N/A: Crepúsculo não me pertence.
Olá! Essa fic faz parte do Projeto One-Shot Oculta, um amigo oculto entre autoras do fandom de Crepúsculo. Confira as regras e todas as participantes na página bit (ponto) ly (barra) POSOffnet
Você também encontra o link diretamente no meu perfil, na aba de Favorite Authors. Essa fanfic é dedicada à minha amiga oculta Leeh. O combo escolhido fo eu espero realmente que você goste tanto dos agentes quanto eu gostei de escrever sobre eles, aliás, muito obrigada pela chance maravilhosa de poder realizar meu sonho.
Boa leitura!
EDWARD POV
— Edward, você tem que aceitar o que destinei para você, qual é o seu problema? – Meu chefe, Aro Volturi, foi mais uma vez ríspido ao questionar minhas reclamações.
Quando ele me abordou assim que cheguei na agência, avisando que no fim do expediente eu passasse em sua sala para conversarmos, eu esperava por qualquer missão ou pendência, mas não essa bomba que ele jogou em meu colo pouco antes da minha hora de ir para casa.
Eu realmente gostei da ideia da missão, porém a pessoa que foi destinada para me acompanhar nunca seria minha primeira opção.
— Mas por que ela? – Questionei mais uma vez.
— Você precisa trabalhar com mais pessoas na agência.
— Por que não pode ser o Emmett? – Meu irmão certamente era uma boa opção.
— Porque eu preciso de uma mulher para essa missão. – Respondeu assinando mais alguns papéis em sua mesa, ainda sem olhar para cima onde eu estava em pé, totalmente indignado.
— E por que essa mulher em específico? Por que não a Rose?
— Rosalie está grávida, Edward. Eu nunca me perdoaria por fazer minha afilhada perder o bebê, principalmente por um capricho do seu próprio cunhado. – Aro reclamou e me senti culpado, esquecendo da situação da minha cunhada.
— Merda, esqueci desse detalhe. E Tanya? – Questionei mais uma vez.
— Creio que ela não iria prestar tanta atenção na missão quanto deveria. – Comentou de forma sarcástica, o que me deixou confuso, mas decidi não continuar no assunto.
— E Kate? – Ele negou com a cabeça. — Jessica?
— Não, Edward.
— Jane? – Negou novamente. — Heidi? – Tentei até mesmo a novata e ele negou. — Você me odeia? – Perguntei.
— Não fale besteiras, filho. Você e Emmett são filhos que não tive, se te encaminhei para essa missão com essa agente é única e exclusivamente para o seu bem, Edward. Você não vai me fazer mudar de ideia. – Aro deu fim a discussão.
— Não vai resolver eu reclamar? – Indaguei e ele sorriu debochado.
— Não. Olhe o seu email, já mandei o contato dela, os arquivos do caso e lembre-se Edward: essa missão é confidencial, ou seja, ninguém pode saber, pelo menos por enquanto. – Avisou.
— Ok, eu vou revisar tudo. Espero que você esteja certo. – Respondi.
Meu chefe levantou e ficou próximo a mim.
— Você pode estar com raiva da situação agora, mas no futuro irá me agradecer pela oportunidade. – Ele falou com aquele tom de sabe tudo.
— Eu nunca quis tanto pagar minha língua. – Respondi e me despedi dele logo em seguida, saindo de sua sala.
Peguei o elevador, ansioso para chegar em casa e descansar um pouco enquanto estudava o novo caso e me acostumava com a ideia de enfrentar algo "novo".
Aproximadamente três semanas depois...
Eu não sabia o que tinha feito de tão errado para aguentar aquela mulher irritante. Sempre segui as regras, sempre dei o meu melhor para essa merda de agência e o que eu recebo em troca? Um aumento? Também, mas ainda assim saiu caro se eu levar em consideração que terei que ser o parceiro dessa mulher que eu ainda nem tinha noção de qual motivo insistia em ser uma agente.
Aro foi bem específico quando intitulou Isabella Swan como uma de suas melhores profissionais e francamente isso me assustava, fazendo com que eu evitasse até pensar na pior agente. Tudo bem, talvez eu esteja sendo apenas o Edward ranzinza que reclama de tudo e todos, afinal eu já tinha escutado muitas histórias sobre a Senhorita Swan, mas eu realmente estava puto com o que fui encarregado e eu estou no meu direito de reclamar.
Pouco antes de nos conhecermos pessoalmente, passei duas semanas conversando com Isabella através de e-mails, o que a princípio estranhei, afinal sempre fui o tipo de resolver as coisas pessoalmente.
Quando indaguei meu superior sobre esse detalhe, ele apenas me ofereceu um sorriso debochado, afirmando que "Isabella tem seu jeito de lidar com suas obrigações", jeito esse que estava começando a me incomodar significativamente.
Antes tivéssemos apenas ficado nos e-mails e posteriormente nas rápidas chamadas de voz. Isabella era a pessoa mais alegre que tive o desprazer de conhecer. Se antes eu acreditava que Alice era eufórica, bem, Isabella daria uma surra em minha irmã nesse aspecto. Foda-se, a mulher era uma agente renomada e experiente, eu mesmo poderia levar uma surra dela em qualquer momento.
Desde que fomos destinados nessa missão de encontrar o pirralho que se achava o novo narcotraficante de Chicago, Riley Biers, ela não parou de reclamar sobre a lista de regras que passei em seu email.
Vale ressaltar que a regra número 1: "ser pontual," ela fez questão de quebrar, já que o certo seria ela me encontrar às 9 da manhã em uma lanchonete próxima a agência para o nosso primeiro encontro, porém ela só chegou no local marcado pouco tempo depois da hora do almoço, dizendo que estava se preparando para a viagem, ou seja, estava dormindo até tarde, coisa que eu não fazia há anos.
Eu sou um grande fã de regras e eu precisava que minha parceira fosse tão meticulosa quanto eu, ou pelo menos quase tanto, e ela não parecia tão preocupada com isso.
Bella, como ela irritantemente fazia questão de me corrigir, olhava o mapa dos possíveis locais onde Riley poderia estar escondido, como eu anteriormente pedi que ela analisasse.
— Encontrou algo? – Perguntei, estacionando meu carro no posto de gasolina, se é que podia nomear o local abandonado na estrada assim.
— Ainda não. – Respondeu, criando uma bolha de chiclete, o que eu inevitavelmente estourei.
— Nossa, como você é chato, puta que pariu. – Ela reclamou.
— Você está dentro do meu carro, eu não quero meu banco sujo de chiclete. – Respondi saindo do veículo e pegando uma das bombas para abastecê-lo naquele lugar estranho, digno do set de The Walking Dead.
— Sabe o que pode ser essa sua irritação? – Ela perguntou e eu prontamente ignorei. — Sexo, sua namorada não está... você sabe... – Ela fez um sinal com a boca, imitando um boquete.
Essa mulher é louca.
— Eu não tenho namorada. – Cortei.
— E Tanya Denali? – Questionou, saindo do carro, calçando seus coturnos de cor verde fluorescente.
— Não somos amigos para discutir minha vida amorosa, muito menos a sexual, Isabella. – Desconversei, me permitindo analisá-la novamente.
Ela parecia ter seu próprio estilo de moda. Sim, digo estilo porque certamente ela não tinha senso.
Seus saltos laranjas fluorescentes faziam par com sua blusa impecavelmente branca, que continha um grande tigre estampado, igualmente fluorescente, de comum aos olhos humanos restava apenas sua calça e jaqueta ambas pretas, de couro.
Seu cabelo marrom avermelhado provavelmente era um dos poucos traços de normalidade que Isabella exalava, levando em consideração suas unhas pintadas de um branco tão vibrante, quase como se as unhas estivessem pintadas de corretivo, sem levar em consideração seus óculos escuros de oncinha.
Ela era tão... chamativa? Não sei bem se essa é a palavra exata para descrevê-la, mas por momento, serve.
— E então, o que Tanya é sua? – Perguntou novamente. Como ela era intrometida.
— Tanya é apenas uma velha amiga. – Respondi colocando a bomba no lugar.
— Definitivamente ela é velha mesmo. – Zombou. — Mas cara, não sei se você ainda não percebeu, mas sua amiga velha está dando tudo para sair da friendzone. – Continuou, agora me seguindo para longe do carro.
— Cala a boca, Isabella. Pegue logo algo para você comer, temos algumas horas de viagem ainda. – Olhei em meu relógio enquanto abria a porta da loja de conveniências para que ela pudesse entrar.
Tínhamos quase dez horas de viagem de Chicago até a cidade de Winchester, o lugar onde suspeitávamos que conseguiríamos alguma informação sobre o pirralho irritante.
Mais 8 horas de viagem aguentando Isabella com suas músicas igualmente irritantes.
— Você não acha louco? – Ela falou depois de poucos segundos de silêncio — Eu e você, viajando para uma cidade com nome de Winchester, dentro de um Volvo preto que agora vamos fingir que é um Impala, vivendo de hambúrguer e refrigerante. Somos quase os irmãos Winchester, eu sou o Dean, claro, porque sou mais gostosa. Você aceita ser o Sam? Ele é gostoso e inteligente. Ah, ele também é meio mandão e certinho, combina com você, não acha? – Ela tagarelava.
— Não, não quero ser ninguém desses irmãos Winchester e nem mesmo sei quem são. Já pediu seu hambúrguer? – Perguntei.
— Como assim você não sabe quem são os Winchesters? Cresceu em um orfanato? – Questionou como se eu tivesse cometido um crime.
— Não, cresci na Flórida. Me responda, por favor. – Pedi.
— Antes tivesse crescido em Forks, já que é um homem tão frio e ranzinza. – Quando percebeu que a ignorei, continuou sua resposta. — Eu já fiz o pedido, estraga prazeres. Eu pedi um hambúrguer vegano e uma soda para mim. Pedi um cheeseburguer e coca cola para você. Toma, coloque isso no dedo e não me pergunte o porquê – Falou colocando um anel em meu dedo, caminhando até a sessão de perfumes e desodorantes, abrindo um por um, vez ou outra testando, como se nada tivesse acontecido.
— Obrigado. – Respondi quando a moça que fazia nossos lanches voltou com os pedidos. Sua roupa suja de molho e o suor escorrendo em sua testa não foi o suficiente para que Isabella ficasse acuada em abraçá-la e agradecer a senhora Suzie por ter nos atendido.
A pequena senhora loira sorriu em resposta, agradecendo pela compra, nos acompanhando até o carro, ajudando Bella a acomodar os lanches em seu colo enquanto eu colocava o cinto.
— Vão com Deus e tenham uma boa lua de mel, pombinhos. – Ela cumprimentou. — Não façam nada que eu não faria, crianças. – Falou maliciosa e acenou enquanto eu ligava o carro.
Na saída do posto, olhei confuso para Isabella, que ainda estava sorrindo e acenando para a senhora.
— O que foi isso? – Perguntei quando já estávamos de volta à estrada.
— Precisamos de um disfarce. Você já percebeu que todo mundo se conhece nessas cidades pequenas? Ficaria estranho duas pessoas desconhecidas passarem por tantas cidades sem um álibi, por isso coloquei o anel no seu dedo. Se pensarem que somos um casal, saímos apenas como recém-casados descobrindo novos lugares juntos, agora me devolve meu anel. – Explicou em um fôlego só e tirou o objeto do meu dedo anelar quando estiquei minha mão para ela.
Sim, eu estava surpreso. Talvez ela não seja tão ruim como pensei.
Dentro de mais algumas horas, eu e Bella já estávamos chegando em Winchester. Eu sinceramente pensei que em determinado momento da viagem ela estaria cansada o suficiente para cochilar, mas isso não aconteceu, ela realmente parecia focada nas suas anotações.
— Por que Aro te encaminhou para essa missão? – Perguntei, incomodado com o silêncio repentino.
Eu sabia que a mulher era experiente, mas eu suspeitava que esse caso nos foi dado apenas pela facilidade em apreender um amador, mas para satisfazer as possíveis dúvidas que poderiam tomar minha mente, decidi perguntar.
— Porque Aro é um velho rabugento que não aceitou um não como resposta. – Ela respondeu sem olhar para mim, apenas continuando suas anotações.
— Como assim? – Insisti.
— Desde quando você decidiu falar comigo, Cullen? Achei que fosse um fardo para você. – Falou irônica.
— Quase isso, mas a palavra fardo parece muito pesada para a situação. Eu diria que você é mais uma pedra no meu sapato mesmo. – Brinquei e ela sorriu.
