CAUGHT
IN THE UNDERTOW
(Just
Caught in the Undertow)
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N.A 01: Sim, certo, eu sei (chega disso e fala logo! ): o capítulo anterior realmente não teve muita coisa a ver, mas eu explico o porquê: foi uma espécie de presente, de prólogo, o que vocês quiserem chamar... Vamos dizer que agora começa a parte derradeira da coisa Ah, sei lá, não sei explicar direito o que está acontecendo, mas é só pra avisar que talvez o rumo mude daqui pra frente.
N.A 02: Agradecida com todas as pessoas que lêem e comentam ou não comentam, e agradeço à minha querida "madrinha" Darkrose, que comentou! Obrigada mesmo... É por vocês que eu continuo isso.
N.A 03: Para os tímidos e indecisos, se quiserem escrever via-mail, meu endereço é: petit(traço baixo)ange00(arroba)yahoo(ponto)com(ponto)br . Ou visitem meu profile, o e-mail está lá, ok?
N.A 04: É sim, Pandora-chan, eu tinha lido sobre essas apostas e bebidas todas num livro que não lembro qual o nome e autor... E achei esquisito eles fazerem isso (se bem que eu adoraria apostar também!). Achei interessante fazer isso, sabe, e pensei: "Não é proibido, né?". Pois bem... Saiu aquela farra toda non-sense!
N.A 05: Pois bem, já que perguntaram tanto, e além do mais, acho que já dá pra saber, vou postar a então estória da dívida do Haguen em relação ao Siegfried. Esse capítulo vai sair meio meloso sim, mas espero que o mel não saia pela tela...
N.A 06: Apesar de ser curtinha, a música "Toki wo Koeru", do anime Inuyasha, tem muito a ver com esse capítulo. Eu recomendo! Caso quiserem escutá-la, conheço um bom site pra pegar ela, o Love of Anime (www(ponto)loveofanime(ponto)com), onde poderá encontrar a MP3.
N.A 07: Principalmente esta primeira parte que tem muito a ver com a música!
N.A 08: Desculpem-me pela demora... Lê-se problemas familiares, dia dos pais (por sinal, feliz dia dos pais atrasado!) e principalmente: falta de PC, porque o meu foi pro concerto e voltou não faz muito tempo...
N.A 09: Ah sim, antes que eu acabe me esquecendo (de novo) de falar (se bem que eu acho meio difícil esquecer disto...): comentem pessoal! Beijos aos que sobreviveram ao conteúdo altamente imbecil de todas essas notas (que como sempre, são sem sentido algum...), e bem-vindos ao novo capítulo, que espero ser de seu agrado.
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Capítulo IV:
Há tempos atrás, mais ou menos um ou quase dois anos, um rapaz de cabelos loiros e pele um pouco escura pediu para o melhor amigo, outro homem de cabelos loiros e longos, dar uma volta e fazer algum programa melhor com ele, a sós. O amigo desconfiou inicialmente, mas não negou. Percebeu a tristeza do outro. Resolveram procurar algum lugar informal para conversarem, e este fora uma pequena pizzaria.
Pediram, depois de alguns minutos analisando as opções do Menu, qualquer uma delas. Ambos não estavam, de verdade, com fome. Esperaram pacientemente e em silêncio a comida, que não demorou a chegar, e num silêncio cada vez mais aterrador, serviram-se.
-"E então?"-pergunta o primeiro.
-"E então o quê?"-finge-se de desentendido o segundo.
-"Demoraremos mais quanto para você me contar qual o sentido de nossa vinda até aqui?"-diz, bastante sério.
-"Não há motivo em especial... Só queria companhia..."
-"Certo, me engana que eu gosto! Você me aparece todo cabisbaixo de manhã, de tarde a mesma coisa, fica em silêncio, pela primeira vez na vida, quase que um dia inteiro, e agora me diz que só queria companhia para jantar, depois de me insistir a te acompanhar, pois queria conversar."-ele fala, gesticulando em alguns trechos.-"Tem certeza de que é só companhia o seu problema?"
-"Eu estou bem, Sieg..."
-"Sabe, Haguen, você está mal. Muito mal. Quando você fica dizendo que está bem, está ainda mais mal."
-"Você está falando como a minha mãe..."-suspira o loiro de pele escura.
-"Claro, claro, até ela já está percebendo. Conte para mim, para que eu saiba porque vim aqui: o que está acontecendo?"-escondeu parte de sua preocupação na voz. De nada adiantava preocupar-se à toa antes da hora.
