Havia muito, muito barulho. uma das mesinhas apenas arrastavam-se se chocando contra a parede à medida que o quadril masculino empurrava forte. Os gemidos preenchiam todo o quarto enquanto os odores de sexo e suor completavam o ambiente. O quadro que estava à direita caiu no chão estilhaçando o vidro de proteção quando eles apenas mudaram de posição e lugar e ele a recebeu em seu colo a pressionando contra a parede. O beijo era possessivo demais em uma intensidade de fome enquanto os corpos chocavam-se mais e mais. Os gritos dela começavam a elevar-se a novos notas acústicas enquanto desesperava-se diante de tanta obscenidade provocada ao som da voz rouca dele.
Ele rosnou quando a unha dela rasgou seu ombro perfurando sua derme a fazendo arder. Virou-se a sustentando em peso para jogarem-se contra a cama. O pé dele acertou um dos abajures o jogando contra o chão fazendo as sombras do ato deles serem projetadas contra a parede enquanto a cama passou a fazer os ruídos com suas molas cedendo ao peso e intensidade do mover dos corpos. a cabeceira que deslizava batendo contra a parede com força.
— S-Sasu... v-vão... vão ouvir a gente – ofegante e descontrolada, ela tentou afasta-lo apenas para sentir a boca masculina molhada chupando seu seio com fome.
—N-não vão! – garantiu enquanto socou com força novamente atingindo pontos dentro dela que a fazia ver estrelas ou duvidar se seria apenas capaz de estar sentada outra vez.
Um Craccc! soou a alertando e ela apenas o empurrou, mas incapaz de só se desgrudar o realmente querer faze-lo parar.
—O-o-ouviu?
—Ohhhh – ele gemeu afundando-se nela e arrancando o mesmo tipo de gemido.
que se foda barulho, que se foda quem está fora da porta. os corpos apenas pulsavam na mesma sincronia, no mesmo anseio: o gozo. Assim seus fluidos apenas se misturaram em um só.
Suados, estavam atravessados na cama encarando o teto ofegantes o bastante para quem pareceu ter corrido uma maratona inteira. O braço dele puxou o corpo dela de volta para si e eles se beijaram de forma lenta com o desejo e tesão agora aplacados. Alguns segundos depois, e tudo que eles precisavam era daquilo. Dela se sentindo confortável o bastante para conversarem sobre as coisas loucas e de como ela ainda estava constrangida ao mesmo tempo que se sentia estranha. Ela deveria estar em surto absoluto, mas apenas parecia por um instante que tudo que estava fora do mundinho deles não importava tanto assim, talvez por Hinata não se ater ao dia seguinte, ela não queria pensar no depois e isso por si só era uma imensa novidade que a assustava. Sasuke beijou a franja úmida e sussurrou:
—Deveria mesmo abraçar quem você é.
Ela sorriu miúdo acolhendo-se mais no abraço dele.
— é... e quem eu sou?
—Você...- a mão dele penteou a franja grossa dela para trás enquanto os orbes negros se perdiam nas opalinas leitosas dela. – é Hinata Hyuuga.
Ela deu um risinho apoiando-se nos cotovelos e o encarando. suas bochechas começavam a ficar claras outra vez depois de tanto esforço.
—Isso não diz muito.
—Diz tudo! quer dizer... – ele se apoiou por igual, agora jogando as mexas dela por trás da orelha. – Você é como uma lagarta em metamorfose. Está preste a sair do casulo como uma borboleta, com suas próprias asas e eu quero mesmo ver isso. Quero só ver você tocando o foda-se para o mundo e tocando o céu.
Os lábios dela tremeram enquanto os olhos brilharam.
—Não é fácil quando você só se acostuma com as vantagens e segurança do casulo.
— é... pode até ser, mas olha só pra você. Você tem tudo bem aqui – apontou para o coração dela repousando sua palma ali – você é esperta, decidida, objetiva, tem um bom emprego, boas relações comerciais, ideias incríveis, recomendações... mas prefere se proteger com a insegurança quando está mais que claro que você é... você é foda pra caralho, é isso. Eu olho para você e vejo um tubarão preso em um aquário sendo domesticado. Você é boa demais para ficar apenas em laguinho quando está pronta para o oceano.