— Eu me afastei do meu cargo após um fatídico acidente com meus pais. Era uma noite de Natal, estávamos voltando de um jantar quando um homem bêbado nos atingiu em cheio. Meus pais morreram na hora, eu fiquei presa nas ferragens, me socorreram, mas isso me marcou o suficiente para perder o interesse em coisas que eu amava no passado. Entrei em um estado depressivo mesmo com terapia e foi quando Aro achou que seria importante e interessante que eu voltasse aos poucos para ver se eu me animava com algo. – Ela contou sua história e agora seus olhos estavam marejados.
— Sinto muito, Isabella. Eu não tinha ideia pelo o que você estava passando, me desculpe. – Respondi me sentindo envergonhado pela forma tão rude que agi durante esse pouco tempo que passamos juntos.
Instantaneamente ela começou a rir descontroladamente, provavelmente era por se lembrar do trauma. Recordei quando li em uma das revistas da minha mãe que cada pessoa agia de uma forma diante uma situação de estresse ou trauma, talvez fosse o caso de Isabella.
— Eu realmente vou investir na área da atuação, o que você acha? – Ela questionou limpando as lágrimas e foi quando eu percebi. A filha da puta estava fingindo todo esse tempo.
— Seus pais não morreram, certo? – Questionei e ela negou com a cabeça.
— Não, estão vivíssimos em um fim de mundo chamado Forks, que comentei mais cedo. Eu só larguei meu cargo porque tive que dar um tempo dessas merdas, as férias demoraram para chegar e eu precisava ficar livre um pouco. Aro não aceitou tão bem meu afastamento, ignorando que eu sou péssima para seguir regras. – Ela respondeu, me oferecendo seus Stinkys, um dos biscoitos estava em sua boca, como se fosse um cigarro.
Essa mulher é tão excêntrica... Não, na verdade ela era doida mesmo.
— E você? Por qual motivo Aro te mandou para ser meu babá? – Perguntou.
— Eu sinceramente não faço ideia. Sempre fui muito certinho e sou conhecido por seguir e ditar muitas regras, talvez seja esse o motivo. – Respondi.
— Nossa, sério? Quase não percebi como você é controlador. – Retrucou.
— Ok, Isabella, volte a fazer suas anotações. – Gesticulei para seus papéis.
— Você não me manda, e para de me chamar de Isabella. É Bella, você bateu a cabeça e tem problema com memória recente? – Reclamou.
— Nada disso. Não foi uma ordem, foi apenas uma sugestão, Bella. – Respondi.
Essa viagem parece mais longa que o normal.
Uma viagem de carro que duraria seis horas, fizemos o caminho em oito, apenas porque Bella alegou que a velocidade exagerada atrapalhava sua concentração.
Era quase dez horas da noite e estávamos em uma cidade em Ohio há mais ou menos quatro horas do nosso destino final, Bella decidiu que esse era o momento de pararmos e seguirmos viagem apenas no dia seguinte.
Antes mesmo que eu pudesse argumentar contra sua ideia, ela pegou sua mochila e saiu do carro, caminhando até um bar mais próximo. Eu não tive outra escolha a não ser segui-la.
— Qual é o nome desse lugar mesmo? Não tem nem sinal nesse fim de mundo. – Reclamei com Isabella, percebendo tarde demais que falei aquilo talvez exageradamente alto, levando em consideração os olhares feios que recebi.
E eu não menti mesmo. O lugar parecia uma cidade abandonada, onde todo mundo bizarramente se conhecia, chegava a ser engraçado, se não parecesse como um roteiro de filme de terror meia boca.
— De acordo com o meu amigo Will, o nome dessa cidadezinha calorosa é Windham. – Bella respondeu agarrada em um senhorzinho, que ao meu ver, achava ela tão louca como eu.
Quando cheguei perto de Isabella, ela estava com um enorme copo de chopp na mão e antes que eu pudesse detê-la, a mulher bebeu tudo em menos de 10 segundos. E foi assim que minha noite continuou.
Depois de alguns copos, tentei tirar a bebida de suas mãos o que falhou, já que a filha de uma boa mãe deixou cair metade de sua cerveja em minha camisa imaculadamente branca e limpa.
Fui até o banheiro para me limpar, dando a primeira sorte do dia de não precisar enfrentar fila. Nesse meio tempo, ainda tentava por várias vezes conseguir algum sinal para que pudesse falar com Aro e informá-lo de nossa localização, mas como o amigo de Bella, Will, fez questão de ressaltar, apenas os moradores tinham sinal na região.
Ou seja, só quem tem sinal é quem já mora aqui, agora me diz se não é realmente o fim do mundo.
Felizmente quando voltei para onde Isabella estava, o senhor me emprestou o celular dele, enquanto Bella já estava em seu quarto copo de uísque, mal se aguentando em pé. Quando enfim consegui falar com Aro, informei nossa localização e qual horário pretendia estar em Winchester.
Assim que terminei de falar, estava pronto para desligar a ligação, até que meu chefe gargalhou por alguns minutos após ouvir a voz de Isabella estourando no karaokê.
— Como você pôde designar Isabella para esse caso? Ela não está nem se aguentando em pé depois de beber com desconhecidos. – Reclamei observando-a rebolar de forma exagerada em cima do balcão, enquanto alguns homens lhe jogavam dólares.
— Não subestime Isabella Swan, Edward. Enquanto você ainda pensa em qual recheio você gostaria no seu bolo, o dela certamente já estará pronto. – Ele alertou e antes que eu pudesse responder, Aro desligou.
Velho mal educado.
Olhei para Bella no balcão e olhei em meu relógio, quase meia noite, está na hora de procurar um lugar para dormir.
— Isabella. – Chamei e ela apenas olhou para mim e continuou dançando, me ignorando completamente.
— Isabella. – Chamei e novamente ela me ignorou.
— Sua esposa está bem alterada, meu amigo. – O tal Will comentou sorrindo.
Eu nem mesmo tive como corrigi-lo, já que fingir que estávamos em lua de mel era parte do plano.
— Ela é fraca para bebida. – Me limitei a responder isso. — Vamos procurar um lugar para dormir, Bella. – A chamei e parece que finalmente ela me ouviu, descendo desajeitada do balcão enquanto um dos homens a ajudava.
— Meu Ed aqui só gosta do meu show se for particular, né meu docinho? – Ela falou exaltada demais, beijando meu rosto.
— Faz parte do casamento. – Um dos caras estranhos comentou.
— Dá logo um beijo na moça, rapaz. – Eu com certeza zombei da cruz na hora em que colava o pior dos chicletes nela.
Beijar Isabella não seria algo tão bizarro assim. Ela era bonita, tinha um cheiro agradável, era estranha, porém bem bonita, mas ainda assim era minha parceira.
Antes que eu pudesse responder o pedido, Bella me deu um selinho demorado demais, fazendo com que todos uivassem no bar.
Ok, eu não estava preparado para isso. O gosto característico de bebida, misturado ao cheiro de morangos que exalava de seu cabelo, em junção a sua boca quente e incrivelmente macia, onde foi que ela escondeu tudo isso?
Quando ela olhou para mim, pude perceber como seus olhos castanhos de Isabella faiscavam de uma forma que eu não tinha percebido até aquele momento. Sua boca estava levemente vermelha e inchada, enquanto seu rosto estava todo ruborizado, assim como seu pescoço e colo.
Será que ela sentiu essa sensação estranha também? Bom, certamente não, já que ela parecia bem bêbada.
— Vamos, baby? – Ela chamou, me tirando do transe que eu nem percebi que estava. A ajudei colocando seu braço por cima do meu ombro, enquanto ela tentava segurar seus óculos.
Quem usa óculos escuro à noite?
— Você vai precisar de uma aspirina e muita água. Tenho isso no carro, mas antes tenho que achar um lugar para dormirmos. – Falei.
— Não estou bêbada. – Bella respondeu séria.
— Todo bêbado fala isso. – Retruquei sentando-a no carro.
— Mas é sério, não estou, era só um teatro, não percebeu? – Ela falou e então tudo que Aro comentou mais cedo fez sentido.
— E por que me beijou? – Questionei ligando o carro, dirigindo até o hotel mais próximo de acordo com o GPS.
— Estamos disfarçados de marido e mulher, eu tinha que manter o papel. Fora que você é gostosinho, não foi bem um esforço. – Desconversou.
— Gostosinho? – Sorri, debochando.
— Sim, de boca fechada dá até pra sentar uma vez ou outra. – Respondeu sem nenhum pudor.
Esfreguei minha perna uma na outra, sentindo um desconforto após assimilar suas palavras.
— Não precisa fazer tanto burburinho sobre isso, não vai acontecer novamente. Não sabia que me beijar seria um enorme sacrifício para você. – Ela resmungou, enquanto eu estacionava na vaga do hotel que mais parecia uma pensão.
— Não foi um sacrifício. – Retruquei enquanto ela saia do carro.
— Eu sei, gatinho. Olhar para tudo isso aqui e dizer que foi um sacrifício chega a parecer piada. – Ela empinou o nariz, girando lentamente, exibindo seu corpo.
Eu também sai do carro, mas a diferença entre nós é que eu me preocupei em pegar nossas coisas no porta malas, enquanto a magnífica me esperava, segurando apenas seu celular e sua bolsa de cachorrinho rosa, deixando até sua mochila para que eu levasse.
— Como você é convencida. – Respondi.
— Convencida não, eu só tenho espelho na minha casa para testemunhar o óbvio.
Eu não tinha como negar o que ela falou e eu até mesmo concordava, mas ela não teria noção disso nunca, nem se fosse um caso de vida ou morte.
Entramos no agradável hotel, eu carregava uma mala de mão ridícula com estampa de sol na mão direita, minha mochila nas costas enquanto minha mão livre tateava meu bolso, procurando por minha carteira.
Quando enfim encontrei minha carteira, Bella já estava passando nossos nomes para o adolescente que supus ser o atendente para escolher nossos quartos, sim, apenas um quarto para nós dois, para manter as aparências.
— Como você pagou? – Questionei quando o garoto estava de costas para nós, procurando as chaves.
— Com o cartão? – Ela respondeu.
— Eu posso pagar pelas minhas coisas, Isabella. – Reclamei e então notei que ela digitava um nome masculino que eu não conhecia em seu aparelho.
— Quem é essa pessoa? – Interroguei.
— E desde quando você precisa saber como pago alguma coisa? – Retrucou.
— Isso é crime, Isabella. Você tem noção que podemos acabar com nossas carreiras, você é louca? – Tentei não chamar atenção o que provavelmente era impossível já que podia sentir meu corpo esquentando de raiva.
— Não seja burro, Edward. Se eu coloco nosso nome aqui, irão encontrar nossos dados bancários, encontrar nosso histórico, nossas famílias, se bobear vão descobrir até qual calcinha que estou usando, se é que estou de calcinha. – Bella respondeu olhando ao nosso redor. — Eu sei que isso é errado, tenho total noção disso, mas eu juro que assim que voltarmos para a estrada, essa pessoa já estará com magicamente o dobro do valor dessa hospedagem em sua conta bancária. – Prometeu.
— Eu não vou compactuar com isso. – Respondi.
Ela estava certa, eu realmente não queria fazer aquilo, mas era nossa melhor alternativa.
— Você não é o melhor por ser ingênuo e eu não sou a melhor por ser uma amadora. Aro nos colocou como dupla porque você é o centrado, mas eu sou a mais safa, como um lindo camaleão que consegue se enturmar em qualquer lugar. Mas mais que isso Edward, não fomos escolhidos por Aro aleatoriamente, sério que nunca passou pela sua cabeça que há dedo de algum agente infiltrado nisso? Nunca achou estranho que nosso chefe quis manter sigilo e apenas nós dois sabemos dessa operação? Coloca essa sua cabeça enorme para pensar, gatinho. – Ela avisou, cutucando minha testa.
Era uma merda admitir mais do que uma vez no dia que a Swan estava certa. Eu precisaria deixar de lado meu bom senso se quisesse realmente encontrar e prender o pirralho que estava tirando minha paz nas últimas semanas.
— Tudo bem, eu sou contra isso, mas você tem um ponto. Porém, você precisa me garantir que vai devolver esse dinheiro. – Avisei.
— Eu vou, prometo de dedinho. – Ela apertou meu dedo mindinho no seu.
— Senhor e Senhora Lewis, a chave da suíte. – O garoto finalmente voltou com as chaves.
— Posso pelo menos saber quando e como você conseguiu clonar um cartão? – Questionei, acompanhando Bella nas escadas, indo em direção ao quarto que iríamos dividir.
— Um mágico não revela seus truques. – Ela piscou. — Apenas posso dizer que o pobre coitado mal se aguentava em pé. Aproveitei quando você foi no banheiro e decidi colocar o plano em prática, já que o Sr. Certinho com certeza iria me atrapalhar. – Explicou.
— Você sujou minha camisa de propósito. – Reclamei ligeiramente puto, adentrando no quarto.
