Olá novamente pessoal. espero que todos estejam bem.

ando meio sumido eu admito! aconteceu alguns problemas que me impossibilitaram de escrever! na verdade me impossibilitou de fazer praticamente qualquer coisa que eu goste. até videogame eu parei de jogar nos últimos dias.

mas então... eu acabei dividindo esse capitulo porque nem o terminei ainda e estava batendo 8000 palavras, então resolvi dividi-lo e já postar a primeira parte logo. (ainda não terminei de escrevê-lo, então não sei se será duas ou três partes, mas acredito que ficara em duas partes mesmo) eu acompanho muitas fanfics aqui no site, então gosto de postar aqui um formato mais ou menos parecido com aquilo que gosto de ler, e geralmente gosto de capítulos de 3000 a 4000 palavras! Mais que isso acho cansativo. mas o que vocês acham? preferem capítulos muito grandes ou eu devo continuar dividindo em dois quando for o caso?


Capitulo 5: Beco Diagonal Parte 1

Harry subiu para o salão comunal da Grifinória extremamente pensativo após aquela mini discussão com Gina. O garoto não era idiota, ele sabia que Gina gostava dele e que estava muito provavelmente com ciúmes por conta das fofocas e do profeta diário, mas porque ela não teve esse mesmo piti quando todos pensavam que Hermione e ele eram namorados? Tipo a situação é bem semelhante, fofocas e um artigo calunioso sobre uma de suas amigas, aonde estava essa postura agressiva na época? Isso sem contar que era inevitável pensar que ele não tem nenhum compromisso com a garota nem em sua linha do tempo original, quem dirá aqui. Afinal ele terminou com Gina antes de abandonar Hogwarts. Tudo isso era um pouco confuso para Harry, então assim que chegou no salão comunal e encontrou pouquíssimos alunos ali presentes, ele subiu direito e resolveu relaxar em seu dormitório até o horário que Daphne terminaria a última aula.

Não demorou muito tempo na percepção do garoto, ele realmente tinha muitos pensamentos para organizar, definitivamente muita coisa aconteceu num espaço de tempo muito pequeno. Logo ele olhou para o relógio em seu pulso e descobriu que estava atrasado cinco minutos para o encontro que marcou. Saiu rapidamente do dormitório e foi para a porta da sala precisa encontra com Daphne.

Ele esperava encontrar a garota já o esperando e um pouco zangada pelo seu atraso, mas não foi isso que aconteceu. Na verdade, ela nem havia chegado ainda, Harry que teve que esperar uns 10 minutos até a garota aparecer carregando alguns livros consigo. Harry rapidamente foi até ela e pegou a metade dos livros para ajudá-la, ela olhou grata antes dos dois passaram pela porta da sala precisa.

— O que são todos esses livros?

Perguntou o garoto assim que entrou e ficou satisfeito com a sala precisa se transformando exatamente naquilo que ele pediu, que no caso era o salão comunal da Sonserina. "exatamente como eu me lembrava" pensou o garoto indo para uma das mesas carregando os livros.

— Peguei na biblioteca antes de vim pra cá. São de temas gerais que talvez possam ser uteis, mas esses livros em específicos não vão servir pra muita coisa. Vamos tem que usar a sessão restrita ou ir no beco diagonal o mais rápido possível.

Harry confirmou com a cabeça enquanto olhava algumas capas e descobria que tinha livro de tudo um pouco. Feitiços, runas, DCAT, adivinhação, Alquimia. Espera, adivinhação?

— Adivinhação?

Perguntou Harry com um sorriso divertido no rosto.

— Peguei por curiosidade! Acredita em profecias?

Perguntou ela e Harry deu os ombros meio indiferente.

— Acho que sim, como você sabe, meio que fizeram uma a meu respeito.

Daphne suspirou enquanto pegava o livro e olhava a capa.

— Então é verdade? O que saiu no profeta durante o sexto ano, você é o escolhido?

Harry confirmou com a cabeça.

— Pelo o que diz a profecia, sim.

Daphne sentou em uma cadeira enquanto fingia analisar os livros que trouxe, mas para Harry ela estava muito curiosa sobre os detalhes da profecia.

— Você acredita em profecias?

Daphne parecia indecisa antes de confirmar com a cabeça.

— Acredito sim que estamos destinados a fazer certas coisas, então consigo aceitar que alguém consiga enxergar essas coisas de alguma forma. Mas essas pessoas costumam exagerar demais, afinal não dá pra considerar tudo que a professora Trelawney diz.

