Asgard - O Regresso do Guerreiro

Capítulo 3 – Brünhild

Hilda já havia perdido a noção de quantos dias estavam viajando, ela havia perdido peso.

-Aqui é a fronteira- dizia Dankwart- ali já é a Noruega.

Isso a fez sentir-se melhor. Naquela noite ela teve seu último sonho com Siegfried, ele lhe mostrava para onde ela deveria ir.

-Eu estou aqui, por favor venha logo Hilda, não sei por quanto tempo manterei as sombras longes.

-Mas quem o está mantendo neste estado?

-Não sei Hilda, só sei que ela é muito poderosa.

-Ela?

-Sim, é a mulher que me salvou.

-E por que ela fez isso?

-Não sei, mas tenha certeza Hilda, ela é uma ameaça a você e Asgard, todo cuidado é pouco. Por favor tome muito cuidado.

-Eu tenho Gunther e Dankwart comigo.

-Dankwart? Então ele voltou, isso é bom, já fico um pouco mais aliviado, ele é um excelente guerreiro.

-Siegfried estou me sentindo tão fraca será que conseguirei?

-Hilda- ele a olhou nos olhos- eu confio em você, você é forte, muito mais que imagina, não desista, eu só tenho você.

-Siegfried...

De repente uma outra mulher de beleza maligna apareceu e com uma enorme energia jogou Hilda longe. Ela imobilizou Siegfried.

-Mas que cena comovente! Você me decepciona Siegfried, eu que lhe dei a vida, como pôde me trair- ela riu maldosamente- Preste atenção Hilda, primeiro vou tomar Siegfried, depois Asgard e você não terá nenhuma chance, sugiro que desista.

Hilda se levantou e disse:

-Nunca! Trarei Siegfried de volta e protegerei Asgard, é você quem deve desistir.

-Ah, é mesmo, então lhe darei uma pequena prova do que estou dizendo- ela estendeu as mãos um cosmo rubro começou a emergir dela e estendeu até Siegfried, e então aquilo explodiu.

-Agora escolha querido, com qual de nós duas você vai ficar?

Ele olhou uma e a outra e depois começou a caminhar para a mulher.

-Não Siegfried!

-Ele é meu querida, agora desapareça- nuvens escuras surgiram e Hilda acordou gritando.

Siegfried e a mulher trocaram ainda uma palavra;

-Você pode controlar minha mente e corpo, mas nunca terá minha alma.- os olhos dele eram só fúria.

Ela ria- Eu sei esperar, o esperei séculos, posso esperar mais um pouco, e pode ter certeza meu querido que terei até sua alma quando tudo acabar. Agora durma, não permitirei que entre em contato com aquela maldita.

Uma sucessão de cosmos o rodearam e ele só lembra de chamar por Hilda, antes que tudo tornasse escuro e caísse num profundo sono.

Hilda acordou gritando e com isso acabou acordando os outros dois.

-O que foi?- pergunta Gunther.

-Ela o pegou- ela tinha uma mistura de raiva e aflição no rosto- ela o pegou, aquela maldita!

-Quem?

-Não sei, mas tenha certeza que quando eu a encontrar, eu farei questão de destruí-la.- Dankwart olhava pasmo diante da reação dela- Vão dormir, amanhã continuaremos a viagem, eu sei agora aonde devemos ir exatamente.

-Como assim?

-Siegfried me mostrou, mas agora vão descansar.

-E você?

-Daqui a pouco- ela se dirigiu até fora do abrigo e olhou sua estrela Polaris e então ela ouviu alguém a chamando, ela se virou, mas não havia nada, só o barulho do vento.

-É você não Sieg? Eu juro que o trarei de volta custe o que custar.

NORUEGA

Enquanto isto uma mulher de cabelos escuros fecha o esquife.

-Você fez exatamente o que eu queria Siegfried- ela ia, e ria- breve estarão todos livres.

NORTE DA EUROPA, PRÓXIMO A NORUEGA

Em um abrigo próximo ao de Hilda:

-Bado, mas que droga! eu não consigo carregar isto sozinha, você podia me ajudar- Helche pegava madeira seca que encontrara, porém os pedaços eram grandes e pesados.

-Faz bem fazer exercitar-se, se quer aprender a lutar deve sempre manter-se em forma.

Ela resmungou e mandou-o para o inferno em pensamento. Ela fez a fogueira e preparava o jantar.

-Helche preciso lhe dizer uma coisa.

-É mais uma das suas lições?

-Não. Escute Helche, aconteça o que acontecer nunca diga ou fale sobre minha presença.

-Por que? Tenho certeza que seus amigos ficariam felizes em revê-lo.

-Eu sou a sombra de um guerreiro deus, e como tal devo me manter escondido, será melhor assim é uma vantagem contra o inimigo.

-Se você quer assim, está bem, eu não direi nada.

-Ótimo.

"Depois do que aconteceu eu não tenho direito a nada, apenas ser a sombra. Como fui um idiota, cheio de ódio. Isto custou a vida do meu irmão. Maldição!" – Bado quebrou uma madeira com as mãos diante de tais pensamentos. Helche observava e sabia intimamente o que ele pensava.

Hilda cedo estava de pé, muito decidida, acordou os rapazes e logo estavam na estrada.

-Que bicho a mordeu?- pergunta Gunther.

-Alguém mexeu com seu quero Siegfried - responde Dankwart com olhar malicioso.

-Querido? Então ela e Siegfried...

