Olá novamente pessoal, como vocês estão? Espero que bem.
Como prometido, eu postei essa variação história "Um final diferente", esse primeiro capitulo vai ser praticamente igual ao primeiro dessa outra história, então se você já leu pule para o final que somente lá terá conteúdo novo pra você (eu já vou postar o capitulo dois na sequencia para compensar que praticamente já postei esse capitulo rsrsrsr)
Mas então espero que vocês gostem! Como vocês sabem, eu meio que adoro a Daphne e amo histórias de viagem no tempo, então resolvi misturar os dois em uma história que estou gostando bastante de escrever.
Devo avisar que obviamente não possuo Harry Potter e por consequência disso não faturo 1 centavo com nada que escrevo reverente a obra. Apenas me divirto no universo da JK Rowling
Então, boa leitura pessoal.
Capitulo 1: Não temos futuro
Harry estava sentando inconsolável no chão da tenda que os escondia. Ele acabava de ter a briga mais feia que já teve com seu melhor amigo e ele foi embora. O pior de tudo é que Hermione tentou impedi-lo, mas ele desaparatou e acabou a levando embora também. Harry olhava para o teto tentando entender como as coisas chegaram a esse ponto, agora ele sabe que certamente tudo está perdido. Ele detesta admitir, mas dependia de Rony e Hermione, principalmente da Hermione! Sua genialidade era essencial para mantê-los seguros e perceber os planos escondidos de Dumbledore, e claro, ele nunca esperou que seus únicos amigos o abandonassem. Agora ele estava sozinho, sem saber o que fazer ou pra onde ir. É questão de tempo ate ele ser capturado e por consequência: morto.
Ele respirou fundo tentando puxar o máximo de oxigênio que conseguia, ele precisava pensar, precisava achar uma solução. "O bem sempre ganha certo?" Não parecia provável para Harry agora. Pelo menos ele sabia como destruir o medalhão, mas não tinha ideia de como iria encontrar a espada.
Ele se jogou em sua cama decido que iria dormir e que amanhã noticias boas teriam que aparecer! "mesmo nesse mundo de merda, coisas boas acontecem com pessoas boas" uma pequena lagrima saiu do seu olho quando esse pensamento passou pela sua cabeça, hoje nem ele consegue se considerar uma pessoa boa! Se fosse, seus dois melhores amigos não teriam o abandonado.
Ele acordou na manhã seguinte e obviamente as coisas não melhoraram em nada, ele sabia que logo teria que sair dali, logo essa localização iria ficar perigosa, mas ele não sabia bem pra onde iria exatamente. Ele precisava de aliados, pedir ajuda pra alguém, obviamente ele não conseguiria sozinho! Mas pra quem ele pediria socorro? Qualquer pessoa que ele pedisse refujo, a colocaria instantaneamente na mira de Voldemort, e tem mais, quem em sã consciência ajudaria Harry Potter? O bruxo mais procurado da Grã-Bretanha.
Os dias foram passando e Harry se escondeu em outra floresta, os feitiços de proteção estavam ok, nem chega perto dos da Hermione, mas vai servir por hora. Um enorme problema foi aparecer durante esses dias, como Hermione e Rony não estavam mais com ele pra revezar o medalhão, ele ficava o tempo inteiro com aquilo no pescoço! Deixando o garoto o tempo inteiro mal humorado e ate com pensamentos suicidas. "Já estava tudo na bosta mesmo."
Harry tentava se distrair com os livros deixados pra trás por Hermione. ele não sabia o que fazer! Muito menos pra onde iria, estava na verdade, esperando ser capturado! se o pensamento que essa guerra não poderia ser ganhada já passava por sua cabeça antes de Hermione e Rony irem embora, agora isso era uma certeza, nem esperança ele mantinha em seu coração.
Então o inevitável acabou acontecendo! Harry teve uma ideia meio desesperada, ele sabia que Voldemort deu o diário para os Malfoy esconder, porque ele não faria algo parecido com outros comensais da morte? Tinha que ser alguém da ampla confiança de Voldemort, somente dois nomes veio a sua mente, Bellatrix e Severus Snape. Snape é diretor de Hogwarts, lugar que pode até ser fácil de entrar, mas sair pode ser tornar impossível. Então sobrou Bellatrix como melhor opção! O problema é que ele não sabia aonde ir pra encontrá-la e investiga-la. O único lugar que conseguiu pensar que talvez a encontrasse, seria na mansão Malfoy, afinal Bellatrix era irmã de Narcisa.
Decidido que estava cansado de esperar pela morte, ele tomou a decisão que no fundo sabia ser uma caminhada ate a morte.
Ele sabia que a mansão dos Malfoy, ficava em Wiltshire, mas não sabia exatamente aonde, então ele aparatou perto de Wiltshire e investigou o local.