Ela impulsionou-se contra ele o beijando de surpresa, uma boa, gostosa e aproveitada surpresa. Quando o contato finalmente quebrou, eles estavam nos braços um do outro outra vez apenas querendo ficar ali.
—Eu fico imaginando onde você guardou esse cara legal no ensino médio. – Ela murmurou.
Não resistindo aquilo, ele gargalhou com vontade.
—Ele era totalmente coberto pelo ego, dizem que era enorme e não sobrava muito.
Ela fungou encolhendo-se mais nele.
—Sabe... acho que ia gostar desse Sasuke naquela época... – ele sorriu contido enquanto seu coração palpitava tão feroz em si. – Mas quer saber? fico feliz que tenha superado esse problema. Gostou muito mais do Sasuke idiota de agora. e tem aquela frase legal: "Quando tudo parece dar errado, acontece coisas boas que não teriam acontecido se tudo tivesse dado certo."
— Olha... gosto dessa frase, Hyuuga.
—Gosta?
—Muito! – ele tornou a beija-la com volúpia até o celular dele tocar outra vez. – Banho! temos um show idiota para ir!
Ela deu um risinho enquanto o via e levantar e juntar algumas peças de roupa completamente despudorado nu, mas daquela vez os olhos opalinos dela apenas fitaram o corpo nu enquanto ela virou-se de bruços na cama apreciando a vista que Sasuke Uchiha era. enquanto isso na sua mente apenas pensava no quanto gostava daquela bunda dela. tanto que poderia até morde-la.
ruborizou afundando a cabeça contra o colchão se chamando de tarada.
Quando terminaram o banho e se aprontaram, Hinata passou um pouco de maquiagem e fechou a bota de cano curto preta que usaria. isso combinado a roupa que Tenten havia mandando para si. Lado a lado, ela e Sasuke saíram do quarto rumando ao encontro do pessoal para se deparem com todos já prontos para sair. O olhar do Uchiha mais velho era tão incriminador que Hinata poderia enfiar a cabeça no chão e esconder, porque ela falou tantas vezes para Sasuke que eles podiam ser ouvidos, mas o que era pouca vergonha para quem era uma pervertida a nível nacional?
—Estavam transando... – Itachi soltou a frase acompanhado de um risinho provocador e malicioso.
—Itachi! – rosnou o mais novo fazendo Mei rir. - não...
—Claro que estavam, maninho! pareciam dois gorilas na temporada de acasalamento. – Ele fez uma careta – juro por deus que se não sair um bebê de tudo isso, eu não sei mais não.
Hinata sentia seu sangue esvair, ela poderia desmaiar ali e naquele instante, enquanto Sasuke queria apenas esgana-lo. Os olhos de Mei focaram na Hyuuga e ela sorriu provocantemente enquanto virou-se para o Uchiha mais velho dizendo:
— Como se nós dois não tivéssemos feito o mesmo, não é Ita?
Bom, talvez um pouquinho de humilhação a menos para Hinata que viu os olhos de Itachi arregalarem-se.
—Adoro você, Mei – Sasuke piscou arrastando Hinata para fora com ele.
...
O jogo havia acabado já a vários minutos e como de costume, Gaara e Sai já haviam saído, ainda mais depois do clima pesado que havia ficado ali. Naruto era péssimo para ocultar suas emoções, bem como sua mente soltando fumaça por estar em funcionamento. O corpo poderia até estar ali naquela sala, os olhos até poderiam estar encarando o jogo, mas a mente dele estava em outra dimensão. Ele estava mais sério, mais calado e bem menos irritante que de costume, e estava tão estranho que nem mesmo reclamou quando os amigos disseram que estavam de saída sem se oferecerem para arrumar a bagunça. Naquele momento o Uzumaki parecia apenas querer estar sozinho.
Shikamaru, no entanto, como melhor amigo - posto esse alcançado logo depois da briga que separou Naruto do Uchiha a vários anos – Sabia que as coisas apenas estavam bagunçadas, Naruto era como um trem saindo dos trilhos lentamente e a catástrofe poderia ser mínima ou gigantesca dependendo do impacto. Então ele ficou para trás e em silencio ajudava o loiro a arrumar a sala e se livrar da bagunça e embalagens. O Uzumaki parou próximo a uma das janelas da sala com uma cerveja em mãos virando um pequeno gole enquanto olhava para o nada.
preocupante, muito preocupante.
