" Vigia bem, Quatre. " Duo pediu, segurando a fôrma " Num dexa o papai entrá. "

" Eu num dexo! " respondeu da porta entreaberta.

Os meninos terminaram de despejar a mistura na fôrma e, com muito cuidado, levaram-na ao forno. Trowa ligou o aparelho e, após, voltaram para perto da mesa. Quatre, de seu canto, vendo o que acontecia, correu até eles:

" Hun, vocês falaru que eu tamém podia fazê o bolo. " reclamou, magoado.

É verdade, tinham prometido ao caçula que ele poderia ajudá-los com o bolo. Era o aniversário de Zechs e, como não tinham presente para lhe dar, fizeram um bolo surpresa. A muito custo Heero e Trowa deixaram Duo ajudá-lo, mas Quatre era pequeno demais, então encarregaram-no de vigiar a entrada da cozinha, com aquela desculpa de deixá-lo ajudar depois. Mas, agora, não sabiam o que inventar para não irritá-lo.

" Er... "Trowa coçou a cabeça, pensando em algo.

Duo teve uma atitude espontânea, indo até o loirinho e segurando-o no colo. Subiu numa cadeira e colocou-o sobre a mesa. Sorriu, contente:

" Vamu fazê bolo de Quatre! "

" Hein? " fez carinha de desentendido.

O moreninho tirou a camisa do menor, deitando-o na madeira.

" Pimeiro a gente tem que pôr farinha. " falou como um mestre-cuca.

Duo esticou as mãozinhas até o pacote de farinha, pegando um bom punhado e levando-o até o loirinho. Depositou o pó branco sobre sua barriguinha desnuda, esparramando-o e fazendo vários movimentos, como se estivesse preparando uma massa de pão.

" Hahaha! " Quatre riu, sentindo cócegas.

Heero e Trowa entenderam o que o irmão fazia, subindo também nas cadeiras e participando da brincadeira. Apertavam a barriguinha fofa do pequeno, jogando farinha por todo seu corpinho.

" Hahahahaha! " o menino ria com a brincadeira, servindo de "massa" para os irmãozinhos.

" Hahaha! " os outros gargalhavam, divertindo-se.

Aquilo durou por mais algum tempo, até seus bracinhos doerem. Pararam, rindo um pouco ainda, e Trowa pegou o loirinho:

" Vocês limpam a cozinha? " olhou para a mesa suja e depois para o bebê, todo branquinho " Eu vou dar banho nele. "

" Pode deixar. " Heero avisou, sorrindo enquanto pegava um pano.

Saiu do cômodo, a tempo de escutar Duo resmungando. Provavelmente inventaria uma para que Heero sentisse pena e dispensasse-o da faxina. Subiu a escada, carregando o pequeno que enlaçou-se a ele, a brincar com seu cabelo castanho. Foi ao banheiro e, tirando a sua roupinha, colocou-o debaixo do chuveiro. Quatre ficou na pontinha dos pés, pegando uma bucha laranja e macia e ensaboando-a, depois partiu a esfregá-la no seu corpinho. Trowa ficou ali do lado dele, a garantir que ele não faria muita bagunça.

Deu um tempinho na sua vigia e foi pegar a toalha do pequeno e roupas limpas. Quando voltou, encontrou-o brincando com as próprias mãozinhas, colocando os dedinhos molhados na boca. Depositou as roupas sobre o cesto e estendeu a toalha entre os braços:

" Vem, Quatre. "

" Hum? " virou-se de frente para o maiorzinho e ficou a olhá-lo.

" Vem, Quatre. " insistiu.

Entendendo-o, desligou o chuveiro e deu uns passinhos à frente, indo de encontro a Trowa, que o enxugou e o vestiu. Deu a mão para o loirinho e o levou para o quarto:

" Pronto, Quatre, agora dorme. "

" Mas eu num quéio... "

" Cê tem que descansar, Quatre. " afirmou, pois sabia que o pequeno sempre cochilava na creche e, como era Domingo e ele não ia pra lá, podia dormir na sua própria caminha.

" Num tô cum soninho, Tóia. " falou, todo dengoso.

O moreninho pegou o menino e o colocou na cama, cobrindo-o

" Tenta, Quatre. Depois você fica cansado e nem consegue brincar. "

O loirinho ajeitou-se na cama, fechando os olhinhos.

