Sentimentos que começam a despertar.

Sesshoumaru acordou ao sentir que Satsumi tremia de frio. Pôs a mão levemente em seu rosto e notou o pequeno, mas perceptível aumento em sua temperatura.

"Está febril" pensou "Com certeza por causa da chuva que tomou".

Levantou-se e pegou a roupa de Satsumi do chão. Ainda estava molhada, e isso não ajudaria em nada com a febre dela. Ajoelhou-se ao lado da jovem para acordá-la.

- Satsumi! – chamou baixo – Acorde!

Ela apenas resmungou alguma coisa sem acordar direito.

- Acorde – repetiu passando a mão em seu rosto – Já escureceu!

Satsumi abriu os olhos sem enxergar nada. Sentou-se com a ajuda do youkai e cruzou os braços com o frio que sentia.

- Você tem que ir embora! – disse Sesshoumaru em um tom que pareceu bastante frio para Satsumi.

Sesshoumaru entregou a roupa na mão de Satsumi, que começou a vesti-la ainda sentada, levantando-se depois para terminar de arrumar-se.

- Apresse-se! – ordenou o youkai.

- Eu já estou terminando! – respondeu Satsumi irritada – Você não pode controlar o seu desejo de dispensar a minha companhia após conseguir o que queria?

Sesshoumaru parou com a colocação de sua armadura e se aproximou de Satsumi, segurando o seu queixo com moderada força.

- É verdade – disse ele – Eu já tive o que queria de você, e poderia muito bem mandá-la embora sem me importar. Mas, no momento não é isso o que ocorre. Você está com febre e não vai me deixar feliz ter que vê-la piorar só para continuar ao meu lado.

Ele soltou o rosto da jovem, que pouco depois deu um sorriso, alegre com a preocupação do youkai.

- É apenas um resfriado! – disse Satsumi – Pela manhã eu já tive febre e logo melhorou. Daqui a pouco estarei bem.

- Eu vou levá-la! – disse Sesshoumaru abrindo a porta da cabana – É melhor aproveitar que a chuva parou.

Satsumi saiu e sentiu o corpo gelar ainda mais com o vento forte. Olhou para o céu, ainda coberto de nuvens de chuva e cruzou os braços bem forte na tentativa de se aquecer. Começou a caminhar, mas Sesshoumaru a pegou no colo para levá-la.

- Será mais rápido! – explicou-se ele.

- Se eu não estivesse com tanto frio e cansaço, eu reclamaria – disse Satsumi sorrindo.

Ele caminhou até o riacho, que já estava acima do seu limite e deu um salto para o outro lado. Foi até bem próximo à entrada do vilarejo, onde viu Hattemaru parado frente à casa de Satsumi.

- Eu tenho que deixá-la aqui! – disse colocando Satsumi no chão – Se não você arranjará muito mais problemas.

- Eu não tenho como arranjar problema maior do que desobedecer a ordem do meu comandante – disse Satsumi vendo Hattemaru.

- É só isso que ele representa à você? – perguntou Sesshoumaru já se afastando – Ele é apenas um comandante?

- Não é só isso... – respondeu Satsumi virando-se para Sesshoumaru com um sorriso no rosto - ... é principalmente um amigo!

Sesshoumaru parou e a olhou fixamente.

- Bom! – disse ele – Agora vá!

Ele se virou e caminhou para a mata novamente. Satsumi viu ele se afastar sem saber se dizia apenas um tchau ou um adeus.

- Sesshoumaru... – chamou baixinho - ... eu...

- Eu ainda a verei, Satsumi! – respondeu ele adivinhando a pergunta – Eu lhe direi quando não for voltar mais!

Satsumi deu um enorme sorriso. Jamais sentira algo como a felicidade que enchia seu coraçãonaquele momento.

"Isso tudo só porque ele disse que ainda me verá?" pensou "Tão pouco me causa tanta alegria assim?".

Esperou que ele desaparecesse para então deixar a felicidade de lado e encarar seus problemas. Entrou devagar no vilarejo, chamando a atenção de Hattemaru para si. Ele ficou somente olhando com uma expressão séria até que ela chegasse junto dele.

- Onde você estava? – perguntou ele olhando-a de cima a baixo.

- Eu fui dar uma volta, Hattemaru! – respondeu Satsumi já passando por ele para entrar em casa.

- No meio da chuva? – insistiu o chefe da guarda mostrando-se irritado – É um passatempo novo?

