Título: My Sacrifice Of Love
Autora: Kelen Potter
Contato: kelenvt (arroba) hotmail (ponto) com
Gênero: Drama/Romance
Status: Em Andamento
Disclaimer: Esses personagens não me pertencem, blábláblá...
N/A: A fic parece uma novela melodramática, mas leiam do mesmo jeito, pois acho que nunca mais conseguirei escrever algo tão sentimental assim rs. E mesmo que eu não goste muito de dramas, acabei gostando de escrever este capítulo. Enquanto eu escrevia, eu estava escutando a música November Rain do Guns n'Roses (eu amo essa música!) e recomendo q vcs a escutem quando estiverem lendo... Bom, vamos a fic! Lá embaixo comento mais alguma coisa.
Capítulo IA chuva caia fraca lá fora. O sol não mais brilhava. Os pássaros não mais cantavam. A grama verde, agora molhada, estava cheia de poças de lama enormes. Um suspiro. Uma lágrima. De repente sentiu frio e abraçou a si mesma. Não queria acreditar que aquilo realmente acontecera. Tudo lá fora contribuía com sua tristeza. Se ao menos o sol que tanto amava brilhasse, talvez pudesse sentir-se melhor. Mas não... Não podia ser feliz, esse era o triste destino da deusa Athena. A ela toda felicidade era negada, todo amor era repudiado, toda amargura era bem-vinda.
Levantou-se do chão frio de mármore. Limpou as últimas lágrimas que teimavam em escorrer por seu belo rosto. Andava lentamente pelo esplendoroso salão de seu Templo... Ha! Seu Templo... Até a alguns anos atrás isso poderia ser considerado um motivo para sentir-se feliz. Mas agora seu modo de pensar era diferente. Nada importava para ela neste momento. Sua única esperança para viver fora agora destruída. Não imaginava que tal notícia pudesse fazer-lhe tão mal. Se Milo soubesse disso com certeza não teria vindo até ela há poucos minutos avisar-lhe que seu amado cavaleiro estava preste a se casar. Sim... Era verdade. Precisava sair do pequeno mundinho de sonhos que criara ao seu redor e voltar para a realidade. Suas suspeitas de que os belos momentos que passara com "seu" cavaleiro não tivessem valido nada para ele eram verdadeiras.
Encostou-se no batente da porta que separa o salão principal e seus aposentos. Lembranças felizes de cinco anos atrás vieram a sua mente... "Ele segurava-a firmemente em seus braços. Seus olhos mostravam-se, pela primeira vez, cálidos. Todo seu corpo tremeu diante daquele olhar. Ele agora dava passos firmes na direção do abismo. A cada passo seu coração batia mais rápido. Ele parou de chofre e falou-lhe num tom preocupado:
- Você se importa se acabarmos morrendo juntos?
No mesmo momento ela respondeu:
- Eu confio em você.
Apenas o obedeceu segurando-se no pescoço dele. Então pularam juntos para a escuridão. Tudo rodava e ela acordou momentos depois vendo que ele estava inconsciente. Passou a mão levemente por seu rosto e ficou aflita ao notar que seu bravo cavaleiro sangrava. Num súbito ato impensado, segurou o rosto dele entre as mãos e abaixou-se com o propósito de beijar-lhe a boca..."
Será que se Shina não tivesse chegado neste momento ela teria beijado-o? Sentido o doce gosto de seus lábios? Esta dúvida martelava em sua mente desde daquele momento. Foi naquela hora, há anos atrás, que descobrira que o amava. Amava-o com todas as forças e nunca fora capaz de esquecê-lo. Mas isto não fazia diferença, pois mesmo que fosse correspondida não poderia gozar de momentos felizes ao lado dele. Uma deusa não podia amar seus cavaleiros diferentemente. Deveria amá-los igualmente, mas isso foi impossível.
Andou até sua cama enquanto mais lágrimas brotavam em seus olhos. O colo de seu vestido branco, quase transparente, estava agora molhado. Jogou-se na cama soluçando. Seu coração contraia-se de dor. Abraçou o travesseiro e chorou... Chorou como uma criança que acabara de apanhar dos pais. Ela adorava o frescor que a chuva trazia, mas naquele momento a única coisa que chegou até ela foi sofrimento. Levantou a cabeça e olhou através da janela que ficava em frente à cama. A chuva estava intensificando-se cada vez mais. Sentiu tanta angústia, tanto ódio de si mesma, de sua impotência, que saiu correndo para fora do Templo.
