Corações em caminhos opostos.
"Tanto tempo... Quanto mais eu terei que esperar neste lugar? Por que essa youkai não reaparece para lutar de uma vez?".
Sesshoumaru sentou-se encostado em uma árvore. Limpou o sangue do nariz, irritado por ter que fazer aquilo de pouco em pouco tempo. Já encontrara Yume várias vezes, e em todas a maldita havia fugido, como uma covarde. Mas ele sabia que não era medo que ela sentia, e sim que ela tinha a intenção de que a luta acontecesse justamente quando ela quisesse, num dia que ela decidisse ser perfeito para tal.
Lembrou-se da última vez que se encontraram, ali naquele mesmo lugar em que ele se encontrava agora, perto da cachoeira.
"Vejo que é mais forte que imaginava" disse Yume "Pensei que morreria no máximo em algumas semanas, e qual não é minha surpresa ao notar que já se passaram três meses! Mas, mesmo que não morra tão rápido, saiba que não há como se livrar desse efeito. Há não ser que consiga me matar. Mas isso eu acho um pouco difícil...".
- Vou fazê-la sofrer tanto, que vai me implorar para que a mate logo, youkai! – disse cerrando os dentes de ódio.
Já não bastava ter que ficar esperando por sua adversária, ainda corria o risco de encontrar-se com alguém que não desejava ver. Embora não tivesse sentido a presença dela em todo o tempo em que esteve por ali, sabia que um dia poderia encontrá-la.
"Satsumi...".
Foram preciso três longos meses para que Satsumi sentisse vontade de sair de casa novamente. Havia se apegado à solidão do próprio quarto, como se isso a impedisse de sofrer por tudo que acontecera. Ficaria assim por muito mais tempo, não fossem as palavras amigas de Asuka, que dizia que se afastar do mundo não afastaria o mundo dela.
Sabia também que precisava aproveitar sua vida, ainda mais agora que sua doença havia voltado com uma força assustadora. Tinha ficado febril por pelo menos quatro vezes nos últimos dez dias. E queria poder ver o máximo que pudesse da beleza do local onde morava, e conversar muito com os moradores do vilarejo, que sempre foram tão amáveis com ela, antes que tivesse que se conformar em ficar presa a uma cama quando a doença tomasse conta de seu corpo.
- Bom dia, Asuka! – disse Satsumi para a mulher que a recebeu do lado de fora da casa com um enorme sorriso no rosto.
- Satsumi-hime! – disse Asuka – Que bom que resolveu voltar a viver!
- É verdade, Asuka – disse Satsumi sorrindo – Eu voltei a viver...
- O que fará hoje? – perguntou Asuka.
- Não sei – disse Satsumi – Talvez eu dê um passeio...
- Tem alguém que vai ficar muito feliz de vê-la sair do quarto – disse a mulher dando um sorrisinho.
- Hattemaru... – disse Satsumi – Onde ele está?
- Foi até a cidade. Logo estará de volta! Você já se decidiu sobre o pedido dele?
Satsumi respirou fundo. Há pouco mais de uma semana, tinha tido uma conversa com o chefe da guarda, que a pedira em casamento, pedindo a ela que aceitasse, mesmo que não fosse por ele, mas que fosse pelo seu falecido pai, para ver o desejo dele cumprido. Satsumi havia dito que pensaria cuidadosamente no pedido e que quando se sentisse bem, daria a resposta a ele.
- Sim! – disse Satsumi – Já me decidi...
- E qual será sua resposta? – perguntou curiosa Asuka.
- Está na hora de cumprir com minha promessa, Asuka – respondeu ela – Não há mais nada que me impeça de fazer algo certo dessa vez...
Essa tinha sido sua decisão. Casaria-se com Hattemaru, já que esse era o desejo de seu pai e já que aquele a quem ainda amava, Sesshoumaru, havia saído de sua vida. Quem sabe a vida não lhe reservava alguma felicidade ao lado do amigo. Quem sabe, seu sonho de ser mãe não poderia tornar-se realidade dessa vez. Ainda sonhava em sentir de novo uma criança se mexer em seu ventre, mesmo que não fosse a filha de Sesshoumaru. Asuka a incentivava a sonhar com isso, mesmo sabendo que as chances dela engravidar de novo eram mínimas, segundo palavras do próprio doutor. Mas não contaria isso a Satsumi, pois sabia que ela não precisava sofrer mais na vida do que já sofrera.
