A partida de Sesshoumaru e a dor de Satsumi.

Satsumi acordou e encontrou Hattemaru parado encostado a porta do quarto. Estranhou que ele estivesse ali, mas sabia que ele devia estar preocupado.

- Como você está? – perguntou ele.

- Bem... – respondeu ela se sentando – Já amanheceu?

- Falta pouco para o sol nascer – disse ele – Eu acabei de chegar, precisava ver se você estava melhor.

- Hattemaru, muito obrigada por ir buscar o doutor – disse Satsumi – E me deixa feliz vê-lo. Pensei que nunca mais falaria comigo.

Ele balançou a cabeça negativamente.

- Eu não posso fingir que não me preocupo com você, Satsumi – disse ele agachando-se ao lado dela – Meu amor é muito maior do que você imagina.

Ele segurou a mão de Satsumi, beijando-a com delicadeza, depois se levantou e voltou para a porta.

- Eu vou dormir um pouco – disse Hattemaru – E você também deve voltar a dormir. Descanse...

Satsumi sorriu aliviada por ainda conservar a amizade de Hattemaru. Deitou-se de novo, esperando conseguir dormir um pouco mais, mas a dor no peito ainda a incomodava. Passou a mão pela barriga, enquanto conversava com a filha, que ainda nem tinha como ouvi-la.

- Eu vou descansar, e pela manhã nós iremos buscar seu pai, está bem? – disse ela sorrindo.


Asuka viu apenas um vulto passando rápido atrás de si na cozinha, e quando se virou, descobriu que era Satsumi, que mal havia acordado e já estava saindo de casa.

- Aonde a srta vai, Satsumi-Hime? – perguntou ela correndo atrás da jovem.

- Andar! – respondeu Satsumi com um sorriso – Como todos os dias!

- A srta vai comer só isso? – disse Asuka apontando a fruta na mão de Satsumi.

- Quando eu voltar, eu comerei algo mais – disse a jovem já saindo na porta.

Asuka balançou a cabeça negativamente, descontente com a atitude da jovem, que deveria estar descansando.


Sesshoumaru avistou o ser conhecido ao longe. Franziu a testa, desconfiado com a visita do youkai que há muito não via. Era um youkai que servira ao seu pai, como um mensageiro, pois era fraco e jamais seria usado como soldado por Inutaisho.

- Lorde Sesshoumaru! – curvou-se o youkai em reverência.

- O que o traz aqui? – perguntou friamente.

- Uma notícia que poderá agradá-lo bastante – disse o servo – Algo que descobri sobre a espada de seu pai.

- Espero que seja algo de utilidade – disse Sesshoumaru dando as costas ao youkai – Eu não tenho tempo a perder com pistas falsas.

- Acredito que lhe será útil – continuou o servo – Ouvi isso da boca de seu próprio pai, dias antes de sua morte.

- E por que veio revelar a mim depois de tanto tempo?

- Por que só agora consegui fazer uma ligação entre o que ele falou e o desejo dele em relação a Tessaiga – explicou o youkai.

- Então diga logo! – disse Sesshoumaru virando-se para encarar o servo e descobrir se havia algum sinal de mentira nos olhos dele.

- Lembro que seu pai mandou um aviso a Izaoy – disse o servo – Dizendo-lhe que aquilo que fora feito para protegê-la seria levado com ele no fim.

Sesshoumaru pensou um pouco no que aquilo queria dizer. O pai era bem enigmático quando queria, e isso às vezes irritava Sesshoumaru, que gostava de ir sempre direto ao assunto.

- O túmulo? – disse Sesshoumaru após algum tempo – Ele escondeu a Tessaiga no próprio túmulo?

Um sorriso confiante se formou no rosto do Lorde, fazendo com que o servo pudesse respirar um pouco mais aliviado de saber que a notícia agradara ao seu novo Senhor.

- Me alegra ver que o senhor conseguiu decifrar tal charada! – disse o servo.

- Eu agradeço a sua colaboração – disse Sesshoumaru caminhando e deixando o servo para trás.

- O senhor pode contar comigo se precisar – disse o servo – Eu servirei ao senhor com a mesma lealdade com que servi ao seu pai!

Sesshoumaru desapareceu da vista do servo, disposto a voltar ao lugar de costume, esperando encontrar Satsumi, para agora lhe dizer que seus planos haviam mudado e que precisaria procurar pela espada antes do previsto.


