Capítulo Sete

Isabella Swan

"Entre sexo e drogas, conheça a verdadeira Isabella Swan."

Um fato sobre Hollywood: você não pode ser menos do que perfeita.

Cresci como uma princesa, era a filha de um astro da música e de uma das melhores produtoras de Los Angeles, todos me viram crescer e me amavam. Era a filha e irmã mais velha, doce e amável, atuava em filmes e séries infantis e juvenis, representava campanhas contra drogas e bebidas.

Eu era um exemplo para crianças e adolescentes, desde o que vestia até mesmo o que comia. A perfeição da Princesinha Swan era um espelho para a América, ela era pura e todos amavam isso.

Isabella Swan era perfeita.

Até que a perfeição foi desmascarada quando o vídeo vazou, depois disso Isabella Swan tornou-se uma vilã, um mau exemplo, uma puta. Hollywood não admitiu isso, então eu fui afastada.

xoxoxo

Eu estava indo para a sala de Jessica, quando me toquei que tinha esquecido a papelada referente ao show que Riley faria no sábado. Nem cheguei a sair do elevador, apenas retornando para o andar — vazio, pois Irina tinha ido levar documentos para Alistair — superior onde minha sala ficava.

Entrei no meu escritório, vendo Edward de costas para mim ainda na cadeira que estava antes. Ele estava concentrado em algo no seu celular, tanto que não me notou ali, o suficiente para que eu ouvisse o que ele estava fazendo com seu aparelhinho tecnológico.

— Posso chupar seu pau? — Ouvi minha voz ecoar do seu telefone, o que só queria significar algo, o vídeo do Escândalo Swan.

Eu rapidamente senti o sangue fugir do meu rosto, como meu corpo todo se retrair diante daquilo.

— O que você está fazendo? — indaguei Edward, que se virou para me olhar, pausou o vídeo, escondendo seu celular no bolso da calça. — Isso é o vídeo do Escândalo Swan, não é?

Como se eu não soubesse a verdade.

— Be-Bella — ele gaguejou.

— Responda! — gritei com ele, apertando a maçaneta da porta em minha mão.

— Sim, é o vídeo do Escândalo Swan — Edward confirmou.

Eu terminei de entrar na sala, batendo a porta com força atrás de mim, o Cullen se encolheu com aquilo.

— Seu filho da puta, cretino! — o xinguei, cruzando a sala até ele. — Eu mandei você ficar fora disso, Edward.

— Eu não...— O ignorei, metendo a mão no seu bolso, sacando seu celular dali, a tela pausada mostrava parte do vídeo. — O que é isso? Você não pode...

— Cala a boca, você me ouviu? — Segurei seu rosto entre minha mão, focando em seus olhos verdes, os meus deviam estar mais ameaçadores do que nunca naquele instante. — Você é um idiota, Cullen, o maior de todos.

— Um amigo me mandou o vídeo, eu só fiquei curioso — ele disse com dificuldade, já que eu apertava suas bochechas.

— Você nunca assistiu essa merda? — perguntei, por um segundo surpresa.

— Não, juro que nunca vi! — ele exclamou, conseguindo se soltar de mim. — Foi mal, Bella.

— Vai embora! — Arrumei minha postura, apontando para a porta. — Só apareça na minha frente amanhã quando tivermos a reunião com Laurent.

— Mas...

— Vá embora, Edward! — Tornei a gritar, ainda furiosa por ele estar na minha sala, assistindo a merda daquele vídeo. Ele era um pirralho baixo e idiota por aquilo, eu o detestava, eu queria matá-lo. — Antes que eu te mate aqui mesmo.

Edward bufou, colocando-se de pé.

— Meu celular. — Estendeu a mão para o aparelho na minha, eu ri, mas sem humor algum em minha risada.

— Você perdeu novamente o direito ao seu celular, Cullen — declarei, ele me encarou com ódio. — Vá para casa e fique lá pelo resto do dia.

— Eu vim com você, como vou voltar para casa? — perguntou irritado.

Fui até a porta, a escancarando. Irina estava de volta a sua mesa, ela sorriu para Edward no instante que o viu atrás de mim, mas logo notou minha raiva, desfazendo o sorriso.

— Peça um carro para Ed — ordenei para ela, voltando para minha sala, mas o pirralho segurou em meu braço, impedindo-me de entrar.

— Eu realmente sinto...

— Me solte, Cullen! — Afastei a mão dele de mim. — Eu tenho nojo de você.

Ele ficou estático, deixando com que por fim entrasse na minha sala. Bati a porta, então a tranquei, acabando no segundo seguinte no chão, agarrada ao celular de Edward, com dificuldade para respirar.

Aquele vídeo estaria para sempre me atormentando, como todas as merdas que aconteceram depois dele, era meu inferno particular na Terra. Nunca iria me livrar daquilo, ou das consequências, sempre acabavam voltando para mim.

Eu me vi clicando para retomar o vídeo, lá estava Paul e eu no meu quarto de hotel em New York, durante uma viagem de divulgação de Zoe em Malibu. Paul Lahote tinha entrado na terceira temporada da série, como Keith, um personagem pequeno.

