Olá. Queria agradecer novamente as reviews. Elas são um incentivo para mim, obrigada mesmo.
Agradecimentos especiais à:
Lady-Liebe– Super talentosa e com outra fic publicada... Essa moça escreve com uma facilidade invejável. Se você está de mal com a vida não deixe de ler os trabalhos dela para esquecer rapidinho as amarguras do dia a dia. Leiam todas, mas especialmente a novíssima "Hora com os magos". Parabéns amiga!!
Misao-dono – Estou com saudades!! Como vai sua fic??
Kagura Bakura – Espero que goste do capítulo
Regina – Obrigada pelos seus comentários. Fiquei feliz em saber que não estou pecando na minha retratação do Thranduil
Aqui vai o capítulo 12, espero que gostem.
12
Uma chuva muito forte pegou o grupo e eles ainda não haviam trilhado nem um quarto do caminho. Foram então obrigados a se abrigarem em uma caverna para o terror dos elfos.
"Argh, o que mais pode acontecer?" Reclamou Elrohir em frente da fogueira enquanto tentava secar suas roupas úmidas.
Para a sorte de todos a caverna não era tão pequena quanto parecia ser por fora. Por sua entrada passavam apenas um homem e seu cavalo por vez, mas por dentro ela era imensa e brilhante e possuía diversos acessos que conduziam a outros lugares desconhecidos para eles.
"Pare de se queixar".Disse Aragorn rudemente sentando-se também em frente à fogueira e do lado oposto ao irmão. Ele estava se sentindo péssimo desde que saíram de Rivendell. Não conseguia se conformar, nem entender as intenções do pai e isso o aborrecia muito. As palavras do sábio elfo se repetiam inúmeras vezes na mente do guardião que procurava decifrar o enigma escondido por trás dela.
"É fácil para você dizer, humano imundo".Retrucou o gêmeo olhando ao redor para se certificar de que ninguém os estava escutando. Muitas vezes ele se esquecia de quais eram seus papéis no grupo onde estavam. "Não sei como alguém consegue sequer pensar em entrar num lugar horroroso desses, quem dirá passar a noite aqui... Só mesmo morcegos, ratos, orcs... anões... e humanos imundos...".
Aragorn não ouviu a provocação do irmão, ou ao menos fingiu ignorar, estava muito aborrecido para se deixar levar pelas gracinhas de Elrohir. O gêmeo parou alguns instantes para observar o caçula com mais cuidado.
"O que há com você, Estel?" Indagou usando de um tom preocupado que não lhe era peculiar.
O guardião não respondeu, seus olhos pareciam ocupados com alguma coisa naquele momento. Elrohir então voltou levemente a cabeça para trás para descobrir o que estava concentrando tanto as atenções do irmão adotivo. No outro lado da caverna Squirrel estava sentado verificando suas flechas. Ele as havia espalhado no chão e as olhava uma a uma agora com cuidado e atenção. Desde que começaram sua jornada o gêmeo não havia visto o rapaz descansar um só instante, como também não o vira conversar com ninguém a não ser com Heron e Hawk que faziam questão de provocar o jovem a todo o instante. Squirrel, porém não cedia às provocações e apenas ignorava os arqueiros sempre que podia.
"Sujeito estranho".Observou Elladan enquanto se sentava perto de Estel também e olhava na mesma direção do caçula e do gêmeo. "Fico me perguntando o que Ada quer com ele".
A observação do irmão mais velho despertou novamente em Aragorn aquela sensação ruim que ele estava inutilmente tentando combater. Ele não pensava em outra coisa a não ser no mistério envolvendo aquele mercenário que ganhara o coração de Elrond. O guardião analisava todos os detalhes da criatura que agora usava novamente sua jaqueta e deslizava seus finos dedos escuros em cada flecha que pegava nas mãos, erguendo uma a uma em seguida para verificar sua simetria. Ele era, sem dúvida, um guerreiro. Todos os movimentos do rapaz indicavam isso e era o que mais preocupava o guardião.
"Sem dúvida ele sabe o que está fazendo".Observou Elrohir sem voltar a cabeça para encarar os irmãos. "Ele deve ser um grande arqueiro".
"É. Você viu com que precisão ele abateu aquele cervo que os homens prepararam no almoço?" Indagou o irmão mais velho.