— Relaxa Eddie, nem manchou sua maravilhosa camisa e olha como você ficou gostoso com a roupa molhada. – Ela tentava tirar sua culpa, me fazendo olhar meu reflexo no espelho que tinha na parede.
O quarto mais parecia um quarto de motel barato, todo em tons vermelhos, com um espelho no teto e rosas vermelhas jogadas pela cama.
— Eu vou tomar um banho. – Avisei, procurando por um pijama em minha mochila, encontrando apenas meu moletom e regata.
— Foi um convite? – Ela perguntou com um sorriso malicioso, me seguindo depois que entrei no banheiro.
— Não.
— Ok, você prefere manter a primeira noite de lua de mel com seu cabaço, compreensível. Eu espero você ter seu momento, amorzinho. – Debochou e eu rapidamente fechei a porta, antes que suas palavras pudessem de alguma forma estranha mexer novamente com partes do meu corpo que há algum tempo eu negligenciava, focado demais em minha carreira.
Eu devia tomar cuidado com Isabella ou ela certamente seria o meu fim.
Depois de tomar um banho mais que merecido, voltei para o quarto e encontrei Isabella procurando algo em sua mochila.
— O que você está fazendo? – Perguntei, tentando ignorar seu olhar nada discreto ao meu ver secando o cabelo, o qual ela nem mesmo fez questão de disfarçar.
— Nada que seja do seu interesse. – Reclamou, voltando a atenção a um estojo em sua mochila. Ela abriu a pequena bolsa e pude notar que ali dentro havia uma agulha com algum conteúdo que não soube distinguir do que se tratava.
Bella deixou o estojo em cima da cama e foi até o banheiro com sua toalha e seu pijama.
Arrumei a cama e deixei o lado esquerdo para ela, rezando para que ela não fosse como eu e não tivesse essa neura de dormir apenas do lado direito.
O chuveiro ainda estava ligado quando dei atenção ao estojo que ela tinha deixado para trás. Abri levemente e analisei a seringa e a agulha, e antes que eu pudesse ler qual era o conteúdo, a porta do banheiro se abriu, me pegando de surpresa, enquanto Bella me olhava irritada.
— Você está fuxicando minhas coisas? – Perguntou, tentando tirar o estojo da minha mão. Usei da minha força e não deixei que ela tomasse o objeto da minha mão.
— Você não vai usar drogas, não na minha frente. Ficou louca? – Essa mulher enlouqueceu, não tinha outra opção.
— Deixa de ser imbecil, me devolve. – Bella revirou os olhos, o que me deixou mais irritado com seu descaso.
— Não vou devolver, Isabella. Eu não vou tolerar drogas. – Fui firme e ela me olhou como se eu tivesse mais um olho no meio da minha testa.
— Nem eu vou tolerar drogas, Edward. Agora você pode, por favor devolver a porra da minha insulina? Ou eu vou ter que encher seu lindo rostinho de porrada? – Ela questionou, dessa vez nada tranquila, na verdade ela parecia bem assustadora.
Senti meu rosto corando de vergonha após acusa-la, mas e se ela estivesse mentindo?
— Insulina? – Perguntei ainda desconfiado.
— Sim, insulina. Eu tenho LADA, você pode me devolver agora? – Pediu novamente, visivelmente irritada.
— Desculpa, eu não sabia. – Respondi, me sentindo envergonhado.
Isabella se sentou na cama e levantou levemente sua blusa, massageando o local antes de beliscar a pele e enfiar a agulha.
— Está tudo bem, não é nada que seja o fim do mundo. – Respondeu baixinho e eu pude perceber seu rosto se contorcer, visivelmente desconfortável com a agulha.
— Dói? – Perguntei, sentando ao seu lado na cama.
— Não mais, eu apenas não consigo me acostumar com agulhas então preciso me convencer de que não é nada demais. – Respondeu depois de já ter administrado o medicamento.
— Desculpa por isso, eu nunca te vi fazendo isso, não tinha noção. – Me desculpei novamente.
— Você devia achar que eu tinha incontinência urinária, certo? – Perguntou rindo.
— Ou que estava entediada. – Respondi. — Você vai ter que levar agulhada para o resto da vida? E o que significa LADA? Achei que insulina era só para diabéticos. – Questionei.
— É uma sigla, um tipo de diabetes diferente do tipo 1 e 2. E não, eu não vou precisar levar agulhadas o resto da vida, pelo menos eu espero que não. Foi um dos motivos que me afastei da polícia, eu estava sentindo os sintomas, fui diagnosticada com diabetes tipo 2 para só depois descobrirem qual era a minha diabetes. Meu tratamento é recente, primeiro vou precisar me furar mais um pouco e se funcionar tudo bem, eu posso partir para os medicamentos. – Explicou.
— Comendo Stinkys? – Zombei.
— Ah, isso foi porque eu vi você tomando coca cola, você não tem noção do quanto eu amo coca cola. Enfiar um pouquinho o pé na jaca não vai me matar. – Se defendeu.
— E as bebidas?
— Isso foi um erro, mas só um dia não vai me matar também. – Reclamou.
Bella pegou novamente seu estojo e guardou suas coisas, e eu não sabia o que fazer ali.
— Mudou de ideia? – Ela perguntou, pulando na cama, deitando ao meu lado e apoiando sua cabeça em suas mãos.
— Mudei de ideia sobre o que? – Perguntei confuso.
— Vai desistir da sua castidade na nossa lua de mel? – Perguntou.
— Não estamos em lua de mel, Bella. – Ri.
— Detalhes, fofinho. – Revirou os olhos.
— Amanhã vamos pegar a estrada cedo. Esteja pronta às 09:00 ou vou te deixar para trás. – Avisei mudando de assunto.
Se ela insistisse mais um pouco naquela história, eu me sentiria obrigado a deixar meu bom senso de lado e fazer o que venho imaginando desde que nos beijamos no bar.
— Ok, chefe. Estarei acordada antes do amanhecer, confia. – Respondeu irônica.
Me deitei de barriga para baixo, já me preparando para que no dia seguinte minhas necessidades não estejam visíveis para Bella.
— Boa noite, Swan. – Falei quando ela desligou o abajur do seu lado.
— Boa noite, Cullen. – Ela respondeu batendo levemente em minhas costas. — Eu ia bater na bunda, mas bateu o medo de ser processada por assédio. – Ela avisou e eu apenas ri. — Isso de deitar de frente para o espelho é uma merda, já pensou acordar e dar de cara com a minha própria cara? – Reclamou.
— Não tem nada de errado com seu rosto, Bella. – Respondi.
— Isso é você tentando me elogiar? – Questionou cutucando minha costela.
— Não.
— Vai negando enquanto você ainda consegue, Edward. Quando você menos esperar vai estar me pedindo pra sentar em você qualquer dia desses. – Ela respondeu com seriedade excessiva.
— Boa noite. – Ignorei o que ela tinha acabado de falar.
— Boa noite, Senhor Certinho. – Respondeu.
Quando senti o sono tomar conta do meu corpo, pude ouvir Bella falando sozinha.
— Você tem que parar de ser sem noção, Isabella. – Ela sussurrou irritada e pelo espelho que estava em minha frente, do meu lado da cama, pude ver que ela conversava com seu reflexo no espelho do teto.
Ela realmente era sem noção, mas eu sinceramente já não via isso como um defeito.
Ouvi o despertador em algum lugar do quarto, supus que finalmente o dia tinha chegado e com ele mais algumas horas na estrada.
Olhei para o lado e Isabella estava de costas para mim, o barulho estridente do celular certamente não afetou seu sono, afinal ela continuava dormindo com uma pedra.
Me sentei na cama, tentando despertar o mais rápido, sentindo minha barriga roncar no processo, algumas horas sem comida de verdade e meu corpo já estava reclamando.
Peguei a roupa que separei pouco antes de dormir e fui até o banheiro, tomando um banho frio para despertar, o que de certa forma não foi algo ruim pois pude sentir o calor desde que acordei.
Assim que terminei o banho, escovei meus dentes e vesti a roupa, irritado por ter que me vestir dentro do banheiro, algo que eu detestava, mas que decidi fazer para evitar um desconforto com Isabella.
Depois de pronto, voltei para o quarto e Bella não estava mais na cama, e sim na porta, conversando com alguém que não pude reconhecer a voz.
— Você pode mandar mais um suco? Meu marido ama suco de laranja e só essa jarra não será o suficiente para nós dois. – Pude ouvir uma parte da conversa, afinal o quarto era todo aberto, com apenas uma parede separando o pequeno cômodo.
— Com quem você estava falando? – Perguntei, quando ela apareceu empurrando o carrinho com o café da manhã.
— Nossa, mas como é uma Maria Fifi, viu? Era com uma senhorinha, acho que a camareira, ela trouxe o café da manhã. – Respondeu se sentando na mesa disponível.
— E seu marido ama suco de laranja e só uma jarra não é o suficiente para nós dois? – Questionei, deixando que ela soubesse que ouvi a conversa.
— Ah, sobre isso... Olha, eu não sou mão de vaca, mas eu queria levar um pouquinho no carro. – Respondeu parecendo envergonhada.
— Se o problema é pagar o suco, eu posso pagar para você. – Ofereci.
— Não é sobre pagar, eu tenho meu dinheiro. Mas eu odeio suco de caixinha e comprar água na estrada é tão caro, então decidi juntar o útil ao agradável. – Explicou.
— Tudo bem, tecnicamente pagamos por isso, certo? – A tranquilizei.
Tomamos o café em silêncio, exceto pelo momento em que a moça trouxe mais uma jarra de suco. Bella saiu da mesa e foi até a sua mochila, pegando uma garrafa da mesma.
— Precisa de ajuda? – Perguntei.
— Não, eu consigo sozinha. – Recusou, pegando a jarra, despejando o conteúdo em sua garrafa, incrivelmente sem derramar uma gota na mesa. — Surpreso? – Perguntou.
— Não, aliviado. – Desconversei.
Bella me ignorou e pegou suas roupas, indo até o banheiro em seguida e pelo barulho do chuveiro supus que estava tomando banho.
Recolhi o que usamos e arrumei a cama que dormimos, deixando tudo pronto para que assim que ela saísse pudéssemos ir embora novamente.
— Sabe, já faz um tempo que não treino. – Falou ainda dentro do banheiro.
— E qual o problema? – Questionei, parando para prestar atenção no que ela dizia.
— E se precisarmos usar a força? Será que ainda sei como socar uma cara? – Perguntou.
— Esse tipo de coisa não dá para esquecer, Bella. – Tentei soar otimista. Até que dava para esquecer, mas eu duvidava que após o episódio da jarra, o golpe do cartão e até mesmo a atuação fosse algum indício que Bella desaprendera algo.
— Você devia treinar comigo. – Retrucou.
— Eu não vou lutar com você. – Respondi.
— Por que? Está com medo de apanhar? – Zombou, agora saindo do banheiro, parecendo mais "normal" hoje, com seus coturnos pretos e uma calça larga também preta. Ela também usava uma blusa vermelha clara, um pouco maior que o seu tamanho, certamente.
— Uau, hoje você está...
— Normal? Gostosa? Estilosa? Espera, não responde, primeiro olha o ponto chave do meu estilo. – Ela não me deixou responder e me mostrou a jaqueta.
Eu acabei preferindo manter o silêncio para parecer que aprovei a peça, mas era bem exagerada e brega se me permitem dizer. Decidi dar um sorriso para mostrar alguma reação positiva à vestimenta totalmente aleatória, que estranhamente combinava.
— Estamos atrasados? – Perguntou.
— Não, por que?
— Você está com uma cara estranha, achei que estivesse fora do horário. – Explicou.
Se ela soubesse o motivo para que eu estivesse agindo de forma estranha...
— Acho que acabei comendo mais que o necessário. – Menti.
— Tudo bem, eu acho que não vou vestir a jaqueta por agora, está batendo o medo de passar calor. – Falou, dobrando a peça novamente.
— Tem ar condicionado no carro, Isabella. – Lembrei.
— Eu sei, mas essa jaqueta é para o frio natural, você não entende de moda, Edward. – Ela finalizou.
Será que ela entendia alguma coisa de moda?
Ajudei Bella a colocar as coisas novamente na mochila e com todos os nossos pertences guardados, saímos do quarto, indo até a recepção para finalizar nossa estadia.
Enquanto eu esperava o rapaz com os procedimentos de saída, Isabella estava sentada em uma das poltronas antigas que dispuseram pelo pequeno hall de entrada.
Ela digitava de forma fervorosa em seu notebook, que só agora pude assimilar o peso excessivo de sua mochila. Aproveitei que o rapaz estava por perto e pedi dois cafés para a viagem, eu não estava com medo de ficar sonolento na estrada, mas certamente um pouco de cafeína me forneceria um ânimo necessário para continuar o dia.
