Ai, credo! Eu tive um bloqueio! Não vinha nada a minha mente para escrever nesse capítulo. Cruzes, mas agora acho que já melhorei. Quero agradecer a todos que lêem a fic, e espero que gostem mais uma vez. Boa Leitura!

A verdade revelada por Satsumi

Satsumi olhou para Hattemaru sem conseguir encontrar palavras para respondê-lo.

- Responda, Satsumi! – disse ele ansioso – O que você quis dizer com "meu youkai voltou e me ama"?

O momento que ela esperava que ainda fosse demorar havia chegado. Não tinha como adiar a verdade, e já que o destino havia conspirado para que isso acontecesse, o melhor a se fazer era ser honesta. A jovem olhou para Asuka, que logo entendeu que deveria deixar os dois a sós.

- Hattemaru – disse ela ajoelhando-se para conversar com ele – Eu preciso contar a você uma coisa, mas sei que isso não o agradará.

O amigo sentou-se em sua frente, olhando seriamente e esperando pelas palavras daquela mulher a quem ele amava e tinha medo agora de ouvir sua história.

- Eu tenho convivido com um segredo nos últimos dois meses – continuou Satsumi – E chegou a hora de revelá-lo a você, que acredito eu ser a pessoa a quem isso vai afetar mais.

- Eu apreciaria se você conseguisse encurtar um pouco mais essa introdução – disse ele aparentando um certo nervosismo.

- Desculpe, Hattemaru – disse ela – É que é difícil abrir meu coração a você dessa maneira. Mas eu vou tentar ser bastante direta. Eu conheci um youkai, há quase dois meses, como eu já disse. Desde então, eu tenho me encontrado com ele, posso dizer que várias vezes, e descobri que me apaixonei por ele.

Satsumi viu que o olhar de Hattemaru não havia mudado com a confissão, ele se mantinha sereno, talvez pela experiência como guerreiro que não mostra os sentimentos diante do inimigo.

"Inimigo?" pensou Satsumi "Ele jamais me veria assim!".

- Eu sei que prometi algo a você, e o que eu acho mais grave, prometi também isso ao meu pai – disse ela bastante emocionada – Mas farei a coisa errada se me casar com você, enganaria a mim mesma, a você, que sempre foi fiel e sincero comigo, e ao meu pai, o que eu jamais me perdoaria. Não posso me casar com você, se tenho outro em meu coração!

Satsumi baixou os olhos, sem forças para encarar o amigo, o qual ela sabia, estava machucando. O silêncio dele era pior do que palavras, era como se aquilo que ele ouvira fosse tão horrível que nem merecesse comentário. Mas em poucos minutos ela pôde ouvir a voz dele, tentando ser firme, mas claramente envolta em pesar.

- O que acaba de me contar, Satsumi? – perguntou ele incrédulo – Está dizendo a mim, que espera por você há tanto tempo, que outro conseguiu seu coração? Ainda assim espera o que de mim? Que eu considere linda sua história e deseje a você a felicidade que está me negando?

- Jamais eu desejei que isso afetasse você, Hattemaru – disse ela finalmente olhando para o amigo – E sei que não posso esperar que aceite isso facilmente. Mas, como amigo, espero que entenda que isso foi o que o destino quis, e eu não tenho como fugir dessa verdade, que é a de que eu amo outra pessoa.

- Um youkai? – disse ele – Um youkai, Satsumi? Um ser que não é como você, que não sente como você, que nem ao menos vive como você! O que ele pode te oferecer? Que vida ela tem a proporcionar a uma jovem como você? Eu não acredito que ele vá se casar com você e morar aqui, não é? Veja a escolha que está fazendo ao decidir que não se casará comigo. Você prefere escolher uma vida de dúvidas e incertezas, só para viver um romance diferente?

- Não é apenas um romance, Hattemaru – disse Satsumi – Não faça parecer uma coisa passageira...

- Não, realmente é um amor profundo – disse ele – Dois meses é tempo o suficiente para que você consiga diferenciar uma simples atração de amor. E com isso, jogar fora tudo o que fora planejado em sua vida!