—Então... vamos sair para aquele clube novo que abriu. Deveria ligar para a Sakura e vir com a gente.
Naruto desviou os olhos para ele por alguns segundos e esboçou um sorriso um tanto amargurado negando com a cabeça.
—Conheço esse olhar idiota – resmungou – mas eu tô legal, pode ir curtir sua... balada. eu to ótimo.
—Naruto... acho que deveria só espairecer.
Irritado, o loiro voltou-se para o amigo.
—Qual é o seu problema? eu já disse que estou bem! porque raios eu ia querer espairecer?
—Porque? – riu frustrado e zangado – porque tá na cara que tá mentindo, Naruto. eu te conheço, sou seu melhor amigo e sei quando algo tá errado contigo. se quer saber, ninguém te culparia por... se sentir minimamente enciumado ou... culpado de alguma forma pela Hinata.
Ele deu um riso nasalado virando mais um bom gole de bebida. seus olhos pouco se importavam de encontrar os castanhos escuros do amigo.
—Ai que está o problema. eu não estou nem ai para a Hinata. A gente terminou e eu segui em frente e adivinha só? eu to ótimo com isso. e ela... – o maxilar travou um instante enquanto ele continha-se em si – tá seguindo em frente. somos dois adultos. fora que, agora eu to com a garota que eu sou completamente louco e apaixonado desde os treze anos. minha vida é ótima, fim de papo!
Ele ergueu as mãos em rendição enquanto um sorriso ladino se formou nos lábios finos.
—Ei cara, não to dizendo que é infeliz, apenas disse que é normal se sentir desconcertado de vez sua ex se agarrando com outro cara em rede nacional para milhares de pessoas assistirem enquanto ela parece desfrutar de um final de semana a dois bem interessante em Kumo.
—Odeio você – rosnou o Uzumaki com desgosto se afastando de Shikamaru que apenas ria.
—Ah, vamos lá, ok? tá feliz e um pouco emburrado, aposto que umas rodadas de curtição e tudo tá de volta. vai? liga pra nojinho da tua garota e chama ela pra gente curtir, e faz ela levar a Ino.
—Ah, eu entendi, meu ótimo amigo quer apenas arranjar uma transa à custa da minha humilhação?
—Quando a humilhação entrou em questão? achei que seguiu em frente? – astuto, ele inqueriu. – Qual é, você tem namorada e não é como se eu apenas pudesse ter sexo com Ino assim... embora eu adoraria aquele cabeça de fosforo estivesse bem longe – resmungou a ultima parte.
Naruto bufou contra os argumentos do melhor amigo. Não queria dar o braço a torcer com a Haruno, estava irritado com a garota e por alguma razão, ficar longe dela não parecia apenas o bastante, ele tinha certeza que a amava, mas não queria estar ao lado dela por um longo tempo.
estranho...
continuando.
Se ele não queria ver, logo não queria ter que sair com ela, e muito menos só ter algum sexo com ela, embora a última parte fosse bem atrativo. Não, pela primeira vez em anos tudo que Naruto queria era se trancar dentro do seu quarto, colocar os fones e acessar online um de seus jogos esquecer aquele dia, bem, não todo ele. era trágico que nem mesmo a vitória incrível dos Rock's o animou depois daquilo, daquele beijo. Estava sendo muito idiota dando credito demais aquela cena apenas tentando entender a bagunça que estava enublando sua cabeça. toda aquela sensação que contorcia seu estomago e o fazia ficar rebobinando coisas que pareciam só bobas. ele repetia: tenho a melhor namorada, tenho a garota que eu amo. Então ele deveria ser justo e apenas se sentir bem e aliviado que Hinata estivesse seguindo em frente, mas em vez disso ele parecia um gatinho teimoso reclamando seu velho novelo de lã porque esse parecia mais interessante que o novo e não desfiado. Oh não, ele não queria ter a cabeça naquele rumo de pensamentos porque ter aquelas percepções o assustava, de todo modo era melhor não deixar aquilo se estender, e para isso, ocupar a mente era o melhor. Por isso ele enfiou a mão no bolso tirando o próprio celular para discar o numero conhecido fazendo assim um convite rapidamente aceito pela namorada.
de lábios um tanto crispados ele encerrou a chamada apenas para olhar para Shikamaru:
—Satisfeito? eu vou me trocar e a gente se encontra lá em uma hora.
