Parte 4 - Mudança de Rota

Durante todo o trajeto de volta, estudei as melhores possibilidades para conseguir ajudar o planeta Viridis. Bella me ajudou fornecendo informações sobre o planeta, mas eu ainda dependia dos planos que a rainha já tinha em mente.

Apesar do grande esforço em manter o foco, minha mente insistia em me levar para o beijo que Bella me deu e a revelação do seu nome. Titânia. Na verdade, não só o dela, mas dos seus amigos também. Alice era Isla. Jasper era Crispian, Rosalie era Greta e Zafrina era Verena.

Segundo ela, depois da maldição de Izar, todos os nativos prezavam seus nomes como forma de evitar uma possível maldição. Eles sabiam que existiam outros magunus que seguiam a ideologia de ódio de Izar e temiam que fizessem algo contra a população. Então eram ensinados desde a infância a não dizer seus nomes para estrangeiros, como nós. Dizer seu nome verdadeiro era um ato de coragem, mas principalmente de confiança. E ela confiava em mim.

Talvez dois dias fosse pouco mesmo. Mas eu sabia diferenciar o que sentia. Toda vez que Bella me olhava, despertava algo em mim. Era quase impossível explicar, apenas sentir. No caminho, depois de um segundo beijo que a fez corar novamente, perguntei como ela preferia que eu a chamasse. Ela disse que gostava de Bella. Era um nome justo, porque ela era linda em todas as suas dimensões e camadas.

"Edward…", ela me chamou.

"Hm", lhe respondi enquanto mantinha os olhos nas anotações e nos aproximávamos dos muros do reino mais uma vez.

"Qual a sua idade?", olhei para ela e Bella tinha um olhar curioso.

"27 e você?", respondi sorrindo para ela.

"250 luas", ela disse. Olhei assustado para ela. "O que?".

"Quantos meses vocês têm por ano?"

"10. É eu sei, que que é menos que a terra", respondeu ela rolando os olhos. Tive que sorrir.

"Na nossa contagem, você tem 25 anos", falei depois de fazer a divisão de cabeça e perceber que ela não me ouvia em sua cabeça. Em alguns momentos, ela se mantinha distante da minha mente, acredito eu que, para me dar privacidade.

"Temos quase a mesma idade", ela concluiu. "Então, por que o seu espanto antes?"

"Fiquei com medo de tá saindo com um ser imortal", pisquei e ela pareceu prendeu a respiração. Sorri.

"Saindo?", ela perguntou ainda colecionando uma nova cor de rubor em seu rosto.

"Sim", abaixei minha cabeça, chutando pedras no meu caminho. "É quando duas pessoas se gostam e…", deixei as palavras no ar, levantando a mão livre para sinalizar o óbvio. Pra mim, porque seus olhos estavam confusos.

"Esse é um hábito humano?", ela perguntou.

"Como assim?"

"É isso que vocês fazem antes de copular?", a perguntou me pegou completamente desprevenido. Não seria novidade alguma assumir qualquer desejo por ela, mas isso foi de oito a oitenta muito rápido. Queria que ela soubesse que ela não me despertou desejo.

"Bom… sim e não", respondi, passando a mão no meu cabelo ralo, sem conseguir olhar para ela. "Há humanos que fazem sexo sem precisar conversar antes. Outros conversam um pouco e tem alguns que se apaixonam e fazem isso com amor também. Existem muitas formas de fazer isso…"

"Por aqui também. Na verdade, existem poucos que se unem por amor, como Jasper e Alice", ela respondeu com o olhar baixo.

"Bella, quando eu disse que estávamos saindo… foi uma forma que usei para dizer que estávamos nos conhecendo e que gosto do rumo que isso está tomando. Não quero que pense em algo errado…", eu realmente não sabia para qual sentido ela tinha levado aqui, porque nossa conversa caminhou para um lado completamente mais íntimo. Senti minhas bochechas arderem imediatamente.

"Edward, eu entendi o que você quis dizer. Também estou gostando de tudo isso", respondeu ela. "Não precisa ficar desse jeito. Eu já fiz isso antes…".

Se estava quente, agora eu queimei. Voltei a encarar a trilha verde, mas em minha vista periférica eu conseguia ver Bella colocar a mão na boca para sorrir. Eu era o que… um idiota? Estava agindo como um adolescente, tímido e desajeitado.

Após alguns minutos de caminhada, estávamos em uma das entradas do reino.

Bella se apresentou como "Titânia, SIVC 13" quando passamos pela guarita. Dentro do território real, os trabalhadores organizavam um palco. Provavelmente Zafrina usaria o para anunciar as boas novas. Talvez começaremos com algumas manipulações sintéticas de cO2 e encontraríamos uma forma de espalhar por todo o território de Viridis. Tudo ainda era muito distante e abstrato.

Notei que Bella procurava alguém porque ela não tirava os olhos aflitos da porta entreaberta em um casebre, do lado de fora do castelo de pedra.

