Boa leitura pessoal.
Capitulo 3: Conversando com Daphne
Daphne sorriu assim que seus olhos encontraram os de Harry, ela se aproximou lentamente e Harry esperava enquanto pensava nas dezenas de perguntas que tinha pra fazer.
— Parabéns pela tarefa Harry, quase pareceu que você já tinha feito algo parecido.
Brincou Daphne assim que se aproximou o suficiente. Harry confirmou com a cabeça enquanto ria da pequena piada que a garota vez.
— Me segue, tem um lugar onde podemos conversar melhor.
Daphne confirmou com a cabeça e Harry começou a andar pelo sétimo andar. Daphne era bastante familiarizada com esse andar especifico, afinal era dali que se acessa a torre de astronomia, lugar que nos tempos de colégio a garota passava a maior parte de seu tempo livre. Mas Harry não foi em direção a torre, e sim ate um corredor que Daphne nunca deu muita importância, afinal não existia nada ali pra dar atenção. Harry ficou uns segundos parado fazendo Daphne se perguntar o que exatamente ele estava fazendo, mas a resposta veio automaticamente, pois uma grande e majestosa porta apareceu no fim do corredor e Harry avançou rapidamente ate ela enquanto olhava em volta pra ver se nenhum aluno o observava. Assim que ambos entraram até mesmo Harry ficou impressionado com o formato da sala, afinal se tratava de uma cópia exata do salão comunal da Grifinória, só faltava a escadaria que levava até os dormitórios. Harry suspirou impressionado enquanto caminhava ate sentar em um dos bufes.
— Que lugar é esse?
Perguntou Daphne enquanto também se sentava num bufe de frente pra Harry.
— É chamada de sala precisa, sempre se transforma exatamente naquilo que se precisa, nesse caso em especifico eu pedir por uma boa sala pra conversar e ele se transformou na copia exata do salão comunal da Grifinória.
Daphne olhou em volta parecendo impressionada.
— Então era nessa sala que a famosa Armada de Dumbledore se reunia?
Harry confirmou com a cabeça.
— É sim, mas como você sabia?
Daphne deu uma pequena risada.
— A Brigada Inquisitorial era formada em sua maioria por alunos da Sonserina, então quando vocês foram entregues pela Edgecombe, a notícia de uma sala secreta no sétimo andar vagou por toda masmorra.
Harry confirmou com a cabeça.
— Você era uma das intrigantes? Quero dizer... da Brigada Inquisitorial?
Daphne negou com a cabeça rindo.
— Eu odiava Dolores Umbridge tanto quanto você, e tirando os membros da Brigada, a maioria dos Sonserinos também não a suportava.
Harry confirmou com a cabeça.
— Foi uma verdadeira estupidez acreditar que todos os Sonserinos seriam iguais ao Malfoy ou derivados dele.
Daphne negou com a cabeça.
— Malfoy e sua gangue, Marcos Flint e seus amigos, Parkinson e suas patéticas amigas. Todos esses dão uma péssima visão para o resto da escola. Sem contar a quantidade de ex-alunos da Sonserina que acabaram em Azkaban ou que apoiaram você-sabe-quem na primeira e segunda guerra.
Harry confirmou com a cabeça.
— Que bom que você entende, mas ainda assim não deixa de ser errado a escola inteira taxar vocês como se fossem todos iguais... todos futuros prisioneiros de Azkaban... futuros bruxos das trevas.
Daphne riu um pouco e esticou os braços olhando em volta, talvez para mudar o assunto.
—Então é assim que é o salão comunal da Grifinória? — perguntou ela olhando em volta. — O da Sonserina é bem diferente, maior também.
Harry confirmou com a cabeça.
— Eu sei, estive lá durante meu segundo ano, mas depois te conto isso.
Daphne parecia curiosa quanto a história de Harry, mas concordou com a cabeça entendendo que tinha coisas mais importantes para discutir.
— Tem alguma ideia do que aconteceu?
Perguntou Harry e Daphne negou com a cabeça.
— Não tenho Harry, esse treco deve estar quebrado.
Falou ela tirando o vira tempo prata que eles usaram pra voltar no tempo.
— Você já estava com isso durante essa época?
Perguntou Harry e Daphne negou com a cabeça.
— Não! Na verdade, esse objeto foi a única coisa que viajou com a gente. Quando acordei essa manha o vira tempo ainda estava no meu pescoço, mas eu não o possua com 15 anos de idade, achei enquanto dividia o esconderijo com você.