...
Aquela era uma casa noturna de designer bastante arrojado. Fora criada justamente atender o mais variado público. o palco central era muito profissional enquanto uma das três pistas de danças estava completamente lotada com um publico que realmente curtia a Akatsuki no palco. Para Os amigos que eram convidados, a noite se arrastava regrada a muita curtição, musica alta, e bebidas loucas e era assim que Hinata via a disputa no bar sendo feita por Sasuke e Itachi que viravam alguns shorts hots. A interação entre os dois irmãos simplesmente a lembrava de si mesma com Hanabi, a diferença era que sua amada pestinha estava mais para um Itachi Uchiha, pensando bem, se não fossem tão distantes e de idades tão distintas ela poderia até imaginar que tipo de casal formariam.
Aquela virada da noite, Hinata não tinha mais grandes preocupações enquanto o álcool apenas agia em seu sistema a livrando dos seus pudores e timidez exagera e era justamente por isso que ela movia os quadris junto de Karin enquanto viraram os pequenos drinks azuis que lhe gelava o cérebro.
mais um para a bandeja, mais um para a garganta enquanto ela sorria tendo seus quadris agarrados por um par de mãos grandes que colava seu corpo ao do Uchiha.
Um dois três agora estamos brincando com os meninos grandes
Ooh-ooh-ooh-ooh-ooh-ooh-ooh Ei
Vai pra rua agora vamos fazer muito barulho
Os corpos mexiam-se com as batidas enquanto toda a sensatez apenas era empurrada para inconsciente quando Sasuke a empurrou um short de fogo e ela o empurrou um gelado. Depois desses tudo apenas começou a nublar-se nas mentes Hyuuga-Uchiha.
Gona subiu tão alto agora que estamos subindo (Hurgh)
Ooh-ooh-ooh-ooh-ooh-ooh-ooh
Você está pronto agora, aumente o volume! Ei
Você está pronto para isso!
A garrafa de champanhe foi aberta por ela com uma faca, como um truque aprendido com Tenten. As taças enchidas e o céu parecia ser o limite. Karin se tornou sua melhor amiga de repente. As línguas pareciam mais soltas, os risos e gargalhadas entre os Uchihas e elas espelhavam-se em conversas que certamente não se lembrariam no dia seguinte como se deveria.
— Minha cunhada é do caralho! – o grito de Itachi batendo seu corpo no bar apenas provava o quão bêbado ele já estava, mas fora o agarro de Sasuke nela que deixava claro que não era apenas um Uchiha que estava bêbado.
— Minha mãe, sem duvidas vai adorar você! – a voz ligeiramente enrolada de Sasuke a fizera gargalhar quando respondeu:
— Meu pai é um cara muito durão, precisa ter um bom aperto, ele mede o caráter de alguém assim.
—Eu tenho um ótimo aperto – ele piscou com um sorriso sacana nos lábios.
Ohh eu posso ver meu nome sob grandes luzes
Ooh-ooh-ooh-ooh-ooh Com certeza parece bom para mim
Estou subindo agora estou pronto para o grande momento
Ooh-ooh-ooh-ooh-ooh eu vou ser difícil de vencer
Eles não saberiam dizer sem se tentassem explicar como raios haviam ido parar no palco, mas eram como personalidades apenas complementar, então sim, era fácil apenas para Sasuke estar com uma guitarra na mão, e para Hinata, completamente livre de qualquer senso a algemando, estar frente a um microfone com Mei enquanto cantavam para uma plateia talvez tão bêbada quanto eles.
