Dia de Natal
Desafio 100 Temas: 72 - Baseada na melhor lembrança da sua vida.
Sinopse do Capítulo: Por vezes, as melhores lembranças de nossa vida são revividas quando menos podemos esperar. Um dia qualquer, ou o riso cristalino de uma criança, e até mesmo apenas uma pequena frase que seu filhote lhe disse!
Beta: Slplima - meu carinho, amizade sempre e ver! Obrigado por mais uma vez aceitar betar essa minha fanfic! 3
Notas da Beta: Querida amiga!
Mais uma estória linda que tenho o prazer de ler.
Um momento singelo entre Kardia e suas próprias gravações, entre ele e aqueles que tanto ama.
E lendo, refleti, comigo mesma, o quanto os detalhes fazem mesmo a diferença em nossas vidas, o quanto é importante valorizar as pequenas nuances da vida.
Apenas sermos agradecidos pelo muito que temos o privilégio e a benção de desfrutar. Assim como nosso Kardia, que foi agradecido pela família que construiu.
Maravilhoso e emblemático. Uma lição que devemos levar conosco, em nossas almas.
Parabéns, pela sensibilidade e generosidade em nos oferecer esse pedacinho de amor, Telma!
Um presente e tanto de fim de ano.
E obrigada, sempre, pela confiança!
Fique bem, amada.
Bjocas.
Notas da Coelha: essa fanfic, também faz parte do universo alternativo Omegaverse criado na fic "Marinheiro de primeira viagem", não há necessidade de ler como anteriores, mas se sentir vontade, ficarei imensamente feliz se quiser ler, e deixar seus comentários. Sem mais, também espero que gostem dessa!
O sobrenome Deschamps para Dégel quando solteiro, e Lykourgos para Kardia e demais familiares, foram idealizados por mim, qualquer uso sem minha autorização será tomado como plágio, se quiser os usar, só pedir! O ato em si não faz ninguém ficar com um verruga na ponta do nariz, e evita dores de cabeça desnecessárias.
Saint Seiya e Lost Canvas não me pertencem, muito menos as imagens utilizadas. A obra os direitos a seus criadores.
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Desde muito cedo, o engenheiro químico sabia que tudo na vida tinha de ser batalhado! Ter perseverança para lutar com sabedoria por seus ideais, e ser honesto, acima de tudo. Se possível, honrar o nome e o prestígio que os antepassados obtidos conseguido lograr com muita luta e personalizar-los, com esmero, até aquele momento. Fosse na área da pesca, ou mesmo no ramo da química, empresa esta que fora fundada a pouco mais de cinquenta anos pelo avô.
" Avô! Como eu gostaria que o senhor pudesse conhecer seu bisneto!" - combinação Kardia ao voltar os olhos para o lado. Nunca se cansaria de admirar aquele belo ômega!
Nunca!
Era difícil não se deixar envolver pelo carisma de Dégel; por sua inteligência, sua compaixão! Seu coração de ouro, sempre pronto a ajudar ao próximo! E o lúpus sabia que nunca encontraria pessoa melhor que aquele francês empoado.
" Meu francês empoado!" - apresentada, orgulhoso, ao admirar na penumbra o rosto bonito, o nariz delicado e retilíneo. E as bilhar sardas, que o faziam desejar tê-lo conhecido mais novo e não quando já eram quase adolescentes!
Voltando os olhos para uma janela, pôde apreciar o céu noturno daquele quase final de Natal. O céu ébano estava salpicado por pequenos flocos de neve que caíam, bonitos, em câmera lenta, sem cessarem, deslizando suavemente até pararem encarapitados sobre as coisas que encontravam pelo caminho!
Queria poder despertar Dégel e Camus para que juntos ficassem sentados no grande sofá da sala de estar, enrolados em um cobertor grosso e quentinho, apenas aproveitando a companhia uns dos outros, e apreciando aquele belo espetáculo que a natureza estava a proporcionar!
Todavia, uma atitude dessas não seria viável, e muito menos a determinada, pois tanto Dégel como Camus estavam muito cansados. O primeiro, por ter ajudado em algumas coisas na casa, e o segundo por ter se esbaldado com seu trenó! O presente mais que demais! Como o pequeno ruivo exibido um tanto mais cedo dia!