"Abateu e não comeu".Completou Elrohir. "Alguém que sabe matar um animal, mas não come sua carne... Esse hábito é estranho na raça humana...".
"Mas onde terá aprendido?" Indagou o primogênito olhando agora para Aragorn que não deixara de observar o arqueiro um minuto sequer. "Halbarad disse que ele mora nas proximidades de Imladris".
"Curioso nunca o termos encontrado em nossas patrulhas".Completou Elrohir ainda observando o rapaz.
"De certo ele vive entocado em algum buraco escuro esperando alguém para explorar." Comentou Aragorn num tom amargo. "Não me admiraria se descobrisse que é um ladrão ou algo pior."
Os dois gêmeos se olharam sobressaltados com a afirmação do guardião e depois voltaram a observar o arqueiro que agora guardava uma a uma as flechas de volta.
"Tem alguma coisa nele..." disse Elrohir observando o rapaz dessa vez afiar uma das adagas. "Eu não sei explicar... Ele parece esconder algo...".
"Também acho".Apressou-se Aragorn em concordar interrompendo os devaneios do irmão. "Mas eu vou descobrir e se ele estiver mal intencionado, Ada que me perdoe, mas a mãe e a irmã dele vão precisar de outro alguém para sustentá-las".
Elladan apoiou subitamente a mão no ombro de Aragorn fazendo-o olhar para ele. O gêmeo não gostou do tom do caçula, mas não precisou dizer nada, seu olhar repreensivo já transmitia os conselhos que queria passar. Mas o guardião sacudiu os ombros fazendo a mão do irmão deslizar. Elladan então agarrou seu antebraço com força e franziu as sobrancelhas num ar que o fez o espelho de seu pai. Mas Aragorn não se intimidou puxando o braço com força e levantando-se para falar com Halbarad.
"Ele está enciumado".Disse Elrohir com um leve sorriso procurando desfazer o ar preocupado do gêmeo mais velho.
Elladan concordou levemente com a cabeça embora seu coração não compartilhasse da opinião do irmão. Aragorn não era o tipo de pessoa que se deixava levar por sentimentos inferiores e a preocupação do caçula podia ter fundamento. Quando voltou a encarar Squirrel notou que o rapaz olhava para o guardião com um ar preocupado como se tivesse visto a cena que se passara e estivesse incomodado com algo.
O gêmeo voltou a suspirar e balançou a cabeça levemente.
"Realmente ele é um sujeito muito estranho".Concluiu levantando-se também e, após ascender uma pequena tocha na fogueira, indo verificar se o tempo estava apresentando alguma melhora. Elrohir ao perceber que o irmão se dirigia até a saída da caverna ergueu-se e fez o mesmo. Elladan voltou-se ao ver o outro correr em sua direção e aguardou um pouco para que fossem juntos.
Squirrel ficou observando os gêmeos se afastarem andando lado a lado num ritmo que os fazia parecer um a sombra do outro. Ele sentia muitas saudades deles, sentia um desejo imenso de falar com eles, de saber como estavam. Os gêmeos e o príncipe se conheciam desde crianças e, apesar das inúmeras peças que os travessos filhos de Elrond faziam com ele toda vez que iam passar alguns dias em Lasgalen, o filho do rei aguardava pela visita dos dois que se dava no início de cada primavera, ansiosamente. Ao ver que os elfos se dirigiam até a entrada da caverna ele suspirou. Também estava se sentindo enclausurado e aquelas paredes de pedra pareciam sugar lentamente suas energias. Ambientes fechados sempre foram um problema para ele e cavernas, decididamente, eram um problema para qualquer elfo.
Não conseguindo resistir à tentação o arqueiro também se ergueu e acompanhou os gêmeos de longe trilhando o mesmo caminho estreito que levava até a saída do lugar. Não tinha intenção de falar com eles, mas apenas tentar sentir um pouco de ar fresco e quem sabe, descobrir se o temporal que os estava assolando tinha dado algum ar de melhora.
Em passos hesitantes o príncipe caminhava preservando uma distância razoável dos dois amigos que seguiam em frente. O corredor era escuro e a única iluminação que existia vinha da tocha que Elladan carregava. Legolas não se arriscou a pegar uma para si, pois atrairia uma atenção que ele decididamente não queria despertar.