- Fora planejado por quem, Hattemaru? – perguntou ela – Quem planejou a minha vida? Eu sei que não fui eu! Embora eu o respeite, o admire e o ame como um amigo, não fui eu quem decidiu que nós deveríamos nos casar. Isso sempre foi um desejo de meu pai, que eu aceitaria e cumpriria com dedicação, se não fosse o fato de me apaixonar por alguém antes. Eu entendo o que você sente...

- Entende, Satsumi? – disse ele se levantando – Não, acho que não! Eu amo você há três anos! Por três anos eu me dediquei a te esperar. Abdiquei de muitas coisas que um homem como eu necessita, somente para esperar que você fosse minha. Não venha dizer que entende o que é o amor que tenho por você comparando-o com essa ridícula coisa que você tem com um youkai!

Satsumi resolveu escutá-lo, sem rebater as criticas dele ao seu relacionamento com Sesshoumaru. Era direito dele sentir-se traído, pois por três anos ele a esperara de verdade. Havia largado farras com mulheres, coisa normal na vida dos guardas dali, e esperou que um dia pudesse tomá-la como esposa, sem que nunca a desrespeitasse tentando algo. A única vez que fizera algo havia sido na última festa do vilarejo, em que tentara sem sucesso beijá-la, e ainda assim pedira desculpas por toda a semana seguinte.

Satsumi esperava que ele abrisse seu coração, e entenderia até mesmo se ele a xingasse. Mas ele simplesmente suspirou profundamente, buscando concentração para falar calmamente.

- Embora isso cause uma dor intensa em mim – disse ele olhando para fora da casa – Eu sei que não é possível que alguém deixe de gostar de outra pessoa facilmente, senão eu não sofreria dessa maneira, apenas me conformaria e tentaria esquecê-la. Já que não há como ter minha felicidade, sem causar sua tristeza, eu tenho que aceitar esse destino.

Satsumi o olhou admirada com sua decência. Ele com certeza era uma pessoa especial, e até sentiu-se ainda pior por nunca ter achado algo nele que a fizesse se apaixonar.

- Mas do fundo do coração, Satsumi – disse ele encarando-a friamente – Não posso dizer que espero que seja feliz ao lado dele. Pois não acredito que tal ser possa dar-lhe a felicidade que merece...

Satsumi se levantou e tentou dar um abraço no amigo, que o recusou.

- Não! – disse ele se esquivando do abraço – Não faça parecer que tudo continuará igual! Não há mais como nos entendermos como amigo, Satsumi. Agora, eu serei apenas o seu servo leal, e a srta, minha senhora!

Ele deixou a sala e sentou-se na escada da entrada do casarão. Satsumi sentiu o peso de sua decisão cair sobre seus ombros. Não havia apenas abandonado um noivo, mas sim perdido um amigo. Amigo insubstituível, após tantos anos de companheirismo. Foi para o quarto, chorar, o que parecia ser a única coisa que ela fazia ultimamente.

Asuka saiu de um dos cômodos da casa, e encontrou Hattemaru num silencioso sofrimento.

- O sr me fez ter certeza de que Satsumi-Hime não fez uma boa escolha – disse Asuka – a sua nobreza de espírito demonstra que não há homem melhor para aquela menina, mesmo que ela não veja isso! É triste vê-lo desistir de algo que ama tanto...

- Asuka, você conhece esse youkai por quem ela diz ter se apaixonado? – perguntou Hattemaru sério – Sabe algo dele?

- Não, senhor! – disse ela sem achar correto revelar o nome do youkai – Ela apenas me contou que o havia conhecido na mata. Por quê?

- Se eu soubesse quem é ele – disse ele – Talvez eu pudesse mudar essa história. E ao contrário do que você disse, Asuka, eu não desisti de Satsumi. Eu só resolvi agir sem pressa. Já passei tanto tempo esperando, não me custa esperar um pouco mais...

- Eu confesso que torço pela felicidade de Satsumi mais do que a minha própria – disse Asuka – E ficaria feliz em ver que o sr conseguiu dissuadi-la desse amor, e a fizesse se apaixonar por você.

