O capítulo ta mais leve, mas nem por isso sem sangue! Mas espero que gostem, e mandem mais reviews, não sabem como isso me alegra! Boa Leitura!
Sesshoumaru vs Yume: O primeiro confronto.
Sesshoumaru esperava pelo primeiro golpe da adversária para poder começar a lutar. Yume levantou o braço direito no ar, girando-o rapidamente e formando um pequeno tornado de fogo e o lançou. Sesshoumaru ficou olhando o ataque vindo em sua direção, e esperou até o último segundo para poder desviá-lo com a ajuda da Tenseiga.
Enquanto Sesshoumaru desviava seu ataque, Yume aproveitou para lançar no ar algo que lhe daria a vitória naquela luta. Ela usaria seu golpe mais poderoso, que consistia em soltar no ar um tipo de areia que parecia inofensiva à primeira vista, mas quando entrava em contato com a pele do adversário era absorvida e causava minúsculos cortes nos órgãos internos, gerando uma hemorragia interna que praticamente só era notada quando a pessoa caía morta ao chão. Embora a maior parte do corpo de Sesshoumaru estivesse protegida por sua roupa, havia ainda o rosto do youkai para ser atingido pelo ataque.
Sesshoumaru permanecia em silêncio enquanto levantava sua mão e lançava seu chicote em direção a Yume, fazendo-a se desviar e somente acertando o ombro esquerdo dela, causando um corte que sangrou por pouco tempo, cicatrizando rapidamente.
- Não vai ser tão fácil me machucar, Sesshoumaru – disse Yume sorrindo – Nem mesmo seu pai conseguiu fazer isso. Tanto que a única solução que ele encontrou foi me tornar humana!
- Não perca seu tempo falando! – disse ele lançando mais uma vez o chicote – Lute!
Com uma incrível habilidade ela conseguiu segurar o chicote de Sesshoumaru, e o puxou com força para perto de si, acreditando que com isso conseguiria agarrá-lo pelo pescoço. Mas Sesshoumaru acertou-a com um belo soco assim que chegou perto dela, derrubando-a no chão.
- Oras, nunca imaginei que lutasse dessa forma com mulheres, Sesshoumaru – disse Yume limpando o pouco sangue que escorreu de seus lábios – Confesso que isso me surpreendeu.
- Esperava que eu a tratasse como uma dama? – disse ele – Nem que vivessem mil anos alguém de sua raça seria considerada uma dama...
- Eu sei que você costuma considerar apenas as mulheres humanas como damas – disse ela se levantando e rindo – Puxou ao seu pai totalmente.
- Cale a boca! – disse ele esperando que ela se colocasse totalmente de pé para poder voltar a lutar.
- Ou o faz apenas por inveja do que seu pai foi um dia? – continuou ela – Tem tanta inveja assim que até escolheu o mesmo caminho que ele, Sesshoumaru? Só espero que não deseje morrer da mesma forma que ele, um jeito inútil e desonroso...
- Pelo jeito é você quem tinha inveja – disse Sesshoumaru – Deve ter ficado enfurecida quando ele a trocou por uma humana.
- Verdade! – disse Yume – Eu fiquei furiosa por ser trocada por uma maldita humana. Mas minha vingança não poderia ser mais bem pensada. Eu resolvi destruir aquela mulher, de nome Izaoy, e também acabar com a vida do filho dela...
- Que eu me lembre, não teve sucesso em sua vingança...
- Não, é verdade! – disse Yume – Mas eu me contento com o estrago que vou causar agora!
Ela correu na direção de Sesshoumaru, tentando atingi-lo com suas garras, enquanto ele desviava rapidamente. Ela conseguiu acertar o rosto dele de raspão, mas isso não causou sequer dor nele.
- Eu vou acabar com toda sua família, Sesshoumaru – gritou ela continuando o ataque.
"Família? Não tenho nada mais para chamar de família!" pensou ele "Talvez se tivesse me procurado antes, eu me preocuparia com suas ameaças, mas agora, nada tenho a temer em suas palavras!".
Num golpe rápido ele a agarrou pelo pescoço. Apertou o suficiente para que ela sentisse suas garras afiadas furarem a pele, mas ela exibia um sorriso no rosto como se não se importasse com a dor.
- Do que está rindo? – disse ele sério – Não teme a morte iminente?
