Saudações nobres leitores,

E antes de tudo… o título é uma referência às branquelas… e eu… quase não tenho vergonha de ter usado ele.


Ponto de Vista: Velvet Scarlatina

- Esse lugar é maior do que eu tinha esperado e o nome é diferente também, estamos no lugar certo? - Perguntou Rouge

- O Ateliê Adel é uma das partes do complexo Adele Ville, eu não tenho certeza onde fica, mas com certeza é lá dentro, só temos que procurar.

- Ai que saco, vamos perder muito tempo aqui.

Eu olho indignada para Senna.

- Nós estamos trabalhando Senna, para de ficar reclamando como uma bebezona.

Em resposta Senna cruzou os braços e olhou para o outro lado e por algum motivo Rouge achava isso engraçado.

O local era grande e ocupava toda a quadra, tinha setores para vários tipos de clientes, civis, ricos, nobres e caçadores.

Assim que nos aproximamos da entrada fomos abordados por um segurança.

- Opa, espera um segundo aí vocês.

Era um homem alto de uniforme marrom com detalhes pretos e dourados, em sua cintura um coldre com o que parecia ser um taser.

- Vocês estão perdidos por um acaso? Animais fazendo entregas tem que entrar pelos fundos.

A atitude dele parecia ser hostil e ele olhou direto nas minhas orelhas quando nos chamou de animais, deve ser por que meu traço de faunus fica mais aparente do que o da Senna.

Senna fechou a cara, Rouge olhou confuso para o segurança e eu comecei ter dores no estômago de nervoso, eu… não gosto quando ficam encarando as minhas orelhas.

O que eu faço agora? O Rouge está literalmente me pagando para cuidar desse tipo de situação e se eu deixar a Senna falar com ele nós vamos acabar sendo presos.

Eu preciso falar algo, eu tenho que falar, mas a minha boca simplesmente não abre… minhas pernas não se movem, suor começa a escorrer das minhas mãos e eu nem consigo olhar nos olhos do segurança.

- Central. - Disse o segurança em seu rádio. - Temos um grupo de faunus suspeitos na entrada principal, solicitando reforços.

Suspeitos? Reforços? Mas nós não fizemos nada, nem se quer entramos no local, droga, droga droga, eu devia ter avisado o Rouge que isso poderia acontecer.

- Sem problemas senhor, eu tenho hora marcada no Ateliê Adel com a senhorita…

Rouge levou a mão até o bolso e o segurança sacou o taser e apontou para ele, meu coração quase parou mas Rouge estava calmo e em resposta ele só levantou uma sobrancelha e disse.

- Eu só estou pegando meu Scroll.

Rouge pegou um Scroll de cor preta do bolso e o segurança relaxou os ombros e apontou o taser para baixo deixando ele fora do coldre.

- Aqui, 10:30 no Ateliê Adel com a senhorita Eugenie.

O segurança arregalou os olhos e começou a gargalhar com a mão na barriga.

- HAHA! Boa, um bando de animais imundos tem hora marcada com a senhora Eugenie Adel, HAHA!- Disse o segurança guardando o taser. - Você até que é bem engraçado, vamos fazer o seguinte, eu vou aliviar a sua barra e deixar você e suas namoradinhas saírem daqui sem precisar passar pela vistoria da segurança.

Rouge deu um passo à frente e mostrou o Scroll para o segurança.

- Por que o senhor não verifica com seus próprios olhos?

O pedido do Rouge amargou o humor do segurança.

- Animal metido. - Resmungou o segurança.

Ele tomou o Scroll e começou a ler, desdém e irritação estavam estampados na face dele enquanto o segurança lia até que de repente ele travou, os olhos dele estavam travados em algo e após alguns segundos em pausa ele pareceu ter voltado ao início do texto para ler de novo.

Ele ficou boquiaberto e quase derrubou o Scroll do Rouge tentando colocar na mão dele.

- Mil perdões, eu não sabia com quem eu estava lidando.

O que?

- Não se preocupe, só nos diga onde é o Ateliê e está tudo perdoado.

O segurança pareceu um pouco irritado com o pedido e olhou pra mim e Senna.

- Se o senhor quiser eu posso conseguir uma escolta mais "apropriada", desse jeito o senhor pode dispensar o seu zoológico.

Ele nem tentou ser sutil com o desgosto que ele tem por nós, mas acho que no fundo ele tem razão, faunus só vem para essa parte da cidade para trabalhar em serviços menores como limpeza e é raro virem aqui como clientes.

- Huuuum, é mesmo? - Perguntou Rouge. - Eu tenho uma contra proposta.

Eu senti o aperto no meu peito, insegurança e ansiedade tomando conta da minha mente, será que o Rouge vai dispensar a gente?

- Você me diz onde fica o Ateliê, você cala a sua boca e eu não preciso informar a minha mãe sobre como eu fui barrado por um segurança boçal na entrada do Adele Ville.

Eu não conseguia ver o rosto do Rouge mas o tom de voz dele era calmo, gélido e ameaçador.

O segurança engoliu seco e apontou para dentro do local.

- É só o senhor seguir reto e chegar até a fonte, atrás dela tem um elevador executivo, a cobertura é o Ateliê.