Com auxílio da capa da invisibilidade, não foi difícil encontrar a mansão uma vez que ele estava em Wiltshire, foi somente seguir três homens que pareciam sequestradores e logo ela já olhava de longe para a bonita mansão. Algo que o incomodou é que o lugar provavelmente deve ter proteções bem forte, talvez seja impossível entrar usando a capa da invisibilidade, isso sem contar que o portão não parece ser algo fácil de se passar silenciosamente.
Ele invadiu uma casa vazia de algum trouxa que ficava a alguns quilômetros da mansão, seu objetivo era se instalar ali enquanto bolava algum plano pra conseguir entrar na mansão. Ele ativou algumas proteções ao redor da casa, mas ainda estava mega perigoso aquela localização. Embora seja uma cidade trouxa, muitos bruxos passavam por ali diariamente, só não repararam ainda porque pensam que nenhum procurado de Voldemort se esconderia numa área tão perto da mansão dos Malfoy.
No terceiro dia Harry teve uma ideia, era mais um esboço do que um plano de fato, mas poderia funcionar. O primeiro passo era capturar um dos sequestradores, o que já não seria uma tarefa fácil, considerando que eles sempre andam em grupos, mas depois de capturá-lo ele planeja usar a poção Polissuco pra conseguir entrar disfarçado junto de um grupo inteiro de sequestradores, lá dentro ele improvisa.
Mas os dias foram passando e não apareceu nenhuma oportunidade de capturar um sequestrador, Harry junto daquele medalhão horrível, estava começando a duvidar que fosse possível entrar na mansão, ate que a oportunidade apareceu. Harry olhava pela janela da casa coberto pela capa da invisibilidade, um dos sequestradores acabou ficando pra trás porque queria urinar num poste e por sorte os outros falaram pra ele os alcançar quando terminar. Harry saiu rapidamente ainda coberto pela capa da invisibilidade. Agradecendo que era noite então não tinha ninguém na tranquila rua, Harry simplesmente o estuporou e ele caiu igual merda no chão. Harry o arrastou ate sua casa e retirou rapidamente um fio de cabelo, agradecendo Merlin por ter guardado a sobra da poção Polissuco da invasão ao ministério, ele bebeu tudo de um só gole, guardou a capa no bolso junto da varinha do sequestrador e o amarrou, aí começou a correr pra tentar encontrar os outros bastardos que andavam com ele.
— Finalmente John, você foi cagar no poste?
Perguntou um homem alto de aspecto asqueroso, Harry somente riu junto com os outros e não respondeu à pergunta. Ele olhou em volta e viu que suas chances se fosse descoberto eram baixas, na verdade não existia chance, eram seis contra um. Um deles carregava o corpo de um rapaz provavelmente morto e um outro baixinho empurrava uma garota que andava com a cabeça baixa! Talvez uma nascida trouxa. Eles conversavam alegremente e Harry notou que talvez tenha capturado e se transformado no sequestrado mais calado, nenhum dos outros pareceram estranhar o silencio de Harry, fato que fez o garoto agradecer a qualquer divindade que possa existir.
Não demorou muito pra todos chegar na mansão Malfoy, e passaram facilmente pela entrada, Harry seguiu o grupo ate o segundo andar e ficaram esperando pelo senhor Malfoy. Harry não conseguiu deixar de notar que a casa era muito bonita, tudo muito bem iluminado e o lustre no teto dava um ar extremamente fino para a casa, "acho que é rico a palavra que eu procuro" pensou Harry enquanto encostava num canto e esperava. Todos ainda conversavam alegremente.
— Espero que seja urgente senhor Jackson, eu estava muito ocupado.
Disse Lucio assim que entrou na sala. Ele estava pálido e ate um pouco magro, o atual governo deve estar sendo cansativo. O homem mais alto que liderava o grupo se curvou de leve para Lucio antes de responder.
— Desculpe interrompe-lo senhor Malfoy, só viemos para entregar essa mestiça que não está na lista e dar nossos relatórios, nos perdoe por só conseguir chegar tão tarde.
Malfoy olhou a garota de cima a baixo antes de confirmar com a cabeça.
— Quer que eu tente identificar quem é ela?
O sequestrador somente confirmou com a cabeça e Lucio bufou.
— Rabicho
Gritou ele e logo o rato apareceu se arrastando. O sangue de Harry ferveu rapidamente ao ver o rato novamente, sua vontade era pular no pescoço dele, mas tinha que manter seu disfarce.
— Leve essa garota ate o porão, irei verificá-la mais tarde.
O rato confirmou com a cabeça enquanto pegava a garota pelo braço e a levava embora.
— Entregue seu relatório para Matthew, eu preciso continuar o que estava fazendo.
