Saudações nobres leitores,

Respondendo as pergunta de SolitaryWolf69:

1- Sim, o Rouge vai ter um Harem, e sobre quem são as garotas… eu admito que não tenho certeza. Eu tenho na minha cabeça quem eu quero colocar no Harem, mas por causa do TDAH eu fico mudando de ideia todos os dias… ou seja … não faço promessas.

2- Tecnicamente ele escapou dos grilhões mais apertados, mas tem o lance do casamento arranjado né…

3- Eu quero escrever uma vingança contra ela…. mas vc sabe TDAH, por isso não faço promessas.

A única coisa que eu não altero é o que já foi postado, no meu drive eu tenho escrito até o capítulo 20 agora esses textos eu já reescrevi várias vezes.

Sem mais delongas vamos a história.

Ponto de Vista: Rouge Arc

EU NÃO ACREDITO NISSO!

Já não bastasse a porra do Jaune ser um paralelo com Joana d'Arc, agora a familia dele pode ter raizes com o que seria o paralelo do Rei Arthur Uther Pendragon? Rei da Bretanha? Líder dos Cavaleiros da Távola Redonda? Aquele que empunha Excalibur.

Ok, calma respira fundo, tenta lembrar do que você sabe.

Espera! Isso foi trabalhado na série original? Eu lembro de muitas teorias de fãs que o Jaune pudesse ser descendente do último Rei de Vale, mas isso é loucura.

Espera… Joana d'Arc descendente do Rei Arthur… isso não é plot de Fate? Eu vou ficar com dor de cabeça.

- Senhor Rouge?

A voz da Velvet chamou a minha atenção.

- Tudo bem?

- Acho que sim, só um pouco empolgado de estar andando em Vale sabe haha…

+1 Level: Dissimulação

Minha risada sem graça no final fechou com chave de merda essa mentira porca que eu contei pra ela, mas talvez eu esteja me desesperando atoa.

Afinal, não tem porque eu ficar me preocupando com a realeza de Vale, isso não me afeta em nada, eu tenho mais coisas com o que me preocupar.

PING!

Eu sou um idiota, eu podia ter ficado quieto, mas nãããoo eu tinha que tentar o destino.

No canto da minha visão periférica eu vejo um aviso, uma nova Quest, ai meu Jesus onde foi que eu amarrei meu burro, espero que a recompensa seja boa pelo menos.

!ARC LEGACY!

Descubra o legado da família Arc, em suas raízes você encontrará as respostas, se o sangue do Último Rei de Vale corre em suas veias ou não.

Objective:

[ ] Investigue o passado dos Arcs na biblioteca da família.

Bonus Objective:
[ ] Explore as Ruínas do Castelo Arc.

Rewards:

Novo Título

Bonus Reward:

+ 3 Class Level

+ 50 Ep.

Time limit:

Seu Aniversário de 16 anos

Accept / Decline

!ARC LEGACY!

TÍTULO NOVO?! 3 LEVEL e 50 EP?! CARALHO VIADO!

Era coisa pra burro, somado a quest atual eu iria para o nivel 8, o dobro do meu nivel atual e um titulo novo? Será algo como Dream Wanderer, é uma habilidade bem útil, mas muito passiva.

Por outro lado, quando a esmola é alta o santo desconfia.

A missão bonus parecia simples na teoria "Explore as ruínas do castelo Arc", mas era tambem vago pra porra essa merda e com uma recompensa muito alta.

Isso deve ser mais perigoso do que aparenta.

O tempo limite era interessante, eu tinha 3 anos para completar essa Quest? Bastante tempo para me preparar, mas também posso esquecer, eu sou muito bom estabelecendo rotinas, mas objetivos a longo prazo? Eu corro um risco de esquecer essa merda.

- ROUGE?

- Opa, que foi?

- Eu estou te chamando a um bom tempo, você ficou disperso olhando para o vazio.

Ela parecia preocupada com o meu bem estar e eu estava preocupado em esconder a minha ereção pelas recompensas da Quest.

- Se você não estiver bem, posso te levar de volta para a oficina do Junior para descansar.

- Velvet a última coisa que eu preciso é ficar perto daquele cara, ele é gente fina mas as vezes ele é muito… muito sabe.

A coitada olhou para mim confusa, afinal eu estava falando como um louco.

- Vamos comer, a comida vai me ajudar a melhorar.

3 anos para me preparar para uma quest clássica de explorar masmorras… parece até RPG, tomara que não tenha um dragão.