Nós dois acabamos nos aproximando bastante quando Zoe e Keith começaram a ter um romance, logo eu estava perdidamente apaixonada pelo ator. Minha mãe nunca me apoiaria a ter um relacionamento com Paul, já que na época ela estava fazendo de tudo para me fazer namorar o filho do dono da emissora, Randall Dwyer, então Lahote e eu, para o grande público, éramos apenas amigos, enquanto escondíamos nosso romance proibido nos bastidores, até que eu conseguisse convencer Renée a me deixar expor minha paixão ao mundo.

Não aconteceu, claro que não.

Naquele verão de 2005, enquanto estávamos em New York divulgando a série, Paul resolveu e conseguiu gravar nosso sexo, sem que eu sequer desconfiasse. Além do sexo, também teve minha ruína final, a cocaína.

Eu era realmente a garotinha perfeita, até que Paul surgiu na minha vida. Cai de amores por ele tão rapidamente, que todo o resto se tornou pouco para mim, eu cedi completamente aquele homem, faria tudo que Paul quisesse, pois queria que ele me quisesse de volta para sempre.

Bebidas, cigarros, foi tudo a porta de entrada para a cocaína. Ele me fez usar a primeira, a segunda vez, dizendo que garotas descoladas faziam aquilo, totalmente deslumbrada e estúpida, querendo o impressionar, eu acabei aceitando. Depois disso o vício já era grande demais para negar, para recusar, eu já estava tão entregue a droga quanto estava a Paul.

Eu fui uma completa farsa por meses, quando não estava me drogando escondida de todos, estrava promovendo campanhas contra drogas, interpretando uma personagem que era sinônimo de justiça e integridade. Mas, eu tinha Paul, estava apaixonada e isso me bastava.

Foquei os olhos no vídeo, onde eu chupava Paul, era nojento. Eu acelerei a gravação, indo para o final do sexo, Paul estava deitado na cama, comigo em seus braços, discursando o quanto me amava — tudo mentira, obviamente — quando eu o deixei para lá, mexi na minha bolsa e peguei um saquinho com cocaína.

Lembrava perfeitamente de ter conseguido a droga com um garçom do hotel onde estávamos hospedados, tomando o maior cuidado para que Renée, que também estava na viagem, não percebesse meus desvios. Era fácil esconder dela, na maior parte do tempo, visto que com dezoito anos eu já tinha meu apartamento próprio e não morava mais na casa da família, além do mais meu pai naquela época fazia muitos mais shows e vivia viajando.

No vídeo, um fingido Paul, tentava me impedir de usar a droga, mas eu estava tão focada naquilo, que o ignorei, usando assim mesmo.

— Bella, você tem que parar de usar isso! — ele dizia, eu já estava alta por ter bebido muito no jantar, antes de nos refugiarmos no meu quarto para sexo, que sequer percebia que meu maior incentivador estava tentando me frear, o que para qualquer um sóbrio pareceria suspeito. Tudo uma atuação, Paul não podia se queimar em sua própria gravação. Afinal, no dia anterior ele tinha cheirado comigo, nós dois éramos fodidos drogados.

— Cai fora, Paul — eu mandava, colocando o pó sobre a mesinha junto à cama. — Eu faço o que quero.

Era deplorável, eu estava nua, bêbada, recém fodida, me drogando como uma louca.

O resto do vídeo era Paul tentando me parar, até que a gravação acabava comigo implorando para que ele me fodesse de novo. A frase que por meses as pessoas usavam para falar comigo, humilhando-me ainda mais.

— Me fode, eu quero que você me foda.

Atirei o celular do Cullen do outro lado da sala, vendo o aparelho se espatifar na parede antes de seus pedaços caírem no chão.

Algum tempo depois da gravação do vídeo, Renée demitiu Paul. Ele era um péssimo ator, ela não teve duvidas em tirá-lo da série, eu não consegui fazer com que Renée repensasse a ideia, mesmo tentando ao máximo. Paul não teve duvidas quanto a represálias. Primeiro me abandonou, terminou nosso romance proibido, me deixando devastada e sem ter como contar para ninguém que eu tinha rompido um 'namoro', já que não podia deixar a mídia descobrir, dois dias depois Paul divulgava o vídeo.

Bom, a policia nunca conseguiu provar que tinha sido ele, Paul alegou em seu depoimento que qualquer um no hotel podia ter entrado no meu quarto instalado uma câmera e vazado o vídeo depois, mas era óbvio que tinha sido o Lahote. Todas as vezes que nos encontramos depois disso Paul tinha um grande sorriso vitorioso no rosto, ele tinha me deixado na merda e saiu brilhando por cima de mim.

O vídeo deixou Paul mil vezes mais famoso, enquanto minha fama ia para a lama, ele se tornou muito mais conhecido e todos o elogiavam por sua performance no sexo e por não usar drogas, como aparentava na gravação. Ele estava em todos os programas de entrevista — fazendo minha caveira em todos, dizendo que eu tinha o arrastado para o mau caminho —, enquanto eu mal podia sair de casa sem sofrer muito por conta dos ataques de pessoas que passaram a me odiar.

