu falava em esperança jovem Estel. Exatamente o significado do nome que Elrond lhe deu."
O guardião levantou suas mãos e sacudiu a cabeça, irritado.
"Não, não, velho amigo. Sem charadas, enigmas ou o que quer que tenha reservado para mim hoje. Estou cansado e não estou disposto a nada que não seja me enfiar no meu saco de dormir se você fizer a caridade de pegar o primeiro turno de vigia."
O mago sorriu.
"A noite pode ser uma boa amiga." Ele disse sentando-se vagarosamente numa pedra.
"Espero que isso queira dizer que você ficará de guarda." Deduziu Aragorn entrando rapidamente em seu saco de dormir. "Me acorde quando já tiver conversando o bastante com sua boa amiga."
Dizendo isso o guardião adormeceu instantaneamente deixando o mago sozinho com seus pensamentos. Gandalf limitou-se a sorrir e olhar para o céu. Ele de fato conhecia bem a dor que jazia no coração do guardião e se apiedava dele, mas também sabia que muito ainda estava por acontecer e que Aragorn era a peça chave que uniria e daria sentido ao enorme quebra-cabeças que havia se tornado a Terra-Média.
Naquela noite Estel teve um sonho estranho. Viu toda a sua família jantando feliz à mesa. Elrohir sorria para o pai sacudindo a cabeça como se não concordasse com alguma afirmação feita por ele. Elladan, ao lado do irmão, apoiava uma mão em seu ombro e ria muito também. Estel via tudo sentado na mesma cadeira que sempre sentara. Mas olhando para seu lado ele viu Legolas também sorrindo e olhando para ele, voltando depois a olhar os gêmeos como se tivesse ouvido algo que o havia impressionado mais ainda. Os olhos azuis do príncipe brilhavam de felicidade e ele gesticulava com as mãos falando qualquer coisa a Elrohir e balançando a cabeça sem nunca deixar de sorrir.
Pela manhã acordou sentindo uma felicidade no coração que há muito tempo não sentia. O som dos pássaros o despertara e ele percebeu que Gandalf não o havia chamado. Olhou a sua volta no acampamento e viu que o mago continuava sentado na mesma posição fumando seu longo cachimbo e soltando argolas de fumaça. O guardião se sentiu mal por tê-lo deixado acordado durante toda a noite.
"Por que não me chamou, amigo?" Sua voz agora não trazia a amargura da véspera.
"Minha conversa estava interessante".Respondeu o homem de longas barbas cinzentas sorrindo.
Estel sorriu também balançando a cabeça saindo do saco de dormir, dobrando-o em seguida e começando a desmontar o acampamento.
"Eu lamento por ontem à noite, Mithrandir".Ele declarou enquanto amarrava seus pertences ao cavalo.
"Eu também lamento por você, meu jovem".Foi a resposta do mago.
Aragorn voltou-se para indagar o que ele queria dizer, mas desistiu. Era inútil buscar uma resposta efetiva do istari.
"Eu vou para Mirkwood." Ele declarou por fim. "Desculpe por ter feito objeção. Eu entendo que se você me pede algo é porque deseja que seja feito por mim."
Os olhos claros do mago voltaram-se para o guardião, mas ele não respondeu de imediato.
"Não vai mais haver necessidade, meu jovem." Disse depois de uma longa pausa, quando Estel já havia desistido de esperar a resposta e apagava as últimas brasas da fogueira que fizera.
As palavras do velho mago o surpreenderam.
"O quê?"
"Está com dificuldades de entender até uma frase tão simples, Aragorn, filho de Arathorn?" Indagou o istari com um leve sorriso cheio de significados. "Nem uma noite inteira de sono foi o bastante para você?".
Estel sentiu uma irritação profunda. Às vezes o velho Gandalf o fazia lembrar-se muito do irmão Elrohir, com uma única e fundamental diferença: Ele não poderia aplicar-lhe um golpe bem dado sem sentir um remorso tremendo depois.