Ao chegarem perto da entrada os gêmeos deixaram escapar um suspiro amargurado. A tempestade não tinha cedido nem um pouco, os ventos fortes continuavam castigando as árvores próximas e raios coloriam os céus seguidos de estrondos terríveis de trovões.
"Elbereth!!" Elladan exclamou sentindo o corpo arrepiar ao ver um raio derrubar uma alta e fina árvore há alguns metros de onde eles estavam. "Illuvatar está descarregando as energias do mundo está noite..."
"Em nossas cabeças..." completou o irmão que instintivamente havia segurado no braço do mais velho por causa do estrondo ouvido. "Dan..." ele disse chamando, numa voz ligeiramente trêmula, o irmão pelo apelido de infância que ele raramente usava nos dias atuais. "Eu quero sair daqui..."
Elladan sorriu e laçou-o pelo ombro voltando a apertar os olhos para tentar enxergar alguma coisa naquela escuridão que se fazia lá fora.
"Eu também, Ro." Respondeu ele retribuindo o carinho. "Eu também..."
Legolas observava a cena de longe escondido atrás de uma grande pedra. De lá ele sentia o cheiro da terra molhada e ouvia o barulho incessante dos trovões que se sucediam um a um em intervalos muito pequenos. A tempestade ia demorar a permitir-lhes que seguissem seu caminho e ele, mais que ninguém tinha que tomar cuidado com a água. O príncipe se permitiu ficar mais um tempo ali observando os gêmeos. Elrohir havia deitado a cabeça no ombro do irmão e estava provocando-o fazendo-o lembrar-se de como Elladan temia tempestades quando era pequeno e costumava se esconder dentro do quarto do pai mesmo quando Elrond não estava lá.
"Por que, pelos Valar, você achava que ali era um lugar seguro?" Indagou o mais novo rindo e voltando a encarar o gêmeo.
Elladan também riu com a lembrança e, soltando-se do irmão, encostou-se levemente na parede úmida saboreando um momento doce que não voltaria mais.
"Porque eu acreditava que o quarto de Ada fosse mágico".Ele admitiu enrubescendo levemente.
Elrohir riu um pouco mais alto dessa vez e tomou a tocha das mãos do irmão para que este pudesse relaxar um pouco encostado onde estava.
"Ada... sempre foi poderoso..." Admitiu o mais novo brincando com a tocha para fazer suas sombras dançarem levemente pelas paredes. "Mas o poder dele sempre se estendeu por toda Imladris".
"É fato".Concordou Elladan acompanhando o movimento do irmão e sorrindo ao vê-lo fazer gestos com a mão livre para formar desenhos com as sombras que estava produzindo. "Mas o quarto dele sempre teve alguma magia... você não acha?"
"Nunca pensei nisso..." Admitiu o irmão continuando a se divertir com o fogo. "A única coisa que lembro é que cheirava às ervas que ele usava...".
"Sim..." Elladan soltou uma risada... "E você se sentia enjoado por causa disso, lembra? Elrohir riu também concordando levemente com a cabeça".E Ada dizia que você nunca seria um bom curador se não superasse isso."
"Vocês não têm estômago." Concluiu o mais novo ironicamente, mas amargando a lembrança de que nunca havia superado os tais enjôos e acabara desistindo de seguir a carreira do pai. "Pelo menos sou melhor guerreiro que você."
Ele já esperava uma reação violenta do mais velho, mas Elladan apenas sorriu ainda observando os desenhos criados pelas sombras oscilantes nas paredes.
"Sim, você é..." Admitiu o primogênito. "Mas eu ainda cuido das suas feridas e reúno os seus pedaços depois de cada batalha..."
Ao ouvir isso Elrohir indignou-se e lançou um olhar zangado ao irmão. Mas Elladan não estava mais prestando atenção no que ocorria. Ele havia voltado à posição original agora e apertava os olhos em direção ao túnel de onde haviam vindo.
"O que foi?" Indagou Elrohir.
"Não sei... Parece que vi algo".
Elrohir conduziu a luz da tocha para a direção na qual o irmão se concentrava.
"O quê?" Indagou preocupado também franzindo a testa para tentar enxergar melhor.
"Não sei... estava olhando os desenhos na parede e parece que vi um movimento... acho que foi impressão minha".