Satsumi estava agachada ao lado do youkai dragão, dando-lhe algumas folhas para comer, embora o animal parecesse estar mais interessado em experimentar uma das aves que voavam no céu.

- Você pode voar atrás delas! – disse Satsumi – Se é daquilo que você quer se alimentar, terá que ir atrás...

O dragão levantou-se, disposto a tentar mais uma vez alçar vôo. Mas o filhote ainda estava enrolado com o ato, desequilibrando-se com o próprio peso.

- Continue tentando – disse Satsumi – Você logo aprenderá!

O animal virou seus pescoços em direção da mata, e Satsumi fez o mesmo. Logo ela via Sesshoumaru aparecer detrás das árvores, e o saudou com um sorriso.

- O que aconteceu? – perguntou ele sério – Você não apareceu ontem.

- Apenas uma dor no peito – disse ela – Nada preocupante...

Sesshoumaru pôde notar que o olhar dela desviou do seu ao responder a questão. Claro sinal de que ela estava escondendo algo.

- Nada preocupante? – repetiu ele – Como você pode saber?

- O doutor que cuidou do meu pai – disse ela – Ele foi até o vilarejo para me ver.

- E ainda assim você diz que não é nada preocupante?

- Não confia em mim? – perguntou ela séria – Minha palavra não é suficiente para você?

- Eu tenho medo que não! – disse ele – Tenho medo de que esconda algo de mim, pensando estar fazendo o melhor!

Satsumi baixou a cabeça. Pelo jeito ele desconfiava mesmo dela, mas não diria a ele que o médico a alertara sobre o fato da doença do seu falecido pai ter alguns dos sintomas que ela apresentava.

- Não se preocupe – disse Satsumi o encarando – Ela está bem...

Sesshoumaru sabia que agora ela falava a verdade, mas não era isso que o afligia.

- Eu sei que nossa filha está bem, Satsumi – disse ele – Eu saberia mesmo longe se ela está bem ou não. Mas não posso saber o mesmo de você, tenho que confiar no que me diz. E não perdoaria você se mentisse para mim sobre algo sério como sua saúde.

Ele saiu de perto dela, deixando-a sem saber o que fazer. Não queria perder a confiança dele, mas também não queria que ele ficasse preocupado com algo que ela mesma não sabia se era sério.

- O doutor disse que não sabe o que eu tenho – revelou ela – Ele voltará em uma semana para ver se eu melhorei...

- Então você escondeu isso de mim? – disse ele – Mesmo por tão pouco tempo, você escondeu. Continuaria dizendo que não há nada se eu não tivesse exigido uma resposta melhor.

- Como eu poderia dizer que estou doente, se nem sei se estou? – irritou-se Satsumi – E mesmo que eu soubesse, você acha que eu gostaria de vir te dizer isso? Acredita que me alegraria contar-lhe que tenho algo? Não, eu acho que devo partilhar somente o que é bom com aqueles que amo. Aprendi a guardar as coisas ruins apenas para mim. Aliás, você também faz a mesma coisa, não é? Desde quando você compartilha seus segredos comigo? Ou essas coisas não me dizem respeito?

Ele ficou em silêncio, sem resposta ao argumento dela. Não era mesmo característica dele sair contando nada sobre sua vida, nem mesmo para Satsumi. Mas ela, sendo tão frágil, devia dizer tudo o que se passava com sua vida, senão não haveria como ele protegê-la se fosse necessário.

- Por que eu lhe contaria algo? – perguntou ele se virando para olhá-la – Desde quando você poderia ajudar em alguma coisa?

- Se o simples fato de estar ao seu lado quando precisar não significa nada para você – disse ela – então, realmente não há nada que eu possa fazer para ajudá-lo... Não há nem mesmo motivo para eu estar aqui nesse momento...

Ela deu as costas e começou a fazer o caminho de volta para casa. Sesshoumaru suspirou ao ver novamente aquela cena, em que Satsumi ia mais uma vez embora, como se fosse possível os dois ficarem separados por mais que um dia.

- Satsumi... – chamou ele sem resposta – Quantas vezes vamos ter que fazer isso?

Ela parou, virando-se para olhá-lo.