- Obrigado.

O segurança respondeu balançando a cabeça e abrindo a porta para nós entrarmos.

Andamos em silêncio desconfortável até o elevador decorado em ouro e o que parecia ser uma madeira muito cara, assim que entramos Rouge suspirou e começou a massagear a cabeça.

- Está tudo bem Rouge?

Ele olhou para mim cansado.

- Sim… eu só não gosto de ficar me pressionando desse jeito as pessoas…

Mesmo? Ele fez parecer tão fácil, como ele conseguiu silenciar o guarda e nos ajudar entrar com ele, mas eu não acho que isso seja de todo mal, realmente não é uma coisa boa ficar pressionando as pessoas.

- MEU PAU SEU ARROMBADO! Se você tivesse mostrado o seu Scroll desde o começo, aquela merda não teria apontado uma arma para você.

- SENNA!

- Eu entendo o seu ponto de vista Senna, mas você precisa entender que… todas as vezes que eu fui precipitado e forcei uma situação acontecer do jeito que eu queria sem tentar conversar antes… eu me arrependi amargamente depois.

Assim que Rouge terminou a sua explicação a porta do elevador abriu e fomos recebidos por uma mulher linda com um sorriso confiante no rosto.

Ponto de Vista: Rouge Arc.

MEU DEUS DO CÉU!

Era a única coisa que eu conseguia pensar.

Na minha frente estava uma das mulheres mais lindas que eu vi na minha vida.

Ele estava usando botas que iam até o joelho dela, calça preta de couro apertada que realçava muito bem as coxas torneadas dela e uma blusa branca apertada por um corselete preto desenhavam de forma maravilhosa os seios dela.

CALMA! Respira fundo e acalme, eu preciso de foco agora.

Não me leve a mal, Summer é uma MILF de primeira e Tomoe é linda, mas quem estava na minha frente exalava feminidade e sensualidade, só de estar na presença dela eu fico duro, DIGO TENSO EU FICO TENSO!.

Merda! Agora não restam dúvidas, eu acabei de chegar na puberdade.

….

Acabei de perceber que eu estava secando a mulher toda e não falei nada, vou olhar nos olhos dela e me concentrar, isso foco nesses olhos castanhos claros lindos e… ela cheira tão bem…. hihihi.

PARA DE FICAR ENCARANDO ELA IDIOTA! FOCA! FALA ALGUMA COISA RÁPIDO!

- Bom Rouge, meu nome é dia…

EU ODEIO MINHA VIDA!

Ela sorri na minha direção e dá uma gargalhada tão deliciosa.

- Ola "Rouge", sua mãe me avisou que você estava vindo.

Ela olhou atrás de mim com um pouco de irritação e repulsa.

- Mas eu não sabia que você estava… acompanhado.

O merda, eu espero que ela não seja racista, por favor Deus eu nunca te pedi nada… que essa MILF gostosa não seja uma racista.

- Sim, me desculpe pelo inconveniente, mas eu nunca visitei a cidade de Vale antes e contratei as senhoritas Velvet e Senna Scarlatina para me guiar.

O rosto dela relaxou um pouco, mas ainda assim era notável um tom de irritação.

- Eu entendo. - Ela disse em um tom complacente. - Mas eu esperava que a sua mãe pudesse ter te ajudado a encontrar guias de melhor qualidade para te ajudar.

Uuuuuh, o jeito que ela falou "melhor qualidade" deixa claro que ela é uma filha da puta racista.

Poxa vida… tinha que ser logo a MILF gostosa?

- Senhora Adel, o nosso tempo é precioso e evento em poucos dias. - Eu disse engrossando o tom, me aproximando dela e olhando nos olhos delas. - Vamos direto aos negócios e após vamos seguir nosso rumo, eu lhe garanto que não vamos ser um estorvo.

A estilista ficou um pouco encabulada mas manteve a postura, provavelmente anos de experiência lidando com nobres e burgueses da alta sociedade preparam ela para todos os tipos de conflitos sociais.

- Claro que sim, mil perdões.

Ela disse em um tom formal e seco.

- Só preciso que o senhor tire a sua calça e camisa.

- Como? É pra eu ficar sem roupa?

Ela olhou para mim com um sorriso malicioso.

- Eu preciso de uma medição precisa do seu corpo, por isso tem que tirar a calça e a camisa.

- EU TENHO QUE FICAR NU?!

Meu grito saiu estridente e bem alto, Velvet gemeu baixo e cobriu o rosto, Senna virou de costas resmungando e me chamando de tarado.

- Você pode ficar com sua roupa íntima.

Eu respiro fundo engolindo minha vergonha e começo tirando minha jaqueta do jeito normal, sem usar meu poder, mas sou interrompido pela senhora Adel.

- Tem uma área mais reservada nesse andar se você não quiser se despir na frente das suas amiguinhas.

Todo envergonhado e com minha cara vermelha como um tomate sou conduzido até uma sala separada onde continuo a me despir e assim que tiro a minha calça recebo um comentário.

- Aaah, que fofo.

A voz Eugenie chama a minha atenção e eu percebo que ela está encarando a minha bunda.

- Que foi?