"Bella?", toquei seu ombro. "O que houve?" e então ela parou para me olhar.

"Rosalie deveria estar aqui com a rainha. É aqui que reunimos os visitantes", disse ela, começando a andar de um lado para o outro. Notei que sua cauda voltou a tremer em sua cintura.

"Você não conhece outro lugar que eles possam ter ido?", perguntei tentando amenizar seu desespero.

"Não. Eu só os trazia até aqui, então Zion se encarregava. Temo que os rebeldes façam alguma coisa com a rainha ou com vocês", ela disse apontando para mim.

Rebeldes?, pensei, mas continuei mutado em sua mente.

"Quem são os rebeldes?", perguntei em um tom calmo.

"Dizem que são apoiadores de Izar, mas eu não sei", disse ela, passando a mão na trança. "Eles difamam a rainha Zafrina. Dizem que ela tem um plano doentio a troco de salvar Viridi. Mas eu não acredito, eu sei o que estão tentando fazer".

"E eu confio em você, Bella. Mas não entendo o seu medo", falei me aproximando. "Eles ameaçam a rainha?".

Ela me olhou para responder, mas um grande estouro ecoou em nossos ouvidos. Depois do susto, Bella arregalou os olhos, sussurrando palavras que não entendi.

"São os rebeldes!", gritou ela. Rapidamente ela pegou minha mão e saiu correndo. Eu não sabia para onde ela ia, mas procurávamos a rainha e nossos amigos. Os nativos corriam de um lado para o outro, tentando se proteger de alguns escombros que rachavam. Tentei chamar Emmett pelo microfone, mas não havia barulho nenhum do outro lado. Era como se tivesse sido desligado. Comecei a ficar aflito.

"Tem alguma coisa errada… Os microfones estão desligados", falei. Bella olhava aflita quando ouvimos uma voz mais forte que a dela gritar o seu nome verdadeiro.

Notei que a criatura de cabelos presos em um rabo de cavalo quase loiro, evidenciando as orelhas pontiagudas, ficou surpresa ao me encontrar ao lado de Bella. Sua cauda livre varrendo o chão enquanto ela corria em nossa direção.

"Greta!", Bella gritou. Então aquela era Rosalie. Os trabalhadores ao nosso redor, ainda preocupados, voltaram a fazer suas atividades com o cessar das explosões. Alguns guardas reais corriam para as entradas.

"Se tivéssemos tempo, eu perguntaria porque você disse meu nome verdadeiro na frente dele, mas como eu disse o seu primeiro, não ligo", falou ela ofegante em nossa frente.

"Eles são de confiança", Bella disse e logo voltou a procurar meus amigos, assim como eu. "Onde eles estão? Deviam estar aqui".

"Não sei. Eu os entreguei para… Jacob, como você fazia. Mas eles sumiram!", Rosalie buscou o nome mais humano possível para nomear seu amigo, me olhando enquanto fazia.

"Ele já sabe o nome de Zion também", corrigiu Bella, encolhendo os ombros.

"Ah, ótimo", Rosalie jogou as mãos nas pernas, cobertas por um vestido pouco volumoso, enquanto bufava. Ela parecia não gostar de mim ou dos humanos. "Certo. Deixe-os com Zion, e ele pediu para que eu verificasse se você já estava chegando. Quando voltei, eles não estavam aqui. Antes de encontrar vocês, alguns criados viram Jacob e o grupo de humanos entrar no reino pela porta de trás."

"Mas você disse que a rainha vinha até nós", perguntei para Bella.

"Parece que ela mudou a rota", disse Bella se distanciando, antes de voltar a andar.

As costas do castelo de pedras não era muito diferente da frente, a não ser pelas duas portas camufladas em pedras também. Uma delas estava aberta. Aproximei-me, enquanto as duas discutiam à que cômodo daria a segunda porta. Consegui ver apenas o movimento de algumas pessoas, o barulho de panela e o cheiro de alguma comida. Lembrei que já estava próximo da hora do almoço e aquele aroma fez meu estômago se revirar.

"Edward, venha", gritou Bella e logo me juntei. A segunda porta deu trabalho para abrir, então permaneci vigiando o movimento enquanto as duas abriram com magia. Não éramos intrusos, mas com certeza invadir o reino era ilegal. A porta não desembocava em uma sala luxuosa ou algo parecido com esperei. Pelo contrário, estávamos em um túnel e uma completa escuridão. Essa era nossa aposta.

Mesmo que, comparado a Bella e Rosalie, eu fosse inútil, caminhei em último na nossa fila. Era Rosalie, Bella e eu. Seguindo-as, procurei não tropeçar em nada, pois já bastava Bella e suas esbarradas nas laterais do túnel. Ouvi Bella resmungar que essa era uma boa hora para Jasper conjurar fogo para iluminar nosso caminho. Algum tempo andando, Bella tropeçou novamente e dessa vez precisei espalmar suas costas. Ela soltou um grunhido baixinho e fofo. Sorri do seu jeito envergonhado. Bella olhou para mim e antes que pudesse agradecer, as linhas em seu pescoço se acenderam e eu pude ver seu rosto aflito. Ela fechou os olhos rapidamente, parecendo querer se livrar daquilo. Talvez fosse motivo de vergonha para ela, mas eu achava lindo.