" Acóida eu na hoira do bolo pro papai? " pediu.

" Claro, mas você tem que dormir logo. " sorriu, fazendo-lhe um cafuné.

" Hihi!" tentou dormir rapidamente.

Trowa apagou a luz e saiu, encostando a porta. Ao descer a escada, topou com Duo, que subia correndo e rindo. Logo atrás vinha Heero, só que este mantinha uma expressão brava. Chegando à cozinha, viu que ela estava mais bagunçada do que quando a deixara: " Duo."

Zechs terminou de guardar suas coisas e saiu da oficina improvisada, sentindo um ventinho fresco amainar o clima quente da região. Era seu aniversário de 31 anos; isso o fazia pensar em muitas coisas, principalmente no que acontecera nos últimos anos de sua vida.

Casara-se ainda jovem com sua adorada Eva. Conheciam-se desde pequenos, ele o futuro herdeiro do maior reinado do hemisfério, ela, a sobrinha do chanceler mais íntimo do rei. Quando despertaram para a puberdade envolveram-se num namoro repleto de altos e baixos, indo consolidar-se quando o então príncipe completara 18 anos, realizando-se seus casamentos. Dois anos após tiveram seu primeiro filho, um varão, o sucessor de Zechs; no ano seguinte tiveram outro menino, o que os deixou mais felizes ainda, já que agora o primogênito teria um companheiro, um irmãozinho. Tudo ia bem, os filhotes eram o motivo da alegria dos papais e a coqueluche da população, Zechs e Eva amavam-se muitíssimo e cada vez era mais evidente o sucesso daquela união.

Três anos depois o casal foi presenteado novamente com um menino; mais ou menos nessa época começaram a pipocar boatos infames sobre a boa conduta do casal real, falcatruas eram armadas, tudo isso por causa do maior clã de oposição ao governo, que sentia enorme raiva da família Peacecraft desde há muitas gerações devido a uma rixa existente entre as duas famílias. Como um castelo de cartas que desaba com um leve empurrão, o poder do rei começou a ruir e, em questão de pouco tempo, o desespero instalava-se no reino. O rei e seus subordinados tentavam limpar seus nomes que eram injustamente usados, mas o povo parecia não querer ouvir, parecia gostar de ludibriar-se com as mentiras do clã. Foi em meio a esse tumulto que o último filho do casal nasceu. Curiosamente, era o único a ter os fios loiro do pai e não os castanhos da mãe, como os outros irmãos. Fato que não passou desapercebido pela população, pois esta começou a duvidar da paternidade das crianças. Eram tantas intrigas que acabaram por desestabilizar o belo e puro romance de Zechs e Eva. Seus filhos também sofriam, na escola eram vistos com desdém, o preconceito das outras pessoas tornava-se evidente.

O governo poderia ter caído por si só, se seus administradores fossem menos competentes. Acerca de um ano e meio, a inteligência e partidários faziam um trabalho que reunia provas de que os governantes estavam sendo falsamente acusados, que todos os podres que circulavam abertamente na mídia não passavam de armações criadas pelo clã e, ainda mais, que este clã era responsável por uma enorme rede de tráfico de narcóticos e influências . Mas, antes que pudessem finalizar as investigações, o poderoso clã tomou conhecimento de tal coisa e, imediatamente, tratou de eliminar todos e qualquer um que soubesse demais.

Desse modo, planejaram um ataque terrorista ao castelo e órgãos do governo, matariam todos da família real, para que não houvessem sucessores, usando a desculpa de que um grupo de terroristas com os quais estavam envolvidos resolvera vingar-se. Assim, o trono ficaria livre para que o líder dos reais assassinos o assumisse. Então, numa calma noite de outono, atacaram o recinto e destruíram tudo. Ao final do massacre, os bombeiros e todas as outras forças que foram convocadas não encontraram os restos mortais do príncipe e seus filhos, dando-os como mortos depois de algum tempo, deduzindo que tivessem sido consumidos pelo fogo que se apossara do enorme local. O clã finalmente conquistou o lugar que tanto almejara, mas não contava que os verdadeiros herdeiros ainda estavam vivos.