- Você tem uma cueca tão… bonitinha.

Ela estava falando isso por causa da minha estampada?

- Você já não está velho demais para ter uma cueca com um gatinho?

FILHA DA PUTA! Eu tinha que usar a cueca que a Grise me deu de aniversário logo hoje? Mano do céu que vergonha, eu quero morrer.

- Em primeiro lugar, isso é um leão e em segundo isso foi um presente da minha irmã mais nova, ela ficaria magoada se eu não usasse.

Ela olhou para mim incrédula com uma sobrancelha levantada.

A cueca branca com linhas vermelhas tinha a cara de um leãozinho estampada na parte da bunda, era um desenho simples, Grise tinha comprado para mim dizendo que quando eu treinava meu cabelo ficava em pé com Aura e eu parecia um leão.

- Você podia deixar guardado e os sentimentos dela seriam poupados do mesmo jeito.

- Eu disse que ia usar então eu vou usar, eu não gosto de mentir para minhas irmãs.

Ela piscou e ficou parada por alguns segundos me analisando e talvez pensando em algo, ela sussurrou algo que eu não consegui ouvir mas se dirigiu até uma mesa onde pegou uma fita e um Scroll.

O Scroll ela colocou para gravar, enquanto ela tirava as medidas com a fita ela ditava em voz alta as medições para serem registradas pelo Scroll.

- Você não mente só para as suas irmãs?

A pergunta de Eugenie me pegou um pouco de surpresa, afinal eu estava usando todas as minhas forças para não ter uma ereção na frente de uma MILF racista gostosa.

- Eu não sou nenhum santo, eu minto ocasionalmente, mas eu prefiro evitar, me dá uma sensação ruim no estômago quando eu faço.

Ela olha nos meus olhos com curiosidade enquanto eu continua a falar.

- Com as minhas irmãs é pior ainda, eu amo elas, não quero ficar mentindo pra elas.

- Aaah que meigo, então eu imagino que você só o faça quando é "certo" ou "necessário" então?

- Não.

O tom seco e áspero da minha resposta chama a atenção dela, parando de me medir por um segundo ela me olha de forma inquisitiva.

- Ninguém mente porque é a coisa "certa" ou porque é "necessário"…

Eu respiro fundo e fecho os olhos mais uma vez me lembrando a mentira que eu vivo, a mentira que é a minha vida.

- Nós mentimos, porque é conveniente.

Um silêncio desconfortável se instaura no ateliê, mas a fashionista quebra ele.

- Você é um menino interessante… deixa eu medir suas costas.

Ela termina de me medir em poucos segundos e começa a me fazer perguntas sobre o terno que ela vai fazer para mim, as cores que mais me agradam e outros detalhes que eu não me importava muito.

- Você consegue fazer um terno em poucos dias?

Ela sorri de forma confiante antes de me responder.

- Normalmente isso seria impossível, temos uma lista de espera bem longa e você teria que esperar alguns meses só para ser atendido.

Era aparente o orgulho que ela tinha da popularidade da empresa dela, eu respeito um pouco isso, se ela não tiver alcançado o sucesso de forma ilícita… imoral ou antiética.

Eu só vou admirá-la um pouco sabe… quem sabe no futuro eu venha respeitar ela.

- Mas você é especial Rouge Arc.

O jeito como ela falou meu nome, quase ronronando, ela se aproximou de mim se abaixando mostrando um pouco de decote na minha cara.

- Eu?

Ela sorri de forma sedutora passando a mão no meu rosto.

- O único filho homem da nobre família Arc, o herdeiro de seu nome, você é praticamente realeza em Vale.

Que história é essa? Eu sabia que os Arcs deste mundo poderiam ser nobreza, mas a história que a Velvet me contou… tem gente que acredita nela?

A mão que estava no meu rosto começou a deslizar para o meu peito, em reflexo em seguro ela com força.

- Nossa, você é forte também? Que partidão…

Essa não! É o que o Taiyang tinha me avisado, ELA QUER MEU SUCO DE BEBÊS!

- Senhora Adel!

Aura vermelha começou a permear o meu corpo e eu usei uma técnica de Aura que eu não usava há anos.

Esplendor da Águia : Ativado

- Me poupe dos seus gracejos e se atenha a sua labuta!

Aura carregava minhas palavras com emoções da forma mais crua possível, desgosto, apatia, indignação e raiva eram projetadas no corpo dela.

Seus olhos arregalaram e Eugenie tentou se afastar de mim, fugir daquele farol de fúria contra a pessoa dela.

Mas ela não consegue se soltar da minha pegada, assustada ela olha para a própria mão, engole seco e fala.

- I-isso não é jeito de se tra-tratar uma dama Lorde Arc.

Apesar de tentar projetar confiança era evidente que ela estava nervosa, ela gaguejava e estava suando frio, ela estava com medo de mim.

Na mesma hora eu me arrependo das minhas ações, eu respiro fundo, me acalmo e solto a mão dela.

Esplendor da Águia : Desativado

- Mil perdões senhora Adel, mas acho que nós dois devemos redobrar nossos esforços para manter o profissionalismo nesta situação delicada.

Ela balança a cabeça fazendo carinho na mão que eu tinha apertado.