"Faça isso de novo", disse Rosalie. Olhamos sem entender. "Faça de novo", repetiu impaciente. Toquei suas costas e, apesar do susto, não acenderam de novo.

"Não consigo, é completamente involuntário", disse Bella.

"Eu sei que são, mas só precisam de um incentivo", disse Rose.

Lembrei de quando Bella me beijou pela primeira vez. Quando seus lábios libertaram-se dos meus, suas têmporas reluziam. Respirei fundo e toquei seu cotovelo, indicando que ela se virasse. De frente para mim, segurei seu rosto entre minhas mãos e depositei um beijo casto e rápido em sua boca. Não durou muito, mas foi o suficiente para que a luz das suas têmporas iluminassem as bochechas rosadas de Bella. O pigarro da nossa plateia nos lembrou do que fazíamos.

"Aproxime-se, rápido!", disse Rosalie, induzindo Bella a cortar nosso olhar. Olhei na direção que elas estavam e havia duas pedras que se destacavam na frente das outras na parede. Estavam desgastadas. Tentamos apertá-las em ordens variadas, mas nenhuma funcionou. Encostei nas duas pedras, tateando a superfície irregular, procurando algum tipo de código ou surpresas. Sem querer, pressionei as duas ao mesmo tempo e então a parede começou a tremer. Soltamos um suspiro de alívio.

De início, suspeitei que eles estivessem em um túnel como esse. Parecia ridículo, mas não fazia sentido estarem na cozinha do reino também. Estava tudo muito confuso. Ouvimos outro estouro na superfície enquanto caminhávamos pelo corredor atrás da porta secreta. O local era menos escuro, e com o passar do caminho, nos aproximamos de algumas vozes.

"Como assim falta outro humano?", a voz feminina berrou no ar.

"Vossa Majestade, ele estava com Titânia", o homem falou. Olhei para Bella, assustada com a presença da rainha. Comecei a pensar que talvez os rebeldes não estivessem tão errados. Bella me olhou rapidamente com um olhar julgador. Ela ouviu.

"Bella-", mas antes que eu me desculpasse aos sussurros, ela me interrompeu colocando um dedo azul na minha boca.

"Criatura inferior e burra!", esbravejou Zafrina. Os passos dos dois se distanciaram. Me atrevo a chegar mais perto do final do corredor. A visão que tive me embrulhou o estômago e voltei rapidamente pro escuro do corredor.

Dezenas de jaulas de um material que parecia ser holográfico, mas era feito de metal. Diferentes tipos de seres se amontoavam dentro do cubículo. Imediatamente lembrei do que Bella havia dito. Os visitantes que ela sempre levava a rainha com a expectativa de ajudá-los e nunca traziam algum retorno. Talvez ela imaginasse que eles tinham ido embora, mas estavam aqui todos esses anos.

Olhei para trás para avisá-los, mas Bella já estava ao meu lado, acompanhada de Rosalie. O seu olhar estava inundado de lágrimas. Eu não conseguia ler seus pensamentos como ela fazia com os meus, mas eu conhecia aquele sentimento. Era traição.

"Bella…", virei para ela, segurando seus ombros. Rosalie tinha ódio em seu rosto.

"Todos esses anos… pra isso?", Bella falou entre soluços. Percebi que a armadura que ela vestiu desde o momento que chegamos se desfez. Ela tinha em si uma esperança inabalável, e agora parecia despedaçada. Quebrei ao olhá-la.

Rosalie não disse nada e saiu caminhando em direção à eles. Segurei seu braço.

"Desculpe, mas você tá louca?", ela olhou pra minha mão em seu pulso e eu a soltei.

"Tem uma ideia melhor, humano?", disse ela. Quase grunhi pra arrogância na voz dela.

"Eles podem nos prender aí também. Nem sabemos porque ela faz isso…", Bella respondeu com o olhar longe.

"Eles saíram, Tita", Rosalie se aproximou com um semblante decidido. "Você quer ficar para perguntar para ela? Eu não! Essas criaturas estão presas aqui a sei lá quanto tempo. Depois descobrimos o porquê disso tudo, mas agora precisamos sair logo daqui". Concordei mentalmente, ela não estava errada. Precisávamos agir. Agora.

"Eu fico de vigia enquanto vocês liberam eles", falei olhando entre Bella e Rosalie.

"Agora gostei mais dele", falou a loira sem me olhar. Eu realmente tinha problemas com loiras.

