Tudo se tornou um grande surto fora do lugar e tantas coisas obscuras que ficaram guardadas na noite. Para alguns, noite memorável, para outros, alo para ser esquecido e para outros ainda mais, algo para ser guardado a sete chaves e jamais lembrado, nem na morte!
Quando os primeiros raios de sol começaram a iluminar a suíte e incomodar as grossas pestanas negras, ele virou-se sem se dar conta que o punho destro estava algemado contra a cabeceira da cama. preguiçosamente seu braço se arrastou em direção ao corpo quente que figurava ao seu lado o fazendo abraçar. embora não estivesse completamente lucido, a ressaca ainda tinha todo o seu peso retardando o que deveria ser a mente mais genial – ou nem tanto assim – lentamente o corpo foi despertando em meio ao odor de perfume, álcool e sexo. bom, era como um ciclo vicioso. bebia, se fodia e terminava a noite com alguma companhia. Naquele momento seus lábios moveram-se em um sorriso miúdo quando a ultima lembrança lucida invadiu seus pensamentos: aquela loira fodidamente brilhante, arrogante e gostosa pra um cacete! Bom, se tiver jogado certo – ele achava que sim por estar acompanhado na cama – sua companhia deveria ser aquela delicia. por isso lentamente ele abriu de forma tão preguiçosa uma das pestanas vendo levemente embaçado o tom dourado dos fios de cabelo roçando contra seu rosto. Seu sorriso aumentou um tanto mais até que tentou levar a dita mão presa aos cabelos e notou essa presa. focou na algema que o travava ali e seu sorriso malicioso aumentou ainda mais – se possível. abraçou mais apertado o corpo enquanto fechou os olhos e afundou o nariz contra a pele clara do pescoço.
—Sabia que não me diria não – ele ronronou enquanto sentia seu membro despertando em sua ereção matinal e o esfregando contra as nádegas desnudas da sua atrevida companhia. no entanto o conjunto da obra todo bastou para que um par azul abrisse completamente arregalados e assustados.
lentamente ele virou-se para dar de cara com o melhor amigo. os olhos de Shikamaru arregalaram-se de uma vez ao ver diante de si Naruto que se afastou bruscamente de si enquanto um grito de horror escapava dos dois ao se verem nus e desamparados. não era nada, nada legal! E como se o horror não fosse o bastante a porta do banheiro da suíte deslizou dando passagem para um platinado que acabava de sair do banho usando apenas uma toalha. o sorriso sacana e debochado fez o loiro e o moreno se encarar em pavor e gritar outra vez. que porra aconteceu na noite anterior?
—Deus do céu, vocês continuam gritando tão barulhentos. querem mais, é isso?
—Mas que porra é essa?! – berrou o loiro atônito e internamente suplicando e suplicando pra ser um pesadelo imenso. seu rosto estava em chamas quando ele se enrolou em um lençol qualquer procurando suas roupas, mas isso nem o amigo poderia fazer, já que estava algemado a cama. "porra..." o primeiro pensamento no desespero era: sua bunda doía? Deus, ele nem queria pensar na resposta, porque era tão humilhante.
—Bom... acho que beberam demais ontem. – Urashiki caminhou até a mesinha pegando uma chave e jogando para o moreno na cama que nem ousava o olhar na cara. – De todo modo, Temari manda dizer que se divertiu bastante e manda seus cumprimentos, Shikamaru Nara e Naruto Uzumaki. – O platinado apenas virou-se indo para o closet ouvindo a sucessão de palavrões proferidos pelo Nara enquanto se divertia tanto com aquilo. De todo modo, ninguém poderia negar como a Sabaku era bastante espirituosa.
...
O som baixinho ecoava ao fundo tão irritante e tudo que ele pode fazer foi se afundar mais contra o pescoço cheiro enquanto pressionava ainda mais o corpinho gostoso que se encaixava tão bem no seu. a cabeça então latejou e aquilo enviou a eletricidade por todo o corpo, a ressaca voltou com tudo, e não apenas ela. despertou sem despertar, abriu os olhos, no entanto nada via além das sombras enquanto aquela bosta de toque insistia ao fundo. vontade de arrebentar o celular na parede.