Acrescentou Malfoy e todos os sequestradores voltaram a fazer uma pequena reverencia para o chefe Malfoy, foi estranho Harry fazer algo parecido, mas era necessário. A ultima coisa que ele precisa é que alguém desconfie agora.
Malfoy somente virou as costas e foi embora, assim que ele saiu vários sequestradores apontaram seus dedos do meio para a porta que ele tinha saído enquanto pronunciavam xingamentos. "Pelo jeito Lucio é odiado até pelos sequestradores imbecis." Pensou ele enquanto fingia rir dos atos de seus companheiros.
Os sequestradores tinham que buscar o tal do Matthew, então Harry seguiu seus companheiros até a escadaria novamente, disfarçadamente ele foi ficando pra trás sem ser notado, até que simplesmente tirou a capa da invisibilidade do bolso e se cobriu.
Rapidamente Harry começou a subir as escadas atras de qualquer informação que fosse útil, talvez ouvir alguma conversa privada, ou encontrar algum papel que seja útil para alguma coisa, qualquer coisa que faça todo esse risco valer apena.
Harry passou pelo aparente quarto de Lucio e pelo jeito ele discutia severamente com sua esposa, ela parecia questionar a crise na família e Lucio não pareceu reagir nada bem, na verdade Harry até ouviu um claro som de tapa somado a um pequeno grito de dor de Narcisa. Harry não ficou muito supresso, mas se sentiu um pouco mal, um sentimento de quase pena bateu por Narcisa antes de balançar sua cabeça negativamente tentando botar seus pensamentos de volta no lugar. Ele continuou andando pelos corredores da mansão, não deve restar muito tempo com a poção Polissuco ativa, mas agora não faz diferença, pra sair com auxílio da capa, com certeza será muito mais fácil que entrar. Ele passou por um quarto com porta verde e madeira parecendo muito bem trabalhada, a porta estava entre aberta e Harry rapidamente notou Draco lá dentro e ele gritava com alguém. Harry disfarçadamente entrou no quarto pra ver mais de perto, Draco apontava sua varinha pra uma garota estirada no chão, ele estava logo acima dela e partes da roupa dela estavam rasgadas, expondo partes tão especificas do corpo da garota que fez Harry franzir a testa para o que aquilo estava parecendo.
— Eu te avisei, você deve me obedecer ou morrera pelas minhas mãos. Crucio.
A garota passou a gritar e se contorcer. Não dava pra não fazer nada! O sangue de Harry rapidamente ferveu ao ver Draco torturar alguém dessa forma. Harry sacou sua varinha ainda por dentro da capa.
— Estupefaça
Logo o feitiço atingiu Draco e ele caiu de cara no chão. A garota parou de gritar e agora somente tremia no chão. Harry teve que se esforçar bastante para usar somente um estupefaça, pois outro feitiço muito mais poderoso já dançava em seus lábios.
Ele foi ate a garota que tremia fortemente, pelo jeito não estava sendo torturada a pouco tempo.
— Me ajude... por favor... eu imploro.
Harry confirmou com a cabeça.
— Não se preocupe, irei tentar ajudar.
Falou Harry antes de ir até a porta e tranca-la, não podia correr o risco de ser encontrado ali dentro.
— Incarcerous.
Cordas amararam fortemente Malfoy e Harry pegou a varinha dele.
— Abaffiato.
Utilizou Harry o feitiço pra não ser escultado. A garota agora sentava num canto parecendo assustada e tampava as partes rasgadas de suas roupas. Harry sentou no chão um pouco longe da garota pensando o que exatamente estava fazendo? Como a salvaria? ele sabia que era errado pensar assim, mas... porque a salvaria? Olha para essa situação, suas chances de sair dali com vida acaba de diminuir drasticamente.
— Por favor senhor, eu juro que não fui eu que derrubei o senhor Malfoy.
Somente nesse momento Harry percebeu que ainda estava sobe a poção Polissuco, a garota via a cara de um sequestrador. Harry negou com a cabeça.
— Não irei lê fazer mal, eu não sou quem você pensa. Só tenho que pensar um segundo.
A garota olhou parecendo bastante confusa.
— O senhor que derrubou o Malfoy?
Perguntou ela e Harry confirmou com a cabeça.
— Porque fez isso? vai perder o pescoço por isso.
Harry deu os ombros.
— Já falei, não sou quem você pensa. Eu já perderia o pescoço se fosse descoberto de qualquer forma.
A garota parecia ainda mais confusa, mas abaixou a cabeça ainda tremendo.
— Você precisa de remédios, a quanto tempo ele estava te torturando?
A garota abaixou ainda mais a cabeça.
— Dez minutos? Trinta minutos? Uma hora? Não tenho ideia!
Respondeu ela um pouco rouca. Harry não teve tempo de responder, pois Draco acordou assustado e imediatamente começou a gritar por socorro igual um desesperado.