Zechs suspirou, sentindo toda a falta que sua amada Eva lhe fazia. Amava-a tanto e doía-lhe demais saber como ela morrera, justamente na época em que passavam por vários problemas e brigas. Desejava que, ao menos, ela se fosse com a certeza de que ele a amava mais que a sua própria vida. Em seguida, vieram-lhe os rostos da sua querida irmã Relena, sua caçula, a menininha de quem cuidara com tanto cuidado e amor, seu pai, autoritário e justo, mas carinhoso lá no fundo, sua mãe, bondosa e gentil, enfrentava qualquer coisa pelos filhos... Lembranças dos planos que faziam, dos sonhos que ainda tinham por realizar invadiram sua mente. A dor começou a aumentar mais, era tão difícil a perda!

Ao olhar para as flores do canteiro, viu uma borboleta amarela pousar sobre uma jasmim. Uma lágrima solitária rolou por sua face, levou o pulso ao rosto e o enxugou. Não deveria se desesperar agora, não poderia fazer isso com seu filhos, eles não mereciam. Usando de um extremo autocontrole, recompôs-se e esperou alguns segundos para entrar na casa, não mais abalado.

Não encontrou os pequenos na sala, todavia ouviu um barulho vindo da cozinha e foi lá procurar os filhotes. Mas qual a sua surpresa ao vê-los ao lado da mesa, sorridentes, e ao centro dela um bolo de chocolate. Gritaram, em coro:

" Feliz aniversário, papai! "

" Mas... O que... " estava sem palavras.

Duo correu até ele e segurou sua mão, trazendo-o para perto do móvel, enquanto tagarelava:

" Esse é o nosso presente, papai. É de chocolate, gostoso! " passou a língua pelos lábios.

O loiro foi abraçado pelos quatro e, muito emocionado, retribuiu o abraço, deixando que algumas lágrimas de contentamento caíssem.

" Tá se sentindo bem, papai? " Heero perguntou preocupado ao vê-lo chorando.

" Estou, meu bem. Eu... Só estou muito contente. Vocês são a minha vida! " apertou-os mais no abraço " Amos vocês, pequenos. "

" Nós também te amamos, papai. " Trowa declarou por todos.

Ficaram assim por mais um tempinho, até que soltaram-se e foram comer o bolo. Zechs, no fim, estava muito feliz, podia ter passado por todos aqueles problemas e sofrimentos, mas estava ao lado dos filhos e era isso o que importava. Sorriu ao vê-los lambusados de chocolate, eles comiam, falavam, brincavam e riam como crianças comuns, livres, nem que por um instante, da sombra que os seguia.

Os pequenos estavam espalhados pela sala, Trowa e Duo brincavam com bonequinhos de super-heróis, Heero tentava ler um livro e Quatre estava sentado num canto da sala, aparentemente falando sozinho. Zechs, que preparava o almoço, foi até o cômodo dar uma espiadinha nos meninos e surpreendeu-se ao ver o caçula brincando com um possível amigo imaginário e, ao que parecia, o menino estava muitíssimo feliz. De vez em quando via mesmo o bebê falar sozinho, rir, brincar, mas nunca chegou a perguntar-lhe quem era o seu "amiguinho". Dessa vez, como a comida ainda estava cozinhando e não exigia que o adulto ficasse plantado em frente dela, resolveu conversar com o loirinho.

Quatre brincava com os longos cabelos da mulher, enrolando seus dedinhos nas mechas sedosas. A bela morena sorriu serenamente e, com o dedo indicador, tocou seu narizinho arrebitado, que franziu-se logo em seguida.

" Hahaha! Que bom que você voltô! Você vai ficá bastante dessa vez? " seu coraçãozinho apertou-se ao imaginar que ela poderia ir embora, como sempre fazia, e voltar tempo depois, deixando-o sozinho enquanto isso.

O pequeno sentiu uma presença atrás de si e, virando-se, sorriu largamente ao ver que era seu papai.

" Olá, bebê! " agachou-se, acariciando os fios claros " Como você está? "

" Beeem! " ergueu os bracinhos, demonstrando o quão alegre estava.

Quatre se jogou nos braços do pai, rindo. Zechs o abraçou, dando beijinhos no topo da cabeça do menino, depois o afastou delicadamente, a encará-lo:

" Quatre, você não quer ir brincar com os outros? "

" Uhn-uhn. " balançou a cabecinha negativamente.