Harry confirmou com a cabeça rindo.

— Se eu considerar tudo que ela diz já teria morrido umas quinze fezes somente em meu terceiro ano.

Daphne riu e voltou a olhar seus livros sem muita atenção antes de Harry voltar a falar.

— Quer saber da profecia?

Daphne olhou para Harry com certo entusiasmo, mas conseguiu se controlar e limitar suas ações a um simples aceno de cabeça. Harry respirou fundo enquanto lembrava palavra por palavra daquela maldita profecia.

Ele contou detalhadamente o que a profecia dizia e já aproveitou pra contar a história completa, ou seja, quem ouviu parte da profecia feita por Trelawney e contou a Voldemort, fazendo assim o bruxo das trevas marca ele e seus pais como alvo. Daphne ouvia atentamente e parecia chocada com o fato que o real motivo que Voldemort atacou os Potter era por consequência de uma profecia e ao fazer isso acabou a validando, marcando Harry como seu rival. Harry acabou se estendendo e contando detalhadamente que Voldemort estava completamente desesperado para ouvir a profecia inteira quando ressuscitou, afinal ele só tinha escultado uma parte, então enganou Harry para ir busca-la no departamento de mistério no final de seu quinto ano. Harry só não mencionou que foi por causa desse erro estupido que seu padrinho morreu.

Ele acabou se estendendo demais, acabou falando durante horas e Daphne não parecia se importar, na verdade ela parecia entusiasmada para saber mais do passado do Harry, saber o que exatamente eram histórias reais e quais eram invenções de algum fã criativo do garoto. Um assunto levou o outro e Harry acabou detalhando diversas histórias de seus anos escolares, algumas delas eram tão insanas que Daphne era obrigada a se perguntar se Harry não estava exagerando. Derrotar um basilisco com 12 anos de idade? Qual é, Tinha que ser mentira.

— Se acharmos alguma Horcrux vamos precisar de veneno de basilisco para destrui-la, então vou te levar comigo e você verá a câmera secreta junto do basilisco com seus próprios olhos.

Falou Harry se divertindo com a cara de descrença que Daphne fazia após ele descrever resumidamente o incidente em seu segundo ano.

— Não acho que você esteja mentindo — se defendeu Daphne rindo — Só acho que você está exagerando. Uma criança não pode derrotar um basilisco, quem dirá um de 15 pês de altura como você descreveu.

Harry riu enquanto negava com a cabeça.

— Acho que veremos mais tarde. Talvez minha memória esteja me enganando sobre o tamanho, mas pra mim menos de 15 pés aquela coisa não tinha.

Daphne riu enquanto se levantava lentamente e se espreguiçava. Somente nesse momento Harry perceber que ambos já deviam estar ali a horas.

— O tempo voou. — Observou Harry olhando em seu relógio no pulso. — Já está perto do horário do jantar.

Daphne parecia supressa enquanto olhava para o relógio e depois confirmou com a cabeça.

— O pior que nos distraímos e nem conversamos sobre o que marcamos para conversar.

Observou a garota.

— Mas o que viemos conversar é rápido de ser resolvido. — Respondeu Harry também se levantando da cadeira. — Dermos uma olhada por cima nesses livros que você trouxe, acha que precisaremos de algo mais avançado?

Daphne confirmou com a cabeça.

— Definitivamente. — respondeu ela — vamos precisar de alguns livros específicos que só encontraremos no beco diagonal ou com alguma sorte na sessão restrita de biblioteca.

Harry confirmou com a cabeça pensando rapidamente.

— Entrar na sessão restrita não é problema, podemos usar a capa da invisibilidade. Agora sobre o beco diagonal... — ele parou para analisar sua ideia novamente antes de continuar. — Acho que podemos ir amanhã, é sábado não terá aulas então podemos ir sem chamar atenção de ninguém.

Daphne confirmou com a cabeça.

— A maioria das lojas funcionam normalmente no sábado, principalmente as que vamos visitar, mas isso nos leva a outro problema...

— Como iremos até o beco. — Completou Harry coçando a própria boceja enquanto trabalhava em seu raciocínio. — Acho que podemos testar isso agora.

Daphne ergueu uma sobrancelha, mas não deu tempo de perguntar do que Harry estava falando.

— Dobby.