Ponto de Vista: Velvet Scarlatina

Quando saímos de perto da estátua Rouge estava estranho, quieto, mas eu achei melhor não perguntar sobre o assunto, ele já estava me ajudando e eu não queria parecer grossa.

Após alguns minutos de caminhada ele voltou a fazer perguntas sobre o bairro, os prédios e as pessoas do Distrito Faunus. Uma virada de humor bem brusca.

Será que ele é bipolar?

O sorriso que ele tinha no rosto era tão sincero, ele realmente parecia estar se divertindo por estar andando no Distrito Faunus.

- Eu não quero soar rude, mas… o senhor não sai muito de casa?

Ele pára e olha para o chão respirando de forma pesarosa.

- Me desculpa, eu sou uma intrometida, o senhor não precisa me responder se você não quiser e eu-.

- Está tudo Velvet, posso te chamar de Velvet? "Senhorita Scarlatina" é muito formal.

- Sim. - Eu respondi balançando minha cabeça. - Pode sim.

- Maravilha. - Ele disse sorrindo. - E por favor me chame de Rouge.

Ele continua a andar comigo ao seu lado e coça a cabeça antes de me responder.

- Eu vivi meus 13 anos de idade preso na minha casa.

- Como?!

Choque e indignação estavam estampados na minha cara, quem em sã consciência prenderia uma criança por tanto tempo?

- Calma Velvet, eu fui um pouco dramático, mas eu realmente saía pouco, normalmente nos arredores de casa e a única vez que eu saí da minha cidade natal foi para ficar internada no hospital de Vale.

- Isso é menos mal, mas ainda assim é esquisito, você parece o tipo de pessoa que a familia pode pagar ferias em locais caros.

- Nem me fala, mas a minha mãe queria me manter "seguro" do mundo lá fora.

- Eu acho que no fundo é o que toda mãe quer para os seus filhos e filhas.

- Hum, não vamos elogiar minha mãe, a última coisa que ela merece são palavras de louvor.

- Ok…

Nossa, parece que ele não tem um relacionamento bom com a mãe dele, eu realmente tive muita sorte de ter tido uma mulher tão doce e dedicada como minha mãe em minha vida, o coração dela é tão grande… pena que o corpo dela não é tão sadio hoje em dia.

- É aqui?

- Hum o que?

- Eu to perguntando se nós já chegamos?

Eu olho para frente e vejo a "Padaria Tudo de Bom", o estabelecimento era grande e rústico, já tinha visto dias melhores, mas os donos conseguiam manter o local aberto devido a grande clientela fidelizada principalmente a "clientela noturna", visto que de dia o local funciona como uma padaria e restaurante, já de noite…

- É um boteco?

- Só… de noite ele funciona como boteco.

- Haha, que irado. - Disse Rouge abrindo um grande sorriso.

Ele realmente está se divertindo? Porque ele achava isso engraçado?

Entramos no local que estava com pouco movimento, apenas algumas famílias tomando café da manhã, eu me aproximei do Rouge para explicar como funcionava, mas parece que ele já tinha uma ideia.

- O tio, esse salgado aí é do que?

Rouge estava apontando para um salgado que parecia um pastel mais fino que o normal e parecia bem recheado, o senhor Joaquim, o velho faunus lobo que estava no balcão respondeu ele.

- A gente chama isso de charuto, é uma massa frita de pastel empanada em volta de presunto, queijo e tomate.

- Parece bem gorduroso.

- Bom pra cagar fino.

Droga, eu tinha esquecido que o seu Joaquim é um grosseiro, o que eu vou fazer se o Rouge ficar ofendido e quiser brigar.

- Hahahaha! Boa, vou querer quatro dele… e vocês fazem misto quente?

- Sim, fazemos sim.

- Legal, me manda dois mistos também.

- Porra moleque, o seu traço faunos é ter estômago de boi?

- Não, eu estou acompanhado.

Rouge terminou sua última frase apontando para mim.

- Não, eu não tenho dinheiro, não posso pagar por toda essa comida.

Rouge olhou para mim como uma sobrancelha levantada sem entender nada.

- Velvet relaxa eu vou pagar.

- Mas eu estou sendo paga, não seria justo com você.

Assim que o seu Joaquim separou a comida, Rouge pegou Lien da carteira e pagou por tudo ignorando meus protestos.

- Chega de reclamar vamos sentar.

Ele andou em direção a uma mesa onde colocou a comida e acenou para eu me sentar com ele.

