Stenka pediu a um servente para que o Rei lhe desse permissão para parar de vigiar a Princesa e então esperou.

Minutos depois a servente voltou dizendo que a permissão fora concedida, Stenka não demorou a descer as escadas com pressa.

Por volta do meio dia o Príncipe Link estava de volta e visivelmente atarefado por causa dos empregados que pareciam ser perseguidos por uma espada invisível.

-Stenka? –Exclamou ele quando viu a ama passar por perto de mais um servente encontrado.

-Perdão, jovem Príncipe. O Rei me deu uma breve permissão para sair da guarda e então aqui estou eu.

Um empregado entrou correndo pela porta que vinha da sala e então ofegando foi até Link e disse:

-Há poucas horas... O homem foi... Avistado... Estava próximo do Templo do Tempo... Fui avisado a menos de um minuto.

O Príncipe Link já estava correndo escada acima quando Stenka o parou:

-O que está fazendo? –Exclamou ele. –Preciso falar com minha irmã.

-Ela não está passando muito bem. Disse-me que não quer ser incomodada.

Link deu meia volta e atravessou o corredor que levava até a entrada do castelo.

Sheik estava imaginando aquele momento dês de que encontrara Volvagia e descobrira sobre a Master Sword selada no Templo do Tempo.

Ele atravessou a grandiosa entrada e então se deparou com um amplo salão branco com duas escadas que levavam a uma porta.

Em frente à porta havia uma plataforma e um tapete vermelho. Sheik foi até ele e pegou sua harpa.

Tocou uma melodia diferente da que tocara anteriormente. Por um segundo parecia que nada iria acontecer.

Então um grande estrondo foi ouvido e o templo começou a tremer. O Símbolo da Triforce que havia sobre as portas brilhou dourado e elas se abriram.

Ele atravessou para o próximo cômodo. Era uma sala escura com uma plataforma central que estava fracamente iluminada por uma janela.

Sheik foi até a plataforma. Havia uma pedra com o símbolo da Triforce no centro da plataforma que estava cercada por seis símbolos.

Sheik examinou a pedra murmurando, de acordo com o que havia lido deveria haver uma espada fincada na pedra.

Ele ficou por ali examinando a pedra por mais algumas horas quando finalmente desistiu e se virou para sair.

Ao colocar um pé para fora da plataforma uma luz azul encheu a sala e ele fechou os olhos.

Ao abri-los novamente, Sheik estava sobre um Símbolo da Triforce cercado por seis símbolos circulares.

O lugar tinha uma substância azul que lembrava água caindo por todos os lados. Sheik virou-se e viu sobre o símbolo dourado, uma pessoa.

Era um homem com barba e cabelos brancos. Usava um manto marrom com o símbolo da Triforce. Tinha olhos azuis e olhava para ele com o rosto sério.

-Quem é você? –Perguntou Sheik.

-Quem sou eu? Você não sabe, jovem sheikah?

-Na verdade eu tenho quase certeza de que sei, mas preferi confirmar antes de dizer qualquer bobagem.

-Então...

-Você é Rauru. O Sábio da Luz, mas eu não esperava encontrá-lo.

-Sei que não esperava. Mas é melhor que me encontre do que fazer com que você pense que o inimigo encontrou a lâmina banidora do mal.

-Você está com a espada?

-Não, a Master Sword não está comigo. Entretanto eu posso pegá-la se eu quiser.

-Muito obrigado Sábio Rauru. –Disse Sheik curvando-se.

-Está agradecendo por qual motivo? Não tenho a menor intenção de entregar a espada para você!

Sheik ergueu-se e olhou para o Sábio. Pela sua expressão não parecia capaz de tentar fazer uma brincadeira:

-E por que não?

-Porque isso abriria o portal para a Sacred Realm e colocaria todos os Sábios em exposição para o perigo.

De repente, ao lado de Rauru apareceu uma criança de cabelos verdes como seus olhos que usava uma tiara, camiseta e shorts verdes.

Ao lado da garota havia um goron barbudo com os braços cruzados encarando Sheik com uma expressão pouco amigável.

Na plataforma azul apareceu uma mulher alta e com a pele azul. Parecia haver dois olhos de peixe em sua cabeça, tinha olhos azuis e não tinha cabelo.

Na plataforma laranja havia uma moça alta de cabelos ruivos e uma roupa branca. Usava grandes brincos dourados, sapatos também dourados e sua pele era morena.