— Não adianta gritar, o feitiço que coloquei isola qualquer som no quarto.
disse Harry nervoso, Draco olhou furioso.
— Quem é você? porque me interrompeu? Meu pai irá te matar por isso seu caçador inútil.
Harry deu uma pequena risada.
— Qual é Draco, não está me reconhecendo? Sua doninha patética.
O rosto de Draco ganhou rapidamente um tom branco e Harry se levantou lentamente.
— Potter? o que está fazendo aqui?
Harry jogou varinha de Draco até os pês da garota.
— Essa é a varinha que estava te torturando a alguns minutos atras. — disse Harry para a garota que pegava lentamente a varinha de Draco. — E esse amarado é o verme que a empunhava! faça o que você quiser, depois eu posso tentar te tirar desse lugar, se você quiser.
A garota se levantou com certa dificuldade e encarou Draco que engoliu em seco.
— Daphne, por favor. Pense na sua irmã.
A garota deu uma pequena risada.
— Quero que minha irmã morra tanto quanto quero que você morra.
Respondeu ela de forma sombria. Harry respirou fundo pra possível conclusão dessa história.
— Potter faça alguma coisa, me ajude.
Harry deu uma longa gargalhada.
— Draco, você estava a torturando, e temo que essa não seja a pior parte das suas intenções. Se ela escolher acabar com sua vida patética não posso culpa-la, quem dirá impedi-la.
Draco congelou por conta do medo, mas a garota olhou interrogativamente para Harry.
— Porque ele continua te chamando de Potter?
Perguntou ela e Harry abaixou um pouco a cabeça.
— Poção Polissuco. Já deve passar o efeito.
A garota parecia bastante supressa, mas confirmou com a cabeça e voltou seus olhos para Malfoy.
— Sabia que meu pai me ensinou todas as três maldiçoes imperdoáveis Malfoy? É claro que você sabia! Afinal, o seu também te ensinou todas elas — a garota respirou fundo e apontou a varinha de Draco para os olhos do loiro imbecil — você não tem ideia da vontade que sinto de estreia minha maldição da morte com um inútil igual você.
Draco fechava os olhos apavorado.
— Mas não irei me sujar com você — acrescentou a garota e fez Draco abrir os olhos novamente. — Você é boa parte do motivo da minha vida ser uma merda a anos, e você merece morrer! Mas não pelas minhas mãos. Estupefaça.
Rapidamente o feitiço atingiu Draco que desmaiou novamente. Harry suspirou rapidamente antes da garota se virar e executar algum feitiço aos sussurros nela mesmo. quando retornou a parte rasgada de sua roupa já estava concertada e ela sentou no chão.
— Então Potter... porque me ajudou?
Perguntou ela e Harry deu os ombros.
— Não sei... só não conseguir observar alguém ser torturado e não fazer nada.
Ela sorriu pela primeira e fez Harry desviar o olhar.
— Obrigado.
Harry confirmou com a cabeça.
— Temos que sair daqui. você sabe aonde está sua varinha?
ela abaixou bastante a cabeça.
— Eles quebraram.
Harry suspirou, deveria ter imaginado isso.
— Certo, tem essa que você está na mão e tem a do sequestrador que estou transformado, qual você quer ficar?
Perguntou Harry tirando a grande varinha do sequestrador, a garota rapidamente apontou para a do sequestrador e jogou a de Draco para Harry.
— Ok, vamos sair daqui.
Ela olhou confusa para Harry.
— Você entrou disfarçado, como planeja sair daqui com uma prisioneira?
Harry não respondeu, somente esticou novamente a capa da invisibilidade e se cobriu. A garota parecia impressionada.
— Ta, isso é um começo.
Confessou ela e Harry saiu de baixo da capa.
— Vamos logo.
Disse ele e levantou a capa para cobrir os dois. Como Harry já havia notado antes, ele cresceu muito para essa capa, agora ela tinha dificuldade em esconder duas pessoas ao mesmo tempo, mas era só andar devagar e tudo ficaria bem. Eles desceram a escadaria e assim que saíram viram que não seria fácil sair pelo portão. Mas a garota apontou para o portão e Harry a seguiu. Assim que chegaram, a garota sacou a varinha e fez um movimento desconhecido para Harry, depois começou a andar e Harry a segurou pelo braço.
— O que está fazendo?
Perguntou ele aos sussurros.
— Tirando a gente daqui! — exclamou a garota rapidamente — eu infelizmente conheço o feitiço pra passar pelo portão, agora é só atravessarmos como se ele estivesse aberto.
Harry confirmou com cabeça ainda meio receoso. Mas começou a andar lentamente na direção do portão. Como a garota disse, eles atravessaram o portão como se ele não estivesse lá, então Harry caminhou um pouco pra sair da área Anti-Aparatação e segurou a mão da garota para desaparatar.
