Capítulo XXII

Purificação

Ele encarou todos, um por um, surpreendeu-se um pouco quando eles de repente surgiram, mas agora sorria, seu olhar pousou em Zelda:

– Você! – Exclamou ele com raiva. – Como você sobreviveu durante seiscentos anos? Isso é muito curioso, mas vejo que você abandonou aquele pirralho metido e formou uma nova trupe para se fingirem de heróis.

Forkres tateou sua aljava a procura de flechas, mas não encontrou nenhuma, Kold conjurou sua espada negra e Kanahyor não se mexeu. Eles não conheciam o inimigo, mas sabiam que ele tinha a Triforce completa. Juntos eles também a tinham.

Um barulho de passos pesados na escada fez com que todos se virassem para olhar, havia também um barulho metálico, como se estivessem arrastando algo pelos degraus.

Eles avistaram uma cabeleira loira, subiu mais um degrau, olhos mortos e cinzentos, mais um degrau, o rosto completo de Link apareceu, ele subia as escadas arrastando a espada atrás dele.

– Você! – Repetiu Ganondorf. – Também? Depois dos seiscentos anos... – Seus olhos focalizaram a espada e ele sorriu. – Há muito tempo não a vejo, pensei tê-la perdido... Será que o feitiço de Soroen ainda está forte dentro dela?

Nenhum deles entendeu, Zelda olhava emocionada para seu irmão vivo ali vindo ao encontro deles. Kanahyor demonstrava desprezo e angústia ao ver aquele inimigo vivo novamente.

Zelda foi até ele chamando seu nome, ele ergueu a espada e a desceu sobre ela em um golpe. Ela surpresa não se mexeu, com lágrimas nos olhos pela emoção de revê-lo.

A lâmina atingiu pesada em seu ombro, Kanahyor correu até ela e ergueu a mão para Link, jogando-o para trás. Ele colocou a mão no ferimento e ele sumiu.

Ela caiu no chão, e Kold foi até lá, Forkres mancando:

– O que você fez com ela? – Perguntou ele em alta voz.

– Ela só está dormindo. – Isso foi confirmado por um ronco baixinho. – É parte do feitiço de cura.

Que ele se lembrasse, era a primeira vez que Kanahyor respondia a ele desde que se encontraram.

Todos os três pensavam a mesma coisa, eles teriam que lutar separados, Zelda dormia e Forkres estava ferida e sem armas, não poderiam completar a Triforce.

Kanahyor tinha uma idéia vaga de como resolver isso, mas sabia que ele não aprovaria, mas mesmo assim era o que iria tentar. Colocou sua mão direita sobre a dela e o Símbolo da Triforce da Coragem e Metade do Poder brilharam, a mão dela também brilhou.

Kold percebeu de imediato, ele estava absorvendo a Triforce da Sabedoria de Zelda. Os dois teriam que lutar cada um contra um dos outros dois, não poderiam contar com a Princesa e Forkres não poderia fazer muito, por isso teriam que reunir a Triforce para competir com a outra.

Ganondorf observava calado, percebeu que aquele garoto havia decidido que iria enfrentá-lo sem ajuda, se fosse qualquer outra pessoa teria achado ridículo, mas havia passado séculos com a Triforce e isso lhe dera novos poderes, com isso pode ver a legião de espíritos que cercavam o Kanenkai, assassinos e sedentos de sangue, sabia que eles eram destruidores.

Forkres estava ocupada em distrair Link enquanto os outros terminavam o que estavam fazendo, pensava no que havia visto na Câmara dos Sábios, mas mesmo assim não tinha ciência da dimensão dos problemas que teriam.

Quando Kanahyor terminou de absorver a Triforce da Sabedoria, Kold ergueu a mão direita, sobre ela flutuava metade de um triângulo dourado:

– Pegue. – Disse ele com a voz pesada encarando-o nos olhos.

Ele assentiu e segurou o triângulo, que se desfez em um pó dourado que foi absorvido por sua mão, a Triforce estava completa.

