Saudações Nobres Leitores,

Quase fico sem publicar esse fim de semana, porque eu estou doente a 13 DIAS! Nada grave, foi um gripe com um garganta inflamada, mas eu ainda não estou 100% e isso é um inferno.

Eu estava tão mal no começo que eu tinha perdido meu apetite, mas chega de choradeira, vamos ao capitulo...


Eu estava em frente a uma porta de madeira simples com uma placa com dizeres, "Bata antes de entrar", respeitando a dona do quarto eu bati na porta.

- BLEUE SOU EU O ROUGE!

Ontem, assim que eu recebi meu Scroll Bleue tomou ele de mim, dizendo que o presente de despedida dela seria uma última atualização para mim, parece que ela vai fazer faculdade em Atlas.

- Pode entrar! - Gritou uma voz feminina abafada.

Assim que eu abri o quarto eu senti o cheiro de purificador de ar, daqueles de lavanda que você usa para disfarçar cheiro ruim. O quarto dela era uma zona, aparelhos eletrônicos desmontados estavam espalhados pelo chão, pilhas de roupas sujas estavam nos cantos do quarto e em partes da cama dela, todas as paredes tinham monitores com cálculos que eu não conseguia entender ou o noticiário de alguma das partes do Reino.

- Senta ali. - Disse minha irmã de 25 anos de cabelo loiro avermelhado.

Eu sentei no único ponto possível, um pedaço da cama dela que não tinha papéis ou roupa suja.

- Esse aqui é o seu Scroll novo, eu transferi todas as informações do antigo e aumentei ainda mais a capacidade do sinal, agora ele funciona como um repetidor de sinal da CCTS também, só não usa essa função por muito tempo, drena demais a bateria.

- Valeu mesmo Bleue, você é incrível.

Ela sorriu para mim de forma arrogante com o peito estufado.

- E não se esqueça disso.

Assim que liguei meu Scroll notei que tinham 79 mensagens.

- Uau, isso… são muitas mensagens.

- Nem me fala, 12 são do Tukson, mas depois que ele veio falar com você pessoalmente ele entendeu a sua limitação nova, a maioria das outras são daquela sua namoradinha Yang.

Eu nem me deixo abalar pelo comentário de "namoradinha", na época Yang era nova demais para pensar nisso, sei que sou apenas um amigo para ela.

- Coitada, eu não pude nem avisar ela quando tomaram meu scroll- ESPERA! Você leu as minhas mensagens?

Bleue deu de ombros e me respondeu.

- É o dever de uma irmã mais velha cuidar e xeretar na vida do irmão mais novo.

- Você é desprezível.

- E eu te amo irmãozinho querido, a propósito eu linkei seu scroll a sua conta bancária.

- Eu tenho uma conta bancária?

Bleue olhou para mim com pena para mim, como se eu tivesse perguntado a coisa mais idiota do mundo?

- Quando você começou a escrever os seus livros Alonso abriu uma conta no seu nome, tudo o que você ganhou com a venda de seus 3 livros-.

- 8 livros, eu publiquei 8 livros.

Bleue parou e olhou na minha direção com um sorriso de orgulho no rosto.

- Nada mal Rosinho, você poderia desistir de ser um caçador e dedicar 100% a carreira de escritor.

- Nop. - Por que até as minhas irmãs ficam tentando me convencer a não ser um Caçador?

Ela dá de ombros mais uma vez e continua a falar.

- Resumindo e concluindo, todo seu dinheiro que você recebeu dos seus livros tá aí.

- Ok, vamos ver quanto… UAU!

- Sim.

- UAU!

- Você já disse isso Rouge.

- UAAAAAAAUUUUU!

Cada livro foi vendido a 50 Liens, 20 Liens custeavam a impressão, transporte e mão de obra necessária, 10 eram do Tukson e os 20 que sobravam eram meus…

Eu tinha 1,13 bilhões de Liens na minha conta bancária, quer dizer que foram vendidas mais de 55 milhões de cópias do meu livro. Isso é loucura, a população de Remnant é algo em torno de 800 milhões, ou seja, mais de 5% da população mundial leu o meu livro.

Em Vale 1 garrafa de água custa 5 Liens, com o dinheiro que a minha mãe me deu eu conseguiria comprar 140 mil garrafas de água, com o dinheiro na minha conta eu poderia comprar 226 milhões de garrafas de água.

Eu sei que medir meu dinheiro em garrafas de água é uma merda, mas eu fui criado assistindo Fantástico aos domingos, se eu soubesse o valor de uma bala juquinha ou um gol mil em Lien eu faria a cotação desses também.

- TENHOQUETIR!

Eu corri em direção ao meu quarto e me tranquei lá, eu finalmente tenho os recursos e eu finalmente fui libertado das minhas correntes, eu posso finalmente me preparar para-.

Antes que eu conseguisse formular meus próximos passos eu vi a mensagem da Yang no meu Scroll, eu não consegui pensar em mais nada e resolvi ler as mensagens dela quando me sentei na minha escrivaninha.