-É esses dois nunca se entenderam, desde crianças eram inseparáveis. Desde que Hilda começou a ser preparada para ser a representante de Odim sobre a Terra, od dois se afastaram. Siegfried aperfeiçoou suas técnicas de guerreiro,mas para mim, mesmo não estando presente aqui, sinto que ele ficou com medo do poder de Hilda. Ela era definida como a pessoa mais pacífica e doce de Asgard. Mas ela tinha um lado negro, como todos nós seres humanos. E o anel tomou conta deste lado dela. Siegfried a conhecia melhor que qualquer pessoa, até mesmo Fler. E sabia deste lado negro. Ele sempre teve medo que algo acontecesse e Hilda não fosse capaz de dominar seus poderes, como veio a acontecer. Depois do episódio do Anel dos Nibelungos, ela mudou e passou a ser ela mesma. Agora com certeza ela é capaz de dominar a si mesma e os poderes a ela concedidos por Odim.

-Então o Anel dos Nibelungos foi um mal necessário?

-Infelizmente sim, não só para Hilda, mas para todos nós de Asgard. Somos um povo pacífico, mas devemos ficar sempre atentos ao mal. Ele espreita e no momento que acha uma brecha entra.

-O que estão falando?- pergunta Hilda.

-Nada, apenas bobagens, vamos em frente.

Eles cavalgaram por horas, porém Bado já os alcançara e seguia de perto. Quando Hilda e os outros chegaram a uma floresta, desmontaram e seguiam a pé, puxando os cavalos. Dankwart que segue no meio pára bruscamente.

-Ouvi algo, silêncio!

Dankwart estava certo haviam cinco figuras prontas para atacá-los, quatro homens e uma mulher.

-Hilda se proteja!

Eram cavaleiros que vestiam armaduras negras. No cinturão uma pedra vermelha rubro com o símbolo de Nauthiz. Na capa, no local onde se prendia acima dos ombros e no centro do elmo em forma de corvos negros tinham a mesma pedra vermelha.

A luta estava sendo travada. Dankwart lutava com dois homens e Gunther também. Eram sucessivos golpes de um lado e de outro, árvores caídas, muita destruição. A mulher guerreira investia contra Hilda, ela empunhou seu tridente e com apenas um golpe a acertou. A mulher caiu surpresa. Dankwart estava lançando seu golpe Raio de Fogo , o fogo pegou um dos cavaleiros negros, o outro se esquivou e lançou golpes em forma de cristais negros, semelhante aos golpes de Alberich, eram mortíferas. Dankwart girou no ar, mas um dos cristais acertou seu pé esquerdo. Ele caiu desequilibrado. Enquanto isso Gunther com seu golpe Golden Axe acerta ambos os adversários que caem no solo desacordados. Dankwart se recuperou e com um único golpe acerta também o último adversário.

-Eles estão lutando- diz Helche que está próxima ao campo de batalha- temos que ajudá-los- ela já se levantava, quando Bado a segurou firmemente.

-Eles podem cuidar desses, porém deve haver outros e é estes que devemos tomar conta. Agora fique quieta.

Bado começou a investigar a região com Helche a seguir seus passos. De repente Helche sente ser arrastada para uma árvore. Ela ia falar, mas Bado tapou-lhe a boca com as mãos e fez sinal de silêncio. Sim para ele que sempre ficara nas sombras, era fácil detectar quem estivesse escondido.

Em cima das árvores havia um homem numa armadura negra igual a dos outros, em suas mãos uma besta que apontava em direção a Hilda, seu olhar tinha um brilho maléfico. Ele estava pronto para lançar a flecha no seu alvo. Bado cochicha a Helche- "Fique aqui"- e no instante seguinte quando o homem ia lançar a seta mortal, Bado com um golpe o desarma e a arma cai no solo. O homem surpreso desce rapidamente para descobrir o inimigo.

-Saia covarde. Vamos- ele se vira em todas as direções e nada-apareça maldito!

E de repente Bado pula de uma das árvores e chuta o oponente que cai contra o chão.

-Quem é você?- pergunta ele a Bado.

-Seu pior pesadelo- Bado dá um soco no estômago do cara, este contra-ataca, inicia-se uma luta corporal. Porém Bado está em desvantagem, está sem armadura e o oponente o pega de surpresa.

-Lanças Mortais.

Bado é lançado contra as árvores que são derrubadas pela força do impacto, Bado por fim cai, havia sangue escorrendo de sua boca. o inimigo se aproximava para o golpe final, mas Helche que correu para pegar algo, retorna gritando:

-Não- ela corre para Bado com o saco que continha a armadura, ela responde ao cosmo dele até que por fim ela o cobre.

-Mas o quê...?- indaga o oponente.

-Agora sinta o poder de um guerreiro deus. Garras do tigre das sombras.

Desta vez o cara se deu mal e foi arremessado longe, batendo violentamente numa árvore, havia ferimentos no rosto e corpo. Lentamente ele se levantou, mas Bado o pegou antes.

-Guerreiro deus? Como? estão todos mortos, menos o que está com minha senhora.

-Pois é, não havia nada melhor para fazer no inferno, nem no céu, então resolvi voltar para acabar como canalhas como você.

Ele o lança no ar e com as garras de sua mão direita acerta-o no meio do peito. O cara solta um gemido de dor e cai.

Bado com olhar feroz pega-o pelo pescoço:

-Agora me responda quem é o outro guerreiro deus vivo? Vamos fale.

-Siegfried.

-Como imaginava! Mas uma coisa, quem é sua senhora?

O outro permanecia mudo. Bado apertou mais seu pescoço:–Fale maldito!

