No último capítulo…

Akane consegue conversar com Duo no hospital. Durante a visita, o tenente de polícia Decker Evangeline vem ao hospital, querendo falar com Duo e Saveriu, mas é barrado pelo capitão. Decker e Heero discutem na sala de espera e quando Akane volta, identifica Decker como o mesmo policial que desafiou Duo na delegacia. Daniil leva as meninas para casa enquanto Heero leva os colegas de volta ao quartel. No dia seguinte, Lya conversa com a professora Mashkina sobre substituir seu par na aula. A professora aceita e coloca Lya para dançar com Chris. Miksa não entende a motivação da mudança, mas ao questioná-la, não recebe o apoio de Lya e fica ainda mais confuso. Sem um par para aula daquele dia, ele é dispensado. Zechs telefona para Relena, pedindo para conversarem. Ele vai buscar Akane no apartamento e depois encontra Relena para discutirem a novidade.

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24

Heero entrou na sala comunal às oito e quinze da manhã. Da equipe do escada, apenas Farid e Murat estavam ali.

Estreitando os olhos caçadores, demandou:

_Onde estão os outros?

Fazendo uma interrupção no jogo de xadrez, que já vinha durando doze horas, Murat murmurou, sem tirar os olhos do tabuleiro:

_Quem sabe? –ninguém entendia como conseguiam se concentrar no meio da variedade de atividades que aconteciam na sala.

_Hector disse algo sobre investigar alguma coisa lá fora… –Farid complementou, esperando o movimento de seu adversário.

Heero lançou um fito desconfiado em direção à saída e marchou para fora do quartel. Antes de cruzar o portão da garagem para a calçada, viu os Bernetts, Hector e Jonathan ao redor de seu carro.

_Hey, chefe! –Hector acenou.

_Não sabíamos que o senhor tinha filhos!

_Não sabíamos que o senhor era nerd!

Os Bernetts falaram juntos e depois se entreolharam e riram.

Heero parou um pouco atrás deles de braços cruzados.

_Eu não tenho filhos. –e respondeu, estoico, aumentando o disparate da situação.

_Sobrinhos, então?

_Claro que não. –e pelo jeito rosnado com que rebateu, o último comentário conseguiu impacientá-lo para valer.

_Mas não nega nada sobre ser nerd? –Adin insistiu.

_O que está havendo? –por isso exigiu, irritado.

_É as pelúcias, senhor. –Jonathan apontou pelo vidro, olhando Heero por cima do ombro.

_Maldito Segundo Turno fofoqueiro. –Heero revirou os olhos, ficando então mais aborrecido que agravado.

_São do Questmonster! –Adin aclarou.

_O quê? –mais de um dos rapazes fez essa pergunta.

_Não conhecem? Não acredito! É um jogo novo para celular! Está fazendo um sucesso tremendo!

Os rapazes se entreolharam, ainda sem ideia sobre o que Adin estava falando.

_Onde conseguiu esses? –Adin continuou, empolgado, voltando-se para Heero.

_No fliperama. –com descaso, Heero atirou as palavras.

_Que demais! Você costuma ir lá, tenente?

_Não.

_Hã? –Adin pareceu confuso com a resposta, mesmo que não houvesse motivo. Era mais o jeito de Heero se expressar que causava aquela intriga, tanto que Hector brincou:

_Olha, tenente, está na hora de parar de manter sua vida pessoal um mistério…

_Eu nunca tive qualquer problema por separar as coisas. –Heero contestou, ainda sem descruzar os braços.

_Mas senhor, como teve coragem de manter em segredo seu contato com todas aquelas lindas garotas? Agora que já pegou a melhor pra você, o mínimo que poderia ter feito era liberar a informação…

Ao ouvir Bernett falar daquele modo, Heero concluiu que o rapaz só podia estar no turno errado. Franziu a sobrancelha para ele, recriminatório, e informou:

_Muito bem, sendo assim, tenho uma ótima dica para vocês conquistarem uma das bailarinas.

_Ah! Vindo de alguém que tem conhecimento de causa, com certeza vamos aceitar! –Adin comemorou, maroto.

_Comecem lavando os banheiros do quartel. Que tal?

_Está nos castigando, senhor? –Jonathan chegou a parecer abatido ao indagar.

_Que bom que entendeu. –Heero devolveu, monótono.

Houve grunhidos de protesto, mas nenhum desacato formal.

Murat apareceu no portão e gritou:

_Um chamado!

O pipa saiu do quartel ao passo que os soldados do escada voltaram correndo.

Ao chegarem à Rua Marlin, número 1052, logo avistaram a fumaça. O dia claro colaborava para o monitoramento, mas a brisa fresca a fazia oscilar demais. Era a garagem que estava queimando.

_Demorei em perceber o fogo. –um senhor estava parado apoiado em sua vassoura, aguardando a chegada do socorro.

_O senhor mora aqui? –Mobley perguntou.

_Não, sou o vizinho da frente. Eles estão viajando e pediram para eu dar uma olhada de vez em quando… Estava varrendo a calçada quando notei a fumaça.