[Cachinhos Dourados: Oi Rouge tudo bem? Eu to tentando ligar para você mas você não atende, aconteceu alguma coisa? Quando puder me liga.]

[Cachinhos Dourados: Sou eu de novo a Yang? Você ainda não me retornou, então eu estou ficando um pouco preocupada .]

[Cachinhos Dourados: E aí Rouge, meu camarada, meu parça, meu irmão, como é que tá essa força?]

[Cachinhos Dourados: Por favor esquece a última mensagem que eu te mandei por favor.]

[Summer Rose: Ola Rouge, você não tem respondido a Yang ultimamente e ela está bem deprimida, se você tiver um tempo livre liga para ela.]

[Número desconhecido: Oi Rouge, aqui é a Ruby, eu acabei de ganhar um Scroll e você é meu primeiro contato.]

[Número desconhecido: O moleque minha filha está toda deprimida por você estar ignorando ela espero que você tenha uma boa desculpa, se não eu vou quebrar as suas pernas.]

[Cachinhos Dourados: Oi Rouge, a Summer me explicou que a sua mãe não gosta muito da gente, e que talvez ela tenha te colocado de castigo por ficar falando comigo… me desculpa.]

[Summer Rose: Oi de novo Rouge, só passando para te pedir para ignorar a ameaça besta do Tai, ele vai ficar dormindo no sofá sozinho por 1 semana para aprender a não falar besteira.]

[Cachinhos Dourados: Eu sei que você não está lendo essas mensagens mas eu me sinto bem escrevendo e mandando elas para você… nossa eu sou uma nerd mesmo, desculpa se eu estou te incomodando.]

[Cachinhos Dourados: Meu pai me deu a dica de eu meditar no quintal de casa, ele disse que as forças da natureza poderiam me ajudar… eu não sabia que eu era a filha de um Hippie.]

A partir daí, Yang me escreveu quase todo o dia.

[Cachinhos Dourados: Enquanto eu estava meditando um pássaro pousou em mim, acho que era um corvo…]

Eram coisas simples do cotidiano, mas que me aquecia o coração que ela se dava o trabalho de escrever para mim.

[Cachinhos Dourados: Hoje Ruby começou o treino de combate, ela chorou menos do que eu esperava.]

A cada mensagem o sorriso no meu rosto se abria mais.

[Cachinhos Dourados: Hoje eu fiz 20 flexões, aposto que faço 100 até o final do ano.]

Até que eu cheguei na última mensagem que Yang tinha me mandado. Ela me escreveu por quase 2 meses inteiros e essa era a última mensagem, meu estômago começou a embrulhar e com um pouco de receio eu cliquei nela.

[Cachinhos Dourados: Hoje eu despertei minha Aura e eu queria te agradecer por ter me colocado nesse caminho, acho que se eu não tivesse te encontrado eu só ficaria reclamando da Summer e do meu Pai… eu só queria… você…. obrigada Rouge, muito obrigada. Por mais que eu nunca mais vá falar com você… eu sou grata por ter te conhecido… a sua mãe não quer que você seja meu amigo ou que você se quer fale com a minha família, então eu não vou mais te atrapalhar… obrigada por tudo Rouge, obrigada por ter sido meu amigo e adeus.]

Uma dor tomou conta do meu peito e na mesma hora eu tentei ligar para Yang.

[Número Bloqueado]

DROGA FILHA DA PUTA! Eu posso tentar o número da Summer.

[Número Bloqueado]

Tai.

[Número Bloqueado]

Ruby?

[Número Bloqueado]

Desespero se instaurou na minha mente, a última mensagem tinha mais de 3 anos, a família Rose-Xiao Long tinha cortado relações comigo?

Desespero e solidão tomam conta do meu ser, sinto uma dor angustiante no meu peito e começo a chorar baixo em minha escrivaninha.

- Não é justo! - Eu falei para as paredes.

Eu estava tão focado em meu treino que eu me esqueci completamente daqueles que me eram caros.

No meio da minha amargura eu noto o quão sozinho eu estava, apesar das minhas irmãs me amarem muito, apesar de Tomoe e Alonso quererem o melhor para mim, nenhum deles me entende, ninguém nunca vai me entender de verdade.

Se eu me abrir e contar que sou uma alma reencarnada em um mundo semelhante a de um seriado de internet eu seria internado na hora.

- O que eu vou fazer? - Eu resmungo olhando para o teto.

Eu volto meu olhar para a tela do meu computador e vejo uma nova mensagem.

[Número desconhecido:

Saudações e felicitações meu caro primogênito,

Venho por meio desta mensagem lhe comunicar que já transferi a quantia de Ⱡ 700.000,00 para a sua conta e seu Bullhead está em pronto para ser pego no endereço anexado a esta mensagem.

Lembrando também que em 4 dias vai acontecer o evento de gala, logo eu mandei Mint para te trazer a cidade de Vale para comprar um terno para você e lhe dar a oportunidade de fazer o seu "turismo não supervisionado".