Quando ele voltou com o pedido, Bella e eu já estávamos liberados para voltar a estrada. Fiz meu caminho de volta para ela e ela nem mesmo percebeu minha presença.
— Isabella. – Chamei.
— Acabou? – Perguntou sem parar de digitar.
— Sim, já podemos voltar ao trabalho. – Informei.
— E não estávamos trabalhando no quarto? – Questionou de forma maliciosa, antes que eu pudesse responder ela continuou. — Ok, eu vou parar com as cantadas, é inevitável. Eu estava devolvendo o dinheiro que pegamos emprestado. – Explicou.
Eu não tinha certeza se eu parecia desconfortável com seus flertes, bem, se isso era o que eu transparecia, algo estava bem errado por ali.
— Dinheiro que roubamos, você quer dizer.
— Fica quietinho então, estamos devolvendo mais do que pegamos, somos bandidos tão bonzinhos né, Edinho? – Retrucou. Era impressionante como ela sempre tinha uma resposta na ponta da língua.
— Já terminou? – Mudei de assunto.
— Sim, estava esperando atualizar a conta. – Enquanto ela falava, estendi o copo de café em sua direção. — É descafeinado? – Perguntou e eu neguei com a cabeça. Eu trouxe o café na maior boa vontade e ela ainda queria exigir. — Odeio descafeinado, qual a graça dessas merdas? Obrigada, parceiro. – Ela enfim agradeceu.
— De nada. – Respondi pegando nossas coisas.
— Como o mundo dá volta, né? Ontem você estava me odiando e hoje está trazendo cafezinho para mim, que marido fofo que eu tenho. – Ela ainda insistia no casamento fake quando entramos no carro.
— Eu fui educado, Isabella. – Me limitei a responder apenas isso.
Era de certa forma estranho como eu estava tão íntimo de alguém em tão pouco tempo, seja pessoalmente ou de forma virtual.
— Às vezes não parece... Ok, vou ficar quietinha. – Ela prometeu, fazendo sinal de zíper em sua boca, colocando seu cinto de segurança em seguida.
Sua boca estava vermelha e úmida pelo café quente que ela estava tomando. Será que hoje ela ainda estava com o mesmo sabor de gloss de morango de ontem? De repente eu fiquei curioso demais para sanar minhas dúvidas.
— Você quer me beijar, Edward? – Bella perguntou de supetão.
— Que? – Falei confuso e sentindo meu rosto esquentar por ser pego em flagrante, como se naquele momento ela pudesse ouvir meus pensamentos.
— Você está encarando minha boca desde a hora que entramos no carro, quer me beijar por acaso? – Insistiu levantando uma de suas sobrancelhas.
— Você está com um pedaço de salada no dente. – Menti, desviando meu olhar do dela o mais rápido possível, ligando o celular, receoso que as batidas exageradas do meu coração pudessem me entregar.
— Ah, podia ter me avisado antes, que vergonha. – Ela esfregou o dente, analisando pelo espelho do tapa sol se tinha algo em sua boca.
Me senti culpado ao vê-la corando de vergonha, afinal não tinha nada em seu dente, era apenas eu sendo sem noção e com zero profissionalismo pelo visto.
— Não tem mais nada, relaxa. – Tentei tranquilizá-la, o que pareceu funcionar.
— Obrigada, Edward. – Agradeceu voltando a tomar seu café enquanto eu apoiava o meu copo no espaço que separava nós dois.
— Disponha, Bella. – Respondi engolindo seco.
Como eu podia ser tão falso? Talvez esse seja meu grande dom, afinal.
Algumas horas depois, já estávamos em Winchester. Conforme prometeu, Bella permaneceu todo o caminho em silêncio, o que eu já não sabia se era pela torta de climão que se formou após o incidente com pedaço de salada inexistente no dente ou se era porque ela realmente estava apreciando a viagem.
Winchester era uma cidade com uma bela paisagem, isso eu não poderia negar. O aspecto de cidade do interior me encantava e eu estava verdadeiramente levando em consideração ficarmos mais dias apenas para aproveitar o local, Isabella provavelmente não iria se opor a minha ideia.
Ou não, talvez eu esteja enganado e o cheiro de campo, casas esteticamente bem formadas e pessoas desconhecidas fossem um repelente para minha parceira de viagem.
— Você consegue parar nessa vendinha? – Bella perguntou de repente quando passamos pela rua menos movimentada da cidade.
— Tudo bem. – Respondi desconfiado.
Quando estacionei o carro, ela me entregou novamente o seu anel.
— Pra que isso? – Questionei colocando o anel no dedo anelar.
— Disfarce, não faça perguntas, confia em mim e apenas segue o fluxo da conversa. – Ela mandou pegando alguns dólares em sua carteira e fechando a porta do carro.
— Espera, Isabella. – Pedi quando ela já estava um pouco mais a frente.
— Carmen. – Ela parou de andar e ao ouvir o nome desconhecido a olhei confuso. — Agora meu nome é Carmen e o seu é Eleazar. – Explicou.
— Isabella...
— Por favor, Edward. Só confia em mim pelo menos uma vez, eu não sou uma boba. – Ela resmungou e eu assenti, curioso onde ela iria queria chegar com essa história.
Entramos na loja de conveniência e Bella analisou o ambiente antes de falar qualquer coisa. Ela olhou para mim e piscou o olho, indo em direção até o caixa, colocando seu plano em prática.
— Boa tarde, vocês têm coca diet por aqui? – Questionou para o senhor no caixa que nos olhou feio por atrapalhar seu hobby de completar palavras cruzadas.
— Temos. – Ele respondeu bufando. — Essas dondocas... – Ele resmungou baixinho e antes que pudéssemos respondê-lo uma senhora chegou e deu um senhor tapa no ombro do velho ignorante.
— Não fale assim com a moça, Henry. – Ralhou. — Boa tarde, querida. Meu nome é Louise, como posso ajudar vocês? – Ela nos cumprimentou.
A mulher era o oposto do companheiro, ou talvez só tivesse sido educada, diferente do que julguei ser seu marido.
— Eu estou procurando por uma coca diet, vocês têm? É só me falar onde fica que eu pego. – Bella respondeu.
— Por favor, querida, eu faço questão de pegar para você, me desculpe pelo meu marido, a idade está chegando e ele está cada dia mais reclamão. – A senhora Louise sorriu envergonhada.
— Sei exatamente como é. – Isabella entrou na brincadeira e olhou para mim, que continuei sério da mesma forma de quando entrei no estabelecimento.
— São casados? – Louise perguntou.
— Sim, recém casados. – Bella respondeu.
Céus, ela mente com uma naturalidade.
— Que maravilha, meu amor. Casar com o amor da nossa vida é um sonho, né? – Ela falou.
— A senhora não sabe o quanto sonhei com isso. – Respondi de forma irônica, que aparentemente passou despercebido pela vendedora.
— Não sei se a senhora pode nos ajudar, estamos procurando por um amigo, queríamos convidá-lo para uma festa que vamos oferecer, um chá de casa nova, sabe? – Bella começou a inventar uma desculpa e então entendi qual era seu objetivo.
— Claro, a cidade é pequena, moro aqui há muito tempo então com certeza sei quem é o amigo de vocês, qual o nome do rapaz? – Perguntou.
— Riley, Riley Biers. – Falei.
— Um loirinho altão que tem uma tatuagem no pescoço? – Louise questionou e eu afirmei com a cabeça. — Conheço, ele não vem muito para cá, mas sei que ele está na cidade, inclusive anteontem ele apareceu para comprar várias garrafas de cerveja, esses jovens... – A senhora continuou a falar, porém eu e Bella estávamos nos encarando no momento, provavelmente pensando sobre a mesma coisa, Riley estava na cidade então isso podia nos colocar em risco.
— E a senhora sabe onde ele está ficando? Queríamos tanto fazer uma surpresa. – Bella falou.
— Claro, vocês vão andar mais ou menos por 9 km, depois vão chegar em uma rua com uma menor quantidade de casas, a última casa na rua com um quintal bem amplo é o do Senhor Riley. Tem uma espécie de garagem misturada com um galpão de ferramentas no fundo, não tem erro, crianças. É a casa menos familiar que a rua possui e se me permitem dizer, a mais feia também. – Louise afirmou e eu ri com a sinceridade da idosa.
— Muito obrigado por nos ajudar Louise, quanto foi a Coca? – Perguntei tentando me manter sério novamente.
— Que cavaleiro, já estão dividindo as contas. – Ela sorriu orgulhosa como se nos conhecêssemos há anos. — Dois dólares, querido. – Antes que Bella reclamasse, entreguei o dinheiro a senhora.
— Que ignorância a minha, nem mesmo perguntei o nome de vocês. – Ela comentou.
— Meu nome é Carmen e esse é meu marido, Eleazar. – Bella respondeu por nós.
— Que lindos nomes. Bom, não vou atrapalhar a viagem de vocês, vão com Deus meus filhos, que vocês tenham uma união duradoura. – Ela desejou.
Bella apenas sorriu.
— Obrigado. – Agradeci e abri a porta para que Isabella passasse e caminhamos de volta para o carro.
— Você quer ir para lá hoje? – Perguntei.
— Não, vamos esperar até amanhã. Primeiro vamos estudar o terreno usando as plantas da cidade e depois vamos organizar toda a operação, isso vai demandar tempo, teremos que treinar juntos também. – Bella avisou enquanto eu tirava o carro da vaga.
— Eu não vou lutar com você, Bella. – Respondi.
— Eu sabia que você ia falar isso então liguei para o Aro e agora você tem uma ordem específica para treinar comigo. – Falou com um tom arrogante.
— Eu não acredito que você ligou para Aro apenas para isso. – Reclamei.
— Lógico que não, eu não sou tão sem noção assim. Ele conseguiu um quarto para nós dois, uma espécie de chalé, um pouco afastado da cidade, a pessoa mais próxima de nós dois será o caseiro, que também é um velho conhecido de Aro.
— Você realmente quis tudo do seu jeito. – Comentei.
— Você já devia saber que tudo que eu quero eu consigo, Edward. – Bella retrucou e senti um estranho frio na barriga.
A julgar pelo seu olhar tão intenso, algo me dizia que ela não estava mais falando sobre sua vida profissional.
Segui as orientações de Bella para chegarmos até o local que Aro nos indicou, já estava escuro quando chegamos. O lugar era realmente mais afastado da cidade, alguns minutos de distância.
Era um lugar bem bonito por sinal, uma pequena "casa" como um chalé, simples, porém parecia aconchegante para passarmos a noite.
Conversamos com o caseiro brevemente e eles nos entregou a chave, desejando uma boa estadia.
Bella abriu a porta do chalé e apreciamos o ambiente. Era arejado, com várias janelas em todos os lados do local, haviam pequenos assentos próximo a lareira e uma enorme cama próximo a maior janela do "quarto".
O local era basicamente isso, um quarto que passaríamos nosso dia organizando nossas ações e quem nos serviria a comida seria a esposa do caseiro, porém dispensamos o jantar de hoje por já termos jantado em uma lanchonete na beira da estrada.
— Olha que fofo. – Bella comentou sobre as rosas vermelhas espelhadas pela cama, dignas de recém casados de verdade.
Não respondi e coloquei nossas coisas no armário próximo a porta de entrada, Isabella já não estava em meu campo de visão. Abri o pequeno frigobar próximo a cama e peguei uma garrafa de água, sentindo a sede tomar conta do meu ser.
— EDWARD, VEM AQUI. – Isabella gritou e eu corri em direção a sua voz. Quando cheguei no que julguei ser o banheiro, ela me olhou como se eu estivesse com uma cabeça a mais.
— O que aconteceu? – Questionei após o susto com seu grito.
— Nada? – Ela continuava a me olhar com estranheza.
— E por qual motivo você me gritou? – Perguntei irritado.
— Para você ver essa jacuzzi, olha que coisa de rico. – Bella comentou olhando apaixonada para a banheira. — Ah, você achou que eu estava em perigo? – Ela perguntou depois de um tempo, desviando o olhar da jacuzzi.
— Sim, Isabella. – Me sentei na privada, cansado.
— E por que eu iria te chamar se estivesse em perigo? Eu não sou nenhuma princesinha indefesa. – Ela empurrou meu ombro. — Você só veio me "salvar..." – Ela pronunciou a palavra fazendo aspas com as mãos. — Porque ainda não sentiu o peso do meu soco. – Bella continuava a divagar e minha mente começou a silenciar a voz dela, cansado demais até para raciocinar. As várias horas dirigindo destruíram o meu corpo.
— Você está me ouvindo, porra? – Ela questionou exasperada.
— Sinceramente? Não. Você ficou muda em minha mente e foram os melhores minutos da minha vida. – Retruquei.