-Brünhild- ele dizia engasgado, até que não se moveu mais. Bado o jogou como lixo para frente e se virou em direção a Helche.

-Ele lhe disse algo?- pergunta ela.

-Sim e se eu estiver certo teremos grandes problemas.

-Como assim?

-Existe outro guerreiro deus vivo que provavelmente está aprisionado, Hilda e os outros estão indo resgatá-lo. E quem o aprisionou não é qualquer um e usará de todos os meios para que não se cheguem a ele.

-Mas por que mantém um guerreiro deus vivo?

-Por que dentre todos nós ele é o único que ela nunca matará.

-Ela? Então é uma mulher? Quem é? E por que ela não vai matar o guerreiro deus?

-Por que ela vem esperando seu retorno a séculos desde a época do mito. Quanto a seu nome...

Não deu tempo de se dizer nada, Helche percebendo algo, sem pensar em nada se pôs a frente de Bado e segundos mais tarde ela caia em agonia com uma flecha no peito.

O inimigo ainda não estava totalmente morto, ele conseguiu pegar sua besta e atirar, furioso Bado despacha-o para o inferno.

-Helche? Helche?- ele chamava inutilmente ele a tomou nos braços e procurou um abrigo onde pudesse cuidar dela. O dia já acabava.

Numa caverna, ele acendeu uma fogueira e colocou Helche sob pesadas cobertas. Ao lado havia um pano e água limpa, ele preparava algo com algumas ervas que carregava consigo na viagem. Helche acordou em meio a dor, ele se aproximou tomou suas mãos preocupado.

-Helche isso vai doer, meu cosmo pode ajudar um pouco, porém não será suficiente. Eu preciso tirar esta flecha e cuidar do ferimento antes que infeccione.

-Vá em frente, eu vou agüentar- ela apertou a mão dele- Faça o que deve ser feito.

Ele por um momento hesitou, mas não havia outra alternativa para salvar a vida dela. Ele baixou a coberta até a cintura dela, molhou o pano na água e apertou e deixou perto. Com a pequena adaga que sempre carrega com seu nome gravado, ele rasga parte da blusa dela, cuidadosamente ele puxa o tecido rasgado, deixando parte do seio dela a mostra, onde a flecha a atingira.

-Helche tente sentir o cosmo que estou lhe projetando- ele acendeu seu cosmo e transmitia para ela.

-Estou sentindo: é tão quente e está me fortificando.

-Ótimo. Agora eu vou arrancar a flecha- ela assentiu com a cabeça.

"Odim, ajude-a"- ele pensava e então ele tocou suavemente a flecha.- "Terá que ser de uma vez" - e então sem aviso, ele arranca rapidamente a flecha, ela solta um grito de dor que ecoa por toda a caverna, e então desmaia. Rapidamente ele estanca a hemorragia, logo a seguir cuida da ferida.

-Por Odim! Mais um pouco e acho que ela teria morrido.

Acabado por fim, ele enxuga o suor do rosto e pescoço dela afastando os longos cabelos loiros, cheios de ondas. Ele passa a mão carinhosamente pelo rosto dela.

-Helche, obrigado- ele olha para cima- você estava certo Fenix, devemos acreditar num mundo melhor e nas pessoas, Shido me mostrou isto e agora Helche.

Ele inclinou e beijou-lhe a testa.

-Você me deu aquilo que nunca me deram Helche e isto é muito mais do que eu mereço.

Ele acendeu seu cosmo sobre a ferida.

-Agora durma, eu ficarei ao seu lado

Lá fora somente ouvia-se o barulho dos animais e do vento ártico.

Perto dali, noutro acampamento, Hilda curava com seu cosmo as feridas de Gunther e Dankwart, perdida em pensamentos- "Havia mais alguém eu senti dois cosmos, um eu não conheço, mas o outro...não, não pode ser, mas se um guerreiro deus está vivo por que não...De qualquer forma estamos a um dia de nosso destino"- ela foi para fora, batia um vento cortante, ela se ajoelhou e aumentou seu cosmo, rezava como sempre e pediu:

-Odim nos dê força para que possamos derrotar o inimigo e trazer Siegfried de volta. proteja-nos Odim."

-Ela está rezando não?- pergunta Gunther a Dankwart que estão próximos.

-Sim, nós iremos precisar.

NORUEGA

-Maldita! Ela conseguiu passar pelos meus guerreiros, mas não tem problema- ela sorria- venha que eu acabarei com você com minhas próprias mãos. Nem Odim vai ajudá-la. Ha,ha,ha,ha,ha,ha

NORTE DA EUROPA, PRÓXIMO A NORUEGA

No dia seguinte, onde Bado e Helche se encontravam, Helche acordou com a garganta seca, ao seu lado Bado sorria.

-Você deu um bom susto garota. como se sente?

-Bem, só estou com sede- ele pegou um pouco de água e colocou na boca dela, levantando sua cabeça- Obrigada.

-Agora descanse, eu vou caçar algo.

Enquanto ele foi caçar, ela se levantou, olhou o ferimento que estava seco, ela enrolou um pano limpo e colocou um blusão quente. Quando ele voltou, ele se surpreendeu de vê-la de pé, ela simplesmente disse:

-Temos que seguir adiante, senão nos atrasaremos e aí poderá ser tarde demais.

Ela realmente o surpreendia. Depois de comerem, ela arrumou as coisas e já se preparava para subir no cavalo.

-Espere- Bado lhe disse- você vai comigo, ainda não está bem para cavalgar sozinha.- momentos depois ele reaparece com sua armadura- daqui pra frente é melhor eu estar com ela.