— Você está bem pra desaparatar?
Perguntou Harry sentindo a mão dela tremer. Ela confirmou com a cabeça meio receosa.
— Tenho que estar! É questão de tempo ate notarem que fugir e que Draco está amarrado, não podemos fugir andando.
Harry confirmou com a cabeça realmente rezando para a aparatação não der errado.
Ele aparatou na casa que estava ficando e rapidamente saiu de baixa da capa pra buscar algumas coisas. O sequestrador estava acordado e tentava gritar alguma coisa, mas as cordas prendendo sua boca o impediam de falar. A garota saiu da capa e olhou interrogativamente para Harry.
— Aonde estamos?
Perguntou ela enquanto Harry pegava a bolsa de Hermione e já jogava as coisas uteis espalhadas pela casa.
— É aqui que eu estava me escondendo, tenho que pegar essas coisas e sair o mais rápido possível.
A garota confirmou com a cabeça.
— Eu conheço um lugar que pode ser seguro.
Harry confirmou com a cabeça.
— Está bem pra guiar a aparatação?
Perguntou Harry.
— Bem não estou, mas acho que vou dar conta.
Harry confirmou com a cabeça enquanto terminava de juntar suas coisas e apagava o sequestrador novamente. assim ele voltou pra de baixo da capa e segurou a mão da garota esperando ela aparatar.
— Vamos para a Portobello Road, na casa 14D. antiga casa da minha mãe.
Harry confirmou com a cabeça se perguntando o porque ela explicou exatamente pra onde estavam indo. Após isso Harry sentiu a sensação da aparatação e apareceu dentro de uma grande casa que lembrava vagamente a casa dos Dursleys. A garota rapidamente saiu da capa e se sentou rapidamente num sofá vermelho a esquerda. Harry saiu olhando em volta, tinha fotos da garota quando criança por todos os lados, aparentemente deve ser mesmo a casa dela.
— Eu estava em duvida se acreditava, mas parece que fui mesmo resgatada por Harry Potter.
Exclamou ela e Harry sorriu ao notar que a poção já deve ter desaparecido a um tempo e nenhum dos dois repararam.
— Não existe muitas vantagens em ter esse nome hoje em dia.
Exclamou o garoto enquanto se sentava no chão.
— E você não me disse o seu.
A garota abaixou um pouco a cabeça.
— Daphne Greengrass, fazíamos algumas aulas juntos em Hogwarts.
Harry confirmou com a cabeça.
— A garota loira da Sonserina, eu me lembro.
Exclamou Harry e Daphne o olhou supressa.
— Então... você falou que essa é a casa da sua mãe?
Daphne confirmou com a cabeça.
— É sim. Tenho muitas lembranças desse lugar.
Harry confirmou com a cabeça.
— É seguro ficarmos aqui? Tipo... a casa da sua mãe não é o primeiro lugar que te procurariam?
Daphne negou com a cabeça.
— Ela vivia entre os trouxas, essa área não é um muito frequentado por bruxos, e esse lugar é protegido pelo feitiço Fidelius, ninguém pode nos encontrar aqui.
Harry confirmou com a cabeça entendo o porque ela detalhou o lugar que eles estavam indo.
— Entendi. Quem sabe sobre o segredo?
— Somente eu e você sabemos atualmente... por hora, estamos seguros.
Harry confirmou com a cabeça e abaixou um pouco a guarda.
— Esperava que independente da aonde você estivesse se escondendo, você estaria com seus amigos. Aonde está o Weasley irritante e a garota que sabia todas as respostas?
Perguntou Daphne e Harry suspirou.
— Eles estavam comigo, mas algumas coisas deram errados.
Daphne abaixou a cabeça envergonhada.
— Sinto muito! Eu não deveria ter perguntando.
Harry negou com a cabeça.
— Está tudo bem, eles estão vivos! Só seguiram outro caminho.
Daphne ergueu uma sobrancelha.
— Eles te abandonaram certo?
Harry confirmou com a cabeça e Daphne suspirou enquanto se levantava lentamente.
— Bem, sinta-se em casa! Eu vou tomar alguns remédios e tomar um banho, você deveria fazer o mesmo.
Harry confirmou com a cabeça e observou a garota ainda um pouco tremula subir as escadas e desaparecer.
A vida foi um pouco melhor para Harry a partir disso. No começo Harry e Daphne tinha uma relação um pouco afastados um do outro, mas com o tempo foram conversando e logo se tornaram amigos. A casa da senhorita Greengrass era bem aconchegante e propões coisas básicas que Harry não tinha a algum tempo! Água quente, comida, a casa era aquecida pela lareira, tudo isso comparado com as tendas que ele se escondia era como viver no luxo.