- Então me ajude nisso, Asuka! – disse ele a olhando nos olhos – Descubra o que puder desse youkai, e me diga. Eu arranjarei um jeito de fazê-la esquecer dele o mais breve possível.

Asuka pensou na proposta do chefe da guarda. Sabia que Satsumi amava o youkai, mas talvez o melhor para ela fosse mesmo Hattemaru.

"Ele não causaria mal a Satsumi!" pensou Asuka "Ele a ama tanto, com certeza arranjará uma forma de fazer o youkai sair da vida da jovem sem fazê-la sofrer! E se a ama assim, poderá também entender que ela esteja esperando um filho do youkai. Mas essa é uma informação que eu não tenho o direito de revelar!".

- Eu tentarei descobrir o máximo sobre ele! – disse Asuka – E lhe passarei todas as informações...

Hattemaru voltou a olhar para o longe, satisfeito com a ajuda de Asuka, que com certeza conseguiria saber muito sobre o rival.

"Não há nada que vá me impedir de casar com Satsumi!" pensou Hattemaru "Nem mesmo um youkai!".

Satsumi chorou mesmo sabendo que tomara a decisão correta. Pediu perdão ao pai várias vezes, ajoelhada como se orasse, esperando que ele entendesse mesmo o caminho que ela escolhera. Sabia que um dia o encontraria de novo, no outro mundo, e não desejava que seu espírito a odiasse por não ter cumprido com sua promessa. Depois se deitou e dormiu, sentindo mais uma vez o enjôo que parecia mostrar-lhe que devia ficar feliz, pois esperava um filho de alguém que amava e lhe retribuía o mesmo amor.

Acordou um pouco depois do anoitecer, e se irritou ao imaginar que deixara Sesshoumaru esperando. Tomou o banho mais rápido que conseguiu e se vestiu, pronta para deixar sua casa e mais uma vez encontrar seu amado no esconderijo secreto dos dois.

Saiu apressada, sem responder a Asuka que lhe perguntava se ia jantar, e desapareceu no caminho que levava ao riacho.


Sesshoumaru caminhava sem pressa para chegar até a cabana. Sentia a brisa da noite, enquanto olhava o chão iluminado pela lua cheia, em busca de algo que até agora não havia encontrado. Parou, observando bem aos pés de uma árvore, se encontrara o que queria. Um leve sorriso confirmou isso, e ele logo tratou de retirar, com o máximo de cuidado, o singelo, mas carinhoso presente que levaria para Satsumi. Escondeu-o atrás de si para que ela não o visse caso já estivesse na cabana quando ele entrasse.

Chegou no casebre, encontrando-o vazio, e sentou-se em seu canto habitual, a espera daquela que havia feito aquele youkai mudar de tal maneira, que até mesmo se dava o direito a presentes como o que ele segurava bem escondido.

Poucos minutos depois, a porta se abriu, revelando apenas o vulto da jovem, que respirava profundamente, demonstrando sua pressa em chegar ali.

- Não precisava correr tanto, Satsumi – disse ele – Acabei de chegar!

- Sesshoumaru – disse ela sem conseguir enxergá-lo na escuridão – Fale de novo comigo, para que sua voz me guie.

- Deseja palavras sobre o sentimento que tenho por você? – perguntou ele sabendo que ela estava se aproximando – Ou deseja que eu descreva o que se passa em minha mente nesse momento?

- São coisas tão diferentes assim? – disse ela conseguindo encontrá-lo e se ajoelhando a sua frente.

- São sim! – respondeu Sesshoumaru segurando a mão dela – Mas creio que meus sentimentos por você estejam implícitos no que se passa na minha mente. Mostrarei um pouco do que desejo de você agora...

Ele passou a mão pelas costas dela, subindo e puxando levemente seus cabelos, fazendo com que Satsumi colocasse a cabeça para trás. Beijou o pescoço dela suavemente, fazendo com que ela ficasse ofegante, e também passasse sua mão pela nuca do youkai.

- Tome! – disse ele parando de beijá-la e entregando seu presente.