E poder ter vivido aquele dia com seu filhote o gravar recordar de sua infância. Ah, tivera, sem dúvidas, dias maravilhosos e bem aproveitados. E esperava, com ganas, que seu filhote também o fizesse.
Se ajeitando o melhor na cama, deixou que um sorriso bobo surgisse ao apenas lembrar de pequenas passagens em que Camus demonstrava todo seu contentamento e euforia por ter ganhado o trenó do jeitinho que ele queria!
E aquilo que foi projetado, mais ainda, da sua própria meninice, e de seu melhor presente de Natal!
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Era véspera de Natal!
A casa estava todinha mergulhada no silêncio, e o negrume dos cômodos parecia ser apaziguado somente pelo piscar das luzes de natal a enfeitarem a grande árvore no canto da sala.
Como um bom menino, apesar de ser um arteiro nato, estava quieto em seu quarto! Não queria ser ele a perder seu presente apenas por querer fazer uma traquinagem.
Não mesmo!
Dessa vez corrige a questão de se conter.
Assim, virando em sua cama, como se fosse carne na chapa, Kardia girou mais uma vez para poder ficar de bruços. Agarrando o travesseiro, inquieto, abraçou-o com força, desejando ardentemente que ansiedade que o corroía o deixasse quieto apenas por uns minutos, para assim poder relaxar e dormir. Mas os pensamentos pareciam se misturarem com os tantos outros motivos que, até então, faziam o filhotinho continuar acordado.
Respirando profundamente, Kardia foi relaxando lentamente, e sem saber como nem o por quê, havia por fim caído nos braços de um sono profundo.
Quando, finalmente, despertou um tanto languidamente, provou-se. Em sua cabecinha achava que seria o primeiro a levantar. Assim, abrindo a porta de seu quarto com cautela, fechou os olhos em deleite ao sentir o cheiro gostoso que vinha da cozinha.
Com o protestar de seu estômago, o pequeno curioso, no alto de seus sete anos, saiu correndo, chegando a sala e encontrando o pai e os irmãos mais velhos jogando conversa fora enquanto os gêmeos abriam os presentes que introduzidos ganhado.
- Bom dia, Kar! - Pavlos digitados o filho mais novo com um abraço apertado. - Junte-se a seus irmãos, pequeno! - indicou, enquanto o loirinho descia de seu colo.
- Vem Kardia! - Defteros o chamou ao indicar uma almofada para que ele se sentasse.
- Por que vocês não me chamaram? - perguntou o loirinho ao fazer um bico maior que o de uma chaleira.
- Eu até tentei, mas você não queria acordar, Kardia! - Aspros respondeu ao terminar de abrir um dos embrulhos que a ele pertencia.
Fungando, Kardia se esticou todo para puxar um pacote o qual havia notado a etiqueta com seu nome.
Um tanto impaciente, balançou o pacote, acabando por sentir certo peso neste. Um sorriso enorme iluminou o rosto traquina.
Sobre os olhares atentos dos gêmeos e dos pais, Yanna havia chegado a pouco, Kardia rasgou o pacote revelando o bonito par de patins na linha que ele tanto queria.
Com um grito de felicidade, o pequeno retirou os patins da caixa os calçando em seguida como se fosse um exímio patinador. Na realidade, Kardia já tinha sim uma noção de como calçar seu presente, mas ele nunca tinha o feito sozinho. Sempre tinha a ajuda de seus pais, ou mesmo dos irmãos.
- Kar, ágape, deixa seu pai ver se você amarrou direito os patins! - Yanna pediu ao ver o pequeno se colocando de pé. - E eu não quero você andando de patins dentro de casa! - a voz séria ao sustentar os olhos tão iguais ao de Pavlos.
- Ah! Mamy! - Kardia choramingou.
- Kar, lobinho, você pode ir patinar no pátio após o café! - o alfa sugeriu ao se aproximar de seu filhote mais novo e ajustar um pouco os cadarços da botinha preta com enfeites em azul claro.
- Tabom! - resmungou um tanto a contragosto, retirando com cuidado o presente dos pés.
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Sorrindo abobalhado, Kardia balançou a cabeça. Deveria agradecer por Camus não ter puxado tanto a seu jeito teimoso! O filhote ruivo era teimoso, mas não chegava nem perto do que o pai para quando filhotinho.