Chamou Harry e um instante depois o elfo apareceu parecendo que ia explodir de alegria.

— Harry Potter chamou Dobby.

Disse o elfo praticamente pulando. Daphne não pode deixar de ficar supressa.

— É bom te ver Dobby, desculpa te chamar assim.

Dobby negou com a cabeça fortemente.

— Harry Potter é um grande bruxo. Harry Potter pode chamar Dobby sempre que precisar.

Harry confirmou com a cabeça não se lembrando se deveria ou não saber se Dobby trabalhava em Hogwarts.

— Dobby, você poderia fazer um favor pra mim?

Dobby confirmou com a cabeça.

— Qualquer coisa para Harry Potter.

Daphne notou que o elfo nem parecia ter a notado ainda, seu foco era total em Harry.

— Se eu pedisse para você aparatar eu e minha amiga Daphne para o beco diagonal, você conseguiria sem ativar os rastreadores?

Dobby confirmou com a cabeça finalmente olhando para trás e notando Daphne que acenou alegremente pra ele.

— É um prazer Dobby, Harry fala muito de você.

Os olhos de Dobby brilharam e sua inicial desconfiança a notar a garota parecia ir embora.

— Dobby pode sim ajudar Harry Potter e sua amiga sem ativar os rastreadores.

Harry confirmou com a cabeça.

— Você poderia não contar a Dumbledore que irá nos tirar da escola? Claro se isso não for te causar problemas, não quero que você perca o emprego.

Dobby olhou parecendo supresso.

— Como Harry Potter sabe que Dobby trabalha para Dumbledore?

Harry coçou a nuca meio perdido.

— Estávamos comendo na cozinha e uma outra Elfa comentou.

Respondeu Daphne salvando Harry. Dobby acenou em concordância

— Dobby não deveria guardar segredos do diretor, mas por Harry Potter Dobby pode fazer sim. Qual horário Harry Potter e sua amiga que partir?

Harry olhou para Daphne agradecido pela interrupção de antes e questionando o horário.

— As oito vai está bom?

Perguntou Harry para Daphne que confirmou com a cabeça.

— As oito da manhã aqui na sala precisa.

Dobby confirmou com a cabeça.

— Essa era outra questão, como Harry Potter conhece a Sala Vai e Vem?

Harry novamente voltou a coçar a nuca se lembrando que Dobby que tinha mostrado originalmente.

— Daphne que encontrou — disse o garoto indicando Daphne com a cabeça que a olhou confusa. — Ela estava perdida aqui no sétimo andar e acabou nessa sala.

Dobby confirmou com a cabeça parecendo desconfiado.

— A amiga de Harry Potter é muito inteligente.

Harry confirmou com a cabeça.

— Muito mesmo Dobby.

Disse ele sorrindo e ela abaixou um pouco a cabeça por causa do elogio, mas não conseguiu evitar um sorriso no canto dos lábios suas bochechas levemente rosadas.

— Então Dobby, amanhã as oito da manhã?

Dobby confirmou com a cabeça.

— Dobby encontrara Harry Potter e sua amiga amanhã as oito aqui na Sala Vai e Vem.

Repetiu Dobby e Harry confirmou com a cabeça. O elfo olhou para Harry de forma radiante antes de desaparecer deixando Harry e Daphne sozinhos novamente.

— Ele realmente adora você.

Disse Daphne assim que o elfo se foi. Harry confirmou com a cabeça.

— É, eu acho que sim. Mas considerando o que ele passou com os Malfoy não é muito surpreendente. Talvez eu seja a primeira pessoa que o tratou com respeito.

Daphne concordou com a cabeça.

— Acho que você está certo, ainda assim não é muito comum ver esse tipo de laço se formando entre um bruxo e um elfo. já pensou em torná-lo seu elfo?

Harry negou com a cabeça rindo.

— Ele adora ser livre. E eu não saberia como isso funciona de qualquer modo. E pra completar, Hermione me mataria.

Daphne confirmou com a cabeça sem entender a última parte, mas acreditando que Harry dificilmente sabia como funciona ter um elfo doméstico. Na verdade, nem ela sabia direito.

— Amanhã as oito então?

Perguntou Harry já começando a caminhar na direção da porta da sala precisa.

— Te vejo amanhã Harry.

Respondeu ela o segundo para fora da sala precisa ou, Sala Vai e Vem como Dobby dizia.