-Eu já lhe disse que fica muito bem nela.

-Chega de bobagem, vamos- ele a colocou cuidadosamente na sela, amarrou as rédeas do outro cavalo ao dele e depois subiu.

Depois de algumas horas cavalgando ele pergunta- Sente ainda dor?

-Não.

Ele parou o cavalo e olhou o rosto dela que estava encostado em seu peito, ela estava pálida. Ele a tirou da sela e encostou-a numa árvore, ia desabotoando a blusa dela.

-Vamos ver esse ferimento- ele puxou o pano que cobria- está seco, ainda bem- ele aproximou a palma da mão sobre o ferimento e liberou o cosmo, fazendo com que a dor dela diminuísse.

Helche cora de vergonha diante da situação. Quando ele acaba, ele recoloca o pano e abotoa-lhe a blusa, olha para ela e aí se toca.

-Não se preocupe Helche, eu nunca a tocaria sem que quisesse, não sou o tipo de homem que se aproveitaria de uma mulher, principalmente aquela que salvou minha vida.

Por um instante se olharam, tinham vontade de dizer algo que acabou ficando no silêncio.

-Vamos- ele disse por fim- temos um longo caminho. Se voltar a sentir algo me avise.

Hilda e os outros finalmente chegam ao seu destino, a uma cidade que estava totalmente em ruínas, ela pega seu tridente e pede para Dankwart levar Balmung. Hilda olha em volta e vê uma entrada, cujo contorno estava semi-destruído devido os longos anos.

-É ali- ela aponta.

Os três entram por aquela abertura e se deparam com um túnel a sua frente, deram uns dez passos e logo encontraram um comitê de recepção, haviam dezenas de guerreiros. Dankwart elevou seu cosmo e Gunther também, um estava de costas para o outro e liberaram simultaneamente seus cosmos na forma de golpes mortais, foi tão forte a energia que os dois liberaram que pulverizaram os inimigos. Porém, surgiam mais e mais guerreiros.

-Droga! Parece formigueiro- diz Dankwart.

-Esperem, eu cuido disto- fala Hilda que aponta seu tridente na direção dos adversários.

Um deles começa a rir- O que espera fazer com isso?

-Isso- Hilda com seu cosmo poderoso varre-os do caminho rapidamente.

-Essa foi boa Hilda- fala Dankwart.

Na câmara Brünhild ordena a quatro guerreiros:- Não quero que cheguem aqui, acabem com eles e me tragam Balmung.

Os quatro homens saíram sedentos em matá-los.

-Ainda bem que posso contar com os guerreiros de Hel, Hilda não terá chance- seus olhos brilharam.

Bado chegou a cidade e viu os cavalos dos três, ele procurou um lugar seguro e deixou Helche.

-Eu vou atrás deles, fique aqui Helche- de repente ouvem uma explosão- é Hilda, devo ir imediatamente- ele pegou sua adaga e deu para ela- tome isto, está comigo desde que nasci.

-Mas,...

-Guarde- a, Preste atenção Helche se algo me acontecer procure Hilda, ela a ajudará- ele já se virava para ir, mas ela o segurou pelo braço.

-Prometa que não morrerá.

Ele permaneceu em silêncio.

-Prometa.

-Você sabe que não posso prometer isto, se for meu destino morrer aqui morrerei. Até breve espero.- ele se virou e andava lentamente.

-Bado- ela chama.

Ele para, mas não se vira.

-Eu quero que saiba que o salvei por que... por que o amo.

Ele baixou a cabeça e seguiu em frente, tinha um dever a cumprir. Se ele parasse não teria certeza se continuaria depois. Ela segurou a adaga fortemente e amaldiçoou-se por estar naquela situação sem poder ajudá-lo.

Os quatro guerreiros, que mais pareciam os quatro cavaleiros do apocalipse encontram Dankwart, Gunther e Hilda, a luta logo começa. Os adversários possuíam as mesmas características daqueles que eles haviam encontrado antes, porém estes tinham armaduras negras, misturas com dourado, eram realmente magníficas. A pedra vermelha estava presente assim como os outros. Gunther pegou um e Dankwart outro, os outros dois cuidaram de pegar Hilda que se defendia com seu cosmo, todavia eram dois e logo ela estava desarmada. Gunther e Dankwart se viraram preocupados, mas nada podiam fazer pois estavam numa luta equilibrada com os seus oponentes. Quando Hilda estava por receber um golpe mortífero, alguém dentre as sombras observa e quando Hilda ia dando seu golpe, Bado juntou o seu ao dela, derrubando os adversários. Bado ficou novamente nas sombras. Dankwart e Gunther conseguem finalmente derrubar seus oponentes com certa dificuldade.

-Em frente- grita Hilda.

Enquanto os três correm, os quatro guerreiros se levantam e estão prontos para irem atrás deles, mas são detidos.

-Aonde as meninas pensam que vão?

Os quatro se viram e olham surpresos

-Então foi você que nos atingiu? -indaga um dos dois- vamos acabar com ele- os quatro cercam Bado numa roda.

-Então as meninas querem brincar de roda, vamos lá- ele salta para cima- Garras do tigre das sombras- e acerta eles. Porém dois se safam.

-Conhecemos seu golpe. Dark Ake- Bado é arremessado contra a parede, seu elmo cae. um deles se aproxima e segura-o por trás, o outro lança um e mais outro soco, Bado solta sangue pela boca, então ele reage, chuta o homem a sua frente e dá um cotovelada no de trás, libertando-se. Os dois que estavam caídos se levantam e se juntam aos companheiros.