Ele parecia tão confortável no local, como se ele frequentasse a muitos anos, afinal quem é o guia de nós dois?

- Isso aqui está bom demais.

Disse Rouge mordendo o charuto, não querendo ser grossa, eu peguei um dos salgados e dei uma mordida.

Foi a melhor coisa que eu comi em meses, talvez anos, eu não consegui me conter e continuei a comer. Estava tudo tão bom, o queijo derretido com presunto dentro da massa frita e os sanduíches também, fazia tanto tempo que eu comia tão bem.

- Está gostando Velvet?

- Sim.

Ele sorriu antes de continuar falando.

- Que bom, mas você podia ter deixado um pouco pra mim né menina?

Eu parei de mastigar e olhei para a mesa, eu tinha comido TUDO?!

Ponto de Vista: Rouge Arc

Nem fazia ideia de quão faminta ela estava, durante a nossa luta eu notei que Velvet parecia mal nutrida, talvez até mesmo anêmica, mas agora eu tenho certeza.

Fome não é brincadeira, eu tenho flashs da minha vida passada dos meu pai e mãe passando fome para que eu pudesse ter o que comer, lembro também de que por burrice na minha adulta eu passei 3 dias sem comer, foi uma das piores e mais assustadoras experiências da minha vida passada e não desejo isso para ninguém.

Do jeito despreocupado que ela comeu deu pra notar que não tem um transtorno como anorexia ou bulimia, as roupas delas são bem gastas e tem muitos cortes remendados e ela aceitou a minha oferta de trabalho sem discutir o pagamento e quantidade de horas trabalhadas.

Ela está passando por dificuldade financeira.

- Não se preocupe Velvet, eu peço mais um pouco.

Eu dei um pulo rápido no balcão e pedi mais comida para o seu Joaquim e quando eu voltei para mesa Velvet estava de cabeça baixa.

- Você está bem?

Velvet parecia estar soluçando, mas quando ela levantou o rosto eu notei que ela estava chorando.

- M-me descul-culpa, eu nem sa-sabia que eu estava com tanta fome.

O meu Thor, o que foi que eu fiz? A primeira menina que eu converso em anos que não é da minha família e eu faço ela chorar?

- Velvet calma tá tudo bem, porque você está chorando?

- Eu não seeeei, acho que alívio, felicidade e me-me-medo também.

- Medo? Medo de que?

- De que você me acha esquisita e me manda embora.

Coitada, ela ta na pior mesmo, chorando porque conseguiu comer até encher a barriga.

Olhando em volta eu reparo que todos os clientes do boteco estavam olhando na nossa direção, todos de cara fechada olhando especificamente para mim balançando a cabeça de forma negativa.

Por que? Que foi que eu fiz? É por que eu sou humano em estabelecimento faunus? Eu fui racista com alguém sem eu ao menos perceber?

- POR FAVOR NÃO ME DEIXA? EU PROMETO SER MELHOR?

Chorou Velvet em voz alta, gritando para todos presentes ouvirem.

EU ODEIO A MINHA VIDA.

Eu estou parecendo um " garoto humano babaca" que está dando o pé na bunda de uma "doce garota faunus" só porque ela quis comer um pouquinho mais da conta.

- Velvet calma, está tudo bem, eu não me importo.

- Me desculpa!

- Velvet eu tô falando sério, eu ainda vou te pagar, eu não sei nada dessa cidade eu preciso de você eu não vou abandonar você por nada desse mundo.

Finalmente a garota com orelhas de coelho começou a se acalmar, mas em um tom choroso ela perguntou.

- Sério mesmo?

- Sim Velvet, só respira fundo e se acalma.

Algumas pessoas pararam de me encarar e o climão deu uma diminuída, agora tudo vai ficar bem eu segurei a mão dela para confortá-la quando...

- LARGA DELA!

Antes que eu pudesse ver o rosto de quem gritou, eu recebo um soco bem no meu nariz e caiu de costas no chão.

A dor me faz enxergar branco por alguns segundos, meus ouvidos zunem e eu sinto o gosto de sangue na minha boca quando eu levanto a minha cabeça eu vejo a minha agressora.

Era uma menina, aparentava ter 13 anos, ela estava usando um agasalho branco, calça jeans marrom folgada parecia ser até alguns números maiores do que ela deveria usar, nos pés ela tinha um par de botas bem gastas que pareciam também ser grandes demais para ela, o que pegou a minha atenção era o fato dela ser idêntica a Velvet a diferença era o cabelo que era bem mais curto e ela não tinha orelhas de coelho.