Harry planejava fica um tempo no salão comunal e depois ir jantar, mas acabou subindo para o dormitório e antes que percebesse já caia num sono profundo. O garoto só voltou a acordar quando o sol já tinha saído, ele descansou bem. Ele se sentou sentindo seu estomago roncar pedindo por alimento, somente aí ele lembrou que não jantou na noite anterior. Suspirando ele se levantou e foi tomar banho, com sorte resolveriam rapidamente a questão do beco diagonal e voltariam a tempo de tomar café da manhã.

Após tomar seu banho ele saiu do dormitório já com a capa da invisibilidade. Ele foi até a entrada da sala precisa e viu que Daphne já esperava por ele na porta. Ela estava bonita, não tinha como – não tinha porque negar. A garota usava seu cabelo solto e uma jaqueta azul que quase parecia trouxa, na verdade ela estava toda usando roupas que poderiam facilmente ser usadas nas ruas comuns de Londres. Não seria estranho entre os bruxos, mas com certeza não estava usando a vestimenta mais comum.

— Aonde está sua capa?

Perguntou Harry assustando a garota e saindo debaixo da capa da invisibilidade rindo. Daphne se recuperou rapidamente do susto e sorriu para Harry.

— Bom dia Harry.

Ele confirmou com a cabeça enquanto dobrava a capa para colocar no bolso.

— Sabe que você não precisava vim até aqui com a capa certo?

Perguntou Daphne e Harry confirmou rindo.

— Pensei em olhar em volta antes de entrar na sala precisa! Para não parecer suspeito utilizei a capa.

— Alguém está paranoico.

Observou ela enquanto a porta da sala precisa se materializava.

— É sempre bom prevenir. Desculpa pelo susto.

Daphne riu ao lembrar da situação.

— Está tudo bem. E sobre a capa, eu não gosto muito de usar! As cores das minhas são chamativas demais e acho que não é essa nossa intenção.

Harry confirmou com a cabeça.

— Você está ótima. Essa roupa ficou perfeita. Bela jaqueta.

Daphne confirmou com a cabeça feliz por Harry ter gostado. Ambos entraram na sala precisa e manterão uma conversa tranquila até Dobby aparecer na sala parecendo entusiasmado.

— Dobby está pronto pra levar Harry Potter.

Falou ele praticamente pulando. Harry olhou para Daphne buscando a confirmação.

— Está pronta?

Daphne confirmou com a cabeça e se aproximou de Dobby. O elfo pegou na mão de ambos e os dois sentiram a sensação da aparatação. Quando olharam novamente já estavam num beco na entrada para a Travessa do Tranco

— Dobby achou que era melhor trazer Harry Potter pra um lugar um pouco mais afastado.

Harry confirmou com a cabeça agradecido enquanto tirava a capa do bolso.

— Muito obrigado Dobby. Você poderia vim buscar a gente em duas horas?

Dobby confirmou com a cabeça.

— É só Harry Potter chamar Dobby que ele aparece.

Disse ele antes de desaparecer e deixar Daphne e Harry novamente sozinhos. Harry rapidamente cobriu os dois com a capa.

— Pra onde primeiro? Informações ou livros?

Perguntou Harry e Daphne parecia pensar rapidamente.

— Se vamos tem que comprar alguma coisa vamos ser obrigados a passar no Gringotes. Eu tenho um pouco de ouro, mas acho bem improvável que eu consiga acessá-lo sem os duendes comunicar meu pai.

Harry franziu a testa a se lembra da história que Daphne contou sobre seu pai e imaginou como a garota lidaria com a situação agora já que será obrigada novamente a conviver com ele.

— Sobre o ouro não se preocupe, acho que consigo pegar um pouco do meu. Mas já que vamos ser obrigados a passar no banco, com certeza se trata da parte mais demorada. Porque não vamos falar com a pessoa que você conhece aqui no beco?

Daphne confirmou com a cabeça.

— Aliais, eu nem perguntei. Quem exatamente estamos procurando?

Daphne riu enquanto já guiava o caminho para dentro da Travessa do Tranco, fazendo o garoto se sentir ainda mais curioso sobre a pessoa que encontrariam.

— Um parente distante.