—Hina... amor – ronronou no ouvido dela – seu celular... eu vou quebrar esse merdinha irritante e barulhento.
ela, sem abrir os olhos, sem querer sair do aconchego ou sono gostoso, esboçou um sorrisinho manhoso e esfregou-se mais contra ele se aconchegando melhor ainda.
cada vez mais claramente a música "another brick in the wall" ficava nítida e Hinata esboçou um risinho ainda maior ao sentir a protuberância rígida tocar sua bunda.
— Sasu... eu não escuto Pink Floyd.
como se uma chave 220 volts tivesse sido diretamente ligada em si, seus olhos se arregalaram de uma só vez e ele se moveu tão rápido que caiu a cama com um baque surdo que assustou até mesmo a Hyuuga.
—Pouta que pariu! – agarrou os cabelos negros com uma mão enquanto sentindo a cabeça latejando fodidamente e a bile voltando a boca ele buscava pelo aparelho celular que tocava o achando perdido no bolso da sua calça jogada em algum ponto do quarto dela. e o nome que piscava no visor era tão assustador agora: Neji Hyuuga.
Esfregando a cara rapidamente ele pode ver que estava tão tarde já para uma "manhã Hyuuga" onde o caralho do seu despertador esteve que não o acordou?
—Sasuke, o que aconteceu? – assustada, borrada e descabelada e ainda assim tão linda. não, pera, concentra!
—Pescaria – foi só o que ele resmungou quando desbloqueou o aparelho atendendo Neji.
—Eu sei que eu to atrasado, mas...
Neji não o deixou terminar. em sua mente o Uchiha usava termos como: Cala boca seu merdinha arrombado! mas não poderia só expressar, não ainda...
Ele apertou a ponte do nariz e respirou fundo encerrando a chamada depois de um esculacho ala Hyuuga. procurou suas calças e camisa tão rápido quanto o flash e antes de poder fechar qualquer botão, ele beijou rapidamente os lábios da namorada.
—Mas... – ela fez um biquinho quando ouviu só o: nos falamos mais tarde, me deseje sorte – boa sorte – murmurou para a porta que se fechava. merda, sua cabeça doía e agora que acordou, percebeu que sua bunda também doía, só que em vez de se levantar, ela puxou os cobertores e enterrou em um casulo. talvez uma pomada depois já que sua cabeça estava funcionando a manivela aquele horário, ainda mais depois da agitada noite/madrugada que teve ao lado do namorado.
...
Quando ele chegou no apartamento que morava, do lado de fora do prédio ele conseguia ver o SUV prata estacionado e com isso praguejou. girou as chaves topando seu pesadelo em forma de família. Mei e Itachi como um casal que parecia tão bizarramente saído de uma revista da década de cinquenta e Neji ali, rindo e conversando, mas quando ele entrou a cara de todos se fecharam.
—Papai não criou um relaxado irresponsável – ditou Itachi franzindo o cenho e então gargalhou, mas Neji não. e Sasuke deixou as chaves largadas ali enquanto tentava ignorar a vontade de vomitar e a cabeça que parecia girar em uma bizarra ciranda.
—Só... um minuto – pontuou nem dando chance para Neji responder, virou subindo as escadas com urgência e enquanto as roupas eram jogadas pelo chão ele abria o registro do chuveiro no frio, abria o armário do banheiro e pegava o pote de analgésicos tirando logo três e os jogando na garganta.
ele tentava se lembrar de tudo que Toneri havia dito, mas era tão difícil, suas lembranças se misturavam loucamente enquanto se lembrava da noite, do sexo, da dança, balada, de cabelos rosas e berros e um tapa. é... alguém havia batido em alguém. o claro "vadia" ainda pulsava e por isso ele arregalou os olhos. bom, de todo modo ele acreditava que não teria deixado jamais a Haruno sequer encostar em um fio de cabelo de Hinata. ele era totalmente contra qualquer agressão a mulheres e jamais defenderia que uma merecia apanhar, qualquer que fosse o motivo, mas antes ele apanhar no lugar de Hinata do que deixar aquela... garota narcisista e maluca colocar as mãos na sua garota.
Desligou o chuveiro depois de banho e uma rápida higiene. roupas e todo o resto necessário descendo rapidamente. pegou um daqueles copos grandes, bem, bem grandes e térmicos e jogou dentro toda a jarra de café saído da cafeteira. a contra gosto disse: — Tô pronto.
os olhso perolados de Neji se estreitaram enquanto ele se levantava.
—Foi um prazer querido! – disse Mei tão simpática que era enjoativo. – Vamos marcar o jantar.