Harry confirmou com cabeça. O objeto provavelmente é a única prova que eles tinham de tudo que aconteceu.
— Você quer investigar essa coisa? Pelo visto não deve ser um vira tempo comum!
Daphne confirmou com a cabeça.
— Não, com certeza não deve ser comum! mas temos que tomar cuidado pra quem iremos mostrar ou pedir informações sobre ele. Se esse objeto realmente tiver o poder não somente de nos mandar de volta no tempo, mas nos mandar para nossos corpos do passado, deve ser um item bem raro! Talvez uma experiencia que deu errado? Não sei, só sei que tem pessoas que mataria pra possuir algum objeto parecido.
Harry pensou por um segundo e ela estava certa, é um item perigoso até de se ter em posse.
— Depois pensamos sobre isso, por hora só esconde bem essa coisa, já temos problemas suficientes.
Daphne confirmou com a cabeça enquanto colocava o vira tempo de volta para dentro da camisa.
— Pra ser completamente sincero, eu estou mega perdido. Não tinha certeza se queria acreditar que realmente fomos enviados para o passado e que temos uma nova oportunidade de mudar tudo.
Daphne parecia pensativa, mas confirmou com a cabeça lentamente.
— Acho que sim — falou ela se ajeitando no bufe — Não era exatamente o que planejamos na floresta, mas isso pode ser até melhor.
Harry deu uma pequena risada.
— O que exatamente planejamos na floresta? Pensei que era somente uma ideia desesperada incentivada pelo momento.
Daphne confirmou rindo.
— É verdade, mas quando eu dei a ideia eu imaginei que teria dois de nós e que teríamos que agir nas sombras pra mudar tudo. Agora podemos agir diretamente, sem se preocupar em encontrar uma versão sua do passado e isso criar um paradoxo.
Harry começou a coçar a nuca num ato meio involuntário enquanto pensava.
— Temos mesmo, mas o que será que acontecerá se alterarmos algo?
Daphne ergueu uma sobrancelha.
— Quero acreditar que nenhum paradoxo vai nos eliminar caso alterarmos alguma coisa, acho que no máximo que teremos são resultados diferentes considerando aquilo que mudamos. Por exemplo: na primeira vez, você não derrotou o dragão daquela forma que derrotou agora! Isso não alterou muito, mas provavelmente os jurados julgaram suas notas de forma diferentes.
Harry confirmou com a cabeça.
— Dumbledore me deu mais pontos do que da última fez e Karkaroff me deu menos, no fim acabei empatando com Krum do mesmo jeito.
— Mas de uma forma completamente diferente. Se podermos fazer essas pequenas alterações, provavelmente podemos fazer grandes mudanças, mas como eu disse, quanto maior a mudança maior será o resultado no futuro.
Harry confirmou com a cabeça.
— Você tem certeza disso? Estamos seguros?
Daphne não fez a cara mais confiante que Harry esperava.
— Não tenho certeza de nada! Estou apenas supondo, mas pelo menos por hora, acho que estamos seguros sim.
Harry respirou fundo um pouco aliviado. Pela primeira vez parou pra analisar Daphne que roía a própria unha igual sempre fazia na casa de sua mãe. Ela estava definitivamente mais jovem, provavelmente os meses se escondendo tirou muito da cor dela, pois agora seu rosto era muito mais vivo e vibrante.
— Já está acostumada a ter seus 15 anos novamente?
Daphne parou de roer a unha e olhou para Harry.
— Não pensei muito nisso. Eu olhei no espelho essa manha e notei que estou mais jovem, mas não é como se tivéssemos voltado tantos anos, eu não estou tão diferente, talvez só o meu cabelo que agora está mais bem cuidado.
Harry desviou o olhar rapidamente antes de responder.
— Eu sempre achei seu cabelo muito bonito, mesmo enquanto estávamos nos escondendo.
Daphne corou de leve, mas Harry não viu pois continuava com a cabeça abaixada. Não era a primeira vez que Harry comentava positivamente sobre seu cabelo, talvez ele realmente o ache bonito. Balançando a cabeça para um lado e o por outro, Daphne tentou tirar esse tipo de pensamentos da cabeça.
— Então Harry, esquecendo que estamos novamente com 15 anos, o que você planeja mudar exatamente?
Harry levantou levemente a cabeça.