- Isso o quê? – disse ela – Eu ir embora e não voltar mais? Não se preocupe, essa é a última vez!

- Eu estou cansado disso...

Satsumi deu um sorriso nervoso ao ouvir o modo como ele falara.

- Eu não quero que isso aconteça mais – disse ele – Não é o momento para ficarmos com discussões inúteis. Não somo apenas dois agora! Mas não vou fingir que irei atrás de você se voltar para sua casa, não é o jeito que eu ajo...

- Diga então... – disse ela – Diga que minha presença ao seu lado é importante...mesmo que eu seja apenas uma humana fraca.

Ele fechou os olhos, tentando abrir seu coração como jamais havia feito na vida, procurando as palavras corretas para o queria expressar.

- Diga...

- Por que te dizer em palavras, se eu tenho te demonstrado isso todos os dias? – disse ele – Também é necessário que eu use palavras para que você acredite que eu a amo? O meu olhar não diz isso?

Satsumi sorriu encantada com a forma dele dizer as coisas. Com certeza, ele nunca diria aquilo com frases simples, preferia mostrar de outras formas.

- Eu não sei... – brincou ela – Talvez se você me beijasse agora, eu poderia dizer se acredito que isso é suficiente...

Ele deu um meio sorriso, mas não se desfez da seriedade, o que fez Satsumi perceber que ele ainda queria falar algo mais.

- O que foi? – perguntou ela.

- Eu tenho que partir antes do que pensei...

- Por quê? – disse ela desfazendo seu sorriso.

- Eu recebi uma notícia que muito me interessou – disse Sesshoumaru – Tenho que descobrir se o que me disseram é verdade, o mais rápido possível!

- Entendo...

- E demorarei mais para voltar – disse ele – Mas te garanto que depois ficarei aqui com você, até que eu possa segurar minha filha em meus braços...

- Eu sei! – disse Satsumi forçando um sorriso – Você me disse que ficaria comigo do inicio ao fim!

Sesshoumaru fez sinal para que ela se aproximasse, mas Satsumi não se moveu.

- Por isso eu preciso saber se você está bem mesmo – disse ele indo até a jovem – Para que eu possa sair daqui sem ficar imaginando se tem algo acontecendo.

- Pode ficar sossegado – disse ela – Eu estou bem. Espero que você não demore muito para voltar. Quando você irá?

Ele a abraçou, já mostrando a ela que estava se despedindo.

- Agora! – respondeu sentindo um aperto no peito por ter que deixá-las – Infelizmente vou ter que ir agora...

Os dois aproveitaram o pouco tempo que ainda tinham juntos para ficarem apenas abraçados. Sesshoumaru nunca havia imaginado que um dia desejaria desistir de tudo só para estar ao lado de alguém, ainda mais uma humana. Apertou-a contra si, sentindo o coração bater mais forte. Soltou-a, decidido a ir antes que resolvesse ficar.

- Eu volto logo – disse ele dando alguns passos para trás, mas sem deixar de olhá-la nos olhos – Eu prometo...

- Estaremos esperando! – disse Satsumi fingindo não estar com medo dele não voltar mais – Vamos ficar com saudades!

Sesshoumaru virou-se e fez sinal para o dragão o acompanhar. Satsumi viu os dois sumirem pela mata, e fez o caminho de volta para o vilarejo, triste pela partida adiantada do amado.


Sesshoumaru parou no alto de um monte, olhando para o caminho que deixava para trás, pensando na mulher que também estava deixando para trás, juntamente com a filha. Uma dor atingiu seu coração, avisando da bobagem de se fazer isso apenas para procurar uma espada, mas sua razão lhe mandava pelo menos tentar.

Colocou na mente que seriam apenas alguns dias, e que logo estaria de volta para ficar com suas meninas, e não deixá-las mais.


Passados três dias, Hattemaru notou que Satsumi não saía mais durante a noite, aliás, mal saía de casa o dia inteiro. Isso poderia ser um bom sinal. Sinal de que o youkai a havia deixado, que fora embora, e se tivesse sorte, não voltaria para aqueles lados nunca mais. Se isso acontecesse, nem precisaria se preocupar com a espada dele, mas não deixaria a chance de livrar Satsumi daquele hanyou que ela gerava. Seria muita sorte, ter sua noiva de volta sem precisar correr riscos com o youkai, e sem precisar ter que voltar a ver a feiticeira Yume.

