Zechs descruzou as pernas, atento ao que a repórter dizia.

" As crises do governo do Reino Sank estão cada vez mais graves. Na tarde desta quarta-feira a usina Navaghy, que gera energia para boa parte do estado leste, fechou às portas. E a greve dos meios de transportes públicos continua, hoje as pessoas que tentavam trafegar eram atrasadas por manifestantes. O governo diz que... "

Fechou os olhos, pensando: "Estão colhendo o que plantaram."

"... Mas a população anda descontente e os protestos aumentando. Isto afeta a economia de todo globo, uma vez que o Reino Sank é o maior e mais poderoso da nossa era, o que fez os reinos de Otada e Giotto bloquearem suas contas com Sank. Ao que tudo indica, da insatisfação geral pelos novos governantes será aberto um inquérito para averiguar a verdadeira causa do ataque ao castelo real há três anos atrás. "

Não estava implícito na matéria do jornal, mas Zechs podia deduzir que logo estariam investigando o que acontecera aos descendentes ao trono, no caso ele e seus filhos. Sentiu um frio percorrer a espinha, se soubessem que estavam vivos, e isto era algo muito fácil, seria extremamente difícil fugir do clã, pois como as coisas iam de mal a pior em seu governo, a justiça do lugar seria a seguinte: depostos do trono, o descendente mais próximo da família Peacraft assumiria o poder. Entretanto, como se davam todos mortos, com exceção deles, que ninguém sabiam ao certo o que lhes acontecera, a inteligência entraria em ação para descobrir que fim levaram os cinco. E, caso descobrissem que ainda viviam, era de óbvia suspeita que o clã se encarregaria de matá-los e, assim, impedir de sair do poder, uma vez que o trono não teria mesmo um sucessor.

Desligou a tv, sendo abocanhado pela escuridão da noite. Não permitiria que aqueles assassinos tocassem na sua família novamente. Esperaria o que estava por acontecer e, se tudo indicasse que suas suspeitas estavam certas, daria um jeito de sumir com seus filhos novamente, para protegê-los, nem que tivessem de passar a vida inteira mudando de cidade ou morando no meio do mato. Uma lágrima rolou por sua face, seus filhos, seu tesouro tão precioso... e nenhuma certeza de que eles ficariam bem.

oOoOoOo

O moreninho correu entrando na oficina do pai.

" Papa... " reparou que não seria ouvido já que o loiro estava de costas para ele e usava uma máquina muito barulhenta que ele não soube distinguir para talhar uma porta de guarda-roupa " Hum... "

Resolveu então ele mesmo procurar o prego que queria. Avistou na instante de prateleiras à vista um vidro cheio de pregos e parafusos, na terceira prateleira.

" Ah, taí! " foi até lá e, ficando nas pontas dos pés, tentou alcança-lo, sem muito sucesso.

Então, vendo que o vidro estava fora de seu alcance, subiu na primeira prateleira, esticando uma das mãos para pegá-lo. Contudo a estante, que era velha e deveras leve, começou a tombar para frente ao ter o peso do garoto a "puxá-la" naquela direção. Nesse instante, Zechs sentiu uma presença atrás de si e, ao voltar-se nessa direção, estremeceu ao ver Duo quase caindo com a estante. Num movimento rápido, largou sua lixa e avançou em cima do moleque, segurando-o pela cintura e tirando-o dali segundos antes do móvel desabar ao chão.

Assustado, o menino não dizia nada. O loiro o levou para a porta da enorme garagem e o colocou no solo, examinando-o em todos os cantos, nervoso:

" Você está bem, Duo? "

" Hunhun. " assentiu com a cabeça, ofegante.

Com a barulheira, os outros três chegaram correndo, parando às suas frentes, assombrados ao notarem o armário caído.

" O que deu em você, Duo? " ainda não acreditava que o menino tivesse mesmo subido lá.

" É que eu queria um prego pra pôr no meu carrinho, papai... "

O menino era pequeno e não devia saber ao certo o risco que corria ao fazer certas coisas como esta.

" Você devia ter me pedido! " apesar de estar bronqueando o filho, entendia que ele ainda era ingênuo nesse ponto. Mirou seu olhar em Trowa e Heero, que dava a mãozinha à Quatre " E vocês, não deveriam estar tomando conta dele? Vocês sabem que não podem entrar aqui, muito menos deixá-lo vir sozinho! "

" Eu me descuidei, papai... " Trowa não percebera mesmo quando o menor escapara e fôra até a área de trabalho do pai; se soubesse, jamais o deixaria ir ali.