"Está bem. Está bem." Disse o guardião por fim. "O que é isso aqui? Algum teste de paciência?"
Mithrandir ficou sério de repente.
"Eu não faço testes, meu amigo. Se julgasse que você precisasse passar por algum teste em sua vida não estaria aqui viajando ao seu lado."
Estel soltou um grande suspiro. Que mal ele tinha feito naquela vida?
"Muito bem." Disse por fim tentando recuperar a paciência. "Pode ao menos me responder porque não precisarei mais ir a Mirkwood?"
"Porque a patrulha que passaria por lá e que eu o encarregaria de contatar está vindo nessa direção. Na verdade, estará aqui em alguns instantes."
Aragorn teve um sobressalto e passou a olhar a sua volta precavidamente. De fato só agora percebera o barulho de cavalos se aproximando. Colocou a mão em sua espada por instinto, mas Mithrandir levantando-se lhe fez um sinal de que tudo estava bem.
Aragorn apertou os olhos para ver quem eram, pois o grupo vinha contra a luz e eles, elfos com certeza, por si só já emanavam luz o suficiente para dificultar a visão do guardião. Quando finalmente chegaram o líder desceu do cavalo e saudou Mithrandir.
"Mae Govanna, Mithrandir!"
"Mae Govanna, Thranduil, filho de Oropher."
Aragorn sentiu o coração acelerar quando percebeu de quem se tratava.
"Mae Govanna, jovem Estel." Saudou o rei voltando-se para o guardião.
Estel colocou a mão por sob o coração e inclinou-se numa reverência, mas não respondeu.
"Eu pensava em pedir ao jovem Estel aqui para encontrá-lo, mas vejo que se adiantou em sua expedição, ou terá minha idade avançada feito-me confundir as datas".
O belo rosto do rei sorriu levemente. Doía muito em Estel ver tantos traços de Legolas nele.
"Não, meu amigo. Eu tinha outros assuntos a tratar. De fato estava preocupado que houvesse algum desencontro em nossas jornadas".
Aragorn olhou todos os soldados do rei na esperança tola de encontrar entre eles o rosto que buscava. Sabia que era um sonho muito grande imaginar que pai e filho de repente pudessem ter se reconciliado e estivessem viajando juntos.
"Vejo que o jovem Legolas não o está acompanhando!" Constatou corajosamente Gandalf como se estivesse lendo os pensamentos do amigo guardião.
O rosto do rei tremeu quase imperceptivelmente ao ouvir o nome do filho, mas ele logo se recompôs.
"Lamento não poder tratar de nenhum assunto envolvendo a pessoa a quem você mencionou, meu caro Mithrandir."
Gandalf apertou os velhos lábios e franziu a testa.
"E por que não, meu bom amigo?"
Thranduil respirou um pouco mais profundamente e olhou para seus soldados cujos olhares se cruzavam instintivamente em uma espécie de cumplicidade forçada.
"Desçam e dêem água aos cavalos." Ele ordenou.
Graciosamente e sem emitirem um som sequer os quase cinqüenta elfos obedeceram às ordens do rei e foram descendo de seus cavalos e conversando com eles, enquanto se aproximavam de um riacho que ficava a alguns metros dali.
Com toda essa movimentação Thranduil esperava que Gandalf já tivesse esquecido a pergunta que fizera. Mas quando o rei voltou o olhar para o mago percebeu que ele continuava na mesma posição aguardando pacientemente. O elfo mordeu levemente o lábio inferior, um dos vícios que seu filho herdara, entre outros, e olhou ao redor procurando um lugar para se sentar.
"Temos assuntos importantes para tratarmos hoje, não temos?" Indagou o rei puxando o manto e sentando-se levemente na mesma pedra que fora acento para o mago durante a noite.