- Tudo bem senhor Arc, eu na verdade já terminei as medidas, seu terno fica pronto em 3 dias, você pode vir buscá-lo no dia do evento.

Droga, meu estômago começa a se revirar de nervoso, ela ficou tão assustada que está chamando um moleque de 13 anos de senhor.

Eu me visto o mais rápido possível e saí do Escritório dela, acompanhado pelas irmãs Scarlatina.

Ponto de Vista: Coco Adel

Eu vejo pelo espelho-semitransparente Rouge Arc, o Herdeiro da família mais poderosa de Vale entrando no elevador acompanhado de duas garotas faunus.

- Você pode sair agora Coco.

Eu encosto no painel ao lado do espelho e saio da sala secreta por onde eu vi toda a interação do herdeiro de Rouge com a minha mãe.

- Está tudo bem? Quando ele te segurou você parecia assustada.

- Ele tem Aura.

Eu pisco confusa em direção da minha mãe, ela estava com um sorriso maldoso em seus lábios.

- Ele não só tem Aura, mas conhece consegue usar Técnica de Aura.

Isso me pega de surpresa e em resposta eu fico boquiaberta.

- Mas mas mas, ele é homem?!

- E mesmo assim ele soube usar uma Técnica de Aura para projetar emoções.

Minha mãe olhou para a marca que Rouge tinha deixado no braço dela, como ela não tem Aura isso vai demorar até desaparecer.

Mas por algum motivo minha mãe olhava com ternura para a região machucada.

- Ele é verdadeiro, tímido, forte e um cavalheiro…. ele é perfeito.

No final da declaração ela começou a gargalhar baixo com uma rouquidão na voz dela.

- Nós somos "dinheiro novo" em Vale, trabalhando com moda, não temos prestígio das grandes famílias de caçadores, nós ainda precisamos mostrar nosso "valor" para o Reino de Vale, por isso é importante você obter sucesso na sua carreira de Caçadora minha filha.

Respirando fundo ela continua.

- Um atalho para tornar o nome Adel na quinta família nobre da Vale seria você se casar com esse jovem.

- Mas mãe! Ele é um herdeiro, se eu me casar com ele eu não teria que abrir mão do nome Adel?

Ela sorri de forma afetuosa e dá um tapinha de leve na minha cabeça.

- Confia na mamãe Coco, a Lorde Conselheira Arc não está planejando colocar o Rouge como próximo líder da família, ela só quer aumentar o preço do dote.

O tom dela era frio e calculista.

- Mas mãe, você sabe que eu…

- Prefere a companhia de mulheres do que homens?

- MÃE!?

Era verdade, mas não era algo que eu gostava de conversar abertamente.

Eu tenho muita sorte que minha mãe é uma mulher que não se importa com esse tipo de coisa, apesar dela ter mandado eu manter isso em segredo.

- Casamento não é sobre amor filha, é sobre política… nada te impede de sair de se divertir com quem você quiser.

- Mas trair não é errado?

- Só é errado se alguém descobrir.

A cara de pau dela sorrindo era impressionante.

- Ele parece ser menos tarado do que o garoto Winchester pelo menos.

Aquele ruivo nem piscou enquanto a minha mãe estava medindo ele.

- Sim e o pacote do Rouge é maior também.

- MÃE!?

- HEY! Você não gosta, mas mãe gosta tá.

Ponto de Vista: Rouge Arc

- Ok… essa deve ter sido a prova de roupa mais desconfortável da minha vida… que horas são?

Velvet olhou curiosa na minha direção sem entender a minha declaração, mas mesmo assim ela respondeu a minha pergunta.

- Uma da tarde.

Eu já cumpri com meus compromissos hoje, tô livre o resto do dia até a hora da luta.

- Vamos comer?

Na mesma hora a duas animaram, eu não julgo, qualquer um que me ofereça comida melhora meu humor na hora.

- Tem algum lugar em que possamos comer e depois fazer compras?

- Que tal o modelo? Tem um restaurante bom e barato do lado. - Sugeriu Senna.

- Não é uma boa ideia, esse mercado fica no meio do distrito Faunus Senna e o Rouge deve ter mais o que fazer na cidade, vamos para um que está mais perto daqui.

- Na verdade eu fiquei interessado nesse que Senna falou e eu não tenho mais nada para fazer além da luta hoje a noite.

Senna sorri triunfante e mostra a língua para a sua irmã mais velha que fica com a cara emburrada.

Eu sorrio para a dinâmica das irmãs, lembrando das interações com as minhas supostas irmãs dessa nova vida.

{Não! Elas são suas irmãs de verdade, você ama elas eu sei que sim.}

De novo eu escuto aquela voz sussurrando no meu ouvido, a última vez tinha sido logo após a minha luta contra a Velvet e o tom afinado e baixo me faziam pensar que era uma menina nova que estava falando.

- Quem é você?

- Rouge?

Assim que Velvet chamou meu nome eu percebi que eu tinha falado a pergunta em voz alta.

- Nada não, vamos ao Modelo?

Ponto de Vista: Velvet Scarlatina

Após uma longa caminhada estamos em frente ao restaurante mencionado pela Senna e por algum motivo Rouge estava paralisado e boquiaberto.