" Como que se descuidou? Seu irmão poderia ter morrido! " realmente, aquilo o deixara alterado.

" Desculpa, papai, não vai acontecer de novo. " o mais velho afirmou.

Trowa sentia-se culpado pelo ocorrido, no fundo sabia que era só uma criança e que nem deveria ficar cuidando de outras, mas devido seu passado trágico, adquirira uma maturidade prematura. E como era muito compreensivo, sabia que tinha de ajudar o pai nessa árdua tarefa de recomeçar uma nova vida. Com isso, acabara por sentir-se responsável pelos irmãozinhos sempre, dando o máximo de si para que eles fossem felizes.

" É claro que não vai! Se eu os confiei à vocês, era para tomarem conta deles e não para se 'descuidarem' desse jeito. " falava firme, bravo.

" Mas, papai, foi sem... " Heero começou a se desculpar.

" Não tente justificar, Heero, o que vocês fizeram está muito errado. Vocês deviam cuidar melhor dos seus irmãos! "

Ao ouvir tais palavras, Trowa ficou revoltado pois desde muito cedo desdobrara-se para proteger os mais novos, incluindo Heero.

" Não é verdade! " gritou.

Irritou-se ao ouvi-lo gritar consigo, desrespeitando-o, e agarrou seu braço fortemente, obrigando-o a encará-lo.

" Abaixe esse tom pra falar comigo, rapazinho! "

Trowa abaixou a cabeça e Zechs o soltou. Estava triste e magoado, não só por seu pai ter gritado com ele, como também por não ter vigiado bem Duo, sentia-se como se tivesse falhado. Saiu correndo, chorando.

Só então Zechs deu-se conta do que fizera, a culpa não era de seus filhos, afinal, eles eram só crianças. Além do mais, criança aprontava mesmo dessas coisas. Respirou fundo, decepcionado consigo mesmo por ter despejado todo o seu pavor nos filhos. Encarou Heero, que estava com os olhinhos lacrimejando.

" Papai, a culpa foi minha. " falou Duo, puxando a barra da camisa do pai, assustado por vê-lo gritar.

" Não... Não, meu bem. " ajoelhou-se, fazendo-lhe um cafuné, depois voltou-se à Heero, segurando delicadamente seu bracinho " Meu bem, a culpa não foi de nenhum de vocês. Tudo o que eu disse não era verdade, eu só estava nervoso, porque eu fiquei com muito medo de acontecer alguma coisa ruim pro Duo. Por isso que eu falei um monte de besteiras, eu não queria magoá-los. Então, será que você pode perdoar o papai? "

" Hnhn. " balançou a cabecinha vagarosamente, tentando conter as lágrimas.

" Hum. " deu um meio sorriso, envolvendo o garotinho de olhos azuis entre os braços, sussurrando " Me desculpe, querido, me desculpe. "

Heero envolveu seu pescoço, chorando um pouquinho até se acalmar e soltou-se do pai, olhando-o nos olhos. Zechs sentia-se horroroso ao ver aqueles olhinhos triste.

" Vem, meus amores, não podem ficar aqui. " conduziu-os para fora do local, que a esta hora já estava lotado de cacos de vidros e outros.

Fechou o portão da garagem, levando-os para casa, a prioridade agora era cuidar de Trowa. Depois iria explicar a Duo que não deveria fazer essas coisas, mas por enquanto subiu até o quarto dos filhos. Bateu à porta e a abriu lentamente, encontrando o pequeno deitado de bruços na cama, choramingando.

" Posso entrar? " perguntou suavemente.

Trowa ouviu a voz do pai e sentou-se em posição de índio, de frente para ele, agarrando seu travesseiro.

" Entra, papai. "

Zechs fechou a porta atrás de si e entrou, sentando-se à sua frente, na mesma cama. Imaginava como ele deveria estar se sentindo, afinal, dissera-lhe duras palavras e praticamente jogara-lhe a culpa do acidente, sendo que ele era alguém de apenas 11 anos. E ele devia estar magoado agora, sentindo-se mal por ter descuidado do moreninho, pois sabia que Trowa assumira para si desde a morte do restante da família a responsabilidade de cuidar dos caçulinhas. Então, admirou o seu jovem filho, tão especial, que mesmo com a pouca idade conseguia ser tão maravilhoso com era.

" Hei, vem cá. " puxou-o para seu colo " Meu amor, eu sinto muito, não queria ter gritado com você nem ter dito aquelas coisas. "

" Tá, papai. " respondeu fraquinho.