Ooh Ooh Eu sou um ato difícil de seguir e tenho uma grande reputação. Ei
Ooh-ooh-ooh-ooh Espere, espere, espere
agora você está pronto para isso! Não há limites
Você está pronto para isso! Deixe-me ouvir você cantar
Você está pronto para isso agora! Servindo o calor
Você está pronto para isso! Agora leve para a rua
Quando foi dito não pegar leve, não estavam brincando mesmo. então nada mais poderia surpreender quando eles apenas tinham uma limosine alugada de tour enquanto eram apresentados para a exclusiva noite de loucuras em Kumo. Noite essa cheia de espetáculos e jogatinas nos mais incríveis cassinos, afinal, quem iria conseguir dormir? estavam agitados demais para isso.
...
O clube estava eletrizado, a música eletrônica alta tornava uma conversa quase que impossível sem ser gritada. Com bebidas em mãos, o casal dançava na pista de dança acompanhados de alguns amigos. Depois daquela primeira tensão entre Naruto e Sakura – e muita bebida – ele sentia-se mais leve e ela bastante razoável. Os olhos azuis apenas contemplavam a garota gata em seu vestido preto de paetês. curtinho e de mangas longas, a Haruno parecia não conhecer a palavra simplicidade, se ela não fosse "causar" então nem saia de casa, então era simplesmente impossível não ficar só deslumbrado com ela. os olhos verdes bonitos estavam destacados na maquiagem, enquanto os cabelos rosados estavam ligeiramente cacheados e soltos. o salto escolhido por ela quase a deixava na altura do loiro, os lábios rubros eram tentadores e convidativos. olhando para as fotos constantemente tiradas para as redes sociais juntos eles faziam um par e tanto. Eram muito bonitos juntos, tinham química, certo? fora o passado que compartilhavam. então porque ele não conseguia se sentir apenas satisfeito? parecia que havia um vão entre eles, e que algo faltava ali, mas Naruto apenas achava que isso era culpa da frustração empurrada pela briga que haviam tido, mas casais que se gostam brigam as vezes e isso não era ruim, certo?
Ele enlaçou a cintura dela enquanto afundava o nariz na curva do pescoço sentindo o perfume emanado pelos poros. o sorriso gracejado por ela era bom de ouvir, e por um momento era como a Sakura de antes, a garota que ele era apaixonado. sentia o mover do corpo dela ao seu enquanto ela arranhava seu pescoço. apertou-a mais quando sua boca buscou a dela com paixão e aquilo era um beijo bom, um beijo gostoso...
beijo...
sua mente fora atacada pela face branquinha de bochechas coradas, enquanto grandes olhos opalinos piscavam assustados com o primeiro beijo deles.
Os olhos azuis arregalaram-se assustados consigo mesmo e aquela bagunça. a boca de Sakura ainda estava atrelada a sua, e o gosto dela ainda se misturava ao seu, mas as sensações que outra ora percorriam seu corpo se dissiparam como um balde de agua fria e ele culpava apenas a si mesmo por ter um pensamento idiota com Hinata do nada. Incomodado com a mecânica da coisa ele desconectou o contato das bocas ganhando um par de olhos esmeraldinos o encarando com luxuria. Sakura estava alcoolizada o bastante e ele sabia. um carinhoso diferente e pouco habitual a personalidade explosiva dela. A Haruno segurou o rosto masculino e mordiscou o lábio de Naruto.
—Estamos bem, não é? Você ainda me ama.
ele prendeu o ar piscando algumas vezes, apertou forte o corpo esguio e magro sussurrando em resposta:
—Claro que amo! apenas discutimos como qualquer casal, mas eu amo você.
"ama?" a mente pontuou uma duvida que nunca, absolutamente nunca havia pontuado em si e aquilo acelerou o seu coração o fazendo apenas afundar-se novamente nos lábios perfeitos dela empurrando qualquer receio para o lado. ele estava apenas cheio de coisas de um dia ruim, então tudo que precisava era terminar sua noite com sua namorada em seus braços para manter o mesmo elo de sempre e as mesmas certezas.
(...)