-Vamos juntar nossos poderes e acabar de vez com este desgraçado.

-Vocês acham que podem destruir fácil um guerreiro deus, ha, ha, ha, então venham venham.

Os inimigos se juntaram e lançaram um único golpe contra Bado, este eleva seu cosmo ao máximo e lança o Impulso Azul. A energia liberada é tão grande que explode tudo em volta. O líder é o único que ainda permaneceu de pé.

-Acabamos com você maldito, mas isto custou a vida de três companheiros- este se vira e parte no encalço dos outros.

Grande engano, Bado estava bastante ferido, mas vivo, ele conseguiu achar uma saliência e lá permaneceu caído. "Agora é com vocês. Boa sorte.", ele desmaia.

Hilda que segue a frente sente novamente aquele cosmo que lhe é familiar, em seguida ouvem um enorme estrondo.

-O que é desta vez?- pergunta Dankwart.

-Alguém nos ajudando- responde Hilda.

-Quem?- pergunta Gunther.

-Alguém que pensávamos estar morto, tenho certeza que é ele.

-Mas ele quem?- indaga Dankwart- se é amigo porque não apareceu?

-Por que ele é a sombra de um dos Guerreiros deuses, Bado de Alcor da estrela Zeta.

-Sombra do guerreiro deus de Zeta? Sempre ouvi dizer que não são confiáveis- diz Dankwart.

-Ele está nos ajudando, isto lhe parece ser não confiável?

Dankwart se calou.

-Temos que alcançar a câmara- diz ela-vejam uma luz ali- os três correram para lá e finalmente adentraram na câmara procurada, onde se depararam com o esquife negro. Hilda corre até lá- Siegfried, ele está aqui, dê-me a Balmung- ela pega a espada e se posiciona no meio, ela a levanta pronta para golpear o esquife, então Hilda sente uma força poderosa atingi-la, ela larga a espada e cai em seguida. Dankwart e Gunther rastreiam a direção do golpe.

-Sejam bem vindos- a mulher sorri, ela veste uma armadura que lhe cobre o peito em ouro rubro, por baixo usa um gibão vermelho, numa das mãos uma lança forte e enorme e terrivelmente aguçada nas extremidades, na forma tetraédrica, na outra segura um escudo em ouro rubro como a armadura, totalmente com detalhes nórdicos, em seu centro havia uma ponta dourada. Completando usava um elmo típico de uma Valkiria, com asas douradas e no centro do elmo e da onde a capa ficava presa próximo ao pescoço a pedra vermelha Nauthiz. Gunther e Dankwart ficaram pasmos diante de tão bela guerreira.

-Então veio mesmo Hilda, que prazer, querida.

-Nem tanto- responde Hilda- então você é uma Valkiria?

-Como ela é inteligente, vejamos se descobre qual delas.

-Brünhild.

-Você me surpreende. Pena que não teve cérebro para desistir.

-Eu não entendo, como uma Valkiria pode se voltar contra Odim. Elas são a essência máxima, estão acima até mesmo dos guerreiros-deuses.

-Os tempos mudam, antigos fortes se tornam fracos e vice-versa e eu só sirvo aos fortes.

-Você não é digna, traiu Odim e eu cuidarei de puni-la.

-Ha,ha,ha, não me faça rir Hilda, agora me passe Balmung.

-Vou lhe passar sim, mas primeiro- ela se levanta, eleva seu cosmo e lança Balmung contra o esquife que espatifa em pedacinhos.- tirem-no daí- ordena ela aos dois- e agora é com você. –ela olhava determinada para Brünhild.

Hilda lança golpes com a espada, nesta hora agradece ter aprendido a manejar espada, tradição em seu país. Era uma luta de gigantes entre as duas.

Dankwart e Gunther tiram Siegfried de dentro do que restou do esquife, ele ainda dormia. Dankwart tira um de seus blusões e coloca em Siegfried, Gunther tira sua capa e o cobre.

-Agora está mais apresentável para as damas- diz Dankwart.

Neste instante chega o líder dos guerreiros que Bado destruiu, e arremete contra eles. Gunther é arremessado para a outra extremidade da câmara contra a parede. Dankwart deixa Siegfried encostado na pilastra e se põe em luta contra o outro.

Hilda e Brünhild lutam bravamente. Hilda conseguiu desarmá-la da lança, faltava o escudo, o choque de Balmung contra o escudo era ensurdecedor, frente a frente as duas se encaram.

-Você é uma tola Hilda, eu vou matá-la, só você atrapalha meus planos.

-Tem certeza que pode me matar, traidora?

Com seu cosmo finalmente Hilda consegue fazer num momento de distração de Brünhild, seu escudo cair e quando estava pronta para o golpe final a outra chuta-lhe a mão fazendo Balmung cair. Brünhild pega sua lança que esta cravada na parede ao seu lado e coloca-se em posição de matar Hilda.

-Você não sabe manejar uma espada, deveria pedir para um dos seus guerreiros.

Hilda pensa rapidamente: "É isto, Odim disse para entregá-la a Siegfried!", ela olha em torno de si e vê o escudo e num reflexo rápido ela o pega e se protege do golpe da outra.

-Balmung! Balmung! Peguem-na e entreguem a Siegfried- fala Hilda que chuta a espada na direção deles.

Gunther e Dankwart, contudo, enfrentam problemas com o guerreiro.

-Deixa comigo, pegue a espada- diz Dankwart a Gunther.