Sentiu a água cristalina molhar-lhe todo o corpo. Parecia que ela estava lavando sua alma e levando consigo a sua tristeza. Parou no meio do pátio do Templo de Atena e abriu os braços na altura dos ombros. Seus olhos fecharam-se na tentativa de esquecer o que deveria estar acontecendo neste mesmo instante a poucos quilômetros dali. Seiya e Minu iriam casar-se numa pequena igreja que ficava a uns 2 km da Casa de Áries.
Lembrou-se de como ficou triste ao receber a notícia do namoro deles da própria boca dele. Seiya foi direto, falou sem rodeios, mas quando acabou Saori notou que ele estava esperando que ela dissesse algo. Qualquer coisa que impedisse algum envolvimento mais sério dos dois recém-namorados. Mas, como sempre, Saori foi covarde e não disse nada. Deixou aquela valiosa chance de ser feliz escapar, e por isso nunca se perdoara. Ele acabou indo embora sem falar algo mais e depois disso Saori não mais o viu. Sim, ela fora extremamente covarde a ponto de não querer encará-lo outra vez e correr o risco de sofrer vendo-o com Minu.
Soluçou ainda com os olhos cerrados. Suas mãos abriam-se e fechavam-se sentindo as gotas da chuva. Finalmente a realidade de que a partir daquele instante nunca mais seria feliz revelou-se a ela. Saori conformou-se de que estava condenada a viver, de agora em diante, triste, sabendo que o grande amor de sua vida vivia feliz com a pessoa que ela mais invejava. Seu coração comprimiu-se ainda mais. Caiu de joelhos e levou as mãos ao rosto, cobrindo-o em sinal de desespero.
Chorava tentando amenizar a dor que a arrasava, mas parecia que não estava adiantando nada. Aquele sorriso que derretia seu coração apareceu, de repente, em sua mente. Aqueles cabelos desgrenhados, tão charmosos, também. Lindos olhos castanhos amendoados a encaravam no seu estado de torpor. Ela os observava no seu subconsciente, queria tanto ter Seiya em seus braços que parecia delirar. Lágrimas rolaram por seu rosto quando abriu os olhos saindo daquele sonho. A chuva era persistente, não queria ir embora de uma vez. Saori olhou pra o céu cinzento e desejou estar no Olimpo, entre os deuses, para não ter que sofrer tanto. Talvez lá pudesse distrair-se um pouco, já que jamais esqueceria Seiya.
Olhou para o imponente Santuário que descia íngrime ladeira abaixo. Todas as Casas pareciam estar vazias, somente a Casa de Virgem estava guardada por um cavaleiro dourado. O resto havia ido para a festa de casamento, deixando Shaka cuidando do Santuário, já que ele não fazia questão de ir a tal cerimônia. Ele preferia ficar em sua casa e zelar pela segurança da "nobre" deusa Athena.
Saori sorriu amargamente tendo consciência de que seus estimados cavaleiros/amigos não tinham vida própria. Até mesmo isso ela conseguira! Não conseguia ser feliz e arrastava junto seus amigos para o poço.
- Que bela deusa você está me saindo, hein Saori - murmurou, fechando os olhos.
Sua vida era uma verdadeira tragédia grega. Era infeliz, não tinha o que mais queria na face da Terra, e sentia-se o animal mais asqueroso do mundo. Não por ser feia, pois sabia que pelo menos disso não podia reclamar. Mas sim por ser tão egoísta, levando as pessoas que mais estimava para a fossa, indiretamente. Por sua culpa Aioros morrera; Seiya, Hyoga, Shun, Ikki e Shiryu sofreram inúmeras vezes defendendo-a; cavaleiros valorosos morreram em nome dela (mesmo sendo ressuscitados depois viram o horror do outro lado da vida); amigos e irmãos brigaram e tornaram-se inimigos; e muitas outras barbaridades que ela agora não lembrava.