Ele era um herói: era bonito, vindo de uma família pobre, bom no sexo e dizia não as drogas.

Eu era uma vilã: uma farsa, rica desde que nasci, uma puta que transava e usava drogas.

É até engraçado como mulheres e homens são diferenciados, se um cara tem um vídeo de sexo vazado ele é considerado fodão, se a garota tem ela não passa de uma vagabunda baixa, isso tudo era ainda mais inadmissível mais de dez anos atrás. Foi o que aconteceu com Lahote e eu, ele foi aclamado, eu fui escrachada.

Minha série foi cancelada, meu contrato quebrado, todos passaram a me odiar. Minha mãe foi a público declarar contra mim, depois de ter me dado uma surra quando o vídeo vazou, virando-me as costas para sempre, o que resultou no divórcio dela e de papai. E, para fechar o Escândalo Swan com chave de ouro, eu quase morri com uma overdose.

Sai do chão rapidamente, sem querer pensar muito naquilo. Eu recolhi o celular quebrado de Ed, o tranquei em uma gaveta. Fui até meu banheiro, refiz minha maquiagem e voltei a trabalhar.

O Escândalo Swan, aquele vídeo, minha mãe e Paul não iriam me colocar para baixo. Isabella Swan tinha voltado ao topo, era meu lugar, ninguém iria me tirar de lá novamente.

xoxoxo

Naquela noite segui direto para meu apartamento, James ia demorar no restaurante, mas prometeu ir me ver assim que saísse do trabalho. Então, eu tive tempo de alimentar Norma Jeane — que continuava não ligando para mim —, tomar um longo banho, me vestir em uma lingerie sexy e abrir uma garrafa de vinho.

Meu celular tocou enquanto eu colocava uma música para tocar, pausei o som, pegando o aparelho. Era Alice, pensei em recusar a chamada, mas acabei cedendo e atendendo.

— Alô.

— Ei, você está podendo falar? — Pude ouvir o barulho ao fundo, o que queria dizer que ela devia estar passeando pelas ruas de Seoul naquele momento, na Coreia do Sul.

— Sim — respondi simplesmente.

— Ainda está com raiva de mim? — Alice perguntou, a voz era baixa e séria.

— Estou — afirmei. — Mas, eu continuo te amando, só estou irritada demais com você agora.

Alice era ex-namorada de Riley. Eu até poderia superar o fato de ela ter largado um dos meus cantores, que de longe era uma pessoa muito melhor que o babaca do Cullen, se ela não tivesse terminado o namoro com ele justamente para ficar com Randall Dwyer.

Um fato sobre Alice: ela se tornou a próxima galinha dos ovos de ouro de Renée no momento que eu deixei de ser.

Porém, como ela não atuava bem, muito menos cantava, Renée foi obrigada a transformar Alice numa apresentadora. Nossa mãe investiu pesado em Alice, tentou investir em Renesmee também, mas minha irmã caçula até mesmo decidiu ficar com Charlie depois do divórcio dos nossos pais, mesmo sendo só uma criança na época. Ness era inocente e ingênua para algumas coisas, mas ela reconhecia que Renée era uma aproveitadora barata, Alice até podia reconhecer, só que se aliava a ela ainda assim.

Randall Dwyer, que no passado Renée tentou fazer com que eu namorasse, foi remanejado para Alice nos últimos tempos. Ele era filho de Phill Dwyer, dono da emissora que Renée trabalhava desde sempre, a que um dia produziu e exibiu Zoe em Malibu.

Renée preservava tanto o trabalho dela, que quando ele foi ameaçado pelo Escândalo Swan, ela desfez a imagem dela da minha. Eu era filha dela, mas Renée amava muito mais o precioso posto de produtora que tinha na emissora, principalmente quando almejava um dia se tornar a presidente de tudo aquilo.

— Eu venho aqui hoje dizer a todos que estou profundamente envergonhada de todos os atos que Isabella Swan, minha filha, apresentou na gravação daquele vídeo. Não reconheço aquela garota, não foi a menina que criei. Como todos sabem, Isabella foi demitida da D.M Televisions. Eu, como produtora e criadora de conteúdo, repúdio as atitudes de Isabella Swan e peço que todas as garotas do nosso país não a usem como exemplo.

Depois daquele dia, que se declarou em rede nacional profundamente envergonhada de mim, Renée cortou todas nossas relações. Ela só me via como um meio de lucrar, foi o que percebi com tudo aquilo. Eu era sua garota preferida, até que fodi tudo e ameacei sua imagem e seu dinheiro.

Sabia que tinha minha culpa naquilo tudo, mas eu esperava contar com a ajuda da minha mãe para superar aquela merda, já que Charlie me ajudou. Mas, não, Renée não se preocupava comigo como sua filha, ela se preocupou comigo sua atriz, até que meu contrato acabou e nossos laços profissionais acabaram.

Sentei no meu sofá, para poder falar com Alice melhor.