- Deveria perguntar isso a você mesmo – disse ela com dificuldades – Você não me parece muito bem...
- Cale-se...
Sesshoumaru interrompeu o que ia falar quando sentiu algo escorrer de seu nariz.
"Sangue?" pensou espantado ao olhar para o liquido vermelho Estou sangrando? Por quê?"
Ficou surpreso que estivesse sangrando se nem havia sido atingido com força pela youkai. Limpou o sangue e se preparou para continuar a lutar.
- O sangramento aumentará com o passar do tempo – disse Yume – Isso significa que meu ataque funcionou.
- Que ataque? – perguntou Sesshoumaru.
- Eu lancei em você meu pó da morte – explicou Yume – Logo você morrerá, e poderá se encontrar com seu pai no outro mundo...
- Sério? – disse numa ironia sem exaltação de voz – Me lembre de perguntar a ele se você já era desagradável assim no tempo em que estava vivo!
Ele a jogou com toda sua força contra as cerejeiras, e depois correu até Yume e a levantou do chão, segurando-a pelos cabelos.
- Lembre-se também de perguntar ao seu pai uma coisa, Sesshoumaru – disse ela encarando o inimigo rindo – Pergunte se sua filha seria bonita ou se pareceria com um filhote deformado como aquele hanyou que é o seu meio-irmão!
Sesshoumaru sentiu o sangue entrar em ebulição ao ouvi-la falar sobre sua filha. Nem parou para imaginar como Yume sabia dela, apenas sentiu vontade de fazê-la em pedaços ao ouvir a forma desrespeitosa que ela se referia à sua criança.
Yume conseguiu ver o ódio nos olhos de Sesshoumaru e riu. Gargalhou bem alto da reação que causara nele.
- Ficou furioso só porque falei de sua filhinha, Sesshoumaru? – disse ela ainda rindo – Não fique assim. Tenho certeza que a natureza lhe fez um favor ao livrá-lo de sujar ainda mais o sangue de sua família...
- Maldita! – gritou ele – Arrancarei seu coração por causa disso...
- Eu não tenho um coração, Sesshoumaru – disse ela – Não perca seu tempo procurando por ele.
Sesshoumaru deixou que a raiva tomasse conta totalmente de seu corpo, então começou a transformar-se em sua verdadeira forma youkai. Seus olhos tornaram-se vermelhos como sangue, e sua forma humana começou a dar lugar a forma de um gigante cão branco.
Yume sorriu ainda mais ao vê-lo em sua forma real, assim poderia também voltar a experimentar a sua própria forma youkai. Ela fechou os olhos e deixou que seu corpo se transformasse num gigante pássaro com asas de fogo.
A clareira, que antes possuía espaço o suficiente para a luta dos dois tornou-se pequena demais para comportar os youkais transformados em suas formas verdadeiras. Yume foi a primeira a sair em disparada para procurar algum lugar maior, sendo seguida por Sesshoumaru.
Eles foram até a colina próxima ao vilarejo. A mesma colina onde Sesshoumaru havia levado Satsumi e mostrado a ela o que pertenceria à filha no futuro. Os dois lutaram violentamente, conseguindo acertar um ao outro com seus ataques. Sesshoumaru conseguiu usar sua pata e causar um ferimento no peito de Yume, e ela conseguiu queimá-lo com suas asas. Mas Sesshoumaru começou a sangrar ainda mais, efeito do pó jogado por Yume. Agora, sua boca também sangrava, deixando com que tanto o veneno dele quanto o sangue pingassem pelo chão.
Yume voou novamente, dessa vez rumando para um local estratégico. Queria levar Sesshoumaru até o vilarejo, para que Hattemaru pudesse ver que ela o matara mesmo, agradecendo assim a pequena, mas útil ajuda do chefe da guarda em fazê-la retornar a sua forma youkai.
Asuka segurava Satsumi na banheira para que outra criada da casa pudesse ajudar a banhá-la. A jovem, que perdera muito sangue, mal se agüentava sentada pela fraqueza que sentia.
- Você o viu, Asuka? – perguntou ela com os lábios trêmulos e pálidos.
- Vi, Satsumi-hime – respondeu a mulher – Eu vi o seu youkai...
- Ele me culpa, não é? – disse Satsumi – Eu senti o ódio dele, eu sei o que ele pensou de mim...