Antes que eu pudesse questionar, a clone da Velvet de cabelo curto me puxou pela gola da camisa e me ameaçou em um tom sério.

- Fala logo o humano arrombado, o que você fez com a minha irmã?

Velvet tem uma irmã mais nova?

- Eu dei comida pra ela.

A garota travou.

- Você fez o quê? - Perguntou a clone da Velvet de cabelo curto.

- Eu dei comida pra ela.

- E estava envenenada? É por isso que ela está chorando? VOCÊ ENVENENOU A MINHA IRMÃ?

- Não, eu comi a mesma coisa que ela eu não sei por que ela tá chorando.

- MENTIROSO!

Assim que ela gritou a mesma me jogou no chão e pulou em cima de mim, montou meu peito e me deu outro soco no meu nariz.

Porque essa louca tá me esmurrando?

Outro soco no nariz.

O que foi que eu fiz?

Outro soco no nariz.

Por que eu ainda não ativei a Pele de Pedra para pelo menos não sentir dor?

Outro soco no nariz.

Por que eu sou uma anta é por isso.

Pele de Pedra: Ativado

Ela continuou a me socar, mas assim que notou que não estava causando dano em mim ela parou.

- Aura?

- SENNA SCARLATINA SAI DE CIMA DELE!

- Velvelt? Mas eu estava te salvando desse humano.

- Sai de cima dele … AGORA!

O tom sério da Velvet convenceu a irmã mais nova a sair de cima.

- Rouge você está bem?

- Relaxa eu to ótimo.

TÁ TUDO DOENDO! DÓI RESPIRAR! DÓI PISCAR! MINHA VISTA ESTÁ EMBAÇADA! EU ACHO QUE EU TENHO DENTES MOLES! TO SENTINDO GOSTO DE SANGUE NA MINHA BOCA E GARGANTA! EU QUERO CHORAR NO COLO DE UMA MILF DE COXAS GROSSAS COM UM PACOTE DE GELO NA MINHA CARA!

- Não se preocupe comigo, eu estou ótimo.

Assim que respondi de forma educada eu me levantei com a minha dignidade intacta, mas engolindo sangue, com meu nariz explodido depois de ter apanhado de uma menininha em um local público logo após ter sido acusado de envenenar a Velvet… correção eu me levantei sem a minha dignidade.

- Eu tenho uma proposta pra vocês gurizadinha.

À minha direita estava o seu Joaquim.

- Aqui está a comida que o loirinho ai pagou. - Ele disse entregando um pacote marrom. - Pega e sai daqui, vocês já fizeram show demais pra 1 dia na padaria dos outros.

Eu pego o pacote e dirijo a palavra ao dono da padaria.

- Obrigado senhor Joaquim, e desculpe o inconveniente.

- Relaxa garoto eu sei como é que é.

Hem?

- Quando eu era mais novo eu também peguei a irmã da minha namorada pelas costas.

HEM?!

- Dica de profissional: marque com a irmã fora do Distrito Faunus, pode ser mais perigoso por causa da polícia, mas é melhor do que ser pego no flagra HAHAHAHA!

Velvet conduziu o grupo para fora do estabelecimento enquanto eu carregava a comida, Senna nos acompanhou em silêncio até que caiu uma ficha.

- ESPERA! Todo mundo lá dentro achou que eu estivesse traindo minha namorada com a irmã dela.

Velvet e Senna estavam com o rosto vermelho de vergonha olhando para o chão evitando.

- De-desculpa por isso Rouge, m-mas acho que seria melhor nós sairmos do Distrito Faunus pelo resto do dia, para deixar a poeira abaixar sabe…

Velvet estava encabulada, mas ela respirou fundo e dirigiu a fala para a menina que apareceu na padaria.

- Eu quero saber por que você me seguiu, eu avisei que eu tinha que fazer um trabalho e ia voltar tarde.

Na mesma hora Senna inflou o peito para falar.

- É por isso! Ontem você voltou para casa derrotada mas toda felizona que tinha conseguido um emprego, mas não disse quando ou quanto ia receber, e isso é muito suspeito.

Velvet ficou pálida, porque afinal de contas, Senna tem toda razão, mas como eu tenho parte da culpa, deixa eu salvar ela.

- Velvet está sendo a minha guia pela cidade.

- Então você é de fora da cidade? De que fazenda de merda você veio?