Bella me lançou um olhar confuso, mas não falamos nada. Vai dar certo, foi o que eu pensei. Imaginei que haveria barulho quando aqueles seres nos vissem ali, mas apesar dos gestos desesperados, não ouvi nada. Era um completo silêncio. Olhei para Bella que se aproximava dos prisioneiros e pensei o mais alto que pude.

Você precisa dizer a eles para ficarem em silêncio. De alguma forma essa jaula os silencia, mas aqui fora será diferente.

Bella rapidamente me olhou e assentiu. Depois de alguns minutos gesticulando para as diversas caixas, assim como Rosalie, elas iniciaram algum feitiço. Procurei aflito entre os cubículos por meus amigos, mas não os encontrei. Acima de nós, pude ouvir a voz da rainha em alto e bom tom. O som não era como dos microfones que eu conhecia. Era como se alguém tivesse aumentado o volume da sua voz naturalmente, sem precisar de nenhum tipo de aparelho.

Agradeci por todos estarem ocupados na superfície. O estilhaçar de metal invadiu meus ouvidos. Várias repetições de barulho se repetiram quando os pedaços eram arremessados por todo os cantos do galpão.

Os gritos de desespero e falatórios preencheram o lugar. Bella e Rosalie tentavam acalmar a multidão quando acenei para que viessem até o corredor escuro. Rosalie foi na frente, guiando-os. Novamente me vi agradecendo, dessa vez por não ter crianças ou idosos no grupo. Passei meus olhos por todos que passavam por mim até encontrar um cara alto e forte próximo de Bella. Caminhei até eles e não contive o abraço.

"Pensei que nunca mais veria seu rosto de bebê", disse Emmett. Sorri feliz e depois abracei minhas outras colegas.

"Temos que ir agora", falei. Notei que Bella havia se afastado enquanto eu revia meus amigos. Fui até ela e segurei sua mão. Não se afaste, por favor, pedi. Ela sorriu, caminhando comigo até a multidão que já diminuía.

Quando cheguei do lado de fora, Rosalie instruiu que todos escapassem de alguma forma.

"Para onde eles vão?", perguntei observando todos que corriam.

"Enquanto saímos pelo corredor, falei que a algumas horas ao norte depois da muralha, havia um vilarejo. Pedi que fossem para lá. Vou torcer para que todos os recebam bem", disse Rosalie. Ficamos apenas nós três e meus amigos escondidos atrás do castelo, torcendo para que ninguém viesse até a cozinha.

"Ela está falando", Bella quebrou o silêncio. Foi a primeira vez que senti raiva em seu olhar. "Não consigo entender o que ela queria com todos eles presos por tanto tempo…"

"Nós sabemos", disse Leah. Olhamos todos os três para eles. "O capacho da rainha não conferiu se estávamos apagados completamente quando ele nos golpeou e levou para aquele esgoto, então começou a falar para outros idiotas".

"Além de traíra é burro", disse Bella.

"Ele disse que estavam quase com o número que precisavam para parar a implosão. Acho que isso, de alguma forma, tem a ver com o planeta", continuou Leah.

"Os suicídios após o Sileo, Greta!", Rosalie gritou, completamente em choque. "Mas é claro! Faz todo o sentido."

"O que? Do que você tá falando?", perguntei.

"Ela queria acumular carbono para… matar… todos e impedir o fim do planeta", Bella respondeu olhando para meus amigos. Engoli seco quando lembrei da história. Isso era loucura.

"Ela é uma assassina", Tanya gritou e eu a contive, segurando seu braço antes que ela começasse a andar até a rainha.

"Ela pode até ser, mas não temos certeza. O que sabemos é que ela iria cometer um massacre", falei. Assim que terminei de falar, percebi que Bella não estava mais ao meu lado.

"Onde ela vai?", Emmett perguntou.

"BELLA", gritei correndo atrás dela.

"Matar a rainha", disse Rosalie ao me seguir.

Foi tudo muito rápido. De onde estávamos, o palco ficava de costas para nós. Bella mexeu um dos braços no ar e com o outro soltou a cauda, fazendo-a bater no chão. Agora, com as duas mãos, ela atirou um feitiço que fez os guardas reais paralisarem. Bella não nos ouvia.

Ela sumiu no palco e imobilizou a rainha pelas costas, apertando seu pescoço com um braço, enquanto o outro lançava um feitiço nos outros guardas que se aproximavam. Subi com Rosalie imediatamente. Todos que assistiam a cena gritavam em pavor. Bella cochichou algum xingamento à rainha antes de gritar.

"Vocês, todos vocês! Estão vendo aqueles seres humanos ali embaixo?", falou ela gaguejando, olhando para meus amigos. "Eles estavam presos no subsolo da rainha de vocês. Talvez nem tudo valha a pena porque… o que sabíamos sobre o plano da rainha, afinal? Nada! Isso mesmo, nada", disse ela debulhando-se em lágrimas. "Mas agora eu sei", gritou.