A impressão que ele tinha era de que tudo estava diferente, podia ver e ouvir mais do que antes, havia vultos em todos os cantos e eles o cercavam como uma espiral.

Ganondorf percebeu que havia acabado, esperou Kanahyor se aproximar o suficiente e ergueu as duas mãos para o alto.

Uma esfera dourada se fechou em volta deles isolando-os dos outros:

– Não queremos interrupções, não é mesmo? – Ele ergueu a mão e lançou uma bola dourada de energia.

Kold foi até Link, Forkres estava muito mais ferida do que antes e se jogou no chão quando o viu, ele assumiu a luta. Com sua espada negra defendeu o golpe da estranha espada de Link, a espada se partiu na metade.

Ele começou a desviar dos ataques sem poder defender, até que bateu as costas em algo sólido, a esfera em que lutavam Kanahyor e Ganondorf.

O espaço na sala já era mínimo e ainda mais reduzido por causa da barreira, sobrava pouco mais que três metros quadrados para que eles lutassem, o que desfavorecia em muito sua evasão.

Com a espada arruinada e sem a Triforce estava claro que perderia, precisava de uma espada poderosa que não se quebrasse por causa da outra, precisava da Master Sword.

Ele não sabia onde Zelda a deixara, mas poderia abrir um portal para onde quer que fosse... Mas não poderia arriscar que Link também entrasse no portal.

Teria que pedir para Forkres fazê-lo, lançou um olhar para ela, chamando-a, ela veio e ele murmurou sua idéia.

Depois de mais uma investida furiosa de Link ele se jogou para o lado para evitá-la, a espada atingiu a barreira que se despedaçou como vidro.

Kold estava pronto para abrir um portal quando olhou para Kanahyor, dentro de uma bainha estava guardada a espada.

Ele lançou um raio prateado com a mão e observou que os espíritos que o rodeavam em espiral seguiam o fluxo do ataque e investiam contra Ganondorf, que se defendia com a capa. Ele brilhou dourado e isso jogou o raio para longe, chegou mais perto para socar Kanahyor, que criou um escudo prateado de espíritos que flutuava no ar.

Nesse momento a barreira dourada que os cercava explodiu em cacos, eles se viraram e viram a causa, Ganondorf encarou com ódio sua antiga espada.

– Kanahyor. – Chamou Kold. – Preciso dessa espada que está com você!

Ele olhou para a Master Sword, há muito tempo havia se esquecido que estava com ela. Não iria usá-la e ao que parecia os outros precisavam dela.

Diferente de antes, Ganondorf aproveitou a oportunidade para atacar, Kanahyor estava retirando a Master Sword da bainha e não teria notado se não fosse pela Triforce, ele a usou e criou uma barreira mais poderosa, viu que os espíritos se afastavam da luz dourada.

Ao ver isso, Ganondorf também usou o poder de sua Triforce, a barreira se desfez, mas parou o golpe.

Ele finalmente jogou a espada no chão e voltou para se concentrar na batalha, o fluxo de espíritos que o rodeava se tornava mais denso, os dois notaram isso. Ele correu na direção do inimigo, ele criou uma barreira. Kanahyor se jogou para o outro lado e quando estava a menos de um centímetro de Ganondorf ergueu as mãos e lançou um denso, grande e poderoso raio dourado, que atingiu em cheio suas costas, ele foi arremessado para o outro lado da sala e caiu sobre Kold, que corria para a espada.

Kold recebeu o impacto da parede por estar atrás e ainda foi esmagado por Ganondorf, caiu de joelhos no chão, Forkres ao ver isso correu até a espada, dessa vez sem erro e pegou-a do chão.

Ganondorf pôs os dois pés na cabeça dele e impulsionou-se para o outro lado, na direção de Kanahyor, mas no momento em que se aproximava, Link ergueu a espada e um fez um corte fundo que se estendia do ombro ao pulso, Ganondorf caiu no chão e ele aproveitou para lhe lançar um raio prateado.