Atenciosamente Eleanor Arc, Lorde Conselheira de Vale.]

Nossa, ela precisava ser tão formal com seu filho de 13 anos? Antes de mais nada eu preciso salvar o número dela, a minha dúvida agora era se eu salvo como Mãe ou Eleanor Arc?

Vou salvar como Saber Alter… ela é muito parecida com a Arthoria de terno, mas a disposição dela e cor dos olhos faz com que ela pareça mais a versão Alter.

E quem é Mint mesmo? Eu já ouvi esse nome, mas eu não consigo me lembrar.

- Mint é aquela gatinha de cabelo verde?

- Obrigada pelo gatinha.

- AAAAAh!

Eu caí no chão com meu coração batendo a mil no meu peito e em cima de mim está Mint, a mulher de cabelo verde comprido e olhos amarelos trajando um uniforme militar verde floresta escuro… é impressão minha ou ela é idêntica a C.C. do Code Geass? Esse mundo tem muitas mulheres de anime.

- Deixa eu finalmente me apresentar. - Ela endireita a postura dela esticando a mão esquerda e levantou a mão direita com os dedos estendidos até a testa prestando continência para mim. - Eu sou Mint Silvia, Caçadora formada pela Academia Beacon, secretaria executiva para a Lorde Conselheira Eleanor Arc.

Apesar da apresentação ter sido formal o tom dela era caloroso e amigável, acho que não custa nada ser educado com ela, afinal meu desgosto é direcionado a minha mão, não as pessoas que a cercam. Eu me levanto endireitando a minha coluna e estendo meus dois braços na lateral do meu corpo, não presto continência porque não sei se me é permitido, afinal sou um civil.

- Eu sou Rouge Arc, primogênito e herdeiro da família Arc, é um prazer conhecê-la a senhorita Silvia.

Ela olhou para mim relaxando a postura e se aproximou do meu rosto, dava pra sentir o cheiro do perfume dela, era … mentolado? É só por causa do nome?

- Você é diferente do que eu esperava…

- Diferente como?

Ela passou a mão no meu cabelo e sorriu antes de continuar.

- Sempre que sua mãe recebia um dos relatórios do Alonso o humor dela amargava. Ela ficava resmungando como você era um idiota inconcequente, sem visão e egoista.

Além de me deixar todo amarrado, ela acha ruim quando eu lido com as minhas limitações? Vai se fuder imitação de Arthoria.

- Por isso que apareci aqui te dando um susto, eu queria testar o seu humor. em seguida eu me apresento e você não me destrata nem nada… você com certeza não é tão ruim quanto a sua mãe faz parecer.

- Obrigado… eu acho.

- Então vai se aprontar que eu? Eu vou te levar para Vale com meu Semblante assim que você estiver pronto.

- Aé! Seu semblante é algo relacionado a movimento, como ele funciona?

Ela balança a cabeça de forma negativa para mim.

- Lamento Rouge mas isso é um segredo de estado, agora vai se trocar logo para podermos ir.

INVENTORY SLOT 3 Calça, tênis, camisa.

Assim que termino meus comandos mentais minhas roupas são trocadas pelas que estavam no meu inventário e as que eu estava usando foram armazenadas. Agora eu estava usando uma camisa branca, por cima um moletom cinza, calça jeans azul e um tênis vermelho.

Mint pisca os olhos impressionada por 1 segundo mas depois ela se acalma, acho que ela ter ouvido algo sobre o meu Semblante.

- Ha! Eu conheço muitas Caçadoras que matariam para ter o poder de se trocar tão rápido.

- Obrigado pelo elogio.

Ela me encara levantando uma sobrancelha e gargalha.

- Você é formal demais para um garoto de 13 anos, mas chega de conversa, vamos indo.

Mint me segurou pelo ombro e meu corpo começamos a mergulhar nas sombras da minha mesa, era como se eu estivesse afundando em um liquido viscoso, frio e negro.

Assim que minha cabeça afundou na escuridão minha vista ficou completamente preta. Eu ouvia nada e via nada, eu só sentia frio e uma sensação no meu braço, como se alguém estivesse me puxando.

A sessão era desesperadora, eu não conseguia respirar e era movido nessa escuridão viscosa e gelada como se eu fosse uma boneca de pano até que.

- Uargh! - De repente a luz volta.

Eu estou em um campo aberto à sombra de um grande carvalho.

- Tudo bem ai garoto? - Perguntou Mint. - É bem difícil na primeira vez, o fato de você não ter vomitado é digno de parabéns.

A Caçadora de cabelo verde estava sorrindo na minha direção, assim que eu recuperei meu fôlego eu olhei para ela.

- O seu poder não é teletransporte.

Em resposta ela arregalou seus olhos amarelos e ficou boquiaberta, então eu estou certo?

- Você mergulha nas sombras e se movimenta com incrível velocidade lá dentro e sai em um ponto onde tenha sombra.

Ela balançou a cabeça concordando comigo e me deu um sorriso.

- Você descobriu isso tudo no primeiro salto? Muito bem jovem.