— Eu também te amo, Bells — Alice proclamou, meus olhos pairaram sobre a tatuagem que eu tinha no meu tornozelo esquerdo.

Era um quebra cabeças em três partes, que formavam um coração. Em cada peça estava escrito algo, em uma Big Sis (irmã mais velha), na outra Mid Sis (irmã do meio) e a última Lil Sis (irmã mais nova). Tinha sido uma ideia de Renesmee, ela pediu a Alice e eu como presente em seu último aniversário.

Nós três tínhamos a tatuagem no mesmo lugar. Como eu era a irmã mais velha, a peça com o Big Sis da minha tatuagem estava em destaque, com o fundo pintada de vermelho. Assim como a peça Mid Sis em Alice e a Lil Sis em Ness.

Ness era minha irmã favorita, talvez por ela ser ainda muito pequena quando Renée e papai se separaram e eu ter a colocado debaixo das minhas asas querendo a proteger do mundo. Porém, eu com certeza amava Alice, muito. Ela podia me irritar, seguir Renée e tudo mais, só que ela era minha irmã e eu podia estar morta se ela não tivesse me salvado.

— Como Riley está?

— Se você se importasse com Riley ainda estaria o namorando — rebati a pergunta dela, tomando mais um gole de vinho, Norma Jeane pareceu incomodada comigo no sofá junto dela, pois saiu dele e foi para o outro.

— Bella, não começa com isso de novo! —– Alice resmungou. — Eu não amava Riley, não ia continuar o enrolando.

— Como se você amasse Randall, nós duas sabemos que só está com ele por isso ser algo muito bom para Renée e para você dentro da emissora.

— Não, não é por isso — ela falou, eu podia ouvir a mentira em sua voz.

— Tanto faz, como está ai em Seoul?

— Bom, é bem legal aqui — Alice falou, realmente animada. — Estou levando vários presentes, chego a Los Angeles na sexta-feira, vai me buscar no aeroporto?

— Não, além do fato de eu não querer encontrar seu namoradinho, vou estar ocupada no trabalho.

— Oh! — Alice quase gritou. — Eu liguei para ter mais informações sobre isso, como assim você virou empresária de Ed Cullen? O papai deve estar maluco com isso.

— O papai supera — garanti. — Mas, pra falar a verdade já estou arrependida de ter aceitado virar a empresária desse babaca do Cullen, ele é um grande idiota.

— Só que você viu nele um desafio.

Foda-se, Alice me conhecia muito bem.

— É — resmunguei, bem na hora que o interfone tocou. — Vou atender, espera ai — pedi para minha irmã.

James não precisava mais se identificar na portaria, então não devia ser ele. Atendi o interfone, sendo informada pelo porteiro que era uma entrega, eu liberei a passagem do entregador.

— Hum, presentes? — Alice soou maliciosamente no meu ouvido. — Será que James te mandou algo de um sex shop? — Eu apenas ri da mente suja de Alice, me enrolando em um robe para esconder minha lingerie.

Logo a campainha tocou, o entregador era um garotinho novinho e carregava um grande buquê de rosas brancas. Eu rapidamente peguei o buquê e me livrei do garoto, equilibrando o celular no meu ouvido enquanto levava as flores até a sala.

Com certeza era um presente de James, mesmo ele sabendo que eu não curtia flores. Elas iam morrer em alguns dias, eu não entendia o porquê das pessoas gostarem de receber flores só para vê-las morrerem debaixo de seus olhos.

— São flores, eu preferiria o presente de sex shop — falei para Alice, que bufou, enquanto eu procurava o cartão.

— Eu também, flores em buquê só servem para morrer — ela afirmou. Okay, nós éramos mesmo parecidas. — Mas, o que está escrito no cartão? Talvez seja algo quente.

— Você é viciada em sexo — acusei, achando o cartão. — Filho da puta! — xinguei, vendo o remetente.

— Nossa, o que James fez?

— Nada, quem mandou as flores foi Edward.

— Sério?

— Sim.

De: Ed Cullen

Para: A melhor empresária do mundo

Rosas brancas para simbolizar a paz entre nós dois. Desculpe-me ter sido um idiota, Capitã.

A caligrafia no cartão parecia ser realmente a do Cullen.

— E ai? — Alice voltou a falar. — Por que ele te mandou flores? Ele é bonitinho, né? Eu o pegaria caso não estivesse namorando e se o papai não fosse enfartar com isso.

— Eca, Alice! — exclamei. — Fique longe das calças de Edward, não acredito que vou dizer isso, mas prefiro você com Randall. E ele só mandou as flores para pedir desculpas, eu o peguei assistindo o vídeo do Escândalo mais cedo — reclamei, indo com as flores para a cozinha.

— Aff, ele é mesmo um idiota — Alice confirmou.

— Total.

Atirei as flores no cesto de lixo.

— O que vai fazer com as flores?

— Acabei de jogá-las no lixo. — Alice gargalhou, a campainha tocou, daquela vez com certeza era James. — O sexo me chama, falo com você quando estivermos no mesmo fuso horário. — Nem esperei uma resposta dela, desligando a chamada, largando o celular no balcão da cozinha.