- Você está bem Rouge?

Ele parecia chocado com alguma coisa e uma lágrima escorreu do meu rosto .

- Ele tá chorando? Por que? Você é daqueles humanos que não gosta de carne? - Indagou Senna.

Estávamos em frente à Churrascaria Safari e como o nome sugere o seu prato principal é carne e parando para pensar… a Senna pode ter razão, tem humanos que não consomem carne, será Rouge um desses?

Eu me virei para perguntar para ele, mas antes que eu pudesse abrir a boca Rouge se virou rapidamente e puxou Senna para perto dele.

- Obrigado Senna! - Eu exclamou abraçando ela.

HEM?!

- Obrigado, muito obrigado. - Continuou Rouge. - Finalmente vou poder comer carne de verdade.

Ele estava gargalhando e chorando ao mesmo tempo? Ele deve gostar muito de carne…

- Tá bom, só me larga seu humano fedido.

- Senna Scarlatina para de ficar ofendendo o Rouge.

- Mas foi ele que me abraçou do nada.

- Não é motivo pra você ficar xingando ou mentindo sobre o cheiro dele.

Senna piscou na minha minha direção, e sussurrou baixo o bastante para só eu ouvir com as minhas orelhas de coelho.

- Velvet! Você gosta do cheiro desse humano?!

- Não é que… não é ruim é só…

- O que não é ruim? - Perguntou Rouge sem entender.

- NADA! - Eu gritei na cara dele.

Quando entramos achei que o Rouge fosse ficar com nojo das carnes que os garçons passam entre as mesas, algumas mal passadas ao ponto de estarem escorrendo sucos avermelhados.

Como eu estava errada.

- O amigão, corta essa alcatra nessa parte aqui, quero o boi berrando.

- Há! Mandou bem o loirinho.

O Rouge provou um pouco de tudo que os garçons trouxeram, ele ignorou tudo que estava bem passado,

- Pode comer Velvet hoje é por minha conta.

- Ah sim claro.

Eu tentei me segurar um pouco para não repetir o episódio da padaria, mas ainda assim comi bastante, já Senna…

- Huuuum!

Estava comendo como se estivesse amarrada.

- Senna, para de gemer enquanto come.

Ela deu de ombros e continuou a comer.

Ficamos quase uma hora lá dentro comendo e Rouge pagou a conta sozinho e se recusou a descontar dos nossos salários para pagar.

Assim que saímos fomos para o mercado modelo e Rouge fez as compras dele.

Ele comprou muitos alimentos não perecíveis: macarrão, feijão, soja, arroz, açúcar, polvilho, farinha de trigo, leite em pó, óleo, biscoitos, pipoca, chocolate em pó e gelatina em pó.

E alguns quilos de carne de frango e vaca congelada.

Eu sei que o Rouge é rico, mas ele que precisa ficar fazendo comprar para a família dele? Gente rica geralmente paga alguém para fazer esse tipo de coisa… pelo menos é o que eu acho, enquanto eu estava pensando eu reparo o problema em nossa frente.

- Como vamos carregar isso tudo Rouge? E pra onde vamos levar?

- Relaxa Velvet eu vou carregar tudo sem problema.

Assim que Rouge pagou pelas compras ele encostou nelas e elas literalmente sumiram.

- QUE FOI ISSO? - Perguntou a operadora do caixa com chifres de antílope.

- O merda… eu te dou 200,00 para manter isso em segredo.

A mulher estava indignada, mas aceitou o dinheiro e perguntou mais nada sobre o assunto, mas assim que saímos do mercado Senna não aguentou e perguntou.

- Você tem um Semblante?

- Sim, ele me permite guardar coisas em uma dimensão portátil que só eu tenho acesso.

Não era um Semblante de combate, era um de suporte.

Isso deveria ser impossível, por mais forte e talentoso que o Rouge fosse, homens não tem semblante ou pelo menos não deveriam ter.

- Onde você quer ir agora Rouge?

- Casa.

- Entendo, a oficina do Junior fica só 3 quadras de distância.

- Não Velvet, eu quero ir para sua casa.

O QUE?!

Ponto de Vista: Rouge Arc

Estávamos em frente a uma pequena casa de dois andares que era bem… triste?

"Confeitaria Escarlatina" era o nome do local.

O local não estava caindo aos pedaços, mas as janelas estavam muito sujas e com muita poeira e lixo na entrada. Eu imagino como deve estar dentro.

Velvet e Senna pareciam estar com vergonha do estado do local.

- Nós estamos passando por… dificuldades.

Eu me viro para Velvet e espero ela continuar.

- A saúde da nossa mãe vem piorando nos últimos anos…

Não é só o fato de vocês serem faunus, mas sim a mãe que sustenta vocês estar doente?

- Eu entendo, será que eu posso conhecer ela?

Velvet e Senna olharam para mim com curiosidade.

- Não Rouge! Ela está muito doente e se você for contaminado?

Eu sorrio e me aproximo dela, eu faço um carinho na cabeça dela e respondo.

- Não se preocupe, eu sou mais sadio do que pareço.