- Talvez eu crie uma mania nessas terras – respondeu Satsumi irônica – Todos vão querer passear na chuva também.

- Não faça brincadeiras com uma coisa tão séria, Satsumi! – disse ele segurando-a pelo braço – Todos estão proibidos de sair do vilarejo sem necessidade, isso inclui você!

- Eu já estou de volta! – disse ela olhando para o braço e depois para Hattemaru – Agora me solte!

- Olhe para você! – disse ele soltando o braço dela – Está ensopada! Corre o risco de ficar doente e ainda acha que eu não devo me preocupar?

- Eu agradeço pela sua preocupação, mas eu o que me levou a sair do vilarejo só diz respeito à mim! – disse ela.

- Você foi atrás daquele youkai, não foi? – disse Hattemaru.

Satsumi sentiu o coração bater mais rápido com a pergunta do amigo.

- Como? – perguntou imaginando se ele vira Sesshoumaru – Do que está falando?

- Você acha que pode encontrar sozinha o youkai que te atacou e que matou aquele guarda, não é? – concluiu Hattemaru.

Satsumi respirou aliviada ao saber que ele perguntava do outro youkai. Deu um sorriso disposta a melhorar o clima entre os dois.

- Não, eu não fui atrás dele! – respondeu ela – Eu fui andar para ver se tirava um pouco dessa sensação estranha de culpa!

- Isso não é motivo para desobedecer minha ordem! – disse ele – Já faz um bom tempo que anoiteceu e você deveria estar na sua casa, não andando pela mata sozinha!

- Eu sei me cuidar! – disse ela – Lembre-se, foi você quem me ensinou a lutar!

- Isso não impediu aquele youkai de atacá-la – retrucou ele.

O silêncio de Satsumi fez Hattemaru perceber que ela não tinha gostado da lembrança.

- Eu não quero que você saia mais do vilarejo sozinha, está bem? – continuou ele – E agora eu não estou mais falando como amigo, é uma questão de segurança!

- Eu preciso entrar, Hattemaru – disse ela colocando a mão no rosto – Eu não estou me sentindo muito bem!

- Por causa da chuva! – disse Hattemaru – Espero que você aprenda a não fazer isso mais!

- Sim, senhor comandante chefe da guarda! – respondeu Satsumi se curvando – Posso me retirar para o meu quarto agora?

- Não faça isso – disse ele – Parece até que eu estou sendo muito duro com você, Satsumi. E você sabe que seu ato foi de extremo desrespeito.

- Eu sei, me desculpe! – disse ela – Agora, deixe-me entrar porque eu realmente estou me sentindo mal.

- Vá! – disse ele – E se cuide, não quero você doente!

Satsumi se despediu e entrou. Asuka a esperava com um chá e um sermão prontos.

- Que coisa feia, Satsumi-Hime! – disse Asuka – Sair sem avisar ninguém! O que pensou que estava fazendo?

Satsumi lhe abriu um sorriso. Teve vontade de abrir o coração para aquela mulher que a tratava como uma filha, mesmo a conhecendo há tão pouco tempo.

- Eu estava buscando minha felicidade, Asuka! – respondeu suspirando – Minha felicidade, só isso!

- Felicidade? – disse Asuka – No meio da mata? Não me parece o lugar certo para se buscar esse tipo de coisa...

- Eu também pensei que não! – disse a jovem pensativa – Mas o destino é engenhoso, não é?

- Não estou entendendo o que você fala – disse Asuka – Mas entendo que não vai existir muita felicidade se você ficar doente. Vou preparar um banho para a srta, agora vá tirar essa roupa molhada!

Satsumi foi para o quarto, e tirou toda a roupa, se embrulhando em seguida em uma manta para se aquecer. A febre era a única coisa que estragava o dia maravilhoso que tivera. Se tem uma coisa da qual não se arrependia era de ter ido atrás de Sesshoumaru, mesmo com a proibição de Hattemaru. E ficou se perguntando se ele demoraria a procurá-la de novo.

"Pelo menos sei que ele irá me procurar" pensou feliz.

Foi dormir já bem tarde da noite, após ouvir os homens da guarda saindo para a vigília, e pedindo aos deuses proteção a todos, tanto os guardas quanto Sesshoumaru.


Sesshoumaru voltou à cabana apenas para buscar algo que tinha esquecido, depois sairia em busca de outro lugar para passar a noite. Logo encontrou o que procurava. O lenço de Satsumi estava jogado no chão, e ele o pegou, amarrando-o em seguida na bainha da Tenseiga, para ser devolvido depois.