Eu só consegui deduzir porque seu poder lembra muito a magia de d&d "Shadow Walk", você só se move pelas sombras já que não tem exatamente um Plano das Sombras para visitar… ou será que tem?

- De qualquer jeito eu acho bom você segurar bem o fôlego, faltam ainda mais 4 saltos.

- Eu poderia pelo menos escolher o destino dentro da cidade?

Ela dá de ombros para mim sem muito interesse e responde.

- Desde que você compre suas roupinhas e compareça no evento de gala, eu não me importo com o que você faça na cidade.

Disse Mint me segurando pelo ombro mais uma vez nos mergulhando na escuridão fria e viscosa… por que tinha que ser viscosa, sombras não deveriam ser viscosas.

Eu odeio minha vida.

Ponto de Vista: Tukson Ebony

Era pra ser um dia normal, uma terça feira onde eu iria revisar os pedidos dos livros para Menagerie enquanto eu tomava meu chá de jasmim…

Então por que a porra do herdeiro Arc brotou da sombra da mesa me fazendo derrubar o chá na minha camisa e quebrando a minha chicara favorita?

- E aí TuKson… tudo em cima?

Eu fecho os olhos e respiro 3 vezes para me acalmar antes de dirigir a palavra a essa calamidade loira conhecida como Rouge Arc.

- O que você quer Arc?

- A para, isso é jeito de tratar seu escritor favorito?

Eu odeio quando esse moleque tem razão, ele é de longe meu melhor escritor, mas é também é mais difícil de lidar. Ele faz sempre alterações nas histórias dele dizendo "Eu tenho um plano, confia em mim", a pior parte ele quase sempre tem razão e todos os livros dele são um sucesso.

Meu jeito de pensar pode parecer contraditório, mas uma criança não deveria saber tanto sobre mercado e o que os fãs querem.

Rouge Arc não é normal.

- O que você quer garoto?

- Eu vou ficar uns dias aqui na cidade fazendo umas compras, queria saber se você tem contatos e ou indicações de lojas?

A audácia desse moleque.

- Isso aqui tem cara de agência de turismo moleque, eu tenho mais o que fazer SAI DA MINHA SALA!

- Ai meu frágil coraçãozinho. - Disse Rouge colocando a mão no peito. - E eu achando que éramos amigos Tukson meu velho.

- Somos conhecidos forçados… no máximo colegas de trabalho.

Eu respiro fundo para me acalmar e olho o garoto nos olhos.

- Escuta Arc, você é um bom garoto e tem muito talento, mas você também é um pé no saco. - Ele olha pra baixo assim que eu termino a minha frase.

E esse é um dos motivos que eu acho um saco lidar com esse garoto, ele às vezes é muito sensível. Não que isso seja ruim, mas ele podia ser um pouco mais casca grossa, sabe? Tipo homem de verdade.

- Escuta garoto, eu até gosto de você… mas hoje eu tô preparando um carregamento de livros que vou doar para Menagerie, eu to sem tempo.

- Nem se for pra discutir isso?- Disse o garoto me mostrando um chip.

- O que tem aí?

- A continuação direta de Homem de Ferro e o meu primeiro livro dessa saga de heróis onde o protagonista é um faunus.

Eu estendo meu braço até o telefone da minha mesa e aperto o botão da linha direta com a minha secretária.

- Ofélia… cancele todas as minhas reuniões de hoje e se alguém me ligar mande-o a merda. - Eu me viro para Rouge Arc e fecho a minha cara. - Ok garoto você conseguiu o que queria, vamos falar primeiro do Homem de Ferro 2 e depois desse herói Faunus. Eu espero que você tenha feito um bom trabalho representando a minha raça!

- Você vai curtir, é a história de Faunus adolescente que tem problemas de dinheiro vivendo na cidade de Vale, o nome dele é Homem-Aranha.

Sério isso? Eu abro um grande sorriso maldoso no meu rosto.

-Há! Essa foi boa, um herói adolescente com problemas de dinheiro? Acho que temos o seu primeiro fracasso garoto, ninguém vai se importar com esse tal de "Homem-Aranha".

Ponto de Vista: Rouge Arc

Depois de uma reunião de TRÊS HORAS eu finalmente estava livre para andar pela cidade de Vale, falando sério o Tukson fica encrespando por causa de cada besteira, eu tive que trocar a corrida de fórmula 1 do começo do homem de ferro 1 por uma corrida de moto, já que elas eram mais comuns aqui em Remnant.

Mas chega de pensar naquele urso velho… ou será que ele é um puma? Nossa, eu não faço ideia do tipo de Faunus que o Tukson é, isso faz de mim um racista? Não importa, eu finalmente cheguei.

Na minha frente estava a oficina que Tukson me recomendou, Oficina do tigrão… o local era horrível.

Era uma garagem com portão aberto e peças empilhadas em vários locais pelo chão, as ferramentas pareciam estar limpas e no fundo tinha 3 mesas bem grandes com o que parecia ser um robô desmontado, pelo menos é mais organizado que o quarto da Bleue.