" Ah, é, você já tá brincando aí, né? "

" Sim. " falou melodiosamente com sua vozinha infantil.

" E eu posso saber com quem você tá brincando? É com algum amiguinho? "

O pequeno o olhou com uma expressão confusa, virando a cabecinha para trás. A mulher sorriu e, tocando sua face rosado, deu a permissão:

" É hora de contar a verdade para o seu pai, meu anjinho. "

" Mesmo? " Zechs acompanhou o menino falar com o invisível aos seus olhos.

" Sim, meu amor, pode contar. " dizendo isso, ela se afastou, indo para perto dos outros meninos, a admirá-los.

Quatre voltou-se ao loiro.

" Pode, papai. "

" Que bom. Então, com quem você sempre conversa, hein? "

O loirinho sorriu, respondendo inocentemente.

" É com a mamãe. "

Aquilo pegou Zechs desprevenido, desarmando-o por alguns segundos. Recuperando-se, perguntou a fim de verificar se não ouvira errado:

" Com quem, meu bem? "

" Com a mamãe. " tornou a dizer.

" Mas... Meu amor, a mamãe está no céu, lembra? Ela está num lugar bonito. "

" Eu sei, papai... " chegando mais perto, Quatre sussurrou em seu ouvido " Mas às vez ela vem aqui ficá com nóis. "

Zechs sentiu uma pontada no coração, vendo o quão perturbados seus filhos ficaram com aquela tragédia. Talvez, na tentativa de suprir os carinhos e cuidados de uma mãe, o caçula imaginava alguém que lhe passasse esse instinto maternal. Não só ele, todos sentiam a necessidade de uma mãe... Mas não era bom que fantasiasse uma "mãe", podia se tornar um adulto alienado, problemático e fraco.

" É mesmo? "

" É. "

" E o que ela faz quando vem? "

Pôs o dedinho na boca, enumerando mentalmente o que podia dizer.

" Ela brinca cum eu, ela olha os maiorzinho, você... "

" Os outros também brincam com ela? "

" Nãooo... Eles num pode vê ela, papai. "

"Ah, sim. E você gosta quando ela vem? "

Quatre deu um pulo, sorrindo:

" Muito! Eu adóiu quando ela vem, a mamãe é muito legal. Mas eu fico tiste quando ela vai embola... "

" Ela vai embora...? "

" Ela num pode ficá muito aqui, papai. Aí ela vai e fica um boooom tempo longe. Mas depois ela volta! "

De repente um estalo veio à mente de Zechs:

" Então é por isso que as vezes você chora bastante e não quer contar pra ninguém? "

" É... " abaixou os olhinhos " Eu num gosto quando ela vai... Eu queía que a mamãe tivesse aqui sempe. "

O loiro suspirou, sentindo novamente o aperto no coração por ver seus filhos sofrendo tanto.

" E nesse momento ela está aqui? Ela já voltou? "

" Ela tá lá cum eles, ó! " apontou o dedinho para os irmãos " Agóia ela tá vino mais rápido. Ela disse que tem que... O que que éia mesmo? Uhmmm... Ah, é, ela falô que tem que tá aqui pa poitegê nóis... "

" Proteger? Mas... Proteger do quê, meu amor? "

" Num sei... "

" Há quanto tempo ela vem nos visitar? "

" Hum... Faiz tempo! "

" Tenho certeza que vocês se divertem muito. Deve ser bem legal ficar com a mamãe, não? "

" É, papai! " sorriu.

" Fico feliz, Quatre. Mas, agora, eu quero que você aproveite bastante esse tempo com a mamãe, porque ela tem que ir embora de vez, tá bem? "

" De... De vez? Não! "

" Sim, meu bem, a mamãe não pode ficar mais aqui. Eu quero que vá se preparando para dizer adeus. "

" Não, não! Eu num quéio! "

" Quatre... " segurou o bebê pela cintura " Você já esteve muito tempo com ela, agora tem que deixá-la ir. Não se preocupe, ela vai estar bem lá no céu, de lá ela vai cuidar de todos nós. Se ela não for logo, nunca mais vai poder ir, e aqui não é o lugar dela. Ela ficaria muito triste se nós a impedíssemos de ir para o lugar em que ela deve ficar. Você não quer vê-la triste, quer? "