Rosalie se aproximou de Bella tentando ajudar, mas não adiantou. Os nativos permaneciam assustados, confusos com o que acontecia. O falatório só aumentou com a revelação dela.

"Ela ia matá-los", os súditos ovacionaram abaixo dela. "Sim! Ela ia matá-los. Todos devem lembrar o que descobrimos com os suicídios após o Sileo?".

Bella arremessou a rainha, soltando finalmente.

"Você é um monstro", Bella gritou para a rainha. "Os rebeldes tinham razão". Com isso os que assistiam começaram a se dividir. Alguns xingaram Bella por sua falta de respeito e obediência a realeza, enquanto outros xingavam a rainha. Estafados pela falta de soluções e com a nova descoberta, a multidão começou a se remexer causando tumulto. Bella lançou outro feitiço para os guardas que voltavam a se movimentar.

"Ora, ora", a rainha falou pela primeira vez depois de ser paralisada. "Pobre criatura inferior. Quem você pensou que era? Se eu sou culpada, você é tão responsável quanto eu. Você e os outros do SIVC são apenas peças do meu tabuleiro". Fechei minhas mãos em punho.

"Você é doente. São inocentes!", Bella atirou as palavras. Eu podia ver seu corpo tremer de raiva enquanto chorava.

"A Comissão Intergaláctica de Sobrevivência Viridis era nada mais, nada menos que uma forma de aprisionar novas formas de carbono para sobreviver", disse a rainha dando ênfase na última palavra.

"Eram VIDAS!", gritou Bella. Pensei em me aproximar, mas Rosalie me olhou de soslaio, então parei. Eu não tinha medo de Bella, mas não sabia como ajudar. "Você é podre… confiávamos em você. Eu confiava em você, Zafrina".

"Coitadinha. Falta-me dizer que você ainda espera pelo Perito e o Peregrino", o olhar de Bella vacilou até mim e a rainha não se conteve e voltou a debochar. "Idiota! Você realmente acredita nessa baboseira? Ninguém virá nos salvar. Meu plano era a única altern…", antes de Zafrina terminar a frase, Bella começou a gritar com os dois punhos apontados para ela. Seu olhar estava transtornado, deformado. Foi quando a cauda levantou e junto com as mãos lançaram uma bola roxa no ar. Se eu não soubesse que era magia, diria que era fogo.

Antecipando o ataque de Bella, algo foi jogado em nossa direção fazendo o mesmo barulho que escutamos quando estávamos no corredor secreto. A bola de fogo roxa ricocheteou quando atingiu o chão e saiu em outra direção. Uma onda de fumaça atravessou minha vista e a única coisa que eu conseguia ver eram as linhas acesas no pescoço de Bella. Corri até ela e a puxei para fora do palco.

Deixando os gritos e os barulhos de balas e novas bombas para trás, procurei Emmett e Rosalie. Olhei para trás e ela ainda descia o palanque.

"Cheiro de sangue", gritou Rosalie. Talvez o dom de curandeira lhe desse essa habilidade.

"Você está ferida, Bella?", perguntei e imediatamente comecei a conferi-la.

"Não", ela respondeu calma, mas eu não estava seguro disso. Ela poderia estar sob efeito de adrenalina, isso demorava a passar, então continuei procurando. "NÃO, não sou eu", gritou ela.

"Não é dela", disse Rosalie olhando para frente. Trilhei na direção que ela olhava, até encontrar a vítima. Tanya segurava Emmett deitado no chão, enquanto Leah tentava estancar a mancha roxa que se misturava ao sangue na barriga dele.

"Não", minha voz perdeu as forças. "Ele não…". Rosalie correu até Emmett para ajudar Leah.

"Meu deus", Bella falou ao meu lado. Demorei para reconhecer que o ricocheteio do feitiço dela atingiu meu amigo.

"Bella… você… não tinha como você saber", falei começando a chorar.

"É tudo culpa minha", ela continuou sem me olhar, aficionada na cena à nossa frente.

"Não foi tão devastador, Tita. Acalme-se, ele vai ficar bem", disse Rosalie.

"Você pode fazer alguma coisa? Eu não sei se nossa medicina é capaz…", disse Leah assustada, vendo Tanya acalmar nosso amigo. Rosalie só assentiu.

"Você vai ficar bem, cara…", falei ao me aproximar. "Essa aqui é Rosa-, quer dizer, essa é Greta. Ela é curandeira… vai cuidar de você", disse segurando sua mão.

Bella não se aproximou demais, apenas proferiu um pedido de desculpas muito sofrido e silencioso.

"É tudo culpa dessa coisa estranha", disse Tanya. Levantei e tão próximo do seu rosto disse:

"Cala a boca. Você nunca diz uma palavra de conforto para nenhum de nós. Mas agora, somente agora, você poderia pensar menos em si e tentar ajudar? Ela não é podre como… como você, Tanya", ela mordia os lábios de raiva. Os olhos da loira me assolavam.