" Não, não 'tá', não. " segurou delicadamente em seu queixo, erguendo-o e fazendo-o olhá-lo " Meu bem, você não merecia ouvir tudo aquilo que eu disse. Olha, você é tão novinho e já me faz tanto bem, cuidando dos seus irmãozinhos melhor do que qualquer um. Esse tempo todo você sempre me ajudou, eu nunca tive que te pedir nada, porque você sempre fez tudo que estava ao seu alcance, sempre foi um menino responsável e inteligente. "

'Mesmo que às vezes eu queira que vocês fossem irresponsáveis, aprontassem, bagunçassem, se divertissem, como toda criança deveria ser' pensou, sentindo um aperto no peito.

" E não é só isso, além de cuidar extremamente bem deles, você é um filho maravilhoso, bondoso, gentil, meigo, esperto, obediente. Você só me dá orgulho, Trowa. Por isso, filho, nada daquilo que eu disse faz sentindo. "

O rosto de Trowa iluminou-se diante do comentário, enchendo-se de alegria por saber o que seu pai pensava dele.

" Brigado, papai. Mas... Se eu tivesse tomado conta melhor do Duo... A culpa foi minha. "

" Não, Trowa, claro que não. Ninguém tem culpa do que aconteceu. Me diz uma coisa: você alguma vez já não cuidou deles devidamente?

" Não, papai. "

" Então, meu anjo, você sempre cuido certinho deles e dessa vez não foi diferente. O que acontece é que as pessoas são imprevisíveis, nós não sabemos o que elas vão fazer. Assim como você não sabia e nem podia supor que Duo ia fazer aquilo. Mas isso não é errado, nem eu sabia, portanto, vamos considerar que isso foi apenas um incidente sem querer, que tal? "

Sorriu:

" Tá. "

" Hum, que bom, meu bem. Desculpe o papai, tá bem? "

Trowa acenou com a cabecinha, sorrindo. Zechs também sorriu, sabia que não deveria incumbir os filhos àquelas responsabilidades, mas por mais que lhe doesse não havia outro modo. Então, consolou o pequeno do jeito que surtiria efeito, apesar de que tudo o que falara ser verdade. Abraçou-o, beijando sua testa.

oOoOoOo

Fechou a porta da garagem, encerrando mais um dia de expediente.

" Hun. " tomou cuidado para não pisar no barro, pois nos últimos dias chovera bastante, deixando o jardim um verdadeiro lamaçal.

Lamaçal este que os meninos não deixaram de aproveitar.

" Yeahh! " seus gritos de alegria tomavam o local, enquanto bolas de lama eram arremessadas.

Quatre segurou um punhado daquela terra aguada nas mãozinhas, derrubando boa parte na própria roupa, e sem mirar muito, atirou-o. Plash! O barro estourou sobre a blusa branca de Zechs.

" Ohw! " abriu a boca ao ver que acertara o pai.

Os outros três voltaram-se na direção do adulto, amedrontados. Zechs viu os filhos repletos de lama, dos pés às cabeças, dando para ver só seus olhinhos brilhantes. Temerosos, observaram o pai se abaixar e formar um montinho de terra na mão, levantando-se e atirando-o em Trowa. O menino ficou sem reação, olhando abobalhado o loiro, até este começar a rir, então, sorrindo, pegou mais lama e atirou no pai.

" Haha! " riram, continuando com a brincadeira, só que, desta vez, os cinco.

Passaram mais uns 15 minutos antes de pararem. Duo apressou-se a entrar em casa, mas Zechs o segurou pelo colarinho:

" Haha, não estão achando que vão entrar assim em casa, estão? "

" Nãoo? " perguntou Quatre, levando a mão suja à boca.

" Quatre! " o loiro pegou o loirinho no colo, tirando sua mãozinha da boca.

Levou-o à sombra de uma árvore de grosso tronco e chamou os outros para lá, colocando-os enfileirados. Foi até outro canto e, quando voltou, segurava uma mangueira.

" Hehe, prontinho! " abriu a mangueira, soltando água nos meninos, que contorceram-se, ainda risonhos pela brincadeira " Agora sim estão limpos. "

" Mas você ainda não, papai! " gritou Duo, correndo atrás dele para pegar a mangueira.

E assim, a perseguição para molhar Zechs divertiu-os pelo resto da tarde.

oOoOoOo

" Sarou o dodói? " perguntou, terminando de passar mertiolate no joelho do menino.