O fluxo dos espíritos foram até ele e o golpe o atingiu, ao invés de investirem contra ele como da outra vez, eles foram até o ferimento de onde saia o sangue e começaram a bebê-lo.

Ganondorf observou isso horrorizado e balançou o braço para se livrar deles, mas eles não se mexeram. Usou a Triforce e um brilho dourado invadiu todo o cômodo, os espíritos voaram para longe dele.

Um golpe de Link desceu em Ganondorf, mas dessa vez só atingiu as roupas, ele se levantou e afastou Link com um chute, foi novamente na direção de Kanahyor.

Forkres entregou a Master Sword a Kold. Ninguém notou que quando Link atacou Ganondorf, três pequenas bolinhas brilhantes coloridas rolaram pelo chão, Link recolheu-as.

Kold foi até ele agora que tinha a espada certa golpeou Link com ela, ele se defendeu com a outra, nenhuma das duas quebrou dessa vez.

Ganondorf não podia agora parar de usar a Triforce, pois o fluxo de espíritos só esperavam essa chance para ir até ele. Kanahyor estava atacando e não precisava usar constantemente seu poder, o que economizava suas forças.

Zelda continuava caída dormindo roncando alto, ninguém dera atenção para ela, pelo menos até aquela hora, Ganondorf segurou-a por trás e colocou a mão direita ameaçadoramente ao lado de sua cabeça.

– Pare de atacar, ou ela morre! – Disse ele em uma exclamação ofegante e desesperada, – E faça esses monstros pararem de me perseguir! – ele olhou aterrorizado para os espíritos.

– Eu não sei fazer isso. – Disse Kanahyor andando na direção dele. – Eles são espíritos de sangue! – Pela primeira vez desde que ele o havia visto, parecia preocupado. – Solte ela, você não precisa dela!

– Não mesmo? Fique parado! – Ordenou enquanto lançava uma bola dourada de energia.

Ele obedeceu e não se mexeu, ele foi atingido, mas não mostrou nenhum sinal da dor que sentia.

Kold lutava com Link com, velocidade e habilidade, não poderia dizer qual dos dois era melhor e a luta não parecia ter fim, por isso forkres decidiu intervir.

Ela correu até e segurou-o por trás:

– Ataque agora Kold! Mire o braço!

Ele obedeceu, rapidamente ele cortou fora a mão de Link que carregava a espada, ela caiu estridente no chão como se reclamasse.

Link caiu no chão inerte, Forkres observou-o e sorriu para Kold.

Era cedo demais para sorrir, Kanahyor estava ajoelhado no chão enquanto Ganondorf desferia uma série de ataques segurando Zelda com a outra mão.

Kold percebeu isso e correu na direção deles, mas ele notou:

– Nem tente, Príncipe dos Kanenkais ou ela estará morta, espere sua vez.

Kanahyor olhava com ódio para Ganondorf, mas estava trêmulo de preocupação Kold notou isso e correu escada abaixo.

– Seu irmão fugiu para salvar a vida? Ou será que está tramando alguma coisa? – Perguntou ele sorrindo com deboche.

Ele foi envolvido por uma aura dourada criada pela Triforce.

Zelda ainda estava dormindo e Ganondorf voltou a atacar com fúria, não notou um círculo negro que se abria atrás dele...

Kold pulou lá de dentro atacando com a Master Sword em um ataque giratório. Ganondorf largou Zelda e caiu no chão agonizando de dor, Kold também estava muito ferido, pois ao atacar a aura da Triforce foi como se tivesse atacado a si mesmo também, caiu ao lado dele.

Quando Ganondorf ergueu a cabeça, viu Kanahyor imponente de pé em frente a ele, segurando alguma coisa que parecia-se com...

– Meu braço! – Exclamou ele. Kanahyor segurava seu braço direito com a Triforce.

O fluxo de espíritos desceu sobre ele e começou a beber todos o sangue que saia dos ferimentos e ele gritou e berrou, mas eles continuavam.