—Claro – disse o Hyuuga simpático quanto e acenou para Itachi que também sorriu, e então saiu. aquela pulguinha irritou o Uchiha que assim que ouviu o som do destravar do carro perguntou:
— Porque não é simpático comigo?
— Está uma hora e meia atrasado, Uchiha. a minha vontade é enfiar um sapato na sua boca.
—Tão hostil. deveria ser legal comigo, eu sou o cunhado.
—E talvez o defunto do dia – sorriu zombeteiro fazendo os olhos de Sasuke se arregalarem. – Sério, sei que não tem uma desculpa decente para estar atrasado, então escute muito bem a que eu pensei e a diga rigorosamente ao meu pai, entendeu? – disse isso e deu partida no veículo.
—Eu tenho escolha?
—Tá me perguntando isso mesmo? – Neji o olhou de soslaio – oh, faz assim, oi senhor Hyuuga, me desculpe o atraso, é que eu fui em uma casa noturna com a sua filha e só voltei de madrugada acordando todos os vizinhos do prédio dela e o pior, terminei a madrugada profanando a sua garotinha, o que acha, hm, Uchiha?
—Acho que a Mitsashi é uma fofoqueira muito vingativa.
Neji deu um sorrisinho.
— é... ela é sim.
...
A marina estava bastante agitada aquele horário. havia barcos por todos os lados e era bem interessante de se olhar para Sasuke, não que houvesse uma novidade em si, afinal, já estivera em uma com seu pai e seu irmão, ou com colegas, pois barcos não era bem uma novidade. O Uchiha havia tido algumas conversas soltas com o cunhado a caminho do lugar, coisas sobre a pescaria, vida dos Hyuugas, etc. ele fazia tantas notas mentais e pensava no que havia comprado para comer, já que seu estomago estava vazio. Rezava para o agito marítimo não o fazer vomitar, seria tão ridículo pois ele nem ao menos sofria com maresia.
Quando chegaram ao ponto, lá estava a embarcação de bom tamanho e parecendo novinha em folha dado ao cuidado zeloso do proprietário, e pensando neste, lá estava um homem no convés do barco terminando de alocar algumas caixas de suprimentos. de costas a única coisa que Sasuke teve certeza era que os cabelos longos dele era como os de Neji, até mesmo a coloração e o modo de prender, a diferença era que este usava um boné. Quando ele se virou de frente atendendo ao berro do Hyuuga mais jovem que anunciava a chegada deles, o homem mirou no Uchiha o par de olhos branco/cinzentos bastante sérios.
—Parece que alguém tem problemas com o despertador – disse o homem apoiando-se na barra quase se debruçando para olhar para baixo, para o filhotinho que colocava suas garras na sua menina. – Venham a bordo! já estamos atrasados para o horário das trutas. Talvez conseguíamos alguns dourados – resmungou.
Sasuke travou por um instante enquanto Neji seguiu em frente. era errado amarelar? quer dizer, ele era Sasuke Uchiha e nada deveria assusta-lo ou intimida-lo. ele era um garoto em tese rebelde, decidido, firme, e nunca fugiu a nada. nenhuma briga, nenhum trote. caramba, ele peitou seu próprio pai – claro que se fodeu um tanto no percurso, mas fez! – e ali estava ele se sentindo um pintinho desamparado e tão miúdo diante daquilo. seu coração estava acelerado. Ele só percebeu que absolutamente nunca, repito, NUNCA passou por tal situação. nunca conheceu pais de uma garota, nunca precisou só impressionar alguém, as pessoas faziam isso sozinha. O Uchiha tinha certeza que seu pânico se devia ao medo de falhar, pela primeira vez em sua vida. ele não fazia isso Hiashi, ou Neji, mas sim por Hinata.
—Ei bundão, anda logo! – o grito de Neji o despertou e carregando a outra caixa ele rumou para o local de subida a bordo.
...
Era um misto de coisas embaraçosas que eles nem podiam explicar. sentados – ou tentando da maneira mais confortável possível, o Uzumaki e o Nara tomavam café juntos enquanto discutiam a merda que havia acontecido. Toda vez que um se lembrava de algo, os flashs do outro surgiam, eram um amontoado de nada, para ser sincero. Tudo que Naruto sabia fazer – enquanto incapaz de olhar nos olhos do melhor amigo – era choramingar toda a sua dor, humilhação e vergonha. em dado tempo, com certa fúria, ele agarrou Shikamaru pelo colarinho finalmente o encarando, embora ambas as bochechas estivessem tão coradas.