Bateu na porta do quarto da jovem, que logo apareceu para abri-la.

- Hattemaru? – estranhou Satsumi – Aconteceu alguma coisa?

- Eu é que pergunto – disse ele sorrindo – Você não tem saído muito de casa ultimamente.

- Eu estou um pouco desanimada mesmo! – disse ela – Não tenho muito interesse em nada...

- Ainda me tem como um amigo? – perguntou ele.

- Claro, como não? - respondeu ela surpresa – Por que pergunta isso?

- Então por que não conta para mim o que está acontecendo de verdade? Eu sei que você está assim por causa do youkai...

- Eu não gostaria de conversar sobre isso... – tentou mudar o assunto Satsumi.

- Eu não criticarei o que você sente por ele, Satsumi – disse o amigo – Eu só quero que você saiba que pode contar comigo se precisar conversar!

- Eu agradeço, mas eu prefiro não falar sobre isso...

Ela tentou terminar o assunto e fechar a porta, mas Hattemaru impediu que ela o fizesse.

- Ele a deixou? – perguntou Hattemaru segurando a porta.

- Hattemaru, por favor! – disse Satsumi olhando para a porta.

- Ele teve a coragem de deixar uma pessoa maravilhosa como você? – insistiu o amigo.

- Ele não me deixou! – respondeu ela ainda calma – Ele voltará em breve!

- Eu acho que aquele maldito youkai se cansou, isso sim! – disse ele irritado – Ele brincou o quanto pôde com você, e depois a largou...

- Cale-se, Hatteamru! – perdeu a paciência Satsumi – Não diga coisas que desconhece!

- Você o ama tanto assim? – disse ele – Nem vê que ele foi embora, e nunca mais voltará! Está tão cega que não vê que só foi usada por ele?

Satsumi deu as costas ao amigo, deixando-o que ele continuasse a falar sozinho se assim o desejasse. Não daria importância a isso, pois sabia que tudo não passava de um ciúmes tolo.

- Esqueça-o, Satsumi – disse Hattemaru sabendo que ela não discutiria com ele – Eu tenho muito mais a lhe oferecer do que ele!

A jovem ajoelhou-se no futon e ficou ouvindo em silêncio tudo. Hattemaru irritou-se com o fato dela nem ao menos lhe dar atenção, então foi até ela e se agachou a sua frente.

- Espero que não seja muito tarde quando perceber que ele não a ama – disse ele

encarando-a com raiva – Ele nunca a amará como eu a amo...

- Eu sei o quanto você me ama, Hattemaru – disse ela – Ainda assim, não posso fingir que sinto o mesmo por você! Desculpe-me...

Hattemaru se levantou e saiu do quarto, voltando até a porta apenas para dizer uma última coisa a Satsumi.

- Ele ainda vai fazê-la sofrer muito – disse ele – Você verá...

Satsumi deitou-se, tentando não pensar nas palavras do amigo, que com certeza estava sofrendo também com tudo aquilo. Pensou em Sesshoumaru, no que ele estaria fazendo, e se voltaria logo. A saudade começava a doer mais do que ela imaginara, e se passasse muito tempo sem ele, sofreria demais.

"Volte para mim, Sesshoumaru!" pensou entristecida "Eu pensei que fosse forte o suficiente para ficar longe de você, mas vejo que não!".


Sesshoumaru olhou para o grande vilarejo à frente. Com certeza aquele era o lugar onde Inuyasha havia vivido com sua mãe. Talvez ele ainda estivesse por lá, mas sabia que Izaoy já havia morrido há bastante tempo.

Acabara de chegar naquelas terras, e já procuraria pelo túmulo do pai, pois não queria perder tempo mais do que o necessário. Deu uma vistoriada pelos arredores, procurando por algo que se assemelhasse a um túmulo de youkai, que era bastante diferente do de humanos, mas não encontrou nada.

Já de noite, conseguiu encontrar uma área bastante sossegada, livre da presença de pessoas, e que tinha uma bela vista de todo o céu acima dele. Deitou-se, cruzando os braços embaixo da cabeça como apoio, e ficou admirando o céu estrelado, enquanto tentava não sentir tanta saudade de Satsumi. O que se mostrava impossível, já que a cada minuto se lembrava dela, um tormento sem fim.