- Se ele perguntar por mim, diga que eu já volto – disse para Asuka – Mas não conte a ele minha decisão, está bem?
- Claro que não! – disse Asuka – Mas já vou preparar um almoço especial para comemorarmos...
Satsumi sorriu com a bobeira de Asuka, e saiu caminhando sem rumo, apenas procurando flores típicas da estação para poder levar ao tumulo do pai, o qual não visitava há tanto tempo. Atravessou o riacho, tentando não se lembrar de todas as vezes que fizera aquilo em busca do youkai.
Conseguiu recolher lindas flores, e olhava para o topo das árvores, a maioria já totalmente desfolhada, procurando pelo fraco brilho do sol entre as nuvens cinzas.
Parou ao ver de longe algo que lhe trouxe uma forte recordação dos últimos meses de sua vida. Correu e ajoelhou-se ao lado da linda flor amarela, que se sobressaía entre os arbustos com folhas secas, e passou a mão por suas pétalas delicadas.
- Narciso... – sussurrou – Você é uma linda flor...
Pensou em arrancá-la, mas resolveu deixá-la lá para que pudesse ser encontrada por algum outro casal apaixonado, que também a tornasse a flor símbolo de seu amor, ao invés de confiná-la a tristeza de um túmulo.
Continuou caminhando, pensando em como viveria casada com Hattemaru, alguém que ela amava como amigo, mas não tinha nenhum afeto além da amizade.
Chegou ao túmulo do pai e se ajoelhou, colocando as flores frente à lápide.
- Me perdoe por não ter vindo... – disse ela – Estava muito triste nos últimos tempos, que até me esqueci de homenageá-lo com flores.
Passou a mão pela lápide, tentando passar o dedo pelos ideogramas com o nome do progenitor.
- Eu queria que ela fosse colocada ao seu lado – disse se referindo a filha – Mas Hattemaru disse que conhecia um lugar especial, onde crianças como ela eram sepultadas, e eu permiti que a colocassem lá. Confesso que não tive coragem de ir até o local, não consigo imaginar-me...
As palavras faltaram a Satsumi. Não queria ter que falar sobre aquilo, nem mesmo ali, sem ninguém para escutá-la.
- Eu vim aqui por um motivo que o alegraria, meu pai – continuou ela – Aceitarei me casar com Hattemaru, como era sua vontade. Mas vou dizer a verdade, não o amo, e tenho medo de que nunca venha a amá-lo... Mas farei de tudo para deixá-lo orgulhoso no outro mundo.
Ajeitou as flores e se levantou, pronta para deixar o local e voltar a andar novamente sem direção.
Voltou ao riacho, e seguiu seu curso até chegar na cachoeira, onde se agachou próxima à margem para poder ficar olhando a beleza da paisagem. Cruzou os braços tentando se proteger do vento frio e fechou os olhos para ficar ouvindo o barulho da queda d'água.
"Satsumi...".
Sesshoumaru deixou um suspiro escapar ao rever a jovem. Era um suspiro de alívio por vê-la bem, já que na última vez que se encontraram ela se encontrava muito mal.
"E eu não a ajudei..." criticou-se "Ela poderia ter morrido na minha frente, e eu preferi tratá-la como se não me importasse...".
Suspirou novamente, dessa vez um suspiro de preocupação. Por mais que garantisse a si mesmo que já havia deixado todo o sentimento por aquela humana de lado, via que isso era uma mentira.
"Pensei que esse tempo sem vê-la me faria esquecê-la, Satsumi. Mas vejo que isso é impossível...".
Deu as costas e partiu, desistindo de levar o youkai dragão que o seguia para beber água.
Satsumi entrou em sua casa e sentiu o cheiro maravilhoso da comida de Asuka. Sabia que ela estava preparando algo muito especial para o almoço, e foi até a cozinha perguntar o que era.