-"Eu... Você lembra da moça que eu te apresentei um dia?"
-"A loira de olhos verdes? Lembro sim, muito bonitinha, por sinal... Mas o que tem ela? Aconteceu algo envolvendo os dois?"
-"Pois bem... A Freiya me trocou."-(N.A fora de hora: BINGO!) abaixa a cabeça ao dizer isso.
-"O quê? Por quem? Por que?"-perguntava com ansiedade.
-"Um carinha... Um rapaz de cabelos loiros também, compridos, olhos azuis, tem cara de ser oriental. Eu a vi com ele ontem... Depois que ela me chutou."-falava com dor na voz embargada.
-"Ela fez isso...?"
Um silêncio persistiu quando Siegfried fez aquela pergunta. Ele sabia, os dois sabiam, mas o loiro só queria uma confirmação real do amigo. Ao ver que o ambiente pesou por culpa dele, abaixou a cabeça e tomou o copo de bebida nas mãos, solvendo o líquido vagarosamente.
-"Sim... Ela fez..."-ao ouvir o amigo dizer aquilo, ele parou de beber.
-"Você sabe por quê?"
-"Não. Realmente, não sei. Mas pra falar a verdade... Nem quero saber. De que adianta saber de mais detalhes, pra detalhar mais minha dor?"
-"Você gostava dela?"-perguntou.
O rapaz ficou em silêncio por alguns instantes, possivelmente tentando pensar em alguma resposta, assimilar a pergunta. Quando ele deu um profundo suspiro, sua voz começou a ser ouvida novamente:
-"Claro, né, Sieg! Gostava demais dela. Na verdade, ela foi a única pessoa que eu gostei de verdade... Pela primeira vez, eu pensei que poderia ter dado certo. Mas não deu. Acho que é isso que está me deixando triste."
-"O fato de não ter dado certo?"
-"É... O fato de eu saber que, agora, ela já não olha mais pra mim daquele jeito de antes. Ela nem olha mais pra mim, sinceramente... Mas e daí, né? Eu tenho mais que aproveitar a minha vida!"-Haguen bebeu outro gole sonoro de sua bebida, e deu um sorriso doloroso.
-"No começo vai ser doloroso, como está sendo agora... Mas eu acho que você irá se recuperar, meu amigo. Eu não sei se você irá querer outras, mas se servir de consolo... Existem muitos peixes no mar."
-"Estou aposentando-me da pesca."-ele declara.
-"Bom, sobrará mais espaço pra minha vara de pesca então! Está me fazendo um favor, amigo!"-brinca o loiro.
-"Que sarcasmo cruel o seu, Sieg..."
-"Isso não é sarcasmo, Haguen, é a realidade!"-ele diz, bebendo em seguida mais um gole de sua bebida.
-"E eu que pensei que fosse meu amigo, seu falso."
-"Ah não, Siegfried Dubhe é original até o último fio de cabelo."
-"As Ondas do Coração."-Haguen dá um pequeno sorriso sarcástico, olhando atentamente o semblante confuso do amigo.-"Eu já li o livro. Essa é a frase do protagonista, quando a mulher que ele gosta diz para ele que este parece uma verdadeira cópia do seu sonho."
-"Que pena, achei que você ainda não tivesse lido..."-suspirou.
-"E ainda se diz original. Cê tá me achando com cara de mulher, Sieg?"-pergunta o loiro, fingindo-se de ofendido.
-"Eu? Claro que não!"-Siegfried gira os olhos, com um sorriso sarcástico.
-"Vou virar essa bebida na sua cara."
-"Se fizer isso vai sujar o meu terno, eu vou ficar muito irritado com você e vamos ser presos por brigar em público..."-ele diz, calmamente.
-"Já pensou em trabalhar na Justiça?"
-"Quando eu tinha dez anos sim... Agora eu estou mais é traumatizado dessa coisa de Justiça."-ele diz.
-"Age como um!"
-"Por Deus... Preciso mudar meu jeito de agir, então!"-ele ri.
-"Não mude, amigo. Você é ótimo assim..."
------ # IV # ------
Uma noite de brisa agradável. As folhas do outono eram arrastadas gentilmente pela brisa fresca que insistia em soprar na rua. A lua estava cheia e brilhante, perfeita de se olhar pelas janelas das casas ou pelo parque, por algum casal de namorados qualquer. Num estabelecimento, o mesmo onde, noite passada, alguns homens estavam festejando, novamente estes mesmos trabalhadores, agora em férias, vieram aproveitar.