- Olá! Tem alguém aí?

- OPA!

Alguém usando óculos escuro se levanta de trás de uma das mesas, sujeito alto e gordo de cabelo curto com entradas mostrando que vai ficar careca em alguns anos, em seu rosto ostentava um bigode e barba mal cuidados e a pele dele era negra.

- Bom dia garoto. - Disse o sujeito.

Eu olho para o meu scroll e depois olho para ele antes de responder.

- São 15:30.

- Opa, então tá na hora do almoço. - Disse ele se virando para a porta que dava a casa anexa a garagem. - Chega aí, bora bater um rango.

Assim que ele se vira de costas eu noto uma cauda amarela alaranjada com listras pretas, ele é um faunus tigre?

Isso é muito estranho, do nada um garoto aparece na sua casa e a primeira coisa que faz é oferecer comida para ele?

Será que ele é um pedofilo? Eu tenho 13 anos, sou loirinho e magrinho… 70% de chance desse cara ser um "pedotiger".

Se eu não estivesse tão desesperado e ansioso para conseguir meu equipamento de treino eu nem ia entrar na casa de um desconhecido e também minha família da minha vida anterior me ensinou que é falta de educação recusar comida quando somos visitantes na casa de alguém.

Eu ainda sou afetado pela doutrinação da minha vida passada, mas eu ainda não me lembro do nome da minha mãe?

- O GAROTO! O preço pra ficar em pé é igual de sentado.

- Mas eu não estou pagando nada.

- Exatamente, entra aí e senta essa bunda, porque o Robson vai trazer o Rango.

Quando eu entro na casa eu noto que diferente da oficina ela está bem limpa e organizada, nada fora do lugar e assim que chego a mesa eu olho pra direita e eu vejo alguém trazendo uma bandeja, ele é um jovem caucasiano careca, mas a parte que mais me chama atenção é o rosto dele, a pele perto dos olhos é toda cheia de feridas e no lugar dos globos oculares ele tem implantes oculares, eles parecem duas lentes envoltas por um cano negro cravados na carne da cara dele.

- Eu sei que você é visita, mas é feio ficar encarando o loirinho.

A voz do dono da casa me tira do meu transe e eu olho para os dois antes de abaixar a minha cabeça.

- Me desculpa, eu não queria te deixar desconfortável.

- Tranquilo, o Robson não se importa com esse tipo de coisa.

E realmente Robson nem parecia reconhecer a minha presença olhando para a mesa enquanto ele colocava a bandeja em cima dela.

- Mas me fala aí o Loirinho, o que te traz a minha humilde residência, além dessa maravilhosa lasanha de berinjela que o Robson faz.

Caralho eu tinha me esquecido.

- Claro, Tukson me mandou, ele disse que essa era a oficina de um amigo dele.

- Há!

Ele riu em voz alta em um tom debochado.

- O velho Tuk me mandando mais um cliente, eu amo aquele cara.

O sorriso no rosto dele era sincero, e apesar de ser meio grosseiro ele parecia ser uma pessoa boa esse… qual o nome dele?

- A propósito, meu nome é Rouge, qual o seu?

- Putz mal ai garoto, eu sou Junior Tigrão! - Ele disse apontando para si próprio com muito orgulho do nome.

Hem? Junior Tigrão? Isso parece nome de funkeiro dos anos 90, esse cara não existe.

- Ok… eu gostaria de contratar os seus serviços, eu preciso de muitas armas e armaduras.

Na mesma hora ele fechou a cara e ficou mal humorado.

- Eu não faço armas.

A resposta dele foi seca e direta, sem me olhar nos olhos.

- Por que?

- Problemas… pessoais.

Ele respondeu suspirando profundamente.

- Prefiro não entrar em detalhes.

Assim que ele terminou de se explicar ele serviu um prato com lasanha e entregou ele me dando um sorriso.

- Relaxa garoto, como um pouco e se anima, não é mesmo Robson.

Saúde Divina: Ativada

-Saúde Divina Lvl 20:

Aura circula o seu corpo fornecendo resistência extra contra doenças, venenos e qualquer outra forma de patógeno que possa causar mal ao corpo do usuário.

Habilidade Ativa; Custo 10 AP

Não é que eu não confie nele, mas o seguro morreu de velho sabe…

Robson comia em silêncio sem reconhecer a existência minha ou do Junior.

- E me responde algo garoto, pra que você quer tantas armas e armaduras? O que você vai fazer com elas? Vai equipar uma milícia?- Disse Júnior com um tom de voz mais sério e gélido. - Você trabalha para alguém?

Seus trejeitos amigáveis foram trocados por uma mais analítica, como se ele estivesse estudando a minha linguagem corporal.

Eu acho melhor ser honesto com ele.

- É pra mim mesmo.

Ele levantou uma sobrancelha com um olhar cético.

- Entendo, e quantas armas e armaduras você queria comprar?

- Quantas eu conseguir com meu dinheiro.

O choque e restos de lasanha eram aparentes na cara do junior.