_Vamos precisar desligar a energia. –Heero ordenou.

_A caixa de força fica nos fundos. –o senhor avisou.

_É com você, Adin.

_Os proprietários deixaram alguma chave com o senhor?

_Não, não pensaram nisso… –com um ar arrependido, o idoso mencionou de olhar vazio.

_Tudo bem. Alex, vamos dar a volta, procurar janelas ou portas.

_Quer que ventilemos o telhado, senhor? –Jonathan se prontificou, trocando olhares com Bernett e Hector.

_Não, Johnny, apenas fique pronto para minhas instruções. –Heero explicou, pensativo, olhando a construção outra vez.

Murat e Farid cuidaram de sinalizar a rua enquanto a equipe do pipa se preparava para extinguir o fogo e lidava com os curiosos.

Alex encontrou uma janela e tentou espiar lá dentro, mas o vidro era coberto de Insulfilm.

_Pode quebrar. –Heero avisou, gesticulando com sua barra Halligan. O espaço ia ser ventilado por ali.

_Não consigo visualizar a origem do fogo, mas tenho más noticias: tem um Jet-ski aqui dentro.

Heero estava diante da entrada ao lado e, usando a Halligan, arrombou a porta. As chamas rugiram lá dentro, feito reclamassem por terem sido descobertas. Elas tomavam o teto e a parede, comprovando a hipótese de incêndio elétrico.

_Como vai indo com o quadro de luz? –Heero chamou Adin no rádio.

_Desligado, senhor.

_Mobley, pode mandar a água.

A mangueira já estava pronta e foi logo disparada, procurando apagar o fogo antes que se espalhasse para o resto da construção ou causasse uma explosão, já que não sabiam da condição do veículo lá dentro.

O pequeno foco fez bastante estrago. O interior da garagem ficou preto e danificado, o teto todo comprometido, e o Jet-ski derretera em algumas partes. Era torcer pela família ter um bom seguro. Heero conversou com o senhor, avisando-o que a Defesa Civil iria aparecer até o fim do dia e que era necessário entrar em contato com os proprietários.

Como não foi preciso muito tempo para terminar o trabalho, todos estavam de volta ao quartel depois das nove e meia.

_Não se esqueçam da missão dos senhores. –Heero murmurou pendurando sua jaqueta de aproximação no caminhão, dirigindo-se aos Bernetts, Hector e Jonathan, que saíram se arrastando corcundas de desânimo. Mobley riu ao vê-los passar enquanto Farid e Murat sorriam divertidos, tentando entender o que poderia estar acontecendo dessa vez.

_E como vai nosso amigo Maxwell? –a caminho da sala comunal, Mobley puxou conversa.

_Não pude vê-lo e a doutora não explicou muita coisa, mas Ane estava com uma cara boa quando voltou do quarto dele. –Heero discorreu.

_Sabe se pegaram o atirador?

Sacudindo a cabeça negativamente, Heero então se lembrou do policial, o almofadinha, como Ane sempre dizia. Não gostava nada da impressão que Evangeline passara.

_A vida de um bombeiro é cheia de surpresas… –Mobley enfiou as mãos no bolso do colete e murmurou, com jeito de que ia encerrar o assunto, mas de repente seu semblante se iluminou. –E a Batalha dos Distintivos?

_A reunião é amanhã à noite… sabe, Mobley, eu já estou ficando meio cansado dessas surpresas feitas pelo Maxwell. –só naqueles últimos dois dias, seus planos foram modificados por Duo três vezes. É verdade que Heero estava tentando ser mais descontraído e espontâneo, querendo improvisar mais, mas assim já era demais…

Mobley caiu na risada. Ele tinha um jeito rouco e canino de rir:

_Ah, ele sempre foi assim… é um cara legal… tem que perdoar ele.

Heero revirou os olhos, achando péssimos os argumentos de Mobley. Deu de ombros então, querendo ir até sua sala para começar a mexer com a papelada.

_Yuy. –o capitão convocou ao vê-lo passar.

Da porta, ele pôde ver o homem com o quadril encostado na frente da mesa, de braços cruzados, e acompanhado de outro bombeiro. Do jeito que as persianas estavam meio fechadas, não deu para Heero distinguir muito do vulto.

_Como foi a chamada?

_Tudo certo.

O capitão assentiu, prosseguindo:

_Creio que já conhece a senhorita Schbeiker?

Durante a curta conversa, Heero entrou na sala e fechou a porta, mas só agora tivera tempo de reparar em quem mais estava presente.

_Olá, Hilde. –a quarta surpresa que Duo tinha arranjado. Só não careteou porque ela não tinha culpa e ele já havia passado da fase de ser tão transparente assim.

_Quanto tempo, Heero. –ela sorriu seu sorriso polido e vibrante.

Sem necessidade de esperar o capitão continuar, Heero indagou, apenas para confirmar o que concluía ver ali:

_Veio substituir Saveriu?

_O Duo. Eu fui promovida a tenente faz dois meses.