Gandalf sorriu e Thranduil não gostou do ar de seu rosto. Ele já sabia o que queria dizer. Seu filho então não é um assunto importante?
"Essa pessoa que você mencionou, meu amigo".Ele começou.
"Seu filho, Legolas?" Insistiu o mago aborrecendo ainda mais o rei.
"Pelos Valar, Mithrandir!" Irritou-se o elfo. "Não me venha com insinuações quando eu sei muito bem que nada acontece em toda Arda sem que chegue a seu conhecimento. Esse elfo que habita o seu interesse no momento não habita os meus, na verdade está morto para mim e eu espero que esteja morto de fato."
O mago fechou os olhos e fez um sinal para que Aragorn não se movesse. Foi o momento mais difícil para o guardião. Ele não imaginava que Thranduil tivesse coragem de proclamar essas palavras.
"Seu filho, Legolas." Continuou o mago, insistindo em usar a mesma frase que aborrecia o rei em demasia. "Eu vejo o corpo dele em um lugar escuro, muito ferido. Ele sofre muito e chama por você. Pede que você o perdoe."
Thranduil arregalou os olhos com as palavras do mago. A idéia do sofrimento daquela criança que ele tanto amou o fazia padecer demais. Mas ele logo afastou a imagem de sua mente.
Aragorn também olhava para o mago indignado. Mas Gandalf sacudia a cabeça levemente para o amigo enquanto continuava.
"Ele foi ferido defendendo o reino que amava. Queriam dele uma informação vital e ele não estava disposto a trair seu pai."
Aragorn finalmente entendeu de que cena Gandalf falava. Por um momento ele teve a impressão de que o mago sabia do paradeiro do príncipe, mas foi uma esperança vã.
"Eu não quero saber de nada que ele tenha feito, velho amigo. Se ele defendeu seu reino não fez mais do que uma obrigação que não soube fazer antes. Espero que a dor lhe tenha servido de lição."
"Sim, sim, caro Thranduil. Realmente. Mas nem todos têm sua visão, não é? Um outro elfo o encontrou e o ajudou. Uma grande pena que o jovem Legolas seja tão fiel a seu pai até numa hora em que podia ter uma outra família."
Thranduil ergueu-se irritadíssimo. Já tinha em mente a imagem de quem seria esse elfo.
"Basta! Eu não quero saber mais nada. Eu já lhe disse Mithrandir que esse... essa criatura não me diz mais respeito... Se está vivo ou morto, bem ou mal, não me importa. Só espero que tenha tido um pingo de dignidade para cumprir a promessa que fez, porque senão arcará com as conseqüências se ainda estiver pisando esse chão.
Foi uma das poucas vezes que Estel viu Gandalf indignar-se.
"Elfo tolo! Oropher envergonharia-se de ouvi-lo proclamar tais barbaridades! Seu filho o ama! Sempre o amou e sempre o amará e nunca recebeu nada em troca por isso."
"Proíbo-lhe de associar o nome de meu pai ao dessa criatura, entendeu Mithrandir?" O rei estava exaltado agora. "Proíbo-lhe. Eu deveria ter cortado o pescoço dele ao invés de permitir que fosse embora me envergonhar ainda mais."
Aragorn não acreditava no que estava ouvindo. Ele queria argumentar, mas tinha os olhos do mago cravados nele e não ousaria contrariá-lo.
Gandalf aproximou-se então do rei e pousou a mão em seu ombro. Era o último ato que Thranduil e mesmo Estel esperariam do velho mago.
"Lamento que um coração bom como o seu, meu querido Thranduil, tenha optado por um caminho de sofrimento e dor dessa grandeza." O mago declarou olhando fundo nos olhos azuis do rei e colocando a outra mão por sobre o peito dele. "Não se exalte mais, não falaremos mais nisso."
O rei ficou sem ação, sentindo seu coração apertar com o toque do mago.