— Olha aqui seu metidinho...
— Bella, se vamos brigar tem como ser amanhã? Estou cansado demais até para responder seus xingamentos. – Pedi esfregando meu rosto.
— Como você está acabado, capenga e totalmente destruído hein, fofinho? – Ela falou o óbvio.
— Obrigado por descrever tão bem meu estado físico e mental.
— Quer tomar banho de jacuzzi comigo? – Ela perguntou.
— Não tenho roupa de banho.
— Não precisa de roupa de banho, entra pelado. – Respondeu e quando a olhei feio ela continuou. — Ou de cueca, é uma banheira bem espaçosa, você nem vai ficar perto de mim, prometo que fecho os olhos. – Ela falou.
Bom, um banho relaxante não cairia nada mal na minha atual situação. Seria bom descansar por pelo menos algumas horas antes de voltar para o trabalho.
— Tudo bem. – Concordei. — Mas de roupa. – Avisei e Bella assentiu.
Sai do banheiro enquanto ela enchia a banheira e esperei até que Bella estivesse dentro da jacuzzi para que eu voltasse e entrasse também. Queria dar privacidade para que ela ficasse de roupas íntimas sem que eu parecesse um tarado analisando suas pernas perfeitamente bem definidas.
Arrumei minhas poucas peças de roupa e quando terminei ouvi a voz de Isabella me chamar. Desliguei as luzes do quarto e fui até o banheiro.
— Estou aqui. – Anunciei.
— Ok, vou fechar meus olhos. – Ela avisou e antes que eu pudesse falar que não precisava ela fechou os olhos.
Entrei na banheira e senti todos os pelos do meu corpo eriçarem com o prazer da água quente.
Olhei para frente e Isabella estava com o colo vermelho e pude perceber que um pouco do rosto também, provavelmente pelo calor.
— Posso abrir? – Perguntou.
— Sim, pode. – Respondi, ainda curioso de até onde aquela espuma poderia esconder dela.
— Gostosa né? – Ouvi ela falar.
— O que? – Perguntei sem entender.
— A água, está gostosa, né? – Riu.
— Sim, gostosa. – Respondi sua pergunta.
— Eu sempre soube que você me achava gostosa. – Ela zombou.
— Isabella...
— Tudo bem, parei, não vou falar mais. – Respondeu e eu ainda não sabia como dizer para ela que eu não me importava com suas investidas, pelo contrário, estava interessado nelas.
Fechei meus olhos e ficamos quietos, apenas apreciando o momento, a água e o silêncio. Vez ou outra eu sentia que Bella queria falar algo e desistia e isso estava me deixando curioso
Depois de algum tempo apenas quietos, senti Bella se movimentar na banheira.
— Edward. – Bella me chamou.
— Sim? – Perguntei ainda sem abrir os olhos.
— Não sei bem se essa é a hora certa para falar isso, mas... – Ela parou de falar. — Eu quebrei o combinado de usar roupas. – Continuou.
Abri meus olhos e senti o meu corpo quente, mesmo que agora a água já estivesse fria. Com o tempo que estávamos ali, a espuma já tinha sumido por boa parte da jacuzzi e agora com Bella agachada de frente para mim, pude vislumbrar o enrijecimento de seus seios, perfeitos o suficiente para caberem em minhas mãos.
Rapidamente desviei meu olhar, tentando não a deixar desconfortável, me sentindo um merda por olhar ela dessa forma.
— Eu não estou desconfortável, se é isso que você está pensando. – Ela falou como se lesse meus pensamentos.
Seus olhos castanhos estavam mais escuros que o normal, sua pele sempre tão pálida tinha um tom de vermelho vivo, seus lábios agora estavam entre seus dentes, enquanto seu olhar não desgrudava do meu.
— Eu quero te beijar de novo. – Bella falou quebrando o silêncio. — Se você não quiser que eu te beije, essa é a hora em que você precisa falar. – Continuei em silêncio, me sentindo como um adolescente que recebe a atenção da garota mais bonita do colégio e fica paralisado.
Como fiquei calado, Bella se aproximou, suas duas mãos estavam apoiadas em meus ombros, enquanto ela se aconchegava nua em meu colo, apenas com minha cueca separando nossas intimidades.
— Isabella...
— Não fala nada. – Pediu e eu apenas concordei.
Bella sentou em meu colo e nossos rostos agora estavam perfeitamente nivelados, próximos um do outro. Ela olhava intensamente para minha boca, como se quisesse tomá-la a qualquer momento. Seu nariz tocou no meu e então pude sentir seus lábios nos meus, dessa vez não havia o sabor de gloss de morango, porém era tão bom quanto.
Sua língua pediu passagem e eu prontamente aceitei, querendo mais e mais de Isabella.
Uma de suas mãos segurava forte meu cabelo, enquanto a outra passeava pelo meu peito. Bella pressionou mais o seu corpo no meu, minha ereção ficando mais evidente com a fricção que ela estava exercendo.
Sua mão que antes estava em meu peito, agora caminhava em direção a minha cueca, passeando por toda a barra da peça até que finalmente senti sua mão no local que há tanto tempo era negligenciado.
Involuntariamente gemi, sentindo um prazer divino ao sentir suas mãos me tocando.
— Você realmente não tem um defeito nesse corpo, Cullen. – Bella sussurrou em meu ouvido e eu ri, provavelmente de nervoso ou até mesmo de satisfação.
Ela enfim tirou meu membro de dentro da cueca e começou a estimulá-lo com movimentos firmes e lentos. Passeei minha mão pelo seu corpo, sentindo seus mamilos ainda duros de excitação. Enquanto uma mão estimulava seus seios, minha outra mão seguia em direção a sua intimidade, ansioso para tocá-la de todas as formas possíveis.
Quando alcancei meu objetivo, estimulei seu clítoris com meu polegar, Bella em nenhum momento desviava o olhar do meu, a julgar pelo sorriso sacana que ela me ofereceu, eu estava sendo bom para ela assim como ela estava sendo para mim.
— Posso? – Perguntei antes de enfiar um dos meus dedos e Bella assentiu. Enquanto meu polegar dava a devida atenção ao seu lugar mais sensível, usei dois dos meus dedos para adentrar a intimidade de Bella, sentindo-a tão apertada, como se pudesse esmagar meus dedos dentro de si.
Comecei com um movimento de vai e vem, lento como o que ela fazia, os dois apreciando cada segundo de prazer.
— Eu quero você. – Bella falou rebolando em meus dedos.
— Na banheira? – Perguntei.
— Na cama. – Ela respondeu.
Peguei Bella em meu colo e a segurei, nos levando até o quarto. Eu nem mesmo me importava se estávamos molhados, eu apenas a queria aqui e agora.
— Camisinha. – Falei sentindo seu corpo abaixo do meu.
Bella abriu a gaveta do armário que estava do lado da cama e tateou procurando, quando enfim encontrou ela sorriu para mim novamente, aquele mesmo sorriso safado de antes.
Antes que eu pudesse pegar a camisinha, Bella abriu a embalagem e empurrou meu corpo, fazendo com que eu ficasse deitado, enquanto ela ficava por cima de mim.
Isabella colocou a camisinha sem em nenhum momento tirar a atenção de mim, seus dedos trabalharam, encaminhando meu pênis até sua entrada, deliciosamente úmida.
— Onde foi parar seu profissionalismo, Edward? – Ela debochou.
— Cala a boca, Isabella. – Pedi.
Quando enfim ela colocou meu membro dentro de si, senti as paredes de sua intimidade quentes e apertadas, esmagando prazerosamente meu membro. Esperei até que ela se acostumasse, me segurando o máximo para não me mexer e machucá-la.
Depois de algum tempo, Bella rebolou em meu colo, permitindo que eu me mexesse dentro dela, ela guiando o ritmo o tempo todo.
Minhas mãos estavam em sua cintura, apoiando o seu corpo enquanto Bella subia e descia por cima de mim.
Isabella abaixou seu corpo e me beijou novamente, a atual posição me permitia guiar o ritmo das estocadas, dessa vez acelerei um pouco mais o ritmo.
— Mais... – Bella balbuciou em meu ouvido. — Mais forte... – Pediu e eu prontamente atendi o seu desejo.
Estoquei mais algumas vezes dentro de Bella e quando senti seu corpo estremecer em cima do meu, ela segurou em minha cintura, fazendo com que eu cessasse os movimentos.
Ela se apoiou em meu peito para olhar em meus olhos.
— Eu quero que você me coma de quatro. – Mandou.
Se algum dia eu disse que não gostava de uma mulher mandona e com boca suja, provavelmente era porque eu ainda não tinha conhecido Isabella.
Obedeci ao que ela falou e coloquei seu corpo agachado, seus braços estavam esticados na cama enquanto seu corpo estava inclinado para frente, quase deitado. Me ajeitei atrás dela e segurei sua cintura, guiando o meu membro novamente para sua buceta molhada.
Penetrei Bella de uma vez e pude ouvi-la arfar em resposta, continuei com o mesmo ritmo de antes. Isabella agora estava com os braços apoiados na cama, seu corpo novamente tremia em êxtase e eu não estava tão longe do ápice.
Ela levantou mais seu corpo, suas costas agora estavam encostadas em meu peito e dada a nossa diferença de altura, eu conseguia continuar dentro dela sem problemas.
Agora não somente Bella tremia como sua pele estava toda arrepiada. Uma de minhas mãos segurava seu pescoço, enquanto a outra brincava com seu ponto agora mais que sensível
— Porra, Edward. – Exclamou.
— Goza para mim, Isabella. – Pedi já sentindo o meu corpo pronto para acompanhá-la.
— Puta que pariu. – Foi sua resposta antes que ela começasse a gemer palavras incoerentes, senti aquela sensação de prazer intenso e permiti me perder em meu próprio orgasmo, abraçando mais o corpo de Bella ao meu.
Sua unha apertava fortemente minhas nádegas enquanto ela desfrutava de seu momento, estoquei pelas duas últimas vezes, aproveitando cada parte que Bella me oferecia.
Seu corpo começou a ficar fraco e eu a segurei em meus braços, nos deitando na cama para descansarmos. Quando enfim senti minha respiração voltar ao normal, levantei da cama e fui até o banheiro, retirando a camisinha e me limpando.
Quando voltei para o quarto, Bella estava com um sorriso de satisfação em seu rosto, olhando de forma maliciosa para o meu corpo, a mulher definitivamente era insaciável.
— Você é tão gostoso. – Ela comentou quando deitei ao seu lado.
— Obrigado. – Sorri, me sentindo envergonhado com seu elogio.
— Eu falei que você estaria em minha cama, você não quis acreditar. – Ela se gabou, apoiando sua cabeça em uma de suas mãos, enquanto a outra acariciava meu peito.
— Você é tão absurda. – Resmunguei.
— Vamos treinar amanhã? – Perguntou com o queixo apoiado em meu peito.
— Defina treinar. – Pedi.
— Essas velhas coisas de agentes, luta e essas besteiras e depois um preparo físico. – Sorriu.
— Preparo físico?
— Sim, eu montando em você enquanto você grita meu nome para que ouçam até o centro de Winchester. Mas antes vamos treinar. – Avisou e em seguida mordeu meu lábio inferior.
— Se sempre for dessa forma, eu faço absolutamente tudo que você pedir.
— Tudo? – Ela questionou com o sorriso malicioso.
— Quase tudo, Isabella. – Respondi abrindo o meu braço para que ela pudesse deitar comigo.
— Está tão escuro aqui, você não acha? – Ela perguntou.
— Eu realmente gosto do escuro. Sem a escuridão, não poderíamos ver as estrelas. – Respondi.
— Nossa, que profundo, mas aqui, vamos dormir de conchinha hoje? – Ela questionou e eu ri da forma como ela mudou totalmente de assunto, sua cabeça agora estava descansando em meu ombro enquanto eu acariciava suas costas.
— Não. – Ela bufou. — Vai dormir, Isabella, temos que acordar cedo amanhã.
— Sempre tão mandão, isso é sexy. Boa noite, Edward. – Ela respondeu.
— Boa noite, Bella.
Com Bella deitada ali comigo, o quarto escuro com apenas as luzes das estrelas no céu iluminando o ambiente se tornou o momento perfeito para que eu me sentisse verdadeiramente bem, tranquilo em apenas estar ali e poder descansar até o amanhecer.
Senti os raios de Sol em meu rosto, fazendo com que eu continuasse com os olhos fechados, mesmo que já estivesse acordado. Esperei até que meu corpo despertasse totalmente e enquanto isso não acontecia, toquei o lado da cama em que Isabella estava quando dormimos, porém ela não estava ali.
Esfreguei meus olhos e os abri em seguida, percebendo que realmente Bella não estava ali. Senti um arrepio na espinha, preocupado com a falta dela ao meu lado.