Kanahyor estava muito fraco e agora que a luta acabara sentia isso, deixou-se cair no chão inconsciente pela terceira vez naquele dia, mas antes disso viu um vulto de cabelos dourados descendo a escada, ou seria apenas uma luz?

Com todo o barulho, Zelda finalmente acordara, e viu algo dourado descendo as escadas, mas não se interessou em saber o que era, porque viu horrorizada Kanahyor caído no chão, com a mão estendida tocando a poça de sangue de Ganondorf e o sangue sendo absorvido por sua mão.

Na Câmara dos Sábios, Kanahyor fora o último a acordar, todos estavam ali incluindo Link esperando por ele, Rauru observou-o acordando satisfeito:

– Você finalmente acordou! – Disse sorrindo. – Então podemos continuar, estávamos justamente nos desculpando com Zelda, ela estava certa no final, você é um herói.

– E é exatamente por isso – Falou ela sorrindo. – que quero fazer uma proposta para todos vocês! Com Link agora vivo novamente – Ele sorriu amargurado, seu braço sem mão já não sangrava mais. – O que vocês acham de todos viverem no Castelo de Hyrule. – Stenka e Nabooru trocaram olhares desconfortáveis.

Kold e Forkres se encararam, ele assentiu e ela respondeu:

– Com toda essa confusão acabada, nós queremos voltar para Kanasrayou e arrumar o reino, tudo está uma bagunça e eles precisam de seu rei.

– É uma pena. – Disse Zelda, mas não parecia ressentida, não esperava que eles aceitassem. Olhou com expectativa para Kanahyor, que estava com os olhos fechados e braços cruzados um pouco afastado dos outros.

– Não. – Disse ele abrindo os olhos para o desapontamento de Zelda e felicidade de Link. – Você não estava certa. – Continuou friamente. – Eu sou um assassino embora vocês pensem que não, me tornei assassino desde que fui para o deserto, Kold sabe que ninguém que vai para aquele deserto sobrevive, já que os espíritos sedentos acabam com todo seu sangue. Mas eu consegui, graças a Triforce, fazer com que eles me dessem o seu poder. – Seu tom de voz aumentou furiosamente. – É por isso que eu sou poderoso! É por isso que eu sobrevivi até agora! – Ele ficou calmo novamente. – Mas para isso eu também tive que ar algo em troca e o que eles pediram foi sangue. Entenderam? Eu preciso matar e absorver o sangue dos inimigos, se não eles absorvem o meu, já estão imunes a mim e por isso não tenho escapatória. – Ele olhou para Zelda. – Por isso não vou!

Os Sábios olharam uns para os outros, até que Darunia disse:

– Nós podemos resolver isso.

– Podem? – Exclamou Zelda ansiosa. – Como?

– Com a purificação. – Disse Ruto misteriosamente. – Com o nosso poder somado ao da Triforce, podemos banir todos os espíritos. Você só perderá um pouco de seu poder, já que passou tanto tempo com eles que recebeu parte de seu poder.

Kanahyor viu o fluxo de espíritos se mexer de um modo mais incômodo, olhou para Ruto e assentiu.

Nabooru pediu para que os outros se afastassem e que Kanahyor se separasse da Triforce e a deixasse sobre ele no centro da sala. Ele obedeceu.

Os espíritos haviam percebido e o fluxo investiu contra ele, mas era tarde demais.

Antes que alcançassem Kanahyor todos os Sábios lançaram raios coloridos na Triforce e um brilho dourado salpicado em cores subitamente apareceu. Kanahyor lançou um raio prateado também, sem espíritos, que também brilhou na sala.

O brilho desapareceu subitamente e o fluxo parou a investida e voltou a formar uma espiral. Nada aconteceu. Mas então uma linha dourada apareceu no topo, formando-se e descendo. Logo em seguida mais e mais linhas apareciam na espiral de espíritos, eles giravam com as linhas e com um gemido se desfaziam no ar. Todos o viram rodeado pela espiral dourada, nenhum deles podia ver, mas não havia espíritos e ele sentia isso!