"Venha".Continuou o istari sorrindo. "Vamos tratar de outras coisas que também precisam ser resolvidas hoje, haja vista que esse assunto ainda precisa de mais maduração para ser tratado".
Dizendo isso Gandalf puxou o rei pelo braço e o fez voltar a sentar-se lhe indagando perguntas simples sobre a viagem e depois entrando nos assuntos mais complexos que eram o motivo daquele encontro tão importante.
O nome de Legolas morreu, mas não sua lembrança que voltava a habitar a mente de Aragorn, enquanto ele observava aquele elfo que tanto mal tinha feito a seu amigo. Mas o guardião não entendia por quê, por algum motivo, ele não conseguia sentir ódio do rei de Mirkwood.
Os elfos da floresta se despediram de Gandalf amistosamente. Thranduil montado em seu cavalo branco era sem dúvida a criatura mais bela que pisara a Terra Média. Aragorn sabia bem de quem o príncipe tinha herdado toda a sua beleza. Mas o rei tinha um olhar triste, os últimos séculos de sua vida foram repletos de perdas irreparáveis e os últimos tempos eram os mais difíceis que já havia enfrentado. A região de Mirkwood que já fora chamada de Greenwood estava condenada e os elfos tentavam fazer o possível e o impossível para adiarem o que já parecia inadiável. O mal infestara toda a região e os bravos elfos de Mirkwood tentavam desesperadamente manter imaculadas as suas fronteiras que se reduziam dia a dia.
Antes de partir Thranduil lançou um olhar para Estel que ele não entendeu. A impressão que teve foi a que o rei tencionava perguntar-lhe algo, mas mudara de idéia.
Depois que o som da cavalaria desapareceu acompanhando sua imagem no horizonte, Gandalf voltou-se para o guardião também com ares de despedida.
"Bem, meu velho amigo. Preciso deixá-lo. Saruman me aguarda para saber quais foram as decisões que tomamos e não quero fazê-lo esperar mais do que o necessário."
Aragorn baixou os olhos, entristecido, mas ofereceu um sorriso ao mago.
"Que bons ventos o acompanhem, Mithrandir. Lamento não ter sido de grande ajuda dessa vez."
O mago sorriu e segurou seu cajado com as duas mãos apoiando o corpo cansado nele.
"Seu coração sente saudades de casa. Já fazem muitos invernos desde a última vez que você viu Elrond e seus filhos".
Um frio correu a espinha de Estel ao lembrar-se da família e ele instintivamente cruzou os braços segurando os ombros.
"Ainda não é a hora da minha volta." Declarou com tristeza. "Ainda busco algumas respostas que não encontrei."
"Algumas respostas, ou alguém?" Indagou o mago.
"Ambos." Respondeu prontamente o outro conhecendo bem as intenções do amigo.
"Sou um velho tolo, meu amigo Aragorn." Suspirou o istari encostando a testa nas mãos que seguravam o cajado por alguns instante e pensando no nobre rei Thranduil, também completamente perdido em suas desventuras. "Por isso meu coração se ilude com freqüência. Mas algo me diz que, no dia que as pessoas deixarem de procurar certas respostas, elas simplesmente surgirão como num passe de mágica."
O guardião não respondeu. Apenas observou o velho mago terminar de ajustar a sela de seu cavalo e montar nele com uma certa dificuldade, alisando em seguida a crina do animal e dizendo-lhe palavras em sindarim que pareceram acalmá-lo. Ajeitando mais uma vez seu chapéu pontiagudo o mago ofereceu ao amigo um último sorriso garantindo-lhe que voltariam em breve a se encontrar e depois autorizando o cavalo a iniciar sua marcha.
Estel permaneceu sozinho por mais alguns instantes, no lugar em que fora deixado. Depois também ele subiu em seu cavalo e dirigiu-se para o norte, onde tinha um novo encontro com Halbarad e seu grupo. Eles tinham assuntos importantes a tratar.
CONTINUA...