— Isabella? – Chamei e não obtive resposta. — Bella? – Chamei novamente mais alto.
Me sentei na cama, tirando o lençol do meu corpo, pronto para achá-la. Procurei pela sala e ela não estava, o único lugar que sobrava era o banheiro.
— Isabella? – Chamei e como não tive resposta abri a porta.
Bella estava sentada no vaso com uma blusa minha e de calcinha, com seus fones estourando a música que julguei ser pop, em sua mão vi a insulina.
Como estava de costas para a porta com a perna apoiada na jacuzzi, Bella não notou que eu estava no banheiro observando-a.
Após aplicar sua insulina, Bella descartou o que usou e começou a dançar uma coreografia que julguei ser de alguma música do ABBA, eu só não me lembrava qual, até ela começa a cantar.
— You are the Dancing Queen, young and sweet, only seventeen. Dancing Queen feel the beat from the tambourine, oh yeah! – Ela cantava como se estivesse em uma performance para um estádio lotado, rebolando tudo o que podia e mais um pouco. — You can dance, you can jive, having the time of your life. – Ela continuou a gritar de olhos fechados e tão vermelha que fiquei com medo da mulher infartar — Oh, see that girl watch that scene, digging the Dancing Que... CARALHO. – Ela dessa vez gritou assustada, o que me fez rir, mesmo que sua performance estivesse divertida de assistir.
— Que falta de privacidade é essa, porra? E se eu estivesse pelada? – Ela exclamou após perceber minha presença, tirando seus fones.
— Não tem nada aí que eu não vi ontem a noite. – Respondi.
— Mesmo assim. – Retrucou. — O que você quer? – Questionou guardando seu estojo e arrumou sua blusa, que antes estava amarrada deixando sua barriga amostra.
— Está tudo bem? – Apontei para sua barriga que agora estava meio roxa por conta das agulhadas.
— Está, Edward, eu não vou morrer hoje, relaxa. – Respondeu, rindo.
Bipolar, pensei após sua mudança repentina de humor.
— Eu te chamei várias vezes e você não respondeu, fiquei preocupado. – Expliquei, indo até a pia e pegando minha escova e a pasta de dentes.
— Que lindinho, o efeito do chá foi rápido. – Ela zombou. — Eu tenho que usar essa porra, lembra? Você estava dormindo como uma pedra, não achei que ia perceber que sai da cama. – Respondeu.
— Se não fosse por você ter levantado seria por sua performance então. – Impliquei lavando minha boca e percebi seu rosto virar um tomate de tão vermelho de vergonha. — É mentira, você provavelmente estava cantando a mais tempo e eu não ouvi nada. Essas paredes devem ser de isolamento acústico. – Expliquei, eu realmente não escutei nada de suas cantorias.
A vergonha de Isabella logo dissipou-se, dando lugar a seu sorriso sacana de quem vai falar alguma bobagem.
— Então quer dizer que podemos foder como atores pornô aqui e ninguém vai ouvir? – Ela perguntou e pulou em meu colo, agradeci por estar firme encostado na pia e não nos derrubar no chão.
— Você só pensa em sexo? – Perguntei sorrindo e beijei levemente seus lábios.
Antes que Isabella respondesse sua barriga roncou alto.
— Acho que não somente em sexo. – Sorriu envergonhada. Eu ainda achava impressionante como ela podia ser tão safada em um momento e tão tímida em outras, Bella era de fato uma mulher intrigante.
— Vamos comer alguma coisa, só preciso de um banho antes. – Falei e ela desceu do meu colo.
— Vou pedir o café da manhã, quando você terminar seu banho provavelmente já deve ter chegado. – Ela saiu do banheiro, indo para o quarto.
— Não quer me fazer companhia? – Perguntei malicioso quando fui atrás dela pegar a roupa que separei na noite anterior.
— Não me tenta, Cullen. Eu posso facilmente esquecer que tenho que me alimentar. – Respondeu colocando o short do que julguei ser seu pijama.
Antes que ela mudasse de ideia fechei a porta e tirei minha cueca, desfrutando de uma água mais quente já que o dia tinha amanhecido mais frio que ontem.
Terminei meu banho e vesti rapidamente minha roupa, também ansioso para comer, já que minha última refeição foi o jantar mais cedo que fizemos na noite anterior.
— Chegou? – Perguntei a Isabella e encontrei ela jogada na cama, lendo uma revista de fofocas.
— Ainda não, devem estar esperando que eu tome banho antes. – Respondeu pegando suas roupas e indo para o banheiro.
Pouco depois que ela abriu o chuveiro, o que só consegui ouvir porque ela fez questão de tomar banho de porta aberta, o caseiro Sam e sua esposa que conheci hoje, Emily, chegaram com nosso café em um carrinho improvisado de madeira.
Agradeci aos dois e informei que estava tudo bem com nossa estadia e com o atendimento do casal, essa foi a deixa para que eles se despedissem, me deixando sozinho no quarto novamente.
Aproveitei que Isabella ainda não tinha voltado do banho e separei todos os documentos que tínhamos do caso. Pessoas que conviviam com Riley, capangas, onde ele mais gostava de ir, até quantas vezes o fedelho tinha costume de ir ao banheiro sabíamos. Tudo então começou a fazer sentido para mim, em conjunto ao que Bella tinha comentado no hotel.
Com tantos detalhes sobre o Biers, com tantos recursos, porque nunca tínhamos apanhado esse cara? Cada vez ficava mais óbvio que alguém estava dificultando as coisas de dentro da agência, como Aro certamente suspeitava.
— Que cara é essa? Parece que seus neurônios estão fritando. – Bella comentou e antes que eu pudesse me virar da cadeira ela me impediu. — Calma, não vira, espera aí. – Pediu.
— O que você está aprontando? – Questionei curioso.
— Nada, calma. Olha agora. – Mandou.
Quando me virei olhei horrorizado para sua roupa, não porque ela estava ridícula ou chamativa, pelo contrário, ela estava normal demais. Sua roupa era composta por uma calça preta que parecia de couro e uma regata branca, com detalhes dourado no decote.
— Que cara é essa? Estou feia? – Seu sorriso murchou.
— Não, você está linda. – Seu sorriso estava radiante novamente. — Mas cadê as roupas vibrantes? – Perguntei.
— Chamativas, você quer dizer, certo? – Perguntou. — Vou usar a jaqueta que te mostrei e essa belezuras aqui, olha. – Ela me mostrou os coturnos verdes fluorescentes. Meu Deus eu não conseguia nem imaginar como ela ficaria com todas as peças que escolheu.
— Você acha legal? – Perguntou.
— Acho, combina com você. – E era a maior verdade que falei nesses últimos dias. As roupas chamativas eram a marca registrada de Isabella, faziam parte de sua personalidade e era isso que as tornavam de certa forma estilosas.
— Ok, então vamos ao trabalho. O que temos sobre o pirralho até agora? – Ela questionou se sentando ao meu lado, pegando um dos sanduiches e se servindo com o suco.
Começamos a discutir tudo o que podíamos sobre o caso e o que tínhamos de vantagem sobre o Riley. Sabíamos onde ele estava, isso era uma vantagem. Mas ao julgar sobre o que captamos de Louise, o local era bem aberto para convivência com vizinhos ou qualquer pessoa que passasse na rua. Bella e eu chegamos à conclusão de que ou ele estava muito tranquilo assim pois tinha alguém o informando de tudo que se passava ou tinha mais capangas do que pensamos na região.
Para isso precisaríamos que Aro investigasse a região, então como era uma operação de extremo sigilo, sugeri meu irmão. Emm era o tipo de pessoa que eu confiava de olhos fechados e eu tinha certeza que ele conseguiria mais informações sem nem sair de Chicago.
Depois que passamos a situação para o nosso superior, Bella e eu terminamos de tomar nosso café. Como prometi na noite anterior, hoje treinaríamos e eu daria o meu melhor, sabendo o quanto aquilo era realmente de suma importância para ela.
— Está pronta? – Indaguei pegando meu moletom e vestindo, já que o tempo estava começando a ficar mais frio lá fora.
— Sempre estou. – Ela respondeu, saindo do chalé e eu a segui.
O caseiro nos informou que tinha nos fundos do chalé uma espécie de galpão onde eles guardaram algumas das coisas utilizadas no ambiente como roupa, lençóis, entre outras coisas.
Bella decidiu que aquele era o local ideal, principalmente quando os caseiros informaram que estavam indo até a cidade para comprar mais verduras e carne.
— Não pega leve comigo só porque sou uma mulher. – Ela mandou amarrando seu cabelo em um rabo de cavalo firme. Seus coturnos não estavam presentes no momento, ela preferiu usar apenas um all star com medo de sujar seus sapatos coloridos.
— Eu não vou fazer isso. – Fui sincero. Não tinha como negar que Bella era experiente em questão de defesa, seu pai era um policial afinal, é compreensível que desde muito nova sua única filha tenha sido treinada para sempre se defender da melhor forma.
Fiquei em minha posição esperando que ela me atacasse, porém isso não aconteceu, Bella esperava paciente que eu fosse até sua direção, ela até mesmo debochou da situação, fazendo um sinal com o dedo para que eu fosse até sua direção, o que eu prontamente fiz.
Quando segurei firme em seu ombro, senti uma de suas pernas chutando meu joelho e quando ela ameaçou chutar meu membro, o protegi fechando minhas pernas e segurando sua coxa.
Bella acertou sua cabeça fortemente na minha e eu senti minha visão embaçar com o impacto, ela aproveitou e socou minha garganta. Pela dor involuntariamente abri minha mão e ela desvencilhou sua coxa.
Isabella esperou que eu me recuperasse e levantou.
— Você não está dando tudo de si, Edward. Não pensa que você vai me machucar apenas lembre-se que vamos brigar com homens que não terão dó de me bater porque sou uma mulher, então luta comigo como se eu fosse uma pessoa qualquer. – Ela pediu séria.
Bella tinha razão, se íamos fazer aquilo eu tinha que esquecer que ela era minha parceira e lembrar que no momento ela era minha inimiga.
— Tudo bem. – Respondi.
Dessa vez foi Bella quem me atacou, porém consegui me defender dos seus socos em minha costela, usei mais de força do que antes, porém em nenhum momento ela cedeu, a mulher realmente era dura na queda, literalmente, afinal eu tentei derruba-la por algumas vezes e falhei.
Ela acertou um dos socos em minha barriga e antes que ela acertasse outro segurei seu braço e a imobilizei. Em resposta, Isabella pisou forte em meu pé, mas isso não me afetou tanto para que eu a soltasse, mas de alguma forma que não consegui perceber ela se soltou, ficando de frente para mim novamente. Quando ela foi me atacar pela terceira vez, firmei meu corpo no chão e usei de impacto com o dela, dessa forma caímos no chão, meu corpo por cima do seu.
Bella sorriu orgulhosa e eu sorri em resposta, beijando levemente seus lábios, porém a traiçoeira usou de seus encantos e acertou meu membro com seu joelho, ficando por cima de mim dessa vez. Dado a dor que não passava e latejava dolorosamente entre minhas pernas, Bella se declarou vencedora.
— Porra, Isabella, qual o seu problema? – Exclamei mais puto com o chute do que por ter perdido.
— Eu tinha que usar isso ao meu favor. – Se defendeu.
— Você vai beijar todos os capangas do Riley e depois vai chutar o pau deles? – Perguntei me sentindo incomodado com a ideia de vê-la beijar outras pessoas.
Que merda é essa, Edward, ela não é sua propriedade, pensei.
— Lógico que não, meu gosto é refinado. – Sorriu. — Está doendo muito? – Questionou.
— Está doendo, mas não tanto quanto na hora. – Respondi.
— Nada que um bom boquete não resolva. – Retrucou se levantando e me ajudando em seguida.
— Você é sempre tão boca aberta assim? – Questionei a acompanhando de volta para o chalé.
— Sim, como uma boneca inflável. – Respondeu, tirando seu sapato e em seguida suas roupas e foi direto para o banheiro, provavelmente para tomar outro banho.
Esperei no quarto com uma compressa de gelo em meu membro dolorido. Pouco tempo depois, Bella estava de volta, vestindo apenas sutiã e calcinha e se jogou na cama.
— O que você acha de um preparo físico agora? – Perguntou, com a perna apoiada em minhas costas.
— Só vou tomar um banho antes, estou nojento. – Respondi e ela assentiu em resposta.
Peguei uma cueca e fui até o banheiro, e agradeci aos Céus pela água gelada que refrescava meu corpo. Me sentindo limpo e renovado, peguei a toalha e me enxuguei, colocando minha cueca logo depois.