Satsumi pegou o que ele entregara na sua mão, e soube que era uma flor, ficando feliz, mesmo que não conseguisse vê-la.

- Ela é de beleza rara, como você! – disse Sesshoumaru.

Satsumi passou os dedos pelas pétalas suavemente, procurando descobrir pelo toque qual flor era aquela.

- É um narciso! – disse Sesshoumaru como se estivesse lendo seus pensamentos.

- Obrigada! – disse um pouco envergonhada.

Isso era ainda mais estranho. Sentia-se encabulada pela flor que ele lhe dera, quando não dera tanta importância à jóia pendurada em seu pescoço, presente de Hattemaru. O amor era assim, então? Apreciar as singelas coisas oferecidas por quem se ama, como se elas fossem as mais valiosas do mundo?

- Vamos! – disse ele se levantando e a ajudando a se erguer – Eu preciso mostrar algo a você!

- O quê? – perguntou Satsumi curiosa.

- Eu lembro que você me disse que a noite da festa no vilarejo era muito especial – disse ele saindo com Satsumi da cabana e se encaminhando para os lados da cachoeira – Mas sei também que eu consegui tirar a alegria daquela noite, então eu vou levá-la até um lugar, que eu aprecio muito, e que espero que faça você me desculpar por aquele dia.

- Você não me deve desculpas – disse Satsumi – Eu entendo os motivos que te levaram a fazer aquilo.

Sesshoumaru continuou caminhando em silêncio, segurando a jovem pela mão, até que passassem para um local bem distante da cachoeira. Desviaram um pouco do caminho reto que faziam, até chegarem em uma colina, onde apenas uma árvore frondosa guardava a vista que o youkai queria mostrar. Abaixo, ele disse, todos os vilarejos. Olhando para cima, o céu mais estrelado que Satsumi já havia visto.

- É lindo... – disse ela sem mais palavras.

- São as terras regidas pelos youkais de minha família – disse Sesshoumaru – Logo, cabe ao meu descendente defendê-las e tomar conta delas. Embora nossos bens não sejam casas, palácios e plantações, essa área nos pertence, e devem ser respeitadas por outros youkais. Foram os domínios de meu pai, agora meus, e em breve, do meu filho.

Satsumi não conseguiu controlar suas lágrimas após ele dizer isso, ainda mais porque ele passava a mão em sua barriga.

- Eu não a trouxe aqui para chorar! – disse ele virando-a de frente para si – Eu já causei muitas lágrimas em você, está na hora de sorrir um pouco!

Satsumi abraçou o youkai, apertando-o como se isso demonstrasse o quanto o amava. Mas reclamou da dor que armadura dele causava.

- Não se preocupe! – disse ele maliciosamente – Eu já ia tirá-la mesmo!

Ele se livrou facilmente da armadura, e abraçou Satsumi, levantando sua roupa delicadamente pelos lados da perna, segurando o tecido com uma mão, enquanto a outra deslizava entre as pernas da jovem, causando arrepios e gemidos ao encontrar definitivamente o sexo dela. Encostou-a na árvore solitária do lugar, erguendo Satsumi, que instintivamente já passou suas pernas em volta da cintura dele.

- Eu devo mostrar a esse lugar, que você também me pertence, como ele – disse Sesshoumaru – Então, eu devo tê-la aqui para que eu tome posse de tudo o que é meu!

Satsumi ajudou a baixar a calça do youkai, deixando-o livre para se apossar de tudo dela, não só do corpo, mas da alma, do coração, da vida daquela jovem. Ele penetrou com força, mas sem causar dor a ela, que já estava bastante excitada. O modo dele encará-la enquanto entrava e saía de dentro de Satsumi, era também uma forma de mostrar que ela pertencia definitivamente a ele. Satsumi o beijou com paixão, enquanto uma de suas mãos puxava a cabeça dele de encontro a sua, e a outra, puxava-o pela cintura, pedindo por uma maior penetração.

Logo Satsumi sentiu-se nas nuvens, mais uma vez chegando ao ápice do prazer, sussurrando juras de amor no ouvido de Sesshoumaru, que fechara os olhos, aproveitando para chegar ao prazer ao doce som das confissões de sua humana.