- SENNA!

Sabe, pode ser o fato dessa guria ter arrebentado o meu meu nariz, mas eu acho que eu não gosto muito dela.

- Eu nunca visitei a cidade de Vale e contratei Velvet para me ajudar.

- E você por um acaso não tem um Scroll? Baixe um mapa ou um aplicativo para te ajudar seu idiota.

Agora é certeza, eu não gosto da Senna Scarlatina.

- Quanto que a minha irmã vai receber por essa palhaçada?

- Ao final de cada dia que ele me ajudar vou pagar a ela 10.000,00 Lien.

As três me encararam espantadas.

- 10 mil? - Perguntou Velvet.

- Sim. - Respondi de forma seca e rápida.

Eu tinha muita grana para gastar e Velvet parecia estar precisando.

- Eu não acredito nisso. - Retrucou Senna.

A garota de cabelo curto se aproximou de mim me encarando nos olhos, eu achei engraçado ela tentando me intimidar até que do nada ela cresceu e ficou mais alta que eu e começou a me encarar de cima para baixo.

- Senna, você esticou as suas pernas.

Com a fala da Velvet eu olhei para as pernas dela e notei o traço faunus dela.

Ela tinha pernas de coelho, por isso ela usava calças e botas tão largas, provavelmente para esconder.

- AI! Não olha seu infeliz. - Ela disse me dando um soco no peito que doeu nada.

Aura Points: 3173 / 4000

Ah! Esqueci que isso estava ativado.

Pele de Pedra: Desativado

- Senna para de bater no meu chefe.

- Calma, eu posso provar pra sua irmã que eu tenho o dinheiro.

Eu pego meu scroll e acesso minha conta bancária e mostro o meu saldo na tela.

- UAU! - Gritou Senna.

- Isso são muitos zeros. - Comentou Velvet.

- UAU!

- Mesmo assim, isso é muito dinheiro Rouge, eu não me sinto confortável recebendo tanto e trabalhando tão pouco…

- UAU!

- Você está sendo uma excelente guia Velvet, está respondendo todas as minhas perguntas com um sorriso no rosto, eu sei que eu sou um mala excêntrico e eu sou grato pela sua paciência.

- UAU!

- Senna para de ficar gritando e volta pra casa menina besta.

Senna parou de gritar e olhou indignada para a irmã mas não a enfrentou.

- Na verdade, eu tive uma ideia.

A garota com orelhas de coelho me encarou apreensiva.

- Que tal se ela nos acompanhar, eu sei que posso dar muito trabalho, afinal eu fui atacado em plena luz do dia.

- Desculpa… - Resmungou Senna sem demonstrar 1 pingo de remorso.

- Eu vou pagar 5.000,00 Lien para Senna. - Eu disse apontando o dedo. - Você vai receber só metade do que a Velvet porque é um acordo de última hora.

As duas arregalaram os olhos na minha direção.

- Rouge isso é demais.

Das duas, Velvet parecia ser a mais desnutrida, ele deve ser uma irmã mais velha que passa fome para a irmã mais nova ter o que comer…

Você tem o meu respeito Velvet Scarlatina.

Mas isso não quer dizer que a outra estava em bom estado, olheiras profundas e estava bem magra também, pelo rosto e pescoço dela era evidente a vida dura que ela estava levando.

- Ok, a onde você gostaria de ir agora? - Perguntou Velvet.

- Hospital Vale Pacifico…

- Você quer ir para o hospital?

- Acho que estou com o nariz deslocado.

Velvet virou o rosto e encarou de forma fulminante a sua irmã mais nova.

- Que foi eu já pedi desculpa. - Retrucou Senna.

- Quando?

- Me desculpa loiro azedo…

- SENNA?

- Está tudo bem Velvet, só vamos para o hospital por favor, eu não estou sentindo a minha cara.

1 hora depois

Ponto de Vista: Saphron Arc

- Eu quero dormir…

Na minha frente estavam pilhas e mais pilhas de relatórios sobre produto interno bruto de Vale, despesas militares, despesas com infra estrutura, etc…

- Droga mãe, eu sou médica, não uma política. - Reclamei para ninguém no meu escritório.

Estava claro que assim que ela casasse o Rouge eu seria feita a Herdeira e se isso acontecer ficaria mais difícil para eu ter um relacionamento aberto com Terra.