—Isso vai pro tumulo, entendeu?
Arrancando as mãos do loiro de si, Shikamaru começou berrando, mas então baixou o tom e olhou ao redor para se certificar que ninguém ouvia.
—O que você tá pensando, seu imbecil? que eu quero sair por aí orgulhoso que comeram nosso rabo?
O loiro torceu uma careta tão sofrível que daria dó a qualquer um que visse.
—Minha bunda dói... – reclamou em murmúrio.
—A minha também – O Nara estava quase roxo e apenas encarava o seu café. suspirou e bebeu um gole enquanto sentia nada mais que a miséria o abraçar. mulheres (sim, no plural) eram a desgraça da humanidade. filhas do demo, malignas e... – Aquela filha da puta! que... mulherzinha... baixa!
— Isso é sua culpa! – como se um pouco de luz iluminasse a mente sofrida de Naruto ele acusou – eu estava bebendo e curtindo uma fossa legal, mas não, você tinha que me arrastar para essa porra. eu odeio você! – Shikamaru rolou os olhos – minha integridade... moral, foi corrompida.
—Como se você soubesse o que é ter moral de verdade.
—Foda-se! isso ainda é humilhante.
—é... tenho que concordar. caralho...
—Hei – O Nara olhou para o loiro – isso pode ser considerado um abuso, certo? podemos denunciar isso?
Shikamaru parecia tão, mais tão chocado com a lentidão daquele ser...
—Claro que pode! estávamos bêbados o bastante para nem nos lembrarmos de consentir em um sexo... gay e... – Ele engoliu em seco quando a palavra orgia berrou. respirou fundo – O que acha de entrarmos de mãos dadas na delegacia? então nos sentamos e dizemos que estávamos em uma boate, bebemos muito e acordamos pós uma orgia sexual com um cara grande e o rabo doendo... ACORDA NARUTO!
—Tá bomm, eu entendi – choramingou e então abaixou a cabeça enquanto sentia seu traseiro ainda latejar – roubaram minha inocência. droga, isso é tão traumático.
—Nunca mais vou beber na minha vida. nunca! e quer saber? descobri que loiras são crias do diabo.
—Hei!
...
Os orbes obsidiana encararam finalmente o homem de feições duras e bastante sérias. Hiashi era um homem alto, um tanto corpulento se comparado a média e sendo bem honesto, Sasuke se surpreendeu com tal. Claro que, parecia que a Hyuuga havia puxado apenas os olhos do pai, já Neji era bastante parecido com o progenitor, então era obvio pensar que a namorada tinha todas as características maternas.
Naquele instante, seu coração estava mais agitado no peito, sentia as mãos suarem levemente enquanto a sutil adrenalina o percorria gritando em seu inconsciente: não faça merda, não seja um merda. Então ele esboçou o melhor sorriso que pode – o que não foi muito dado o seu estado um tanto letárgico da ultima bebedeira. Ouvia o homem repreender o filho pelo atraso enquanto a maneira deles pareciam ter um humor... bem, duvidoso. quando os olhos do sogro se fixaram em si completamente, Sasuke sentia como se ele pudesse escanear até sua alma, se dando conta que aquele homem tinha os mesmos acessos, senão mais, que Neji a sua vida. Deveria o considerar um estupido? não, afinal, ele não era Naruto Uzumaki.
—S-senhor Hyuuga – adiantou-se e no segundo seguinte se praguejou, desde quando ele gagueja? estupido! no segundo seguinte ele se lotou de autoconfiança, todos o adoravam, e Hiashi não ia ser diferente. era um dom natural Uchiha, afinal – é um prazer poder conhece-lo finalmente, eu sou...
—Eu sei quem você é, moleque! – o tom de voz era ridiculamente tão bruto e sério quanto as feições, e Sasuke estremeceu com a rudez. "começamos com o pé esquerdo" – Uchiha, hm? – as mãos finalmente se apertaram. um aperto bom, forte da qual o patriarca Hyuuga pareceu agradar. – Fundação Uchiha, construtora... são bastante... populares a cada vez mais. no entanto aqui estamos – esboço um sorriso miúdo quando soltou a mão do garoto.
—Espero que para o bem – adiantou-se o Uchiha.