_Não fiquei sabendo. Meus parabéns.

_Obrigada.

_Schbeiker pediu para acompanhá-lo durante seu turno para que possa se familiarizar com o quartel e as funções. Apesar da promoção, é a primeira vez que ela está assumindo totalmente o cargo, estou correto?

_Sim, senhor. Estou bastante animada com a oportunidade.

_Me agrada ouvir isso. –o capitão a olhava com bons olhos, feliz de tê-la recebido como a substituta. Afinal, precisava de alguém com quem pudesse contar durante a licença médica de Duo, e não de mais um problema a lidar. –Yuy, faça as honras e mostre o lugar para ela.

Saíram os dois em fila e em silêncio.

Hilde já sabia que a recepção de Heero seria, no mínimo, apática. Conhecia-o suficientemente bem para não se incomodar com o fato.

_Já sabe quem a central mandou no lugar de Saveriu? –ele consultou, olhando-a de relance enquanto a escoltava até a sala comunal.

_Não… nem sei se vão mandar, para ser sincera. Sabe que a central vem cogitando diminuir as equipes nos caminhões, certo?

_Sim, já ouvi sobre isso.

Foi só o que conseguiram conversar durante o curto trajeto.

_Equipe, a tenente Schbeiker estará conosco durante este turno, reconhecendo o terreno, para entrar no lugar do Maxwell. Conto com a colaboração de vocês. –Heero entrou na sala depois de Hilde e fez o anúncio.

Os olhos espertos dela ofereciam um sorriso azul e simpático ao acenar para os presentes, que se dividiram em reações de surpresa e apreciação pela novidade. Quem já a conhecia foi cumprimentá-la pessoalmente.

_Venha, Hilde, quero te mostrar onde guardamos o equipamento. –Heero avisou depois de dar tempo suficiente para ela ser acolhida. De qualquer modo, a equipe dela ainda não estava ali.

E, se Heero conhecia bem seus bombeiros, eles estavam mandando mensagens para o pessoal do segundo turno alardeando a notícia naquele exato momento, nem precisava participar em um dos vários grupos de WhatsApp para saber disso.

Acompanhando Hilde até a garagem, Heero mostrou onde as ferramentas mais importantes ficavam e falou um pouco da rotina de tarefas.

_Você precisa de mais alguma coisa? Capacete, botas?

_Não, eu trouxe tudo do 130…

_Armário?

_O capitão já me deu a chave.

_Sendo assim, eu tenho alguns relatórios em que trabalhar… se precisar de algo, é só dizer.

_Ok, eu vou dar uma olhada por aí. Muito obrigada.

Ele assentiu e os dois voltaram juntos para o interior do prédio.

_Hey, Heero, e como ele está? –parando do lado de fora da porta da sala dele, Hilde perguntou um pouco baixo, assistindo Heero se acomodar em sua cadeira barulhenta e pegar um formulário de dentro da gaveta.

_Duo levou um tiro no ombro direito. Foi só um susto. –respondeu, sintético, achando até compreensivo o tom angustiado na voz dela.

_Um susto bem desagradável.

_Devo concordar.

_Olha, você não precisa se preocupar. Eu já estou sabendo sobre ele e a sua irmã.

Heero ergueu os olhos do documento que preenchia e franziu as sobrancelhas com severidade.

Ela sentiu um arrepio e engoliu em seco.

_Schbeiker, aqui é um corpo de bombeiros e não um episódio de "Barrados no Baile".

_Está bem. –ela resmungou e com prazer deixou-o sozinho para se concentrar nos papéis.

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Sempre que Relena precisava fazer um almoço sofisticado no meio da semana, ela conferia se havia lugares no Massalia. Além do ambiente ideal para espairecer da concentração do estúdio, o cardápio oferecia opções saborosas de saladas leves e nutritivas e grelhados no ponto, tudo com inspiração provençal.

Assim que terminou a ligação com Zechs, contatou o restaurante e garantiu sua mesa. Eles sempre tinham como acomodá-la.

Não era nenhuma surpresa para Zechs eles irem ali. Na verdade, ele já deveria ter pensado em fazer a reserva e só não o fez mesmo por pura distração.

Com a saída do garçom levando seus pedidos para a cozinha, Relena apoiou o rosto nas mãos e os cotovelos na mesa, pedindo:

_Então…?

_Sim?

_Vamos lá, Zechs, qual é o assunto? Conte tudo e não esconda nada!

_Vamos com calma.

_É sobre a Noin? –solfejou, o rosto brilhante de emoção e interesse. Estava torcendo de verdade pelos dois.

_Não, você já sabe que ela aceitou meu convite para vir ao baile.

_Quando ela chega?

_Na véspera… queria ter mais tempo com ela longe da multidão, mas foi o melhor que ela conseguiu.

_Estou muito ansiosa em conhecê-la. Ela parece ser ótima!

_Com certeza. Acha que ia escolher algo menos que ótimo?

_Você devia é dar graças a Deus que ela concordou em te suportar.

_Oras, e você acha que ela ia escolher algo menos que ótimo?