Aquele som estava tão distante das consciências. era muito, muito irritante e insistente. cada misero som parecia ser tocado por uma banda marcial, a mínima batida parecia uma bateria a plena. as retinas começavam a serem incomodadas pela luminosidade excessiva de uma varanda que fora deixada aberta. Um ventinho mais frio passou pelo corpo dela que se aconchegou mais ao calor do corpo que a acolhia por trás. lentamente os sons do seu redor iam se tornando mais claros enquanto o sono dissipava-se contra a sua vontade naquela manhã de domingo. Algo começou a incomoda-la enquanto fazia cocegas em sua pele, mas não foi apenas nela. Sasuke que estava agarrado ao corpo miúdo, sentia a rigidez abaixo de si situando a mente de forma bastante dolorosa. Havia bebido muito, aliás, talvez seu sangue tivesse sido substituído por álcool. sua cabeça começou a latejar enquanto o que parecia ser os cabelos de Hinata roçavam em sua pele dando cocegas, mas esses pareciam ter apenas uma textura incomum.
—Para de se mexer. – resmungou sonolento enquanto aquele toque irritante pra caralho continuava a preencher o quarto, e deus sabia como ele queria apenas que o maldito demônio que estivesse ligando apenas parasse de insistir, porque ele não queria ter que se levantar para jogar seu celular pela varanda direto na piscina.
então sua mente despertou ao se dar conta de que aquele não era o seu toque.
Apertou mais a cintura pequena aproximando seus lábios do ouvido dela e soprando como um sussurro.
—Hina... seu celular – ele não queria abrir os olhos. ele não queria se mexer apenas porque o mundo deveria estar girando. e essa era a mesma sensação que Hinata tinha, bem, essa e de varias outras coisas.
seu corpo parecia ter sido atropelado por uma manada inteira de búfalos, algum ponto de seu braço direito ardia um pouco e ela sentia como se houvesse algo grudado ali. seus dedos enroscaram em algo que lembrava uma corrente em seu pescoço quando ela subiu a mão tentando apenas coçar algo que a provocava cócegas ali, um estalo veio em sua mente enquanto os dedos finalmente tocaram em alguma espécie de tecido fino. ela não estava pronta para acordar, embora percebesse que algo estava agarrado com enrosco ao seu cabelo, foi uma voz rouca que fizera tanto Sasuke, quanto Hinata apenas abrir os olhos de uma vez.
—Alguém quebre o maldito celular! – a voz de Itachi arrastou-se perigosamente.
Hinata sentou-se de uma vez notando que dormia no chão em um bolo de cobertores ao lado de Sasuke, que sua cama havia quebrado que na verdade todo o quarto estava uma zona, e havia tecidos pendurados por vários lados e havia coisas ali como a guitarra e uma prancha de surf. seus olhos corriam muito, muito rápido por tudo enquanto sua cabeça doía amargamente e seu coração arrebentava no peito. suas mãos tremiam enquanto ela apenas via do outro lado do quarto Itachi praticamente nu agarrado a Mei. havia roupas espalhadas e um vestido de noiva bastante vulgar pendurado em uma das janelas abertas. mas só quando Hinata levou as mãos aos cabelos arrancando de si um véu que ela gritou.
—Ahhhhh!
Ninguém mais em um raio de três quilômetros deveria permanecer acordado depois do grito de Hinata, e foi por isso que Obito surgiu pelado na porta do quarto carregando um bastão de baseball e uma meia no seu pau, tão assustado quanto todo o resto da casa.
—Mas que porra é essa?
Mei acordou no susto e surtou junto da Hyuuga. Não havia gente apenas decente naquele quarto. E Hinata? bem, ela puxava os cobertores enroscados tentando se cobrir, enquanto cobria os próprios olhos para não ficar apenas vendo um cara pelado, e tinha alguns ali no quarto, o que incluía Sasuke e Itachi, e para o azar da Hyuuga, ela se incluía na lista, uma vez que estava apenas de véu e calcinha, mas duvidava seriamente da integridade dessa. Hinata começou a hiper ventilar nervosa com o que havia acontecido na noite anterior, e talvez todo aquele estresse apenas tenha gatilhado os flashs em sua mente, mas esses viam cortados e incompletos então ela se lembrava de uma capela, se lembrava de um casamento, de um tipo de padre bizarro e rapper...
—Meu Deus, meu deus...
—Respira, não surta errado – Sasuke agitou os braços para ela e ambos viram que tinha algo grudado ali como uma espécie de curativo, e não estava apenas no braço de Sasuke, mas de Hinata também. e antes que pudessem só ver aquilo, Mei gritou apontando para o próprio dedo que tinha um anel com vários pontinhos de brilhante enquanto Itachi caia no chão ao tentar vestir as calças.