- Vejo que não cumprirei com minha promessa, Satsumi – disse para as estrelas como se elas fossem a jovem – Temo que tenha que perder mais tempo aqui do que imaginei... Essa busca será bem mais difícil do que o esperado!


Satsumi olhou para o riacho, sem conseguir conter suas lágrimas com a saudade que sentia de Sesshoumaru. Após 20 dias sem vê-lo, começava a dar mais espaço em sua mente aos seus temores de que ele não voltaria mais.

Passou a mão no peito, que estava doendo há vários dias. Levou a mão até a boca, e começou a tossir sem parar, chegando a deixá-la sem ar. Quando parou, olhou com horror para a mão, que estava salpicada de sangue, levando-a a cair ajoelhada no chão, sem saber o que fazer. Lavou as mãos nas águas geladas, como se isso fosse apagar a certeza de que teria o mesmo triste destino do pai.

A única coisa que poderia fazer agora era chorar já que sua esperança de que não estivesse doente havia sido em vão. Passou a mão na barriga, pedindo aos deuses que protegessem sua filha, que aquela doença não pudesse causar nenhum mal a ela.

"Se não puder voltar por mim, Sesshoumaru, volte pelo menos por sua filha. Ela não terá ninguém quando eu partir. E eu sei que vou partir logo..." pensou olhando paraas águas do riacho "Ame-a, mesmo que não queira me amar mais...".


Hattemaru olhou com surpresa para a carruagem que se aproximava do vilarejo. Não conseguiu conter o espanto quando dela saltou a velha feiticeira Yume, com um sorriso desafiador no rosto.

"Maldição! O que ela está fazendo aqui?" pensou enquanto se dirigia até ela.

- Pensou que não me veria mais, Hattemaru? – perguntou ela – Eu vim me assegurar de que você não faltará com sua palavra, meu jovem. Espero que não tenha desistido de roubar a espada do youkai para mim.

Um sorriso sem graça formou-se no rosto dele. Com certeza, sua idéia, agora que o youkai havia desaparecido, era apenas fazer com que Satsmi perdesse o filho que esperava, e nem se preocupar em cumprir o restante do plano que tinha com a velha Yume. Ela planejava usar a espada e o sangue do filho de Sesshoumaru para poder reverter o feitiço jogado nela por Inutaisho, assim poderia voltar a ser uma youkai novamente, deixando aquele corpo mortal de vez, e retornando a sua forma verdadeira, linda e sempre jovem.

- A sra não confia em mim? – disse ele para a velha.

- Eu não confio nem em mim mesma, jovem! – disse ela rindo – E sei bem de sua felicidade pelo sumiço do youkai. Lembre-se, eu não sou uma feiticeira comum, tenho mais poderes do que imagina.

- Então sabe que estou com as mãos atadas no momento – disse Hattemaru – Infelizmente o tal youkai não está por essas terras...

- Mas ele voltará! – disse Yume com certeza – Em breve ele voltará. Porque ao contrário do que você pensa, ele ama a jovem Satsumi muito mais do que você!

- O quê? – irritou-se Hattemaru – Como ousa dizer isso?

- Pelo menos ele nunca a machucaria, coisa que você fará! – disse ela – Então não se julgue melhor que ele!

Hattemaru resolveu ignorar as palavras tolas da feiticeira, e perguntou a ela quando ia embora.

- Só depois de ter minha espada! – respondeu a velha com um sorriso – Até lá, eu ficarei nesse vilarejo. Apresente-me como se eu fosse uma parente sua, a quem você não vê há bastante tempo. Todos acreditarão.

O chefe da guarda não conseguia esconder o descontentamento com a presença da velha. Com certeza, sua sorte estava mudando.

"Espero que aquele youkai volte logo, então!" pensou irritado "Pelo menos isso acabará mais rápido, e eu poderei me ver livre de Yume!".

A maioria acha que o Sesshoumaru deve acabar com a raça do corno (obrigada pela idéia, Julliane.chan1), enquanto a miss-boredom-liv acredita que o corno deve cometer um harakiri, para terminar de provar que é realmente um covarde. Agradeço a todas que responderam a pergunta. Espero que continuem dando conselhos sobre a trama. Um abraço a cada uma de vocês! Bye...