" Hun-hun. " balançou a cabecinha para os lados.

Zechs sorriu, Heero estava com um raladinho de nada no joelho, mas já que fazia tanta manha assim, é porque queria mimo.

" Bem, então, acho que você precisa de muito carinho pra sarar, não? "

Dessa vez balançou a cabecinha concordando. Zechs riu, pegando-o no colo e fazendo-lhe cosquinha, arrancando boas risadas do garoto.

" E agora, tá melhorando? "

" Mais ou menos. "

" Mais ou menos, é? " colou-o à cavalinho, imitando um por toda a sala.

" Ahahaha! " ria, gostando da brincadeira

Saiu 'trotando' até a cozinha, onde o colocou sobre a mesa de pia, pegando um pedaço do bolo de chocolate e o colocando em uma taça, serviu ao menino.

" Eba! " pegou a colherzinha e apressou-se em comer o bolo.

Afagou-lhe os fios castanhos, vendo que ele movia livremente o joelho esfolado. " Haha, ele queria era um pouco de atenção ", pensou. Mas não ligava, ao contrário, amava ficar e brincar com os filhos. Ainda mais que estas eram crianças muito carinhosas e carentes também, uma vez que tinham todo aquele passado obscuro, além de não conviverem com o afeto da mãe, dos avós, tios, primos... O que os tornava mais necessitados da atenção de Zechs e, este, compreendendo muitíssimo a situação, vivia a mimá-los e enchê-los de agrados e carinhos.

Heero terminou de comer e ele o pôs no chão. Nesse exato instante, romperam os que faltavam na cozinha.

" Eles parece nos dia que nem hoje. "

" Eles quem, Duo? " perguntou Zechs, curioso em saber do que o filhinho falava, bem errado, por sinal.

" Dos fantasma, papai. "

" Ah, meu bem, essas coisas não existem. "

" Xiste sim, papai. E cá chuva de hoje, os fantasma parece mais que nunca pra puxá os nossos pé. "

" Não, querido, isto é invenção das pessoas, assombrações não são reais. " olhou a cara descrente do menino, bom, toda idade tem seus medos e crenças, isso era uma coisa que não podia e nem pretendia tirar de seus filhos " E, Duo, a sua professora não te ensina a falar certo? "

Colocou o dedinho na boca, sem entender o que o pai queria dizer. Quatre puxou a mãozinha de Trowa discretamente.

" Que é, Quatre? "

Fez um gesto com o dedinho, indicando que este se aproximasse e, assim que o fez, segredou-lhe:

" Se o fantasta apaiecê de noite, você me potege? "

" Não se preocupa, eu cuido de você. " apesar de prometer-lhe, tinha um pouco de receio em encontrar um fantasma. Não que acreditasse, mas também não que desacreditasse.

Algumas horas mais tarde o céu continuava cinza e o vento assobiava mais alto, estava escurecendo cedo. Duo saía do banheiro com sua toalha branquinha sobre a cabeça e os ombros, encobrindo boa parte de sua fronte. Já Heero e Trowa vinham conversando pelo corredor quando se depararam com aquela figura de branco, envolta pelo escuro do cômodo. A princípio estancaram, sem reação, e Duo percebendo que eles estavam assustados resolveu brincar um pouquinho: ergueu os braços para frente, na direção dos irmãos, e saiu atrás deles.

" Buuu! "

" Ahhh! " gritaram juntos e saíram correndo.

Nem pararam para pensar ou coisa assim, deixaram-se ser guiados pelo medo. Desceram a escada correndo, dando com Zechs nos últimos degraus, tratando de se esconderem atrás do pai, agarrando-se em seus braços.

" Calma, crianças, o que houve? " preocupou-se ao ver os filhos naquele estado.

" Fan-fan... fantasma, papai! " balbuciou Heero.

" Hein? "

Duo deixou-se mostrar próximo ao corrimão do andar superior.

" Hihihi! Cês pensaram que eu era um fantasma! Que bobões, hahaha! "

" Ora, seu! " grunhiu Trowa, irritado por ter caído numa brincadeira tão estúpida ao mesmo tempo que aliviado por não ser verdadeiro a assombração.

" Trowa, olha como fala. " Zechs o repreendeu.

" Desculpa, papai. "

" Tsc, Duo, você também, tenha mais respeito para falar com seus irmãos. Não quero que fale mais assim com eles. "

" Tá, papai, desculpa. " parou de rir, descendo os degraus até ficar a um do pai.

