N/A: Primeiramente, eu gostaria de pedir desculpas sinceramente por um erro cometido sobre o capitulo anterior. Ele deveria ter um aviso de que era um hentai forte, mas por um erro meu, saiu sem nenhum aviso. Me desculpem mesmo, se alguém leu e se sentiu ofendido, saibam que não foi minha intenção. O que ocorreu é que eu escrevo a parte da historia primeiro, e depois coloco o nome do cap., os agradecimentos por reviews e alguma outra coisa que seja importante. Só que eu não salvei estas mudanças no Word, e já mandei direto para o FF, vejam que nem a revisão ortográfica saiu, por isso tem tantos erros. Então desculpas pedidas, espero que continuem lendo, ok? E agradeço as reviews.
As raivas que sobrevivem ao tempo!
Sesshoumaru parou em frente à cabana e olhou a sua volta o cenário onde havia estado com a humana pela primeira vez. Deu um sorriso satisfeito ao concluir que ninguém jamais resistia ao grande Sr das Terras do Oeste. Entrou no casebre, mas sem a intenção de permanecer nele durante o restante da noite, ia apenas ver se Satsumi tinha esquecido algo lá, e ela realmente esquecera.
Um pouco do clarão da fogueira entrava pelas frestas das madeiras das paredes e iluminava o chão. Sesshoumaru pôde então ver a ponta da flecha com a qual Satsumi havia tentado machucá-lo. Pegou-a e trouxe próximo ao rosto, observando-a. Ainda tinha um pouco do veneno oleoso e também um pouco do sangue do próprio Sesshoumaru.
- Satsumi, sua tola! – sussurrou – Não vê que isto apenas me motiva mais...
Passou a ponta de flecha na língua, limpando-a, depois a jogou num canto, enquanto apreciava o sabor do veneno.
- Doce! – disse passando a língua nos lábios – Doce, como Satsumi...
Saiu da cabana e caminhou por quase uma hora, em busca de uma terma onde pudesse se banhar.
"Preciso tirar o cheiro da humana de mim" pensou enquanto caminhava "Se eu a desejar novamente eu irei atrás dela, não necessito de nenhuma outra lembrança".
Satsumi acordou bastante tarde, e estranhou que Hattemaru não tivesse mandado tirarem ela da cama mais cedo, como ele geralmente fazia com os guardas que se atrasavam para o treino diário. Saiu do quarto e quando encontrou com Asuka perguntou se o chefe da guarda não a havia procurado.
- Claro que ele veio atrás de você! Ele ia chamá-la para ir até a cidade com ele – respondeu Asuka – Eu disse a ele que a srta não estava passando bem.
- O quê? – perguntou Satsumi – Mas eu estou bem!
- Não parecia! – disse a mulher – A srta gemeu de dor a noite inteirinha. Nem sei como não se lembra.
"Gemi de dor?" pensou a jovem "Deve ser o ferimento no meu pescoço. É a única dor que eu sinto neste momento. Tudo por causa do veneno daquele youkai".
Satsumi passou a mão no pescoço e sentiu a pequena marca da unha de Sesshoumaru.
"Não consigo ainda acreditar em tudo o que aquele youkai fez comigo!" pensou "Ele conseguiu me marcar tanto física quanto mentalmente. Mas eu ainda o encontrarei de novo, e aí sim, nós resolveremos nossas diferenças de maneira correta. Lutando! Nem que eu tenha que perder minha vida por causa disso!".
Satsumi saiu com a intenção de ir até a cabana, esperando encontrar Sesshoumaru ainda lá. Mas o lugar estava vazio. Olhou pelos arredores, mas não havia nenhum sinal dele.
- Espero que ele não tenha ido embora! – disse Satsumi – Ele não poderia sair daqui impune depois de ter feito o que fez comigo!
Voltou para casa, mas voltaria mais tarde para procurá-lo de novo.
Sesshoumaru estava caminhando por uma clareira quando sentiu a presença de um youkai bastante forte. Parou e olhou para trás, com a certeza de que o youkai estava atrás de si.
- Apareça! – ordenou com a voz firme.
Sesshoumaru viu com certa surpresa que se tratava de um dos youkais gato, cujo clã ele e seu pai haviam derrotado há quase 200 anos atrás. A rixa entre o clã dos cachorros e dos gatos era bastante antiga, e o ódio entre eles passava de geração em geração.
- O que você procura nas minhas terras, youkai? – disse Sesshoumaru – Além da morte certa, é claro!
- Acredito que a morte sorrirá somente para você hoje, cachorro! – disse o youkai – Eu vim vingar a morte daqueles que você e seu pai mataram!
- Você deve ser bastante lerdo, não é mesmo? – zombou Sesshoumaru – Vir vingar uma coisa que aconteceu há tanto tempo.
- Não há tempo suficiente para apagar a memória dos meus companheiros! – retrucou o youkai que também tinha forma humana, mas possuía um rosto parecido com a de um gato – Eu treinei este tempo todo só para ter certeza de que poderia matá-lo! E matar também a todos os youkais cachorros restantes.
Sesshoumaru deu um meio sorriso. Não ia se importar a mínima se ele quisesse matar o seu meio-irmão bastardo, Inuyasha. Mas infelizmente aquele youkai gato tinha vindo até ele primeiro, e ele com certeza não sairia vivo do confronto com o Senhor das Terras do Oeste.
- Então se você treinou tanto só para vir lutar comigo – disse Sesshoumaru – Acho melhor não perdemos mais tempo. Lute!