-"Ah não, outra aposta não!"-diz Siegfried.
-"Ué, por que não? Não me diga que você está com medo de perder essa aposta super acessível?"-pergunta Bado, zombeteiro.
-"Você está falando como o Alberish, quando enrola um cliente."-brinca Fenrir, bebendo outro gole de cerveja.
-"Eu ouvi isso, senhor."
-"Ahá, você não pode fazer nada contra nós! Estamos em férias, idiota!"-diz Fenrir, rindo como uma criança do seu triunfo.
-"Veremos quando retornarmos ao trabalho."-diz simplesmente.
-"Seu sacana, não pode fazer isso comigo!"
-"Sou seu chefe, e posso fazer com você o que bem entender..."-ele diz sério.-"Só preciso convencer o nosso superior de que você é um irresponsável demente, e não vai ser difícil."
-"É mesmo, você é um grande demente, Fenrir!"-diz Mime.
-"Já tentou olhar-se pra me falar isso, Beterraba?"-pergunta ele, olhando atentamente o 'inimigo'.
-"Beterraba é o seu..."
-"Parem com isso, crianças!"-declara Haguen, apartando os dois, que aparentemente iriam iniciar uma discussão.-"Viemos aqui pra festejar nosso período de descanso ou pra brigar mais um pouco?"
-"É tão lindo ver duas damas brigando..."-diz Shido.
-"Vá se catar, retardado."-diz Fenrir.
-"Retardado é o seu pai! Eu sou alguém centrado, maduro, que sei expor minhas opiniões de forma clara e direta, e sei também..."
-"Falar muitas besteiras."-Haguen conclui.
-"O único aqui que sabe falar uma besteira por frase quadrada é o Bado!"
-"Hei, não me meta no meio, seu inútil!"-ele ameaça, levantando-se bruscamente da cadeira.
-"Eu lá estou falando alguma mentira?"-pergunta.
-"Ou os dois param ou ficarão sem comer até irmos pra casa, o que irá demorar muito mesmo!"-diz Siegfried, sério.
-"Você é lá nossa mãe pra ficar falando isso?"
-"Não, mas sou o chefe de vocês, o que é muito pior..."-diz ele, sorrindo triunfante ao ver que os dois sentaram-se de maneira adequada, cada um em seu devido lugar.
-"Mas não mudem de assunto, onde estávamos mesmo?"-Bado pergunta, em seguida respondendo sua própria questão:-"Ah é, na aposta!"
-"De novo? Não dá pra esquecermos isso?"-Siegfried perguntava, sentindo-se cansado.
-"É tão bom! E se você não quiser, acho que tem alguém que quer!"
-"Do tipo...?"
-"Shido, meu irmão. Você tá afim de faturar uma nota preta?"-o rapaz de cabelos verdes pergunta para o outro, que parecia olhar para as garçonetes que serviam uma mesa.-"Hei, pare de ficar olhando elas e olhe pra mim!"
-"O que foi?"-pergunta, entediado.
-"Afim de passar a mão na grana do pessoal aqui?"-pergunta novamente, no seu tom energético de sempre.
-"Eu...? Bem, claro... Por que não..."
-"Tudo bem, já temos o desafiante! Quem quer apostar comigo que essa joça aqui não toma nada?"
-"Olha, eu perdi grana ontem, mas... Aposto mais que ele não toma nem sete garrafas de bebida das fortes!"-Haguen dá um sorriso confiante e diz, colocando a mão sobre a mesa.
-"Eu vou brincar hoje."-Mime diz, cedendo.
-"Eu duvido que ele beba duas! Aposto trinta!"-diz Alberish, colocando o dinheiro na mesa.-"E só entrego pro vencedor."
-"Ou seja, eu!"-declara Shido.
-"Convencido."
-"Bom, eu como um excelente apostador de muita sorte, aposto vinte que o Shido não bebe nada também."-Fenrir diz.
Siegfried suspirou fundo e voltou a olhar para a mesa, cabisbaixo. Então, sentiu seu bip vibrar, anunciando uma mensagem nova, e pegou-o do bolso. Leu a mensagem silenciosamente, e não pôde evitar um sorriso ao ver quem lhe enviara aquelas palavras.
-"Bem pessoal, vão brincando aí... Eu vou pra casa."-ele anuncia, levantando-se de sua cadeira.