—Caralho parem de gritar, minha cabeça vai explodir – suplicou Sasuke apertando a própria mente e rezando para aquilo ser um surto até que viu Karin sair do banheiro com uma cara muito azeda de quem tinha acabado de colocar o fígado para fora.
—é isso mesmo Uchiha, eu vomitei! – falou rude enquanto procurava algo para vestir além do conjunto intimo que usava.
Hinata soluçou e fungou.
—Eu estive em uma orgia, é isso.
Itachi riu nervoso penteando os cabelos para trás, e uma vez de cueca apenas colocou a mão na cintura encarando a Hyuuga.
—Olha, para ser considerado uma orgia seria, precisaríamos de um macaco, não vi nenhum – sorriu recebendo caretas.
—Não tem graça! – rosnou Sasuke querendo soca-lo.
—é... não tem. Lado positivo, minha bunda não está doendo!
—Diga por você! – ralhou Karin muito mal humorada.
—Oh meu deus! – Gritou Hinata.
Ela jogou o véu para o lado e puxou a corrente de seu pescoço vendo SH 4-EVER ali. seu corpo todo tremia diante daquilo. ela tinha um véu, havia um vestido, e Mei tinha um anel. ela se lembrava de um casamento.
—Que porcaria é essa em vocês? – Mei indagou enquanto se cobria com algo e novamente a atenção do casal Hyuuga-Uchiha voltou-se a bandagem que eles puxaram hesitantes do que achar.
Quando o curativo fora arrancado, lá estava uma tatuagem de casal, no braço de Sasuke estava a metade da face de um leão com uma seta para cima e abaixo dele uma frase: serei seu rei. Já em Hinata havia a outra metade, a face de uma leoa e a seta apontava para baixo enquanto a frase dizia: e eu sua rainha. Encararam-se em perplexidade.
A voz de Karin apenas despertou os outros do quarto enquanto Itachi se dava conta que tinha no dedo uma aliança e o maldito celular não parava de tocar. sobre uma mesinha havia alguns papeis meio amassados que pareciam não ter importância, mas Sasuke os recolheu ainda assim com medo de ser alguma notificação policial, então seus olhos apenas se arregalaram:
— Meus parabéns, vocês se casaram, uhuuu viva a família Uchiha – disse a ruiva com um humor muito dúbio apontando para Mei e Itachi.
— Como você é capaz de dizer isso assim numa boa? – bradou Mei agarrando os cabelos em terror.
—Querida... eu estava tão bêbada que eu vomitei na minha bolsa favorita enquanto vocês diziam sim num altar! quer falar de responsabilidade para alguém que está de ressaca e com a bunda doendo?
Sasuke olhou para o irmão e um sorriso um tanto perverso surgiu:
—Parabéns, maninho. é um homem casado agora, papai vai adorar saber!
...
Tudo que veio naquela sala depois, era considerado como surto coletivo e nada além, e tudo, absolutamente tudo estava registrado, não apenas os documentos e bilhetes, havia fotos e mais fotos. eles tinham um álbum de casamento com direito a uma dedicatória.
Hinata olhava chocada tudo aquilo e sua falta de discernimento quando bêbada. Era trágico e cômico ao mesmo tempo, cada pedacinho daquele finalmente de semana respingava coisas na sua cara e agora ela tinha uma tatuagem que nunca imaginou fazer na vida, e apenas era madrinha de um casamento que mal se lembrava dos votos, fora o fato de ter usado um vestido de stripper cheio de lantejoulas. Talvez o pior para Hinata não era tudo que fez, mas como se sentia com tudo aquilo. cercada de pessoas, fazendo coisas... vivendo como jamais viveu ou seria só capaz de fazer. Ela levou uma das mãos ao seu novo adereço de pescoço brincando nele com os dedos enquanto todos conversavam em um café da manhã bizarro, mas os olhos de Sasuke apenas a acompanhava temendo que ela tivesse achado tudo demais, que ela fugisse e batesse a porta em sua cara depois de toda aquela insanidade.
— Fomos casados por um rapper! – a voz de Itachi soou tão indignada que parecia tão engraçado que aquela altura a coisa que mais o incomodava era aquilo – Que coisa mais profana com o rock!