Sentaram-se abraçados e encostados à árvore quando acabaram de se amar. E ficaram por lá, observando a bela paisagem, em silêncio, apenas ouvindo o barulho das folhas balançando ao vento.

- Menina... – sussurrou Sesshoumaru ao ouvido de Satsumi.

- O quê? – perguntou ela sem entender.

- Será uma menina! – repetiu ele – Eu já posso sentir isso...

Um enorme sorriso apareceu no rosto de Satsumi, feliz em saber que teria uma menina, e assim como dissera o pai, manteria o vilarejo sempre belo com a presença de uma mulher de sua família.

- Minha menina... – concluiu Sesshoumaru - ... a primeira neta de Inutaisho.

Satsumi encostou a cabeça no peito de Sesshoumaru, e novamente ouviu o coração dele batendo. Agora, mais do que nunca, ela sabia que ele estava ali. Acabou adormecendo, sem notar que o youkai já havia feito o mesmo.

Sesshoumaru acordou com o vento forte que soprava no alto da colina. Satsumi parecia estar bem aquecida em seus braços, mas decidiu que era melhor voltarem para o vilarejo, pois o vento indicava chuva.

- Acorde, Satsumi – chamou ele – Vamos voltar antes que chova!

Os dois saíram dali assim que os primeiros pingos que começaram a cair. Embora Sesshoumaru quisesse levar Satsumi no colo, ela insistiu em andar naquela chuva maravilhosa de verão.

- Temos que aproveitar! – disse ela sorrindo – É o último mês do verão! Logo, o frio chegará e vai nos impedir de fazer essas caminhadas!

Chegaram na entrada do vilarejo, e Satsumi viu que Hattemaru estava parado frente a sua casa. Sesshoumaru olhou para o chefe da guarda, com um olhar nada feliz.

- Vou esperá-la entrar! – disse ele – Eu ficarei observando daqui!

- Não é necessário – disse Satsumi – Eu já tive uma conversa com ele, e nos entendemos.

- Eu não confio na calma de alguém apaixonado, Satsumi – disse Sesshoumaru – Ninguém gosta de abrir mão do que gosta!

- Ele não é uma má pessoa, Sesshoumaru – disse Satsumi – Ele tenho certeza de que ele mal falará comigo!

- Vá! – disse ele – Ainda assim, eu estarei olhando.


Satsumi caminhou para sua casa, passando pelo chefe da guarda, que nem sequer olhou em seu rosto.

Hattemaru conseguia ver apenas um vulto em meio às árvores, e fixou seu olhar nele até que desaparecesse. Deu as costas e entrou na casa, disposto a agora sim, falar com Satsumi.

- Você estava com ele? – perguntou para a jovem que ia para o quarto – Era ele ali escondido?

- Escondido? – disse Satsumi – Ele não tem motivos para se esconder!

- Eu receio que vou ter que proibi-la de deixar o vilarejo durante a noite, Satsumi – disse Hattemaru - Claro, que isso é somente para a sua proteção.

- Quer me proteger do que, Hattemaru? – disse Satsumi olhando bem nos olhos do ex-amigo.

- De algum outro youkai, claro! – respondeu ele – Você nunca sabe o tipo de fera que pode encontrar por aí!

- Eu não vou mentir dizendo que acatarei a sua proibição – disse ela – Às vezes, precisamos desobedecer algumas ordens!

- Seu pai ficaria bastante triste se a ouvisse falar dessa maneira! – disse ele numa tentativa de fazê-la sentir-se mal.

Satsumi apenas o olhou, sem dizer nada, mas ele entendera que não era para tocar no nome do pai dela.

- Espero que não fique doente de novo! – disse ele – Seria uma pena ver você sofrer por causa de um reles youkai.

Hattemaru deixou a casa enquanto Satsumi pensava no que ele havia falado.

"Meu pai não ficará triste!" pensou ela "Eu não o estou desonrando!".

Satsumi foi para o quarto, disposta a esquecer as palavras de Hattemaru e apenas sonhar com seu youkai, e também com a menina que carregava dentro de si.