Velvet e Senna me guiaram pela casa e realmente não estava bem, elas estavam varrendo as áreas principais, mas era fácil de notar a poeira acumulada nos cantos e em outros lugares difíceis de alcançar.

O segundo andar estava nas mesmas condições, mas também estava abafado com cheiro de mofo, acho que elas não têm o hábito de abrir as janelas para deixar o ar circular.

- Ela está aqui.

Vamos ativar só para garantir.

Saúde Divina : Ativada

-Saúde Divina Lvl 20: Aura circula o seu corpo fornecendo resistência extra contra doenças, venenos e qualquer outra forma de patógeno que possa causar mal ao corpo do usuário.

Habilidade Ativa; Custo 10(5) AP

Aura começa a permear pelo meu corpo formando uma membrana semi transparente em vermelho. Ok, a 5 AP por segundo, isso vai durar uns 13 minutos.

- O que é isso Rouge? - Perguntou Velvet.

- Uma técnica de Aura, ela deixa meu corpo mais forte contra doenças e venenos.

Velvet e Senna ficam boquiabertas, mas eu posso ficar perdendo tempo.

- Vamos rápido, isso aqui não dura pra sempre.

Velvet abre a porta devagar e eu já consigo ouvir alguém respirando com dificuldade dentro do quarto, ela estava deitada na cama coberta com uma coxa grossa os cabelos vermelho sangue dela estavam esparramados pela cama.

- Vel? - Disse a enferma com uma voz bem fraca.

Ele tentou fazer força para levantar, mas nem conseguiu tirar a cabeça do travesseiro, com dificuldade ela se virou para nossa direção.

- Você também está aí Senna, que bom. - Ela corta a fala dela quando nota minha presença. - Quem é esse menino?

Eu passo por Velvet e me aproximo da cama.

- Muito prazer senhora Scarlatina, eu sou Rouge e…

Eu sou o cara que espancou a sua filha e depois contratou ela só para depois ser espancado pela sua outra filha em público mas depois contratar ela também.

- Sou um amigo das suas filhas.

Mesmo respirando com dificuldade ela sorriu de forma gentil na minha direção.

- Que bom. - Ele disse respirando de forma aliviada. - Eu achei que eu estivesse roubando a chance das minhas filhas de aproveitarem a vida, mas eu fico muito aliviada de ver elas fazendo novas amizades.

Eu senti um aperto no meu peito quando lágrimas de alívio escorrem do rosto dela.

- Velvet me contou que a senhora estava doente e eu queria te ajudar.

Ela sorri mais uma vez na minha direção antes de falar.

- Você é um menino tão bom, mas é melhor você sair daqui, o que eu tenho provavelmente é contagioso e você vai ficar doente também.

- Não se preocupe. - Eu disse batendo com um punho fechado no meu peito. - Eu sou muito forte.

Eu me aproximo da cama e olhando ela Aura começa a se acumular nos meu olhos.

Visão Vital : Ativada

- Você tem Aura?

Eu ignorei a pergunta dela em favor de me concentrar na minha tarefa à frente.

Visão vital me dá uma leitura rudimentar da Aura do indivíduo e com essa Técnica de Aura eu consigo descobrir que a mãe de Velvet tem Aura despertada, a Aura dela está muito fraca e concentrada na região torácica dela.

Visão Vital : Desativada

Será uma gripe mais forte ou até mesmo tuberculose? Eu não sou formado em medicina, mas acho que posso ajudar um pouco.

- Eu acho que consigo te ajudar, não vou curar, mas acho que consigo um pouco de alívio.

Todas as membros da família Scarlatina estavam focadas em mim, eu tentei explicar que o que eu ia fazer era só para dar um pouco de acalento para a enferma, mas isso acendeu uma chama de esperança nos olhos delas.

Pressão nível 20 agora em mim…

- Eu só preciso… tipo assim… tocar em você… se você não se importa é claro.

Ela riu de forma contida, mas foi o bastante para fazer ela tossir.

- Tudo bem Rouge, eu vejo que você é um bom menino.

Um pouco encabulado eu me ajoelhei do lado da cama e coloquei a minha mão nas costas dela e levantei um pouco.

- Nossa, você é forte mesmo.

Minha cara estava mais vermelha do que uma garrafa de ketchup, mano do céu que vergonha, eu respiro fundo e coloco minha mão esquerda no peito dela e ativo a minha habilidade de classe.

Lay On Hands: Ativado

Minhas mãos acenderam com chamas vermelhas e começaram a penetrar o corpo dela pelas costas e peito.

Ela respirou de alívio assim que a minha aura começou a entrar no corpo e…

Aura Points: 3450 / 4000

Eu perco 100 de Aura por Segundo? Eu preciso de mais tempo.

- VELVET E SENNA!

O meu grito assustou e chamou a atenção das irmãs.

- Vocês duas ainda estão trabalhando para mim hoje, certo?

- SIM! - Responderão as irmãs ao mesmo tempo.

- Vocês vão abrir todas as janelas dessa casa e limpar ela inteira.

- Hem? - Questionou Senna. - Por que?

- PORQUE EU TO MANDANDO PORRA!