No começo Harry vivia nas janelas vigiando, mas com o tempo acabou desistido. Daphne estava certa, esse era um bairro muito povoado pelos trouxas, os bruxos teriam extrema dificuldade em andar por ali sem serem notados rapidamente, e Harry também foi obrigado a aceitar que não existe proteção melhor do que o feitiço Fidelius. Então acabou esquecendo as janelas e tentando aproveitar um pouco a sensação de segurança.
Tanto Harry quanto Daphne sabiam cozinhar, então isso não era um problema, o problema é que a comida acaba uma hora, então Harry era obrigado a sair sobe a capa da invisibilidade e ir ate um mercado trouxa e roubava alguns alimentos. Ele não se orgulhava disso, mas não dava pra arriscar ser visto em público, e não é como se ele tivesse dinheiro pra pagar de qualquer forma.
Os dias fora se passando e Harry acabou guardando o medalhão numa gaveta e o abandonando. Ele não queria fazer isso no começo, mas não tinha muita esperança que conseguiria o necessário pra vencer essa guerra, então estar com o medalhão o tempo inteiro não muda absolutamente nada, só o deixava mal humorado o tempo inteiro.
Harry acabou ficando muito amigo de Daphne, mas continua sem saber muito dela. Toda vez que o garoto tentava puxar algum assunto sobre a mãe ou sobre a família de Daphne, ela mudava de assunto rapidamente, então Harry parou de tentar perguntar, até porque sabia que essa não seria uma história feliz.
Quando a véspera de natal chegou, Harry saiu pra buscar algo pra jantar, Daphne parecia um pouco triste com a aproximação do natal, então Harry queria fazer algo pra anima-la! Mas seria muito difícil pegar muitas coisas sem ser notado, então resolveu correr o risco e saiu sem a sua capa da invisibilidade até o mercado.
Ele pegou um carrinho e pegou rapidamente alguns alimentos que serviriam e quando estava pra sair se deparou com uma cara garrafa de vinho. Ele não costumava beber, mas o que poderia dar errado? Ele pegou e colocou rapidamente no carinho.
Na hora do caixa ele ainda não tinha dinheiro, então fingiu que ia pegar dinheiro e sacou sua varinha disfarçadamente.
— Imperio.
Sussurrou Harry enquanto apontava disfarçadamente sua varinha para a moça do caixa, rapidamente seus olhos perderam a cor. Harry ordenou que ela entendesse que ele já pagou e assim a mulher fez, ate colocou o valor exato que Harry teria supostamente pagado. Ele acabou saindo pela porta da frente ate com nota fiscal.
Assim que saiu cheio de sacolas, ele rapidamente achou um beco aonde podia aparatar de volta. assim que ele apareceu na casa da senhorita Greengrass, ele notou que Daphne estava no quarto dela, então ele foi pra cozinha e começou a preparar o jantar. Não seria nada extraordinário, afinal não é como se ele tivesse muitos recursos ou fosse um grande cozinheiro, mas dava pra fazer alguma coisa minimamente satisfatória.
Ele queria muito fazer um peru ou algo semelhante a isso, mas não restava tempo suficiente, e ele também não tinha certeza se conseguiria fazer. então optou pelo básico, resolveu fazer uma macarronada que viu Petúnia fazer em um dos natal que ele passou com os Dursleys na infância.
A receita era simples, então não tinha muito como errar, somente quando já era o horário de jantar que subir pra chamar Daphne que passou o dia todo no quarto. Ela parecia supressa que ele tenha feito alguma coisa razoavelmente diferente, Harry e Daphne sempre viviam de pratos simples e fáceis de preparar. Ela pareceu bastante feliz que Harry tinha feito algo, deixando Harry um pouco orgulhoso.
O jantar foi tranquilo e cheio de conversa. Daphne resolveu contar um pouco sobre a época da escola e Harry ficou impressionado, como no mesmo castelo ambos consiga ter uma vida tão diferente uma da outra. Harry também reparou que Daphne, só contava histórias até o final de seu terceiro ano, qualquer pergunta dos anos posteriores ela mudava de assunto rapidamente.
Após o jantar ambos continuaram a conversar sentados no sofá, Harry contou histórias aleatórias pra ela e detalhes que ela talvez não tinha dos fatos, por exemplo: ela sabia que Harry venceu o professor Quirrell durante o primeiro ano, só não sabia detalhes da luta ou porque exatamente ela aconteceu.
Somente quando faltava 10 minutos para a meia noite que Harry lembrou do vinho que tinha comprado.
— Daph... eu nem sei se você gosta, mas eu comprei isso, quer um pouco?
Daphne que parecia distraída com sua própria unha, olhou automaticamente para Harry e viu ele saindo da cozinha com uma garrafa de vinho na mão.
— ate que não é uma ideia muito ruim, mas consigo melhorá-la.