"Calma ae, galera", Emmett começou a falar pela primeira vez, depois de tomar fôlego. "Eu sei que não teve intenção, Bellinha", disse ele em direção a ela, com um tom divertido apesar da dor. "Olhem essa deusa que está cuidando de mim. Acham mesmo que eu não vou ficar bem?". Rimos, porque esse era o dom do meu melhor amigo.

O barulho atrás de nós voltou a ser destaque em meus ouvidos quando alguns guardas começaram a gritar o nome de Titânia.

"Vocês precisam sair daqui", gritou Rosalie. "Eles vão procurar ela"

"E o que faremos? Não encontramos nenhuma outra solução para resolver tudo isso. Nem conseguimos a ajuda de vocês, nem a nós mesmo…", falou Bella.

"Pensaremos nisso", falei, tentando manter a calma.

"Vão, agora!", implorou Rosalie. Segurei a mão de Bella e a puxei, correndo. Tentei não olhar para trás. Eu sabia que Emmett ficaria bem, todos ficariam bem. Encontraríamos uma forma de evitar uma catástrofe naquele planeta. Mas agora, minha única preocupação era manter Bella segura. Eu nem sabia como ela estava depois de todos os episódios. Olhei e ela parecia estar no automático.

Próximo à muralha, Bella destruiu um pedaço para que a gente passasse, sem se esforçar em pular nem se preocupar com o barulho. Continuamos correndo. O único lugar seguro que pensei em levá-la era a nave, mas estava muito longe. Bella não dizia nada, apenas chorava. Algumas horas andando floresta adentro, consegui avistar uma clareira. Mudei nossa direção para lá, em busca de um pouco de descanso até conseguirmos voltar a fugir.

Apesar de aberto, tinham algumas árvores com boas sombras. Deixei Bella embaixo de uma e sentei ao seu lado.

"Edward…"

"Oi, amor", respondi ofegante.

"Eu não consigo… não consigo seguir"

Devo ter dormido e quando acordei, Bella estava procurando uma forma para descansar. Puxei ela para perto de mim, e a aconcheguei em meu peito, acariciando seu braço. Algumas vezes vi ela arrepiar, outras ela parecia cochilar. Então resolvi não falar nada. Permanecemos assim por algumas horas.

Olhei o aparelho em meu braço e já se aproximava do anoitecer. Lembrei de quando tentei me comunicar com Emmett e não obtive sinal no microfone. Agora fazia sentido, eles estavam presos em um cubículo que isolava qualquer tipo de sinal. Rainha do caralho. Pensei em fazer contato com nosso grupo, mas não precisávamos correr o risco de algum terceiro ouvir onde estávamos.

Estava faminto, então acomodei Bella na árvore que eu estava. Tirei as vestimentas pesadas e pretas, ficando somente com a roupa branca de baixo. Como logo esfriaria, juntei alguns galhos secos para fazer uma fogueira e algo para comer.

"Posso fazer isso mais rápido", disse a voz aveludada e mansa que eu me apaixonei.

"Não quis te acordar", respondi, desviando minha atenção das chamas. Levantei e fui até ela. "Como você tá?

"Pergunta errada. Como você está?", disse ela balançando a cabeça. "Desculpa por tudo", falou abaixando a cabeça.

Segurei seu queixo com meu indicador e levantei até conseguir olhar aqueles olhos cinzas e cintilantes. Lembrei-me da primeira vez que os vi.

"Pedras da lua…", falei e ela me olhou confusa. "Seus olhos são como pedras da lua. É o nome de uma rocha do meu planeta. Ela é cinza como a cor dos seus olhos… sua beleza e o seu brilho interno é especial. É perfeita. Dizem que ela tem o poder de atrair força, sorte, proteção e amor. Como você", ela fechou os olhos.

"Você viu o que aconteceu hoje? Como eu posso atrair sorte e amor se eu só vejo destruição? Foi seu amigo, mas poderia ser você.", perguntou com os olhos marejados.

"O que aconteceu hoje não é sua culpa. Nem o SIVC. Nada, nada é sua culpa. Tudo o que você fez foi lutar para salvar o seu planeta. Eu te prometo que faremos isso, faremos juntos", puxei ela para mais perto do meu rosto, dando-lhe um beijo na testa. "Mas agora é hora de descansar".

"Dói, dói saber que estive uma vida inteira tentando ser a melhor em… matar pessoas… e não em salvar, como imaginei", sua mão estava fechada em punho no peito. A dor dela era visível. Era física. Encaixei meus braços ao seu redor e a trouxe para mais perto do meu corpo. Queria mantê-la assim para sempre. Permaneci calado porque não haviam palavras que eu pudesse usar.

Ela apertou o abraço em minha cintura. Apoiei o nariz na sua cabeça. O cabelo dela tinha cheiro de menta, assim como nosso primeiro beijo.