- Peixe! – respondeu simplesmente Asuka – Mas não um peixe qualquer, algo bastante especial...
- Já imaginava mesmo – disse Satsumi sorrindo – Pena que não comerei...
- Vai comer sim! – disse Asuka – Nem que eu tenha que forçá-la!
Satsumi riu das palavras, mas sabia que não conseguiria comer.
- Você está emagrecendo, Satsumi-hime! – disse Asuka – Eu sei que essa doença faz perder a fome, mas a srta tem que tentar comer algo.
- Eu tentarei – disse Satsumi – E Hattemaru, já chegou?
- Já! Está na casa dele – respondeu Asuka – Todo feliz...
- Hoje ele terá bastante motivos para ficar feliz... – disse Satsumi séria.
- E a srta? – disse Asuka – Também ficará feliz?
Satsumi olhou para Asuka, depois baixou a cabeça.
- Você sabe qual a resposta para isso, Asuka – disse ela deixando a cozinha.
Satsumi foi para o quarto para pegar algo que deixaria Hattemaru ainda mais feliz. Retirou de uma pequena caixa de madeira, ricamente decorada, o colar com o pingente de rubi que havia ganhado do chefe da guarda. Não o usara mais desde que tinha sido atacada na mata por bandidos que tentaram roubá-lo. Não queria perder algo tão valioso. Colocou-o no pescoço e saiu do quarto. Ia encontrar o chefe da guarda em sua casa mesmo, e dizer-lhe que aceitava se casar com ele, fingindo uma alegria com aquilo.
Hattemaru deixou um enorme sorriso se formar no rosto ao ver sua amada parada na porta de sua casa.
- Satsumi... – disse ele – Que bom vê-la bem.
- Tenho que conversar com você – disse ela sorrindo – Pode ser aqui?
- Claro, entre! – disse ele colocando-se de lado – Asuka havia me dito que queria falar comigo.
Satsumi entrou e ajoelhou-se para conversar formalmente com o amigo.
- Eu vim dizer que aceito seu pedido, Hattemaru – disse ela – Eu me casarei com você...
Hattemaru não conseguiu encontrar palavras para demonstrar o quanto estava feliz com a decisão de Satsumi. Preferiu o silêncio, e apenas olhá-la.
- Sei que isso alegrará meu pai... – concluiu Satsumi – E me deixa muito feliz também.
Ele segurou as mãos de Satsumi, ainda em silêncio. Depois, lembrando de algo, se levantou rápido.
- Espere... – disse ele saindo para outro aposento.
Satsumi fechou os olhos, tentando segurar as lágrimas que tinha vontade de chorar por sua decisão. O chefe da guarda logo retornou, segurando um embrulho na mão, e fazendo Satsumi deixar sua tristeza de lado e voltar a encenar o papel de noiva feliz.
- O que é isso? – perguntou ela.
- Um presente – disse Hattemaru – Algo que comprei há bastante tempo, pensando em você...
- Você gosta mesmo de me mimar, não é? – disse ela pegando o embrulho.
- Eu só mimo a quem amo! – respondeu ele sério – Ou seja, só você...
Satsumi sorriu envergonhada.
"Se soubesse o quanto queria que fosse outra pessoa, Hattemaru" pensou ela "Como eu gostaria de ouvir tais palavras da boca do meu youkai...!".
- Eu agradeço o presente – disse ela baixando a cabeça.
- Eu sei que é estranho o que vou pedir – disse Hattemaru – Mas gostaria que o abrisse agora.
- Claro! – disse Satsumi surpresa – Eu o abrirei...
Ela colocou o embrulho no chão, e retirou com cuidado o belo laço que o decorava. Hattemaru sentia o coração bater cada vez mais acelerado com a alegria de ter finalmente conseguido o que queria.
Satsumi sorriu admirada com a beleza do presente que ganhara.
- É lindo... – disse ela vendo o kimono azul royal com detalhes brancos a sua frente - ... obrigada...
- Eu sonho em vê-la usando esse traje no dia do nosso casamento – disse Hattemaru – Eu o comprei pensando nisso, há muito tempo atrás. Agora, poderei ver meu sonho realizado.