Falou ela se levantando do sofá. Harry ergueu uma sobrancelha.
— Como exatamente?
Perguntou ele e Daphne o ignorou enquanto subia correndo as escadas. Harry aguardou até que ela voltasse, coisa que não demorou mais que dois minutos.
— Peguei sua capa da invisibilidade, vamos sair.
Harry a olhou interrogativamente novamente achando que talvez ela esteja brincando, mas quando viu Daphne toda agasalhada e com a capa na mão o olhando apreensivamente ele entendeu que não era brincadeira.
— Pra onde nós vamos?
Perguntou o garoto e Daphne deu uma pequena risada.
— É uma supressa, venha.
Falou ela enquanto se aproximava e pegava a mão de Harry. Harry somente deu os ombros sem saber muito bem o que esperar.
— Ainda bem que você está agasalhado, vai fazer frio pra onde estamos indo.
Harry confirmou com a cabeça e Daphne desaparatou o levando com ela.
Harry mesmo agasalhado, teve que cruzar seus braços assim que eles apareceram num enorme campo verde. Daphne rapidamente se jogou na grama e parecia observar o céu, Harry olhou um pouco em volta e acabou olhando para onde Daphne estava olhando e rapidamente entendeu o porque eles estavam ali. Era um céu aberto lotado de estrelas enormes. Harry sentou no chão ao lado de Daphne.
— Devo admitir, você se superou. Mas isso é perigoso, estamos em campo aberto.
Daphne somente ignorou enquanto sentava no chão e pegava a garrava que estava nas mãos de Harry.
— Não é todo dia que alguém pode ver o escolhido da Grifinória com medo. — Harry bufou e Daphne riu enquanto conjurava dois copos. — Relaxa Harry, falta três minutos para o natal, quem estará no meio do nada trabalhando para Voldemort agora?
Harry pegou o vinho já aberto e colocou nos copos conjurados por Daphne.
— Bom argumento, mas fique em alerta
Daphne sorriu enquanto pegava o copo já cheio.
— Aonde estamos exatamente?
Perguntou Harry também pegando um dos copos.
— Minha mãe sempre me trazia aqui pra observar as estrelas.
Harry confirmou com a cabeça.
— É a primeira vez que você fala dela.
Daphne abaixou um pouco a cabeça, mas não demorou muito para erguer novamente com um pequeno sorriso.
— Ela era a pessoa mais incrível que eu conhecia. Éramos muito próximas.
Harry confirmou com a cabeça enquanto dava uma pequena picada em seu vinho.
— O que aconteceu com ela.
Perguntou ele e se arrependeu no mesmo segundo, tipo é uma pergunta um pouco complicada de se fazer no mundo atual. Daphne mudou seu sorriso rapidamente pra uma expressão mais triste enquanto dava a primeira golada em vinho.
— Ela acabou ficando doente durante meu terceiro ano em Hogwarts, acabou falecendo no final do ano e eu fui obrigado a ir morar com meu pai e minha madrasta.
Harry abaixou um pouco a cabeça.
— Sinto muito Daph, eu não tinha ideia.
Daphne negou com a cabeça.
— Tem vezes que sinto tanta falta dela que parece doer fisicamente. Por isso eu estava isolada hoje, natal era um dia muito especial pra ela, então fico meio emotiva nesse dia.
Daphne deu outra colada e olhou para o céu.
— Você sempre vinha aqui com ela?
Perguntou Harry e Daphne sorriu ainda olhando o céu.
— Sempre que eu estava mal humorada com alguma coisa. Ela dizia que as estrela me acalmavam quando eu era pequena, então se tornou uma tradição.
Harry deu uma pequena risada.
— De alguma forma, ela conseguia transformar pequenas coisas como ver as estrelas, em algo magico, algo memorável... algo especial.
Os olhos de Daphne claramente brilhavam a falar da mãe. Harry manteve seu sorriso, feliz por ela compartilhar esse tipo de coisa.
— Parece que ela era uma pessoa incrível.
Daphne concordou com a cabeça.
— Muito incrível, a mais incrível.
Harry deu outra colada em seu copo e olhou o céu também. Ele nunca ligou muito pra estrelas, na verdade ficava furioso de ser obrigado a fazer Astronomia uma vez por semana em Hogwarts. Mas agora ele tem que admitir que isso era incrível! Somente a lua gigante no céu já era encantador, junto com todas as estrelas que pareciam decorar o céu, deixando a noite como se fosse uma obra de arte. Harry respirou fundo.
— Queria que todos os momentos fossem assim.
Disse Harry e Daphne riu.
— O destino preparou algo um pouco mais complicado pra nós dois.