-"Por quê? Foi algo que dissemos?"-pergunta Bado, confuso.
-"É Sieg, senta aqui e fica mais um pouco..."-fala Mime, oferecendo-lhe mais um copo de bebida.-"Servido?"
-"Não, obrigado, Benetona... Sério, eu realmente quero ir pra casa."
-"Por que essa vontade repentina?"-pergunta um desconfiado Haguen, olhando bem nos olhos de Siegfried.
-"Estou com sono... Quero ir dormir... Amanhã será um longo dia."
-"Oras, estamos em férias, ignorante! Volte a sentar!"-ordena Alberish.-"Amanhã podemos acordar a hora que bem entendemos."
-"Mas eu quero ir embora e você não vai me impedir."-diz o loiro.
-"Você é quem sabe. Mas está perdendo uma festa muito legal!"-diz Fenrir, com esperança de que o amigo mudasse de idéia.
-"Tudo bem, amanhã a gente se fala."-ele diz, pegando o casaco da cadeira e levantando-se da mesa.
-"Até mais."-todos se despedem.
Ao sair do bar, ele sentiu o vento fresco da noite passar por seu corpo. Lá dentro fazia muito calor, mas ali fora, o tempo era ideal. As folhas continuavam a ser arrastadas pelo vento, indo parar em diversos e, algumas vezes, inusitados lugares. O empresário entrou no carro e deu a partida. Não foi com pressa, a mensagem claramente dizia que "eles estavam indo".
Agora só uma coisa lhe deixava em dúvidas: o que aquela pessoa iria querer com ele de noite, naquela hora da noite? Se bem que nem muito tarde era, mas... Tudo aquilo lhe era estranho e rápido demais.
------ # IV # ------
-"Tem certeza de que dará tudo certo, Thor...?"-pergunta Hilda, apreensiva, sentada no banco da frente do carro do vizinho.-"Estou um pouco nervosa diante da situação..."
-"Hilda, querida, é só um mês. Você vai ver! Ele vai adorar sim."
-"Assim espero... Por que até agora eu não consigo entender que tipo de idéia é essa que você me deu."-suspira.
-"Você aceitou ela, não?"-ele dá uma risada.
-"Sim, mas..."
-"Então ela não é tão louca!"-ele diz novamente, em tom professoral.-"Agora você irá sair desse carro, ficar na frente da porta daquele prédio e esperar o príncipe encantado que recebeu a sua mensagem."
-"Thor, você está me embaraçando..."-ela diz.
-"Só estou brincando, queridinha. Vá logo."-ele diz, encorajando-a.
-"Ah, acho que eu vou desistir, Thor... Não consigo sair daqui e esperá-lo lá fora. Não sei, não consigo..."
-"Ou você vai lá ou eu enxoto você à força."-ele diz, sério.
-"E ainda se diz meu amigo..."-fala, fingindo-se triste.-"Eu juro que ainda vou matar você!"
-"Faça isso depois que falar com ele."
O barulho de um carro se aproximando alertou os dois, e Hilda fechou a porta do carro correndo e ficou na frente da portaria. Por sorte, não era o carro dele, e sim, de outra pessoa qualquer que, naquele momento, passeava pelas redondezas. Suspirou de alívio, mas seu corpo rapidamente ficou rijo de novo ao ouvir um novo som. E desta vez era ele, ela reconheceu seu carro.
Ele parou suavemente, e Hilda ouviu o barulho da porta se abrindo. Olhou para ele, vestido em seu terno impecável negro. Mal sabia ele o quão lindo ficava naquelas roupas. Olhou para ele com um embaraço quase que palpável, e sorriu docemente.
-"Olá Siegfried, tudo bem?"-pergunta.
-"Sim, e você Hilda, como vai?"-sorri também.
-"É, eu vou bem... Mas, me diga... Recebeu a mensagem direitinho?"-ela pergunta, mas em seguida, ao perceber a idiotice que pronunciou, deu-se um coque na cabeça.-"Bom, é claro que recebeu, senão não estaria aqui, né..."
-"Sim, eu recebi. Mas fiquei curioso. O que você queria comigo?"-pergunta ele, num tom curioso e, ao mesmo tempo, como era típico dele, extremamente sério e penetrante.
-"Bem, eu queria..."
Continua...
P.S: Desculpe esse capítulo estar curto! É que estou sem muito tempo aqui no PC. Mas prometo que tentarei alongar o próximo, ok? Beijos.