_Seu besta! Pare já com isso!

_É mais forte do que eu… lamento…

_Insuportável!

Ele caiu na gargalhada enquanto ela já ria há algum tempo, entre divertida e ultrajada.

_Pare de falar dela assim, está ouvindo? Trate de se comportar!

_Sim, senhora, pode deixar.

_Mas se não é sobre Noin, então o que é? Diga logo, Zechs! –o garçom fez contato visual com Relena ao retornar, pedindo licença. –Olha só, a comida até já chegou! Não temos muito tempo…

_Claro que temos… por mim podemos conversar depois do ensaio, sem problemas.

_Zechs, isso já é tortura!

Ele riu mais, confirmando a acusação dela.

_Primeiro, vamos falar sobre você. Como tem passado?

_Sério, Zechs? –ela reclamou, começando a comer. Mastigou um pouco e assistiu ele confirmar com a cabeça. Bufou, obrigada a aceder. –Eu estou bem. Está indo tudo bem… só estou exausta, não vejo a hora de chegar em casa e dormir. Passar a noite no hospital acabou comigo.

_Foi uma cirurgia demorada, não é? –ele mencionou e a assistiu confirmar com a cabeça. –Mas Ane disse que agora está tudo bem.

_Verdade, mas foi péssimo quando soubemos. Acho que ninguém esperava por isso e Heero não tinha todos os detalhes do acontecido… a espera por notícias é sempre a pior parte.

_Sua vida mudou bastante desde que conheceu o Heero e a Ane.

_Muito mesmo, mas prefiro assim. Estava cansada daquela rotina e sinto que tudo isso pode me fazer alguém melhor.

Zechs sorriu maravilhado com o ponto de vista dela.

_Isso me lembra… vou mandar uma mensagem para o Heero avisando que não estou em condições de ir treinar hoje.

_Hã?

Ela tirou o celular da bolsinha e começou a escrever a mensagem. Ao mesmo tempo, foi explicando:

_Nós combinamos de ir à academia para treinarmos, ele para a Batalha dos Distintivos e eu, para o balé. Assim um motiva o outro.

_Bom plano. –e voltou a comer enquanto via Relena digitar e depois bocejar. Ele deixou um segundo passar e depois indagou mais. –E nenhuma notícia sobre a vaga no balé belga?

_Nada. Eles vão ficar até a apresentação, com certeza o lorde quer ver nosso desempenho na estreia para fazer a decisão final.

_Para mim, ele já decidiu. É esperado que ele chame você. Afinal, é a primeira bailarina.

_Eu sei… e ele deixa clara a predileção que tem por mim.

_E por que você não parece contente com a oportunidade?

_Porque prefiro focar no presente.

_Se preocupa com Heero…

_Sim. Se eu for para a Bélgica agora, como ele vai ficar? –a verdade era que ela não gostava de ficar pensando sobre isso, mas já que Zechs entrara naquela questão, resolveu ser franca. De fato, o irmão era a melhor pessoa para desabafar sobre isso.

_Já conversaram sobre isso? –ele achou a indagação de Relena vaga e pueril, mas não a repreendeu por isso. Aquela inocência só fazia obvio que o maior medo dela era perder Heero.

_Ele até sabe por que o lorde está aqui… e como não é nada bobo, provavelmente cogitou que eu possa ser selecionada…

_Eu diria que certamente ele cogitou.

Relena sorriu, apertando o enviar e demorando-se um pouco olhando a foto que ainda estava ali na conversa, Heero timidamente exposto só para ela. Suspirou fundo, por um instante esquecendo que havia assuntos sérios para resolver quanto a seu namoro.

_Enfim, não vim aqui para fazer você ficar dividida entre suas duas paixões… –Zechs avisou, brincando bondosamente com ela que lhe ergueu olhos sorridentes. –Agora, vamos falar de negócios!

Ela se empertigou na cadeira, feito o tema pedisse uma postura mais arrojada. Riram então. Enquanto conversavam, ia degustando a salada Niçoise acompanhando o socca, que era um tipo de crepe sem recheio, feito de grão de bico.

_Minha agente me ligou sábado, querendo minha ajuda. Pediu para eu conversar com você sobre uma campanha para a Argos.

_Aquela marca nova de roupas esportivas?

_Exatamente.

_Mas, Zechs… eu não acho que levo jeito para isso.

_Bobagem, Lena. Por que não levaria? Afinal de contas, é a minha irmã… –ele não resistiu em fazer mais uma provocaçãozinha. Ela o crivou recriminatória com a vista:

_Zechs!

Ele riu um pouco, prosseguindo:

_Bem, a Argos te considera a melhor opção.

_E como chegaram a essa conclusão? Eu nem fiz um teste… não sei.

_Eles querem uma bailarina que consiga reunir os ideais do balé clássico e da geração millenial. Uma garota que fosse referência em sua modalidade, mas ao mesmo tempo não extremamente famosa ou ocupada demais. Além disso, você é a quinta melhor bailarina do país e isto te dá bastante exposição nas mídias específicas, consumida pelo público alvo da campanha.

