Aviso
Eu,
Blust Darktrick estava com a FanFic completamente pronta, mas meu
computador pegou vírus e por isso eu demorei um bom tempo para
retomar a iniciativa de continuar esta FanFic.
Ela está
como eu me lembro de ser a original, mas eu tenho certeza de que
agora eu não consiguirei fazer os vinte e um capítulos
que eu tinha escrito.
Capítulo XII
A Coroação
"Como
isso pôde acontecer?". Pensou Zelda. "Por que meu irmão
teve de ser burro o bastante para ir atrás de mim ao invés
de salvar nosso pai? É tudo culpa dele!".
-Por causa de
Link o nosso pai morreu!
-Será mesmo? –Perguntou
Stenka.
-Tenho quase certeza de que ele matou nosso pai para ser o
novo rei! –Exclamou Zelda.
-Sinto em lhe dizer que não,
Princesa. O príncipe gostava muito do Rei, mas ontem ele
estava indo atrás de quem acreditava ser a pessoa que mais
ameaçava Hyrule naquele momento.
-De qual lado você
está? –Exclamou a Princesa. –Saia daqui você e sua
opinião "Linquezista"!
Stenka fez uma reverência
e saiu do quarto da Princesa como se já esperasse essa
ordem.
"Como ela pode estar do lado daquele mentiroso?",
Pensou ela.
Zelda se levantou da cadeira de sua escrivaninha e
então saiu do quarto.
Ela virou-se para fechar a porta, mas
então viu um cartaz pregado nela:
Esta semana, a
coroação do novo rei de Hyrule:
O Grandioso Príncipe
Link
A mensagem que Link lhe passava não poderia ser
mais óbvia:
-Como ele ousa me insultar! –Exclamou ela
para si mesma.
Em passos firmes a Princesa começou a descer
a escadaria gritando:
-Link! Eu exijo que venha aqui já!
Um
criado gordo de bochechas rosadas apareceu correndo pelo corredor e
então ofegante se dirigiu a Princesa:
-O Príncipe
Link deseja vê-la no jantar de hoje. Por favor, só
compareça no prazo combinado. –Ele se afastou rapidamente
antes que a Princesa pudesse gritar novamente.
O Sol já
estava se pondo e não havia ninguém no campo de Hyrule
com a exceção de duas pessoas com longas capas marrons
que caminhavam sem rumo:
-Tenho certeza de que tentaram atacar
novamente antes do dia da coroação. Por isso teremos de
tomar providências para que isso seja evitado. –Disse um
deles.
-E o que você sugere? –Perguntou o segundo.
-De
acordo com os meus planos, você deve ficar dentro do rio que
cerca o castelo, perto da entrada para evitar (e destruir) qualquer
ameaça que possa aparecer.
-Entendi. Isso será
fácil.
-Quanto a mim ficarei no Castelo, impedindo qualquer
tentativa de comunicação entre o traidor e o povo
Gerudo.
-Entendo...
Um grande cavalo negro parou na frente
deles, nele estava montada Stenka.
-Venha, Princesa! –Disse ela.
–Você sabe que você não pode sair do Castelo
sozinha. Existem perigos –Ela olhou para a outra pessoa. –Por
isso vamos voltar.
-Está bem, então. –Disse a
Princesa. –Não se esqueça do combinado. –Ela montou
no Cavalo e as duas dispararam.
A capa de Kanahyor se ateou em
chamas.
Envolto em chamas negras, Kanahyor começou a
caminhar em direção ao Castelo de Hyrule.
Já
de noite, a Princesa estava descendo as escadas em direção
à sala de jantar com seu discurso já preparado.
Ao
chegar lá, ela escancarou a porta e com naturalidade sentou-se
ao lado de Link.
Alguns segundos depois ele disse:
-Muito bem,
você tem alguma coisa para falar, então diga
primeiro.
-Eu gostaria de saber o que você pensa que lhe deu
o direito de pregar aquele cartaz em frente na minha porta. –Disse
ela.
-Ora, Zelda. Isso é um pequeno castigo pelo que você
merece.
-Como assim? –Exclamou ela.
-Você sabe, Zelda!
A morte do rei é sua culpa! Se você não tivesse
feito aquela brincadeira...
-Ela repentinamente se levantou,
derrubando a cadeira.
Os guardas começaram a falar coisas
como "A Princesa é uma assassina, horrenda, ingênua,
teimosa...".
Ela correu em direção da porta e
começou a correr para seu quarto, chorando de raiva,
arrependimento e humilhação.