Adiante deles, porém, Legolas já havia se esquivado e voltava rapidamente corredor adentro. Ele ria um pouco para si mesmo apesar do susto que levara ao ser pego de surpresa pela luz da tocha de Elrohir. Ouvir os irmãos conversarem sobre os dias de infância o fizera saborear algumas boas recordações e ele estava se sentindo um pouco mais leve. Porém, ao virar um corredor sua alegria dissipou-se rapidamente. Heron e Hawk estavam em seu caminho.
"Olá, jovem arqueiro!" Saudou Heron que segurava seu arco com ambas as mãos. Legolas estremeceu levemente ao encontrá-los ali longe dos demais. Ele nunca apreciava o jeito que os dois irmãos olhavam para ele e sempre evitara qualquer proximidade dos dois. "Onde foi?"
"Verificar se a chuva havia passado".Disse ele simplesmente apressando o passo e passando entre os dois, mas Hawk segurou-o e puxou-o encostando seu corpo na parede.
"Tanta pressa, menino".Disse o arqueiro aproximando seu corpo vagarosamente do do príncipe, seus rostos estavam a centímetros de distância. "Você é sempre tão distante e reservado."
"Me deixe ir, Hawk." Ordenou Legolas tentando se libertar, mas Heron encostou-se de lado do príncipe para garantir que o rapaz não fosse a lugar algum.
"Você sabe que nós gostamos de você, não sabe?" Indagou Hawk deslizando as pontas dos dedos no peito do rapaz por cima da túnica. "Você poderia ser muito mais útil para nós do que é para Halbarad, sabia? Podemos lhe oferecer muito mais do que ele lhe paga."
Legolas sentiu náuseas com o inesperado ato de carinho que o mais velho dos arqueiros estava lhe oferecendo. Ele não entendia aonde Hawk queria chegar.
"É verdade." Disse Heron segurando o braço do rapaz e também reduzindo a distância entre eles a quase nada. Legolas começou a preocupar-se com o que estava para acontecer.
"O que querem?" Indagou tentando esconder a aflição que sentia.
Os dois irmãos se entreolharam e sorriram voltando depois a encarar o rapaz.
"Nada demais..." Disse Hawk deslizando suavemente sua mão para dentro da túnica do rapaz. "Você só precisa ser bom para nós e sairá ganhando com isso".
Legolas estremeceu completamente ao sentir o toque do arqueiro e num instinto empurrou-o fazendo-o bater as costas na parede oposta. Sua força élfica superior nunca antes demonstrada ao grupo assustou aos dois irmãos que custaram alguns instantes para entender o que havia acontecido. O príncipe não esperou pela represália ou pelos comentários que viriam e decidiu ele também não comentar a proposta voltando simplesmente a seguir o caminho que seguia anteriormente. Mas Heron voltou a segurá-lo com mais força dessa vez atirando-o contra a parede com violência. Os dois irmãos avançaram para o rapaz usando de toda força que tinham para mantê-lo quieto.
"Me larguem!" Protestou o príncipe debatendo-se e oferecendo uma grande resistência.
Os irmãos não riam dessa vez.
"Você vai descobrir que eu sempre consigo o que quero, menino." Hawk afirmou olhando Legolas nos olhos enquanto ele e o irmão tentavam imobilizá-lo. "No final você acabará descobrindo que nossa companhia é mais agradável do que imagina."
Legolas não acreditava nas insinuações que recebia, mas estava cada vez mais difícil combater os dois poderosos irmãos cuja força era temida em todo o sul. Heron e Hawk surpreenderam-se com a vitalidade do franzino rapaz.
"É melhor você desistir",aconselhou Heron sorrindo. "Vai ser mais fácil para você."
"E que tal uma flecha no seu traseiro, arqueiro?" Uma voz surgiu da caverna escura. Os irmãos voltaram-se sem soltarem o rapaz. Elrohir tinha seu arco armado e apontava diretamente para Hawk. Elladan fazia o mesmo ao lado do irmão.
Heron e Hawk, porém, não cederam às ameaças e continuaram a segurar o rapaz com mais força agora. Heron soltou uma risada alta e olhou novamente para Legolas.
"É Squirrel." Ele ironizou. "Não sabia que você gostava de elfos."
O irmão acompanhou o riso do mais novo.