— Para o seu bem, também espero. – Ditou o homem e deu as costas dando ordens a Neji para poderem sair com o barco. Sasuke apenas pode olhar para cunhando que tinha um risinho zombeteiro no rosto. então Sasuke estremeceu quando, da polpa do barco, Hiashi gritou:
— A propósito, eu assisti ao último jogo dos Rocky's...
oh deus, estaria ele fodido?
—Neji me disse que nunca pescou, Uchiha.
—S-sasuke, me... me chame de Sasuke, senhor – IDIOTA! tão nervoso tremendo na base logo agora?
Quando o barco fora ancorado naquele ponto, por um pequeno instante Sasuke não apreciou a paisagem, mas sim a facilidade daquele local de ser desova de um corpo humano, afinal, ele era perto de algumas ilhotas das quais ele sabia que algumas tinham mangues para a pesca de caranguejo. No entanto, parte dos seus temores fora lançado de lado quando o Hyuuga começou a puxar assuntos leves, aliás, muito, muito aleatórios da qual Sasuke em todo instante achava ser algum tipo de teste. coisas como: o clima de tal região. o interior de tal cidade, manejo de cavalos, futebol... no fundo, bem lá no fundo mesmo, ele sabia que estava sendo analisado e julgado por tudo. e tudo isso enquanto era ensinado a incrível arte de pescar, que era muito mais difícil do que ele achou, embora um esporte bastante confortável para ele que adorava paz, silencio e longos momentos de solidão, de repente sua mente foi preenchida por imagens irreais, coisas bobas como um barco para si, Hinata ali, eles juntos, então ele teve certeza que se isso acontecesse duas coisas seriam regra em seu barco. uma, ninguém vestiria roupa, nem ele nem sua namorada e a segunda, nada de pesca!
balançou sua cabeça enquanto a moça do rosto estava ligeiramente mais quente ao pensar com tantas riquezas de detalhe naquilo, como ela engolindo seu pau, ou...
—Pega aí – Acordou com o homem o jogando uma lata gelada de cerveja. os três estavam sentados em cadeiras enquanto os anzóis estavam lançados ao mar e tudo que eles davam atenção era se seria fisgado movendo o carretel da vara de pesca. – Então estudou com minha filha?
Sasuke consentiu. naquele momento falava muito brevemente de sua passagem pelo High School, de como conheceu Hinata, e entre perguntas que levavam a ganchos e a novas perguntas, logo estavam falando da faculdade e do "reencontro" dos dois. claro que, o Uchiha omitiu muita coisa, como o termino de Hinata e Naruto em todas suas implicações, ou de como se acharam no bar quando ela estava na fossa, ou todo o resto que veio depois. Era fácil notar as pequenas ameaças veladas do pai da garota, mas não podia julga-lo por cuidar dela. à medida que a manhã corria as coisas foram apenas fluindo e ficando mais leves. Haviam discretos sorrisos, e também gargalhadas e constrangimentos quando algumas histórias viam à tona. Hiashi era um homem bastante orgulhoso e esse orgulhoso se mostrava em tudo, mas principalmente na importância da família para si e era impossível não se emocionar quando ele falava da falecida esposa com tanto amor e carinho, com uma notória saudade no olhar.
—Hinata foi a que nasceu mais parecida com ela – suspirou bebendo mais cerveja – Hanabi e Neji são... quase como me olhar no espelho, mas ela? parece que Mina a fez em cada detalhe.
Sasuke olhava para o horizonte enquanto pensava detalhadamente em cada feição da Hyuuga, ele era capaz até mesmo de se lembrar exatamente da primeira vez que a viu, dos óculos de armação redonda grandes demais para um rosto miúdo, do nariz arrebitado e pequeno, das maças do rosto rosadas, dos olhos leitosos que lhe encararam e o sorriso tímido de quem não o conhecia de forma alguma e tentava se enturmar. ele paralisou e achou isso tão bizarro. era como se tivessem estourado uma bomba dentro de si. seus pés estancaram no lugar e seu coração acelerou-se absurdamente de modo como nunca nada assim aconteceu em toda a sua vida. Ele era um adolescente estupido, acostumado com gente tola e atitudes assim. ele era acostumado a ter o controle de tudo sempre, do colégio, dos companheiros e principalmente de si e de suas emoções, e aquela coisinha molenga, rosada, nanica e roupas imensas pareceu brincar com todo o seu sistema. ele não soube lidar com ela, ou com o seu sorriso simpático ou com o seu: olá, eu sou...