No meio do caminho
encontrou Stenka:
-O que aconteceu? –Perguntou ela.
-O meu
irmão... –Disse ela pausadamente. –Disse que a morte... Do
meu pai... É culpa minha... Todos os guardas começaram
a me ridicularizar e...
-Ele tem razão. –Disse Stenka.
–Se você não...
Zelda empurrou-a com a mão
direita e continuou agora mais rápido.
Ela chegou em seu
quarto e se jogou na escrivaninha, começando a chorar olhando
para a lua no céu.
Com seu poder Kanahyor havia criado
uma cova no rio onde a água não passava, de modo que
ele estava sentado lá sem se molhar.
Dois guardas estavam
na ponte, conversando alegres e despreocupados. Kanahyor olhou para o
céu e depois começou a analisar o castelo.
Seu olhar
se fixou em uma janela, nela havia alguém chorando, com os
cabelos dourados refletindo a luz do luar.
Ele então a
reconheceu como sendo a Princesa.
Olhou para os guardas, duas
pessoas jamais fariam a diferença no mundo...
Ele começou
a flutuar, abaixo de seus pés o rio retomava seu curso
original, ele olhou para o cadáver dos guardas.
A
Princesa estava refletindo olhando para o céu, mas de repente
uma coisa tampando sua visão.
Ela surpreendeu-se em ver
Kanahyor flutuando em frente a sua janela:
-O que está
fazendo aí? –Perguntou ela abrindo a janela.
-Estava
vigiando a entrada quando vi você chorando. Posso saber o que
aconteceu? –Perguntou ele.
-Ela não deveria estar
lutando contra esse daí? –Perguntou Nabooru para os outros
Sábios.
-Isso é brilhante, sua burra! –Exclamou
Darunia. –Ela está se preparando para dar o golpe final
quando ele estiver desprevenido!
-É o meu irmão.
–Respondeu. –Ele está me acusando por tudo dar errado e
agora todos estão contra mim, os guardas, Stenka...
-Você
não gosta desse seu irmão.
-De jeito nenhum! É
a pessoa que eu mais odeio em todo o mundo!
-Entendo... Existe
alguma coisa que eu possa fazer?
-Nada... Mas obrigada! Você
é a única pessoa que continua do meu lado!
-O
golpe final dela não parece muito ameaçador, não
é mesmo? –Perguntou Nabooru em dúvida.
-Não
pode ser! –Exclamou Ruto. –Ela me garantiu que mataria esse
assassino!
De repente a porta se abriu, Link entrou olhando
para o chão:
-Me desculpe, Zelda. Acho que exagerei e...
–Ele olhou para Kanahyor.
Rapidamente Link desembainhou sua
espada.
Zelda deu um passo a frente e disse:
-Guarde essa
espada, Link! Não tem nenhum inimigo por perto!
Kanahyor
subiu na escrivaninha e se aproximou da janela, se curvou, mas antes
de sair, olhou para Link e sorriu, memorizando seu rosto.
-Eu
estava pensando em pedir desculpas, mas vejo que não precisa!
–Exclamou Link dando as costas e saindo do quarto.
Ela foi
envolvida por uma luz dourada e de repente estava na Câmara dos
Sábios.
-O que pensou que estava fazendo? –Perguntou
Rauru.
-Por que não aproveitou aquela chance para acabar
com o assassino? –Exclamou Ruto.
-Ele não é
assassino! –Exclamou Zelda.
-Então como se chamam as
pessoas que matam milhares de outras?
-Tenho certeza de que ele
não fez nada disso! Vocês fizeram e colocaram toda a
culpa nele!
Os Sábios tentaram falar com ela, mas ela já
tinha convencido a si mesma de que sua idéia era
verdadeira.
No dia seguinte, o dia da coroação,
Zelda estava decidida a encontrar o traidor antes da cerimônia.
No
meio do quinto andar ela encontrou Stenka com uma espada
ensangüentada na mão.
-O que está fazendo?
–Perguntou ela.
-Bom dia Princesa! –Exclamou ela correndo em
sua direção com a espada erguida.
Com um golpe
rápido ela cortou o corpo de Zelda ao meio...
A
Princesa acordou. Obviamente aquilo havia sido um sonho, Stenka
jamais trairia a família real.
Mas mesmo assim ela decidiu
caçar o traidor, afinal, Kanahyor estava fazendo sua
parte.
Ela levou todos os itens que ganhara dos Sábios em
caso de houver uma batalha e então começou sua
caçada.
Ocasionalmente, no quinto andar Stenka estava com
uma espada ensangüentada na mão:
-Bom dia Princesa!