"É compreensível".Ele disse. "Tão bonitos e arrumados passam por fêmeas de qualquer espécie".
Legolas pareceu irritar-se mais com o comentário dos dois do que os próprios gêmeos que não costumavam perder a paciência quando estavam numa situação de guerra. O príncipe aproveitou-se do momento de descontração dos irmãos e libertou-se dessa vez não oferecendo oportunidade para que fosse novamente capturado. Num instinto ele correu e escondeu-se atrás de Elrohir. Heron quis avançar no rapaz mesmo onde ele estava, mas encontrou não só a ponta da flecha do elfo como também seu olhar que o fez gelar.
"Eu não me arriscaria se fosse você." Aconselhou Elrohir num ar indecifrável. "Eu não fico de bom humor quando estou dentro de uma caverna."
Heron titubeou por alguns instantes, uma ira refletida nos olhos. Depois voltou a olhar o irmão que vinha logo atrás sorrindo.
"Ah, meus amigos. Não conseguem distinguir uma brincadeira quando vêem uma." Indagou o arqueiro mais velho soltando uma risada forçada. "Nós só estávamos querendo assustar o menino. Me admira que queiram defendê-lo depois da indelicadeza que ele usou para com o pai de vocês".
Mas os gêmeos sequer se entreolharam. A concentração de ambos era impressionante e os dois arqueiros perceberam que os elfos realmente não estavam dispostos a conversar.
"Foi mesmo uma brincadeira. Nós lamentamos se os ofendemos".Disse Heron por fim mudando levemente seu tom de voz, mas ainda mantendo seus olhos no jovem escondido atrás de Elrohir. Legolas enfureceu-se, mas sabia que era arriscado demais enfrentar uma luta corporal disfarçado como estava e sem as suas armas. Ele agradecia aos Valar pelos gêmeos não terem cometido o mesmo erro que ele cometera ao deixar seu armamento dentro da caverna.
"Acho que seria melhor vocês irem andando." Aconselhou Elladan. "Nós elfos podemos parecer, aos olhos de vocês, com os seres da raça que quiserem, isso não nos diz respeito, mas numa guerra, somos piores do que a pior raça que possam se lembrar".
"E gostamos de tortura e mutilações..." Exagerou Elrohir escondido atrás de uma de suas inúmeras máscaras.
Legolas não conseguiu deixar de sorrir levemente atrás do amigo, ele conhecia o gêmeo muito bem e se deliciava em imaginar o quanto o elfo estava se divertindo com aquela situação. Os arqueiros do sul, porém olharam para ele e entenderam aquela atitude como uma afronta do jovem rapaz que, ao perceber o fato, não se esforçou em tentar desfazer o mal entendido.
"Está certo".Concordou Hawk puxando o irmão em direção à saída da caverna. "Não queremos confusão com os amigos de Strider e Halbarad. Realmente sentimos muito pelo mal entendido".Ele completou. "Venha, Heron," Disse então lançando um novo olhar malicioso para o jovem Squirrel. "Vamos apreciar um pouco de ar."
Os gêmeos não abaixaram suas armas, porém, até que os dois irmãos tivessem desaparecido.
"Nunca apreciei o modo de ser deles".Disse Elladan baixando finalmente o arco.
"Eu muito menos".Concordou o irmão. "Lembra-se do banquete no Hall?"
Elladan acenou com a cabeça olhando depois a sua volta.
"Onde está Squirrel?" Ele indagou fazendo com que Elrohir também fizesse um giro completo com o corpo tentando localizar o rapaz.
"Mas que mal agradecido!" Indignou-se o mais novo. "Nem uma palavra sequer."
"Ele pode ter se assustado".Ofereceu Elladan ainda um tanto aflito com o que se passara. Ele estava preocupado com a descoberta do caráter dos irmãos arqueiros que acabaram de enfrentar.
"Ele é um mal educado mesmo".Afirmou o mais novo sendo puxado levemente pelo irmão e acompanhando-o de volta para dentro da caverna. "Eu devia ter deixado aqueles arqueiros que fedem mais do que o meu cavalo em dias de patrulha se divertirem com ele mais um pouco."
Elladan sorriu e jogou um braço por sobre o ombro do irmão enquanto entravam na caverna. Ele queria conversar com Estel imediatamente.