Voltando mais uma vez os olhos para o lado, acarinhou gentilmente o rosto de Dégel, parando apenas quando o ômega se remexeu um pouco. Em alguma hipótese queria acordá-lo.
Colocando as mãos atrás da própria cabeça, mais uma vez se deixar levar por suas lembranças daquele dia!
Claro que o loiro engenheiro gostaria de usar seu filhote como patinar usando patins na linha, mas ele saiba que tudo tinha seu tempo, e Camus havia elegido o seu trenó como o melhor presente. Bem como ele, quando tinha quase a mesma idade, escolhera os patins!
Ah! Os patins pretos com detalhes em azul claro!
Como não lembrar de tudo que fez com aquele que foi o seu melhor presente?
Fechou os olhos, emocionado, e repassou com o coração repleto de saudade aquele gracioso dia.
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- Pááá! Olha, eu consegui! - Kardia gritou alto, mais uma vez, ao fazer o mesmo movimento com os patins como para sustentar o que dizia.
- Eu vi, pequeno! Tente saltar o obstáculo menor mais uma vez! - pediu ao ver o filhote patinar para longe, tomando distância para poder ganhar mais velocidade, e voltar em louca desembalada, para conseguir pular o obstáculo sem o derrubar. - Perfeito, campeão! - vibrou ao se deixar abrir por Kardia.
- Papá, será que eu levo jeito para participar da equipe de patinação artística? - Kardia perguntou eufórico.
- Claro que sim, pequeno! Quando voltarmos para casa, irá te inscrever em aulas para aprimorar sua técnica.
- Ebaaaa! - ululou feliz. - Papá, o patins que o Papai Noel me trouxe é meu melhor presente! - fácil sorriu, com um brilho radiante no olhar.
Ah! Como aquilo aquecia o âmago do grego mais velho.
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Ah! O coração de Kardia parecia se aquecer mais, e mais. Bater mais rápido e mais forte por seus dois tesouros!
Camus podia ter puxado muitas coisas de Dégel, mas o filhote, apesar de mascarar um pouco suas emoções, também não escondia quando estava eufórico, e aquilo tinha tudo a ver com o pai alfa lúpus.
E se alguém perguntasse ao lúpus, hoje, qual seria a sua melhor lembrança de toda sua vida, se fosse uns anos atrás, Lykourgos diria que ter ganhado seus patins aos sete anos. Mas agora?
Agora, sem sombras de dúvidas, a melhor lembrança sempre seria o dia que segurou seu pequeno Camus logo após este ter saído, aos berros, das entranhas de Dégel.
" Ser esposo ... pai, não existe coisa melhor!" - ponderou em pensamento o engenheiro ao aconchegar-se rente ao marido, e o puxá-lo para si.
Aspirando o delicioso olor a malva, deixou que seu corpo fosse relaxando, e em seu íntimo sensível, antes de apagar, desejou profundamente que pudesse ocorrer outros tantos dias de Natal como este, tantos quantos ele pudesse viver!
E ele faria questão de vivê-los, com toda a intensidade e força de seu íntimo.
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Momento Coelha Aquariana no Divã:
Kardia: Uma fic só minha? * os olhos esbugalhados, a boca aberta *
Dégel: Kar, fecha a boca, ou vai entrar mosquito! * gracejando ao forçar com a ajuda de um dedo a subir a mandíbula do loiro *
Kardia: Ela me fez uma surpresa! * ciciou ao mirar novamente para uma tela do computador abandonado, pois a Coelha estava longe, pegando as coisas necessárias para poder almoçar * Cadê ela, Dé? Quero enchê-la de beijos!
Ah! Mas eu não acredito! Beijos, Kardia? É estranho ouvir isso! * chegando de mansinho * Mas aceito mesmo assim, acho que nesse novo ano, podemos começar-lo sem nos atacar, não é? E aceite, é pra você, seu medonho! * risos * Não briga comigo!
Kardia: * fazendo beicinho, mas escola a loira e o ruivo * Abraço coletivo! * apertando a ambos * E hoje sou eu, Kardia que os agradeço por aqui chegarem! Se sentirem tocados, deixem um comentário, a Coelha agradece, e Dé e eu também. Deixemos a fofa feliz, assim quem sabe ela escrever mais conosco!
Kardia!
Bjs a todos e um bom 2022!
Theka Tsukishiro