Gunther correu e pegou Balmung. Brünhild lançou um cosmo poderoso em sua direção, mas Hilda a contra atacou com seu cosmo, impedindo que a Brünhild atingisse Gunther.

-Rápido Gunther- fala Hilda.

Gunther se aproxima de Siegfried e coloca a espada em suas mãos, um cosmo luminoso começa a emergir da espada de um branco radiante. Todos pararam diante daquilo. Siegfried lentamente abre os olhos e se levanta, estendendo Balmung para o alto. Imediatamente surge a armadura de alfa que lhe cobre corpo. Hilda pega a safira que carrega e lança para Siegfried, que a pega no ar e coloca-a em seu cinturão, que agora estava reconstituído. Com Balmung , ele se aproxima do inimigo que atacava Dankwart e com um golpe da espada derruba-o. Ele se vira e vai até as duas mulheres. Hilda tem lágrimas nos olhos.

-Graças a Odim está vivo.

Siegfried olha para ela e sorri.

-Obrigado Hilda por me trazer de volta. Quanto a você Brünhild não a perdôo pelo que fez a mim.

-Eu o salvei Siegfried.

-E para que? Para satisfazer seus caprichos? Você- ele aponta para ela- controlou minha mente e meu corpo e isto é intolerável.

-Você me pertence, sempre me pertenceu.

-Não pertenço a ninguém Brünhild, nunca ficaria ao lado de uma mulher como você.

Hilda festejava intimamente diante daquelas palavras.

-E o que pretende fazer matar-me?

-Não porque você salvou minha vida, mas da próxima vez eu não serei tão piedoso. Vamos embora daqui Hilda, acabou- Hilda jogou o escudo e descia as escadas em direção a ele. Brünhild inconformada e espumando de raiva arremessa sua lança contra Hilda, Siegfried é mais rápido e intercepta a lança no meio do caminho com Balmung, a força foi tanta que a lança partiu em dois. Ele olha furioso para ela- Não entende acabou- Hilda se aproxima sorridente.

-Você ainda não venceu Hilda, acho bom não tocar em Siegfried se não quiser que ele morra- diz ela cheia de ódio.

-O que quer dizer com isso?- indaga Hilda.

-Que se tocá-lo, o coração dele parará imediatamente e ele morrerá- ela ri-se você não pode ser meu não será dela.

-Você está mentindo- diz Siegfried.

-E como acha que o salvei? Como acha que controlei e ainda controlo um pouco de sua mente e corpo? Já ouviu falar na cerimônia do Blot? Ha,ha,ha, mas não como era feita antigamente pelos nossos antepassados, naquelas cerimônias religiosas idiotas, mas sim aquela feita no próprio Hel, a terra dos mortos! Você sabe, não sabe o quanto a magia de lá é poderosa? Ha,ha,ha,ha,ha.

Siegfried ficou lívido diante da revelação.

-Sua maldita, você- diz ele furioso- você usou isto comigo!

-Isto mesmo meu querido.

-Mas Odim poderá ajudá-lo a se libertar disto.- fala Hilda.

-Não- responde Siegfried- esta é uma técnica usada por poucos do Hel, é tão poderosa que nem mesmo Odim é capaz de quebrá-la.

-Mas tem que existir algo que se possa fazer.

-Há uma forma realmente- ele levanta Balmung contra Brünhild- matá-la- ele tenta golpeá-la, mas esta começa a desaparecer com um sorriso de triunfo nos lábios, Balmung traspassa o vazio e crava no chão.

-Maldição!- grita ele. Hilda se aproxima e fica a sua frente.

-Sabíamos que ela apareceria algum dia Siegfried, era nosso destino. Ao menos ela lhe trouxe a vida.

-E do que adianta!

-Siegfried, não vou desistir, agora é uma questão de honra, quero puni-la por trair Odim e ter feito o que fez a você. Irei até o Hel atrás desta maldita. Ela é muito perigosa para Asgard. Vai me acompanhar ou prefere ficar se lamentando? Lembre-se que você é um guerreiro-deus acima de tudo e deve proteger Asgard.

-Uma vez lhe disse- ele olhou para os olhos dela- que se você fosse ao inferno eu iria junto. Não esqueci meu dever. –ele percebeu a mulher que Hilda havia se tornado e estava feliz por isso.

-Então voltemos a Asgard- Hilda desce as escadas, ela por fora aparentava ser uma gigante, mas por dentro estava totalmente em frangalhos. Ela olhou para Gunther e Dankwart:

-Retornemos- eles consentem com a cabeça. Dankwart foi até Siegfried e estendeu a mão, este retribuiu dando-lhe um abraço.

-Obrigado Dankwart. Fico feliz que tenha retornado.

Siegfried desce as escadas junto com o amigo, é apresentado a Gunther e lhe agradece também pela ajuda. No caminho para saída do túnel Hilda para e vê um elmo branco que ela imediatamente reconhece.

-Então era você mesmo Bado- diz ela segurando o elmo entre as mãos.

-Bado?- exclama Siegfried- ele está vivo?

-Acredito que sim, mas parece que agora não está mais, infelizmente.

-Ele a traiu uma vez, Hilda.

-Porém quem estava errada era eu e ainda o usei, portanto ele não me traiu e depois um guerreiro deus que me seguiu e me protegeu, mesmo não se mostrando merece toda minha consideração.

Siegfried refletiu, ela tinha razão e de certa forma ele agradecia ter tido um guerreiro deus ajudando Hilda, já que ele não pôde fazer nada.