— Não tenho ideia! Na verdade são tantas coisas que eu nem sem por onde começar.
Daphne olhou em volta buscando alguma coisa pra escrever, quase como se a sala respondesse ao seu pensamento, uma pena e um pergaminho apareceu em uma mesa no canto. Ela se levantou e rapidamente pegou a pena e o pergaminho e entregou a Harry.
— Você pode tentar organizar as ideias anotando, porque você não me diz os fatos importantes para a futura guerra e vai anotando no pergaminho, depois podemos chegar numa conclusão juntos.
Harry confirmou com a cabeça.
— Certo... Acabei de passar pela primeira tarefa do torneio Tribruxo... acho melhor você me fazer perguntas e eu vou respondendo e anotando.
Daphne confirmou com a cabeça meia pensativa.
— Certo, me responde uma coisa... a história que Dumbledore irá contar no final do ano é a história verdadeira?
Harry fez que mais ou menos com as mãos.
— Não a história completa... se não me falha a memória, ele contou que Cedrico morreu pelas mãos de Voldemort e que o bastardo retornou, certo?
Daphne confirmou com a cabeça. Harry esperava que ela se assustasse ou estremecesse com o nome Voldemort, mas nada aconteceu. Dando os ombros, Harry continuou.
— Acho que ficou oculto para o publico o fato que o nosso agora atual professor de DCAT é um comensal da morte disfarçado. Ele que colocou meu nome no cálice e foi garantindo que ganhe o torneio, o motivo você sabe.
Daphne confirmou com a cabeça.
— Eu sempre me perguntei como você e o Diggory foram parar no lugar que você-sabe-quem escolheu pra ressurgir das cinzas.
Harry voltou a coçar a nuca enquanto tentava pensar.
— Não sei o que irei fazer sobre Bartô Crouch Júnior. É o comensal que está disfarçado de Alastor Moody. — Acrescentou Harry para cara de dúvida de Daphne — nem sei se temos como pega-lo sem entregar que sabíamos de tudo.
Daphne confirmou com a cabeça.
— Bom ponto. Temos que evitar chamar atenção! E claro, evitar perguntas que não saberemos como responder.
Harry voltou a pensar, mas não demorou muito pra Daphne tirar novamente Harry de seus devaneios.
— Antes de você me encontrar, eu aposto que você estava buscando algum meio para derrotar você-sabe-quem. Me conta qual exatamente era seu plano junto com seus amigos... claro, antes de tudo dar errado.
Harry confirmou com a cabeça.
— É complicado, não tínhamos muita coisa, Dumbledore escondeu muita coisa de todos e morreu com os segredos. Mas tem algumas coisas que posso contar... no meu sexto ano, Dumbledore irá me mostrar dezenas de memorias da vida de Voldemort e de seus familiares. No final acabamos descobrindo como exatamente o bastardo conseguiu se manter vivo mesmo depois do acontecimento que matou meus pais... ele dividiu a própria alma em vários pedaços, isso é chamado de Horcruxes já ouviu falar?
Daphne ficou instantaneamente pálida enquanto confirmava com a cabeça.
— Sei bem pouco sobre, só que é o tipo mais nojenta de magia.
Harry confirmou com a cabeça.
— Ele dividiu a própria alma e colocou em vários objetos diferentes, assim mesmo que o corpo dele seja estraçalhado, ele continua preço a vida.
Daphne se ajeitou no bufe um pouco inquieta.
— Você sabe quais são esses objetos ou quantos ele vez?
Harry negou com a cabeça.
— Sei muito pouco, somente que o diário que destruir no meu segundo ano era um desses objetos, e lembra daquele medalhão que eu vivia no pescoço logo que nos conhecemos? — Daphne confirmou com a cabeça — então... aquilo era uma das Horcruxes. Eu tinha conseguido pegar, mas não tinha ideia de como iria destrui-la.
Daphne suspirou um pouco frustrada.
— Sabe quantas vezes você-sabe-quem partiu a própria alma?
Harry negou com a cabeça.
— E não é só isso Daph, eu também não tenho ideia de quais objetos ele utilizou! Pode ser literalmente qualquer coisa e pode estar em literalmente qualquer lugar. Não é sem motivo que acabei desistindo, a missão que Dumbledore deixou pra mim era simplesmente impossível de ser completada.
Daphne desviou seu olhar parecendo pensativa.