- Não se preocupe com ele – disse Asuka – Se ele não consegue enxergar o quanto a srta sofre com isso tudo, então ele não merece sua preocupação!
Com certeza já passava do meio dia quando os dois chegaram ao vilarejo. Desceram em meio ao pátio central, assustando os moradores e até mesmo os guardas que estavam por ali. Yume viu apenas de relance Hattemaru, que saiu do casarão e olhou espantado o circo que se formara no vilarejo.
- Mas o que é isso? – perguntou ele.
Asuka e as outras criadas da residência correram até a porta, e gritaram ao ver os dois youkais parados, um de frente para o outro, se encarando mortalmente.
- Por Kami! – gritou Asuka – O que está acontecendo?
- Eu não sei, Asuka! – disse Hattemaru sacando sua espada como se isso fosse capaz de surtir algum efeito – Entre e tranque tudo!
O chefe da guarda manteve uma distância bem grande dos dois youkais. Ordenou aos guardas que ficassem com os arcos e flechas prontos para atirarem nos invasores, caso eles resolvessem lutar ali mesmo.
- Mirem! – gritou Hattemaru para os homens – E ao meu sinal... lancem as flechas.
Sesshoumaru virou-se para o chefe da guarda, encarando-o com ódio, enquanto Yume apenas observava os outros guardas, todos morrendo de medo, em suas posições.
"Eu te trago um presente e é assim que me recebe?" perguntou Yume mentalmente para Hattemaru.
- Yume? – perguntou ele sem entender nada – É você?
O gigante pássaro youkai virou-se para ele, respondendo assim sua pergunta.
"Trouxe Sesshoumaru para ser morto aqui, bem na sua frente. Assim poderá ficar sossegado em relação a Satsumi!".
Hattemaru deu um meio sorriso, incrédulo com a forma verdadeira dos dois youkais. Levantou o braço direito e fez um gesto para que os homens da guarda abaixassem seus arcos, o que gerou um pequeno protesto.
- Acabe com ele! – disse baixo Hattemaru.
Yume olhou para Sesshoumaru, que agora sangrava mais. Abriu a boca e soltou um som imperceptível para os humanos ali presentes, mas ensurdecedor para Sesshoumaru, que parecia sentir dor nos ouvidos. A única forma dele se desfazer da irritação que o barulho causava era atacando Yume, então correu até ela e a mordeu diretamente no pescoço, enquanto ela se preocupava em ficar "cantando". Ele a chacoalhou com força, e depois a jogou no chão, esperando que seu veneno fizesse efeito nela. A ave logo começou a se contorcer de dor, mas ainda assim se levantou para continuar a lutar.
Yume bateu as asas, causando um vento forte e quente como fogo, que atingiu alguns dos guardas do vilarejo, matando-os na hora.
"Maldição, Yume!" irritou-se Hattemaru "Se você atingir meus homens serei obrigado a defendê-los...".
"Não é meu interesse matar seus homens!" disse Yume em pensamento "Faça-os se afastarem!".
"Não! Darei uma pequena ajuda a você!".
Hattemaru fez sinal para que seus homens novamente se colocassem a postos. Deu ordem para que eles lançassem as flechas, mas deixou bem claro que eles deveriam acertar apenas o grande cão youkai.
Sesshoumaru teve que se preocupar em desviar das flechas lançadas pelos guardas do vilarejo e atacar Yume ao mesmo tempo. Jogou-a longe com uma forte patada, quase acertando algumas das casas do vilarejo, fazendo com que os moradores corressem desesperados para a colina ao fundo da área.
Satsumi sentou-se assustada ao ouvir o enorme estrondo que vinha do lado de fora da casa.
- Asuka? – chamou ela.
Asuka correu até o quarto e passou a espionar da janela tudo o que acontecia.
- O que está acontecendo? – perguntou Satsumi.
- Uma luta! – respondeu a mulher sem tirar os olhos da fresta da janela – Entre dois youkais!
- O quê? – disse a jovem surpresa – Youkais? Aqui no vilarejo?
Satsumi se levantou com dificuldades e caminhou até o local que Asuka estava, apoiando-se nas paredes para poder chegar até lá.
- Não, Satsumi – disse Asuka ajudando-a – A srta não deve levantar-se e fazer esforço!
- Eu só quero ver o que está acontecendo... – disse ela olhando pela fresta e enxergando apenas um grande pássaro.