_Meu Deus, Zechs! Você é muito bom nisso!

_Eu sei.

_Foi falando assim que convenceu Noin em vir te ver? –Relena não aguentava mais a presunção dele e o alfinetou, marota.

_Claro que não. –ele franziu a testa, mas a voz foi risonha durante a defesa.

_Ah…

E riram. Sempre se divertiam muito juntos.

_Mas Zechs, eu não tenho experiência nenhuma como modelo.

_Não vai precisar, Lena… e eles nem querem que você encare isso como um trabalho de modelo. O que você precisa é ficar bem na foto e ser agradável, coisas que você já faz.

_E quanto do meu tempo terei de dedicar para essa campanha?

_Você precisa estar disponível para fazer três sessões de foto, uma já este mês, filmar alguns vídeos para o Instagram e estar presente em duas ações publicitárias da marca.

_Você já estudou os termos?!

_Sim, Anneliese me passou para eu ter argumentos para te convencer.

_Oras, e o que mais?

_A Argos vai patrocinar você e o conservatório durante todo o contrato, que é de um ano.

_Isso parece ótimo. –e quanto mais ouvia sobre a proposta, mais se encantava pela possibilidade. Levando pelo lado de que buscava mais descontração e experiências para sua vida, sabia que não podia deixar aquela oportunidade passar.

_Com certeza.

_Pois bem, agora me diz, onde está a pegadinha? Por que tudo está me parecendo bom até demais.

_Elementar, minha cara… foi justamente por isso que eu vim falar com você antes de entrarem em contato com o conservatório para as negociações.

_Me diz, o que é?

_Seu colega de trabalho será o Soler.

Relena parou de corta um pedaço do socca e encarou Zechs com perturbação:

_Hã? Lohan? Mas ele está na Europa… virá para cá apenas para isso?

_Pois é. Talvez ofereceram vantagens específicas para ele. E o talento e o carisma dele com certeza serão armas poderosas nas mãos da publicidade.

Relena assentiu, a imagem do bailarino clara em sua mente, o sorriso de capa de revista sempre foi o ponto forte dele, tão amplo e magnético que nem ela resistiu.

_Todos na Argos querem muito você, mas como Anneliese sabe do que houve, ao ser contatada para cuidar da sua contratação, ela achou melhor lidar com a questão com cuidado. Olha, Lena, fica ao seu critério decidir, não quero que se sinta pressionada a nada. –Zechs ia explicando calmamente.

_Eu sei… –murmurou, sua empolgação de segundos atrás tendo reduzido na metade ao saber que teria de lidar com Lohan. Não é que tivesse algo contra o rapaz, mas também não era fácil olhar para ele depois de tudo que houvera entre os dois.

_Só que este convite é muito especial, uma prova de reconhecimento de todo seu esforço. Não deixe o Lohan estragar esta oportunidade que você mereceu receber.

_Uau, Zechs, agora sei por que fez ciências politicas. Já pensou em se candidatar?

_Lena, não é bem assim.

Riram, ela ficou contente por poder descontrair um pouco.

_Eu consegui adiar o prazo para sua resposta até amanhã. Pense com carinho. Vou te mandar as fotos dos produtos para você analisar.

_Eles estão fabricando até mesmo sapatilhas? –e decidindo deixar para se preocupar com Lohan mais tarde, voltou a focar na marca que poderia vir a representar.

_Estão sim. Compraram aquela fábrica em Laslin.

_Eu lembro… as sapatilhas deles eram muito boas, mas sumiram do mercado.

_Agora, vou te dar um conselho: não é certo ligar sua imagem a algo com que você não se identifica. Precisa gostar do que ver, está bem?

_Sim, tem razão.

_Saiba que estou muito orgulhoso por você ter recebido essa oferta.

Ela sorriu, mas havia tanto que absorver que ainda não descobrira como reagir.

Era de fato bastante empolgante e não parecia mesmo um trabalho difícil. O benefício para o conservatório era algo a se considerar, muito atraente, não só pelo dinheiro, mas a publicidade que receberiam faria muito bem.

Pensar em como Zechs levava seus sentimentos em consideração a comovia. Estava tão grata por ser cercada apenas por pessoas que queriam seu bem. Podia se considerar mimada por sempre ser tratada com tanto carinho. Ainda assim, nunca foi estragada por isso. Era de um tipo raro, que não ficava ingrata e talvez por isso mesmo fosse tão estimada e respeitada.

Encerraram a refeição falando de banalidades e retornaram ao conservatório sem discutir mais sobre o endosso da Argos. Separaram-se na porta do estúdio, Relena indo se trocar enquanto ele caminhou até a grande janela que o permitia enxergar o que ocorria no interior da sala.