— Vamos entrar no ramo das suposições...Você não tem nenhuma ideia de quantas ele planejava fazer ou quais objetos poderia usar?
Harry olhou confuso pra ela.
— Tenho algumas sugestões. Durante a memória que provava que Voldemort planejava fazer Horcruxes, ele planejava fazer seis delas. E Dumbledore acredita que ele utilizou objetos dos fundadores de Hogwarts. O medalhão de Slytherin meio que confirma isso! Dumbledore também acredita que a cobra era uma horcrux.
Daphne focava em cada palavra dita por Harry quando o garoto parou e pareceu pensar naquilo que dizia.
— Claro, tudo isso é pura especulação. Eu tenho visões com a cobra e por isso Dumbledore acredita que ela também é uma horcrux, pela minha conexão com Voldemort e tudo mais. — Acrescentou ele para a cara de espanto de Daphne. — Mas não passa de especulação. Tenho certeza que ele utilizou o medalhão de Slytherin, mas isso não prova necessariamente que ele conseguiu botar as mãos em mais objetos dos fundadores. E claro, não temos certeza se ele realmente teve tempo suficiente para fazer as seis Horcruxes que inicialmente planejava.
Daphne suspirou diante de tanta informação.
— Explica melhor, quantas Horcruxes você tem certeza absoluta que existe ou que existiam.
Harry pensou por um segundo antes de começar a numera-las.
— O diário de Tom Riddle, o medalhão de Slytherin e o anel de Servolo Gaunt.
Daphne confirmou com a cabeça.
— Certo, essas três você tem certeza absoluta que existe, podemos ir atras dessas primeiro.
Harry confirmou com a cabeça.
— Não vai ser fácil, o medalhão está atualmente na futura sede da ordem da Fênix, não temos como entrar no local ate depois do ressurgimento de Voldemort. — Daphne confirmou com a cabeça meio pensativa. — O anel de Servolo Gaunt está na antiga residência dos Gaunt, mas deve esta fortemente protegido por inúmero feitiços. E o diário de Tom Riddle eu destruir em meu segundo ano.
Daphne rapidamente começou a roer as unhas enquanto pensava.
— Então não temos como ir atras de nenhum por enquanto certo?
Harry confirmou com a cabeça meio triste.
— E pelo o que entendi você e Dumbledore também acredita que a cobra pode ser uma dar Horcruxes... tem alguma ideia de algum outro objeto ou aonde poderíamos procurar?
— Somente algumas sugestões, acho que pelo menos por hora não vale o esforço.
Daphne respirou fundo e voltou a relaxar no bufe.
— Vamos precisar de ajuda.
Harry olhou interrogativamente para a garota.
— O que você quer dizer?
Perguntou ele rapidamente.
— Quero dizer que temos poucas informações, poucos recursos e considerando o que temos que fazer... pouquíssimo tempo.
— O que você sugeri?
— Acho que o que precisamos de mais informações sobre horcrux em geral, assim podemos saber se é possível você-sabe-quem ter feito seis dessas coisas. Acho que conheço alguém que pode saber tais informações, mas fica fora de Hogwarts e estamos preços aqui dentro.
Harry negou com a cabeça.
— Eu conheço passagens secretas, podemos simplesmente aparatar pra longe.
Daphne o olhou um pouco frustrada.
— Estamos novamente com 15 anos. Estamos com rastreadores, se aparatarmos para longe o ministério vai saber no mesmo segundo.
Toda a expectativa de Harry foi ao chão em um segundo, mas logo a solução pareceu brotar em sua cabeça.
— E se outra pessoa aparatar a gente?
Daphne parecia supressa.
— Se essa pessoa não tiver rastreador vai dar certo, mas quem iria fazer algo parecido?
— Eu conheço um elfo que trabalha aqui em Hogwarts, ele pode nos ajudar nisso e eu confio que ele não contara para ninguém que saímos.
Daphne confirmou com a cabeça.
— Se você confia nele, então eu também confio. Elfos são geralmente muito leias mesmo.
Harry confirmou com a cabeça
— Então, pra onde você planeja ir? Que tipo de informação estamos indo procurar?
— Acho que podemos pegar alguns livros no beco diagonal e conheço um homem por aquelas bandas que pode saber mais sobre Horcruxes do que a gente.
Harry confirmou com a cabeça meio desconfiado, afinal esse assunto era uma espécie de tabu no mundo bruxo até aonde ele sabia. Daphne suspirou de leve.
