DarkAngelAngst: Pensamentos suicidas até passa...Mas, por favor, não tenha atitudes suicidas. Rs...Bom, quanto ao Severus...Não precisa ter esperanças, pode ter certeza...Se ele morresse não teríamos fic, né! Vou tentar atualizar rápido. Bjkas.


Capítulo 2

Dez dias haviam se passado desde que o Menino-Que-Sobreviveu (de novo) destruíra Voldemort. Harry foi liberado por Madame Pomfrey no décimo dia de internação.

Antes de sair, ele olhou a sua volta...Ainda havia pessoas em recuperação, mas ele sabia que as que resistiram até agora não corriam mais risco de vida. Despediu-se da curandeira e foi para a Sala Comunal da Grifinória.

Ao entrar, foi recepcionado com uma festinha de boas vindas. As pessoas o abraçavam, cumprimentavam e questionavam sobre a grande luta. Harry, por sua vez, respondia com monossílabos e balanços de cabeça.

Minutos intermináveis se passaram até que seus companheiros de casa resolvessem dispersar suas atenções. Ao se dar conta de que não era mais o foco de atenção, Harry se aninhou na poltrona perto da lareira. Já estava perdido em seus pensamentos quando uma voz bem conhecida o trouxe de volta a realidade:

- Tudo bem com você, Harry? – perguntou Hermione.

- Está tudo bem. – ele respondeu.

- Hum...Certo! – pausa – Você não quer saber como andam as coisas em Hogwarts? – questionou Hermione.

Foi nesse momento que ele se deu conta que não tivera notícias da escola. Apenas sabia quem vivia e quem morria porque estavam todos na mesma enfermaria. Harry encarou a amiga e disse:

- Como andam as coisas?

- Vejamos, por onde vou começar?...- pausa – Bom, o castelo já está praticamente todo em ordem, Tonks foi nomeada a nova diretora da Grifinória e também dará aulas de transfiguração, ainda não se sabe quem dará aula de Trato com as Criaturas Mágicas e nem de Defesa Contra as Artes das Trevas.

Ela parou, encarou o amigo e então indagou:

- Está tudo bem mesmo? Se você não quiser ouvir sobre o que ocorreu, eu vou entender.

- Mione...Já disse que está tudo bem! Continue. – Harry disse.

- Está bem!...O Professor Flitwick e a Professora Sinistra ainda estão na enfermaria, mas em dois ou três dias terão alta. As Professoras Sprout e Hooch já estavam trabalhando na recuperação da escola desde o segundo dia após a batalha... – dizia quando Harry a interrompeu.

- O Professor Snape estava guardando a porta junto com o Remus...– respirou fundo – Então, ele teve o mesmo destino do...

- Não! – interrompeu Hermione.

- Não! – surpresa – Mas a sala precisa foi invadida...

- Ele sofreu muito... – foi à vez dela respirar fundo – O Professor Snape enfrentou sozinho Lucius Malfoy, Belatrix Lestrange e Voldemort. Ele derrotou Malfoy e Belatrix, mas como já estava bastante machucado não pode se defender. Voldemort o atacou com uma crueldade jamais vista por ninguém, ele o torturou até que não tivesse mais forças nem para gritar...

- Como sabe de tantos detalhes? – perguntou Harry.

- Porque eu o encontrei.

- Mas...O que você estava fazendo ali?

- Madame Pomfrey me pediu para ajudar com os feridos... E nós o encontramos. – Hermione puxou o ar com força – Ele mal respirava, estava coberto de sangue...- Harry a interrompeu novamente.

- Se ele estivesse tão mal, não teria sobrevivido. – afirmou.

- Mas não era para ele ter sobrevivido. – pausa – Quando Madame Pomfrey começou a examiná-lo, vi seus olhos se encherem de lágrimas e suas mãos tremerem...Ela não sabia como ajudá-lo e ao perguntar o que ele tinha, ela me respondeu que ele estava morrendo...

- Não estou entendendo! Então, como ele sobreviveu? – Harry quis saber.

- Nós também não tínhamos entendido, mas o diretor deu uma explicação.

- Dumbledore!

- Sim, Harry! Depois que Madame Pomfrey deu o diagnóstico e disse não entender como ele ainda estava conosco, o diretor disse: "Não entende! Ora, Papoula...O que mais Severus fez na vida além de lutar e sobreviver?...Ele é um especialista em Sobrevivência!"

- Especialista em sobrevivência? – Harry repetiu as palavras do diretor sem entendê-las, mas Hermione explicou.

- Madame Pomfrey me explicou o que o diretor quis dizer. – pausa – O Professor Snape é um sobrevivente...Ele sobreviveu a muitas coisas: ao pai violento, ao preconceito na escola e depois por ser um ex-comensal da morte, a vida como espião... – Hermione respirou e continuou – Ao que me parece, nesses mais de 18 anos, o Professor Snape não viveu; ele apenas sobreviveu.

Harry passou alguns minutos observando o nada e levantou-se dizendo:

- Acho melhor irmos dormir. Boa Noite!

Ele subiu para o dormitório masculino tão rápido que Hermione nem pode respondê-lo.

Harry deitou-se e logo adormeceu. Não demorou muito e começou a se debater na cama.

- Hum...Então o Garoto-Que-Sobreviveu não absorveu só os meus poderes!

- Do que está falando?

- Você também ficou com um pouco da minha alma...Da parte que gosta de matar, que sente prazer ao ver à vida deixar um corpo...

- Eu não...Eu nunca...

- Ha, Ha, Ha... Nunca! E o que foi que você fez comigo, Potter? Você não me lançou uma Maldição Imperdoável sem sequer pestanejar!...Você não é muito diferente de mim,Potter...Também é um assassino...

- Não!

Harry despertou todo suado. O corpo tremendo. Mais uma vez Voldemort estava em seus sonhos e mais uma noite ele não conseguiria dormir.