Eu praticamente corri até a porta principal do apartamento, abrindo-a para James. Ele carregava sacolas do restaurante em mãos e sorriu para mim, mas mal tive tempo de apreciar seu sorriso, pois logo o puxei para um beijo.

— Ei, calma ai, Baby — James pediu, afastando nossos lábios. — Trouxe nosso jantar, não quer comer primeiro?

— Não, nós jantamos depois. — O coloquei para dentro do apartamento, trancando a porta, tirei as sacolas de sua mão, as deixando na sala, arrastando James até meu quarto, já tirando suas roupas pelo caminho. — Eu preciso de você — falei contra seu pescoço, enquanto entravamos no quarto.

— Amo você.

Eu o empurrei para a cama, montando em cima dele, me impedindo de responder já que ocupei minha boca com beijos. Também o amava, claro que amava, mas naquele momento só precisava de sexo e esquecer o Escândalo Swan, por algumas horas.

xoxoxo

Acordei primeiro no dia seguinte, estava deitada sobre o peito de James, enroscada nele. Na noite anterior nós tínhamos transado, jantado e depois apagamos, exaustos após um longo dia de trabalho.

Eu me movi, ficando por cima de James, posicionando minha boceta sobre seu pau duro aquela manhã, agradecendo ao fato de termos dormido nus. Coloquei minha boca em seu pescoço, começando a beijá-lo ali.

— Hum, bela forma de ser acordado — James disse embaixo de mim, esfregando seu pau em minha boceta, eu sorri, continuando a beijá-lo. — Você me deixa tão duro, Baby.

— Eu sei — foi tudo que falei, esticando uma mão até seu pau, o guiando até minha entrada, deixando com que ele me penetrasse de uma só vez, fazendo com que nós dois gemessemos.

Eu interrompi os beijos em seu pescoço, esticando minhas costas, apoiando minhas mãos em seu peito, enquanto continuava cavalgando nele. James segurou em meus quadris, auxiliando nos meus movimentos, vez ou outra deslizando uma mão até meus seios.

Ele não demorou muito para gozar, esticando seu corpo até me beijar enquanto tinha seu orgasmo. Mas, pelo menos me deitou contra a cama, me masturbando depois daquilo, deixando com que eu gozasse também.

— Preciso ir trabalh... — Tentei sair debaixo de James, que depois de me fazer gozar se colocou em cima de mim, para beijar meu pescoço.

— Calma, Bella, ninguém vai morrer se você se atrasar uns minutos — ele disse, virando o rosto para mim.

Assenti, ele estava certo, eu podia me atrasar e aproveitar um pouco mais da manhã com meu namorado.

— Eu te amo, Baby — James disse afagando meu rosto, sorrindo.

— Amo você também, Jimmy.

— Você pensou sobre aquilo? — perguntou ansioso. — Sobre morarmos juntos.

Eu devia ter saído da cama antes, era por isso que ele estava me prendendo ali.

— James, nós já falamos sobre isso — sussurrei.

Ele estava por pelo menos um mês sugerindo que fossemos morar juntos, mas eu não queria aquilo ainda. Não estava pronta para dividir uma casa com alguém, por mim continuávamos por mais algum tempo nos revezando entre nossos apartamentos.

— E você disse que ia pensar. — Continuou afagando meu rosto. — Prometo que a casa será de sua escolha, Baby.

— Então ela será na África do Sul — brinquei. — Você sabe que amo o país. — Beijei seus lábios, enrolando minhas pernas em seu quadril, querendo distraí-lo daquela conversa séria.

— Você não quer, né? — ele parou o beijo, olhando-me apreensivo.

— Eu só estou com muito na cabeça agora, Jimmy. — Não era uma mentira total. — Você sabe que quase vi Paul na segunda, estou cuidando da volta de Ed Cullen. Ainda tem Riley, Kate, meu pai, só me dê mais um tempinho, certo? Além do mais, gosto muito do meu apartamento, não quero me desfazer dele.

— Você poderia alugá-lo — James sugeriu. — Ai não precisaria se desfazer dele, eu iria adorar morar aqui com você, mas o espaço ficaria pequeno demais para nós três.

— Nós três? — perguntei confusa.

— Sim. — Ele voltou a sorrir. — Você, eu e a pequena Norma Jeane. — Beijou minha testa, eu ri, afagando seu peito. Norma Jeane definitivamente gostava mais de James do que de mim, ela acabaria gostando de morar na mesma casa que meu namorado.

— Só me deixe pensar mais.

— Certo. — James assentiu. — Tudo ao seu tempo, Baby, desculpe te apressar com isso.

Ele podia ser mais perfeito? Por que eu não conseguia ser tão perfeita de volta?

Meu celular tocou, o que me distraiu. O peguei da mesinha ao lado da minha cama, onde eu tinha o depositado na noite anterior antes de dormir, era Kate me ligando.