Sasuke despertou daquelas lembranças com um sorriso ao mesmo tempo nostálgico e frustrado. ele foi tão babaca com a garota. ríspido demais ele só queria se livrar do descontrole e estar seguro. ele fugiu daquilo que o assustou... dela.
Claro que, para cada ação existe uma reação, e a reação de Hinata depois disso fora ficar sempre fora do seu caminho o que foi estupido, porque foi o próprio maldito Uchiha que passou a se colocar no caminho dela.
A voz de Hiashi tornou-se dura outra vez quando o homem o olhou profundamente nos olhos.
— Hoje eu conheci você, sei que não é alguém ruim... é um jovem com todas as merdas que a vida trás e eu já fui jovem, se é que me entende. – Gesticulou o homem – mas quero que entenda, se ferrar minha garotinha nada, absolutamente nada vai me impedir de esgana-lo até a morte e trazer seu corpo para esse mesmo local. Eu só quero que saiba que eu tenho meios e o conhecimento necessário para isso e nunca vão te achar, entendeu?
—C-certo... isso está assustador – murmurou o Uchiha olhando para o cunhado que ergueu a lata de cerveja. Hiashi apenas gargalhou. e o clima voltou a ser leve – eu me afastaria mil vezes antes de fazer Hinata sofrer ou... causa-la qualquer mal. eu só... – ele deixou a frase morrer, não precisava dizer tudo, pois, mesmo a mais bela escuridão que eram seus olhos, estavam transparentes naquele instante e tudo que Hiashi fez fora esboçar um pequeno sorriso.
Então, ficando serio novamente o Hyuuga pigarrou depois de um novo gole.
— A mãe de Hinata sempre sonhou com o dia do casamento dela – Sasuke o olhou rapidamente, embora não quisesse, pareceu ligeiramente assustado em parte – não estou apressando as coisas – ergueu a mão – eu só estou dizendo algo importante. Mina sempre a resguardou e ela sempre foi como uma bonequinha dentro de casa diante da brutalidade que Hanabi era. O que eu quero dizer é que, Hinata tem sonhos e que também ela não está sozinha. ela tem família e pessoas que a ama incondicionalmente. – Suspirou enquanto seu rosto tomava um leve ar ruborizado – Eu não sou tão ignorante para achar que... que minha menina não... pratique sexo.
—Pai!
—Cala a boca, Neji! deixa eu acabar – olhou atravessado – vocês jovens são modernos e... bem. eu preciso dar um ultimo aviso: não engravide minha filha!
Sasuke ia abrir a boca para falar algo, o que exatamente? bom, seria estupido se ele dissesse ao homem algo como: eu quero ter filhos! mas ele entendeu o ponto que o Hyuuga quis expressar com toda aquela conversa. então se calou e apenas concordou fazendo o sogro sorrir.
—Viu? é um homem inteligente. se continuarmos por esse caminho, estarei satisfeito e tranquilo com as escolhas de Hinata.
Definitivamente aquela manhã estava indo muito, muito bem. diria até que perfeita mesmo depois do embolo inicial...
de repente a linha do carretel de Sasuke disparou e isso fez com que os três homens se levantassem as pressas. ele tomou a vara em suas mãos enquanto os berros masculinos explodiam.
—O que eu faço?
—Dá linha!
—Mas não muita, controla...
e em meio aquelas instruções, quando ele começou a puxar lentamente o fio, notou como esse estava difícil, pesado.
—Parece que ele pegou um dos grandões! – animou-se Neji que se debruçou na grade olhando para o mar tentando ver algo. – Parece que é um dourado!
—Bom! – Hiashi deu um tapinha no ombro do Uchiha que parecia fazer bastante força puxando aquele animal.
—Cacete! ele vai arrebentar a linha, ou a vara! – ralhou tentando puxar mais. em seu socorro, Hiashi estava junto de si o ajudando a fazer a içada do peixe para o barco e quando o grito animado de Neji se fez, o Hyuuga mais jovem usou o gancho para trazer finalmente o peixe a bordo.
Os olhos negros se arregalaram quando viram o tamanho do peixe. Neji brada que era sorte de iniciante, Hiashi dizia que era bom pressagio, e Sasuke, com todo o seu orgulho, agora segurava o peixe de quase vinte quilos enquanto o cunhando puxava o celular para tirar uma fotografia ao lado do sogro.