— O difícil será fingir que nada está acontecendo para todo o castelo, tipo, devem estar falando da gente agora por conta daquele abraço hoje de manhã, o que faremos sobre isso?
Perguntou Daphne com a cabeça meia baixa e Harry respirou fundo.
— Não ligo para o que estão dizendo. Eu não tenho certeza de como estava sendo seu quarto ano ou o quanto que minha presença pode complicar as coisas pra você, definitivamente não quero te transformar num alvo para futuros comensais da morte.
Daphne riu.
— Se tivéssemos voltado para o ano que vem você estaria certo! Fazer amizade com o Potter no ano que o Lord das trevas retornou com certeza me tornaria um alvo. Mas no quarto ano eu duvido muito! Tem sim muitos simpatizantes de você-sabe-quem e suas ideias, mas eles assim como suas famílias, acreditam que seu Lord está morto, somente ano que vem que suas famílias vão estar comprometidas com você-sabe-quem novamente.
Harry confirmou com a cabeça.
— Mas e pra você? você vai ser o centro das atenções novamente, toda a escola vai comentar.
Harry deu os ombros.
— Por mim a gente pode conversar normalmente em qualquer horário ou em qualquer lugar. Eles podem pensar o que quiserem da amizade impossível entre um Grifinoriano e uma Sonserina. Estava mais preocupado com você mesmo.
Daphne sorriu enquanto negava com a cabeça.
— Por hora não vejo nada mais perigoso do que fofocas, então acho que está tudo bem. Meu quarto ano foi terrível da mesma forma, acho que com sua amizade pode torna-lo mais tolerável.
Harry fez uma cara de falsa indignação.
— Mais tolerável? Eu tornarei seu ano inesquecível.
Daphne riu e confirmou com a cabeça.
— Acredito que sim, mas... e seus amigos?
Harry respirou fundo um pouco pensativo.
— Não sei o que pensar sobre eles. Na verdade, não é como se tivemos muito tempo pra pensar direito, porque tirando essa manhã bizarra que tivemos... a ultima vez que os vi, eles me abandonavam sabendo que eu não conseguiria sem eles. Sei que não deveria sentir rancor por isso, afinal ate aonde sabemos não aconteceu ainda. Mas é impossível simplesmente esquecer.
Daphne confirmou com a cabeça meio triste.
— Concordo que será muito difícil você simplesmente esquecer! Acho que você deveria tirar um tempo melhor pra pensar sobre esses dois em especifico, talvez daqui uns dias você tenha uma conclusão sobre eles. Mas não era exatamente disso que eu estava perguntando quando perguntei dos seus amigos... eu queria saber se você planeja contar toda a verdade pra alguém.
Harry suspirou meio supresso.
— Não tinha pensado ainda nisso! Talvez eu conheça algumas pessoas que possam ser de confiança o suficiente.
Daphne respirou fundo.
— Eu sei que você é o protegido de Dumbledore e você o admira muito, mas eu não acho que ele...
— Não irei contar pra Dumbledore. — Interrompeu Harry convicto e Daphne o olhou supressa. — Dumbledore fracassou em absolutamente tudo que tentou da ultima vez. Ainda morreu pelas mãos da pessoa que mais confiava mesmo com todos apontando que não era confiável. Não planejo dar nenhuma informação pra Dumbledore.
Daphne confirmou com a cabeça sorrindo.
— Estou bastante supressa! Eu jurava que discordaríamos sobre isso. mas se não planjamos pedir ajudar ao velho, quem são as pessoas que você planeja contar a verdade e pedir ajuda?
Harry novamente ficou pensativo pensando nas possibilidades.
— Acho que precisaremos de ajuda, Rony e Hermione eu não planejo contar nada, pelo menos não por enquanto. talvez Sirius? Com certeza ele é confiável! Mas é muito leal a Dumbledore, pode ser que ele conte ao diretor ou deixe algo escapar.
Daphne se perdeu na metade da linha de raciocínio de Harry.
— Você comentou que Sirius é a última família que tinha te restado certo? Aonde ele estava em 1994?
Harry puxou na memória rapidamente.
— Vivendo por ai como um sem teto junto de Bicuço, o hipogrifo de Hagrid que fugiu no meu terceiro ano.
Daphne confirmou com a cabeça meia confusa sobre os nomes.