— Sim, vamos marcar alguma coisa qualquer dia. Eu vou convencer ele a ir sim, é, exatamente isso, ele precisa sair mais. – Bella exclamava animada com alguém no meu telefone quando cheguei no quarto. — Ele chegou aqui, vou desligar. Sim, pode deixar, eu aviso sim. Foi um prazer te conhecer Emm, manda um beijo para a Rose. – Bella se despediu quando percebeu que eu estava ali.
— Era meu irmão? – Claro que sim, ela falou o nome de Rose.
— Sim, ele fez treinamento comigo sabia? Eu que fiz a ponte entre ele e Rosalie na verdade. – Ela explicou.
— Uau, eu não tinha noção disso. – Talvez Rose e Emm já tivessem comentado, mas nos últimos anos eu não era a pessoa mais recomendada para se conversar.
— Bem, essa conversa é para outro momento. Seu irmão conseguiu acessar a residência em que Riley está vivendo. – Anunciou.
— E então?
— Ele está apenas com uma pessoa na casa. – Respondeu.
— Emm tem certeza disso? – Indaguei.
— Sim, ele conseguiu acesso a todas as câmeras da casa e não me pergunte como, mas até mesmo acesso as câmeras da vizinhança. – Falou. — Se você estiver pronto, podemos apenas descansar um pouco e pegar esse fedelho no pulo no começo da madrugada, o que acha? – Sugeriu.
— Eu acho que finalmente chegou a hora de prender esse problema, vamos apenas pegar a opinião de Aro antes.
— Não precisa, seu irmão já fez isso. Temos um mandado de busca e apreensão para o pirralho e também um de prisão no nome dele e no de Laurent, que é o capanga. – Bella explicou.
— Perfeito, vamos descansar então, hoje a noite teremos uma grande ação pela frente. – Respondi me jogando na cama ao seu lado.
Bella fechou as cortinas por onde entrava o sol e se aninhou em meu colo novamente. Sentindo o seu corpo agradavelmente quente agarrado ao meu, adormeci para garantir o meu bom desempenho para o que nos aguardava mais tarde.
Acordei com o celular despertando com um barulho estridente no pé do meu ouvido.
— Desliga isso. – Bella reclamou.
— Estou tentando. – Respondi tentando achar o celular ainda de olhos fechados, quando enfim consegui o toque parou.
— Já está na hora? – Bella perguntou.
— Sim, faltam apenas trinta minutos para a meia-noite. – Anunciei.
— Uma coisa meio Cinderela e tudo mais, espero não perder meus sapatos novos. – Bella divagava se levantando e vestindo a roupa que separou.
Quando ela me mostrou a jaqueta há algum tempo atrás, pensei que a ideia de a usar tinha sido esquecida, mas pelo o que parecia, Bella tinha separado a peça para uma "ocasião especial".
— Como estou? – Perguntou.
Sua roupa agora consistia em uma blusa verde musgo, a calça de couro de mais cedo, o cabelo preso em um rabo de cavalo e os coturnos verdes fluorescentes, sim poderia estar pior.
— Está bonita, mas você não acha que os sapatos vão chamar muita atenção? – Indaguei realmente preocupado com a possibilidade.
— É claro que vão, esse é meu objetivo, enquanto eles reparam na minha bunda deliciosamente grande nessa calça ou nos meus sapatos vibrantes, eu chuto seus sacos. – Ela explicou orgulhosa. Bem, depois da surra que levei mais cedo, eu não duvidaria de suas técnicas nunca.
Isabella abriu sua mala e pegou sua arma, distintivo, munições e um... chiclete?
— O que? – Indagou quando observei o item aleatório. — O chiclete me acalma, melhor isso que o cigarro. – Respondeu.
— Você fuma? – Perguntei pegando minhas coisas, sendo seguido por Bella até o carro, onde coloquei minha mochila.
— Há algum tempo no começo da adolescência eu fumei muita maconha e cigarro, eu era uma porra louca, mas quando decidi que queria ser agente eu larguei os vícios. – Explicou e eu assenti entendendo. Isabella realmente era uma pessoa de muita história de vida e isso me deixava intrigado.
Enquanto eu acertava nossas coisas no carro, Bella ia até o chalé de Sam e Emily pegar a correspondência que chegou em nosso nome em um envelope pardo, na verdade essas correspondências eram os mandados, o que eu não queria nem saber como saíram tão rápido. Acho que Aro tinha tanta confiança que essa missão seria bem sucedida que já encaminhou tudo a nosso favor.
Bella voltou com os papéis e entramos no carro. O caminho até a casa do Biers não era longo, porém decidi manter uma velocidade aceitável, a última coisa que eu queria era atrair atenção para nós.
Pelo o que Isabella falou, haviam agentes de confiança na região e viaturas preparadas para levar os dois presos, apenas restava que eu e Bella capturássemos eles.
Em mais ou menos quarenta minutos chegamos na rua de Riley Biers, desliguei o farol e agradeci por meu carro ser silencioso. Estacionei no começo da rua e eu e Isabella seguiríamos a pé pelas propriedades vizinhas.
Bella estava com duas armas, uma em sua canela e a outra em sua cintura. Eu a segui até a propriedade do pirralho, afinal ela parecia ainda mais silenciosa que eu.
Quando chegamos na casa do futuro preso, Bella pegou o grampo em seu rabo de cavalo e abriu a fechadura que rangeu levemente. Nos abaixamos e esperamos que alguém aparecesse, o que não aconteceu então prosseguimos com a missão.
Na sala, não havia mais nada além de várias embalagens de pizza e cerveja, pude visualizar algumas baratas entre as garrafas.
— Que povo porco. – Bella comentou.
— Chega a ser ofensa para os porcos. – Respondi.
Escutamos um barulho da escada e Bella se escondeu atrás de uma pilastra, enquanto eu estava atrás do sofá que fedia a mofo e xixi.
— Que gente imunda. – Comentei sem voz e Bella assentiu.
— Tem dois tiras na nossa cola, ela acabou de me ligar avisando, precisamos pegar nossas coisas e dar o fora, mandaram os dois melhores para prender a gente, tem noção dessa merda, Félix? – O pirralho falava exasperado e não pude ouvir resposta, pelo contrário, estava silencioso demais.
Quando então percebi o que estava acontecendo, não consegui avisar a Bella que o capanga estava atrás dela, pois senti uma pancada em minha nuca. Bella fora puxada por seus cabelos e meu sangue ferveu ao ouvir o desgraçado rindo da forma como ela grunhia de dor.
A merda do Riley estava com um taco de beisebol em sua mão e pelo impacto percebia que minha arma não estava mais em minha cintura.
— Vou supor que você é o Cullen? – O fedelho debochou.
— Mande seu homem soltar ela. – Mandei.
— Não funciona assim, eu não vou soltar sua putinha apenas porque você falou, tsc tsc não é assim que o Riley resolve as coisas. – Ele retrucou. O garoto era um infantil, quem que fala em terceira pessoa em uma conversa, ele era louco por acaso?
— Putinha é o que você vai virar na hora que eu comer seu cu seu pirralho de merda. – Bella respondeu. Se fosse em outra ocasião eu a repreenderia por suas palavras, porém esse não era o caso.
— Como ela é desbocada, chefe. – O capanga, Félix, comentou e os dois riram.
— Irmão, eu vou ser sincera com você, ou você solta a porra do meu cabelo ou eu vou socar tanto a sua cara que vai afundar. – Isabella mandou.
Eu tive o desprazer de reconhecer aquele olhar, era o olhar que ela dava antes de dar um bote em sua presa e no momento tive até pena dos dois homens quando eles riram ainda mais dela.
Minha parceira ficou mais vermelha do que um ketchup natural, seu corpo tremia como um maldito pinscher e tudo que vi em seguida foi ela pisando com seus coturnos no pé descalço do capanga. Vi o pirralho querendo ajudar seu empregado, porém era meu momento de lidar com ele.
Quando Riley tentou me acertar com o taco, usei da minha força para fazer com que o movimento voltasse para ele, dessa forma o taco acertou em cheio seu estômago. Recriando a cena de Bella comigo mais cedo, chutei o mais forte possível seu saco e ele caiu de frente para mim, aproveitei a deixa e soquei em cheio o seu rosto, foi o suficiente para que o pirralho caísse desacordado.
Olhei para trás e Bella estava com sua jaqueta rasgada próximo ao ombro, o sangue escorria por seu braço e a fúria agora era acompanhada pelo o horror.
Félix que antes sorria por tê-la acertado, agora estava com o sorriso murcho ao perceber sua reação.
— Você não fez isso. – Bella falou desacreditada. — Eu não acredito que ele fez isso, Edward. Como é mesmo o seu nome? – Ela perguntou.
A cena seria cômica se estivéssemos em um filme. O homem enorme que parecia tão confiante agora estava acuado, a faca que antes estava em sua mão estava agora no chão.
— Félix. – Sua voz tremeu.
— Prazer, Félix, você acredita em Deus? – Bella questionou com uma panela na mão.
De onde ela tirou aquela panela?
— Sim, eu fui coroinha quando criança. – Ele respondeu.
— Começa a rezar para o seu Deus então porque agora você vai subir. – Isabella avisou.
Antes que o homem pudesse responder, Bella já tinha acertado sua cabeça com a panela, ele cambaleou caindo em cima da mesa de madeira, Bella nem mesmo deu tempo que ele se defendesse, ela partiu para cima do cara e acertou sua cabeça novamente com a panela. Nessa altura o rosto do capanga estava bem vermelho, ela largou a panela e agora socava seu rosto com suas mãos.
— Você... – Soco. — Acabou de rasgar a porra... – Mais soco. — De uma jaqueta da Versace, sua merdinha. – Ela parou e respirou fundo. — Uma jaqueta esportiva com estampa...- Mais um soco. — Medusa Renaissance, você tem noção disso? – Ela parou de socar quando o homem não conseguia nem mais gemer de dor.
— Isabella, vem, você vai matá-lo. – Tentei tirar ela de cima dele, porém a mulher era firme como uma pedra. Aos poucos ela foi involuntariamente recobrando sua consciência e saiu de cima de Félix, que após ficar livre se jogou no chão, acuado no canto da sala.
— Os dois indivíduos já podem ser capturados. – Avisei no rádio e uma equipe de policiais adentraram a casa.
Levei Bella até o carro e abri o porta luvas, pegando meu kit de primeiros socorros.
— Ficou muito feio? Tem como consertar? – Ela perguntou preocupada.
— Creio que sim, não é um corte profundo, você provavelmente não precisará de pontos. – A acalmei.
— Eu não estou preocupada com isso, quero saber da jaqueta. Eu paguei isso com meu primeiro salário, Edward, não é só uma jaqueta. – Ela explicou e parecia de fato triste. Quase não acreditei que ela pagou seu primeiro salário nessa jaqueta tão... feia?
— Vamos dar um jeito, Bella. – Tranquilizei ela.
Sala de interrogatório, às 04:13 da madrugada.
— Ele não vai falar nada. – Suspirei derrotado.
— Como não? Eu não acredito nisso, eu vou matar esse garoto. – Aro exclamou irritado. Quando planejamos nossa ida até a casa de Riley, Aro já estava a caminho de Winchester para nos encontrar.
— Você precisa se acalmar, uma hora ou outra ele vai ceder. – Tentei acalmá-lo.
Bella permanecia quieta, diferente de todos na delegacia, pelo o que parecia a prisão de Riley repercutiu rápido pela cidade.
Aro não trouxe muitos agentes com ele, apenas Tanya, Demetri e Victoria, foram eles que estavam rondando a casa enquanto eu e Bella estávamos descansando para a missão.
— Me dá os papéis. – Bella pediu.
— O que pretende fazer, filha? – Meu chefe questionou.
— Vou fazer com que ele fale. – Respondeu e pegou o papel das minhas mãos, abrindo a porta.
Ela apertou em um botão e eu vi todos que estavam na sala, inclusive o meu reflexo.
Esperei paciente enquanto Bella conversava a sós com o pirralho, eu não tinha dúvidas que Bella era boa em persuadir, mas será que era boa o suficiente para fazer com que Riley delatasse seja quem for que estava ajudando-o?
— Ela não vai conseguir nada. – Tanya desdenhou.
— Discordo, Isabella é muito talentosa em tudo que se propõe. – Demetri elogiou. Esse cara era um pé no saco, quem decidiu trazer esse merda para cá?
Victoria estava quieta, parecia aérea a tudo ao seu redor.
— Está tudo bem, Victoria? – Perguntei. Não nos conhecíamos muito bem, porém Victoria trabalhava conosco há quase três anos, nesse meio tempo ela foi muito útil ao apreender narcotraficantes, era estranho que ela ainda não tivesse capturado Riley quando ele ainda era um ninguém no mundo das drogas.