Saiu em busca de um lugar para dormir, e com a maioria dos lugares molhados pela chuva, teve que se contentar com uma caverna pequena e sem visão em meio a um conjunto de pequenos morros. Seu pensamento voltou-se mais uma vez para a jovem humana, e lembrou-se do descuido que teve em relação a ela.

"É estranho imaginar que eu possa trilhar o mesmo caminho que meu pai escolheu. Mas a natureza é sábia em suas decisões, já não cabe a mim a tarefa de permitir ou não uma vida de surgir, mas ainda me cabe escolher se ela será bem vinda ou não!".

Olhou o lenço de Satsumi e suspirou.

"Em uma semana eu saberei se você carrega uma vida dentro de seu ventre, e só aí poderei chegar a uma conclusão definitiva".

Logo dormiu ansioso pelo amanhecer, quando então buscaria a única coisa que realmente tinha algum valor na sua vida no momento, a espada do pai.


O sol parecia mesmo disposto a acordar Sesshoumaru. Ele entrou por uma pequena fresta na rocha, encontrando o rosto do youkai e o despertando. Levantou-se e decidiu ir logo atrás de Bokkuseno, um velho amigo de seu pai. Ele poderia não saber onde estava a Tessaiga, mas com certeza teria alguma boa dica para dar. Quando encontrou o antigo youkai árvore foi muito bem recebido, pois Bokkuseno o conhecia desde pequeno, quando o pai o levara para andar por aqueles lados.

- Sesshoumaru, quanta honra me dá a visita do filho de Inutaisho – disse Bokkuseno.

- Infelizmente não venho apenas para uma visita – disse Sesshoumaru – Preciso saber se há algo sobre a Tessaiga que eu não saiba!

- Se há, você não é o único a não saber! – respondeu Bokkuseno – Seu pai não diria a mim uma coisa dessas, sabendo o apreço que tenho por sua pessoa.

- Tanta procura por algo que deveria ter sido entregue em minhas mãos, de forma honrada – disse Sesshoumaru – Agora tenho que sair atrás da espada como se eu não a merecesse!

- Tanta procura merece um descanso, não é mesmo? – disse Bokkuseno – Esqueça-se desse assunto por um tempo. Tente viver uma vida que não seja centrada na busca por uma espada, que no fim pode não ter nenhuma utilidade para você!

- Não há descanso para os que desejam ser o melhor – disse Sesshoumaru – E utilidade é o que não faltará com a Tessaiga em minhas mãos. Não há nada neste mundo que desvie minha atenção dela.

- E o seu irmão? – perguntou Bokkuseno – Tem visto ele?

- Eu não tenho nenhum interesse naquele hanyou – respondeu Sesshoumaru friamente – Espero que ele esteja vivendo bem longe das terras de meu pai.

- Sua única raiva em relação a ele é o fato dele ser um hanyou? – disse Bokkuseno – Mas lembre-se que é o sangue de seu pai da mesma maneira que o seu! Odiá-lo é como odiar a seu pai também!

- Quem sabe se eu não o odeio mesmo? – disse Sesshoumaru – Depois do que ele fez, meu respeito por ele decaiu bastante. Morreu em vão, de uma forma tão ridícula que faria rir muitos de seus inimigos!

- Seu pai foi bastante honrado, Sesshoumaru – disse Bokkuseno – E a morte dele foi bastante honrosa também. Defender os seus não é nada ridículo!

Sesshoumaru resolveu não continuar a conversa sobre o pai. Bokkuseno sabia muito bem como defender o nome do amigo morto, e não seria Sesshoumaru quem mudaria isso. Despediu-se de Bokkuseno e saiu caminhando sem rumo, já sem a menor idéia de onde mais poderia procurar.


Asuka entrou no quarto de Satsumi para ver se ela havia melhorado. A febre tinha durado a noite toda, quase não deixando a jovem dormir.

- Como está se sentindo? – perguntou Asuka.

- Meu peito dói – respondeu Satsumi ainda deitada – É difícil até de respirar.

- Quer algo para comer?

- Não! – respondeu rapidamente Satsumi – Não consigo nem tomar o chá direito, o que dirá comer.

Asuka resolveu mudar o assunto e falar sobre coisas mais alegres, evitando também dizer a Satsumi que sua doença parecia muito mais séria do que ela imaginava. Deu um sorriso para a jovem, que retribuiu, mesmo sentindo-se mal.