Olhou espantada, sem entender que motivos levariam dois youkais a irem lutar justamente em meio a um vilarejo, onde poderiam ser atacados pelos guardas.
- Veja! – chamou sua atenção Asuka – Aquele é o outro youkai!
Satsumi levou sua mão até a boca ao notar surpresa, que não era apenas um youkai qualquer.
- Sesshoumaru... – sussurrou Satsumi.
- O que disse? – perguntou Asuka – Esse youkai é...
- Um grande cão youkai... – disse Satsumi – Só pode ser ele...Mas por que aqui?
Sesshoumaru virou-se furioso para os guardas que tentavam atingi-lo. Deu apenas um passo na direção deles, como um aviso de que não continuassem, o que foi refutado por Hattemaru, que mandou seus homens lançarem mais flechas.
Sesshoumaru virou-se então para o próprio chefe da guarda, assustando-o com seu rosnado. Agora sua intenção ao caminhar em direção a ele não era apenas de dar um aviso, e sim acabar com a vida daquele humano ousado que nem sequer tinha coragem dele mesmo atirar uma flecha. Aproximou-se o máximo possível de Hattemaru, que segurava sua espada numa posição de defesa, mas não chegou a atacá-lo.
Todos voltaram a atenção para a porta do casarão, que foi aberta violentamente. Nela apareceu Satsumi, tentando se manter em pé, seguida por Asuka, que tentava dissuadi-la de se envolver naquela luta.
Sesshoumaru olhou para a pessoa na porta, sem conseguir reconhecê-la, pois em sua forma verdadeira só reconhecia seu alvo imediato, ou seja, aqueles que o atacassem ou que fosse aquele que desejava matar.
- Entre! – gritou Hattemaru – Vá para dentro, Satsumi!
- Não! – gritou ela saindo de vez da casa – Não vou permitir que essa luta continue!
- Satsumi! – gritou Hattemaru de novo – Se pensa que pode persuadir seu amado youkai de me atacar, esqueça! Ele não a ouvirá!
"Satsumi..." ecoou na mente de Sesshoumaru o nome da jovem parada na porta.
Ela caminhou até ficar próximo ao chefe da guarda, tendo dificuldades de permanecer em pé a cada passo que dava.
- Sesshoumaru... – disse ela olhando para o youkai – O que está fazendo?
Sesshoumaru continuou a avançar na direção de Hattemaru, mas parou novamente ao ver a jovem parando entre os dois.
- Sesshoumaru – disse Satsumi – Por que...
Um rosnado dele fez com que ela percebesse que ele não a reconhecia mesmo. Satsumi baixou a cabeça, segurando-a com as duas mãos, chorando após ver brilho furioso dos olhos de Sesshoumaru. Isso chamou a atenção do youkai. Seu subconsciente lhe dizia que já ouvira aquele choro antes, e que aquilo o incomodara.
- Satsumi, vá para dentro! – gritou o chefe da guarda – Antes que ele a mate!
"Satsumi..." mais uma vez o nome pareceu familiar a Sesshoumaru "Minha Satsumi...".
Sesshoumaru parou e deu um passo para trás. Deixou de rosnar ao reconhecer Satsumi, mostrando que não faria mal a ela.
Satsumi o encarou, com os olhos lacrimejantes em meio à palidez do rosto antes tão corado e sereno.
- Você está machucado... – disse ela ao notar o sangue escorrendo do focinho e boca de Sesshoumaru – Por que está lutando?
O olhar de fúria desapareceu por alguns segundos, dando lugar a um olhar carregado de algum outro sentimento, talvez amor, talvez mágoa ou até mesmo pena.
Ele levou o focinho até bem próximo de Satsumi, tentando reconhecer seu cheiro. Lembrou-se então do motivo pelo qual ela cheirava tão forte a sangue. Olhou para o ventre dela, lembrando-se de sua pequena criança.
- Ela não está mais aqui... – disse Satsumi – Me perdoe...
O olhar furioso voltou a aparecer, junto com o rosnado feroz. Satsumi entendeu que aquilo significava que ele não a perdoava, e chorou ainda mais, deixando-se cair ajoelhada no chão.