Harry confirmou com a cabeça ainda desconfiado pelo mistério. Eles andaram em silêncio pelas estreitas ruas da Travessa do Tranco. Não era sem motivo que esse lugar era considerado tão suspeito! Tinha pessoas esquisitas por toda parte e lojas com vitrines nada acolhedoras. Completamente contra mão do Beco Diagonal. Isso fez Harry questionar que tipo de pessoas estavam indo visitar ou se era realmente seguro eles estarem ali. Após uns 15 minutos caminhando cada vez mais fundo nas ruas apertadas, Daphne parou inesperadamente e sussurrou para o garoto

— Vem me seguindo por debaixo da capa, eu vou sair.

Harry olhou questionavelmente

— Você vai sair?

Daphne confirmou com a cabeça.

— Não posso falar com ele estando invisível.

— Vamos juntos.

Daphne negou com a cabeça fortemente.

— Consigo inventar uma desculpa pra justificar minha presença aqui, mas será muito difícil explicar eu estar acompanhada por Harry Potter. Principalmente após o profeta diário.

Harry suspirou aceitando que ela estava certa, então concordou a contra gosto com a cabeça. Daphne sorriu antes de olhar em volta pra verificar se ninguém estava olhando e saiu debaixo da capa.

Ela caminhou lentamente até o fim da rua aonde tinha uma loja pequena que parecia estar caindo aos pedaços. Era toda roxa e tinha exposto um vidro com um dedo dentro na vitrine "porque toda loja nesse lugar tem que ter algo parecido em exposição?" se perguntou Harry sentindo nojo do que via.

Daphne parou na porta e respirou fundo enquanto reunia coragem, depois ela entrou e comemorou o fato que a loja estava vazia. "Má fase em tio" pensou a garota se aproximando do balcão e tocando a campainha. Logo na sequencia saiu dos fundos da loja o homem que Daphne esperava encontrar. Ele era alto, magro e tinha a postura meio curvada. Seus cabelos eram grandes e mau cuidados. Ele usava um óculos quadrado e bufou quando notou quem era sua nova cliente.

— Daphne... você sabe que não pode vim aqui. Me explica como você está aqui.

Daphne sorriu.

— Bom dia pra você também tio. E você sabe que eu tenho meus truques pra chegar aqui.

O homem bufou novamente enquanto se aproximava do balcão e analisava sua sobrinha.

— Da última vez seus truques trouxeram dois aurores e um senhor Greengrass muito nervoso até minha loja. Você sabe o quanto que a presença de pessoas do ministério atrapalha nos negócios.

Daphne riu ao lembrar do que seu tio falava.

— Ninguém sabe que eu sair de Hogwarts. Dessa vez eu tomei precauções para ninguém descobrir, fica tranquilo.

O homem ainda parecia extremamente cético sobre as palavras de Daphne, mas concordou com a cabeça meio cansado.

—Devo imaginar que você não veio me visitar porque sente minha falta. Do que você precisa?

Daphne respirou fundo enquanto encostava mais no balcão.

— É um assunto meio delicado tio.

Seu tio rapidamente conjurou uma cadeira em frente ao balcão para a garota se sentar e sentou encima do balcão.

— Daphne, eu vi você crescendo! Pode me perguntar ou pedir qualquer coisa, se tiver no meu alcança tentarei ajudar.

Daphne suspirou enquanto sentava na cadeira conjurada e organizava seus pensamentos.

— Eu quero saber mais sobre Horcrux.

Seu tio rapidamente mudou seu semblante do calmo e gentil para o supresso e assustado.

— Está virando o Eric? Isso não é assunto para alguém da sua idade.

Daphne ergueu uma sobrancelha.

— Não é um assunto recomendado pra idade nenhuma.

— Por isso mesmo. — respondeu seu tio se levantando da mesa e ficando de costa pra menina — Porque está perguntando sobre isso pra mim?

Perguntou ele voltando a olhar sua sobrinha.

— Porque até aonde eu sei você é um dos únicos que estuda o assunto mesmo ele sendo tão "polemico"

Respondeu Daphne fazendo aspas com a mão. Seu tio respirou fundo e voltou a se sentar no balcão.

— Daph, entenda... Você é tudo que sobrou da Lizandra pra mim, eu não fui capaz de vencer na justiça e hoje sou obrigado a ver você sofrendo nas mãos do seu pai. Eu definitivamente não conseguir me perdoar por isso, mas ainda quero proteger você! ou me fala pra que você quer informações sobre algo tão especifico e tão questionável moralmente, ou esquece.

Daphne respirou fundo novamente organizando suas ideias. Ela imaginou rapidamente o que Harry que certamente estava ouvindo tudo embaixo da capa, estava pensando sobre essa conversa.