- Azul? – disse ela sorrindo – Eu pensei que sua cor favorita fosse o vermelho!
- Minha cor favorita é qualquer uma que você esteja usando, Satsumi – disse ele a encarando – Na verdade, eu prefiro mesmo a cor de sua pele...
Ele passou a mão pelo rosto de Satsumi fazendo-a ruborizar. Ele segurou o queixo da jovem, encarando-a como se estivesse hipnotizado. Ele aproximou seu rosto devagar ao dela, numa tentativa de beijá-la que foi sutilmente recusada por Satsumi, que virou o rosto um pouco. Ela tentou amenizar sua reação com um meio-sorriso sem graça, e ele também sorriu.
- Você não sabe o quanto eu sonho em beijá-la, Satsumi – disse ele – Quanto eu desejo tocá-la... Eu juro que a farei a mulher mais feliz dessas terras. Eu só quero que me dê a chance de fazer isso...
- Eu acredito em suas palavras, Hattemaru – disse ela – Eu sempre soube o quanto me ama...
- Então por que foge do meu beijo? – perguntou ele – Deixe que eu mostre a você, o quanto meu amor é grande.
- Desculpe, foi instintivo... – disse ela.
- Então permita que eu a beije – disse ele – Deixe que eu sinta o sabor dos seus lábios.
Ela abaixou a cabeça, desejando que ele desistisse daquela idéia, mas ele segurou seu queixo, fazendo-a encará-lo, e levou seus lábios ao dela. Satsumi não recusou o beijo, mas também não o retribuiu. Ficou imóvel, imaginando se aquilo demoraria muito.
Hattemaru começou com um beijo delicado, suave, que logo se transformou em algo selvagem, desesperado, como se aquela fosse a primeira e última vez que faria aquilo. Suas mãos seguravam a cabeça de Satsumi com força, evitando que ela tentasse se livrar dele. Ele a soltou somente após um longo período, fingindo a si mesmo que não notara que ela não havia retribuído ao beijo com vontade.
- Eu preciso voltar para casa – disse Satsumi – Asuka me espera...
- Pode ir – disse ele – Eu a verei depois.
Satsumi se levantou, envergonhada com o que acabara de fazer e saiu da casa, carregando o presente que o chefe da guarda havia lhe dado. Foi o mais depressa possível para casa, sentindo-se incomodada por ter beijado alguém que não amava.
Entrou no casarão e correu para o quarto, onde se trancou e se jogou no futon, deixando que o choro aparecesse. Sentiu a tristeza tomar conta de seu coração, por ter se deixado pensar em Sesshoumaru durante o beijo, pensando ser mais fácil aceitá-lo se imaginasse que não era Hattemaru que a beijava, e sim seu youkai.
- Por que, Sesshoumaru... – suspirou com a cabeça afundada no futon – Por que não consigo esquecê-lo? Minha dor será tão grande se não conseguir tirá-lo do meu coração... eu mal posso imaginar minha infelicidade...
Sesshoumaru caminhava um pouco mais lento que de costume e o youkai dragão havia percebido isso. Colocou-se ao lado do dono, mostrando a ele que estava lá caso precisasse.
- Vamos parar um pouco – disse Sesshoumaru para o animal – Preciso descansar...
Encostou-se em uma árvore, sentindo uma estranha fraqueza tomar conta de seu corpo. Sentiu o nariz sangrar, como já era costumeiro desde a luta com Yume, mas notou também que os ouvidos sangravam.
- O que é isso, afinal? – perguntou-se – O que o golpe daquela youkai está fazendo com meu corpo?
O sangramento parecia aumentar, e já causava uma certa preocupação em Sesshoumaru.
- Seria ridículo se eu morresse de uma forma tão tola – disse ele.
Decidiu ir para um lugar onde sabia que teria sossego, pelo menos durante a noite, que logo chegaria. Não seria bom, nem mesmo para ele, um youkai tão poderoso, ficar sangrando em meio à floresta. Isso poderia atrair outros youkais, que com certeza acabariam o irritando.