Yume, que observava a tudo de longe, deu-se por satisfeita com o que acontecia. Resolveu sair e deixar o final da luta para alguma outra hora e lugar. Ela levantou vôo e partiu, deixando Hattemaru irritado por ela não ter matado Sesshoumaru.
"Por que está indo embora?" perguntou ele "Volte e termine com o seu trabalho!".
"Não queira dar ordens a mim, humano!" respondeu Yume "Deixe-o! Ele já está com seu tempo contado!".
Ela desapareceu no céu, enquanto Sesshoumaru ainda olhava Satsumi, agora caída ao chão. Ele se virou e foi atrás de Yume, disposto a encontrá-la e terminar a luta.
Hattemaru estendeu a mão para ajudar Satsumi a se levantar, mas ela não quis.
- É esse youkai com o qual você teria um filho, Satsumi? – perguntou o chefe da guarda – Esse ser selvagem?
- Vamos para dentro, hime – disse Asuka ajudando-a – A srta precisa descansar...
- Não! – gritou Satsumi – Eu não deixarei que ele me odeie sem nem ao menos ouvir o que tenho para dizer!
Ela se levantou, e reunindo forças não se sabe de onde, saiu correndo em busca de Sesshoumaru, pela mata. Hattemaru e Asuka tentaram segurá-la, mas sua vontade de acabar de vez com sua dor a tornou forte o suficiente para fazê-la se soltar dos dois.
- Deixe-a! – disse Hattemaru – Se ela quer ser ainda mais humilhada pelo youkai, deixe que seja. Ela verá que não há amor nele por ela...
Satsumi atravessou o riacho lentamente, quase sem conseguir chegar ao outro lado. Nunca aquela correnteza lhe pareceu tão forte. Andou um pouco até que suas pernas a desobedeceram, e ela caiu.
"Eu chegarei até a cabana" disse para si mesma "Nem que eu tenha que me arrastar até lá! E esperarei por Sesshoumaru mesmo que isso dure dias...".
Levantou-se e prosseguiu, até chegar ao casebre, onde entrou e largou o corpo no chão, exausta pela fraqueza.
"Volte aqui, Sesshoumaru!" ordenou em pensamento "Tenho certeza que ouviu meu chamado!".
Sesshoumaru encontrou Yume na mesma clareira onde haviam se encontrado no começo da luta. Ela voltou a sua forma humana, exibindo um sorriso vitorioso para o youkai.
- Eu não vou continuar a lutar! – disse ela – Você já morrerá mesmo, não há porque eu continuar a me cansar à toa!
Sesshoumaru também retornou a sua forma humana, mas não quis saber das desculpas de Yume para não lutar. Correu até ela tentando atacá-la, e ela desviou.
- Pare, Sesshoumaru! – disse ela – Aproveite o pouco tempo que lhe resta para dar algum sentido a sua vida. Vá atrás de sua humana. Eu sei que ela o procura!
- Cale-se! – disse ele limpando todo o sangue de seu rosto – Você também não tem muito tempo. Eu a envenenei...
- Seu veneno será eliminado pelo meu corpo em alguns dias – interrompeu ela – Logo eu estarei bem.
- Mais um motivo para eu matá-la agora! – disse Sesshoumaru continuando a atacar.
- Não se importa que sua humana também possa morrer? – disse Yume – Afinal, ela está lá, sozinha naquela cabana, com certeza sangrando até a morte...
- Eu não me importo mais com ela – disse Sesshoumaru.
- Minta a si mesmo, mas me poupe disso! – riu Yume – Eu não lutarei com você, e ponto final! Mas prometo voltar para terminar nossa luta...isso, claro, se você sobreviver...
Ela desapareceu numa esfera de luz, mas Sesshoumaru não se importou que ela tivesse fugido. Seu pensamento estava mais voltado para Satsumi, que o chamava sem parar em pensamento.
- Ficará esperando para sempre, humana! – disse baixo – Não há nada para conversarmos...
Satsumi estava deitada de bruços no chão frio, sentindo que a perda de sangue começava a aumentar, e logo estaria novamente envolta em uma poça rubra. Esperava que pelo menos Sesshoumaru lhe desse a chance de conversar com ele, e que nem Hattemaru, nem Asuka a procurassem, embora soubesse que isso seria improvável.
- Não aceito morrer antes de conversarmos, Sesshoumaru – sussurrou ela fechando os olhos – Embora a idéia de deixar este mundo seja tão atraente...