–Exclamou ela correndo em sua direção.
Então
Zelda avistou, atrás de Stenka um criado no chão, com
um furo nas costas e uma poça de sangue a sua volta:
-Eu
não posso acreditar! –Exclamou Zelda apontando rapidamente
uma flecha para Stenka, que parou imediatamente. –Você é
a traidora!
-Não, Princesa! Você não
entendeu!
-Entendi e muito bem! Você sempre estava no local
onde aconteciam esses acontecimentos estranhos... Sempre tropeçava
nas horas que lhe convinham... Como eu não percebi
antes?
Então Stenka "tropeçou" e continuou
segurando a espada erguida, de modo que fosse acertar a
Princesa.
Rapidamente Zelda se protegeu com o escudo de Nabooru.
A
espada e o braço direito de Stenka começaram a vibrar,
ela caiu no chão chorando de dor:
-Você... Você
quebrou meu braço!
-E vou fazer muito mais quando Link
souber de sua traição! –Exclamou ela. –Por piedade
eu mandarei que sua sentença seja de morte, a não ser
que prefira ficar presa no calabouço até sua
morte...
-Não Princesa, você não
entendeu!
Zelda a ignorou e começou a correr pelo corredor
em direção à escada, mas de repente uma porta se
abriu a sua frente:
-Ora, mas que susto! –Exclamou. –É
só você, Ralph!
-Eu ouvi um barulho. –Disse ele
entrando com a espada na mão. –O que está
havendo.
-Descobrimos que Stenka é a traidora, precisamos
chamar Link o mais rápido possível...
-Princesa!
–Disse uma voz carregada de raiva no final do corredor. –Eu
tentei convence-la por bem! –Exclamou Stenka cuspindo as palavras
com a espada na mão esquerda.
Ela começou a correr
em direção aos dois e o susto que Zelda levara a
deixara paralisada.
Mas o golpe de Stenka por acaso (ou não)
atingiu acima da cabeça dela, chocando-se com outra
espada.
Ela e Ralph começaram uma luta de espadas:
-Você
não vê que esse menino mimado é o traidor?
–Exclamou Stenka.
A Princesa não sabia em quem confiar,
por isso só continuou assistindo.
Stenka era sem dúvida
muito mais habilidosa, mas não era canhota. Ralph derrubou sua
espada e em seguida ela caiu no chão.
Ele segurou a espada
com as duas mãos e então se preparou para atacar, mas
um brilho dourado na sua testa o impediu.
Ele olhou na direção
da luz, a Princesa estava envolta por uma aura dourada e tinha uma
flecha apontada para sua testa:
-Eu podia estar enganada, mas a
Triforce não se engana. –Disse ela.
-O que está
havendo? –Perguntou Link subindo a escada, acompanhado de outros
guardas.
De repente um clarão é provocado por uma
noz deku e Ralph some.
No entardecer os jardins do Castelo
estavam cheios de convidados, a única parte vazia era um
tapete vermelho que saia do castelo e ia até um balcão
de madeira, onde havia uma coroa de ouro.
Em cada um dos lados do
balcão estavam Zelda e Stenka (com o braço
enfaixado).
Com o som de cornetas, Link sai do Castelo e vai até
a frente do balcão vermelho:
O padre faz um enorme
discurso, mas pára no meio:
-Sinto muito, alteza, mas para
você ser coroado Rei precisa de uma rainha.
-O que!
–Exclamou ele. –Que bobagem... Stenka venha aqui!
-Como?
–Perguntou ela enquanto Zelda ria.
-E traga também a
coroa de Zelda. Não existe rainha sem coroa. –Ela parou de
rir.
Depois de alguns resmungos, o padre concordou com aquela
cerimônia apressada.
-Eu os declaro Rainha e Rei! –Exclamou
ele.
-Ótimo, agora queremos nos separar! –Disse
Link.
-Não! –Exclamou o padre isso é contra...
-É
uma ordem!
Resmungando sem parar, o padre "concordou" e por
fim terminou, Stenka voltou ao seu lugar e devolveu a coroa a
Zelda.
Link subiu no balcão de madeira e começou o
discurso previamente preparado:
-Cidadãos de Hyrule! Eu
garanto que teremos mais paz e... –Continuou Link enquanto todos
ouviam animados a ponto de dormir.
De repente, o olhar do Rei
pousa em um lugar próximo a entrada e todos ficam tristes com
a pausa no discurso.
Link parou seu discurso, encarando com os
braços cruzados encostados na parede do portão do
castelo, o Kenenkai da Destruição.