Os lábios abertos de Mei estavam em choque, e então ela apenas sorriu com aquilo balançando sua cabeça em negação, mas foi a voz de Hinata, que mesmo baixinha calou a todos.
—Deus do céu! vocês são loucos e... insanos!
—Como eu disse, vomitei na minha bolsa, e dei para o Obito, eu cheguei ao ápice da decadência. vergonha é para os fracos.
A Hyuuga piscou algumas vezes e então começou a gargalhar e o riso dela apenas contagiou a todos que gargalharam juntos.
—Melhor final de semanas de todos! – gritou Deidara aumentando os risos de todos enquanto Sasuke abraçava Hinata pelos ombros e beijava o topo de sua cabeça.
—Desculpas seriam o suficiente? – ele murmurou no ouvido dela.
—Tá brincando? eu tenho uma tattoo, um blackout alcoólico e fui madrinha em um casamento que o padre era um rapper!
ele fez uma careta.
—Ganhamos três mil no cassino, ajuda?
—Metade é meu? – ela fez um bico e ele gargalhou beijando os lábios dela.
— Vou pensar no seu caso.
...
Ela acordou um pouco tarde, mesmo assim o loiro parecia completamente apagado na cama. Sakura recolheu suas roupas se vestido enquanto pensava no alivio de Naruto finalmente a retornar e as coisas voltaram ao eixo que deveria estar. Temia só perder o controle da situação toda e ela apenas não poderia fazer isso. Naruto as vezes conseguia ser um porre, mas quando estava bêbado e emocional era ainda pior, no entanto, ela sabia bem como lidar com ele, sabia de cor os sentimentos dele, sabia o que dizer e como dizer e sabia que o Uzumaki era completamente louco por ela. Mas a impulsividade dele as vezes a irritada e assustava, então nada como um: amo você para aplacar as coisas. Ela pegou o celular dele do lado da mesinha e segurou o polegar do loiro encostando-o contra o leitor biométrico. fora questão de segundos para ter acesso ao aparelho apenas para olhar o que ele andava fazendo, com quem falava, o que falava. curiosamente voltou a ultima conversa que ele teve com Hinata enquanto segurava o riso pensando como o loiro era um imbecil de marca maior, bem, sorte a dela.
A Haruno então deletou tudo aquilo, histórico de conversas junto com as mídias, bem como deletou da agenda de Naruto o contato da Hyuuga e as fotos que ainda tinham ali por alguma razão que a irritava e pouco importava e certamente questionaria aquilo com ele, se não estivesse cortando o mal pela raiz. bloqueou a tela outra vez o repousando no mesmo lugar e pegando sua bolsa para em fim sair daquele lugar rogando para não topar com ninguém.
Desceu as escadas em completo silencio para chegar ao final dela e dar de cara com uma ruiva assustadoramente fechada. Kushina a olhou de cima a baixo enquanto aqueles olhos azuis eram tão gelados quanto dois icebergs. Não houve um bom dia, ou muito prazer enquanto o coração da Haruno quase saia pela boca. Então Kushina apenas passou por ela subindo as escadas, mas antes falou:
— Seu perfume é extremamente enjoativo.
Sem convite para um café, ou um "oi querida, seja bem vinda a família!"
—Ah... quando sair, encoste a porta.
os olhos verdes fitaram as costas delgadas marcadas pelo vestido longo que Kushina usava, mas se um olhar matasse...
Sakura sentiu-se tratada como uma das vadias que Naruto deveria ter trago ali várias vezes e isso era imperdoável. pigarreou fazendo a ruiva parar no meio da escada.
— Eu sou Sakura, Haruno. você deve ser Kushina, a mãe do Naruto. é um... prazer conhece-la.
A ruiva sorriu quando se virou a meio perfil fitando a garota no alto da sua arrogância.
—Com certeza não. mas se fosse, a ocasião já passou. – Virou-se voltando a subir – feche a porta ao sair.
— Desgraçada metida de merda – murmurou a garota ao descer as escadas. com ódio percorrendo em suas veias, ela bateu a porta com força praguejando em ódio. – Quem precisa de uma aprovação estupida? eu não vim para ficar.