—Parece que teremos um belo jantar amanhã! – gargalhou Neji trocando olhares com o pai.
—Jantar? – Sasuke indagou ainda com toda aquela adrenalina correndo em seu corpo. porra, porque seu pai nunca o levou para pescar?
—Claro. um jantar oficial... em família – ditou o patriarca colocando a mão sobre o ombro de Sasuke e ambos sorrindo para a câmera posicionada no tripé pelo Hyuuga mais jovem.
—No três!
Então depois do som mecânico do click programado, o celular de Sasuke começou enlouquecidamente a tocar. Bom, pensando que poderia ser alguma emergência e ao mesmo tempo surpreso pela rede ter sinal ali, ele passou o peixe para Neji e enfiou a mão bolso da calça tentando alcançar o aparelho. suas mãos estavam tão escorregadias do pescado que parecia um inferno atende-lo. o nome de Itachi piscava na tela e ele não sabia realmente o que esperar do irmão mais velho por isso precisava atende-lo, mas seu dedo parecia não fazer o trabalho descente, sua tela estava ficando gosmenta quando ele finalmente conseguiu atender a chamada e junto com essa o viva-voz e embora a escolha mais inteligente fosse apenas limpar as mãos nas roupas ou colete, ele estava tão eufórico e cheio de adrenalina ainda que nem mesmo pensou tanto.
Sem mesmo esperar o irmão dizer algo, Itachi, como de costume ao seu próprio jeito, já iniciou a chamada falando, não queria dar chance de seu caçula desligar em sua cara, porque conhecia Sasuke, ele diria: é emergência? e quando ele dissesse: não, ele desligaria a chamada em sua cara. Obvio também que o herdeiro Uchiha estava bastante enérgico e um pouco maníaco depois do almoço com sua família para tratar de seu "casamento"
— Eu acabei acidentalmente entrando no seu quarto e pegando seu notebook, e totalmente acidental também eu vi seu histórico de compras e pesquisa. Plug anal? – Os olhos de Sasuke arregalaram-se enquanto ele desesperado tentava só desligar a porra da chamada fracassando pelo terror que sentia. — Você deveria mesmo ouvir meus conselhos. Se vai comer a bunda da cunhadinha eu poderia ter te indicado algo mais divertido que isso que comprou e...
—Itachi! – berrou Sasuke sem qualquer coragem para olhar além da tela em um silencio sepulcral. seu coração estava na goela e toda a fodida adrenalina voltou com tudo.
— eu sei maninho, cê vai começar seu discurso fodido de que você é experiente e tals, mas a hinatinha merece todo...- com o desespero no limite, tudo que Sasuke fez quando não desligou a chamada, foi tacar o aparelho no chão e em total pânico pisar em cima dele. ofegante, seus cabelos negros estava tão desgrenhados...
—Oh ou... – a voz de Neji o fez erguer a cabeça para achar um Hiashi tão vermelho e assustador que nem mesmo Neji conseguiu segura-lo quando este grudou no pescoço de Sasuke
—Pai!
—S-senhor...
—Vou matar você! – rosnou ensandecido e enquanto Sasuke tentava se livrar da morte, apenas derrubou os dois do barco direto para água.
—Caralho! – Neji debruçou-se no protetor vendo que os coletes cumpriram seu trabalho, mas também vendo agora um Uchiha nadando em fuga de um Hiashi muito, muito puto em direção a ilhota ali perto.
Bom, se não era trágico, era cômico! ele gargalhou sendo interrompido apenas pelo toque de seu celular notificando uma mensagem de sua irmã; Claro que Hinata queria saber como as coisas estavam indo. e gargalhando mais enquanto ouvia os berros ao fundo Neji digitou: Papai adorou seu namorado. seguido de uma carinha de riso.
Nadando rapidamente, Sasuke queria manter uma distancia bem segura do seu pescoço e das mãos do sogro. onde estava o discurso eu sei que minha filha faz sexo? quanto extremismo, ninguém mais poderia comer o cu de ninguém?
— Um homem na sua idade não deveria ser tão rápido assim! – berrou Sasuke entre as braçadas chegando perto da zona rasa.
—Eu fiz parte da liga atlética! – urrou Hiashi de volta, para horror de Sasuke o velhinho corria demais. nenhum velho deveria fazê-lo, era perigoso para vidas jovens, tipo... a dele, no entanto, a coisa que voltaram a sua memoria e o fizera retardar a saída da água fora se lembrar de algo pouco relevante para sua sobrevivência:
— Oh, por isso que Hinata gosta tanto de correr e esportes!