- Pra que porra de caralha de buceta se precisa de mais de 1 arma e armadura o loirinho?

- Meu semblante. - Eu respondi trocando minha camisa branca por uma vermelha e preta. - Eu posso guardar e trocar equipamentos.

Ele engoliu a comida enquanto me olhava, parecia não acreditar na minha declaração.

- Você tem Aura e um Semblante?

- Sim, tenho Aura desde os 7 anos e meu semblante eu descobri quando eu tinha 8.

- CARALHO VIADO! Tu é brabo em moleque, quem mexe com cê tá fudido parça.

Esse cara é… brasileiro? Ele foi amigável com um garoto que ele nem conhece e chamou ele para almoçar, parece algo que acontecia em cidades interioranas do Brasil segundo minha memória.

Eu respiro fundo e olho pra ele.

- Você realmente não pode fazer armas e armaduras para mim?

- Hum… eu meio que prometi para minha irmãzinha que eu não faria mais nenhuma arma, mas armaduras eu acho que posso fazer pra você. - Disse Júnior terminando de comer.

Eu entendo, ele fez uma promessa para a irmã mais nova. Eu respeito isso, quer dizer que ele era um homem que cumpria sua palavra.

- Isso já iria me ajudar muito senhor Junior.

Ele engoliu a lasanha que estava mastigando e me encarou um pouco bravo.

- Só Junior garoto, ou dj Junior Tigrão a máquina sonora.

- Você é músico?

- Não.

A resposta dele foi direta e não fazia o menor sentido.

- Que tipo de armaduras você tem em mente?

- Armaduras leves para viagem, armadura para missões de infiltração, armadura para exploração de cavernas e eu também gostaria de armaduras pesadas de combate, essas são algumas das minhas ideias apesar de eu não ter nada desenhado.

Ele me encarou olhando de forma suspeita.

- Você realmente planeja usar essas armaduras? Não é só para fazer pose e pagar de fodão?

- Talvez… só um pouquinho para fazer pose.

- HÁ! Gostei de você, pelo menos você é honesto, mas antes de começar a planejar essas armaduras eu preciso ter uma ideia de como você luta.

Ok… eu acho que isso faz um pouco de sentido.

- Quer que eu lute contra você ou o Robson?

- Eu não tenho nem Aura despertada e o Robson… ele não… bate bem.

Olhando para o lado vejo Robson limpando a mesa e se preparando para lavar as louças nos ignorando completamente.

- Essa semana vai ter um torneio de luta para amadores, o Mortal Kombat, todos são bem-vindos para competir, menos mulheres maiores de 15 anos com Aura despertada.

Isso até que faz sentido, mulheres com Aura despertada e com 2 anos de treino conseguem demolir a maioria dos homens em combate. A quantidade de Aura e defesa que ela proporciona dá uma vantagem muito grande para elas.

ESPERA! O nome do torneio é Mortal Kombat? Isso é uma piada? Eu… quer saber… foda-se, eu vivo no mundo de meninas de anime com orelhas de animais, se eu ficar questionando tudo eu vou acabar tendo um derrame.

Mas eu ainda tenho o problema de queimar o filme com a minha mãe.

- Sendo honesto com o senhor-.

- Me chama de Júnior Tigrão!

- … Sendo honesto com você Junior tigrão. - Ele sorriu para mim levantando um polegar, encorajando o uso do "nome artístico" dele. - Estou tentando passar despercebido na cidade a pedido da minha mãe e participar de um torneio de luta amadora pode ser algo que chame muita atenção.

- De boa xomano, espera aqui.

Ele se levanta e corre em direção a uma porta que estava próxima.

Ele me chamou de XOMANO?! Esse cara é Cuiabano?

- ACHEI!

Ele ficou lá por uns 15 minutos, Robson terminou de lavar os pratos nesse tempo e começou a varrer a casa. Ele é tipo uma secretaria?

Junior volta para mesa onde almoçamos e coloca sobre ela 1 maleta prateada e uma mala de viagem preta bem grande, ele coloca a mão dentro da mala grande e começa a tirar umas roupas pretas e várias placas pretas finas.

- Isso aqui era um protótipo de roupa de infiltração, vem com máscara e um par de óculos que adaptam a claridade, você consegue usar eles tanto de dia quanto de noite. Desse jeito sua identidade fica sendo secreta.

A roupa era toda preta, a máscara cobria a cara inteira com buracos para os olhos onde ficariam os óculos que ele tinha mencionado. Eu ia parecer um vilão genérico de um jogo stealth de espionagem

- E essas placas pretas?

- São placas de fibra de carbono e grafeno, você encaixa elas nesses pontos da roupa. - Ele disse mostrando os encaixes. - Aguenta até 9 mm de munição.

CA-RA-LHO! Esse é o tipo de coisa que o Batman usaria.

- Espera, isso é um protótipo? Você ainda não testou?

Ele olha para mim com indignação em seu rosto.