Eu pego meu Scroll e vejo as fotos que tiramos juntas quando eu fui visitar ela em Argos a algumas semanas atrás, tiramos as fotos quando fomos olhar casas juntas, já estamos namorando a 4 anos, ambas queríamos nos casar, criar raízes.

Mas se eu me tornar a herdeira nunca mais poderia trabalhar como médica e a mídia ficaria ainda mais em cima de mim por causa da minha sexualidade.

Minha mãe me educou desde a minha infância para lidar com esse tipo de coisa, mas a Terra… ela não está acostumada com esse tipo de vida… eu não quero expor ela.

Esse ano! Esse ano eu vou sair de Vale, me mudar para Argos e ser livre para ser quem eu sou.

- Doutora Arc. - Soou a voz da minha secretária pelo comunicador da mesa.

- O que é Ambrosia?

- Tem um grupo de crianças aqui, 2 são faunus, e o outro é um menino maltrapilho com a camisa suja de sangue dizendo ser o seu irmão.

Rouge? Não pode ser… como ele viria para a cidade, ainda mais sem eu ficar sabendo que um Bullhead foi buscar ele.

- E ele disse, "Se ela não me deixar entrar agora, eu vou explicar pra Grise o que era aquele cinto esquisito que ela encontrou no seu quarto".

- MANDA ELE ENTRAR AGORA!

Pelos Deuses que vergonha, Rouge seu pivete você disse que nunca mais ia tocar nesse assunto.

Após alguns minutos a porta do meu escritório abre e aparece a imagem de Rouge acompanhado por 2 meninas.

O nariz dele estava roxo, inchado e inclinado para direita, a camisa dele estava do jeito que a recepcionista mencionou, toda manchada de sangue.

- ROUGE! O que aconteceu com o seu rosto?

- Nada de mais.

Eu me aproximo dele, coloco meus dedos nas maçãs do rosto dele e começo a examinar melhor.

- Parece que alguém martelou seu nariz com uma pedra, por que você não "curou" isso.

- Eu acho que ele está deslocado, vim ver você para colocar ele de volta no lugar antes de me curar.

- Nossa! Isso na verdade… é uma boa ideia.

Às vezes ele tem um bom senso e maturidade que não condizem com a idade dele. Meu escritório não era o melhor lugar para atender um paciente, estava parecendo mais o local de trabalho de um contador com tantas pastas e planilhas espalhadas pelo local.

- Sentaaaa… aqui. - Eu disse empurrando umas pastas da minha mesa para o chão.

Rouge se sentou na mesa e eu pude examinar melhor o nariz.

- Realmente deslocado, quem fez essa barbaridade com você.

- Me desculpa.- Disse a menina Faunus com orelhas de coelho - Houve um desentendimento e a minha irmã mais nova atacou o Rouge.

A agressora ficou com o rosto vermelho e desviou o olhar para o chão.

- O Rouge é bem resistente e provavelmente ele deve ter merecido.

- Ele só apanhou porque eu estava chorando de felicidade enquanto comia um lanche que ele comprou pra mim, Senna achou que Rouge estava me agredindo quando me viu chorando.

Eu olho para Rouge com uma sobrancelha levantada.

- S-só coloca o meu nariz no lugar, por favor, eu não to sentindo minha cara.

- Já está levando meninas em encontros em Rouge?

- Saphron por favor…

- E você pelo menos foi um cavalheiro e pagou pelo lanche.

- Saffron… por favor.

- A onde vocês foram?

- Saphron! Concerta o meu nariz ou a Grise vai ficar saben-.

- Um segundo. - Eu coloco meus polegares no nariz dele. - Eeeeee…

- AAAAAAAARG!

Assim que coloquei o nariz no lugar, Rouge gritou de dor agonia e as meninas tremeram em reação a ele.

Com o nariz volta no lugar, Rouge fechou os olhos e uma camada de Aura Vermelha começou a permear o corpo dele, em poucos segundos o nariz tinha desinchado, em 2 minutos o nariz estava completamente reparado como se nada tivesse acontecido.

- Como ele curou tão rápido?- Perguntou a agressora.

- Técnica de Aura.- Respondeu Rouge, escondendo o fato que o corpo dele também tinha uma estranha capacidade de se curar mais rápido que o normal.

- M-mas mas, você é menino.

- Sim.

- O Rouge é… - Eu disse olhando para o meu irmãozinho sentado em cima da minha mesa. - Especial.

Coloquei a minha mão na cabeça dele e fiz um cafuné e o Rouge ficou todo vermelho de vergonha, em seguida ele me puxou para um abraço o que me pegou de surpresa.