— Olá, minha estrela — a saudei, para ela estar me ligando tão cedo sabia que era algo dramático, então precisava puxar um pouco de seu saco.

— Eu não devia ter um filho? — Kate foi logo falando, eu suspirei, o dia seria longo.

Dei um rápido beijo em James, antes de escapulir para o banheiro para poder falar com Kate em privacidade, ele disse que iria cozinhar. Eu esperei que ele não fizesse nada de exagerado, ovos e bacon já era suficiente para mim.

— Por que está pensando nisso, Kate? — perguntei a ela, que choramingava do outro lado da linha. — Você só tem vinte e três anos, não precisa de um filho agora.

Ou não precisaria nunca, crianças só davam trabalho. Tanya era muito mais divertida e disponível antes de ter uma filha, por sorte ela dizia que não queria mais filhos.

— É, mas a minha irmã tem só vinte e está grávida! — Kate exclamou, soluçando. — Eu vou ficar pra titia.

— Não, você não vai — assegurei. — A sua irmã que é uma idiota que se deixou engravidar cedo demais.

— Eu quero um filho, Bella.

— Kate, pensa bem, se você tiver um filho agora vai engordar pelo menos dez quilos.

— Oh Deus! — exclamou chocada. — A minha irmã vai engordar tudo isso?

— No mínimo, Kate. Sabe a Tanya engordou treze quilos quando ficou grávida — confidenciei, Kate arfou.

— Isso é horrível, eu não quero engravidar.

— Pois é, se você quer um filho vai ter que lidar com isso.

— E se eu adotar? A Madonna adotou.

— Muita burocracia, Kate — respondi mecanicamente, olhando-me no espelho do banheiro. — Vamos fazer assim, que tal você esperar mais uns dois anos para voltar a pensar nisso? Até lá, pode curtir muito o filho que sua irmã vai ter.

Ou ficar longe da criança até ela não ser só choro e fraldas sujas, pensei.

— Tá, tá bom — Kate concordou, fungando. — Eu não posso adotar o bebê da minha irmã?

— Kate, não!

— Que merda, eu não posso nada — ela se queixou.

— Você pode tirar hoje como dia de folga, que tal isso?

— E eu posso dar uma festa?

— Não.

— Bella, por favor, por favorzinho.

— Certo, certo — cedi, sentindo-me boazinha aquele dia. — Uma festa para no máximo cinquenta pessoas, ligue para Alistair cuidar de tudo para você.

— Ai, você é a melhor, Bella, obrigada!

Ela desligou na minha cara, respirei fundo para não me estressar com isso. Mas, Kate não precisava da minha atenção aquele dia, eu tinha de cuidar de Ed Cullen, por mais que quisesse acertar um soco na cara dele por ter apertado o play naquele vídeo.

xoxoxo

Irina tinha um sorriso apreensivo no rosto quando cheguei ao andar da minha sala aquela manhã, o que já me mandou um alerta de perigo.

— Cuspa — ordenei.

— O Ed já chegou — ela contou. — Ele insistiu em esperar na sua sala.

— Ele devia me esperar no cemitério, isso pouparia o trabalho da agência funerária quando eu o matar. — Arranquei os óculos escuros do meu rosto, colocando na bolsa. — Avise-me assim que Laurent chegar para a reunião.

— Pode deixar — Irina concordou.

Terminei o caminho até a minha sala, entrando lá. O maldito Cullen estava sentado em minha cadeira, em suas mãos outro buquê de rosas brancas, sorriu para mim, com certo receio.

— Bom dia, Capitã, como é bom te ver.

— Saia da minha cadeira, agora! — ordenei, o sorriso dele morreu.

— Você é cruel — ele disse ofendido, se levantando. — Olha, te trouxe flores — contou orgulhoso, gesticulando para o buquê que carregava.

— Pode jogá-las no lixo.

Edward fechou a cara, saindo de trás da mesa, parando a minha frente.

— Elas são cheirosas, Capitã. — Enfiou o buquê debaixo do meu nariz, eu o arranquei de suas mãos, começando a bater em Edward com as flores.

— Ai, porra, Caipira Filha — xingou, se desviando das flores. — Você bate como uma criança. — Bati com mais força, fazendo ele gemer de dor, aquela altura o chão da minha sala já tinha pétalas de rosa espalhadas por todo canto.

— Isso é seu! — Atirei o que restou do buquê para Edward, que o pegou antes de acertar seu rosto.

— Você me feriu! — ele acusou, vendo um cortezinho de nada no seu braço, tudo bem que tinha um pouco de sangue saindo, mas não era uma hemorragia.

— Não seja chorão, Cullen. — O levei até o banheiro, para poder colocar um curativo naquilo.

— Não seja chorão? Você me agrediu, eu fui preso por isso, você também deveria — ele choramingou, aparentemente Kate tinha um concorrente a altura.

— Blá blá blá. — Arranquei o resto do buquê das mãos dele, o atirando para o lixo, abri a portinha do armário do banheiro, deixando um preservativo que tinha ali dentro cair sobre a pia, Edward gargalhou.

— Olha só, camisinha!