– Agora você pode ir para o castelo exclamou Zelda emocionada e alegre.

– Não. – Disse Stenka sombriamente. – Vocês não recuperaram as Deusas. A conseqüência disso foi de que outra pessoa as levou. Venham.

Todos se transformaram em luzes e o cenário a sua volta mudou, estavam do lado de fora do Palácio Agulha, com a Triforce ainda flutuando ali. Kold e Forkres não foram com eles.

– Um antigo inimigo voltou de alguma forma e agora temos de agir com cautela. – Disse Nabooru. – Principalmente com as Deusas sem ação. Esse homem chamado Soroen causou terror em Hyrule há seiscentos anos atrás. A ferramenta que ele usou, fomos nós, os Sábios e a Triforce.

– Quando soubemos de sua volta imediatamente traçamos um plano para protegermos a todos. – Continuou Saria. – Decidimos separar a Triforce em três mundos diferentes. – Disse sombriamente. – E os três enviados também! – Ela olhou para os três. – Nós não apareceremos mais neste mundo, nem mesmo nos templos, com exceção de Stenka.

Rauru assumiu a explicação:

– Soroen está com as deusas e sendo o mais poderoso caberá a Kanahyor persegui-lo e assumir a tarefa divina de Din zelando pela paz no mundo. – A terra começou a tremer. – Zelda ficará na Sacred Realm em um sono induzido concentrada somente na tarefa de Nayru. – Falou pesadamente. – E como Link pode agora ir do mundo dos vivos ao dos mortos, ele ficará lá no mesmo estado de Zelda. Isso irá proteger a Triforce e os enviados, embora vocês não aprovem a divisão. Vocês também não conseguiram fazer as tarefas tão bem quanto elas, mas não há mais ninguém para fazer isso enquanto elas se recuperam. Kold e Forkres não precisam passar por isso, nós os deixamos no Castelo Subterrâneo. Peguem seus pedaços da Triforce.

Link tocou na Triforce e ela se dividiu, indo um pedaço para cada um.

– Adeus Zelda. Não podemos conversar nem um pouco... Desculpe-me por tudo o que eu fiz. – Disse ele entrando em um portal negro atrás dele.

Ela assistiu com pesar ele sumindo e o portal para o mundo dos mortos se fechar atrás dele. Começou a chorar silenciosamente pensando no que viria depois.

O Palácio Agulha cedeu ao tremor de terra desabando, Stenka saiu da porta bem a tempo e foi até eles ofegante.

– Antes de irmos – Disse ela segurando a espada que trouxera Link de volta à vida. – Não poderemos mais ajudar você, depois de tudo que fez por nós. Você ficou com duas tarefas difíceis, portanto use esta espada, ela é muito poderosa.

Ela entregou a espada a ele enquanto olhava paro o chão.

– Stenka... – Disse Zelda sem parar de chorar, mas sem deixar escapar nenhum soluço. – Também quero te pedir uma coisa. Se você puder, entregue a Kanahyor todos as armas e proteções que me entregaram quando eu os despertei, está bem?

A ama assentiu e abraçou Zelda que deixou escapar um soluço e depois começou a correr para Hyrule, os seis foram envolvidos por luzes e começaram a subir para o céu, Kanahyor observou-os desaparecendo de vista sem se atrever a fazer nenhum som. Lá no alto antes de sumirem completamente Zelda soltou um último soluço que ecoou por toda a planície.

Sem nenhum som, mas ao que conseguisse se lembrar primeira vez na sua vida chorando, Kanahyor continuou observando por um tempo, como se esperasse vê-los ressurgir.

FIM?

Nota do autor: Decidi acabar dividir essa Fic em mais uma parte, pois em nenhum momento eu bolei o final da história assim, mas se eu continuar não separar vai ficar muito grande e já há alguns capítulos o nome Evil Eyes não se encaixa mais, portanto esperem pela próxima parte que sai na semana que vem e vai fechar a história. The Legend of Zelda: The War of Blood vem aí...