- Obrigado Saphron. - Disse Rouge sussurrando baixo.

- Sempre Rosinho.

- Outra coisa. - Ele continuava a falar baixo. - Você poderia dar uma olhada nelas, eu acho que elas estão desnutridas.

- Você quer que eu examine até a que te bateu?

- Por favor, Saphron. - A voz dele era bem melancólica. - Eu acho que elas estão passando necessidade.

A Rouge, é bom saber que apesar das suas excentricidades, no fundo você é um bom menino.

- Muito bem, desce da ai Rouge, garota violenta sua vez de ser examinada.

Ela olhou para mim indignada.

- Meu nome é Senna e eu não vou subir aí.

- Engraçado, porque eu acabei de tratar um humano que foi violentamente agredido por uma faunus desbocada.

Na mesma hora ela ficou pálida e começou a tremer.

Vale não é tão xenofobico como Atlas ou Mistral, mas mesmo assim faunus são discriminados em todos os lugares, um faunus que agrediu um humano será punido severamente pelo sistema penal.

- Ou você senta naquela mesa ou eu faço um boletim de ocorrência com seu nomezinho Senna. Eu tenho certeza que uma menina tão bonitinha como você iria fazer muito sucesso na cadeia.

Um silêncio sepulcral se instaurou no meu escritório.

Eu vou ajudar essas meninas a pedido do Rouge, mas isso não quer dizer que eu tenho que gostar da rapariga que quebrou o nariz do meu precioso irmãozinho.

- Saphron, seja gentil. - Protestou Rouge.

Eu sorri acenando a cabeça para Rouge.

Tremendo a menina subiu na mesa e comecei a examiná-la, depois a que parecia ser a mais velha com orelhas de coelho.

As duas estavam mal nutridas, se elas continuassem assim elas poderiam começar a apresentar mais sintomas como diarreia, cansaço excessivo, dificuldade de concentração, diminuição da temperatura corporal, inchaços generalizados e irritabilidade. Se bem que eu acho que uma delas já apresenta irritabilidade.

- Vocês precisam melhorar a sua dieta, eu tenho aqui uns panfletos com dicas para ajudar vocês.

Elas pegam os panfletos e começam a ler com desconforto.

- O que foi? - Perguntei para elas.

- Acho que o problema não é elas quererem comer, o problema é elas terem o que comer Saphron.

Nossa, ai eu realmente não consigo fazer nada.

- Não se preocupem, eu só preciso encomendar 1 terno e depois a gente pode ir fazer compras.

- Terno?

- Daqui a três dias vai ter um evento beneficente.

- O baile de gala para salvar as vítimas de Kuroyuri?

Silêncio

- É UM BAILE DE GALA?

Ah é, tinha esquecido que o Rouge odeia esse tipo de coisa.

- POR QUEEEEEEEEEEE?!

Dramático.

- Rouge?

Perguntou à menina de orelhas de coelho, Velvet acho que era o nome dela.

- Que baile é esse?

- Eu tive que aceitar vir nesse baile e me comportar, em troca eu pude vir para cidade.

- Aaaah, foi assim que a mãe liberou você para vir, garoto esperto eu achei que ela só iria quebrar você e te arrastar para o evento.

- Ela não me quebrou, eu quebrei o piso da sala de reuniões e ela quebrou a mesa com um soco.

Então nossa querida mãe tentou dobrar Rouge a sua vontade, mas ficou tão frustrada que descontou na mesa? Tá ai uma reunião que eu gostaria de ter participado.

- Nada é simples com você né Rouge?

- Minha vida é simples?

- Justo. - Respondi a ele.

- Espera, se esse evento é um baile de gala eu tenho que dançar?

- Sim, vai ter um momento que você vai ter que dançar.

- Droga, eu tenho que ir com alguém? Eu posso levar a Velvet?

- HEM?! - Exclamou a pobre garota.

Rouge seu safado, já tá de olho na coelhinha? Pelo menos foi isso que eu pensei por um segundo, mas examinando o rosto do meu querido irmão dava pra notar que ele falou isso sem pensar, levar a Velvet era a alternativa mais fácil para resolver o problema dele, acho que ele não tem sentimentos por ela.

Será que Rouge é gay? Ou talvez essa seja a parte que vai demorar mais para amadurecer ele, acho que em 2 anos o Rouge começa a se interessar por meninas… ou meninos.

- Não Rouge, a mãe já escolheu a sua "acompanhante".