+1 Level: Intimidação

Senna e Velvet saem do quarto às pressas e em alguns segundos eu começo a escutar barulho de janelas sendo abertas.

Eu realmente não gosto de me impor desse jeito com as pessoas, mas…

Aura Points: 1755 / 4000

Eu não posso perder tempo.

Patch Up: Ativado

Com Patch Up funcionando eu fecho meus olhos e ativa a Circulação.

Circulação: Ativado

Agora que Circulação estava no nível máximo era uma atividade simples entrar no transe de meditação, eu fico cortado do mundo exterior mas pelo menos ainda consigo pensar em outras coisas.

Tipo no que eu vou fazer se isso não der certo?

Eu não entendo como funciona essa habilidade de Lay on Hands, não é uma técnica de Aura mas usa Aura.

- Lay On Hands Lvl 1:

Transfere sua aura para curar o alvo, Grimms recebem dano dessa técnica.

Minha Aura está curando ela, o corpo dela? Ou a minha Aura estava ajudando a Aura dela a curar o próprio corpo da mesma forma que o Semblante do Jaune funciona?

Tantas dúvidas, tantas incertezas…

Agora que eu estou solto das garras da matriarca Arc eu po66sso fazer o que eu quiser e…

CARALHO EU TENHO QUE PEGAR O MEU BULLHEAD!

Eu tenho que achar um piloto também… droga, é tanta coisa pra fazer e tão pouco tempo.

- Rouge.

Eu preciso de uma agenda.

- Rouge.

Ou pelo menos uma lista com meus objetivos.

- Você está acordado?

Tipo um Quest Log, mas coisas que eu quero fazer por mim mesmo, não só pelo sistema.

- ROUGE!

Alguém gritando no meu ouvido chamou a minha atenção, por isso eu quebrei a minha concentração e parei de usar a Circulação… e em seguida DOR.

Era igual a uma facada na minha cabeça, como se alguém tivesse enfiado uma lâmina gelada no meio do meu cérebro e estivesse torcendo ela dentro da minha cabeça.

Eu usei todas as minhas forças para colocar a mãe de Velvet na cama enquanto eu caí no chão de lado respirando pesado e suando frio.

- AAAAAAARG! - Eu gritei agonizando.

Minha vista estava esbranquiçada e meu estômago turbulento, precisei me concentrar para não vomitar, meu coração, eu conseguia ouvir meu coração batendo sem nem ao menos encostar nele.

- ROUGE VOCÊ ESTÁ BEM?!

Velvet se agachou do meu lado e me ajudou a sentar no chão.

Patch Up: Desativado

A dor parou de aumentar e em alguns segundos começou a diminuir, mas ainda assim eu sentia meu cérebro pulsando de dor dentro do meu crânio.

É isso o que acontece quando eu uso Patch Up por muito tempo?

- DESCULPA, EU SÓ GRITEI PORQUE VOCÊ NÃO ESTAVA ME OUVINDO E AÍ VOCÊ CAIU NO CHÃO GRITANDO E-.

Assim que eu consigo respirar direito eu estendo minha mão e tapo a boca dela.

- Velvet para por favor eu to com uma dor de cabeça horrível.

Quando eu olho pra ela eu mal consigo perceber que ela estava chorando, porque está tão escuro?

- Que horas são Velvet?
- 15 minutos pras seis.

- Droga eu tenho minha luta.

- O QUE? VOCÊ VAI LUTAR?

- Velvet voz baixa por favor.

Ela tapou a própria boca e sussurrou um pedido de desculpas.

Eu peguei minha carteira e entreguei para ela o dinheiro que tinha prometido pelos serviços dela e de sua irmã.

- A propósito, amanhã você não precisa vir me buscar.

- AH? - Ela olhou triste para baixo e colocou a mão no peito. - Eu entendo, eu não fiz um bom trabalho, minha irmã te atacou e ainda por cima eu te atrapalho quando você estava curando a minha mãe…. eu …. me desculpa Rouge.

As orelhas dela estavam baixas.

- Não, você não precisa me buscar porque eu vou vir aqui.

Isso pegou ela de surpresa e as orelhas se levantaram na mesma hora.

- Eu quero monitorar a condição da sua mãe e vamos até a cozinha, eu quero guardar as compras antes de ir.

- Que compras?

- As que fizemos hoje a tarde.

Ela arregalou os olhos e gritou em resposta.

- ROUGE NÃO! VOCÊ JÁ FEZ DEMAIS!

- Velvet voz.

De novo ela tapou a boca e sussurrou um pedido de desculpas.

- Amanhã sua mãe vai precisar comer, então capriche pra ela - Eu disse dando um sorriso de protagonista shonen.

Isso animou ela, descemos juntos até a cozinha onde Senna estava lavando a louça, mas por algum motivo ela estava me ignorando.

Será que é porque eu gritei com ela, tenho que pedir desculpa depois.

- Vou deixar as compras aqui, eu ajudaria a guardar mas eu vou me atrasar.

- Está tudo bem Rouge, você já fez muito.

- Até amanhã.

Assim que me despedi delas eu mandei uma mensagem para o Junior avisando que já estava a caminho da casa dele.

Ponto de Vista: Senna Scarlatina

Assim que ele saiu pela porta eu pude relaxar.