A plataforma roxa continuava vazia e então Sheik se virou para Rauru que continuava parado encarando-o.

-Pelo que você pode observar a Sábia das Sombras ainda está adormecida. Assim como os Sábios do Poder, Coragem e Sabedoria. –Disse Rauru.

-Eu pensei que teria o apoio de vocês, Sábios de Hyrule, mas vejo que estive enganado. Sinto muito, mas ainda assim eu conseguirei encontrar um jeito de chegar até a Master Sword.

Dizendo isso ele parecia estar de volta no Templo do Tempo. Virou-se para a saída e deu de cara com Link e mais outros guardas.

-Dessa vez você não tem por onde fugir!

Sheik jogou uma noz deku no chão e todos ficaram temporariamente cegos. No instante seguinte ele já estava bem seguro no telhado do Templo.

Ele observou o Príncipe e os guardas saírem do Templo em direção ao Castelo Real e então desceu.

Esgueirou-se pelo Mercado e pelos jardins até poder entrar pelo jardim e seguir para a janela que levava ao quarto da Princesa.

Chegando lá transformou-se e abriu a porta. Link e os guardas estavam vindo do fim do corredor e então se dirigiram à Princesa.

-O que aconteceu, Link?

-O homem que invadiu o Castelo estava no Templo do Tempo. Ao que parecia ele estava conversando com uns tais de Sábios...

-Nunca ouvi falar. –Disse ela em um tom pouco convincente.

-Achei que você saberia, já que me disse sobre aquele livro. Como era mesmo o nome? Era algo sobre os Seis Sábios.

-Oh! Mas aquilo não tem relação alguma com o Templo do Tempo, se eu encontrar algo parecido eu lhe avisarei.

Link lançou um olhar desconfiado para a Princesa, fez um sinal para os guardas que o acompanhavam e eles seguiram pelo corredor.

A Princesa observou eles irem embora e se dirigiu à sua equipe de guarda:

-Eu quero ir para a biblioteca, pediria, por favor, para vocês me acompanharem. A não ser é claro que queiram desobedecer as ordens de meu irmão.

A repentina antipatia da Princesa assustou alguns soldados, mas eles a seguiram pelo corredor até a escada.

Todos desceram em fila única, viraram à direita duas vezes e então à esquerda para chegarem à biblioteca.

Um dos guardas ficou na porta enquanto todos os outros entravam visivelmente contrariados.

A Princesa se acomodou no sofá ao lado de Stenka, mas depois de ficar alguns minutos com o olhar perdido ela lançou um olhar ameaçador na direção dos guardas que estavam de pé dentro da biblioteca.

-Se não for muito incômodo, eu adoraria poder ficar na biblioteca sem ter uma multidão me rodeando.

-Mas o Príncipe mandou... –Começou um guarda.

-Eu sou a Princesa e ordeno que vocês aguardem do lado de fora da biblioteca!

Todos se dirigiram para a porta, mas antes de colocarem um pé para fora ouviram o grito furioso da Princesa:

-Você não, Stenka!

Os guardas saíram antes que ela pudesse gritar, mas ouviram um grande barulho de dentro da biblioteca.

Eles não conseguiram distinguir, mas o alto e contínuo barulho era a Princesa Zelda rindo:

-O que foi, Princesa? –Perguntou a ama sem saber o que fazer.

Depois de alguns segundos ela conseguiu parar de rir e se dirigiu a Stenka que continuava olhando para ela:

-Me desculpe, Stenka. Mas é que se eu continuasse simpática eles jamais me obedeceriam, portanto tentei imitar meu irmão para conseguir privacidade.

-Não me diga que vai fugir novamente. –Disse ela infeliz.

-Eu faria isso se soubesse para onde. Nunca li um livro que dizia que a Master Sword havia sido retirada do Templo do Tempo.

Zelda se levantou e olhou para as inúmeras prateleiras de livros na biblioteca e então voltou a olhar para Stenka.

-Não acredito que nenhum livro dessa biblioteca fale algo sobre o assunto, por isso preciso de sua ajuda para encontrar o livro correto.

-Não se preocupe, você terá minha ajuda!

-Muito obrigada. Sabia que poderia contar com você. A propósito, você soube algo sobre aquele livro que caiu pela janela?

-Não. Desde o dia em que ele sumiu, eu não o vejo.

-Alguém do Castelo de Hyrule pegou o livro, mas não podemos ter certeza de quem foi...

-Você está certa. –Disse a ama virando o rosto para outra direção.