Correndo a vista pelos vários rostos, deu-se conta de que os membros do grupo avançado haviam sido substituídos em cem por cento desde sua última visita. Só reconhecia os bailarinos principais e o casal de solistas. Aos poucos, em meio à aglomeração, foi localizando-os. Oz e Miksa estavam junto a alguns rapazes, que assistiam algo no celular. Maira estava se alongando com um grupo sorridente de meninas, com Akane ali por perto. Tint e Daniil discutiam algo de maneira compenetrada, cada um com uma perna na barra, numa posição que a eles parecia bastante natural.

_Boa-tarde. –Zechs foi acertado por um cumprimento que guardava um tom de investigação. A voz que se dirigiu a ele era possante e dramática e combinava bem com o dono. Zechs se virou e achou a seu lado um homem muito alto, de postura elegante e olhos espertos, acompanhado de uma bela mulher de cabelo castanho e feições felinas, que pelo físico só podia ser uma bailarina. Deviam ser os olheiros da Bélgica.

Adiantando-se, Zechs estendeu a mão, abrindo um sorrindo caloroso:

_Boa-tarde. Prazer, sou Zechs Darlian.

_Lorde Treize Khushrenada. –nomeou-se, sem medo de parecer arrogante. Talvez por que o fosse.

_Sou Cordelia Une, muito prazer. –foi a vez da moça cumprimentar Zechs. Ela já dava uma impressão bem mais acessível. –Você é o irmão da senhorita Relena, certo?

_Isso mesmo, vim assistir um ensaio.

_Então se junte a nós. –Treize demonstrou cortesia, porém seu modo exuberante de agir maculava um pouco sua intenção, dando ares de que ele concedia a Zechs um favor imerecido.

Logo que o viram entrar, Daniil e Tint foram cumprimentar Zechs, sua interação espontânea sendo analisada com interesse pelo lorde. Akane acenou de longe enquanto as outras bailarinas contiveram com dificuldade o alvoroço de ter um novo espectador, ainda mais um tão bonito.

Relena retornou já acompanhada por Nedved, que falava com ela de forma severa, sua habitual. O professor ofereceu uma saudação austera a Zechs, apenas para demonstrar que permitia a presença dele ali, e já saiu vociferando ordens aos bailarinos que se aquecessem.

Ned queria passar a coreografia toda pelo menos duas vezes aquela tarde. Era o que planejava fazer a semana toda, durante os ensaios. E ele queria resultados, sim, queria-os agora. A cada cena, ele anotava o que criticar e depois esbravejava a forma certa de executar tudo.

Exigia que os saltos de Relena fossem mais altos. Em Daniil, detestou o port de bras. As chamas do pássaro estavam atrasadas umas em relação às outras. Miksa era o Koschei mais risível que já tivera o desprazer de assistir. As princesas enfeitiçadas tinham personalidades distintas demais, quando na verdade precisavam estar em uma sincronia perfeita, o que só seria possível se todas dançassem no mesmo nível de Tint. Em outras palavras, Ned estava fazendo da vida dos bailarinos um verdadeiro inferno. Nada novo, de fato.

Zechs se divertia com a impiedade do instrutor, mas na verdade achava que tudo parecia perfeito. Tivera o privilégio de conferir uma apresentação completa, embora fragmentada e sem o glamour dos figurinos, e talvez justamente por isso mesmo mais sincera e importante. Ali ele realmente enxergava os bailarinos e a beleza da dança deles vinha à tona pura, sem o filtro dos jogos de luz de um palco, definida pelas linhas simples, precisas e graciosas de cada corpo desnudado de tudo o que de repente servia só para esmaecer a verdadeira arte.

A seu lado, Treize e Une conversavam em neerlandês. O lorde direcionava ao ensaio um fito analítico de caçador enquanto Une transmitia suavidade em tudo, até mesmo na voz que comentava algo de que gostava na performance.

Relena repetiu para Nedved vários saltos, isolados do contexto da peça, e depois mostrou suas piruetas. Cada uma parecia mais perfeita que outra, era como se ela se superasse a cada repetição. Mas como o trabalho de Ned era nunca estar contente, tudo o que ele fazia em recompensa para a desenvoltura dela era pressioná-la para obter um resultado melhor.

_Relena é uma bailarina divina. –em um murmúrio admirado, Treize dirigiu a Zechs o comentário. –Não é comum encontrar tal combinação preciosa de talento e espírito.

_Eu só posso concordar. Amo o modo como ela se move… é como se fosse a materialização da música.

_Definiu bem. Sabe de meu objetivo aqui, suponho.

_Eu sei sim.

_Estou aqui pelo melhor.

_Não me surpreende… afinal, quem não quer o melhor?

_Essa é uma pergunta deveras apropriada… se eu tivesse de respondê-la, diria que é quem não entende o que é "o melhor".

_Alguém orgulhoso?

_Não, alguém… ingênuo. Alguém apaixonado.

_O que está querendo dizer com isso?

_Você sabe… "o melhor" não é questão de opinião, mas um padrão a ser seguido, avaliado, conferido, e nada fácil de alcançar. "O melhor" é um estado elevado que exige sacrifícios e determinação para existir. –Treize pausou então, com suavidade, criando um instante para que suas palavras surtissem efeito. –Como seria triste ver alguém totalmente capaz desperdiçando esta chance em troca de um mero… sentimento passageiro…

Zechs franziu pesado o cenho. Seria mesmo aquilo que ele estava entendendo?