Logo em seguida seu corpo fora pesada e duramente lançado no lamaçal do mangue pelo corpo de Hiashi que saltou sobre ele.
—Fique bem longe do traseiro da minha filha, seu... seu... tarado nojento! Hiashi o sacodia pela gola para sufoca-lo em seguida.
—E-eu vou ficar – a voz esganiçada pelo sufocamento de Sasuke não parecia tão convincente ao pai de Hinata que só pensava em coisas que não deveria e objetos em partes que nenhum pai deveria pensar na sua filha. – Eu juroooo!
O garoto parecia estar perdendo a força quando o Hyuuga finalmente o soltou. todo aquele exercício doía os ossos, por isso ele deixou-se cair ao lado do genro completamente exausto e ofegante. quase um triatlo que fora praticado ali. Tu que restou fora Sasuke tossindo e voltando a respirar e um Hiashi bem ofegante enquanto ambos fitavam a céu completamente encharcados de lama negra.
—Hinata sempre, sempre vai ser minha garotinha. eu não vou conseguir ve-la como uma mulher. sempre vou ver a menina com a boca suja de sorvete e doces no parque pedindo por mais uma volta no carrossel... então... quando eu digo pra cuidar dela e ter cuidado, eu falei muito sério. não quero perversões com a minha garotinha isso foi... tão sujo e vulgar.
—Hm... – ele virou o rosto meio de lado para o sogro que continuava a olhar para o céu respirando profundamente – mas o senhor sabe que...
—Cala a porra da boca, Uchiha, ou vou me arrepender de não terminar de te sufocar. eu quero fechar os olhos e fingir que minha filha vai se casar virgem... e agora de tudo!
houve um instante de silencio e então Sasuke sorriu minimamente.
— Então isso é uma benção? – indagou querendo dar fim finalmente. no segundo seguinte, de joelhos sobre a lama Hiashi lhe acertou em cheio o nariz o fazendo sangrar.
— Agora sim tem minha benção, e junto um aviso grátis de não pise na bola. não pude fazer isso com o ultimo filha da puta, mas sempre é tempo! – Sasuke que tentava conter o sangramento nasal arregalou os olhos surpreso – o que? acha que eu não sei? eu sempre, sempre estou de olho nos meus filhos Uchiha, todo pai que se prese o faz, pode ter certeza!
(...)
O som da porta sendo destrancada chamou atenção do Uchiha mais velho que estava vendo tv na sala. ele se levantou ligeiramente assustado quando viu a figura do seu caçulinha um tanto molhado, roupas sujas, e um tampão de papel fajuto socado no nariz. Quando a chamada foi abruptamente corta, ele imaginou que Sasuke tinha ficado irritado por ele usar seu notebook sem pedir, mas era mais fácil usa-lo para coisas triviais já que costumeiramente ele esquecia o seu próprio no escritório, mas aquela cara de seu irmão mais novo? era tão psicopata quando o encarou. podia jurar ter olhos vermelhos.
—O que caralhos aconteceu com... – antes que Itachi pudesse completar a fala, um soco forte de Sasuke na boca do seu estomago o fez curvar-se de dor urrando – mas que porra! – resfolegou rápido, mas sem ter tempo de se recuperar quando seguidamente ao soco, Sasuke acertou suas bolas terminando o trabalho de deixa-lo no chão chorando como uma criança patética.
O Uchiha mais novo se abaixou enfiando a mão no bolso do irmão e tirando de lá o celular do mesmo. como um número que sabia já de cor, ele discou para Hinata e enquanto teclava os números com aquele olhar assassino, ele disse:
—Nunca mais, na sua merda de vida, invada meu quarto e minha privacidade outra vez! – era uma ameaça e Itachi sabia embora sua mente só sabia processar dor. era como quando eram crianças novamente e ele sabia e embora quisesse mesmo levar Sasuke a sério, aquela voz fanha pelo nariz tamponado estava hilária. ele parecia um mendigo fodido que foi espancado. e só aí que o mais velho se lembrou: era o encontro com o sogro.
ok, talvez ele tivesse merecido o soco, mas o chute nas bolas foi maldade pura!
—Você já foi mais legal, maninho – resmungou enquanto via Sasuke começar a falar com Hinata dando uma desculpa qualquer para a voz estranha.