- Finalmente ele foi embora.

- Senna!

- O que? O trabalho era guiar ele pela cidade, não ficar fazendo faxina.

- Do que você está reclamando? Nós deveríamos estar cuidando da casa e o Rouge basicamente pagou para a gente fazer isso.

Ela tem razão, mas também não precisa ficar esfregando na nossa cara.

- Mas ele conseguiu? Você acha que ele ajudou a mãe?

- Ele mesmo não tem certeza, mas dava pra notar que ela estava respirando sem problemas, quem sabe ela consiga dormir uma noite inteira.

Isso seria um sonho, as vezes eu e Velvet acordamos no meio da noite com o barulho de tosse seca da nossa mãe, hoje em dia nem vamos mais ajudar ela porque ela fica se sentindo mal de ter acordado a gente.

- Realmente é muita comida.

Eu olho para esquerda e vejo Velvet guardando na geladeira a comida perecível, os não perecíveis iriam encher nossas prateleiras, não precisaríamos fazer compras por alguns meses.

- Foi você que pediu para ele fazer compras? Foi com o adiantamento da sua parte? Ei e a minha parte?

Velvet veio até a minha direção e colocou os cartões de Lien ao lado da pia, estava tudo lá que me fora prometido.

- O Rouge pagou do bolso dele.

- Por que?

- Eu não sei Senna, eu acho que… ele só queria ajudar.

Há até parece! Ele deve ser um daqueles humanos com tara em meninas faunus, se ele encostar um dedo em mim ou na Velvet eu vou quebrar o pescoço dele.

Se bem que…

"- PORQUE EU TO MANDANDO PORRA!"

A voz dele era tão forte e alta, os olhos determinados como se ele estivesse encarando a minha alma, uma resolução de aço me pegando de surpresa e me deixou tão… empolgada?

- Você também sentiu algo estranho quando ele gritou contigo?

- O quê?

- Nada não…

Melhor guardar pra mim, isso não foi nada de mais.

Não é como se algo novo tivesse sido despertado dentro de mim, né?

Ponto de Vista: Rouge Arc

COMO DÓI A MINHA CABEÇA!

A dor está bem menor do que antes, agora parece que tem apenas uma agulha na minha cabeça ao invés de uma espada, mas ela não estava passando, eu preciso meditar mais.

Eu fecho meus olhos e ativo Circulação.

Eu preciso fazer aquele Quest Log pessoal meu, tem muitas coisas que eu preciso fazer ainda.

- O Garoto.

Além do problema do piloto eu preciso comprar Dust!

- Tá dormindo?

Será que eu consigo comprar Dust como civil? Eu não estou nem mesmo matriculado em uma escola preparatória e isso deve me ferrar em adquirir equipamento nível de Caçador.

- Garoto?

Tinha até esquecido das escolas de preparatórias, mas também eu ganho mais poder lutando e experimentando com Aura e meu conhecimento já supera o sistema educacional de Vale.

- O filho da puta!

Eu poderia focar esses anos que eu tenho fazendo incursões em zonas de Grimm, desse jeito eu ganharia XP e ficaria bem mais forte, quem sabe eu posso contratar um time de apoio para cobrir a minha retaguarda.

- O MOLEQUE!

Eu abro os olhos e imediatamente arregalo eles para o que estava na minha frente.

Diretamente de Fallout NewVegas era o "Advanced riot gear", era idêntico, ele tinha tudo.

O casaco reforçado com placas, a calça com as joelheiras, as botas pesadas, o colete a prova de balas e é claro o capacete com lentes vermelhas que cobriam a cara toda.

- Você que é o Homem-aranha?

- Sim?

A dúvida na minha resposta pareceu ter aborrecido ele.

- O PORRA É VOCÊ OU NÃO CARALHO?

- Sim! Sou eu.

- Então vaza, seu nome já foi anunciado.

- MERDA! VALEU TIO!

- EU NÃO SOU TEU TIO!

Eu corri em direção a arena saltando entre as pedras até que alcancei o centro plano.

Assim que cai no chão no meio do holofote eu escuto aplausos de um lado específico da plateia.

Quando eu olho tem um grupo de 20 a 30 faunus torcendo por mim com cartazes com dizeres Homem-aranha e a minha logo desenhados neles.

Isso me aquece um pouco o coração e eu aceno para eles de forma empolgada.

Em resposta os gritos e aplausos aumentam.

- O INSETO QUE TAL PARAR DE DAR ATENÇÃO PRO ZOOLÓGICO E OLHAR PRA FRENTE! PRA PESSOA QUE VOCÊ VAI LUTAR!

Eu odeio esse cara sempre me cortando e-.

Assim que eu vejo minha oponente eu fico paralisado.

Em minha frente estava uma garota de pele morena, olhos vermelhos e cabelo verde usando calça verde e um top branco.

ERA EMERALD?!

E ela não parecia nada feliz com meu atraso ou minhas gracinhas com a plateia.

Eu espero que ela não tenha descoberto o Semblante dela ainda… ou eu ia perder essa luta muito rápido.


Saudações nobres leitores,

Mais um capítulo feito… e eu sinto falta de cafeína.