— Primeiro: já conversamos sobre a questão da minha guarda. Não existia nada que você poderia ter feito, só você ter tentado já foi muito pra mim. — Seu tio confirmou com a cabeça ainda parecendo culpado antes da garota continuar. — E sobre os meus motivos pra querer saber tais informações...

Ela respirou fundo novamente tentando bolar bons argumentos. Seu tio aguardava pacientemente a garota trabalhar em sua linha de raciocínio.

— Digamos que alguém tenha usado e abusado dessa arte das trevas. Quero sabe se existe algum meio de diferenciar um objeto normal de uma Horcrux e se é possível um bruxo repartir mais de uma fez a própria alma.

Seu tio parecia ainda mais intrigado.

— Vejo que você sabe o básico sobre o assunto, porque exatamente você precisa saber questões tão especificas?

— Quando eu era pequena eu roubei alguns dos seus livros de estudos e assim que fiquei sabendo o básico sobre o assunto. — Seu tio a olhou furioso, mas também continua vergonha em seu olhar por deixar um conteúdo tão nocivo ao alcance das mãos de uma criança curiosa. — As minhas perguntas especificas é mais uma questão de curiosidade, e já que não existe conteúdo sobre o assunto na biblioteca, resolvi perguntar para a pessoa que conheço que mais chega perto de um especialista.

Seu tio se levantou novamente e começou a andar pela sala de um lado para o outro.

— Deixa eu ver se entendi bem... Você fugiu de Hogwarts, viajou até aqui sei lá como! Somente para matar uma simples curiosidade? Você realmente quer que eu acredite nisso?

Daphne confirmou com a cabeça rindo.

— Você me conhece! Sabe como sou quando fico encucada com alguma coisa, essas questões está me deixando maluca.

Seu tio rio ao lembrar da ânsia por conhecimentos que a garota costumava ter na infância, mas esse definitivamente não era um assunto legal de ter curiosidade.

— Vamos fazer assim. — começou ele finalmente parando de andar de um lado para o outro e encostando no balcão novamente. — Vou responder algumas perguntas que você tiver sobre o assunto com algumas objeções.

Daphne confirmou dando sinal pra ela continuar, seu tio respirou fundo.

— Primeiro: se você perguntar algo que eu não queira responder você irá respeitar isso e não irá procurar respostas em outro lugar ok?

Daphne confirmou com a cabeça lentamente

— Segundo: se eu responder suas perguntas você irá fazer um favor para seu tio. — Ele suspirou novamente. — Eric é obcecado pelo assunto dês de criança quando eu fui irresponsável e um dos meus livros acabou em suas mãos, igualzinho aconteceu com você.

Daphne confirmou com a cabeça rindo por dentro e o homem continuou.

— Ele planeja apresentar sua tesse no último ano sobre o assunto. Quer tornar o processo de criação menos nojento e ilegal. O garoto é obcecado pela imortalidade, mas graças a Merlin não é corrompido o suficiente para encarar o processo do jeito que é feito hoje... o problema é que ele está perdendo seu tempo e pode jogar fora sua tese em Hogwarts. Não existe como deixar o processo menos repulsivo, é meio que nisso que fazer uma Horcrux se baseia. Mas ele não me esculta, mesmo eu sendo como você disse, o mais próximo de um especialista no assunto.

Daphne se ajeitou na cadeira sabendo exatamente aonde seu tio queria chegar.

— E você quer que eu o convença? Porque ele me ouviria?

Seu tio deu uma pequena risada.

— Talvez com duas pessoas que estão estudando o assunto falando ele possa perceber que está desperdiçando tempo e energia. E ele te admira muito.

Daphne confirmou com a cabeça.

— Eu posso tentar falar com ele, mas não garanto nada.

— Perfeito. — disse tio sorrindo e esticando os braços. — Quais eram as perguntas que você queria fazer mesmo?

Daphne suspirou novamente.

— Quero saber inicialmente se é possível diferencia um objeto comum pra um com pedaço de alma de algum e também quero saber se é possível repartir a alma em vários pedaços.

Seu tio franziu a testa e coçava a orelha enquanto pensava.