Quando finalmente saíram, eles encontraram uma garota que estava encostada a uma das ruínas, tinha grande dificuldade de ficar de pé, em seus olhos havia muita aflição. Foi aí que ela viu o elmo de Bado com Hilda, cambaleante ela se dirigiu até Hilda.

-Helche você aqui?- indaga surpreso Dankwart

-Onde ele está?- pergunta Helche a eles, sem se importar com mais nada.

-Ele quem? Bado?- pergunta Hilda

-Sim.

Hilda baixa a cabeça e sacode- Sinto muito, só restou isso- ela estende o elmo. Helche o toma nos braços, cai de joelhos e chora- Não, Bado- ela abraçava o elmo- Não, Bado!- Hilda olhou para os rapazes e fez sinal para que se retirassem e a deixassem sozinhas. Hilda se agachou :

-Eu sei o que está sentindo, mas precisa ser forte agora. Vamos levá-la de volta para casa.

-Eu não tenho mais casa e mais ninguém.

-Então a levaremos conosco para Asgard se quiser.

-Bado me disse que se algo lhe acontecesse era para procurá-la.

-Fez bem. Agora se apóie em mim – Hilda caminhou com ela até a boca do túnel – vamos cuidar do seu ferimento primeiro.

Quando Hilda viu a extensão da ferida ficou pasma.

-Por Odim o que aconteceu?

Enquanto Helche contava-lhe a estória, Hilda usava seu cosmo de cura, superior a de Bado, para ajudá-la.

-Pronto Helche, acho que isso será o suficiente até chegarmos a Asgard.

Helche começou a chorar de novo.

-Vamos tenha força, agora vamos os outros estão esperando.

Helche cavalgou com Dankwart, nas mãos ela segurava a adaga que Bado lhe dera. Durante as primeiras noites Helche e Hilda se sentavam na frente da fogueira e conversam longamente sobre os acontecimentos. As duas mulheres sabiam exatamente a dor da outra, não se sabe se isto ou a empatia entre elas, de qualquer forma nasceu uma grande amizade entre elas. Os homens preferiam deixá-las a sós e se reuniam em torno de outra fogueira. Dankwart contava suas aventuras fora de Asgard.

Uma semana se passa. Dankwart aos poucos com seu humor vai alegrando o animo do grupo. Helche também vai se recuperando bem. Dankwart gostava de contar as cenas engraçadas do grupo durante a viagem para Siegfried.

-Sieg voce sabia que Hilda quebrou corações...mas de garotas, ha,ha,ha,ha

-O que?

Dankwart e Helche contavam alegremente o incidente no vilarejo próximo onde Helche morava. Por um momento as lembranças vieram até Helche, mas ela sabia que devia seguir em frente. Enquanto isso Siegfried ficou rindo da situação. Não era capaz de imaginar. Furiosa Hilda diz:

-É assim que me agradece Sieg. Tive que enfrentar um tarado louco invadindo meu quarto, tive que cortar meu cabelo, tive que me vestir de homem e o pior de todas as coisas tive que agüentar Dankwart...

-Ha,ha,ha,ha – Siegfried ria se parar.

-Quando se meter com uma ninfomaníaca maluca não me chame viu? – ela saiu dali.

-Ela ficou brava – diz Helche. – vou ajudá-la com a janta. – e Helche sae dali.

-Falando em, como Hilda disse, ninfomaníaca maluca o que você andou aprontando bela adormecida? –pergunta Dankwart

-Nada, aquela mulher é um demônio.

-Ah! Mas eu queria ter um demônio daqueles.

-Você continua o mesmo Dankwart.

-Mas é claro que sim, pense comigo, não é todo dia que se tem duas mulheres poderosas, inteligentes e lindas disputando alguém.

-Quanto a Brünhild eu sabia a intenções dela, mas Hilda...não sei ao certo.

-Você continua cego ou o que? Desde criança ela gosta de você. Você tem medo do que ela se tornou. É claro que a responsabilidade de Hilda é enorme, ela tem que liderar e saber comandar. Infelizmente o episódio com Atena foi necessário para ela amadurecer o seu lado líder, ela não podia se apoiar somente nos guerreiros e principalmente em você. Se algo acontecer desta vez, ela estará melhor preparada e não se deixará ser facilmente influenciada pelo mal. Se for necessário ela saberá lutar. Mas no fundo de tudo isso ela é uma mulher, Hilda, a pessoa que você sempre gostou.

-Infelizmente eu não posso nem ao menos me aproximar dela.

-Isso será resolvido Sieg, mas você deve pensar no que eu te disse. Uma mulher não passaria por tudo que passou e viria a sua procura se não sentisse algo.

-E você porque se arriscou?

-Já perdi Hagen, não ia perder meu grande amigo.

-É uma pena que Hagen não esteja aqui conosco. Foi uma infeliz fatalidade.

-Ele morreu como queria, como um guerreiro deus. Uma pena que deu ouvidos a Fler.

-Uma pena que fui tolo o bastante e não percebi nada. Eu poderia ter evitado tudo.

-Não se martirize Sieg, você estava cumprindo seu dever com Hilda.