Ele começou atacando o youkai com seu chicote, enrolando-o em seu pescoço. O youkai se debateu, mas não conseguia se livrar, então usou um poder especial e desapareceu no ar, reaparecendo bem atrás de Sesshoumaru. Ele tentou atacar Sesshoumaru com suas garras, mas este desviou com facilidade, dando um salto bem alto. Ainda suspenso no ar, Sesshoumaru preparou-se para usar seu veneno e acabar de vez com o youkai gato.
- Sinta o gosto do meu veneno, youkai! – disse Sesshoumaru rasgando a pele do tórax do youkai gato, que cambaleou e caiu sentado.
Sesshoumaru chegou bem perto do youkai, pronto para dar seu golpe final.
- Para quem treinou tanto, você foi muito fácil de se derrotar! – disse ele fazendo as garras brilharem – Mas sua morte não será tão rápida! Eu o deixarei sofrendo bastante com meu veneno!
O youkai que estava com uma das mãos no peito, tampando o sangramento, arregalou os olhos ao ver a mão de Sesshoumaru descer em sua direção. Mas, antes que fosse atingido, ele usou mais uma vez seu poder especial e desapareceu, deixando o youkai cachorro irritado.
- Esse maldito covarde! – disse Sesshoumaru indo embora – Eu o encontrarei novamente, e aí não haverá como fugir!
Sesshoumaru deixou o local, enquanto o youkai gato via a tudo por perto, protegido por sua invisibilidade.
- Eu irei atrás de você, youkai! – disse o gato – Eu só preciso te pegar num momento vulnerável!
Sesshoumaru parou próximo a cabana e pôde reconhecer o fraco cheiro de Satsumi no lugar.
"Então ela veio me procurar?" pensou "Mais rápido do que eu previa!".
Caminhou para o riacho, onde viu Satsumi agachada, bebendo água. Ele se aproximou da margem devagar, sem chamar a atenção dela que estava do outro lado.
- Já sei que você foi me procurar, Satsumi! – disse ele – Espero que esteja com saudades, e não raiva!
Satsumi levantou a cabeça lentamente ao ouvir a voz do youkai. Sesshoumaru deu uma gargalhada ao ver o olhar irado da jovem.
- Pelo jeito você está com raiva mesmo! – disse ele agora sério.
- Não há motivos para eu ficar feliz com sua presença próximo ao vilarejo – disse Satsumi – Você é um youkai perverso, um perigo para os que moram lá!
- Perigo para os que moram lá? – repetiu Sesshoumaru – Eu não tenho nenhum interesse em nada nem ninguém de seu vilarejo, humana! Além de você, é claro! E quanto a isso, eu posso tê-la a hora que eu quiser!
Satsumi irritou-se com o youkai e se levantou com a mão na bainha.
- Se espera que eu lute com você, está muito enganada, Satsumi – disse ele sério – Eu não tenho interesse em causar nenhum arranhão nessa sua pele tão sedosa.
- Se não quer lutar, vá embora destas terras – disse Satsumi – Ou então eu virei aqui amanhã com todos os guardas do vilarejo para acabar com você!
- Não me faça rir! – disse ele – Eu não vou embora, e você sabe disso. Eu ainda tenho muito a fazer com você, Satsumi.
- Mas não terá chance! – disse a jovem – Você conseguiu abusar de mim uma vez, mas isto não se repetirá. Pode ter certeza!
- Abusei de você? – ironizou ele – Pobre criança indefesa!
- Eu não sou uma criança! – gritou sacando a espada e correndo na direção do youkai – e tampouco sou indefesa...
Ela tentou atingi-lo sem sucesso, mas não desistiu, e pelo menos o obrigou a ter um grande trabalho se desviando dos golpes rápidos de sua espada. Mas claro que Sesshoumaru só não a parava de vez porque não queria. Gostava de ver Satsumi tentar acertá-lo, isso dava mais raiva a ela, e mais desejo nele. Quando viu que ela estava bem cansada, simplesmente agarrou a mão que ela segurava a espada e a trouxe para perto do seu corpo. Por um momento ela não tentou se soltar, aproveitando o abraço para recuperar seu fôlego, mas logo se debateu e se livrou dos braços dele.
- Eu quero tê-la esta noite de novo, Satsumi – disse ele se afastando dela.
- Você nunca mais tocará em mim, youkai! – disse ela.
- Isso é um desafio? – perguntou desviando de uma nova tentativa de Satsumi de acertá-lo.
- Por que você não arranja uma youkai tão podre quanto você para brincar, hein? – disse Satsumi quase caindo de joelhos com o último golpe.
Sesshoumaru correu para trás dela e a segurou pela cintura.
- Eu prefiro você! – sussurrou ao ouvido dela causando um arrepio – Vá até a cabana hoje à noite! Eu te darei muito mais do que ontem...
Ele segurou as mãos dela, ajudando-a a guardar a espada enquanto beijava seu pescoço. Satsumi fechou os olhos sem conseguir resistir ao youkai. Tinha vontade de se virar e beijá-lo, mas ele a soltou antes que se entregasse de vez.
- Hoje à noite... – repetiu ele se afastando para a mata.
Satsumi ficou somente olhando ele ir embora, e quando ele já estava há uns 20 passos de distância ela também começou a ir embora.
- Satsumi! – chamou ele alto já fora do campo de visão dela – Use um kimono!
Ela não conseguia acreditar na ousadia dele. Escolher a roupa que ela deveria usar era o ápice.
- EU NÃO VOU LÁ, HOJE À NOITE! – gritou ela com raiva e voltando a caminhar.
Sesshoumaru suspirou.
"Você vai, Satsumi!" pensou "Tenho certeza disso!".
Espero que continuem apreciando a história, e quero dizer que ela não vai ser sem ação não, ok? Só dêem tempo, pois nos próximos capítulos muita coisa vai acontecer!
Abraços...