— Você tem o que? Quinze anos e essa é sua primeira vez vendo uma camisinha?

Ele fechou a cara de novo.

— Eu tinha catorze quando vi pela primeira vez.

— Não pedi o histórico das suas fodas — esclareci, pegando um spray antisséptico, espirrei sobre o corte de espinho de Edward, que fez uma careta mesmo aquilo não ardendo nada e tapei com o curativo. — Pronto donzela, você está curado.

— Eu devia te processar por agressão.

— Você mereceu por ser um grande babaca.

— Sim, eu sou muito grande, Capitã. — Piscou para mim, eu chutei sua canela com a ponta do meu salto, Edward gemeu novamente de dor.

— Isso tudo é por ter dado play naquele vídeo.

— Eu já pedi desculpas várias vezes, até te dei rosas da paz.

— Rosas estúpidas, a de ontem acabou no lixo também.

Edward me encarou irritado.

— Eu disse para Rosalie que a ideia era furada, você não tem sentimentos para apreciar rosas.

— Ótimo, agora sabe que não pode me comprar com rosas, ou quaisquer outras flores idiotas.

— O que está acontecendo aqui? — Tanya apareceu na porta do banheiro, olhando intrigada da bagunça que o buquê causou na minha sala, para Edward e eu no banheiro.

— Isabella me agrediu — Edward acusou.

— Com um buquê de flores, seja menos menininha, Betty — provoquei.

— Vocês dois vão acabar se matando — Tanya declarou por trás de um suspiro.

— Ele vai acabar morto. — Apontei para Edward.

— Ele vai acabar morto — ele me imitou, eu tentei chutá-lo novamente, mas ele praticamente pulou para fora do banheiro.

— Medroso — gargalhei de seu susto.

— Bella, chega! — Tanya ordenou, me puxando para fora do banheiro. — Laurent já está na sala de reuniões, temos de ir falar com ele.

— Ótimo. — Ajeitei minha blusa que tinha amassado com tudo aquilo. — Você. — Apontei para Edward se refugiando atrás de T. — Um passo em falso e eu corto sua orelha fora.

Ele apenas concordou com um rápido aceno de cabeça.

Nós três saímos da minha sala, indo para a de reuniões onde Laurent esperava pela a gente, com Irina servindo café para ele. Edward e eu o cumprimentamos, depois sentamos lado a lado de um lado da mesa, deixando Tanya junto de Laurent.

Tanya começou expondo possíveis contratos para Laurent, tínhamos trabalhado sobre aquilo no dia passado depois que ela voltou de seu almoço, eu sabia que o produtor ia aceitar, ele não me decepcionaria. Mas, podia sentir o nervosismo emanando de Ed, ele não parava de mexer sua perna, claramente tenso.

— Acalme-se — sussurrei para ele, enquanto Laurent e Tanya continuavam conversando sobre possíveis contratos. — Vai ficar tudo bem, Betty. — Deslizei uma mão pelo braço de Ed. — Você terá um contrato logo mais. — Ele fechou os olhos, abaixando a cabeça, subi minha mão por seu braço até seu ombro, ele estava bem tenso.

— Pode massagear entre minhas pernas, Capitã? — Dei um tapa em sua orelha, mas fui obrigada a conter uma risada, ele também. —Tudo bem, eu me contento com o ombro. — Mantive minha mão ali, massageando seu ombro tenso até Tanya e Laurent me requisitarem.

A reunião expondo os contratos durou quase uma hora, até Laurent dar sua resposta final.

— Certo, a Hollywood Records vai fechar com você Ed. — O Cullen abriu um grande sorriso ao ouvir aquilo.

— Excelente! — Tanya exclamou aliviada. — Pode processar o contrato mais tarde para que amanhã Ed assine, Laurent?

— Claro, amanhã eu envio o contrato para vocês — Laurent concordou.

— Você precisa estar na coletiva na sexta-feira, Laurent — comecei a integrá-lo a tudo. — Ed anunciará lá a nova gravadora dele, que a gravação do álbum começará ainda esse mês. — Olhei para o Cullen ao meu lado, ainda sorridente. — E o show de volta dele no fim de maio.

— Show? — Edward me perguntou perplexo. — Ainda esse mês? Isabella, não, nem pensar.

— Será um show pequeno, apenas para alguns fãs selecionados a dedos e possíveis patrocinadores — Tanya contou, já tínhamos tido aquela ideia desde que planejamos nosso contrato com Ed, mas precisávamos de uma gravadora por trás para nos apoiar.

— É pouco tempo para planejar um show de volta, estive por muito tempo parado — Ed falava, percebi que quanto mais nervoso ficava mais seu sotaque inglês se acentuava.

— Nós daremos um jeito nisso tudo.

Voltei a massagear seu ombro, mais tenso do que antes, mas ele me afastou, claramente puto com a ideia do show.

— Você é um cantor, Edward, precisa cantar — falei firme. — Não podemos esperar seu álbum sair para você voltar a fazer shows, isso seria péssimo. Precisamos que as pessoas saibam agora que você está muito bem, que lhes entregará em algum tempo um álbum novo, que as fará quererem ir a mais shows.