Os dois conversaram mais um pouco e depois Siegfried se distanciou um pouco para ficar sozinho com seus próprios pensamentos. Ele se lembra de quando foi consagrado guerreiro. Naquele momento lhe foi revelado que ele poderia em algum momento se encontrar com Brünhild reencarnada, era o destino de quem descendia do lendário Siegfried. O amor e ódio de Brünhild por seu antepassado era tão forte que atravessaria os séculos. caberia a ele agora enfrentá-la. E então ele retornou seus pensamentos para a batalha contra Atena. Felizmente no fim Atena vencera e Hilda estava viva, ele agradecia a Odim por isso. E então ele se lembrou do dia em que capturaram Hyoga. Ele tinha sido chamado aos aposentos de Hilda, para dar maiores detalhes. Ele foi até lá e bateu suavemente na porta e ouviu uma voz dizendo para que entrasse. Ele entrou e levou um susto, Hilda estava num vestido negro que deixava a mostra seus ombros. Em torno do pescoço um colar justo prateado grosso, no braço um bracelete também prateado nórdico. Na cintura um leve cinturão também nórdico em prata e com uma pedra azul celeste que combinava com seus olhos. Sim ela estava lindíssima, mas logo ele se recompôs e se ajoelhou diante dela, segurando num dos braços o elmo. O cheiro do perfume embriagava seus sentidos, era tão doce.

"-Estou aqui senhora. me chamou?"

"-Sim Siegfried levante-se.-ele obedeceu e logo informou sobre a situação no palácio."

"-Siegfried –ela se aproximou, aquela magia que ele pensava não mais existir retornou"

"-Sim minha senhora, deseja alguma coisa"

"-Pare de me chamar de senhora Sieg, nós nos conhecemos desde crianças"

"-Fale Hilda- ela se aproximou mais e passava a mão pela armadura dele"

"-Realmente a mais bela de todas armaduras- ela se aproximou do rosto dele e ele não se conteve, ele a beijou. O elmo caiu de sua mão, mas eles não se importavam. mas cada vez que ele a olhava, sentia que era e não era ela. Ele não podia continuar com aquilo e subitamente ele parou"

"-Sieg –ela olhava para ele meio sem ar e surpresa – o que..."

"-Desculpe, mas não posso, você é representante de Odim e devo respeitá-la."

"-Deixe de bobagens Sieg"

Neste momento o alarme havia soado e ouvia-se gritos de que o prisioneiro tinha fugido.

"-Depois conversamos Sieg, vá ver o que está acontecendo imediatamente".

Ele concordou e saiu de lá rapidamente.

Hilda foi até sua penteadeira e pegou a escova de prata e jogou violentamente contra o espelho que espatifou.

"-Droga".

Siegfried lembrava desses acontecimentos e agora também se lamentava.

-Se eu soubesse daquela vez, agora é tarde.

Hilda estava atrás dele em silêncio compartilhando os pensamentos dele.

-Você teve dúvidas não foi? – pergunta ela

Ele se vira surpreso.

-Não sabia que estava aqui.

- Acho que devemos resolver algumas questões. Naquele dia eu usava o anel sim, porém ele apenas fez com que eu liberasse algo que estava adormecido desde talvez anos. Quando senti que o perdi me desesperei, mas sempre sofri sozinha, pois Asgard continuava e ela dependia de mim. Neste período eu me dei conta do que realmente sentia, mas para mim já era tarde demais até que surgiu um fio de esperança e foi nesta esperança que eu me agarrei e graças a Odim você está vivo. Sieg aquele instante foi o único da qual não me arrependo e que fui verdadeira enquanto usava o anel.

A vontade dele era abraçá-la, mas não podia.

-Isto é a única coisa que posso lhe oferecer neste momento Hilda- ele estendeu a mão e seu cosmo acendeu e a envolveu- você é a única que sempre amei.

Ela também acendeu o cosmo e o envolveu, era uma troca de cosmos- e você é o único que sempre amei.

Dankwart, Gunther e Helche estavam distantes, mas podiam sentir os cosmos.

-O que está havendo? – pergunta Helche

-Eles estão alcançando um e outro da única maneira que podem – respondeu Dankwart.

" Pelo menos eles estão vivos"- pensava Helche.

E assim os cinco seguem a jornada de volta para casa, para Asgard. Hilda estava receosa de que uma nova guerra estaria por vir, mas desta vez ela estava preparada.

NOTA:

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Segue Parte II - O renascimento das Valkirias

Sobre a lenda

Segundo a lenda Siegfried era o mais bravo guerreiro nos países Baixos e sua fama alcançava léguas. Certo dia na região de Worms, próximo ao Reno vivia o rei Gunther e sua irmã Kriemhild. Siegfried viaja a esta região e se apaixona por Krimhild. Porém para ter a mão da amada em casamento ele deveria ajudar Gunther a conquistar Brünhild. Brünhild era a mais bela e forte donzela que viva na Islândia. Ela só se casaria com aquele que a vencesse numa luta e a dominasse. O único guerreiro capaz disso no mundo era Siegfried. E assim foi Siegfried enganou-a. Gunther e Siegfried estavam no leito nupcial ás escuras e então Siegfried sem uma palavra a derrota, mas quem leva os louros é Gunther que se torna seu marido. No entanto Siegfried rouba um anel, o anel do Nibelungos do dedo de Brünhild e guarda consigo, entregando como presente de casamento a Krimhild. Certo dia as duas se encontram e Brünhild reconhece o anel, daí para frente ela arma sua vingança. Hagen, o traidor da agora rainha Krimhild, descobre o ponto fraco de Siegfried. Quando ele se banhou do sangue sagrado do dragão, uma folha caiu em suas costas e era o único lugar que ele podia ser atingido e morto. Hagen e Gunther planejam uma caçada com Siegfried e ele é traído e assassinado. mais tarde Krimhild descobre e se vinga de todos. Muito sangue corre, por causa do anel dos Nibelungos.