_Você não tem direito de falar assim de minha irmã.

_Eu tenho. Eu tenho sim. –pacientemente, como que repreendendo a uma criança, Treize rebateu. Mirou fixo dentro do olho azul-transparente de Zechs, impositor, apesar da postura sossegada. –Ela quer ser a melhor… quem não quer ser o melhor, não é mesmo? E sou eu quem define isso.

Irritado e indisposto a começar uma discussão ali, Zechs levantou do banco e andou ao longo da parede, assistindo Relena ao mesmo tempo em que caminhava para longe daquela companhia excêntrica.

A primeira bailarina executava os passos que registravam o momento em que o Pássaro de Fogo é visto pela primeira vez na história. A criatura fantástica se esquivava do príncipe, arisca e garbosa, os braços se agitando quais asas, as mãos oscilando quais plumas. As pernas pareciam sempre mais longilíneas a cada passada, ágeis e incrivelmente fortes, executando movimentos delicados e precisos.

Não importava quantas vezes já a tivessem visto dançando, todos paravam para observar e ninguém ousava piscar. Havia só ela e o som do piano dominando o espaço.

Zechs suspirou, exasperado, seus olhos seguindo cada gesto da irmã. Será que o lorde poderia ter alguma razão? Será que o melhor para ela era juntar-se ao Balé Real? Ela estava no auge da carreira, da beleza, do vigor, e para chegar ao sucesso precisaria de um espaço maior se quisesse se aperfeiçoar, o conservatório sendo pequeno demais para acomodar todo seu potencial. Entretanto, será que ela ainda seria a mesma se privada daquele que ocupava seus pensamentos e significava-lhe seu novo prazer de viver?

Porque ela não ia saber escolher. Era até cruel esperar que ela soubesse.

Como é que se aprende a trocar um amor pelo outro?

De uma coisa Zechs estava certo: quando ela tivesse de tomar uma decisão, esta seria a mais difícil de todas. E agora nem ele sabia mais se seria capaz de apoiá-la incondicionalmente.

Daniil pediu licença a Nedved e, aproximando-se de Relena, mostrou seu salto, ajudando-a a entender como obter mais altura e controlar quão longe queria ir. Falaram sobre respiração e impulso, esboçando os movimentos, discutindo os resultados prováveis e os esperados. Então, ela decidiu tentar.

Tomou fôlego e saltou, executando um amplo grand jeté e emendando a aterrisagem em arabesque, só por diversão. Depois, saiu descrevendo delicadas piruetas em chaîné, exibindo invejável desenvoltura. Quando parou, estava sorrindo, nunca antes parecendo tão feliz, brilhante de suor e com a respiração acelerada.

Zechs, assim como todos, acompanhava tudo com reverência. A última exibição foi particularmente admirável, fazendo-o lembrar-se do que realmente importava: que Relena fosse feliz. Esta era a única condição para ele apoiá-la em qualquer que fosse a decisão que tomasse e o aliviava chegar a essa conclusão. Sorriu para ela quando seus olhares se esbarraram, lançando-lhe um aceno que significava um elogio e uma congratulação.

O ensaio foi encerrado para a realização de uma sessão de exercícios na barra. Sempre haveria o dia seguinte para tentar agradar Nedved, por mais impossível que essa façanha fosse, e ninguém discutiria que treinar o básico nunca era demais.

Com o fim da aula, o centro das atenções passou para Zechs, principalmente no que dizia respeito às garotas, que queriam se apresentadas ou trocar algumas palavras com o irmão da primeira bailarina.

Entretanto, antes de suas colegas terem tempo de abordar Zechs, Tint apareceu, se metendo entre Relena e Zechs:

_Gente, eu preciso correr… –Tint pinçou o queixo dele por um segundo, sedutora, exigindo dele total atenção. –Mas não se preocupa... Eu vou na depiladora ficar bem bonita para você e em casa a gente conversa. –e sem dar tempo para reações, ela saiu apressada para o vestiário.

Não dava para saber quem ela deixou mais vermelho, Relena ou Zechs.

_Ainda bem que Daniil não estava aqui. –Zechs murmurou, tentando soar divertido, mas com pouco sucesso. –Desculpa, Lena, mas acho que estou mudando de ideia… Vou ficar em um hotel.

Relena suspirou, cansada e sacudiu a cabeça, mas os dois se espaireceram então com Fanny, que chegou puxando assunto, pondo em Zechs a culpa por Ned ter sido tão ruim com elas.

De todas as moças, apenas Akane e Lya não foram logo para perto de Relena e Zechs.

Ane não tinha conseguido a oportunidade certa no almoço para falar com Lya, e aproveitando a distração que Zechs causara, parou com ela para desatar as sapatilhas, ali mesmo no chão do estúdio.

_Foi tudo bem hoje de manhã?

_Foi muito difícil. Eu ainda não estou em paz, Ane.