— Ok... podemos contacta-lo de alguma forma?
Harry confirmou com a cabeça.
— Iremos encontra-lo durante a primeira viagem até Hogsmeade. Até lá eu decido se irei ou não contar pra ele.
Daphne suspirou.
— E aqui em Hogwarts? Alguém de confiança?
Harry voltou a pensar.
— Não sei, talvez! O problema é que não é somente quem eu confio que não contaria pra ninguém, mas também quem acreditaria em toda essa história.
Daphne confirmou rindo um pouco.
— Você está certo. É uma história insana até para os padrões bruxos.
Concordou Daphne rindo.
— E você? — perguntou Harry rapidmanete — Conhece alguem de confiança que poderia nos ajudar?
Daphne olhou para Harry um pouco supressa.
— Acho que não Harry. eu tenho algumas amigas, mas não chego nem perto desse nível de confiança! Na verdade, acabei me afastando muito das pessoas durante meu quarto ano.
— Porque se afastou?
Perguntou Harry e viu Daphne abaixar um pouco a cabeça.
— Como eu te contei antes, minha mãe morreu no final do meu terceiro ano, em meu quarto ano eu estava em luto pela minha mãe e revoltada por ser obrigada a morar com meu pai, então eu constantemente me isolava.
Harry olhou tristemente para Daphne com a cabeça abaixada, com certeza a garota tinha muita coisa pra contar, mas ainda tinha muita dificuldade.
— Sinto muito Daph, eu não sabia
Daphne rapidamente ergueu a cabeça e negou fortemente.
— Está tudo bem Harry. É justamente por isso que evito qualquer informação sobre os anos depois do terceiro...Não gosto que as pessoas sintam pena de mim ou algo parecido — Harry confirmou com a cabeça entendendo perfeitamente o que ela queria dizer. Daphne respirou fundo tentando voltar ao raciocínio. — Acho que deveríamos encerar por hoje e descansar, afinal não faz muito tempo que alguém derrotava um dragão.
Falou ela sorrindo provavelmente para amenizar o clima estranho que acabou se formando.
—Acho que você está certa. Teremos mais tempo pra conversar e acho que o básico já conversamos.
Daphne sorriu enquanto se levantava do bufe e Harry fazia o mesmo. ele rapidamente colocou o pergaminho que anotava as coisas importantes na mesinha e se espreguiçou.
— Acabei não anotando muita coisa.
Disse Harry olhando o pergaminho quase vazio.
— Vamos conversando conforme os eventos se aproxima.
Harry confirmou com a cabeça, mas uma nova duvida apareceu em sua cabeça.
— Quando você quer ir no beco diagonal para conversar com a pessoa que você conhece?
Daphne parecia pensar por um segundo antes de responder.
— Vamos tirar amanhã pra pensar em tudo, acho que podemos sentar pra conversar melhor depois das aulas, acredito que até lá já estaremos mais acostumados a tudo isso que está acontecendo.
Harry confirmou com a cabeça e Daphne começou a caminhar na direção da saída, Harry correu e segurou seu ombro de leve, Daphne olhou pra trás meio supressa e acabou se deparando com os olhos de Harry um pouco perto demais.
— Obrigado Daph.
Daphne desviou o olhar meio corada.
— Pelo o que Harry?
— Você que proporcionou essa segunda chance que estamos tendo. Talvez eu nunca consiga te agradecer o suficiente.
Daphne desviou ainda mais o olhar e Harry a soltou lentamente. Era meio bobo Harry agradecer daquela forma, mas fez o coração dela acelerar de uma forma que nunca tinha acontecido antes.
— Você não tem que me agradecer, não é como se eu tivesse planejado tudo isso.
Respondeu Daphne voltando a olhar para Harry e vendo que o garoto sorria timidamente.
— Bom obrigado mesmo assim, dessa fez vamos fazer as coisas acontecerem da forma certa.
Daphne confirmou com a cabeça e ambos voltaram a caminhar na direção da saída da sala precisa.
Harry não tinha certeza do porque fez aquilo, foi algo natural, surgiu do nada! Mas enquanto saia um leve sorriso acabou brotando no canto direito de seus lábios ao lembrar do qual próximos acabaram ficando e do leve tom rubro que as bochechas de Daphne ficaram, seu estomago girou novamente com a lembrança e ele tinha total certeza que estava corado depois que saiu daquela sala com Daphne caminhando ao seu lado.