Depois de muito resistir, soltei ela para que pudéssemos comer algumas frutas estranhas que eu encontrei ao nosso redor. Uma me lembrou o gosto de maçã, outra de abacaxi e a última eu reconheci, era fragus.

E como era de se esperar, o clima esfriou com o cair da noite. Ficamos abraçados próximo a fogueira. Contei a Bella histórias da minha família como ela pediu. Tentei trazer momentos que a fizesse sorrir. Ela já havia chorado demais.

"Eu tenho uma pergunta", disse ela me interrompendo. Olhei para baixo e seu olhar era mais alegre. "O que são 'milkshake'?"

Ela se sentou, desfazendo nosso contato, para ouvir atentamente. Sorri da cena.

"Milkshake é uma bebida bem gelada. É feita com sorvete, outro alimento bem gelado e doce, e leite", ela juntou as sobrancelhas.

"Então é uma bebida à base de gelo, açúcar e gordura? Sorvete é gordura, certo?"

"Sim, o sorvete é feito de gordura também. Mas a graça do milkshake é com quem você divide", respondi passando meu polegar em sua mão. "Leu sobre isso em livros sobre humanos?", perguntei curioso.

"Não", disse ela, encolhendo os ombros antes de continuar. "Você falou sobre eles para sua mãe". Sorri com sua timidez. Bella se sentia alheia ao que dizia respeito à eles.

Queria que eles te conhecessem, pensei olhando nos olhos dela.

"Vo-você acha que eles gostariam de mim?", ela olhou para o próprio corpo. "Assim, como eu sou? Diferente".

Você consegue me ouvir?, perguntei mantendo nosso olhar e ela só assentiu.

Você é linda, Titânia. Sua pele, seus olhos, seu cabelo, suas linhas, seu corpo, sua voz, seu jeito… eles te amariam, enquanto cada palavra saia, toquei em todas as parte do seu corpo que eu pensei. Apesar de conseguir me comunicar com ela sem dizer uma palavra sequer, ao nosso redor eu só conseguia ouvir o barulho das folhagens se movimento com o vento.

"Porque você é linda, minha Bella", conclui em voz alta. Ela mordeu os lábios e brincou com a gola da minha blusa antes de me puxar delicadamente até sua boca. Bella jogou os braços em meu pescoço, e as manteve bagunçando meu cabelo curto.

Beijar Bella era sempre uma explosão de sentimentos. Como antes, ela me deu passagem para invadir sua boca com minha língua. Segurei seu rosto com uma mão e aprofundei nosso beijo. Passei a outra mão por sua cintura, percorrendo um caminho inexplorado. Subi os dedos pela lateral do seu corpo até as costelas e desviei para as costas. Pude sentir ela tremer com meu toque.

Para minha surpresa, Bella desfez nosso beijo e ficou de joelhos, passando uma perna para o outro lado do meu corpo. Travei um pouco com sua rapidez, mas logo minhas mãos já estavam nas suas pernas. Finalmente, ela sentou em meu colo. Meu estômago afundou e meus músculos reagiram.

Tentei pedir desculpa mas ela não se importou. Bella havia me dito que já tinha transado antes, mas hoje foi um dia muito difícil, não queria que ela misturasse as coisas e depois se arrependesse. Foi difícil afastar o rosto dela, porque Bella já se esfregava em meu colo, que respondia a altura.

"Bella", falei ofegante.

"Hm...", ela respondeu me olhando com olhos ardentes. Isso era quase tortura.

"Tivemos um dia cheio de emoções hoje. Não quero que você se machuque e…"

"Você não quer?", disse ela com as mãos espalmadas em meu peito.

"Não é isso, Bella. Eu te quero… quero muito", ela não sabia o quanto. Mordi meus lábios tentando manter só para mim, tudo o que realmente queria fazer.

"Eu quero você, Edward. Agora", ela disse olhando fundo nos meus olhos. Era impossível me controlar. Voltei a beijar Bella, mas dessa vez mais desesperadamente. Eu sentia que tudo iria acabar e que precisava prová-la antes que ela desaparecesse. Bella era um sonho, simplesmente perfeita.

Ela passou as mãos em meu rosto e depois correu para minha nuca, fazendo-me arrepiar e me endurecendo cada vez mais. O "oi" que lhe dei entre as pernas serviu de lembrete para que ela voltasse a roçar em minhas pernas.

Percorri minhas mãos pelas pernas até sua bunda. Senti a causa que tremia nervosamente. Passei os dedos devagar por todo o prolongamento. Outro tremor atingiu seu corpo, me fazendo sorrir em sua boca.

Mordi seu lábio inferior quando ela começou a fazer o movimento de vai e vem nas minhas pernas. Estava quase explodindo dentro da cueca, não estava aguentando mais.