Akane assentiu, uma leve tensão perturbando suas sobrancelhas ao passo que se compadecia de Lya.

_Você vai aprender a lidar, eu sei que vai. Partir o coração é um pouco como quebrar um osso, demora um pouco para se recuperar. Confie no processo.

Lya suspirou. Meditando na analogia, sentia-se ainda na fase da imobilização com gesso. Não tinha nem começado a curar...

Mashkina apareceu na porta então e chamou Akane. Ainda com seu sorriso caloroso no rosto, ela apertou o braço de Lya:

_Eu estou do seu lado. –e, erguendo-se, saiu com a professora.

Também se levantando então, Lya pendurou as sapatilhas no pescoço e foi falar com os irmãos Darlian. De soslaio, achou Miksa em seu campo de visão, parado junto a uma das barras com Oz e Yago.

Talvez sua situação tivesse mais semelhança com uma queimadura do que com uma fratura.

Miksa secou o rosto na toalha e bebeu um gole de água por puro hábito. Oz reclamava baixo do tratamento de Ned, repetindo à toa o que todos pensavam, mas não era por isso que Miksa não prestava atenção. Os olhos dele estavam seguindo Lya, um aperto estranho no peito. Ele olhava em redor, ninguém parecia diferente com ele, ninguém estava se comportando diferente, mas ele sentia como se algo estivesse errado.

Era difícil aceitar que o desconforto estava nele.

Ou talvez fosse ele quem estivesse dando importância demais a decisão de Mashkina. A professora devia ter suas razões, não necessariamente a ver com algum problema de desempenho dele ou de compatibilidade com o par. Era só uma aula, afinal... Ele e Lya nem teriam oportunidade de dançar juntos no espetáculo. Mesmo ela sendo a suplente de Relena, seus personagens interagiam muito pouco.

Vendo Lya separando-se das amigas, resolveu falar com ela, para certificar-se de que estava tudo bem:

_O Nedved é quem deveria ser o Koschei… –chegou brincando, soando inofensivo. –Aquele cara definitivamente é um desalmado.

Nadia, que estava com ela, estalou a língua com descaso, guardando para si com muito custo as poucas e boas que queria dizer ao rapaz. Já Lya exibiu para ele olhos opacos e uma face inexpressiva. Mexeu a cabeça e os lábios se contorceram no que ele interpretou como um sorriso.

_Quer ir dar uma volta? Estamos precisando espairecer depois de um ensaio tão puxado...

_Miksa… –procurando ao redor, Lya viu que Nadia tinha se adiantado. –Não posso. Eu tenho outras coisas que ainda preciso fazer hoje.

_Ah, não tem problema. –ele se assustou com a resposta dela. Onde estava a Lya que ao conversar com ele fazia inveja para todas as estrelas? Desde manhã tudo o que ela tinha para ele era aquele olhar sentido de desgosto e objeção.

Aquilo definitivamente não era só coisa da cabeça dele.

_Mas você sempre pode convidar outra pessoa, não é? –ela voltou a andar, fazendo o comentário com mais amargura do que pretendia. Pelo menos, teve o gosto de ver a expressão perplexa dele. Nem ela pôde escapar do prazer que a vingança traz.

_Aconteceu alguma coisa, Lya?

_Está tudo bem. –ela sacudiu a cabeça, frustrada. A pergunta era irritante, um verdadeiro disparate aos seus ouvidos, mas como ele podia saber? Era claro que ele não achava seu comportamento reprovável. E esse era mais um motivo para ela ficar bem longe dele. –Até amanhã.

Miksa passara por diversas rejeições, mesmo como bailarino. Entretanto, nunca antes ouvira uma recusa tão difícil de aceitar.


Questmonster: é um título inventado, não um jogo real.


Boa-noite!

Aos poucos, a parte da recapitulação de cada capítulo foi aumentando e aumentando... anda até difícil resumir. :D Estou contente!

Demorei, mas cheguei. O que mais me tomou tempo foi resolver como terminar o capítulo. Originalmente, não ia ser com essa cena da Lya, mas achei melhor terminar com ela do que ter de colocá-la no próximo capítulo. Ficou mais ajustado assim.

Queria ter postado antes... mas ainda estou mantendo a média de um capítulo por mês, dá para acreditar! PdF logo faz 2 anos. Estou comovida! Como dezembro tenho um pouquinho mais de sossego, é certeza que volto.

Nesse capítulo teve de tudo, ação, dança, treta e muita diversão mas... 0 romance huashuahus Será que a Lena e o Heero ainda estão namorando mesmo? :P

Prometo que volto para isso em breve. O compromisso de PdF com a realidade é relativo, mas ainda está aí e ninguém nunca disse que namoro é só abraço e beijinho... :P

A parte que mais me deixa insegura nesse capítulo é a conversa do Zechs com o Treize.

Espero que estejam gostando!

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Agradeço com carinho a todos que acompanham e que me ajudam tanto!

Meu prazer é dividir essa história com vocês!

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Até mais!

Beijos e abraços.

02.12.2017