Chorou e chorou. Talvez todo o choro que fora reprimido na sua infância quisesse manifestar-se agora. Sentia-se tão mal que se tivesse o punhal dourado que outrora Saga usara para matar-lhe, mataria a si mesma. De repente, vendo pelo lado de que nenhum Deus ousara intervir mais na vida Terrestre e que as autoridades humanas tinham plena capacidade para controlar a sociedade, ela levantou-se decidida e correu na direção do Salão do Grande Mestre.
Entrou no salão e confirmou suas suspeitas de que Saga estava no casamento. Caminhou com dificuldade, pois seu vestido encharcado enrolava-se em suas pernas. Depois de agachar-se atrás do trono do Mestre, achou o que procurava numa pequena urna de ouro. Sua mão tremia quando seus dedos fecharam-se em torno do punho da adaga dourada. Flashes de sua trágica vida como Athena passaram por sua cabeça: sangue de seus cavaleiros, gemidos de dor, gritos de sofrimento... Balançou levemente a cabeça, levantando-se e caminhando para fora outra vez, perguntando-se se alguém sentiria sua falta.
Voltou para seus aposentos no Templo. Enquanto sentava-se na cadeira que ficava em frente a uma escrivaninha, colocou a adaga delicadamente em cima da mesma. Pegou uma caneta e começou a escrever freneticamente num papel levemente rosa. Momentos depois notou que algumas lágrimas suas haviam molhado a breve carta.
- Não faz diferença agora - disse, levantando-se e pegando o punhal. - Isto é apenas para não dizer que fui embora sem despedir-me.
Virou-se e voltou para fora do Templo. Ao chegar no mesmo local que anteriormente esteve, Saori parou e olhou para o objeto que sua mão direita segurava firmemente. Gotas da chuva batiam na lâmina afiada e ricocheteavam, causando uma espécie de brilho muito bonito. Saori sorriu. Surpreendeu-se ao constatar que até mesmo naquela hora conseguia sorrir. Com a outra mão apertou o objeto entre as mãos com mais força. Olhou para a ponta pontiaguda relembrando aquela mesma cena, no episódio de Hades. Já sabia o que iria acontecer daqui pra frente, já havia sentido a dor, por isso não temia nada.
Fechou os olhos sentindo a extremidade do punhal encostada no lado esquerdo de seu peito. Sua vida passava como um filme em sua cabeça. A última coisa que viu, antes de entrar numa escuridão profunda, foi o sorriso meigo de Seiya. Ele a olhava carinhosamente. Antes de ser envolvida pelas sombras, ela pareceu conseguir ler em seus lábios um suave "Eu te amo".
Continua...
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N/A 2: Oi pessoas! Eu tive a idéia de fazer esta fic quando eu estava na fossa ¬¬ Pois eh, eu tbm tenho meus momentos de deprê... Mas tudo bem, agora eu jah tô melhor (eu acho rs). Bom, esta era pra ser uma short-fic, mas eu me empolguei em escrevê-la e nem percebi rs rs. A fanfiction terá apenas mais um capítulo, q jah está prontinho na minha cabeça.
N/A 3: Eu escrevi aquele diálogo da Saori e do Seiya, na cena do abismo, baseada no mangá, ok? Por isso se alguém notou a diferença, tah explicado. E eu finalmente consegui dar o fim a Minu que eu sempre quis q o Tio Kurumada desse huahuahauahua... Ninguém merece essa mosca morta XP!
N/A 4: Era impossível que eu fizesse uma fic de Saint Seiya e não colocasse o meu lindo Milo. Por isso ele teve uma mínima participação, juntamente com meu lindo e maravilhoso Saga (mesmo q ele naum apareceu) mas só de citar o nome dele eu jah fico satisfeita!
N/A 5: Não sei se vcs acreditam, mas eu chorei quando escrevi este capítulo, pra vcs verem a tremenda fossa q eu tava... E ainda por cima escutando esta música linda... E como eu sou mto sentimental, acabei me emocionando huahuahua (q mico!).
N/A 6: (ai ai, eu adoro isso rs) Gentee, obrigada por lerem a fic (se eh q alguém chegou ateh aki ¬¬) e deixem reviews, por favor, eu agradeço de montão!
Bjux pessoinhas do meu coração...
Kelen Potter