- Eu vou até a cabana – disse para o dragão – Você pode ficar do lado de fora, mas sem ficar fazendo barulho.
Caminhou devagar até onde decidira ficar. Esperando que pela manhã o sangramento diminuísse.
Satsumi sentiu o peito apertar ao ver uma das crianças do vilarejo, aparentando uns dois anos, brincar ao lado da fogueira em que ela se aquecia ao lado de vários moradores. Nunca olhar uma criança havia sido algo tão encantador e doloroso ao mesmo tempo. Ficou imaginando sua filha brincando daquela forma, tão inocente e pura.
- Logo serão nossos filhos...
Ela se virou e viu Hattemaru ao seu lado, com um enorme sorriso.
- Eu vi os seus olhos brilhando ao ver aquela garotinha – disse ele – E te garanto que logo você poderá se alegrar ao ver suas próprias crianças brincando...
Ela sorriu, mas teve vontade de chorar pela falta que sentia da filha.
- Vou caminhar... – ela disse saindo de perto da fogueira.
- Posso acompanhá-la? – ofereceu-se o chefe da guarda.
Asuka, que também estava junto deles, notou o olhar da jovem ao pedido do agora noivo.
- Hattemaru – chamou Asuka – Pegue mais madeira para nós, por favor! A fogueira está quase se apagando...
Satsumi olhou agradecida para a amiga. Queria caminhar sozinha, aproveitando o pouco de liberdade que lhe restava.
- Depois você pode ir atrás de sua noiva... – concluiu Asuka.
O chefe da guarda atendeu o pedido de Asuka e saiu para buscar a madeira, enquanto Satsumi fazia o caminho contrário, e entrava na mata. O frio era grande, mas ela não se importava em ter que deixar o calor da fogueira e andar até o riacho, onde poderia deixar sua mente voar para longe da agitação que tomara conta do vilarejo ao descobrirem que ela e Hattemaru finalmente se casariam.
Fitou a fúria da correnteza, que sempre aumentava nessa estação do ano, sob a luz da lua cheia que deixava as águas num tom azul prateado.
Só deixou a distração de lado ao ouvir um barulho em meio à mata do outro lado do riacho. Esperou assustada que o que quer que fosse que estivesse ali aparecesse, e para sua surpresa, o ser logo se mostrou.
- Você... – disse ela sentindo o coração bater acelerado – O que faz aqui?
O youkai dragão rugiu como se a chamasse. As cabeças dele logo se viraram para a direção da cabana, e Satsumi entendeu o que o animal queria.
- Ele está lá? – disse ela – É isso?
Outro rugido do animal confirmou a informação.
- Eu não vou lá... Ele não deseja me ver... nunca mais!
O dragão atravessou as águas com uma rapidez que chegou a assustar Satsumi. Por alguns segundos ela imaginou que ele a atacaria, mas uma das cabeças dele puxou sua roupa, mostrando que ela deveria ir lá.
- Não posso... – disse sorrindo ao achar que ele estivesse apenas brincando – me solte...
O animal fez força para que ela atravessasse o riacho e a puxou até próximo a cabana. Satsumi olhou sem entender, afinal, se Sesshoumaru estava lá dentro, sairia ao sentir sua presença, e a mandaria embora, ou apenas a desprezaria. Mas com certeza não a deixaria entrar para ficar ao seu lado.
Ela entrou na cabana, com receio da reação do youkai ao revê-la. Olhou, mas a escuridão não deixava que ela o enxergasse.
- Sesshoumaru...? – perguntou sem resposta.
Caminhou lentamente até que seu pé bateu algo. Ajoelhou-se no chão e passou a mão.
- Sesshoumaru? – perguntou de novo, agora preocupada ao sentir que era a armadura dele.
Passou a mão pelo rosto do youkai, sentindo que ele estava gelado.
- Kami... – sussurrou – O que aconteceu...?
Oh, céus! Um reencontro tão esperado, e eu termino esse capítulo só para deixar todos no suspense. Prometo mandar o próximo cap. logo logo, para alegria de vocês. E agradeço a quem lê, e a quem manda reviews com tanto carinho. Gracias...