- Assim você me ofende boy, eu já testei, por isso eu sei o calibre que ela aguenta, mas eu não vou produzir ela em massa porque o governo do Reino de Vale disse que "A vida de um soldado não vale Ⱡ 25.000,00".

Há, ele é o Lucius Fox… isso ta muito parecido com Batman, eu sou o Batman de RWBY?

- Veste ela para eu ajustar ao seu tamanho.

- Sem problemas, e o que tem naquela caixa menor?

Ele sorri enquanto abre a maleta e me responde.

- Eu não faço armas, mas eu faço… acessórios.

Assim que ele termina de abrir a maleta eu examino seu conteúdo, dois pequenos aparatos com ponta metálica em cada um deles, eles também tinham tiras de couro com fivelas, acho que eles foram feitos para serem colocados no punho.

- Eu chamo eles de M.A.G.

- M.A.G. ?

- Mecanismo de Atirar Gancho.

Um grappling hook? ESPERA! Examinando melhor o equipamento eu notei que ele era idêntico ao Grappleshot do Master Chief só que duplo.

- O cabo é feito de aço inoxidável temperado com Dust inerte de gravidade com eletricidade criando um-.

- Efeito magnético, ajudando no recuo e disparo do arpéu quando estimulado com Aura?

- Ora, ora temos um Sherlock Holmes aqui.

Existem livros do Arthur Conan Doyle nesse mundo?

- Você é mais inteligente do que aparenta loirinho, eu gosto disso. - Disse o grande Faunos fazendo cafuné na minha cabeça.

- Na verdade eu tinha uma outra arma com um sistema parecido, eu ganhei de presente de uma amiga, ela que tinha feito.

- Ooooh, sua namoradinha que fez pra você nego? - Esse cara é muito brasileiro. - Qual o nome dela?

- Ruby Rose.

Na mesma hora Junior trava.

- Filha de Summer Rose.

- Sim… você conhece?

- CLARO! Eu adoro aquela toco de amarrar jegue. A uns anos atrás ela entrou no fórum que eu sou moderador, a coitada estava pedindo dicas de como montar uma forja.

Isso traz um sorriso ao meu rosto, ouvir de Ruby e o progresso dela, mas meu sorriso some assim que me lembro do bloqueio dos scrolls.

- A galera estava ignorando ela de grande só porque era novinha, mas eu ajudei ela com algumas indicações. Tudo bem ai garoto?

A chamada de atenção de Junior me puxa do meu marasmo.

- Eu estou sim, como funciona o torneio? O "Mortal Kombat".

- Combate como eu falei, mulheres com Aura tem que ter 15 anos ou menos, você ganha quando reduzir a Aura do adversário para 20% ou menos, se o oponente desistir ou se ele perder a consciência.

- Não tem como perder saindo do ringue de luta?

- Não, o torneio acontece em uma pedreira abandonada na parte mais afastada do distrito industrial, vou linkar seu Scroll com o meu, quero uma leitura da sua Aura enquanto você luta.

Lutar em uma pedreira abandonada no distrito industrial? Começando a me arrepender de ter entrado nessa presepada.

- Toma aqui. - Ele disse jogando as roupas em cima de mim. - Veste isso logo, eu preciso fazer ajustes, o torneio começa daqui a 4 horas.

- É HOJE?!

- Para de perder tempo e se veste de uma vez.

Se arrependimento matasse…

Ponto de Vista: Yang Xiao Long

- Senhoras e Senhores é chegada a hora. -

Bradou o mestre de cerimônias em um megafone no centro da arena de 20 metros de raio. O círculo era limpo e sem entulho, mas ao redor dele o local era todo salpicado de pedras e rochas de vários tamanhos.

- Finalmente. - Eu reclamei cansada de esperar.

Demorou, mas eu finalmente tinha conseguido convencer meu pai a me levar no Mortal Kombat, por mais que eu não pudesse participar e por mais que estivesse acompanhada eu iria aproveitar ao máximo.

- Relaxa Yang. - Disse Tai. - São 3 dias de luta, vai ser tanta violência que você vai ficar enjoada disso.

- HA! Eu duvido. - Respondi sorrindo para o meu pai. - A propósito, por que eu não pude participar mesmo?

- Nós já falamos sobre isso Yang, você é mais forte que alguém da sua idade com Aura despertada, mas alguém com 2 anos de academia pode te machucar. E tem o outro problema…

- Que problema.

- A maioria dos homens são mais fracos que as meninas nesse torneio, logo eles lutam usando "truques sujos", eu quero que você veja o campeonato de perto esse ano e ano que vem eu prometo que te deixo participar se você ainda quiser.

- Tá bom, como funciona o torneio, é só no mata a mata mesmo?

- A primeira rodada é eliminatória, geralmente eles tentam colocar homens contra mulheres, para já deixar os mais fortes para o segundo dia.

Faz sentido, só porque um homem conseguiu despertar a Aura não quer dizer que ele é forte o bastante para derrotar uma mulher, mesmo uma com 15 anos ou menos.