- A srta vai até a cidade escolher um traje novo para a festa? – perguntou Asuka se referindo a festa anual do vilarejo – Já é na semana que vem!

- Eu quero ir sim! – disse Satsumi – E quero que você vá também, para escolher um belo traje para você, Asuka!

- Eu sou uma mulher simples, Satsumi-Hime – disse Asuka – Não tenho dinheiro para trajes belos e finos como os da srta!

- Será um presente meu para você! – disse a jovem se sentando um pouco – Faço questão que escolha o traje que quiser!

- Eu agradeço de coração, Satsumi-Hime! – disse Asuka baixando a cabeça agradecida.

- Quero estar bem bonita no dia da festa – disse Satsumi pensativa – Quero agradar aos olhos de uma pessoa...

- Hattemaru é um homem de sorte, mesmo! – disse Asuka.

Satsumi deu um sorriso como se concordasse, mas na verdade não era para Hattemaru que ela queria ficar bonita. Estava planejando aproveitar a festa para demonstrar a Sesshoumaru o quanto havia se encantado com ele. Daria um presente que há muito guardava, e que era de extremo valor para ela. Não valor em dinheiro, mas sim sentimental.

- Espero que seja uma festa inesquecível! – disse Satsumi.


Sesshoumaru caminhava por uma mata escura, a qual não se lembrava de já ter ido algum dia. Havia árvores tão frondosas, que suas copas tapavam o céu e não deixavam o sol iluminar o solo. Ouviu um ruído estranho em um dos caminhos que se abriam pela mata, mas nem se importou em saber o que era. Continuou caminhando calmamente, até que sentiu a presença de um youkai bem fraco por perto. Olhou para o lado onde ele estava e ficou apenas parado, esperando. Se fosse um youkai tolo o suficiente para atacá-lo ia ser morto com certeza. Mas o único sinal do youkai era o ruído que aumentavam de freqüência. Movido pela curiosidade, Sesshoumaru resolveu descobrir que youkai estava fazendo tal barulho. Chegou no local, mas não viu nada. Ouviu o ruído bem acima da sua cabeça e olhou para o alto. A descoberta o deixara de queixo caído. O ruído vinha de um youkai dragão de duas cabeças, e que estava preso por uma das patas em uma armadilha no alto da árvore.

- Isso não se vê todo dia! – disse ainda surpreso.

O youkai dragão o olhava fazendo o tal ruído, como se pedisse para ser solto. Em principio Sesshoumaru resolveu deixar o youkai preso. Para ele não fazia diferença se ele ia morrer ou não, mas o olhar do pobre animal parecia implorar por socorro, o que causou uma certa pena em Sesshoumaru. Deu um salto e com suas garras cortou a corda, derrubando o youkai de costas no chão. Mas o animal logo se colocou nas quatro patas, mostrando que não havia se machucado.

- Aproveite sua nova liberdade! – disse Sesshoumaru voltando a andar.

Andou por um pequeno espaço e se virou confuso.

- Você está me seguindo? – perguntou para o youkai dragão.

O animal fez mais um ruído encarando Sesshoumaru, que voltou a caminhar e parou novamente algum tempo depois.

- Não me siga! – disse Sesshoumaru sem virar-se para o animal – Eu não tenho interesse em um animal de estimação!

Apesar das palavras, o youkai continuou seguindo Sesshoumaru até que ele chegasse novamente nos arredores do vilarejo. Embora não quisesse a companhia do animal, deixou que ele o seguisse sem falar mais nada, sem mandá-lo embora. Foi até a cachoeira, onde o youkai bebeu bastante água.

- Pelo visto você estava preso naquela árvore há um bom tempo, não é? – disse ao youkai – Você deve ser um youkai bem jovem e fraco para cair numa armadilha daquelas e não conseguir se soltar.

O animal fez outro ruído, como se confirmasse as palavras de Sesshoumaru.

- Espero que não pretenda ficar atrás de mim! Eu não vou cuidar de você! – disse ele – E eu mal consigo agüentar a minha própria companhia, o que dirá outro youkai!

Sesshoumaru sentou-se encostado em uma pedra, observando que o animal se deitara ao seu lado. Balançou a cabeça negativamente, não acreditando que tinha arranjado um companheiro. Sorriu com um pensamento que teve.

- Pelo menos você não fala! – disse ele ao dragão – Isso com certeza seria pior!