Passei meus dedos em seu ombro, descendo até o pescoço e finalmente colo. Fiz o mesmo trajeto com beijos molhados. Ela não parava, inquieta e rápida em cima de mim. Por baixo da camisa, coloquei minhas mãos em sua cintura subindo pelas costelas. Senti a curva dos seios e desci novamente para as costelas. Enquanto ela beijava meu pescoço com a boca aberta, voltei a tocar a lateral dos seios. Senti os mamilos aparecerem na camisa que ela vestia.

Bella passou as mãos na minha cintura e subiu até minhas costelas, trazendo com elas a camisa. Levantei os braços para que tirasse com mais facilidade. Dei um meio sorriso quando Bella estacionou os olhos em meu peito e então começou a beijá-lo.

Tive que fechar os olhos. Novamente meu estômago afundou e esfriou. Voltei a beijar Bella e dessa vez fui mais atrevido. Comecei a levantar a blusa que vestia e ela logo levantou os braços como eu fiz. A pele azul dela brilhou nos meus olhos. Os seios de Bella eram lindos. Rocei o polegar nos mamilos ouriçados e fechei minhas mãos neles. Cabiam perfeitamente. Beijei novamente o colo dela e desci até os seios, beijando o vale entre eles antes de atingi-los. Coloquei um de cada vez na boca, sugando e brincando com o bico.

Bella soltou um gemido tímido. Sorri novamente. E como imaginei, ela voltou as mãos à minha calça, necessitando de mais. Coloquei Bella sentada ao meu lado, já sentindo falta dela em meu colo. De pé, tirei a calça, ficando só de cueca. Ela manteve os olhos parados na minha virilha. Não tinha mais como esconder, nem queria. Peguei nossas camisas e as estendi no chão juntas, forrando o chão para nós dois. Quando voltei para trás, Bella já estava tirando a calça que vestia, ficando apenas de calcinha, como eu. Respirei fundo.

Me ajoelhei e indiquei que ela fizesse o mesmo. Deitei ela no chão e passei minha mão pelo seu ombro, descendo pelo vale entre os seios até a barriga. Ela soltava suspiros profundos. Brinquei com o elástico da calcinha e comecei a puxar devagar. Depois de tirar, voltei minha atenção para seus lábios. Permaneci massageando o mesmo caminho de antes enquanto a beijava profundamente. A cada descida, seus gemidos aumentavam, até que eu não aguentei e desci um pouco mais.

A pele entre suas pernas estava encharcada. Gemi entre dentes e agora foi a vez dela sorrir. Ela não tirava os olhos dos meus. Aos poucos comecei a massagear seu centro nervoso já inchado. Fiquei feliz em perceber semelhanças com o corpo feminino humano. Eu poderia usar o pouco que sei, apesar de preferir que ela me ensinasse. A cor azul do corpo de Bella só a deixava mais perfeita.

Bella gemia alto quando pediu para que eu a tomasse. Beijei mais uma vez antes de levantar e tirar a última peça de roupa do corpo. Ela apoiou o corpo sob os cotovelos no chão. A luxúria em seus olhos se alastrava. Sua cauda chamou minha atenção por não parar de vibrar enquanto estava na frente dela completamente nu.

Me ajoelhei na frente de Bella, entre suas pernas, e voltei a beijá-la. Aos poucos, comecei a penetrar, quente e úmido. Meu corpo tremia de nervoso e assim como o dela, ansiava por mais. Comecei a bombear devagar… mas os beijos dela eram meu combustível. Comecei a aumentar a velocidade, cada vez mais dentro dela.

Olhei em seus olhos e pensei: Isso… é muito… gostoso. Até meus pensamentos estavam embaralhados. Estava completamente fora de órbita. Mantive um ritmo acelerado em meu quadril, enquanto ela gemia em meu ouvido.

Ao meu lado a cauda dela se debatia no chão. Dedilhei o prolongamento e puxei devagar até nosso corpo. Ela me olhou sem entender. Desfiz nosso abraço, ficando de joelhos sem desfazer o vai-e-vem do meu quadril, enquanto aproximava o corpo vibrante do seu clítoris. Bella soltou um grito manhoso e voltou a gemer alto. Ela estava tão gostosa e relaxada. Minhas pernas já tremiam e eu sabia que estava chegando perto da beira, assim como ela.

Bella apertava a grama embaixo de nós e tinha os olhos apertados quando começou a ofegar.

"Edward…", gemeu no meu ouvido. Eu não conseguia responder porque meu corpo já se tencionava para o orgasmo. "...eu vou…"

"Deixe vir, amor. Estou tão próximo quanto você…", respondi e mordi os seus lábios. Continuei beijando-a e bombando quando ela retesou todo o corpo e gritou alto meu nome. Não consegui me segurar, e atingi logo após ela.

Depois dos segundos de êxtase, a cauda de Bella parou de vibrar e nossos corpos amoleceram. Deitei ao seu lado, puxando-o para o meu peito. Eu ficaria assim para sempre. Eu amava Bella. Amava Titânia.

"Eu também te amo, Edward", ela respondeu aconchegando a cabeça em meu ombro.