- Para abrir o Mortal Kombat deste ano vamos começar colocando os animais para lutar, assim já nos livramos de um deles, afinal isso aqui não é um zoológico, precisamos manter as coisas minimamente civilizadas.

Clássico xenofobia contra Faunus, mas devo dizer que esses dois que entraram no torneio são bem peitudos, Vale não é tão racista como Mistral, mas mesmo assim aparecer em um evento predominantemente humano era algo bem corajoso e louco.

- No canto azul temos uma coelhinha gracinha, com 14 anos de idade, e orelhas que alcançam até o teto, VELVET SCARLATINA!

A plateia começou a vaiar a pobre garota que tinha entrado na arena, ela tem cabelos longos castanho escuro, a mesma cor das orelhas de coelho dela e estava usando calças pretas com o que parece ser um suéter marrom escuro.

- Coitada.

- Verdade, por que ela está se submetendo a isso pai?

- Provavelmente necessidade. - Ele disse coçando o queixo. - Em Vale Faunos não são perseguidos como em Mistral ou excluídos socialmente como em Atlas, mas isso não quer dizer que é fácil viver na cidade.

- Como assim?

- A família deve estar passando necessidade e ela provavelmente tem talento para se tornar uma caçadora. Não é estranho um Faunos nessa situação entrar no Mortal Kombat para ganhar uma grana.

Olhando para a garota que tinha chegado no meio da pedreira era fácil notar que ela era tímida, ela estava toda encolhida, ficava olhando para baixo e era evidente que a atenção que ela estava recebendo estava incomodando a coitada.

Ela parecia ser mais introvertida que a Ruby.

- E no canto vermelho temos o novato-.

O mestre de cerimônias foi cortado no meio da frase quando um barulho de mecanismo sendo disparado ecoou pela arena.

Uma sombra foi arremessada para o alto no meio da Arena, era humanoide? Estava difícil distinguir enquanto a figura estava longe da mira dos holofotes.

Quando a figura chegou no ápice do seu salto ele se contorceu para trás deixando o corpo reto em queda livre, quando estava próximo do chão ele contrai o corpo fazendo um rolamento frontal.

- NÃO ACREDITO! - Gritou o meu pai.

E a voz dele foi escutada por todos presentes, pois a plateia estava muda com a entrada de… quem era esse cara? Ele estava completamente coberto dos pés a cabeça por uma roupa negra que parecia couro, ele tinha placas pretas nas pernas, braços, tórax e na cara ele tinha uma máscara negra com o que parecia ser um óculos de visão noturna.

- E no canto vermelho nós temos O HOMEM-ARANHA!

Assim que o locutor o apresentou ele se levantou exibindo o símbolo de uma aranha branca desenhada no peito.

As plateia não estava vaiando ele, mas também não estavam aplaudindo.

- Homem-Aranha?

- Quem é esse cara?

- Ela está todo de couro?

- Que pervertido.

- Esse cara é zica.

- É só um maluco querendo aparecer.

- Ele tá se escondendo de alguém?

- Deve ser feio mesmo.

- Relaxa, ele vai apanhar da coelhinha e amanhã a gente nem se lembra mais dele.

- Cara é só um moleque magrinho querendo chamar atenção.

Todos na plateia comentavam sobre esse Homem-aranha e quem ele era.

- Parando para pensar até que é uma boa ideia ocultar a identidade. - Comentou meu pai. - Vai que ele derrota um humano popular e os fãs vão atrás dele para espancar o coitado.

Os competidores se aproximaram no centro da arena, o locutor entregou um megafone para cada um deles, era costumeiro usarem esse momento para trocar ofensas ou tentar intimidar o oponente.

O Mestre de Cerimônia entregou o megafone para Faunus coelha.

- É um prazer conhecê-lo senhor Aranha. - A voz da menina com orelhas de coelho projetada pelo megafone era doce e tímida, quase não dava para ouvir. - Espero que possamos ter uma boa luta. - E pra coroar ela fez uma reverência.

Essa guria é louca? Essa era a hora de xingar a mãe, chamar ele ele de gay e dizer que ele tem um pinto pequeno não de se apresentar formalmente como se fosse uma entrevista de emprego.

- Por favor… - Disse o lutador mascarado levantando a mão esquerda. - Senhor Aranha era meu pai, você pode me chamar só de Homem.

- HAHAHA! "Senhor Aranha era meu pai". - Meu pai foi o único espectador a rir da piada.

Ok eu admito que era um pouco engraçado, mas meu pai quase caiu da cadeira de tanto rir.

- AI!

Retiro o que eu disse, meu pai caiu da cadeira de tanto rir.


Saudações mais uma vez,

Eu tinha a ideai de fazer o Rouge participar de campeonatos disfarçado de algo desde o começo, ele ser um "Homem-aranha" foi algo que quis introduzir para ele chamar atenção dos Faunos desse mundo e também como Homem-aranha ele pode lutar com as artes marciais da outra vida dele e como Rouge Arc ele vai começar a usar espada e escudo...

Pelo menos por enquanto essa é a minha ideia.

TDAH me ferra no planejamento a longo prazo.