Então uma luz se acendeu em minha mente, não poderia ser, poderia?
— Ela não está bem, o namoradinho traficante dela foi interrogado e pasmem, ele a delatou sem pensar duas vezes. – Bella falou saindo da sala.
— Por que fez isso, Vic? Você tinha um futuro brilhante. – Aro falou decepcionado enquanto Demetri algemava nossa agora ex colega de trabalho.
— Esse fedelho, se ele não fosse tão burro estaríamos em Cancun agora, aproveitando a grana que faturamos. – Ela reclamava pelo corredor enquanto Tanya acompanhava Demetri até a cela onde Victoria ficaria.
— O que você fez para ele falar? – Indaguei a Isabella.
— Um mágico não revela seus truques. – Respondeu.
— O que houve com o nariz dele? – Aro questionou.
— Ah, isso? Você acredita que ele cochilou no meio do interrogatório? Eu até tentei segurar a cabeça dele, mas não deu. Eu tentei ajudar, mas é difícil né, Chefinho? – Ela mentiu na maior cara lavada e Aro apenas sorriu.
— Estava certo em juntá-los, vocês formaram uma ótima dupla, estou orgulhoso de vocês, crianças, meus agentes do caos. – Ele nos parabenizou com um novo apelido ridículo.
— Você tem que parar com esses apelidos ridículos, é sério. – Pedi e Bella sorriu.
— Eu amei o apelido, representa nós dois, aliás, quero aquele aumento por aguentar o Edinho, que pedra no calçado que esse homem é, viu? A culpa de todo o "caos" é dele. – Ela retrucou e eu apenas a ignorei.
— Chega de falar besteira, Isabella, já está na hora de voltar para casa. – Respondi.
Noite de Ano Novo, festa na agência, 23:10.
— Ela deve ter esquecido, certeza que sim, Ed. – Tanya enchia o saco.
Quando Isabella comentou na viagem sobre a questão de Tanya e friendzone fez um total de zero sentido, mas desde quando eu e Bella começamos a sair, Tanya insistia em sempre provar algum ponto contra minha garota.
— Cala a boca, rata. Onde está Bella, Edward? – Rose perguntou pela terceira vez em menos de uma hora, depois de mais uma vez insultar Tanya, o que eu não iria reclamar.
— Eu já falei, Rose, eu não sei. Eu consegui falar com Alice e ela me garantiu que Bella já tinha saído de casa. – Respondi novamente, tentando não soar ignorante com minha cunhada que estava com os hormônios descontrolados.
— Irmão, essa informação da nossa pirralha é confiável? Já é quase 00:00 e Bella ainda não chegou, isso aqui não é filme da Cinderela. – Meu irmão reclamou e no momento senti falta de Esme para repreendê-lo, mas esse ano ela decidiu que ela e Carlisle precisavam de um momento apenas para os dois, eu verdadeiramente não queria saber o que envolvia esse momento dos meus pais.
Alice foi a pessoa que mais abrigou Bella em minha família, mesmo que ainda não fôssemos de fato namorados, ela estava sendo acolhida por todos e nem mesmo sua pergunta sobre Jasper ser mudo durante o jantar que Esme preparou para nós foi motivo de clima desagradável, pelo contrário, todos apenas gargalhavam do comentário de Bella, concordando que Jazz era de fato muito quieto.
Todos que importavam para mim viam a pessoa extraordinária que era Bella, todos gostavam dela tanto quanto eu e isso me transmitia paz por saber que estava no caminho certo.
Estávamos há quase cinco meses juntos, e eu estava mais que preparado e ansioso para oficializar nossa relação que se iniciou de uma forma tão aleatória, e que dia melhor do que a grande noite de Ano Novo?
Antes que eu pudesse responder meu irmão, ouvi um burburinho pelo salão e então a risada escandalosa de Emmett embalou o ambiente.
— Puta que pariu, você tinha que ter me avisado, eu viria de rosa. – Emm exclamou e então olhei para Bella, horrorizado com a peça escolhida para a noite de Ano Novo.
A peça nada mais era que a recriação da fantasia de Cisne branco do desfile de "As Branquelas".
— Nossa, que roupa é essa? – Tanya falou com seu recorrente tom de crítica.
— É a fantasia que usaram no filme "As Branquelas" acho que não é da sua época, me desculpe. Aliás, Tany, você gostou? Não consigo identificar se você está sorrindo ou está assustada, deve ser efeito do botox exagerado, né? – Bella retribuiu a crítica de Tanya, que decidiu se levantar, informando a todos que iria até ao "toalete".
— Qual o problema em falar banheiro? Eu realmente não entendo. – Reclamou bebendo de uma vez o líquido de uísque em seu copo.
Como ela era absurda.
— Não fique zangado comigo, mas aquele vestidinho era muito meia boca para comemorar o Ano Novo, mas não se preocupe, a lingerie está intacta para que você possa tirá-la na queima de fogos. – Bella explicou baixinho após encostar-se na cadeira e eu apenas suspirei ansioso por aquele momento, esquecendo de sua roupa bizarra, pelo menos por agora.
Conversamos entre nós enquanto todos dançavam pelo salão de festa, em determinado momento da comemoração, Aro me entregou disfarçadamente a chave de sua sala, e então eu soube que estava na hora.
— Quer vir comigo? – Chamei Isabella ao me levantar.
Todos ali trocaram sorrisos cúmplices, menos Isabella que não tinha ideia do que estava acontecendo.
Ela não falou nada, apenas pegou em minha mão e atravessamos o salão, descendo as escadas de emergência até chegarmos à sala de Aro.
— Por que você me trouxe aqui? – Ela indagou curiosa.
— Eu quero te propor algo. – Respondi sentindo minhas mãos suadas.
— Ah, baby, se você queria fuder na sala do chefe era só ter falado, não precisa fazer tanto mistério. – Bella sorriu e começou a tirar sua fantasia.
— Bella...
— O que? – Indagou apenas com a lingerie.
Merda, o que eu ia falar mesmo? Era algo muito importante, porém a visão de Bella seminua estava me deixando desnorteado.
— Fala logo caralho, está me deixando preocupada, porra. – Exclamou impaciente.
— Você é tão boca suja. – Comentei.
— Então vamos sujá-la mais. – Retrucou beijando minha boca, enquanto suas mãos abriam meu cinto. Antes que eu pudesse impedi-la de alguma forma, Bella já tinha tirado toda as minhas peças inferiores, deixando meu membro ereto e amostra para que ela pudesse apreciá-lo antes de me agraciar com seu boquete digno dos deuses.
— Bella... – Murmurei sentindo suas mãos agarrarem minhas nádegas, deixando que meu pau adentrasse o mais profundo em sua garganta.
Ouvi Isabella sorrir ao perceber que eu nem mesmo conseguia formular uma frase. Decidi deixar a ideia do namoro para mais tarde, nesse momento eu apenas precisava tê-la.
Peguei Bella no meu colo e a deitei seu corpo no tapete felpudo que decorava a sala. Peguei a camisinha em minha calça e coloquei em meu membro, enquanto Isabella se estimulava.
A sala estava numa penumbra, como da nossa primeira vez, apenas as estrelas eram testemunhas dos nossos atos e da forma como nosso corpo encaixava um no outro.
Adentrei seu interior da forma mais amorosa que consegui, não era apenas sexo para mim e eu sabia que havia sentimentos por parte de Bella também.
Beijei seus lábios enquanto estocava dentro dela, adorando cada parte do seu corpo, saboreando tudo como se fosse a última vez, o último toque, como se seu corpo fosse um templo nunca explorado.
Bella se remexia por baixo do meu corpo, as características conhecidas por mim de quanto ela estava alcançando seu ápice. Estoquei mais firme dentro dela e suas mãos puxaram duramente meu cabelo, enquanto alternavam os arranhões em minhas costas.
Isabella estremeceu e eu estava pronto para segui-la. Em poucos segundos estávamos jogados pelo chão, apreciando o momento que tivemos. Olhei no relógio em cima da porta e após olhar o horário, constatei que estava na hora.
— O que você acha de namorar comigo? – Bella perguntou.
Merda, de onde ela tirou isso agora?
— O que?
— Olha, Ed. Ter um ficante é legal, divertido, mas é estranho porque eu já conheci sua família, você vai conhecer meus pais em duas semanas e nós nem mesmo conversamos sobre um futuro a dois. Amo nossos momentos juntos, e é por isso que quero você para sempre do meu lado, então já que já estou me expondo, você quer namorar comigo, Edward? Porque mesmo que eu nunca tenha falado isso, eu te amo e não quero imaginar meus dias sem você. – Bella falou em apenas um fôlego.
— Eu te amo, Bella. E é claro que quero namorar com você, na verdade esse era o meu objetivo quando te trouxe aqui. – Expliquei pegando a caixinha com o anel de dentro do bolso do meu paletó.
— Agora é oficial. – Ela falou quando coloquei o anel em seu dedo. — Eu te amo, resmungão. – Bella se declarou. — Santo Deus, que anel de rico, não posso socar ninguém com essa belezura. – Ela divagava analisando o anel.
— Eu também te amo, mesmo que você seja brega. – Ela me deu um tapa forte nos ombros e eu apenas sorri.
Se me dissessem que em pouco tempo eu estaria apaixonado por aquela criatura brega em todos os sentidos, extremamente sem noção, irritante e inteligente, eu certamente estaria gargalhando na cara dessa pessoa, mas essa era a mais pura verdade.
Aro foi o nosso cupido para o começo de conversa, eu provavelmente devia ter duvidado mais de suas intenções quando ele ordenou que trabalhássemos juntos. Mas de qualquer forma, nunca deixarei de ressaltar que ele realmente estava certo quando afirmou que só queria o melhor para mim. Bella era mais do que o melhor em minha vida, definitivamente.
Aproximadamente 43 anos depois...
— E a vovó não mudou nada, continua doidinha. – Chloe gargalhou sentada no braço do sofá.
— Essa história parece um filme, vovô. – Sebastian, seu irmão comentou.
— Quando o senhor percebeu que estava apaixonado, Vô? – Cristina indagou com seus olhos sonhadores, sempre tão sábia por ser a mais velha dos meus três netos.
Anthony e Elizabeth foram os gêmeos que eu e Bella fomos presenteados poucos anos depois do nosso casamento. Nossos filhos eram o nosso maior orgulho e a forma como éramos todos próximos fez com que a minha história com Bella fosse sempre a história pedida por nossos netos e eu sentia o mesmo prazer de contá-la como se fosse a primeira vez.
— Ele percebeu que estava apaixonado quando eu apareci com meus saltos laranjas e meu óculos de onça, aquilo com certeza mexeu com o coração dele. – Bella afirmou da cozinha, tirando os bolinhos de chuva do forno.
Nós já estávamos na casa dos setenta, mas mesmo com a pele enrugada, com os cabelos grisalhos e o corpo mais cansado, Bella ainda era a mulher que fazia com que meu coração acelerasse toda vez que ela aparecia e isso provavelmente aconteceu desde a primeira vez que a vi e continuaria até meu último dia vivo.
— Vocês são tão fofinhos, parece uma história de filme de romance. – Chloe comentou com os olhinhos brilhando.
— Romance? Isso com certeza seria um filme foda de ação, eles eram os melhores agentes de Chicago, é mais do que um romance piegas. – Sebastian revirou os olhos.
— Pode ser os dois, gente. Não briguem, por favor. – Cristina apartava o começo de uma discussão.
— Não seja tão rude com sua irmã, Sebastian. E por favor, sem xingamentos principalmente na mesa de jantar. Sua mãe lavaria sua boca com sabão se ouvisse um "foda" saindo de sua boca novamente. – Bella avisou, servindo nossos pratos e eu a ajudei servindo as crianças e nós com suco de acerola.
— Desculpe Vovó. – Nosso neto pediu envergonhado.
— Vamos agradecer pela comida. – Pedi com todos sentados na mesa. — Senhor, obrigado pelo delicioso alimento em nossa mesa, obrigado por mais um dia de vida, obrigado pela nossa saúde e obrigado por Bella em minha vida. – Terminei meu agradecimento.
— Fechem os olhos, crianças. – Bella mandou e esperou até que as crianças tampassem seus olhos. — Eu te amo. – Ela afirmou me dando um singelo beijo.
— Eu também te amo, minha Bella. – Respondi devolvendo seu beijo.
Eu não poderia estar mais feliz com a minha vida. Em meio a uma bagunça de sentimentos, objetivos e mudanças em minha trajetória, Bella foi e sempre seria meu alicerce. Isabella que antes começara como minha parceira em uma missão difícil, agora era minha eterna parceira de vida.
FIM
E é essa a minha one, beward agentes são os atuais dono do meu coração SIIIM.
Obrigada por ter lido até aqui, até a próxima!