- Quem é?

- Não sei.

- Você vai levar a Terra?

Que? Eu começo a suar frio e a tremer, como ele sabe da minha namorada?

- Rouge como você…

- Você que não tranca a porta do seu quarto, a Grise achou o seu cinto esquisito e eu … li seus emails.

Não acredito.

- Depois de ficar traumatizado com o que você queria fazer com essa pessoa eu fui lavar os meus olhos com água sanitária e chorar em posição fetal.

Ele ocultou das irmãs coelhas o gênero da Terra, ele não queria me expor, só me zuar.

- Rouge, se você não ficar quieto eu conto pra elas sobre quando você quebrou os seus braços e ficou com Aura exaurida.

- Eu não tenho vergonha dos erros que cometi em meu treino, eles são os degraus para alcançar meus objetivos.

- E que tal sobre a Tomoe ter tido que te dar banho e ajudar com… outras necessidades no banheiro.

- Me desculpa Saphron, minha querida irmã.

- Está desculpado, agora se você me dá licença eu tenho muito que fazer.

Assim que terminei de me despedir, Rouge e suas amigas se dirigiram à porta quando eu me lembrei.

- Espera Rouge.

- Sim?

- Você vai no Ateliê Adel?

- Sim, é lá que eu tenho uma hora marcada em 30 minutos.

- E você vai assim?

Ele olhou para os trapos que ele estava usando e perguntou.

- Qual o problema?

As vezes meu irmão é um grande tapado.

- Lá é uma loja de grife, você não pode ir de bermuda e camisa regata manchada de sangue.

- Huuum.

- Rouge, se você for assim, você vai afetar a reputação da família.

- Ok, isso é um problema, você tem um banheiro aqui?

- Porta à esquerda. - Eu disse apontando para ele.

Assim que Rouge entrou no banheiro resolvi interrogar um pouco as meninas.

- Muito bem, agora qual de vocês duas está afim do meu irmão.

A agressora levantou a sobrancelha e me olhou com desgosto, ok não é zangadinha valentona.

Agora a outra, Velvet, arregalou os olhos e começou a gaguejar.

- Ma-mas e-eu nã-não co-co-conheço ele dire-reito, eu não se-sei do que vo-você está falando.

Bingo!

- Relaxa Velvet eu só estou me divertindo um pouco, mas me diz o que você acha do Rouge?

Ela parou de tremer e fechou os olhos, caramba, precisa pensar tanto assim?

Após alguns momentos ela me olhou nos olhos.

- Ele é… esquisito.

- Há! Com certeza.

- Mas eu não digo isso de um jeito ruim, ele é um pouco infantil mas também é muito maduro, ele é afobado e impulsivo mas também consegue se concentrar e ficar sério quando a situação pede por isso, mas mais do que tudo… eu acho que ele é uma boa pessoa.

Hum, eu sabia que tinha gostado de você por um motivo.

- Eu acho que ele pode ser bipolar também, ele muda de humor com muita facilidade. - Concluiu a menina com orelhas de coelho.

- É ele com certeza parece assim, mas eu o amo meu irmãozinho do jeitinho esquisito dele.

Assim que terminamos de conversar, Rouge saiu do banheiro.

Ele estava tão lindinho, tênis preto com detalhes vermelhos, calça jeans preta, camisa vermelha com uma jaqueta preta por cima.

- Rouge. - Sussurrou Velvet com a mão na boca.

Parece que meu palpite estava correto, a garota com orelhas de coelho estava com os olhos vidrados no meu irmãozinho.

Se eles ficarem juntos, quer dizer que eu vou ser tia de um mini Rouge com orelhas de coelho?

SIM! MIL VEZES SIM!

Assim que as crianças se aproximaram da porta eu puxei a mão de Velvet e sussurrei para ela.

- Independente do que você descobrir sobre o Rouge… lembre-se de que ele foi 100% honesto com você, pelo menos sobre quem ele é por dentro.

Velvet balançou a cabeça, mas não pareceu ter entendido o que falei e saiu pela porta do escritório.

- Ai Rouge, seria uma pena se essa menina começasse a te só pelo fato de você ser membro da família Arc. - Eu resmunguei sozinha no meu escritório.


Saudações mais uma vez,

Por que Velvet teria algo contra a família Arc?

Tudo isso e muito mais no próximo episódio de "Um Paladino Gamer em RWBY"

Ps: Mentira, eu não abordo isso por pelo menos 3 capítulos.