" Não, mas... Ela tem que íí, mesmo? Eu num quéio! "

" Onde é o seu lugar, Quatre? "

"O meu... É aqui em casa, com o cês! "

" E, por acaso, você gostaria de ficar em outro lugar, bem longe daqui, de nós? Num lugar que não te pertence? "

" Não... "

" A mamãe também quer ficar no lugar dela e, infelizmente, esse lugar não é mais a nossa casa. Por isso, você tem que deixá-la ir. Eu sei que é difícil, mas você já é um homenzinho, tem que ser forte. "

Quatre não queria se afastar de sua mãe, se já era tão duro separar-se por semanas, que diria de uma vez por todas? Abaixou a cabecinha.

" Papai... " jogou-se nos braços do pai, chorando baixinho.

" Calma, tá tudo bem, tá tudo bem. " sussurrou, enquanto lhe fazia um carinho no cabelo.

Heero aproximou-se, colocando a mãozinha sobre o ombro do pai.

" Que foi, papai? "

" Não houve nada, meu amor, Quatre só está um pouquinho nervoso."

" Precisa de ajuda? "

" Não, querido, volte pro seu livro. "

" Tá bem, então. " voltou para seu lugar inicial.

Zechs pegou o bebê no colo e o levou à cozinha, não queria que os outro soubessem a razão daquilo, por motivos óbvios: ficariam impressionados e, ao se lembrarem da mãe dessa forma, com certeza entrariam em pânico. Encheu um copo com água e depositou algumas colheres de açúcar, mexendo com uma colher e dando para Quatre.

" Beba, Quatre. " sentiu as mãozinhas do pequeno tocarem as suas e pegar o copo para si, bebendo o líquido aos poucos.

" Papai... Pui que que a mamãe teve que ir pro céu? "

" Porque... " nossa, era tão difícil responder essa pergunta " Porque Deus chamou sua mamãe pra ficar ao lado dele e cuidar de todos nós. A sua mamãe é muito especial, por isso que ela está lá em cima. "

Quatre parou um pouco, olhando fixamente para o chão. Não queria se afastar de sua mãezinha, mas se ela tinha que ficar no céu e não com eles... não podia impedi-la. Então pensou nos irmãozinhos, que também não conseguiam vê-la: e se ele não a deixasse ir e ela nunca mais pudesse cuidar deles, como o pai acabara de dizer, que ela os olhava do céu? Não queria que por sua culpa, eles não pudessem ser protegidos pela mãe. Em sua inocência típica das crianças, acreditava fielmente que ela vivia no céu e cuidava deles.

" Tá, papai... "

O loiro abraçou o filho, desejando que tudo ficasse bem.

" Tá doenu, papai... "

" Onde, meu bem? "

" Aqui. " apontou o coraçãozinho.

" Vem cá. " depositou um beijinho na palma da mãe e a levou ao seu peito, indicando o coração " Vai passar, eu prometo. Não vou deixar que doa mais. "

" Pomete? "

" Prometo. "

" É, já num tá doenu tanto assim. "

Sorriu da ingenuidade do menino, que acreditou que a dor diminuíra com aquelas simples palavras. Contudo, eram verdadeiras, pois Zechs não deixaria nunca mais os filhos sofrerem.

Continua...

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Hahaha, não era pra acabar aqui:D Era pra ter mais ainda umas duas ou três ceninhas do cotidiano dos cinco, só que quando eu vi esse cap. já tava com 10 páginas e aí ficaria muito comprido. Por isso que eu vou deixar pra pô-las no próximo cap., que vai acabar ficando menorzinho, por causa disso. E, depois dele, eu tento por o último ou penúltimo, ainda não dividi direito.

Só que, óbvio, vai demorar até sair tudo, afinal, quem tá falando aqui é a Pime, a garota que leva cinco anos pra atualizar uma fic! XD E pensar que eu comecei a escrever esta no ano passado e já tá acabano esse ano, e nada da fic ficar pronta! Muahahahahahaha -- adotei essa risada da TaiNatsu, hehe. "

E aí, tão gostando, tão achando fofo, ainda tão acompanhando? Nha, eu só vou saber se vcs deixarem reviews. Enton, please, se quiserem, fiquem a vontadm pra darem um coment, okay?

Matta ne!

7-quase 8 /05