— Bella está certa — Laurent concordou, se colocando de pé. — Resolvam tudo, eu falo melhor com vocês depois, preciso voltar à gravadora e fazer o contrato.

Tanya foi o acompanhar até seu carro, Edward continuava furioso ao meu lado, encarando a mesa.

— Olha pra mim, Betty — pedi cutucando suas costelas, ele olhou, seus olhos verdes estavam brilhantes, parecia que o Cullen choraria a qualquer momento. — Vai se sair bem, certo? Você fará um bom show, eu vou garantir que seja o melhor da sua vida.

— Não estou pronto.

— Vamos te deixar pronto. — Pisquei para ele, que deu um meio sorriso.

— Posso convidar algumas modelos para uma festinha particular depois do show?

— Não.

— Você é um monstro.

— Posso lidar com isso. — Levantei da cadeira. — Já voltou a malhar? — Estalei os dedos, ele sabiamente me seguiu para fora da sala de reuniões até minha sala.

— Meu personal não pode ir hoje, nós começaremos amanhã.

— Excelente. — O botei para dentro da sala. — Malhe pesado, antes que deixe de ser magrelo e só engorde.

— Qual seu problema com meu peso?

Fui até minha mesa, o ignorando, pegando de uma das gavetas o novo celular que Jessica, ao meu pedido, tinha preparado para o Cullen.

— É seu. — Estendi o aparelho para ele, que me olhou incerto. — Não vou tomar esse de volta, a não ser que você mereça isso.

— Eu realmente sinto por ter, você sabe, começado a assistir aquilo.

— Não assista, nada ali é da sua conta — murmurei, engolindo em seco.

Eu ainda lutava na justiça para que o vídeo fosse completamente tirado do ar, já que ele parecia estar em cada site pornô, mas era como uma praga difícil demais de se livrar. Além do mais com o avanço da internet aquilo só piorava.

— Valeu pelo celular. — Edward pegou o aparelho, o ligando, rindo com algo que viu lá. — Você colocou a foto do meu cachorro de proteção de tela? Isso foi legal!

Eu ri.

— Poupe-me, Edward, não perderia meu tempo com isso, eu mandei Jessica resolver essas coisas.

— Viu? Você não tem coração — acusou, mas sorriu. — Shrek é um belo cachorro, eu deveria levá-lo para o show.

— Isso é uma péssima ideia.

Tanya entrou na minha sala, com um sorriso travesso no rosto, andou até mim e sussurrou em meu ouvido.

— Consegui o endereço dele, vamos levar o Cullen agora.

Excelente, ela tinha o endereço de Jasper. No dia passado, enquanto trabalhávamos em contratos para a gravadora, Tanya voltou a afirmar que Jasper Whitlock tinha de voltar a trabalhar com Ed, eu me convenci daquilo quando vi os dois no palco juntos em vídeos que ela me mostrou. Então, mandei Tanya conseguir o endereço do guitarrista, para irmos atrás dele o convocá-lo de volta para a banda de apoio de Edward.

— Hey, que tal sairmos para almoçar para celebrar o contrato com a gravadora? — perguntei para Edward.

— Eu não sei, não quero ser cercado por fãs e paparazzis.

— Bobagem, Ed! — Tanya foi até ele, unindo um braço ao do Cullen. — Você merece passear um pouco, além do mais Bella e eu faremos com que se divirta.

— Ok, isso parece bom.

Mal ele sabia, mas eu precisava mesmo que ele se entendesse com Jasper.

xoxoxo

Tanya nos levou em seu carro, Ed estava indo só no banco de trás, ele estava tão distraído com seu novo celular que não ligou para o caminho que estávamos tomando. Por sorte o apartamento de Jasper não ficava muito longe da produtora e logo T estacionava lá na frente, foi quando o Cullen se despertou.

— O que estamos fazendo aqui? — perguntou olhando para a rua, sem um único restaurante ao redor. — Espera, eu reconheço esse lugar. — Ele nos olhou indignado. — Vocês me enganaram!

— Enganamos? — T se fez de desentendida. — O restaurante não é aqui? Me passaram o endereço errado? Que palhaçada! — Eu ri, tirando o cinto. — É o seguinte, Ed. — Ela se voltou para ele. — Você vai entrar naquele apartamento, se resolver com o Jasper e conseguir ele de volta para sua banda. Você precisa dele, não só como guitarrista, mas como compositor também, então é bom que faça isso direito.

— Não, nem pensar! — ele exclamou. — Eu não vou trabalhar com Jasper de novo.

— Supere as briguinhas de bastidores, tem algo mais importante do que isso em jogo — Tanya disse, já ficando impaciente.

— Não foram apenas briguinhas de bastidores. — Ed se encolheu no banco de trás, encarando o celular em suas mãos.

— O que mais aconteceu? Ele roubou uma das suas namoradas? — indaguei, Ed bufou, voltando seu olhar para mim, falando por fim.

— Jasper disse que estava apaixonado por mim, depois tentou me beijar.