Disse ela dando a ultima colada em seu copo e o enchendo novamente. Harry ficou calado enquanto encarava o céu e ocasionalmente dava pequenas goladas em seu cálice, Daphne se aproximou e encostou a cabeça em seu ombro. Ele se assustou no início, mas logo voltou a atenção para o céu.
— Sabe Harry, eu tenho algo pra te falar.
Harry tirou os olhos da lua e olhou para a garota loira ainda encostada em seu ombro.
— O que é?
Perguntou ele e Daphne desencostou e se afastou um pouco, podendo assim encarar o garoto de frente.
— Eu andei fuçando as coisas da minha mãe e encontrei isso.
Falou ela retirando um pingente do pescoço e Harry reconheceu imediatamente. Era um vira tempo, mas esse era um pouco diferente daquele que Hermione usava em seu terceiro ano, parecia um pouco maior e era prata.
— Um vira tempo?
Perguntou retoricamente Harry e Daphne confirmou com a cabeça.
— Pensei que podíamos usar e voltar no tempo.
Harry ergueu uma sobrancelha.
— Pra que?
Perguntou ele automaticamente.
— Olha em volta Harry! Eu e você não temos futuro! Estamos pacificamente esperando algo dar errado e sermos capturados e mortos. Porque não voltar no passado e tentar mudar um pouco toda essa merda.
Harry ficou um pouco intrigada. Ele sabia que era muito mais complicado do que Daphne dizia, mexer com o tempo pode piorar ainda mais as coisas.
— Você não acha que isso é muito perigoso? Não existe consequências imprevisíveis pra quem mexe na linha do tempo?
Perguntou ele e Daphne confirmou com a cabeça.
— Pior do que agora? Você-sabe-quem não está ganhado, ele já ganhou! Não existe resistência, não existe aliados! Eu sei que nem mesmo voce acredita que ele pode ser derrotado. Como poderíamos piorar isso?
Harry deu uma longa colada em seu vinho enquanto pensava, ele não acreditava que estava considerando isso.
— O que exatamente voce tem em mente?
Perguntou ele e Daphne abriu um grande sorriso.
— Não pensei muito, na verdade eu nem tenho certeza se essa coisa esta funcionado, parece tão velho.
Falou Daphne enquanto analisava o vira tempo em seu pescoço.
— Eu pensei em ver com ver com voce qual seria o melhor período para voltarmos.
Harry respirou fundo enquanto pensava.
— A primeira coisa que vem a minha mente seria evitar a morte de Sirius, mas isso não mudaria o destino tão drasticamente...
— Sirius não é o principal responsável pela morte dos seus pais?
Perguntou Daphne e Harry sorriu.
— Longa história, mas não! Ele era inocente... Talvez a única família que tinha me restado.
Daphne abaixou a cabeça um pouco envergonhada.
— Eu sinto muito Harry, eu não sabia.
Harry apenas pegou na mão dela instintivamente.
— Está tudo bem. — falou ele e se arrepiou um pouco com o toque. — Mas então... acho que seria no meu quarto ano, talvez evitar o ressurgimento do bastardo.
Daphne voltou a olhar para ele e estava um pouco corada, talvez por conta do vinho.
— Eu também pensei nesse momento, mas lembre-se que irá ter dois de você, não poderemos ser vistos. Como planeja mudar o ritual que trouxe Voldemort de volta enquanto trabalha nas sombras?
Harry começou a pensar, mas não precisou muito.
— Posso usar a capa da invisibilidade e impedir Rabicho de fazer o ritual, acho que hoje eu conseguiria derrotar o rato tranquilamente.
Daphne confirmou com a cabeça sem entender muito bem, afinal quem era Rabicho? Irrelevante! O importante é que Harry tinha um esboço de um plano, e isso era mais que o suficiente pra convencê-la a seguir com a ideia.
— Certo para o junho de 1995.
Harry confirmou com a cabeça ainda não acreditando que eles fariam isso, Hermione ficaria furiosa pela irresponsabilidade de Harry fazer algo tão arriscado sem quase nenhum tipo de planejamento. Daphne ficou alguns minutos mexendo em seu vira tempo quando levantou a cabeça de forma alarmante.
— Tudo pronto Harry.
Falou ela já desgrudando um dos lados e passando a corrente pelo pescoço de Harry, deixando os dois com os rostos bem próximos. Daphne estava prestes a apertar o botão e não teria mais volta, Harry olhou para seu relógio num ato involuntário e notou que era 00:34, ele segurou a mão de Daphne no segundo que ela iria apertar e a garota olhou interrogativamente para ele.
— Feliz natal Daph.
Daphne sorriu radiantemente.
— Feliz natal Harry.
Respondeu ela sorrindo e Harry soltou sua mão a deixando apertar o botão do vira tempo e assim ela fez, deixando Harry com somente uma certeza: independente se pra melhor ou pior, sua vida iria mudar drasticamente