" Agora me explique essa história de assustá-los. "

" Bem... É que... " percebeu no mesmo instante que vinha bronca " Ah, papai, é que foi engraçado. "

" Não foi não. Seus irmãos estão rindo, por acaso? "

" Não, papai. " baixou o olhar.

" Então que não faça mais isso, brincadeira só é brincadeira quando todos riem. "

" Tá, num faço mais. Desculpa, irmãozinhos? "

Os dois concordaram com a cabeça, já não tão assustados.

" Bom, agora vai chamar o baixinho pra vocês irem dormir comigo. " ordenou.

" Mesmo? Eba! " Duo comemorou o simples fato de poder dormir com o pai e saiu correndo em busca do irmão.

Zechs olhou para os outros dois.

" E vocês, estão melhor? "

" Tamo. " Trowa respondeu, respirando normalmente.

" Então, vamos? " ofereceu as mãos aos meninos, que as aceitaram de bom grado e subiram a escada.

Logo mais todos estavam no quarto de Zechs, dormindo na cama de casal. Não estava tão mais frio assim e a luz das estrelas começava a desbotar no céu, iluminando fracamente o quarto. Ao centro da cama estava o loiro, abraçando Trowa de um lado e Heero do outro, sobre o seu peitoral e abdomen estava Duo, todo folgado, pendendo para o lado de Trowa, e, com os pezinhos à altura da barriga de Heero, jogado metade sobre este e com a outra metade sobre o tronco do pai, Quatre ajeitara-se. Todos dormiam tranqüilamente, felizes naquela noite escura.

Continua...

oOoOoOo

Hoho, hya pessoal! Antes que eu me esqueça, alguém entendeu a metáfora acima? Tipo, felizes na noite escura é algo como, mesmo tando cheio de perigos e problemas, eles continuam unidos e felizes. Hehe!

Ai, desculpem se tiver com erros e cheio de palavras repetidas, mas, para variar, tou escrevendo em cima da hora e não tenho tempo para revisar (autora calma e despreocupada da nisso! ¬¬) Nhyeee, a fic tá caminhando pra reta final. Na verdade, eu poderia colocar mais um zilhão de cenas fofas nessa fic, idéias são o que não me faltam, mas é que eu to meio atolada de coisas pra fazer e tudo o que eu quero é terminar isso logo. Até porque, se me der uma vontade louca depois de mais coisas do tipo, é só eu fazer uma fic continuação, non?

E os acontecimentos desse cap.? Resolvi por uma briguinha porque isso dá em toda família. Claro que a briga que eu tinha imaginado era de proporções gigantescas e muito maior do que esta que eu coloquei, mas outra vez para variar, eu esqueci do que tinha de acontecer -" Ah, sim, tentei colocar sobre uma nova perspectiva do Zechs interagindo mais com as crianças e tentei dar mais atenção ao Trowa e ao Heero, que crianças eu os acho muito mais kawaiis que o Duo e o Quat-sama (que ele naum me escute falando isso ") e também porque eles tiveram pouco espaço aqui. Olha, eu bem que ia colocar mais uma cena bem legal aqui, mas aí eu vi que a o cap. não tava taum curtinho assim e acabei terminado por aqui.

Ufa, cansei!

Trowa /.o: Quer dizer que eu sou um chibi fofinho?

Pime: Você não imagina como! XD

Heero: Hn.

Pime: A, Heero, não nega, vai, você fica irresistível no colo do loirão, fazendo manha.

Heero #ò.ó#: Chega!

Pime: Eita, ómi estressado.

Quat: Hum... t.t Eu nem apareci!

Pime: Ah, naum seja miguela, você roubou cena nos demais cap. Além do mais, só eu sei o que te aguarda no prox.

Quat emburrado: Tanto faz! u.u

Pime: Íhh... Birrento!

Quat: Que?

Pime: Ai, não, nada naum. Ce sabe que é o meu fofo preferido.

Quat: Hum, bom mesmo.

Pime: "

E esse cap. vai pro meu trio fofucho do coração: Bia, Na e Jack. E, claro, à Pipina, que sem elas eles não seriam nada ". E sem esquecer dos meus fofuchos da creche (Tia Favinha anda sumida, naum? Nann, logo logo eu apareço aí, tá bem, tias?).

Bom, então, até a próxima, gente. Não esqueçam de deixar reviews dizendo se gostaram, se acharam fofo ou mexicano demais, okay?

Bye, bye

09/05