O dia pareceu muito mais longo para Sesshoumaru que ficara sentado naquele lugar sem nada de interessante para se fazer. Pelo menos o youkai dragão havia saído de perto dele um pouco, mas logo voltara trazendo um animal pequeno entre os dentes. Comeu o bicho como se não visse comida há uns 10 anos, e depois entrou na água para se lavar. Deu um banho em Sesshoumaru quando saiu e se chacoalhou todo, causando uma certa raiva nele.

Quando finalmente o animal se aquietou e dormiu, Sesshoumaru pôde pensar sem interrupções se ia ou não até a cabana.

"Não sei se Satsumi irá hoje" pensou "Mesmo que a febre dela tenha melhorado, duvido que esteja bem o suficiente para me encontrar!".

Olhou o sol desaparecendo no horizonte, e por fim resolveu ir até a cabana. Ficou pensando que se Satsumi se arriscasse a sair de casa para ir lá e não encontrasse ninguém, ficaria muito chateada. Nem percebeu que começava a se importar um pouco mais com Satsumi, coisa que definitivamente não era de seu feitio.

Levantou-se sem fazer barulho, e passou a caminhar para a mata. Mas o youkai dragão logo acordou e voltou a segui-lo, para certa irritação de Sesshoumaru.

- Você não me deve nada por eu ter salvado sua vida! – disse olhando para o youkai – Pode ir embora!

O youkai somente se agachou na sua frente, demonstrando que não ia embora tão cedo, talvez nunca mais.

Sesshoumaru decidiu permitir que ele o seguisse, mas avisou que o youkai não deveria perturbá-lo para nada, senão seria morto sem piedade. Logo chegaram na cabana, e por pouco o animal não resolve entrar junto com ele no casebre, o que ia causar um estrago com certeza. Sesshoumaru mandou que ele ficasse quieto do lado de fora, e ele obedeceu, dormindo pouco tempo depois de chegarem.

"Satsumi" pensou enquanto estava encostado na porta da cabana "Espero que não tenha piorado!".


Satsumi tossiu por um bom tempo, colocando um pano na boca para não chamar a atenção de Asuka, que estava cuidando de seu pai no quarto ao lado.

"Se ela me ouvir tossindo, logo virá com mais um chá, que eu não agüento mais!" pensou se levantando e indo até a janela.

"Espero que você não esteja na cabana, Sesshoumaru. Embora eu deseje muito ir até lá hoje, meu corpo parece não querer contribuir com isso!".

Ficou olhando para o céu, sentindo uma enorme ansiedade, misturada com a dor no peito por causa da tosse.

"Tenho que estar melhor amanhã. Quero vê-lo, não consigo ficar longe dele. Apaixonar-se não é mesmo para pessoas doentes!".

Voltou a se deitar quando outra crise de tosse começou, quase não teve tempo de tapar novamente a boca. Resolveu dormir, sempre com Sesshoumaru no pensamento.

Sesshoumaru já tinha se sentado do lado de fora, perto do youkai dragão, convencido de que Satsumi não ia aparecer. A lua no céu mostrava que já era meia noite.

"Terei de vê-la amanhã!" Decidiu-se "Preciso saber se ela está bem!".

Esperou mais um pouco, mas resolveu ir embora quando sentiu a presença dos guardas do vilarejo em mais uma vigília.

- Vamos! – disse para o youkai dragão, que o acompanhou prontamente – A noite hoje foi em vão!

Os dois logo sumiram em meio à mata, em busca de um bom lugar para se passar a noite.

Quero mais uma vez agradecer as reviews que me deixaram:

Srta Kinomoto: O Hattemaru tem 31 anos e a Satsumi 19, parece estranho, mas acho que naquela época acontecia bastante disso, homens mais velhos com mulheres jovens. Até porque os mais velhos tinham mais posses, essas coisas. Um abraço e espero que continue gostando da fic.

Neve: Fico feliz que continue gostando e saiba que ainda vai haver muitos hentais na história, até porque eu vou mostrar como o sentimento do Sesshoumaru muda em relação a Satsumi centrada mais na forma como ele a trata "naqueles momentos". E agradeço a indicação para as suas amigas, pode deixar que a fic vai ser bem longa. Abraço!

Juliane.chan1: Essa fic vai ser um festival de tragédias, infelizmente! Mas vai acontecer muita coisa boa também. Espero que goste desse capítulo. Abraço!