— Sobre saber diferenciar é simples. Você vai sentir a se aproximar de um objeto com esse nível de arte das trevas. Você irá sentir repudio do objeto, como se fosse algo que irá te corromper ou te sujar caso fique perto de você por muito tempo. O sentimento é semelhante ao nojo, mas pior. — Daphne concordou com a cabeça entendo. — E sobre dividir a alma mais de uma vez... em teoria é possível um bruxo fazer quantas vezes ele quiser, mas na pratica não é tão simples assim... tem que ser um bruxo extremamente poderoso para conseguir ser capaz de dividir a própria alma em mais de dois pedaços.

Daphne automaticamente levou a ponta de seus dedos a boca enquanto pensava. Seu tio que estava mais que acostumado com o habito de roer as unhas enquanto pensava somente aguardou.

— E digamos assim, é possível um bruxo fazer isso seis vezes?

— Pro Merlin Daph — exclamou seu tio supresso antes de notar que a garota perguntava sério, ele respirou fundo e elaborou uma resposta. — Em teoria? Sim é possível. Mas não acho que tenha existido um bruxo com poder suficiente pra tal ato... talvez tenha existido um.

Acrescentou ele mais para si mesmo do que para sua sobrinha.

— Então se o bruxo for poderoso ele pode sim fazer algo parecido?

Seu tio analisou novamente a pergunta antes de dar os ombros e confirmar com a cabeça.

— Acho que sim. Mas o sujeito teria que ser um verdadeiro monstro. Não somente em poder magico, mas um monstro no sentido literal da palavra. Sem nenhum tipo de humanidade ou algo parecido... Daph... tem um motivo para esse assunto ser tão delicado. Os absurdos que o bruxo tem que fazer pra conseguir partir sua alma uma vez já é insano, fazer tantas vezes transformaria até mesmo o mais poderoso bruxo num verdadeiro monstro sem nenhum tipo de humanidade ou qualquer coisa semelhante a isso.

Daphne confirmou com a cabeça pensativamente. Seu tio se levantou lentamente da cadeira e foi para os fundos em silencio. Daphne sabia que logo ele voltaria, então ficou perdida em pensamentos enquanto seu tio estava no fundo da loja. Harry queria muito falar, mas estava com medo do homem voltar. O que não demorou muito, logo o homem voltava com três grandes livros em seus braços e colocou no balcão de frente pra Daphne.

— Isso é literalmente toda informação literária que irei te dar sobre o assunto. Todos os outros livros são ilegais e não irei lê dar nada parecido. — Daphne confirmou com a cabeça olhando rapidamente os livros que seu tio trouxe — E nem preciso dizer que esse conteúdo não é aceito em Hogwarts, então esconda bem tudo isso.

Daphne analisou cada livro e via que os autores não pareciam focar muito nas capas. geralmente era somente uma capa preta com o título escrito na parte de cima.

— Vou esconde-los sim tio. Muito obrigado pela sua ajuda.

Falou a garota já pegando os livros e colocado dentro da mochila que trouxe. Seu tio acenou com a cabeça.

— Devo admitir que fiquei supresso Daph. — falou ele chamando atenção de sua sobrinha novamente — Da última vez que nos encontramos, você tinha fugido da casa do seu pai e não parecia estar lidando muito bem com a morte de Lizandra. Espero que seu recente interesse sobre esse assunto em especifico não tenha nenhuma ligação com isso.

Daphne se levantou lentamente colocando a mochila nas costas.

— Não tem nada a ver com a morte da minha mãe. Não busco a imortalidade tio, um dia quero refê-la.

Seu tio concordou com a cabeça triste enquanto Daphne já caminhava na direção da porta de saída.

— Tem a ver com sua recente "amizade" com o Potter?

Perguntou ele fazendo a garota expor um pequeno sorriso.

— Talvez.

Respondeu ela rindo e seu tio a olhou preocupado.

— Espero que você não esteja fazendo amizade com o Potter somente para provocar seu pai.

Daphne negou com a cabeça ainda de costas para seu tio.

— Harry é um bom amigo, eu nem tinha pensado que minha amizade com ele provocaria meu pai.

Seu tio bufou diante da mentira descarada que Daphne contou.

— De qualquer forma toma cuidado. Aquele homem é perigoso, já te falei isso.

Daphne confirmou com a cabeça agradecida antes de sair pela porta e voltar a caminhar silenciosamente nas ruas estreitas da Travessa do Tranco.


Então é isso pessoal, logo já posto o próximo.

obs: sou péssimo pra escrever o Dobby, me desculpem por isso kkkkkkkkkk